28 junho 2021

Resenha | Willa, A Garota da Floresta - Robert Beatty

Livro: 
Willa - A Garota da Floresta
Série: Willa of the Wood # 1
Gênero: InfantoJuvenil
Autor: Robert Beatty
Editora: Milk Shakespeare
Páginas: 304
Ano: 2021

Resenha:
Willa e sua avó vivem em Dead Hollow com seu clã. Sua tribo é liderada por Padaran, e Willa faz de tudo para agradá-lo e por isso se esforça para ser a melhor entre os jaetters, os jovens caçadores-ladrões do seu clã. Na língua antiga, que hoje em dia Willa só fala com sua avó, seu povo é chamado de Faeran, mas para os colonos de pele branca eles são os ladrões noturnos ou os espíritos noturnos, mesmo Willa sendo de carne e osso e podendo ser ferida da mesma forma que eles fizeram com as árvores e os animais da floresta onde ela vive. Noite após noite Willa sai em busca de mantimentos e o que quer que ela imagine ser valioso nas casas do povo do dia, como Willa se refere aos colonos. 

E naquela noite em especial Willa está ainda mais determinada, pois na noite anterior o padaran havia batido nela ao ver o pouco conteúdo da sua sacola. Por isso Willa se aventura no andar de cima da casa que invade, mesmo sabendo do risco de ser morta, pois é isso que o povo do dia faz com tudo o que não conhece e que é o que ela sempre acreditou. E se hoje eles precisam roubar dos colonos a culpa é deles mesmo, pois antes deles aparecerem seu povo vivia apenas com o que a floresta poderia fornecer. Seu padaran sempre diz que o povo do dia são ricos e não precisam de tudo o que eles tem, mas ainda assim Willa sempre pega somente metade do que encontra. 

Mas dessa vez quem é pega é Willa, que acaba ferida pelo bastão de matar do homem. E enquanto está acuada Willa vê algo nos olhos do homem que ela foi ensinada que eles não sentiam: bondade e gentileza. Confusa Willa consegue escapar, mas essa não é a única coisa que ela acreditava que vai se provar ser uma mentira naquela noite. Ao voltar para casa ferida, Willa acaba encontrando um lugar onde seu povo mantém crianças humanas presas. Então Willa começa a se questionar sobre tudo o que aprendeu até agora. E ela se vê diante de uma escolha impossível, trair seu clã e ficar sozinha no mundo ou trair a floresta e seus habitantes que ela tanto ama. 

Eu fiquei encantada com essa capa quando vi esse livro entre os lançamentos de julho da Faro Editorial. E quando li a sinopse então, já quis muito ler ele. Eu sou meio velha, mas adoro um livro infanto-juvenil. Se for nesses moldes então, com muita aventura e fantasia, eu já sei que vou adorar a leitura. Livros do gênero foram os primeiros na minha vida de leitora e devorei tudo o que tinha nesse estilo nas bibliotecas das escolas onde estudei. Então acima de tudo eles são livros que me remetem a uma época boa, uma época inocente onde a única preocupação era tirar notas boas e passar de ano hehe. 

E além desse livro ser uma história encantadora em uma aventura divertida, o autor ainda usou dela para falar sobre algo que vem nos preocupando a cada dia, a destruição da natureza. Willa, nossa protagonista tem o poder de se comunicar com a floresta e tudo dentro dela. Ela fala com as plantas, com os animais, consegue se camuflar e se esconder no meio deles e sente a dor de cada um. É impossível ler esse livro e não se sensibilizar e querer fazer alguma coisa para mudar essa situação. Mesmo que tudo pareça tão grande e a gente se sinta de mãos atadas e impotente. É tão triste ver a floresta sendo cada vez mais destruída e quem deveria e poderia mudar essa situação não faz nada.

