15 maio 2021

Lançamentos de Maio da Faro Editorial

Antes de falar dos lançamentos quero mostrar a nova capa do livro O Escravo de Capela.


Quem quiser conferir minha resenha é só clicar aqui 

Em sua terceira reimpressão desde o lançamento em junho de 2017, o romance de terror do cineasta Marcos DeBrito volta para as livrarias este mês com uma sobrecapa especial comemorativa, focando também no público que ainda não conhece a obra e é atualmente o maior consumidor de livros: as mulheres.
O Escravo de Capela poderia muito bem ser um romance histórico, pois o drama principal são as relações entre os membros da família Cunha Vasconcelos e as consequências pelos longos anos de tratamento cruel dado aos escravos. Mas o autor é conhecido por entregar uma visão aterradora dos males reais que afetam o ser humano, trazendo terror às suas tramas como representação do pior que existe dentro de nós.
Sobre a nova arte de capa, o Publisher Pedro Almeida explica o motivo da escolha da nova ilustração “Decidimos fazer uma sobrecapa para comemorar a terceira reimpressão do livro com uma versão enigmática, mas em primeiro plano, do personagem principal em fuga - o seu momento crucial da história, antes dele se transformar na lenda do folclore brasileiro”.
O romance se passa no ano de 1792, auge da era colonial brasileira, quando a produção de açúcar nas fazendas de cana era controlada pelas mãos impiedosas dos senhores de engenho. Os homens acorrentados que não derramassem seu suor no canavial encontravam na dor de um lombo dilacerado o estímulo para o trabalho braçal. Não eram poucos os negros que recebiam no pelourinho a resposta truculenta para sua rebeldia. Pior ainda àqueles que, no desejo por liberdade, acabavam mutilados pelo gume de um terçado. No retorno de um morto que a terra deveria ter abraçado surge o pior dos pesadelos. E como se não bastasse o terror que assombra a casa-grande ao cair da noite, um conflito que parecia enterrado é reavivado, podendo destrancar um segredo capaz de levar todos à ruína.
Aqui nossas lendas não parecem fábulas para crianças. Aqui elas são muito mais próximas do real.


E agora sim aos lançamentos de maio.


A transformação da esquerda ao longo dos últimos 150 anos — do socialismo científico à atual esquerda pós-moderna é um dos fenômenos mais intrigantes da política contemporânea.

Como pode a esquerda, que antes fundamentava suas pautas na razão e na ciência, ter aderido à ideia relativista de que a verdade não existe? Por que abandonou agendas materialistas (como a socialização dos meios de produção) para, agora, dedicar-se à manipulação da linguagem e ao politicamente correto?

Por que a esquerda, que se pensava universalista em sua defesa da classe trabalhadora, agora promove a divisão das pessoas em infinitos grupos minoritários, com as políticas indentitárias baseadas em raça, gênero, sexualidade?

Neste livro, Stephen Hicks detalha todo o percurso que culminou na estratégia pós-moderna da esquerda contemporânea.

Em Pensadores da liberdade, Rodrigo Constantino apresenta ao leitor o resultado de duas décadas de estudos de 20 dos grandes mestres do pensamento liberal, incluindo, entre outros, John Locke, David Hume, Adam Smith, Edmund Burke, Ludwig von Mises, Friedrich Hayek, Ayn Rand e Karl Popper. Analisando e sintetizando pensamentos que muitas vezes são bastante complexos de autores clássicos e contemporâneos, o autor expõe um panorama claro, preciso e bem formulado dos principais argumentos que constituem a base do liberalismo. Por meio da influência desses mestres, o livro oferece uma visão e um entendimento a respeito da liberdade e o que devemos fazer para chegarmos mais perto desse ideal. O melhor antídoto contra o obscurantismo e a desinformação é o conhecimento. O que Pensadores da liberdade oferece é matéria consistente para que cada pessoa possa construir a própria reflexão sobre os valores de uma sociedade verdadeiramente democrática.


