14 abril 2021

Resenha | O segredo do Conde - Lorraine Heath

Livro: O Segredo do Conde
Série: Os Sedutores de Havisham #2
#1 - Codinome Lady V
Gênero: Romance de Época
Autora: Lorraine Heath
Editora: Gutenberg
Páginas: 288
Ano: 2018

Resenha:
Edward e Albert Alcott ficaram órfãos aos sete anos e por ser uma hora mais velho que Edward, Albert herdeu o título de Conde de Greyling. Os irmãos foram levados para Havisham Hall e deixados sob a tutela do Marquês de Marsden, conhecido por todos por sua loucura após a morte da esposa. Então os gêmeos, o filho do Marquês, o Visconde Locksley e o Duque de Ashebury, que perdeu seus pais no mesmo acidente que levou os pais dos gêmeos, cresceram praticamente sem a supervisão de um adulto. E mesmo considerando os outros dois como irmãos, os gêmeos sempre tiveram uma ligação especial. 

Ligação essa que parece ter sido rompida assim que Lady Julia Kenney entrou na vida de Albert. Ele faz tudo o que Julia quer, e até desiste das viagens de exploração que é praticamente uma marca registrada dos quatro amigos. Cego de ódio Edward segue Julia até um jardim durante um baile e acaba descobrindo o que tanto fascina seu irmão e quando percebe já está com Julia em seus braços. E esse incidente acaba separando ainda mais os irmãos, já que Julia fica possessa quando descobre ter sido enganada por Edward, e mesmo nenhum dos dois contando o que aconteceu para Albert, a animosidade entre eles fica evidente e por toda Londres todos sabem que irmão e cunhada não se dão bem.

Por isso agora Edward tem uma tarefa praticamente impossível nas mãos. Ele consegue convencer o irmão a ir em uma última viagem, mesmo Julia estando grávida, e uma tragédia acontece. Antes de morrer Albert pede que o irmão se passe por ele, pelo menos até seu herdeiro nascer. O medo de Albert é que Julia perca o bebê ao saber de sua morte, já que essa gravidez aconteceu depois de vários abortos.  Edward aceita a tarefa, mesmo sua personalidade sendo oposta a do irmão. Mas enquanto finge ser o conde, aquela atração que sentiu por Julia no jardim anos atrás, volta ainda mais forte. E Julia sabe que o marido voltou diferente da viagem, e parece que a cada dia ela está mais apaixonada por ele. Mas será que esse amor vai durar quando ela descobrir o segredo do conde?

Esse é o segundo livro da trilogia Os Sedutores de Havisham. Quando li o primeiro livro e vi que ia contar a história de quatro amigos que cresceram juntos após perderem seus pais em um acidente ferroviário e vi que só eram três livros, percebi que alguma coisa estava errada. E a explicação veio nesse livro. Não é spoiler porque a história do livro é construída como base nesse acontecimento: um dos quatro morre e por isso temos apenas uma trilogia. E como amei o primeiro livro, minhas expectativas para esse estavam altíssima, ainda mais que a nota dele no skoob é bem alta para um romance de época, e gostei muito do livro, mas algumas coisas me incomodaram e não pude dar nota máxima para ele.

Primeiro que como assim a pessoa é casada por anos com alguém e não percebe que não foi seu marido que voltou e sim o gêmeo dele? Eles até podem ser iguais na aparência, mas na personalidade não tem como confundir. Ainda mais que pelo que lembro do primeiro livro, eles eram muito diferentes. E os amigos dele perceberam na hora e a esposa que convive e dorme com ele diariamente não? Esse foi um dos pontos que achei incoerente. Outra coisa foi o motivo dos dois não se suportarem e viverem brigando. Também achei bem forçado. Mas forçado mesmo foi uma "explicação" no final do livro para acalmar a consciência dos dois e fazer a linha do politicamente correto. Não vou falar porque é spoiler, mas a autora forçou muito.

Mas tirando isso eu gostei muito do livro. Não chega a ser maravilhoso como o anterior, mas comparado a romances de época que li recentemente, ele é ótimo. Uma coisa que gostei foi que o amor deles foi sendo construído aos poucos e não temos instalove como é comum nos romances do gênero. Mesmo eles já tendo uma inteiração anterior, onde rolou uma forte atração, dessa vez o que vemos é um amor mesmo ganhando forma e se desenvolvendo com um apreciando as coisas no outro, conhecendo as qualidades e os defeitos e se apaixonando mesmo assim. E outra coisa que sempre reclamo nos livros e aqui não teve, foi a falta do diálogo. Eles conversam e dizem o que estão sentindo.