Willa apesar de ser um infanto-juvenil é uma história rica em detalhes e a cada página virada a gente aprende mais um pouco sobre todo esse mundo criado pelo autor. Por vezes o livro me lembrou as histórias de fadas da Holly Black, que também é excepcional ao levar o leitor para dentro de uma floresta e fazer com que a gente se apaixone por tudo dentro dela. E fora o cenário maravilhoso, ainda temos personagens incríveis que nos trazem um misto de sentimentos e confesso, terminei o livro em lágrimas de tão linda que achei a história. O livro tem um final fechado, mas já vi que temos uma continuação e pelo que li da sinopse, a história será ainda melhor. Enfim, recomendo o livro para todas as idades, você vai amar essa aventura. 

Nota:





26 junho 2021

#115 | A Estante Aumentou!

  Esse mês extrapolei um pouco. Aproveitei a promoção do dia dos namorados da Autêntica e comprei alguns livros que estavam na minha lista. E ainda bem que não baixou nenhum dos livros da minha lista de desejados na Prime Day, porque se não a coisa tinha ficado feia hehe.

Recebidos

Da Faro Editorial recebi esses dois livros que achei as sinopses muito interessantes. E essa edição de Willa está muito linda. E acabei levando um susto quando abri o livro porque saiu essa borboleta voando de dentro dele hehe. 

Da Companhia das Letras recebi esse livro de contos que para falar a verdade não é muito minha praia. Mas por ter vários autores que tenho o interesse em conhecer a escrita vou ler ele e logo trago a resenha.


E esses foram os que comprei na promoção. Como escolhi comprar os livros da Anne da editora, comprei os últimos dois que foram lançados e eu ainda não tinha. Sou apaixonada nessas capas.


E esse são livros que assim que lançaram já entraram na minha lista, mas como o preço estava bem salgado só dá para comprar em promoções mesmo hehe. Infâncias Roubadas terminei hoje e já adianto que foi uma das melhores leituras do ano.


E do Clube Intrínsecos veio esse livro que num primeiro momento torci o nariz, mas acabei amando a leitura. Tem resenha dele aqui


Desapegos

Esse mês decidi me desfazer dessa coleção que pretendo comprar os e-books se o autor resolver um dia terminar a história e eu for reler. Só não doei o quarto livro porque emprestei e nunca mais voltou.  A cabana uma amiga me pediu emprestado e acabei doando para ela.




Desejados

E esses são os que entraram para a lista de desejados esse mês. Os dois de época nem li os anteriores ainda, mas como são autoras que gosto já coloquei na lista. E o de Corte eu não gosto da Nestha, mas vou ler o livro dela para ver se mudo a minha opinião hehe.







23 junho 2021

Resenha | Depois - Stephen King

Livro: 
Depois
Série: Não
Gênero: Suspense
Autora: Stephen King
Editora: Suma
Páginas: 296
Ano: 2021

Resenha:
James Conklin foi uma criança bastante crédula. Ele acreditava em Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, Fantasmas, na Cachinhos Dourados (nos ursos falantes não porque ele não era bobo) e que seu desenho de peru de Natal estava de arrasar. Até que sua vizinha recém desencarnada falou que seu desenho era uma porcaria e que ele nunca seria um Rembrandt. E como os fantasmas tinham que falar a verdade, James acreditou que seu desenho era péssimo mesmo. Depois ele descobriu que nada dessas coisas existiam, com exceção dos fantasmas que continuaram aparecendo e falando com ele. Como uma pessoa normal nas primeiras horas e, depois cada vez mais fraco, até James não poder nem ouvir o que dizem, nem vê-los mais.