Em todo o mundo, as equipes de elite têm como particularidade uma mesma característica: serem verdadeiras ilhas de excelência dentro das próprias instituições. Quando a sociedade tem um problema chama a polícia. E quando a própria polícia tem um problema chama as tropas de elite. Essas tropas são times que têm como obsessão a busca pelo erro zero, o trabalho perfeito, cliente feliz, resultados que retroalimentam o ciclo pelo alto nível em todas as fases de uma atividade em equipe. Com sua experiência no comando de tropas especiais em mais de uma década, Diógenes Lucca mostra como essas excelências podem ser aplicadas no mundo corporativo. O autor oferece ferramentas comportamentais e indica quais atitudes precisam ser incorporadas para alcançar níveis de máxima performance.

Escrito no século IV antes de Cristo, A Arte da Guerra percorreu o mundo inspirando das estratégias de

Napoleão e outros generais nas grandes guerras a inúmeras personalidades de nossa história. Para atestar sua importância, basta observar a capacidade de atravessar mais de dois séculos de guerras, dinastias e gerações, mantendo intactos os conceitos originais.

Hoje, seus ensinamentos foram transportados para longe dos campos de batalha, tornando-a uma das obras mais importantes sobre estratégia profissional, tanto para empresas quanto para indivíduos que desejam alcançar sucesso em qualquer área da vida.

As lições presentes neste livro ensinam a lidar com todos os conflitos e decisões que temos de tomar diariamente. 

 




13 maio 2021

Resenha | O Clube do Crime das Quintas-Feiras - Richard Osman

Livro: O Clube do Crime das Quintas-Feiras
Série: Intrínsecos #31
Gênero: Suspense Policial
Autor: Richard Osman
Editora: Intrínseca
Páginas: 400
Ano: 2021

Resenha:

Em Coopers Chase, um vilarejo para idosos, que antigamente foi um convento antes de ser reformado em um retiro de luxo para aposentados, vamos conhecer Elizabeth, Ibrahim, Ron e Joyce, que se reúnem todas as quintas-feiras na Sala de Quebra-Cabeças para discutir crimes não resolvidos. Eles se autodenominam O Clube do Crime das Quintas-feiras. Antes de se tornarem "detetives", Joyce era enfermeira, Ibrahim psiquiatra, Ron um famoso líder sindical e Elizabeth, bem é melhor não contar o que ela fazia para ganhar a vida, basta dizer que assassinatos, investigações e essas coisas do gênero não era nada fora do comum para ela. Sem falar que Elizabeth é muito bem relacionada e conta com certos favores de pessoas que hora ou outra são chamadas ao clube para uma conversa amigável. 

Mas o sossego deles está prestes a acabar. Ian Ventham, dono de Coopers Chase, pretende fazer algumas mudanças no local, a começar por remover o Jardim do Descanso Eterno onde as freiras do antigo convento estão enterradas e eles estão em um impasse já que no contrato dos moradores do vilarejo, os mesmos tem que de serem consultados antes de qualquer alteração. Mas Ian está mais preocupado em como vai demitir Tony Curran, empreiteiro e seu sócio em Coopers Chase, do que na reunião com os moradores, já que ele sabe que por mais que fiquem insatisfeitos, a última palavra é dele. E Ian tem que se preocupar mesmo porque assim que é demitido, Tony decide que vai matar Ian. Mas antes que Tony possa tomar qualquer atitude, quem acaba assassinado é ele.

Então o Clube do Crime das Quintas-feiras que até então só investigava casos antigos e através de fotos e depoimentos das pessoas da época do crime, se vê as voltas com seu primeiro crime ao vivo. E para ter acesso à investigação, os quatro conseguem colocar a policial Donna, que eles conheceram dias atrás, na equipe. Mas a única pista da polícia é uma foto antiga deixada ao lado corpo, na foto está Tony junto com três homens, um deles filho de Ron. E enquanto investigam o assassinato, eles ainda tem que tentar impedir Ian de destruir o cemitério. Quando as escavadeiras chegam os moradores fazem uma barreira para impedir e a confusão está armada. E no meio dessa confusão Ian é assassinado com uma dose brutal de fentanil. Será que os dois assassinatos estão ligados? E será que o clube vai conseguir descobrir o assassino antes que mais assassinatos sejam cometidos?