Não cheguei a me apaixonar pelo Edward como aconteceu com o Ashe no livro anterior. Acredito que por eu já tê-lo conhecido anteriormente e não ter gostado muito dele antes. Mudei minha opinião, mas não me apaixonei. A Julia também não me conquistou como a Minerva, é uma boa protagonista, mas não tem nada de excepcional, além de ser bem tapada no quesito não perceber que era outro homem que estava na sua cama. E também não gostei da forma como ela tratava o Edward. Sem falar que escondeu do marido o tempo todo que não era bem ódio que ela sentia pelo irmão dele. Mas enfim, é um bom livro com algumas ressalvas. E estou ansiosa pelo terceiro e ultimo livro, mesmo não sabendo quase nada do protagonista. Quanto a capa eu gosto de ter seguido o padrão da trilogia, mas não tem muito a ver com a história.

Nota:







12 abril 2021

Lançamentos de Abril da Faro Editorial

O ano está correndo e já estamos em abril. Esse mês a Faro trouxe cinco grandes títulos, entre eles o quinto livro da série 4 Contra o Apocalipse, que entrou para a lista das minhas séries queridinhas. 


“E de repente, num dia qualquer, acordamos e percebemos que já podemos lidar com aquilo que julgávamos maior que nós mesmos. Não foram os abismos que diminuíram, mas nós que crescemos...” Textos para acalmar tempestades é um livro sobre busca, encontro, perda e renascimento.

Recorrendo a citações de grandes nomes da literatura mundial, Fabíola Simões propõe uma jornada de autoconhecimento e aprofundamento no mistério da própria vida, em textos e poemas leves e, ao mesmo tempo, profundos. Partindo de máximas ou trechos de autores como Charles Dickens, Clarice Lispector, Joseph Campbell, Hermann Hesse, Isabel Allende... a autora constrói uma narrativa sensível e dinâmica, que tem conquistado milhares de leitores.


Ele fará de tudo para estar perto daquela garota... até mesmo salvar a vida de seu namorado idiota. Steve é um idiota. Ok, isso não é algo legal de dizer sobre uma pessoa que acaba de descobrir um câncer, mas é a verdade. Steve é um fanfarrão, dá festas muito loucas, faz brincadeiras e piadas de mau gosto e não leva nada a sério. Mas o pior de tudo: ele está namorando Kaia – a garota dos sonhos de um cara superdobem como Cam. Ao descobrir que o namorado está com câncer e que precisará de um tratamento pelo qual não pode pagar, Kaia pede ajuda justamente a Cam, que logo decide organizar a maior e mais viral campanha de arrecadação de fundos. Talvez assim ela finalmente o veja como o cara perfeito pra ela. Mas Steve percebe o plano de Cam e fará de tudo para impedi-lo de roubar sua namorada. É quando tem início a disputa... e uma batalha silenciosa e feroz acontece ao redor de Kaia. A mistura cômica de A culpa é das estrelas com um triângulo amoroso.


“Terrivelmente divertido! Uma série cheia emoções e risadas ainda maiores.” Jeff Kinney, autor do best-seller Diário de um banana O quinto livro da série! Sobreviver ao Apocalipse dos Monstros não foi uma tarefa fácil... Quando Jack descobre que sua lança tem poderes sobrenaturais, ele inicia um treinamento épico para descobrir todo o seu potencial. Mas entre lutar contra zumbis, fugir de seres apavorantes e jogar uma ou duas sessões de videogame, mal sobra tempo para descobrir o que há de errado com seu amigo, Dirk, que está agindo de forma esquisita quando está perto dos mortos-vivos. O mundo se tornou um lugar muito perigoso, e Jack terá de lidar com vilões e mistérios cada vez mais assustadores.


Insultos em conversas on-line. Difamação e uso de rótulos quando se discorda das opiniões e afirmações graves que não podem ser provadas... Hoje, muitos buscam apresentar a imagem de uma posição moral elevada não apenas para defender um ponto, ou levar um debate adiante, mas para olhar os outros com superioridade. Indignados, compassivos ou comprometidos com uma causa, exageramos. Em nenhum lugar isso é mais evidente do que nas redes sociais. Os filósofos Justin Tosi e Brandon Warmke, que estudaram extensivamente sobre a arrogância moral ― comportamento que tantas pessoas insistem em exibir ―, alertam: ela não é apenas irritante, mas perigosa. À medida que a política fica mais polarizada e que pessoas de ambos os lados se distanciam, os autores demonstram como o ruído das nossas conversas prejudicam as causas que tanto tentamos defender. Cruzando recentes estudos de psicologia, economia e ciência política, eles explicam o que leva a nos comportarmos dessa maneira e o que pode acontecer caso essa guerra virtual se agrave. Mais importante: os autores mostram como podemos reconstruir o espaço para um debate público do qual valha a pena participar.


