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16 agosto 2022

Falando sobre | E o leitor não quer ler...

Esse é um assunto que tenho pensando muito ultimamente. Duas coisas me fizeram ver que infelizmente nem as pessoas que se dizem leitoras querem ler mais. E não estou falando aqui das pessoas que diminuíram suas leituras por falta de tempo ou qualquer que seja o motivo. Estou me referindo as pessoas que buscam uma certa "facilidade" deixando de lado o que dizem amar: o prazer de ler.

Uma dessas coisas se encontra aqui mesmo no blog. Tenho notado que as postagem onde tem uma resenha literária são as menos acessadas e comentadas. Vejo direto as pessoas "pulando" as resenhas e comentando em outras postagens que são mais rápidas e fáceis de ler. E tenho reparado nisso em vários blogs que acompanho. O que isso me diz?

Outra coisa é o crescimento de redes sociais onde temos apenas uma foto com uma sinopse pequena e um gostei do livro ou um vídeo de poucos segundos em vez de uma postagem enorme como as dos blogs. A coisa que já era rápida e curta no Instagram, ficou ainda mais rápida com o TikTok. E tenho visto muitos livros virarem sucesso ou escória por lá.

Mas eu me pergunto como posso avaliar e recomendar, ou não, um livro em segundos? Não sei vocês mas eu vivo de salário e infelizmente livros custam caro para os padrões brasileiros. Por isso como vou me dar ao luxo de comprar um livro baseado em quinze segundos em um vídeo?

E nada contra quem trabalha com essas redes sociais, estou falando da minha pessoa, pois quando vou comprar um livro eu leio resenhas nos blogs, no Skoob, no Goodreads e ainda assim penso muito antes de finalizar o pedido. 

E agora volto a pergunta. Porque essa pressa, porque é melhor eu somente ver uma imagem ou um vídeo e clicar em um coraçãozinho do que dar um apoio ao colega que se esforçou para escrever uma resenha. Porque quem escreve resenhas em blogs sabe o quanto isso dá trabalho e toma tempo. 

Onde está o prazer de ler? Eu sou de uma época que livros eram coisas raras e preciosas. Não tinha essa facilidade de hoje em dia. Ou você comprava, o que também não era nada fácil porque as vezes tinha que encomendar e esperar até meses para os livros chegar na livraria, ou você ia em uma biblioteca praticamente desatualizada e torcia para alguma boa alma doar livros mais novos, se quisesse ler. Então já viu, ia de bula de remédio mesmo, propagandas de mercado... Podem rir, mas quem gosta de ler, lê qualquer coisa.

Enfim, desculpem o desabafo, mas é algo que vem me incomodando e precisava colocar para fora. E você o que pensa sobre esse assunto. Já deu aquela desanimada de continuar escrevendo resenhas em um blog quando o que as pessoas querem mesmo ver é fotos bonitas e vídeos superficiais engraçados?



 

04 abril 2022

Falando sobre... Parcerias

Hoje vou ressuscitar essa coluna que faz muito tempo que não aparece por aqui. E o assunto da vez são as famosas parcerias. Todo começo de ano é aquela disputa onde vejo cada coisa que fico até com vergonha alheia. Mas será que vale mesmo a pena? Hoje vou falar um pouco sobre minha experiência nesses dez anos de blog. Senta que lá vem história.

Essa é da minha época. Quem lembra?

Mas antes de mais nada só quero deixar uma coisa claro: parceria não é sinônimo de trabalho bem feito. Não meça seu valor mediante uma aprovação ou não de alguma editora ou autor, porque os objetivos de ambas as partes podem não ser os mesmos. 

Nesse dez anos eu já tive parceria com quase todas as editoras grandes do mercado. Acho que só a Intrínseca que nunca figurou entre os parceiros por aqui, mas como não leio muitos livros deles também, nunca esperei nada mesmo. E a DarkSide também nunca nem me inscrevi depois da palhaçada deles quererem divulgação a torto e a direito dos inscritos para depois escolher apenas seis parceiros entre os que mais divulgaram eles.