No começo Thia, a mãe de James, não acreditava que o filho pudesse ver e falar com os mortos, mas quando sua vizinha, a Sra. Burkett faleceu e James disse exatamente onde encontrar a joias que ela tinha guardado, sua mãe acreditou nele. E temerosa do que o dom do filho pudesse acarretar, pediu que ele não contasse para ninguém o que conseguia fazer. Mas foi ela mesma que acabou revelando o segredo para sua namorada Liz Dutton, quando precisou de uma ajudinha do filho para não acabar falida. Thia é agente literária e depois de algumas circunstâncias infelizes, ela ficou somente com um cliente e ele acaba de falecer sem escrever o último livro de uma série com milhares de fãs loucos para saber os segredos da história. Então Thia pede que James converse com o fantasma do seu cliente para ele contar como a história vai terminar e escreve o livro ela mesma.

Liz é detetive do Departamento de Polícia de Nova York e como não é lá muito querida entre os colegas de trabalho, e depois de algumas coisas erradas que ela fez seu emprego está por um fio, decide que James vai ser muito útil na resolução dos seus casos já que quem melhor para contar o nome do assassino por exemplo do que a própria vitima? Mas no momento ela parece estar colocando a vida dos outros na frente dos seus interesses, já que ela precisa da ajuda de James com um terrorista que acabou de se matar, não sem antes deixar uma bomba prestes a explodir e James precisa falar com seu fantasma e descobrir onde ele colocou essa bomba antes que seja tarde. O problema é que até então James só tinha conhecido fantasmas de pessoas boas e ele não estava preparado para o que teria que enfrentar após fazer contato com alguém que fez tanta maldade antes de morrer.

"A gente se acostuma com as coisas extraordinárias. Aceita como normais. Podemos até tentar não nos acostumar, mas é o que acontece. Tem coisa extraordinária demais no mundo, só isso. Em toda parte."

Depois, com menos de 200 páginas no livro físico, é praticamente um conto para os padrões do King. Quando você vê o nome dele na capa do livro já espera mil páginas pela frente hehe. E acho que já falei várias vezes aqui que não sou fã do autor, mas sempre que lança um livro novo dele eu já quero ler. Eu gosto muito das ideias, o que não gosto é da forma como ele desenvolve elas. Eu não aguento ter que ficar 10 páginas lendo sobre uma coisa que não tem relevância nenhuma para a história, e até por isso me surpreendi com esse livro e com o tanto de páginas. Acho que se ele focasse na história como fez nesse livro, todos seus calhamaços teriam pelo menos metade das páginas que tem hehe.

A primeira coisa que me chamou a atenção nesse livro e já me fez gostar muito dele foi a narração em primeira pessoa pelo James. Apesar de no momento em que ele está contando a história James ter 22 anos, sua história começa com ele criança e James é tão carismático que é impossível não se envolver. E vamos acompanhando James crescendo e tentando ser um garoto normal mesmo tendo que lidar com o fato de que vê gente morta. E com o medo depois. Porque geralmente os fantasmas não fazem nenhum mal a ninguém, só ficam ali olhando até desaparecer, mas James, Liz na verdade, acaba mexendo com algo muito maior que simples almas descarnadas. 

E apesar do narrador ficar prometendo o tempo todo que essa é sim uma história de terror, eu não vi ela assim. Achei mais um suspense do que terror propriamente dito. Porque apesar de algumas cenas mais fortes, não me deu medo em nenhum momento, fiquei foi mais curiosa para saber onde aquilo tudo ia dar. Para quem já leu, o livro lembra bastante o estilo de Joyland. Por isso quem quer se aventurar em algum livro do autor, mas tem medo de livros de terror, acredito que esse livro seja um ótimo começo. E por fim temos uma revelação chocante no final que dai sim vi o toque de mestre do King, porque só ele para jogar algo assim na história. 

Mas enfim, não vou me estender muito porque a historia é super curta e dá para ser lida em uma tarde fria como essas que estão fazendo por aqui. Eu recomendo a leitura porque gostei bastante da história, e como já disse nem sou fã do autor hehe. Quanto a edição eu li em e-book e não posso falar muita coisa, só dessa capa que está bem no estilo do ano em que a história em questão acontece.