Grande parcela das pessoas já ouviu falar da Teoria das Janelas Quebradas; no entanto, esta é a primeira vez que ela é apresentada em detalhes ao leitor brasileiro: desde a sua origem, navegando pelo histórico de ótimos resultados no combate à criminalidade em Nova York a experiências em outras cidades e países, analisando as críticas e refletindo sobre as possibilidades da implantação no Brasil. O mundo mudou drasticamente nos últimos trinta anos. Se por um lado se tornou muito sensível a propostas de combate à criminalidade, por outro, está mais violento e exige mudança no enfrentamento. Qual a relação entre nosso passado de guerras, o cangaço e o coronelismo com o surgimento de grandes grupos criminosos como o PCC e o Comando Vermelho? E como podemos começar uma mudança? Desde os anos 1980, Nova York vivia uma epidemia de crimes e ocupava o posto de uma das metrópoles mais inseguras do mundo. Então, um programa de policiamento chamado Tolerância Zero foi posto em ação. Fundamentado na Teoria das Janelas Quebradas, que afirma que sinais visíveis de vandalismo e desordem sem punição encorajam a ocorrência de crimes graves, o programa teve a oportunidade de ser posto em prática. Em poucos anos, alguns tipos de crimes tiveram uma queda superior a setenta por cento e, desde então, vários estudos têm se debruçado sobre os seus resultados. Nesta obra, o autor apresenta os problemas e caminhos para questões como drogas, políticas de posse e porte de armas, corrupção, vandalismo, e violência nas escolas, no ambiente doméstico e nas comunidades. O primeiro passo para reduzir a prática de crimes é conhecer experiências de sucesso e como elas poderiam ser aplicadas no país – para algumas seria preciso a mudança de leis; outras, a partir de pequenas atitudes.




 

09 abril 2021

Resenha | Crianças da guerra - Viola Ardone

Livro: Crianças da guerra
Série: Não
Gênero: Drama
Autora: Viola Ardone
Editora: Faro Editorial
Páginas: 240
Ano: 2021

Resenha:
Em Crianças da Guerra vamos conhecer Amerigo Speranza, um garoto de sete anos que mora em Nápoles no ano de 1946. A guerra terminou, mas a fome continua devastando as famílias e as pessoas sobrevivem como podem. Amerigo vive com sua mãe Antonietta e nunca conheceu seu pai que foi para a América fazer fortuna. Amerigo frequentou a escola por um tempo, mas apesar de ser muito bom com números, ele tem muita dificuldade com as palavras já que não consegue juntar as letras para formar as frases. Por isso acabou desistindo da escola e agora junta roupas velhas que encontra no lixo e sua mãe lava e conserta para ganhar algum dinheiro.

Mas a vida de Amerigo e muitas outras crianças do sul da Itália está prestes a mudar. Ele descobre que existe um trem que leva as crianças para uma vida temporária no norte onde a situação está bem melhor. As crianças irão morar com famílias adotivas até que a situação em suas casas melhorem e eles possam voltar, seguros e saudáveis. Amerigo tem muito medo, mas fica animado quando descobre que terá sapatos novos, já que ele tem uma certa fixação por sapatos. Mas no trem o medo corre solto entre as crianças que acreditam que na verdade estão sendo levadas para morrer na Rússia. 

Quando o trem chega a seu destino Amerigo ainda tem mais uma provação: todas as crianças são levadas por algumas família e ele é a única criança que sobra no trem. Ele já está certo de que vai ser mandado de volta quando uma mulher se apresenta como Derna e diz que será sua mãe temporária. No começo Amerigo reluta em aceitar sua nova casa, mas aos poucos ele vê que aquela estadia é uma oportunidade. Faz novos amigos, se destaca na escola que sempre odiou e aprende a tocar violino. Sem falar na mesa farta. Mas uma hora ele terá que voltar para sua vida antiga e Amerigo sente muita saudades de sua mãe, mas será que ele vai se adaptar novamente àquela vida de miséria? 

Livros com protagonistas crianças sempre rendem histórias fofas e emocionantes. E quando se passam nos períodos das Grandes Guerras então, já pode esperar uma história linda e triste contada do ponto de vista de um inocente. E nesse livro não foi diferente. Eu confesso que nunca tinha ouvido falar desse trem da felicidade italiano até o livro chegar aqui em casa. E fui procurar saber mais sobre o assunto e não achei muita coisa não. Como diz na sinopse, “O período pós-guerra é uma mina de histórias não contadas.” As vezes a gente tem a impressão de que a guerra acaba quando termina, mas na verdade até as pessoas se recuperarem dela lá se vão anos de sofrimento e angustia.