Mas antes vou falar sobre parceria com autores nacionais. Como você podem ver ali no menu, temos uma aba autores parceiros. Mas mantenho ali o nome de autores que em algum momento foram parceiros do blog. Porque atualmente não temos mais parcerias com nenhum autor depois de tanta dor de cabeça que passei com grande parte deles. Infelizmente muitos autores não aceitam que seu livro receba uma nota menor do que a máxima. Não entendem que não é todo mundo que vai amar seu livro e vem tirar satisfação com quem se dispôs a ajudar. Sem falar que só cobra resenha, mas não se dá ao trabalho de comentar e muito menos de ajudar a divulgar. E por motivos de cansar de passar raiva, eu não fecho mais parceria com autores nacionais.

Agora sobre as editoras. Nossa primeira parceria com uma editora de mais destaque foi quase dois anos depois de termos estreado o blog. Sim, tudo isso. Hoje em dia vejo alguns instagramers se descabelando porque não conseguiu parceria depois de dois meses de tanto esforço. Só observo. A editora em questão foi a Editora Empíreo e minha experiência com eles ficou na média. Li alguns livros muito bons deles, como Eu Vejo Kate, mas tive a parceria encerrada por parte deles depois de receber dois livros que infelizmente não gostei tanto assim e receberam uma nota 3 de 5. Acho que não gostaram muito disso.

Nossa próxima parceria foi só em 2015, quase três anos depois de termos criado o blog e foi logo com a top do mercado editorial na época. Quem começou mais recente capaz de nem lembrar da editora, mas a Novo Conceito era o sonho de todo blogueiro. Além dos títulos e autores maravilhosos, eles ainda enviavam um kit para os parceiros de deixar essas caixas literárias de hoje em dia no chinelo. Aquilo sim eram brindes literários. E foi uma parceria que gostei bastante porque eram livros que eu consumia. Infelizmente a editora foi falindo aos poucos e hoje em dia nem vejo mais ninguém falando deles.

No mês seguinte fechamos parceria com a Ler Editorial e infelizmente foi a editora que menos gostei de ter parceria. Não sei como funciona por lá hoje em dia, mas naquela época eu tive muitos problemas com a responsável pela parceria que também era uma das autoras da casa e não podia dar nota menos que máxima para seus livros. Cansei de receber reclamações no meu email por conta disso. E como não sou obrigada, cancelei a parceria.  

Em 2016 fechamos parceria com a Novo Século que também era uma editora que eu consumia. Mas infelizmente a experiência não foi boa. Não existia comunicação entre as partes, eles enviavam o que queriam sem levar em conta meu gosto literário e também larguei mão. Logo em seguida veio a Butterfly Editora que também não foi uma boa experiência já que em dois anos de parceria recebi apenas três livros deles. No mesmo ano conseguimos parceria com a Arqueiro e foi uma das poucas experiências boas com editoras que tivemos por aqui. Mas não sei o que acontece com a editora que faz uns cinco anos que não abre inscrições para novos parceiros.

No ano seguinte fechamos parceria com Editora Sinna e foi uma das piores experiências que tive. Era uma confusão na comunicação, e como seus publicados eram autores nacionais tive aquele mesmo problema com as notas. Acredito que resenhei somente dois livros deles e desisti da parceria.

Em 2018 eu já tinha percebido que não precisava de editora para continuar meu trabalho e só me inscrevi nas parcerias que realmente queria. Foi o ano em que fechamos com o Grupo Autêntica que apesar de amar seus livros, principalmente os romances de época da Gutenberg, foi uma parceria que não gostei. A coisa funcionava assim, eles enviavam um email com uma cota de livros para os parceiros e quem respondia primeiro recebia os livros e os outros ficavam a ver navios. Também foi o ano em que fechamos parceria com a HarperCollins e Harlequin que foi uma experiência mais ou menos. Na parte do envio dos livros era ok, mas nunca ninguém respondia os emails que eu enviava, só os de solicitação mesmo.

