Série: Canalhas #2
Autor: Loretta Chase
Gênero: Romance de época
Editora: Arqueiro
Páginas: 304
Ano: 2015
Resenha:
Desde que a família Mallory se estabeleceu na Inglaterra no século XII, os homens da família são conhecidos por serem perfeitos canalhas. Mas com o passar do tempo isso foi mudando, eles ficaram mais civilizados e até mesmo virtuosos, mas não ele, o filho único do irmão mais novo do quarto duque, Vere Aylwin Mallory, o último canalha da família. E Vere tinha seus parceiros de crime, Roger Barnes, visconde de Wardell, Sebastian Ballister, marquês de Dain e seu primo Charlie, o duque de Ainswood. Tinha porque Dain se casou, Wardell foi morto durante uma briga e agora Charlie também se foi, deixando sob a tutela de Vere, seu filho Robin, que herdou o título de duque, e suas duas filhas. Mas a família Mallory tem uma espécie de maldição, prevista por seu tio a muito anos. Ele viu os Mallorys como sombras e um a um, todos foram levados e Robin também não dura muito, restando agora somente Vere.
Lydia Grenville trabalha como escritora na revista Argus. A revista que estava a beira da falência quando Lydia foi contratada e graças a ela, sobreviveu e hoje é um sucesso, principalmente a história "A rosa de Tebas" que Lydia escreve sob o pseudônimo S. E. St. Bellair, para que ninguém descubra que ela escreve "fanfarrices românticas", como ela mesma diz. E o engraçado é que as pessoas discutem entre elas para saber quem escreve melhor, a Srta. Grenville ou St. Bellair, sem saberem que os dois são a mesma pessoa. E é isso que o criado de Vere está discutindo com ele nesse momento. Ele elogia St. Bellair, mas diz que Lydia também escreve muito bem e que depois que ela foi contratada pela Argus, a revista passou a fazer jus ao nome dela. Mas Vere, que acabou de passar mais uma noite de devassidão, não quer saber de nada disso e diz que essas mulheres metidas a intelectuais, estão é com falta de sexo e por isso acham que conseguem pensar.
E é com esses pensamentos que Vere encontra Lydia defendendo uma garota de uma conhecida cafetina. Vere se mete no meio da confusão e ofende Lydia. E quando ele pensa que ganhou a discussão e agarra Lydia e lhe dá um beijo, ela acerta um soco no queixo dele e ele termina caído em uma poça de lama. Lydia vai embora levando a garota para sua casa e Vere acaba encontrando Bertie Trent, cunhado de Lorde Dain e quando Trent defende Vere, ele convida Trent para passar um tempo em sua casa. Mas mesmo com a defesa de Trent, Vere acaba mais uma vez sendo motivo de piada para toda a sociedade e dessa vez é ainda pior, porque agora ele apanhou de uma mulher. Mas ele não vai deixar isso barato e decide se vingar de Lydia manchando sua reputação. O que ele não esperava é Lydia fosse mexer tanto com ele e o mesmo acontece com Lydia. Agora cada vez que se encontram, é uma batalha que eles travam, tentando derrubar um ao outro. Mas até quando eles vão conseguir esconder o que sentem um pelo outro?
Como disse na resenha do primeiro livro dessa série, eu me surpreendi e muito com a escrita da autora. Como todos sabem, os romances de época tem lá os seus clichés. As histórias são basicamente a mesma coisa, só mudam os protagonistas. Mas a autora conseguiu se destacar entre os clichês. Ela escreve um romance de época moderno. As mocinhas não são aquelas bobinhas que só pensam em casamento e os mocinhos não são os machistas típicos dos livros do gênero. E apesar do romance estar presente o livro todo, a história não gira em torno disso. E nesse em especial, eu me surpreendi com o clima de mistério e aventura que a autora criou. Mas na minha opinião, mesmo sendo um ótimo livro, não conseguiu superar O Príncipe dos Canalhas. Lorde Belzebu ainda continua dono do meu coração.
Aliás esse foi o ponto alto do livro, quando o Belz apareceu. Adorei revê-lo e seu jeitinho amoroso que eu já estava sentindo muita falta. Não que Vere não seja encantador, porque ele é, mas Dain chegou primeiro. Vere, que me surpreendeu nesse livro, porque no anterior não tinha gostado nem um pouco dele. Mas nesse ele fez com que eu mudasse a minha opinião sobre ele. E a autora foi genial criando o casal, já que os dois são o oposto um do outro e mesmo assim, feitos um para o outro e perfeitos juntos. Lydia é uma mulher muito a frente do seu tempo. Ela seria uma protagonista perfeita para qualquer gênero literário e não só nos de época. E outro personagem que mudou a minha visão sobre ele foi o Bertie. Odiava ele no livro anterior e aqui ele ganhou a minha simpatia e gostei do que a autora preparou para ele. Enfim, recomendo o livro para quem gosta de um bom romance com muita aventura. Leia você vai gostar.