Nota:







21 junho 2021

Tag | Coração Quentinho

Eu vi essa tag no blog Coisas de Diane e resolvi responder. Mas a tag original é da Paola Aleksandra, do Livros e Fuxicos

1) Um autor que faz seu coração acelerar toda vez que lança um livro

No momento é a Sarah J. Maas. Quero ler tudo o que essa mulher escreve porque até agora só foi livro cinco estrelas. O próximo da lista é esse que apesar de eu não gostar da protagonista, se passa em um universo que amo. 

2) A última leitura que aqueceu seu coração

É uma releitura na verdade, mas não posso citar outro. Além de suspirar pelo romance ainda me diverti muito.


3) Um casal literário que aumentou sua frequência cardíaca

Em A Sedução da Duquesa eu fui seduzida junto com ela, por isso não tem como colocar outro casal aqui que não o Aiden Trewlove e a Selena Sheffield.

4) Pressão alta: A capa mais babadeira da sua estante

Vou me repetir aqui, mas eu amo tanto essa capa hehe.

5) Pressão baixa: Um final que te fez desmaiar de tristeza

Só não desmaiei porque já tinha o próximo livro aqui. Porque esse final de Um Estranho Sonhador foi de matar qualquer um.

6) Um lançamento literário que você ainda não leu, mas que já ganhou seu coração

Eu já amo esse livro porque essa capa é muito linda e os livros da série são todos maravilhosos e duvido que a Lorraine vai errar nesse.

7) Coração bandido: um livro que você ama, mas sabe que não deveria.

Por toda a besteira e postura da J.K eu sei que não deveria amar mais nada dela, mas não consigo.

8) O livro que é dono do seu coração

Eu sempre vou ter um carinho especial por esse livro e não me canso de falar isso. Está longe de ser o melhor livro que já li, mas ele é o dono do meu coração. 






19 junho 2021

Resenha | Susan Não Quer Saber do Amor - Sarah Haywood

Livro: 
Susan Não Quer Saber do Amor
Série: Intrínsecos #33
Gênero: Chick-Lit
Autora: Sarah Haywood
Editora: Intrínseca
Páginas: 336
Ano: 2021

Resenha:
A vida de Susan Green é planejada nos mínimos detalhes. Ela tem um apartamento prático e organizado, ideal para uma pessoa solteira. Um emprego estável escolhido a dedo. Mesmo sendo uma advogada, ela preferiu ser uma funcionária pública trabalhando em desenvolvimento de projetos, com um salário previsível e uma aposentadoria garantida, do que estar sujeita a caprichos de outros advogados em alguma firma de Direito. Seus colegas de trabalho são apenas isso, colegas. Ela não tem nem perfil em redes sociais para não ter que socializar com ninguém o mais que o necessário. 

Sua vida amorosa se resume a um encontro semanal com um homem que ela conheceu através de um anúncio em um jornal. Já são doze anos de um não-relacionamento. Os dois sabem bem o que querem da vida e combinaram de ter esses encontros onde cada um sai satisfeito sem ter nenhum compromisso e com a opção de poder terminar no momento em que um deles decidir isso. E é exatamente isso que Susan faz, mas não porque não está mais satisfeita com seus encontros com Richard, e sim porque não confia mais nele depois que começou a ter todos os sinais, e uma gravidez foi confirmada. 

Então a vida de Susan que sempre foi minuciosamente planejada sai fora do controle, com uma gravidez indesejada aos quarenta e cinco anos. E para desestabilizar ainda mais seu emocional, Susan recebe a notícia de que sua mãe faleceu e seu irmão que nunca fez nada na vida vai ficar com a casa pelo tempo que desejar. Certa de que Edward manipulou o testamento de alguma forma e necessitada do dinheiro da venda da casa por causa da gravidez inesperada, Susan vai fazer de tudo para reverter essa situação. É quando ela conhece Rob, amigo de Edward que está hospedado na casa da sua mãe e encontra nele um aliado improvável e quem sabe finalmente se render ao amor. 