Em 2019 conseguimos parceria com duas editoras que ainda estão conosco atualmente. A Faro Editorial eu nem tenho mais o que falar porque vocês sempre veem meus elogios na resenhas. A Andrea, a responsável pela parceria é um amor de pessoa e em todos esses anos e todas essa parcerias eu não conheci ninguém como ela, que realmente se importa com os parceiros. Melhor parceria de longe. Já com a Companhia das Letras também temos uma ótima experiência. Por sermos Time de Leitores recebo livros que posso optar por resenhar ou não e gosto muito disso porque se recebo um livro que não tenho interesse, não preciso ler.

E em 2020 consegui parceria com o tão aclamado Grupo Editorial Record, mas que foi uma péssima experiência. No ano em questão eles enviavam todos os lançamentos. É isso mesmo, todos. Teve mês que recebi oito livros deles e se teve um que eu tive interesse foi muito. E comunicação não existia. Nunca me responderam nenhum email. 

Algumas editoras citadas eu tive parcerias durante anos, não somente nos anos citados, outras encerramos a parceria pela metade. Minha intenção em citar as editoras aqui não é expor nenhuma delas, mas sim contar para vocês um pouco da minha experiência e responder a pergunta se parcerias valem mesmo a pena. E chego a conclusão de que não. Não vale. É um estresse enorme nas seleções, ainda mais para alguém como eu que tenho o foco no blog e hoje em dia as editoras querem instagram ou tiktok. Meus números não são considerados bons para eles e não penso dia e noite em visualizações, engajamento e curtidas. 

Meu objetivo com o blog continua sendo o mesmo de dez anos atrás, falar sobre livros, algo que eu amo e faço até dormindo se puder. E quando esse amor por eles começa a ser deixado de lado por conta de números, eu sei que alguma coisa muita errada está acontecendo. Cada um é cada um, se você consegue dar conta de ter quinze parcerias, ler e resenhar os livros, tirar fotos legais, criar postagens e ainda monitorar números sem perder a vontade de ler, bom para você. Eu só quero ter o meu livrinho, com histórias que me façam viajar sem sair do lugar, porque minha vida não se resume a ler infelizmente. Eu preciso trabalhar, cuidar da casa e da minha mãe e ler é meu prazer na vida, não minha obrigação. 

Se isso significa que não vou ter parceria com nenhuma editora, tudo bem. Porque independente de parceria, eu vou continuar lendo o que gosto e quando tiver vontade. E espero que essa postagem tenha ajudado um pouco quem está desanimado dessa vida de blogueiro por conta dessa disputa injusta que virou o meio literário.






22 fevereiro 2021

Falando sobre | Quando os livros deixaram de ser o mais importante

Já faz algum tempo que esse assunto está me incomodando e hoje resolvi desabafar. No ano passado consegui parceria com uma editora ai e logo entrei no grupo do Whatsapp dos parceiros da editora. Eu esperava encontrar pessoas que assim como eu amam ler e que teríamos conversas sobre livros. Mas o que encontrei foram pessoas preocupadas com números e somente números. Raramente alguém postava sobre algum livro, a conversa girava o dia todo sobre curtidas, visualizações, engajamento e seguidores. Aguentei até onde deu e sai do grupo. Com isso eu me pergunto, quando foi que os números da minha rede social deixaram de ser mais importante que meu prazer pela leitura?

Lá em 2012 quando o Prefácio foi criado, lembro muito bem que éramos um grupo de cinco amigos que líamos e depois debatíamos sobre os livros após o culto na igreja em que frequentávamos na época. Então alguém perguntou o porque de não aumentarmos o alcance dessas conversas criando um blog literário e assim surgiu o Prefácio, inicialmente gerido por mim (Silvana), pela Olivia e pelo Matheus, irmão dela. E esse sempre foi o objetivo do blog, falar sobre os livros que lemos e se possível debater sobre eles. Por isso amo ler cada comentário nas resenhas que posto, independente de ele concordar ou não com minha opinião. O importante é propagar esse prazer de ler.