Para quem não sabe o trem da felicidade como ficou conhecido, era nada mais do que grupos de ajuda humanitárias que conseguiam famílias com situações financeiras estáveis para cuidar por um tempo, ou para sempre dependendo da situação, de crianças cujas famílias estavam vivendo na extrema pobreza. E como o Norte da Itália conseguiu se recuperar primeiro que a parte do Sul, era para lá que as crianças eram levadas. E as mães e famílias que abriam mão de seus filhos demonstravam nesse gesto o quanto os amavam, mesmo que no momento parecesse exatamente o contrário, principalmente para as crianças que eram levadas.  

E aqui apesar de ser uma ficção, deu para sentir através de Amerigo a angustia da separação, o medo do desconhecido, a saudade de tudo aquilo que ele conhecia até então. Ir viver em um lugar diferente, com pessoas desconhecidas para um adulto já é algo difícil, imagine para uma criança na faixa de seis, sete anos. E eu tiro meu chapéu para Antonietta que abriu mão de seu filho pela sobrevivência dele, mas nunca deixou de amá-lo com todas as suas forças e vemos isso mais para frente na história quando temos uma passagem de tempo de quarenta e oito anos. E ela fez isso depois de já ter perdido seu primeiro filho para uma enfermidade. 

E me emocionei muito com o livro. Mas ao mesmo tempo me diverti com a inocência de Amerigo e sua sede de aprender. Ele é uma criança admirável que infelizmente foi moldado pela guerra e quando o vemos adulto não reconhecemos por um tempo, aquela criança sensacional que ele era. E aqui entra o porque de eu não ter dado nota máxima para o livro, mesmo tendo achado ele maravilhoso. Temos uma interrupção abrupta na história com uma grande passagem de tempo no livro e, eu particularmente queria ter visto mais dele criança. E por isso acabei tirando um ponto da nota. Mas é algo particular que cada leitor vai sentir de uma maneira. 

Mas enfim, eu indico muito o livro para quem gosta de histórias que se passam na guerra ou no pós guerra. Mesmo sendo uma ficção, o livro é baseado em histórias reais e eu sempre defendo que devemos aprender com os erros dos nosso antepassados para não fazermos o mesmo ou pior que eles, por isso acredito que devemos sempre ler sobre esse assunto. Quanto a edição, não me canso de elogiar a Faro. O livro está muito bem feito, a diagramação excelente, e essa capa que já nos mostra o que esperar da história. 

Nota: 






06 abril 2021

Aniversário do Prefácio


E lá se foram 9 anos desde a primeira postagem. Não vou dizer que parece que foi ontem porque tanta coisa aconteceu nesses anos. Tantos livros lidos, tantas resenhas, parcerias feitas e desfeitas, filmes e séries que fizeram muito sucesso, outros nem tanto. Tantos blogueiros que começaram com a gente migrando para outras redes sociais, outros desistindo. Comentários de pessoas que não conhecemos pessoalmente, mas que deixam nosso dia mais feliz. Mas enfim estamos aqui para dizer que você que está lendo essa postagem faz parte da nossa história.

E para comemorar vamos responder essa tag que vi já há alguns anos no blog Queria Estar Lendo e que foi adaptada por elas. Consiste em falar cinco coisas que gostamos dentro de alguns temas.

5 Coisas Sobre Mim 

Silvana
- Sou basicamente uma manteiga derretida. Choro com muita facilidade lendo um livro, assistindo um filme, vendo um comercial. Já passei muita vergonha com isso porque choro em publico hehe.
- Sofro de ansiedade e uma das coisas que mais tenho dificuldade são as mudanças. Eu preciso de uma rotina pré-estabelecida e qualquer coisa, a mínima, fora dela já me deixa muito nervosa.
- Tenho verdadeiro pavor de barata. Já fiquei duas horas trancada no quarto até minha mãe chegar em casa porque vi uma barata na sala. E uma outra vez fiquei do lado de fora morrendo de vontade de ir ao banheiro por causa de uma barata na porta de casa. 
- Se tem uma coisa que me deixa irritada são atrasos. Marcou comigo tal hora, apareça até antes se for preciso. Porque se tem uma coisa que me tira do sério é ter que ficar esperando. Sou dessas que sempre fica pronta antes do horário.
- Agora vamos de polêmica. Eu nunca tive vontade de ser mãe. Gosto de crianças, desde que eu possa devolver para os pais depois. 

