19 junho 2021

Resenha | Susan Não Quer Saber do Amor - Sarah Haywood

Livro: 
Susan Não Quer Saber do Amor
Série: Intrínsecos #33
Gênero: Chick-Lit
Autora: Sarah Haywood
Editora: Intrínseca
Páginas: 336
Ano: 2021

Resenha:
A vida de Susan Green é planejada nos mínimos detalhes. Ela tem um apartamento prático e organizado, ideal para uma pessoa solteira. Um emprego estável escolhido a dedo. Mesmo sendo uma advogada, ela preferiu ser uma funcionária pública trabalhando em desenvolvimento de projetos, com um salário previsível e uma aposentadoria garantida, do que estar sujeita a caprichos de outros advogados em alguma firma de Direito. Seus colegas de trabalho são apenas isso, colegas. Ela não tem nem perfil em redes sociais para não ter que socializar com ninguém o mais que o necessário. 

Sua vida amorosa se resume a um encontro semanal com um homem que ela conheceu através de um anúncio em um jornal. Já são doze anos de um não-relacionamento. Os dois sabem bem o que querem da vida e combinaram de ter esses encontros onde cada um sai satisfeito sem ter nenhum compromisso e com a opção de poder terminar no momento em que um deles decidir isso. E é exatamente isso que Susan faz, mas não porque não está mais satisfeita com seus encontros com Richard, e sim porque não confia mais nele depois que começou a ter todos os sinais, e uma gravidez foi confirmada. 

Então a vida de Susan que sempre foi minuciosamente planejada sai fora do controle, com uma gravidez indesejada aos quarenta e cinco anos. E para desestabilizar ainda mais seu emocional, Susan recebe a notícia de que sua mãe faleceu e seu irmão que nunca fez nada na vida vai ficar com a casa pelo tempo que desejar. Certa de que Edward manipulou o testamento de alguma forma e necessitada do dinheiro da venda da casa por causa da gravidez inesperada, Susan vai fazer de tudo para reverter essa situação. É quando ela conhece Rob, amigo de Edward que está hospedado na casa da sua mãe e encontra nele um aliado improvável e quem sabe finalmente se render ao amor. 

Quando esse livro chegou aqui pelo Clube Intrínsecos, eu confesso que não fiquei muito animada não. Como tenho me dado muito mal com os últimos chick-lits que li, achei que com esse ia acontecer a mesma coisa. Mas decidi ler ele quando vi que a protagonista tinha 45 anos e um dos meus problemas com os livros do gênero tem sido as protagonistas muito novas ou agindo como crianças, o que me dá nos nervos. E além de tudo a protagonista é uma anti-heroína, o que faz com que o leitor recrimine suas atitudes em um primeiro momento, já que elas são completamente o oposto do que estamos acostumados a ver as pessoas fazerem. 

Mas ao mesmo tempo essas atitudes peculiares são tão fora da casinha que não tem como não rir com elas. Como o livro é narrado em primeira pessoa pela Susan, dá para ver bem a forma como ela pensa e mesmo fazendo e agindo de uma forma que os outros considerem um absurdo, dá para ver que para ela aquilo é o certo. Eu ria muito com ela tentando aumentar as metas dos companheiros de trabalho cortando por exemplo as idas ao cafezinho ou um na mesa do outro, já que essas interações eram desnecessárias e no modo de ver dela, constrangedoras. Na visão dela não dá para entender que as pessoas gostam de conversar por exemplo. 

E quando ela fica responsável pela filha de dois anos da vizinha e age com a garota como se ela fosse um adulto? É hilário. Mas o mais absurdo de tudo é quando ela finalmente decide aceitar a ajuda de Richard com a criação da criança e os dois sentam para negociar como vai ser essa partilha. Ai que a gente entende como eles conseguiram ter um relacionamento por tanto anos, Richard é igualzinho a Susan, se não for até pior porque além de tudo ele não é tão maduro quanto Susan. Por isso que entendi ela ter se envolvido com Rob apesar de tudo. Ele é exatamente o que ela precisa para sair de sua bolha e se entregar para a vida.