E nesses nove anos vi tantos blogs, canais do YouTube, Instagram literários surgindo e uns se firmando e outros desistindo pelo caminho, e sinto que infelizmente o livro que deveria ser o mais importante, perdeu seu espaço para os números. Estou falando exclusivamente de redes sociais literárias só para deixar claro. E porque será que isso aconteceu? Um dos motivos pode ser a corrida pelas parcerias que se inicia todo começo de ano. 

Sabemos que toda editora é uma empresa que como tal visa o lucro, e parceria com blogueiros é uma propaganda barata, então é claro que quando vão escolher um parceiro, eles vão escolher alguém que eles acreditam vá dar esse retorno para eles. Então não fico surpresa se entre um IG com 10.000 seguidores e um com 300, o de 10.000 for o escolhido para a parceria. Olhando pela lado da editora não tem nem o que questionar. Mas falando agora como consumidora que sou desde quando recebi meu primeiro salário e comprei um livro, será que na hora de comprar um livro eu vou optar em olhar uma foto bem feita em um IG com milhares de seguidores ou vou escolher ler uma resenha em um blog que não tem tanto destaque assim, mas que sei que a pessoa realmente leu aquele livro e está colocando ali sua opinião sincera?

Não estou querendo dizer com isso que alguém que tem um monte de seguidores não leu o livro e não está sendo sincero no que escreveu, mas pelo menos entre os que sigo, são poucos. E vi cada coisa em grupos literários que fiquei até espantada com o que li. Cheguei a ler uma blogueira dizendo que já tinha escrito resenha baseada em outras resenhas que ela leu porque não teve tempo de ler o livro porque tinha muitos livros acumulados de parceria. Como assim? Se não tem tempo de ler os livros, qual o significado de manter a rede literária então? Meu objetivo não é ler os livros, só tê-los na minha estante? E outros que li dizendo que fazia resenhas pagas e cobrava valores diferentes dependendo da nota que dava para o livro. Como vou confiar na opinião dessa pessoa?

Enfim, era isso que eu queria dizer, o quanto estou chateada por o amor pelos livros não ser mais o motivo das redes sociais literárias serem criadas. Por aqui ainda continua sendo isso, meu prazer de ler é maior que tudo, maior que um numero que se encontra ali na aba chamada seguidores. Ainda me inscrevo para algumas parcerias? Sim, mas meu amor pelos livros não é restrito a elas e se eu não conseguir comprar, existe algo chamado biblioteca, porque quem ama ler não lê só lançamentos. E por aqui nada mudou nesses nove anos, ainda amo ler acima de tudo e valorizo cada comentário e vou com prazer retribuí-los. Mas infelizmente por quase todo lado que olho, as coisas não são mais assim. O livro perdeu seu lugar, principalmente entre as pessoas que tecnicamente deveriam serem os primeiros a defendê-lo.




 

14 julho 2018

Falando Sobre...

... parcerias.



Lá vou eu novamente para mais um desabafo. Dessa vez o assunto é parcerias, principalmente com autores nacionais. Antes de mais nada vamos definir o que é parceria. Achei várias definições, mas a que mais aparece é essa: Uma parceria é um arranjo em que duas ou mais partes estabelecem um acordo de cooperação para atingir interesses comuns.

Bom deu para perceber que é um acordo, no caso entre o blog e o autor/editora em busca do mesmo interesse, no caso divulgar uma obra. Para quem acha que parceria é sinônimo de livro de graça está muito enganado. Acho que a maior parte dos leitores de blogs literários é formado por blogueiros, que entendem bem sobre o assunto, mas ainda temos uma grande parcela de leitores que não entendem esse conceito. 

Graça quer dizer um favor imerecido, e nós os blogueiros fazemos e muito por merecer receber um livro para resenha. Então não é nada de graça não. Primeiro, você só vai ter uma chance de ter uma parceria se seu blog tiver um bom layout, o que custa muito caro para quem não sabe fazer o seu próprio. Segundo, como dizem, tempo é dinheiro e manter um blog custa muito tempo. Tempo para ler os livros, tempo para escrever as resenhas, tempo para deixar a postagem apresentável com fotos e imagens atrativas, tempo para revisar a postagem, e ainda assim sempre acaba passando um erro ou outro, tempo para divulgar a postagem e tempo para ir nas postagens dos amigos blogueiros, retribuir o comentário e ler o que eles escreveram e escrever um comentário condizente com a postagem.