Quando esse livro chegou aqui pelo Clube Intrínsecos, eu confesso que não fiquei muito animada não. Como tenho me dado muito mal com os últimos chick-lits que li, achei que com esse ia acontecer a mesma coisa. Mas decidi ler ele quando vi que a protagonista tinha 45 anos e um dos meus problemas com os livros do gênero tem sido as protagonistas muito novas ou agindo como crianças, o que me dá nos nervos. E além de tudo a protagonista é uma anti-heroína, o que faz com que o leitor recrimine suas atitudes em um primeiro momento, já que elas são completamente o oposto do que estamos acostumados a ver as pessoas fazerem. 

Mas ao mesmo tempo essas atitudes peculiares são tão fora da casinha que não tem como não rir com elas. Como o livro é narrado em primeira pessoa pela Susan, dá para ver bem a forma como ela pensa e mesmo fazendo e agindo de uma forma que os outros considerem um absurdo, dá para ver que para ela aquilo é o certo. Eu ria muito com ela tentando aumentar as metas dos companheiros de trabalho cortando por exemplo as idas ao cafezinho ou um na mesa do outro, já que essas interações eram desnecessárias e no modo de ver dela, constrangedoras. Na visão dela não dá para entender que as pessoas gostam de conversar por exemplo. 

E quando ela fica responsável pela filha de dois anos da vizinha e age com a garota como se ela fosse um adulto? É hilário. Mas o mais absurdo de tudo é quando ela finalmente decide aceitar a ajuda de Richard com a criação da criança e os dois sentam para negociar como vai ser essa partilha. Ai que a gente entende como eles conseguiram ter um relacionamento por tanto anos, Richard é igualzinho a Susan, se não for até pior porque além de tudo ele não é tão maduro quanto Susan. Por isso que entendi ela ter se envolvido com Rob apesar de tudo. Ele é exatamente o que ela precisa para sair de sua bolha e se entregar para a vida.

"Mas hoje em dia há finais de contos de fadas de todos os tipos e tamanhos. Não tem problema se a princesa acabar com o príncipe, não tem problema se ela acabar com o criado, e também não tem problema se ela acabar sozinha. Não tem problema se ela acabar com outra princesa, ou com seis gatos, ou se decidir que quer ser um príncipe."

E para minha surpresa me encontrei na protagonista. Li algumas resenhas falando sobre a chatice dela e sou exatamente assim hehe. Entendi ela completamente porque temos vários pontos em comum. Não tudo claro, porque apesar de ser uma pessoa que não gosta muito de sair, nem que invadam meu espaço pessoal, contato físico é um problema, mas super me identifiquei com a questão do trabalho que também tenho um emprego pela estabilidade, mesmo sabendo que poderia ter mais e também nunca quis ter filhos ou um marido por exemplo. Além de tentar controlar as coisas a minha volta e ignorar as que não consigo hehe.

E num primeiro momento você até pode achar egoísta Susan querer contestar o testamento da mãe deixando a casa para usufruto do irmão, mas assim que tem acesso ao relacionamento dos dois durante a vida toda, acaba torcendo para que Edward não consiga ficar com a casa porque o cara sem noção. Quem precisa de um inimigo com um irmão desses? A impressão é que o objetivo de vida dele era fazer a irmã sofrer. Quanto mais você conhece, pior ele fica. Até pode ter sido um pouco aumentada as coisas porque o livro é na visão da Susan e só sabemos o que ela acredita dele, mas se for uma metade do que ela conta, ele já era terrível mesmo.

Mas enfim, é um livro que me tirou da zona de conforto e fico grata por te sido enviado pelo Clube porque se não fosse assim eu não teria me aventurado nele. E antes de terminar eu tenho que falar dessa edição que é uma das cores mais bonitas que tenho do Clube. A edição todo está muito linda. Mas em contrapartida a tradução do título do livro deixa bastante a desejar. O original é The Cactus, que além de ser uma das paixões da protagonista, representa bastante a personalidade dela. E também não é que a Susan não queira saber do amor e sim que ela não sabe lidar com o sentimento. 