Quando esse livro chegou aqui em casa pelo Clube Intrínsecos, eu fiquei muito curiosa com a sinopse. Afinal temos uma investigação policial realizada por pessoas com mais de setenta anos. E claro que já furou fila e comecei a ler ele. Mas infelizmente a história não fluiu tão bem assim. Levei quase um mês para ler o livro, sendo que geralmente leio um livro de quatrocentas páginas em dois dias. A história é interessante, os capítulos são curtos, o que tecnicamente era para dar um agilidade na leitura, temos cenas bem humoradas e bastante mistérios para resolver, que são coisas que geralmente me agradam nas leituras, mas não sei o que aconteceu, não bateu e a leitura foi arrastada durante o livro inteiro.

Os personagens são interessantes, principalmente a Elizabeth que pouco sabemos sobre ela já que grande parte da história é contada através de um diário escrito pela Joyce, a outra parte é narrada em terceira pessoa. Mas o que torna ela interessante acaba deixando a história um pouco sem graça no final porque terminamos o livro sabendo sobre ela o mesmo de quando começamos. Ela tem seus contatos e consegue muita coisa com uma certa facilidade e não temos explicações para isso em nenhum momento. Até entendo levar esse mistério até o final do livro se tivesse algum tipo de explicação, mas o leitor fica no escuro mesmo após terminar a história.

E não temos um, mas vários mistérios durante a leitura e o autor entrelaça todos eles na história. E quase todos são resolvidos e justificados, mas ainda fica aquela sensação de que o autor não soube fazer isso muito bem. Estou acostumada com livros de suspense onde temos várias peças de um quebra-cabeça que fica perfeito no final e quando isso não acontece fica aquela sensação esquisita de que faltou alguma coisa. Ficou meio que uma salada de fatos e mistérios que no final pareceu que sobrou alguma peças do quebra-cabeça que não se encaixou. Mas quero deixar claro que isso é uma opinião pessoal de quem já leu muitos livros do gênero nessa vida. 

Mas minha nota foi um bom porque mesmo com essa parte do mistério não sendo tudo isso, ainda temos uma boa história com um grupo de pessoas mais velhas que sabem se divertir mesmo com todos os problemas enfrentado pela idade deles. As cenas são engraçadas e fica dificil não ter um sorriso no rosto durante a leitura. E sem falar que vi ali muitas situações que passei com meu pai e hoje passo com minha mãe e que será o futuro de todos que chegarem nessa idade. Principalmente as partes da Joyce, onde vemos bem as dificuldades com a memória e com a tecnologia, que para os mais novos são tão fáceis. E falando na Joyce, eu ficava com água na boca com os bolos que ela fazia hehe.

Quanto aos demais personagens, nenhum teve assim um grande destaque. Todos foram medianos e cumpriram seu papel. Até achei que a policial Donna fosse ter um certo destaque, mas ficou só na promessa mesmo. Mas ainda assim é um livro que indico porque não é porque eu não tive uma boa experiência que outros leitores vão ir pelo mesmo caminho. E para finalizar tenho que falar dessa edição que acredito é a mais bonita que tenho aqui do Clube Intrínsecos. A cor não é das minhas favoritas, mas está tudo tão bem feito que fica impossível não gostar.

Nota:






09 maio 2021

Tag | Frases de Mãe

Hoje resolvi responder essa tag que acredito todo mundo já conhece e que são frases usadas pelas nossas mães que é tudo igual e só muda o endereço como dizem. A tag original é da Taty do blog Coleções Literárias e do Marcio do blog Um Baixinho nos Livros. Não vou indicar ninguém, mas quem quiser responder é só não esquecer de dar os créditos aos criadores.



1-Eu vou contar até 3...
Um livro que você não via a hora de acabar.