Olivia
- Quando criança, meu sonho era ser atriz. Embora não pareça. Sou tímida e talvez por isso não fui em frente nesse sonho. Mas, pude brincar de ser atriz e produzir peças na igreja. Amava.
- Amo tudo que envolve artes. Cinema, fotografia, pintura, exposição, arquitetura, musica... E gosto de reproduzi-las também. Além de ser prazeroso e me fazer bem, ganho um dinheirinho com o que faço. No momento estou fazendo vasinhos de cimento decorado.
- Durante a adolescência, escrevia em diários. E ainda os tenho bem guardadinhos. 
- Estou me formando em pedagogia. E confesso que sempre relutei. Não queria ser professora, por vários preconceitos... Por fim, hoje eu estou amando a profissão. Porem, com a pandemia a situação dos professores está precária. 
- Eu tenho medo de baratas, mas não chego ao nível da Silvana hahaha.  



5 Coisas Sobre Filmes 

Silvana
- Sou fascinada pela franquia Jurassic Park. Já perdi a conta de quantas vezes assisti aos filmes. E toda vez é a mesma emoção como se fosse a primeira vez. Levo os mesmos sustos nas mesmas cenas como se não soubesse de cor o que vai acontecer.
- Durmo facilmente assistindo filmes muito extensos. Se for meio parado então...
- Eu morro de medo de filmes de terror, engraçado que leio de boa. Mas de vez em quando resolvo assistir e faço o que? Tiro o som.
- Se parar para pensar nunca vou ao cinema. Prefiro gastar o dinheiro do ingresso em um livro hehe. 
- Os filmes antigos são todos melhores que os de hoje em dia. Pronto falei!

Olivia
- Amo ir ao cinema, principalmente se for filme de suspense ou terror. A experiência é muito melhor. 
- Trabalhei em uma locadora de vídeos. E eu amava. Aprendi muito com os clientes, com as colegas de trabalho. E rendeu ótimas amizades que duram até hoje.
- Não gosto muito de ficção cientifica, principalmente se o tema dor ET. Tô fora! acho que é medinho dos homenzinhos verdes hahahah prefiro um filme com espirito hahahaha
- Gosto de drama, mas fujo. Porque? Por que eu choro e sofro mesmo kkk .Digo que é mais fácil ver um terror que ver um drama baseado em fatos reais.
- Amo o nosso cinema nacional. Tem tanta coisa maravilhosa. Não fico pressa somente as produções de Hollywood.


5 Coisas Sobre Séries 

Silvana 
- Eu prefiro muito mais assistir uma série do que um filme. Acredito que a história se desenvolve de maneira melhor. Mesmo que demore muito mais para assistir uma série do que um filme.
- Minha série favorita é Prison Break. Eu não gosto do clima de violência pela série se passar em uma prisão, mas amo tanto a parte das estratégias e de como o protagonista sempre tem uma carta na manga e já pensou na possibilidade daquilo acontecer.
- Eu tenho todas as temporadas de Smallville em DVD. Eu assisti a série no SBT, mas precisava poder assistir quando queria e acabei comprando tudo. E olha que não foi barato não hehe
- Até hoje não me conformo com o final de Lost. E não venha me dizer que eu não entendi. 
- Não gosto de maratonar uma série. Prefiro assim um episódio por dia para "render". Por isso preferia quando as temporadas tinham 24 episódios. 

Olivia
- Aprendi a assistir séries na locadora que trabalhei. E a primeira serie que peguei pra assistir foi American Horror Story e depois Downton Abbey. Amei tanto as duas. Que sempre tô assistindo série.
Eu dizia que meu perfil era de filmes. Hoje, eu vejo de tudo
- Uma das minhas favoritas é Bates Motel. A historia começa tranquila e vai crescendo e ganhando uma força, um impacto, que é difícil desgrudar da tela.
- Não sou de rever séries. E por mais que já tenha assistindo um pouco de Grey's Anatomy no SBT. Eu não tenho mais vontade de dar continuidade.
- Não assisti Friends, a queridinha de tanta gente. Reconheço a fama e tals. Mas, não tenho vontade de assistir. Rancinho que chama? 
- Amei Anne with an E. Que indiquei pra vários amigos. E eles assistiram e se tornaram fãs também hehehe

5 Coisas Sobre Livros 

Silvana
- Ler para mim é como respirar. Eu não consigo ficar sem ler. Hoje em dia eu tenho muitos livros a disposição, mas quando era mais nova e não trabalhava e não conseguia pegar algum livro na biblioteca, eu lia até propaganda de mercado e bula de remédio.
- Eu acho que fiquei velha e meus gostos mudaram. Já tem algum tempo que não consigo gostar mais de chick-lit e daqueles livros estilo Nicholas Sparks que alguém sempre morre no final. E olha que já fui muito fã desses dois gêneros.
- Eu sou uma pessoa que ama spoiler. Eu leio final de livro antes de terminar, pergunto para quem já leu, procuro na internet. Em vez de me deixar desanimada, só me incentiva mais a ler o livro. 
- Quando estava no ensino fundamental, na minha época era colegial, eu li todos os livros que tinha na biblioteca da minha escola. E teve alguns que reli mais de dez vezes. 
- Adoro ser enganada durante a leitura. É uma sensação muito boa quando a gente termina o livro e pensa " fui feita de trouxa".