Nota:








16 junho 2021

Top 5 | Casais com um romance arrebatador, ainda que não o tenham de fato

O dia dos namorados já passou, mas eu não poderia deixar de trazer uma postagem relacionada ao tema. O top 5 de hoje são aqueles livros que tem aquele romance de tirar o folego, mas que infelizmente não acontece como a gente gostaria porque o foco do livro é outro. Mas ainda assim você torce o livro inteiro pelo casal e sabe que mesmo o amor entre eles não tendo muito destaque, ele é tão palpável que chega a doer na gente hehe.

Citra e Rowan - Scythe
O primeiro casal dessa lista é um que as circunstancias os impedem de ficar juntos, afinal eles estão em uma disputa onde um só sobrevive se matar o outro. Mas tem como resistir a esses dois?


Lazlo e Sarai - Strange the dreamer
Esse foi meu casal mais recente que fiquei com o coração na mão porque não via uma maneira deles ficarem juntos. É um amor impossível que só podia acontecer nos sonhos mesmo, literalmente. E quando você pensa que finalmente vai acontecer, as coisas conseguem piorar.


Kell e Lila - Tons de Magia
Aqui outro casal improvável. Eles estão aqui mais pelo primeiro livro onde eles estão mais para parceiros do que para amantes. Mas tem como não torcer para que um romance aconteça entre eles?


Day e June - Trilogia Legend
Legend foi uma das minhas primeiras leituras no gênero distopia e foi um dos primeiros livros que li onde o romance não é o foco da história. Mas tem como não torcer para esses dois inimigos declarados ficarem juntos?

Kaz e Inej - Six of Crows
E por fim esse casal que também doía no coração cada vez que havia alguma interação entre eles. Kaz é um dos meus personagens favoritos da vida e por tudo o que ele passou merecia alguém que o amasse incondicionalmente. E Inej foi seu par perfeito.



O que acharam das minhas escolhas? Qual casal deveria entrar na lista na sua opinião?









13 junho 2021

Resenha | A Musa dos Pesadelos - Laini Taylor

Livro: 
A Musa dos Pesadelos
Série: Strange the dreamer #2
Gênero: Fantasia
Autora: Laini Taylor
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 512
Ano: 2020

Contêm spoilers do livro anterior.

Resenha:

Lazlo sempre foi obcecado pela Cidade Perdida e quando teve a oportunidade não hesitou em ir até ela e descobrir seus segredos. O que ele nem imaginava era que sua existência era um desses segredos. Ao chegar em Lamento, Lazlo começou a sonhar com uma garota de pele azul e descobriu ser ela uma sobrevivente de um massacre onde todos os deuses foram mortos por um humano que eles escravizavam, inclusive as crianças. Essa garota é Sarai, a Musa dos Pesadelos que por muitos anos aterrorizou os humanos em seus sonhos impulsionada por Minya, outra sobrevivente, mas que acabou descobrindo todo o horror que o seu povo submeteu os humanos para eles se rebelarem.

Durante esses encontros em seus sonhos, Lazlo e Sarai acabaram se apaixonando, sem nenhuma expectativa de ficarem juntos, até que Lazlo descobriu a verdade sobre ele: sua pele também é azul e ele herdou o poder mais desejado entre os deuses. Mas por ironia do destino, ao mesmo tempo Sarai acabou morta e seu fantasma preso por Minya, que por isso agora controla Lazlo e seus poderes. E ela quer vingança contra todos os humanos, pois não se conforma em só ter conseguido salvar quatro crianças, enquanto todas as outras foram mortas durante o massacre. E Sarai que pensava ter se livrado do controle que Minya teve sobre ela a vida inteira, viu que depois da morte isso seria ainda pior, agora ela não passa de mais uma escrava de Minya, e ainda vai ter que ver seu amado escolher entre ela e todas as pessoas de Lamento. 