O mais recente que me aconteceu isso foi o livro O Clube do Crime das Quintas-Feiras. Quando vi a sinopse dele achei que fosse ler num instante, mas demorei quase um mês para terminar. Em breve tem resenha dele por aqui.


2-Se você falar isso de novo te arrebento os dentes!
Um livro que você não suporta que falem mal.

Não é um livro na verdade, mas uma autora. Amo muito a Agatha e sempre que vejo alguém não gostando de seus livros me dói no coração. Escolhi esse porque é meu favorito dela e de toda a vida.

3- Se você correr vai ser pior!
Um livro que você corre dele, mas sabe que um dia vai ter que ler.
 
Não corro de nenhum livro, se não li ainda é porque não me deu vontade no momento. Mas vou citar aqui esse que estava muito empolgada para ler e quando chegou meio que desanimei.


4- Vem comer se não esfria!
Um livro que você leu logo que lançou.

Sou dessas que assim que sai a pré-venda já preciso do livro e quando chega aqui demoro uma eternidade para ler hehe. Mas esse eu li logo que chegou por aqui pelo tanto de resenhas negativas que tinha lido dele fiquei mega curiosa.


5- Você não é todo mundo!
Um livro que todo mundo odeia, menos você.

Poderia citar o anterior novamente hehe. Mas vou colocar aqui um livro que reli recentemente para uma Leitura Coletiva e foi um surto de todo mundo odiando e eu continuo amando ele.


6- Quantas vezes eu já disse para você não fazer isso?
Um personagem que mais te irritou e fez burrada.

A Tully me irritou tanto que ainda não consegui ler a continuação que é protagonizada por ela.


7- Não, quando digo não é não!
Um livro que você não lerá, não importa o quanto as pessoas falem bem.

Eu não gosto de dizer nunca porque a gente muda tanto. Mas tem alguns livros que não tenho vontade de ler no momento e esse é um deles. 


8- Não mente para mim!
Um personagem mentiroso ou um personagem que te enganou direitinho.

Escolhi a Becky porque ela mente tanto que chega a acreditar em suas próprias mentiras. 


9- Coração de mãe não se engana!
Um livro que te conquistou pela capa e a leitura foi ainda melhor?

Eu amei esse livro e não só a capa como toda a edição é perfeita.


10- Tá chorando sem motivo por que? Pera aí que eu vou te dar motivo para chorar!
Um personagem chorão, que te fez raiva.

Essa me deu um branco e só consigo lembrar da Sansa Stark que era muito chata nos livros.


11- Come só mais um pouquinho!
Um livro que fez vc dizer: Vou ler só mais um pouquinho.

O ultimo livro que li e que eu não queria mais largar até terminar foi esse suspense maravilhoso.


12- Quantas vezes vou ter que repetir?
Um livro que você teve ou terá que reler para entender melhor.

O único que consigo lembrar que não tenha entendido foi esse. Mas não vou reler não hehe. 


13- Não fez mais que sua obrigação!
Um livro que você leu por "obrigação"

Hoje em dia não leio mais nada obrigada, mas confesso que o fiz no começo do blog com livros de parcerias. E na época da escola também. Vou citar um que li só porque era uma das primeiras parcerias do blog e eles enviavam os livros que queriam e me vi "obrigada" a ler. Depois até me arrependi porque acabei dando nota 4/5 e a autora não gostou, queria nota máxima.


14- Coração de mãe sempre cabe mais um!
Os três próximos livros que você está louco para comprar.
  
Escolher só três de uma lista interminável, o coração aqui é grande, só falta o dimdim hehe. Mas vou colocar esse que estão no topo da lista de desejados.


15- Isso, quebra mesmo. Não foi você quem pagou!
Um livro que você emprestou e voltou irreconhecível. 

Poderia citar aqui Marley e Eu que a pessoa conseguiu tirar a película protetora da capa. Mas vou colocar um que até hoje me dói porque faz parte de uma das minhas séries favoritas. Emprestei esse livro para minha irmã e voltou com a capa descolada.