Olivia
- Tenho até hoje os livros que ganhei quando entrei pro primeiro ano do fundamental. Os guardo com carinho. Me lembro daquela mini Olívia, aprendendo a ler e reler, e compreender as historias que lia.
- Eu ia com frequência à biblioteca da escola pegar livros. E ficava horas escolhendo. Minha paixão era a coleção Vagalume.
- A única saga que li foi Crepúsculo. Amei! Eu baixei no computador pois ainda não tinham sido lançados. 
- Gosto de historias policiais, suspense, um romance as vezes. E confesso que compro pela capa kkkk
- Sempre gostei de ler. Minha media era de 3 por mês. Continua sendo minha paixão. Porém, não tenho lido com frequência. Pois são tantos livros acadêmicos pra ler, que meio que deu uma preguiça. Mas... já estou de olho em um aqui. 


5 Coisas Sobre Personagens

Silvana 
- Sempre me apaixono pelo protagonista da história. Eu vivo as histórias que leio como se fosse eu ali no lugar da mocinha hehe
- Se tem uma coisa que não suporto são triângulos amorosos que todo mundo já sabe com quem a protagonista vai ficar. porque sim, sempre é uma garota, e a mais sem graça, sendo disputada por dois caras e isso acontece sempre na vida real. 
- Nunca, mas nunca me apaixono pelo vilão, badboy, ou seja lá o que for. Eu logo de cara já me apaixono pelos certinhos. Sou careta hehe.
- Hercule Poirot é meu personagem favorito de todos os tempos. Se pudesse conhecer alguém tirado de uma história seria ele. 
- Adoro uma personagem girl power, mas confesso que já estou cheia de ver mocinhas à frente do seu tempo nos romances de época.  

Olivia
- Gosto de personagens complexos. De personalidade duvidosa. Eles trazem um tempero pra trama. Como por exemplo do Jack de O Iluminado de Stephen King. Ele tem tantos problemas e mesmo assim eu torcia pra que ele vencesse o vicio e sobrevivesse aquele tormento.
- Personagem boazinha, somente a Dona Lola de Éramos Seis. Que ganhou meu coração.
- Os Personagens masculinos de Nicholas Sparks são sempre ótimos. Pena que é ficção.
- Personagens femininos que quebram o padrão esperado. Com personalidade e originalidade. Amo
- Adoro personagem psicopata. Não é a toa que gosto de suspense e terror né kkk. Mas meu coração é de mocinha gente.


É isso ai. Já sabiam de algumas dessas particularidades? Espero que tenham gostado. E no fim do mês tem uma surpresa, mas vamos deixar vocês na curiosidade.







05 abril 2021

#12 | Da Netflix - Um filme para um BBB21

O BBB 21 tem dado o que falar desde o início de sua estreia. Gerando grandes reflexões sobre uma variedade de temas como, acolhimento, cancelamento, xenofobia, bifobia entre outros.

Dessa forma aproveitando o sucesso dessa edição. Esse mês fiz uma enquete nos stories do Instagram, perguntando que personagem seria cada um dos participantes do Big Brother Brasil 21. E para minha alegria, a participação foi muito boa. Grata pela participação de vocês.

Agora vamos lá! Escolhi para cada BBB um título de filme que corresponde cada personagem.
Bora ver como ficou essa brincadeira? 
PS: Só fiz com os participantes que ainda estavam na casa na data que fiz a enquete.

Vamos iniciar com o G3, Protagonistas de amizade, palminhas, gritarias e inimizades.

Gil do Vigor. É a cara do BBB. É o cara que Curte a vida adoidado no programa. Faz as provas com entusiasmo. Participou de alguns barracos e é protagonista do 1º beijo gay no reality. Nas festas é pura alegria. Ama e odeia com a velocidade da luz. Melhor amigo de Sara e vive em conflito com Juliete.
Tá pensando o que.... não sou vou perder pra basculho

Juliete é a rainha dos delineados e das polêmicas. Desde o início do programa ela está envolvida em alguma situação dramáticas e cômicas. Porém, ganhou o coração da maioria do publico. Tem um jeito divertido, carinhosa e tagarela ao extremo. E canta lindamente.
Sem duvida, Nasce uma estrela é pra ela! É pau!!!

Sara por pouco não saiu no primeiro paredão do programa. Defendeu o Lucas ao vivo e virou o jogo. Dessa forma ela foi seguindo um jogo incrível. Era nossa Espiã, mas infelizmente após se envolver com fofocas e alguns desentendimentos perdeu fãs e se tornou Uma grande Ilusão.