Então já deu para ver que esse conceito de graça não é bem assim. E no caso do autor/editora, eles estão tendo uma divulgação que se fosse paga seria bem mais cara do que ceder um livro ou um e-book para o blogueiro. E ainda mais que é uma divulgação para um público específico, porque quem lê blogs literários é porque gosta de ler e compra livros. 

Então antes de entrar no que realmente é o objetivo dessa postagem, quero deixar um recadinho para alguns blogueiros. Valorize seu trabalho. Não se sujeite a qualquer coisa por uma parceria que vai te dar um livro por mês, coisa que você pode muito bem obter sem ter que ficar divulgando horrores os parceiros e ainda mais em alguns casos sem poder expressar sua real opinião por medo de perder a parceria. Inclusive fiquei sabendo essa semana de uma editora que mandou um contrato para os parceiros assinarem dizendo que não podiam falar nada negativo dos livros deles nas resenhas. Absurdo! E aqui entra o que eu quero realmente falar com essa postagem.

Desde que criamos o blog lá em 2012, um de nosso objetivos sempre foi incentivar a literatura nacional. Mas isso está ficando cada vez mais dificil porque eu particularmente já estou cansada de algumas atitudes de alguns "parceiros" que só se lembram da parceria na hora de cobrar alguma divulgação e resenha e que querem sempre ter seus livros avaliados com nota máxima e quando isso não acontece tenho que ficar dando inúmeras explicações do porque não gostei desse ou daquele ponto do seu livro.

Sinceramente já estou cheia disso. Você que é autor lembra que antes de ser um autor você é um leitor e que não gostou de todos os livros que você leu na vida? Pois é, eu também não. Vocês que acompanham o blog a mais tempo sabe que nunca fui desrespeitosa com nenhum autor por aqui. Sempre que escrevi alguma resenha negativa eu expliquei porque e sempre salientei que cada um tem um gosto e que eu posso não ter gostado, mas outra pessoa pode amar.

Por isso tomei uma decisão um tanto drástica. Vou manter apenas algumas parcerias que são autores que me respeitam como eu os respeito. E para futuras parcerias vou pensar muito antes de aceitar. Tem autores nacionais que tenho prazer em dizer que são parceiros do blog. Eles enviam material de divulgação antecipadamente, não envia hoje e quer que eu publique amanha, leem a resenha, comentam e ajudam na divulgação. Tem autor que fica enchendo o saco para eu fazer a resenha e quando publico nem vem no blog comentar. Acho um absurdo isso.

Por isso de hoje em diante vou manter parceria apenas com quem eu realmente tenho prazer de ser parceira. É claro que existem exceções e vou citar aqui de autores que mesmo eu não tendo gostado do livro e tendo entrado em contato para dizer que a resenha seria negativa e se eles preferissem eu não publicaria a mesma, eles disseram que não, que eu podia publicar o que eu realmente tinha achado do livro, como é o caso do autor Elias Flamel. Minha admiração pela atitude. 

Entre os autores que quero manter a parceria estão a Alana Gabriela, Bianca Gulim, Denise Flaibam, Layla Casanova e a Mari Scotti. Citei essas porque são as que estão sempre lançando livros, mas tem alguns outros que também sempre que precisar estou a disposição. 

Enfim, esse é meu desabafo. Cansei de passar raiva com autores que não aceitam que não é todo mundo que vai gostar do que eles escreveram. Antes de tudo sou leitora e como leitora tenho o direito de não gostar de todos os livros que vou ler. E como blogueira tenho o direito de não gostar de algum livro mesmo que ele tenha sido "de graça" como visto por alguns.

E você o que pensa sobre o assunto? Deixe sua opinião nos comentários.