06 maio 2021

Resenha | Cidade do Fogo Celestial - Cassandra Clare

Livro: 
Cidade do Fogo Celestial
Série: Os Instrumentos Mortais #6Gênero: Fantasia
Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 532
Ano: 2014

Contêm spoilers dos livros anteriores.

Resenha:
A ligação entre Jace e Sebastian foi rompida, mas eles não conseguiram matar o filho de Valentim e ele agora tem o Cálice Infernal, que é o equivalente demoníaco do Cálice Mortal, usado para transformar os Caçadores de Sombras em Crepusculares. No Cálice está o sangue de Lilith e o membro da Clave que bebe dele ganha muito mais força e agilidade, mas em compensação troca sua aliança angélica pela demoníaca e vira um servo de Sebastian. E Sebastian não está de brincadeira. Ele começa a atacar todos os Institutos e obrigar os Nephilins a tomarem do Cálice Infernal e a Clave não vê outro jeito se não mandar todo mundo para Idris. Mas isso é uma solução temporária já que Sebastian vem se mostrando cada dia mais forte. 

Jace e Clary se apaixonaram no instante em que se conheceram e desde então alguma coisa sempre acontece e impede os dois de viverem seu amor. No momento eles são impedidos de se tocarem porque ao usar a espada Gloriosa para quebrar a ligação entre Jace e Sebastian, o fogo celestial da espada parece ter ficado em Jace. Mas também eles nem tem muito tempo para pensar nisso já que a prioridade é encontrar uma maneira de deter Sebastian. A ordem da Clave é que todos os Caçadores de Sombras se refugiem em Alicante, mas enquanto isso quem vai proteger a humanidade dos demônios que estão em um número cada vez maior e ainda por cima sendo comandados por Sebastian.

Mas Sebastian já provou que a Cidade de Vidro não é tão segura quanto a Clave acredita e dessa vez ele não está seguindo os planos do pai e sim sua sede de poder e destruição. E ao ser impedido de atacar os Nephilins, Sebastian se vinga nos lobisomens, dizimando um grande grupo deles e passando um recado para todos os integrantes do Submundo, quem ficar ao lado da Clave nessa guerra vai sofrer as consequências. E ele vai além, sequestra os representantes de cada grupo e exige trocá-los por Jace e Clary, coisa que a Clave não vai hesitar em fazer, pois o que são dois Caçadores perto de todos os integrantes do Submundo. O que eles nem imaginam é que já existe um desses grupos ajudando Sebastian. E Jace, Clary, Simon, Alec e Isabelle vão fazer o que for preciso para recuperar seus amigos e derrotar Sebastian, nem que para isso eles precisem ir até os reinos inferiores, já que não podem recorrer mais aos anjos. 

"Heróis nem sempre são os que vencem. Algumas vezes, são os que perdem. Mas eles continuam lutando, continuam voltando. Não desistem. É isso que faz deles heróis.”

E mais uma série chega ao fim aqui no blog. Tecnicamente. Porque a Cassandra não sabe desapegar e já se vão livros e mais livros nesse mesmo universo. Inclusive quero deixar aqui um alerta para quem não leu a trilogia As peças Infernais, não leia esse sexto livro de jeito nenhum antes, porque tem um mega spoiler do que acontece com um dos personagens principais da trilogia. E também já temos o começo da história de Emma da trilogia Os Artifícios das Trevas. O ideal é ler os livros na ordem em que foram publicados e não na ordem das séries, porque ela foi escrevendo várias ao mesmo tempo e inserindo personagens que participam do universo como um todo.

Eu comecei a ler essa série em 2013, mas parei no quarto livro e reli agora para terminar a série, e nas duas leituras, mais dessa segunda vez, achei a história fraca se comparada a outras séries de fantasia. Principalmente por conta do casal protagonista, que a autora fez do amor deles o foco da história sendo que tinha tantas outras coisas mais interessantes para ela destacar. Mas termino ela com lágrimas nos olhos e amando todo mundo e querendo abraçar alguns personagens e nunca mais largar. E já preciso ler os outros livros desse universo. Santa Cassandra que não desapega hehe. Já vou até reler a trilogia As Peças Infernais para poder dar continuidade à história. Mesmo que seja a ordem errada, mas como é releitura não tem problema. 