"Mas hoje em dia há finais de contos de fadas de todos os tipos e tamanhos. Não tem problema se a princesa acabar com o príncipe, não tem problema se ela acabar com o criado, e também não tem problema se ela acabar sozinha. Não tem problema se ela acabar com outra princesa, ou com seis gatos, ou se decidir que quer ser um príncipe."

E para minha surpresa me encontrei na protagonista. Li algumas resenhas falando sobre a chatice dela e sou exatamente assim hehe. Entendi ela completamente porque temos vários pontos em comum. Não tudo claro, porque apesar de ser uma pessoa que não gosta muito de sair, nem que invadam meu espaço pessoal, contato físico é um problema, mas super me identifiquei com a questão do trabalho que também tenho um emprego pela estabilidade, mesmo sabendo que poderia ter mais e também nunca quis ter filhos ou um marido por exemplo. Além de tentar controlar as coisas a minha volta e ignorar as que não consigo hehe.

E num primeiro momento você até pode achar egoísta Susan querer contestar o testamento da mãe deixando a casa para usufruto do irmão, mas assim que tem acesso ao relacionamento dos dois durante a vida toda, acaba torcendo para que Edward não consiga ficar com a casa porque o cara sem noção. Quem precisa de um inimigo com um irmão desses? A impressão é que o objetivo de vida dele era fazer a irmã sofrer. Quanto mais você conhece, pior ele fica. Até pode ter sido um pouco aumentada as coisas porque o livro é na visão da Susan e só sabemos o que ela acredita dele, mas se for uma metade do que ela conta, ele já era terrível mesmo.

Mas enfim, é um livro que me tirou da zona de conforto e fico grata por te sido enviado pelo Clube porque se não fosse assim eu não teria me aventurado nele. E antes de terminar eu tenho que falar dessa edição que é uma das cores mais bonitas que tenho do Clube. A edição todo está muito linda. Mas em contrapartida a tradução do título do livro deixa bastante a desejar. O original é The Cactus, que além de ser uma das paixões da protagonista, representa bastante a personalidade dela. E também não é que a Susan não queira saber do amor e sim que ela não sabe lidar com o sentimento. 

Nota:








15 comentários:

  1. Realmente, a cor dessa capa tá linda. Eu gostei da parte dos cactos por dentro também, que agora você falando da tradução, entendi o motivo de estarem ali, hehe. Com relação à história, me chamou atenção ser mesmo uma protagonista de 45 anos, pois o que está me incomodando ultimamente é o mesmo que você, ter sempre moças novinhas ou agindo feito crianças. Esse realmente deve ter sido um livro fora da caixinha e eu curti bastante. =)
    Bjks!

    Mundinho da Hanna
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  2. Oie .Tudo ok ?
    Amei o tom de rosa que o Intrisecos escolheu para esse livro �� Quando eu vi que iam lançar ele aqui no Brasil , pensei que eles iam usar a cor verde por causa do titulo em inglês ser "The Cactus" .
    Eu comecei a ler esse livro em inglês, mas fiquei com dificuldade de progredir , estava com dificuldade traduzir a historia. Acho que larguei a leitura na parte que ela desmaiou no velório da mãe ( eu ao menos entendi que foi isso que aconteceu ��)

    Eu também li várias resenhas falando sobre ela ser chata e como empaquei na leitura , confesso que não me animei nem quando vi que o livro chegaria aqui no Brasil.Mas a sua resenha me animou .

    Sobre a protagonista ser mais madura , você sabia que tem uma variação do chick-lit chamando "Hen Lit" que é voltado para personagens mais maduras.( + de 40 anos)
    Tem poucos livros desse sub-genero por aqui no Brasil , mas nesses tempos estão trazendo alguns deles para cá.
    Pelo jeito parar de ler chick-lit nunca haha.

    Beijos

    mundinhoquaseperfeito.blogspot.com


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  3. Adorei a cor da capa, meus olhos pousaram nela assim que abri o blog. Outro ponto importante para mim mencionado por você foi a idade da protagonista já que parece ser difícil encontrar personagens femininas mais velhas (pelo menos eu tenho certa dificuldade em encontrar). Achei interessante da protagonista estar fora de ser romantica, sonhadora (não to reclamando de protagonistas assim, longe de mim).
    Além disso, sabe o que me deixou curiosa? O Richard mesmo não sendo o par romântico dela hahahahah o relacionamento deles com a vinda da filha e se tem algum livro dele, vai que né?