Mas quando os outros filhos dos deuses sobreviventes veem o que Minya está fazendo com Sarai, eles tentam argumentar com ela e Minya resolve recuar pelo menos em um primeiro momento, mas não sem deixar claro quem está no comando agora. Enquanto isso os moradores de Lamento prevendo que vai começar tudo de novo agora que sabem que ainda existem deuses vivos e um deles com o mesmo poder de Skathis, começam a evacuar a cidade. E a trégua de Minya não dura muito e Lazlo entende que só existe uma opção se ele quiser salvar Sarai e todos os outros, salvar Minya dela mesmo. E eles nem imaginam que logo terão que enfrentar um inimigo ainda mais forte e mais antigo, que traz consigo os segredos do surgimento dos deuses.

"O tabuleiro ainda estava lá, mas todas as peças estavam caídas e espalhadas pelo chão, o que, no estado de Lazlo parecia dizer tudo. Quando esse jogo terminasse, restaria alguém em pé?"

O final de Um Estranho Sonhador foi desesperador. Eu já vi finais onde as esperanças dos protagonistas são quase nulas, mas nesse final eu não consegui ver uma solução e nenhuma maneira da autora consertar o que tinha acontecido. Por isso comecei a leitura com o coração na mão e o segundo livro se inicia exatamente de onde parou o primeiro. E diferente do que aconteceu no primeiro livro onde temos uma primeira parte bem parada, nesse segundo a gente mal tem tempo de respirar de tanta coisa que acontece. Além dos embates que já estava previsto que aconteceria, temos a inserção de novos personagens e vamos ver um outro lado da história, o começo de tudo.

E gente que livro! Posso afirmar sem sombra de dúvida que foi a melhor leitura desse semestre e com certeza vai estar no top 3 do ano. A Laini tinha me surpreendido em Feita de Fumaça e Osso e nesse ela me conquistou de vez. E engraçado que ela repetiu uma mesma fórmula que só me dei conta depois que terminei a duologia. Assim como na trilogia onde temos uma guerra entre anjos e quimeras onde os dois lados tem sua razão, nesse temos os humanos versus os "deuses" e os dois lados tem seus motivos para continuarem lutando. Não temos um vilão propriamente dito, mas uma guerra como sempre inútil que só serve para alimentar o ódio dos que estão lutando e ferindo e matando inocentes.

Qual lado escolher, de Eril-Fane, o Matador dos Deuses, que fez o que era preciso para livrar seu povo de anos de escravidão, violência e tortura? De Minya que era uma criança quando viu quase trinta delas serem assassinadas pelos erros de seus pais? Ou ainda Nova que teve sua irmã gêmea arrancada de junto dela, foi vendida pelo seu próprio pai e passou quase duzentos anos procurando a irmã apenas para encontrá-la morta? O leitor fica em uma encruzilhada sem saber para quem torcer, porque todos os três em um momento ou outro conquista a simpatia do leitor. Até porque não somos assim?, erramos tentando acertar e nem sempre o que é o melhor na nossa visão é o certo. 

E ao levantar essa questão e apresentá-la da forma como foi em um livro de fantasia, aparentemente voltado para um publico mais jovem é que a Laini foi genial. Eu tirei muito meu chapéu para ela porque definitivamente eu amei como tudo terminou. Ela conseguiu abrir um leque ainda maior nesse segundo livro, com a história de como tudo começou e os verdadeiros motivos dos deuses fazerem tudo aquilo e no fim, ela juntou tudo e resolveu de uma forma tão simples que só autores que já atingiram um certo patamar conseguem fazer. E ainda deixou em aberto uma história magnifica pela frente que creio, ela vai escrever. E vamos torcer para que sua trilogia e sua duologia se juntem em uma nova história.