Vou começar a falar dos personagens pelo casal principal. Jace me conquistou à primeira vista na primeira leitura. Seu jeito arrogante, senhor de si, sarcástico e aquele olhar carente fez com que eu me apaixonasse por ele. Mas muita coisa mudou de lá pra cá e hoje já não suporto esse tipo de homem e não me apaixonei novamente. Já a Clary é daquelas garotas sem sal que irrita pelo tanto de decisões erradas que toma só por teimosia ou por se achar invencível. E como casal então é pior ainda. Tudo gira em torno deles e de sua dificuldade de ficarem juntos. Não importa se eles colocam todos seus amigos e até mesmo todos os Caçadores em perigo, o que importa é eles viverem o amor deles. Confesso que não vi evolução em nenhum dos dois e se os outros personagens não fossem tão bons, minha nota para essa série seria a mínima. 

Um desses personagens é Simon. Nos dois primeiros livros eu achava ele um saco, o pior personagem da série. Mas ele evoluiu tanto que acabou sendo um dos meus favoritos. Um dos motivos para esse crescimento foi ele ter entendido que a Clary só ia enxergar ele como amigo mesmo. Isso aliado a sua transformação, acabou deixando o personagem interessante e no final foi o "mundano" que fez a diferença. Outro personagem que cresceu muito no meu conceito foi Alec. Eu confesso que não gostava muito dele até então e no livro anterior seu ciúmes doentio da imortalidade de Magnus deixou ele ainda pior. Mas o choque de realidade funcionou e ele mudou da água para o vinho. Chamou a responsabilidade para ele, mesmo com todas suas fragilidades e chorei com ele no final.

Agora duas personagens que foram mal aproveitadas pela autora não só nesse livro mas na série como um todo, foram Isabelle e Maia. As duas tinham tanto dentro de si para serem rainhas dessa cocada toda e elas passaram a série sendo apoio para a Clary e o Jace no caso de Isabelle e para o Luke e os lobisomens no caso da Maia. Espero que a autora aproveite elas em novas histórias. A Maia teve um papel tão importante nesse livro e poderia ter brilhado, mas suas cenas foram descritas tão superficialmente que foi como se ela não tivesse feito nenhuma diferença e poderia ter sido substituída por qualquer um. É uma pena.

Agora tenho que destacar dois personagens que foram os verdadeiros protagonistas, um desse livro e o outro da série como um todo. Sebastian supriu e muito a necessidade de um vilão para a história. Ele é tudo o que o pai não foi. E por mérito próprio. Ele tem um quê de loucura e outro tanto é o sangue de demônio agindo nele. E uma coisa que gostei foi que mesmo com a relação conturbada com a mãe, isso não foi a justificativa para o comportamento do personagem. Agora quem roubou a cena toda vez que apareceu foi o Magnus. É impossível não se encantar com ele e nesse livro em especial vemos toda a "humanidade" de Magnus. Ele se abre como ainda não tinha feito nos outros livros dessa série e da série As Peças Infernais. E minha alegria é saber que tem mais histórias dele já publicadas e não vou ficar órfã.

Agora os personagens secundários fizeram jus a palavra e alguns não passaram de meros figurantes Jocelyn, Luke, o povo todo da Clave, os adultos de maneira em geral só apareciam na hora de tomar alguma decisão errada e deixar claro todo seu preconceito contra tudo e contra todos. A Clave foi péssima a série toda, não agindo como deveriam e até por isso temos adolescentes decidindo tudo na história. E ainda tenho que ressaltar que os personagens mais inteligentes da série são as crianças. Espero que isso mude nos próximos livros. Quanto a finalização da série, eu gostei de como as coisas se encaixaram e várias respostas foram dadas e outras perguntas foram feitas, que acredito serão respondidas nas próximas séries. E como já citei nas outras resenhas, eu comprei os livros pelas capas, mas gosto ainda mais das novas edições. Só espero que não estejam tão malfeitas como essa que eu tenho aqui, porque dois dois livros da série se desfizeram nas minhas mãos enquanto lia.  