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  4. Eu simplesmente adorei a resenha e fiquei muito curiosa para ler o livro!!
    Gosto de livros diferentes do que estou acostumada.
    Parabéns pela resenha s2


    Minha Fuga da Realidade

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  5. Oi, Sil
    Eu já lendo a sinopse e pensando como que a Susan pode ser tão chata assim KKKK Eu não gosto muito de chick-lit com personagens mais velhas, mas eu adorei o desenvolvimento da trama e a redescoberta da personagem. Com certeza vou ler, e a capa é linda tbm! Bom que você conseguiu simpatizar com a protagonista, não sei se conseguiria KK
    Beijo!
    https://capitulotreze.com.br/

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  6. Olá, adorei a resenha. Achei curioso ser um livro chick-lit com a protagonista com idade de 45 anos, confesso que achei muito legal bem diferente do que eu ja li com certeza vou lê-lo.
    Beijos!
    https://deliriosdeumaliteraria.blogspot.com/?m=1

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  7. Oi Sil, sua linda, tudo bem?
    Agora que parei para pensar, percebi que foram poucos os livros que li com personagens com mais idade, como ela. Achei esse enredo um pouco diferente, e confesso que se lesse apenas a sinopse, talvez não colocasse ele na lista. Mas você me convenceu, quero ver Rob deixando o mundo dela de cabeça para baixo, risos... Sua resenha ficou ótima!!!
    beijinhos.
    cila.
    https://cantinhoparaleitura.blogspot.com/

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  8. Oi Sil! Eu sou um pouco chata com certas coisas, em especial com invasão de espaço pessoal e da minha privacidade, no trabalho gosto de certa distância e nenhuma intimidade e acho que neste aspecto eu entenderia bem a protagonista. Além disso filhos passam longe do meu radar. Eu gostei da premissa do livro e leria com certeza, na verdade já vou colocar na lista. Acho que a editora deve publicar fora do clube, não é? Adorei a dica. Bjos!! Cida
    Moonlight Books

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  9. Oi Sil, tudo bem?
    Eu sou uma pessoa mega certinha, inclusive nas coisas que priorizo, então talvez em alguns aspectos pudesse me identificar com a Susan também. O único desperdício parece ser a capa: deve ficar bonito coloridinho na estante, mas acho as capas do Intrínsecos tão xoxas. :(
    Beijos,

    Priih
    Infinitas Vidas

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  10. Oi Sil, tudo bem? Chick-lit é um gênero que eu gosto bastante! Que bom que você encontrou um que vc gostasse. Eu achei a história bem interessante, já coloquei na minha lista de leitura!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  11. Amei resenha. Fiquei agora querendo muito ler o livro, a personagem parece ser totalmente diferente do habitual.
    beijos
    https://www.dearlytay.com.br/

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  12. Oi!
    Sou meio chata com chick-lits pois não é todo absurdo que as protagonistas se enfiam que eu consigo levar à sério, mas a proposta desse me pareceu bem interessante por conta das relações "fora do comum" da Susan.

    Beijão
    https://deiumjeito.blogspot.com/

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  13. Pelo que você contou sobre a trama, deveriam ter mantido a tradução fiel ao título original. Que bom que gostou da história. Chick-lit já esteve em evidência há poucos anos, mas sumiu de repente. Autoras como Leila Rego desapareceram. Uma pena, pois eu suponho que tenha público esse tipo de literatura.

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  14. Oi, Sil. Como vai? Que bom que gostou da obra, pois me parece ser excelente, embora eu não leia chick-lit frequentemente. Adorei a resenha. Abraço!



    http://lucianootacianopensamentosolto.blogspot.com/

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  15. Oi Sil,
    Esse é um mês que eu me arrependo de não ser assinante do Intrínsecos. Como eu queria esse livro e nessa edição cor de rosa! COISA MAIS LINDA!
    Certeza que vou amar a história, super faz meu estilo e só vejo elogios. Já estou de olho para ver quando a obra chega na Amazon... rs
    beijos
    http://estante-da-ale.blogspot.com/

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