Quanto ao romance, nesse ficou meio apagado com tantas coisas acontecendo. Mas ele estava ali e era palpável. Tanto entre Lazlo e Sarai como com Eril-Fane e Azareen e entre outros personagens secundários. Até um suposto casal que eu nem imaginava. E outra pessoa que me surpreendeu e preciso citar é Thyon, que de menino mimado e intragável, teve um grande amadurecimento e foi fundamental para o bom andamento da história hehe. E eu podia ficar aqui falando anos sobre cada um dos personagens, mas ainda assim não conseguiria passar para vocês o quão fascinante é essa história.  Então só me resta terminar indicando o livro para quem gosta do gênero. Com certeza você vai amar. E amei essa capa, apesar da edição estar com a qualidade um pouco aquém da do primeiro livro. 

Nota:







11 junho 2021

Tag | Viciada em filmes

Uma tag que me representa uhuuuuu.

Escolher os filmes não foi tarefa facil, por mim teria colocado 3 opções. Mas é isso! Escolhi alguns que creio que vocês também vão gostar.

Vi essa tag no blog Canto Cultzíneo, mas a tag original é da @books_dacy.

Se for fazer, lembre-se de dar os créditos a criadora da tag.


1 - QUAL FOI O ÚLTIMO FILME QUE VOCÊ ASSISTIU?

Me julguem, mas eu gosto do Adam. E quando ele se propõe a fazer um filme serio, ele manda muito bem.


2 - UM FILME QUE QUER MUITO VER


Tô doida pra ver essa sequencia. Já sei que vou morrer de medo, cantar uns louvores depois, mas quero muito ver hehehe



3 - UM FILME PARA CHORAR

Que historia magnifica! impossível não se emocionar
(O milagre na cela 7 é pra desidratar)


4 - UM FILME PARA RIR

Três amigos idosos, resolvem fazer um assalto. Adorei!


5 - UM SUSPENSE

Um ótimo suspense. Família isolada, coisas estranhas acontecendo. E segredos precisando serem descobertos. 


6 - UM FILME PARA VER COM A FAMÍLIA

Já nem sei quantas vezes eu vi. É bom pra ver com a família. De forma leve, fala sobre vários temas. E família reunida pra assistir filme, sempre tem aquele que não fica calado. Então, um filme repetido não faz mal pra ninguém rs


7 - UM ROMANCE

Duvido que alguém aqui vai discordar de mim. Esse filme é puro amor. 


8 - UM FILME LINDO

Ah! esse filme é uma gracinha. Um homem bruto encontra uma delicada senhora. Surge aí uma bela amizade.


9 - UM FILME PARA MORRER DE MEDO

Eu tive medo sim. E olha que nem sofro com filmes de terror.... 


10 - UM FILME DE AÇÃO

Gosta de ação? vai lá e aperta o play. O filme é muito bom.


11 - UM FILME QUE NÃO VALE A PENA

Aff, que filme ruim! Bruce Willis fez uma pequena participação, acho que devia estar sendo ameaçado de morte hahahaha


12 - UM FILME PARA O FERIADO

O amor entre amigos é muito mais forte. E esse filme fala claramente sobre isso. E aqui fica minha homenagem ao Paulo Gustavo. Um ícone de nossa geração. 


13 - UM DESENHO ANIMADO

Acho difícil encontrar alguém que não tenha gostado dessa animação. 


14 - UM FILME QUE TODO MUNDO TEM QUE VER

Documentário magnifico! Uma aula de historia, empoderamento, musica e o valor das pequenas coisas da vida adulta.


15 - UM FILME QUE VOCÊ ASSISTIU 3 OU + VEZES

Esse é um dos meus xodós. Uma historia de amizade, superação, amor e cumplicidade. 


16 - UM FILME PARA MENINAS

Qualquer um que tenha vontade, mas lembre-se de rebobinar a fita ☺

E aí gostaram?

Beijos e se cuidem! 




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