Temos os Bastião, ídolo que vira amigo, muita fofoca e momentos engraçados

Caio é um cara bom de conversa, com seu jeitinho caipira foi agradando o público. Conquistou a amizade e aliança de seu ídolo Rodolfo. Mas, o Jecão, um fofoqueiro no céu ou melhor no BBB. Mostrou um lado nem um pouco agradável e esteve envolvido em alguns conflitos. 

Rodolfo, esteve durante uma parte do programa sem se envolver com os demais participantes, só observando de fora. Já foi para vários paredões. Se aproximou de Juliete, e até achamos que ia rolar um match. Porém, após um julgamento sobre as atitudes da Carla. O filme que ele se identifica é O Juiz muito "bom" em julgamentos e historias mal contadas. Dono do hit Batom Cereja.

Amigos e Rivais, será?

Arthur envolvido em muitas polêmicas dentro da casa. Fiuk foi seu desafeto dentro da casa. Esteve interessado em Thais. Viveu um romancezinho com a Carla. Mas seu coração era do Projota. Eu te amo, cara é uma declaração e tanto pro seu ídolo e aliado. Não acham?


Fiuk, filho do Fabio Jr. Está desde o inicio do confinamento com a plaquinha no pescoço Procura-se um amigo para o fim do mundo ou melhor para o BBB. Se aproximou de pessoas tóxicas, e pessoas legais. E no momento está se sentido acolhido por Gil e Sara. Ah! se colocou como o cozinheiro oficial e teve que aprender a fazer cuscuz e mais brigadeiro pro bolo da discórdia. Vive um sei lá o que com a Thais. Que só deixa a moça mais iludida.

As plantinhas da casa. Acordaram e mostraram que não são tão plantas assim


Camila a braba! mostrou real pro que veio, no momento em que enfrentou Karol com K. Garota Valente e de atitudes lindas e acolhedoras dentro da casa. Encontrou em João a amizade e aliado no jogo. E são os que até o momento jogam bonito. É sincera, justa, defende e chama a atenção quando necessário. Maravilhosa.

João é uma cara divertido, educado e leal. Amigo de Camila e compreensivo com os demais. O nosso Professor aloprado tem uma energia incrível e de um auto controle que só um professor poderia ter. Ah! e quando tem que falar, fala e ainda manda ficar quieto. Acostumado com a turma do fundão né minha gente!?

Thais a nossa plantinha linda. E após Um encontro com o seu ídolo ficou apaixonadinha vivendo um romance que só está dentro da cabeça dela. Amiga leal de Vih Tube. E não chama atenção só pela beleza, mas também em sua dificuldade em formular seus pensamentos no ao vivo. 

A Patricinhas de Beverly Hills corrigindo de Sorocaba. Uma plantinha que vem se mostrando uma grande jogadora. Dona de uma boa lábia. Amiga e aliada de Thais. Tem um bom convívio na casa. 

Ai Pocah enquanto você dormia tanta coisa foi acontecendo dentro da casa... Esteve envolvida em um grupo não muito legal da casa. Participou de uma briga fenomenal com Gil. Quando sair vai correr dar um Google pra descobrir o que significa basculho.  



Particularmente, eu assisti somente as duas primeiras edições. E julguei muito quem perdia "tempo" assistindo. 
Porém, portanto, todavia. Esse é um ano atípico. E resolvi assistir essa edição. 
O que está sendo divertido, olhar todo o entretenimento e tirar dele temas para conversar com amigos. A gente até para pra refletir sobre algumas atitudes e até se vê em determinadas situações.
E através do programa, percebo algumas mudanças na sociedade e também em mim. Porém, à muito ainda pra mudar.  
Tem mais alguém aí que aproveitou o distanciamento social, para assistir o Big dos Bigs?



                                                                              💙

<<< E aí, me conta o que acharam.
Que filme você escolheria para assistir?
Você discorda de algum filme? 
Conta tudo pra gente aqui nos comentários >>>






02 abril 2021

Resenha | Restos Humanos - Elizabeth Haynes


Livro: Restos Humanos
Série: Não
Gênero: Suspense
Autora: Elizabeth Haynes
Editora: Intrínseca
Páginas: 315
Ano: 2014

Resenha:
Annabel Hayer trabalha para o departamento de polícia como analista de informações e geralmente chega em casa cansada. Mas as sextas feiras ela chega exausta. E ainda tem que lidar com Lucy, sua gata temperamental. Hoje é mais uma dessas sextas. Está muito frio, mas Lucy insiste em só entrar na hora que quer e enquanto espera, Annabel sente um cheiro desagradável no ar. Pensando ser mais algum "presente" de Lucy, Annabel começa a procurar e acaba indo parar na casa da vizinha. Faz alguns meses que Annabel não vê Shelley, até achou que ela tivesse se mudado. Mas ela vê uma luz acesa na casa e decide ir até lá. O cheiro vem de dentro da casa, que está com a aparência de abandonada. Mas Annabel acaba entrando e encontra o corpo de Shelley já em um estado avançado de decomposição.