Nota:









04 maio 2021

BookTag do Leitor Eclético

Eu vi essa tag no blog da Leyanne o Imersão Literária e resolvi responder por aqui. Pelo que entendi a tag original é da Reniére do @palavras_radiotivas. Eu sou uma pessoa que lê quase todos os gêneros, mas tem alguns que a gente sempre volta porque são os favoritos. Os três que mais gosto são: Suspense, Romance de Época e Fantasia

OPOSTOS FAVORITOS - Livros completamente diferentes mas favoritados mesmo assim:

Um é um romance de época com uma história leve e divertida, o outro é um drama que a gente chora do inicio ao fim.

DO CLÁSSICO AO "BAGACEIRA" - Um livro aclamado e outro nem tanto assim:

Eu não vi uma pessoa que leu O ódio que você semeia falando alguma coisa negativa dele e merece toda a aclamação com certeza. Já essa série da Lucinda é uma das melhores do gênero romance que já li e vejo poucas pessoas falando sobre eles.

LEIO DE TUDO, MAS ESSE TEM MAIS - O gênero literário que predomina na sua estante:

Ai depende se for a estante virtual ou a física. Porque já li muito mais livros de suspense na minha vida do que posso contar. Mas não tenho eles na minha estante. Se for assim quem predomina são os romances de época.

JÁ LI DE TUDO, MAS FALTA ESSE - Um gênero literário que você ainda não leu, mas quer começar a ler:

Acredito que já li todos os gêneros, pelo menos não lembro de nenhum que eu ainda não tenha lido pelo menos um livro. Mas vou citar um gênero que não sou fã mas que tenho me aventurado muito ultimamente que são os clássicos. E esse é um dos que pretendo ler.


AMO E ODEIO - Um livro queridinho, mas que tem alguma característica que, para você, foi desagradável:

Só consigo pensar em A Rainha do Nada. Não é nem uma característica desagradável mas apesar de ter amado o livro, faltou um algo a mais que não sei nem dizer o que é.

DE TUDO UM POUCO - Um livro de um gênero predominante, mas que tem pitadas de outro gênero:

Esse é um livro de fantasia, mas temos nele aventura, suspense, mistérios, romance, representatividade. É uma salada de gêneros que funcionou muito bem. 


TBR DA FAROFA - A meta literária do leitor eclético: suas próximas leituras de livros diferentes:





02 maio 2021

Resenha | O Príncipe Leopardo - Elizabeth Hoyt

Livro: 
O Príncipe Leopardo
Série: Trilogia dos Príncipes #2
#1 - O Príncipe Corvo
Gênero: Romance de Época
Autora: Elizabeth Hoyt
Editora: Record
Páginas: 364
Ano: 2017

Resenha:
Lady Georgina Maitland nunca esteve dentro do padrão de beleza de sua época. Diferente das outras mulheres que tem os cabelos louros e lisos, ela tem os cabelos vermelhos alaranjados e frisados. Isso poderia ser um grande problema na hora de conseguir um bom marido. Isso e sua idade avançada de 28 anos, já uma solteirona. Mas agora ela já não tem que se preocupar com essas coisas. Sua tia lhe deixou uma bela herança. A propriedade de Woldsly e toda a renda gerada por ela para ser administrada por Georgiana. Por isso ela não precisa se preocupar mais em arranjar um bom marido, agora ela é dona de sua própria vida e não deve satisfação de seus atos a ninguém, mesmo sendo uma dama da sociedade, e filha de um conde. Tudo que ela precisa é de um bom administrador que cuide de seus interesses. É assim que ela conhece Harry Pye.