Passado o susto Annabel começa a pensar no que aconteceu, em como deve ser triste morrer e ninguém sentir sua falta a ponto de nem perceber que você morreu. E é ainda com essa questão em mente que ela vai para o trabalho na segunda e resolve olhar a ocorrência. É então que Annabel descobre que o caso da sua vizinha não é um caso isolado e que só nesses primeiros nove meses do ano, vinte e quatro pessoas foram encontradas na mesma situação nos arredores de Briarstone. Annabel tenta convencer seus superiores que está acontecendo alguma coisa, mas como as mortes são consideradas naturais, ninguém vai investigar. 

Paralelo a isso vamos conhecer Colin, que trabalha no conselho municipal como analista de desempenho executivo na prefeitura. Ele tem uma vida bem parecida com a de Annabel, os dois moram sozinhos, nenhum deles tem amigos, nem interagem com seus colegas de trabalho. Colin passa os seus dias dividido entre a academia e as noites sozinho, mergulhado no tédio e em pornografia. Mas ele é muito inteligente, desde pequeno ele se destacava entre as crianças da sua idade e faz um curso atrás do outro porque ama o conhecimento. Seu curso atual é sobre o comportamento humano. E o caminho deles vai fatalmente se cruzar. E ainda tem a presença de Sam Everett, o jornalista que parece ser o único a acreditar que as mortes tem alguma ligação entre si.

"Se as pessoas pararem de olhar para você, você para de existir? Isso quer dizer que você não é mais uma pessoa? Isso quer dizer que você já está morto?"

Eu li No Escuro da mesma autora tem algum tempo já e quando vi esse livro em promoção e vi que era dela, corri comprar. Mas infelizmente a qualidade apresentada não foi a mesma. Esse livro foi bem inferior ao outro. O livro é narrado em primeira pessoa com os capítulos divididos entre nossa protagonista Annabel e entre o assassino Colin, não é spoiler, desde o começo fica implícito que ele é o responsável pelas mortes, e intercalado por notas de falecimento nos jornais das vítimas encontradas e seguido pelo relato da própria vítima falando sobre seus últimos momentos de vida.

Infelizmente os protagonistas não me ganharam. A Annabel é uma garota muito sem sal. E nem digo isso porque na vida dela não acontece nada, mas porque ela é sem graça mesmo. Sabe aquele tipo de pessoa que se coloca no papel de coitada o tempo todo? Ela é assim. Já o Colin que por ser o vilão, e são raros os livros que a gente acompanha a mente do assassino, achei que seria um personagem interessante. Mas não é. Ele é doente, só isso. E ainda acha que tem motivo para ser assim por causa de coisas que aconteceram na sua infância. Detalhe, ele mesmo se autodiagnostica. E o personagem que poderia "salvar a história seria o Sam, mas infelizmente pouco temos dele e somente pela visão da Annabel.

Mas gostei do enredo e do tema abordado pela autora. Já imaginou morrer e ninguém perceber que você morreu? Ela abordou bem o problema da solidão enfrentado por muitos. E essa solidão, em sua maioria dos casos na velhice, acarreta em suicídio pela pessoa. E isso que é interessante aqui, porque o assassino não chega nem a tocar nas vítimas. Ele simplesmente sai a caça de pessoas que apresentam sinais de depressão e que vivem sozinhas para "incentivar" o suicídio da mesma. É isso mesmo a pessoa usa de sua inteligência e percepção, para encontrar pessoas que estão nessa situação, para ter o prazer de vê-las morrer e de acompanhar seu corpo se decompondo e se excita sexualmente com isso. É muito doente.

E as vitimas são tão carentes de atenção que se deixam levar por um desconhecido. A maioria delas morreram de fome, sem forças para se levantar da cama. É muito triste saber que esse tipo de coisa acontece com pessoas ao nosso redor e nem nos damos conta. Até achei bem legal em uma parte onde duas pessoas estão conversando e uma delas fala que isso nunca ia acontecer com ela porque ela tinha muitos amigos no facebook. E a outra pergunta: será mesmo que amigos de redes sociais irão notar sua ausência? Fica a dica. E para finalizar, eu infelizmente não indico o livro porque ficou bem aquém do que sei que a autora escreve e também já li muitos livros do gênero infinitamente melhores. Mas quem sabe você que ainda não leu nada dela e nem muitos livros de suspense, venha gostar do livro.

Nota:











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