Nos seis meses que Harry tem cuidado da propriedade, ele tem feito um bom trabalho. Harry é uma pessoa eficiente e discreta e por vezes passa despercebido. Mas então surge alguns rumores envolvendo o nome de Harry e Georgina se vê obrigada a se envolver. Ela sai de Londres e vai para Yorkshire enfrentando alguns percalços no caminho, como uma forte chuva que derruba sua carruagem e ela tem que passar a noite em um chalé só na companhia de Harry. E quando chega a Woldsly ela fica sabendo que alguém está envenenando as ovelhas da propriedade de seu vizinho, Lorde Granville e que o principal suspeito do crime é seu administrador.

E as suspeitas só aumentam quando Lorde Granville vai até a mansão Woldsly exigir que Georgina tome alguma providencia e reconhece Harry de uma desavença entre eles e o pai de Harry que aconteceu há dezoito anos. Mas Georgina não acredita na culpa de Harry e não deixa que ele leve Harry preso. E para provar sua inocência Harry vai ter que descobrir quem é o verdadeiro criminoso e Georgina diz que vai investigar junto com Harry. Mas essa aproximação entre eles não é nada boa, porque começa a crescer uma atração incontrolável entre eles e uma relação entre os dois está fora de cogitação já que Georgina é uma dama e Harry seu criado.

"— Seja como for, um cavalheiro não continua a cortejar uma dama que não pode retribuir seus sentimentos.
— Então, na minha opinião, o senhor tem dois problemas, milorde — disse Harry.
Os olhos de Tony se estreitaram.
— Primeiro, a dama retribui, sim, meus sentimentos, e segundo — Harry se virou e encarou o conde —, eu não sou um cavalheiro."

Esse é o segundo livro da trilogia dos príncipes. E diferente das outras séries de época que sempre aconselho a ler os livros na ordem, neste a ordem não faz diferença porque apesar dos personagens principais, os protagonistas masculinos, aparecerem nos outros livros, a participação é tão pequena que não faz nenhuma diferença para as histórias. A autora seguiu a mesma linha do primeiro livro com protagonistas fugindo completamente dos clichês do gênero. A questão da beleza não é novamente relevante já que os dois não são descritos como bonitos. Georgina pelo contrário foge do que era considerado belo na época. E Harry foge de todos os padrões porque para começo de conversa ele é um empregado e não tem um título, nem um que seja falido para contar história.

A Georgina é uma sonhadora que ama contos de fadas, até a alusão ao Príncipe Leopardo na história é ela quem faz, já que é ela quem conta a história ao longo do livro para o Harry, mas que curiosamente não acredita em casamentos e finais felizes. E ela é uma solteirona, o que seria um clichê, mas aqui ela não precisa desesperadamente de um marido. Acabei me identificando muito com ela nessa parte já que apesar de amar contos de fadas e viveram felizes para sempre, nunca tive vontade de me casar. Harry chamou minha atenção como falei por não ser um cavalheiro, acho que ele é um dos poucos mocinhos de época que leio que não é um, ou que pelo menos não faça parte da sociedade. E dai fica essa questão das coisas nunca darem certo entre eles por causa dessa diferença social. Questão que ainda existe nos dias de hoje, mesmo que não exista mais essa questão da nobreza, mas é bem dificil uma pessoa rica casar com alguém que more em uma comunidade por exemplo.

Eu li várias resenhas falando que esse segundo livro era bem mais fraco que o primeiro. Eu não achei, gostei da mesma forma. A história é diferente e começa a ser contada de uma maneira que quem é acostumado com o gênero estranha um pouco, porque ela já começa com os personagens ficando presos debaixo de uma chuva e não tem aquela apresentação de cada um deles no começo da história, comum nos livros do gênero. A narração é em terceira pessoa e passa por vários personagens, mas em sua maioria acompanha a Georgina. Os irmãos da Georgina roubam a cena em várias partes, queria mais deles na história hehe. Quanto a edição, está tão linda quanto a do primeiro livro e essa capa é de arrasar. Tem tantos detalhes na capa que a gente fica perdida olhando ela. Enfim, é um livro que recomendo muito aos amantes do gênero.

Nota:










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