10 fevereiro 2018

Falando Sobre...


Hoje eu vim falar de uma coisa que aconteceu no final do ano passado e me incomodou muito. Fim de ano geralmente os leitores fazem aquela retrospectiva e uma garota compartilhou em um grupo literário no facebook que tinha lido mais de 220 livros no ano passado. Não lembro o número exato, mas eram mais do que 220. Dai imagina-se que ela fosse receber os parabéns pela quantidade de livros lidos, já que estamos em um pais que a média literária é de menos de 5 livros por ano. Ainda mais em um grupo composto por leitores. Mas não foi o que aconteceu. Grande parte dos comentários foram sim elogiosos, mas uma boa parte deles foram para ofender a garota.

É claro que essas pessoas foram banidas pelos organizadores do grupo. Mas contei isso tudo porque quero falar sobre duas coisas, ou alguns comentários que me chamaram a atenção. Primeiro foi a frase quantidade x qualidade que foi dita várias vezes e, segundo, um dos comentários que também me ofendeu porque eu já ouvi isso uma vez e não gostei nenhum pouco. Era ele: "se eu não tivesse vida, também lia tudo isso no ano".

Quem acompanha o blog sabe que leio muito, menos do que eu gostaria é claro, e resolvi trazer esse assunto aqui porque já ouvi essas duas coisas diversas vezes. Eu leio mais de 200 livros no ano sim. Eu tenho uma vida? Minhas leituras tem qualidade? A resposta é sim para as duas perguntas.

Eu sou blogueira há quase 6 anos e antes disso já tinha lido muitos livros na minha vida. Eu trabalho fora, trabalho em casa, assisto novelas, séries e filmes, frequento uma igreja, converso muito e tenho sim tempo para ler porque ler é uma das coisas que mais gosto de fazer na minha vida. Quando era adolescente e apenas estudava eu lia um livro por dia praticamente e teve uma vez que a bibliotecária da escola me elogiou para algumas pessoas e uma delas disse: " ela lê bastante assim porque só estuda". O interessante é que hoje faço tudo isso que citei e leio do mesmo jeito. Só não leio um livro por dia porque não tenho dinheiro para tudo isso hehe.


Se você não consegue ler muitos livros por mês/ano, talvez seja porque sua prioridade não são os livros, como é a minha. Porque nosso dia tem a mesma quantidade de horas e minutos. Prioridade é a palavra. Uma vez fui em um lançamento literário e a minha sobrinha que foi comigo disse para o editor que não tinha tempo de ler e ele respondeu que ela tinha tempo sim, só que seu tempo não era usado para ler os livros, que sua prioridade era outra. Quantas pessoas ficam meia, uma e até duas horas em redes sociais e dizem não ter tempo de ler. Em meia hora dá para ler pelo menos 20 páginas de algum livro. Mas se sua prioridade são as redes sociais, é claro que você não vai conseguir. Falo isso por experiencia própria porque já peguei no celular só para dar uma olhadinha e acabei ficando mais de meia hora olhando o facebook.

Então não use essa desculpa de tempo. Você usa ele como quiser. E não estou criticando quem lê menos que eu. Meu objetivo sempre foi incentivar a leitura, mesmo antes de ter um blog, não a quantidade de livros. Então leia nem que seja um livro por ano, leia no seu tempo, só não critique quem lê menos ou mais que você. Eu amo ler, sempre amei e leio sim até bula de remédio e propaganda de supermercado. E aqui entra a outra questão. Minhas leituras não tem qualidade porque eu leio quantidade?



O que seria leitura de qualidade? Quem ai tem autoridade no assunto para poder medir a qualidade dos livros? Infelizmente ainda existe muito preconceito literário e muita gente que acha que só lê com qualidade quem lê clássicos e poesias. Se for esse o parâmetro, minhas leituras não tem nenhuma qualidade porque são duas coisas que eu não leio.

Acho que já está na hora de parar de julgar o que cada um lê e deixar o povo ler o que quiser. Afinal o importante é ler. E ler o que gosta. Tem que parar com essa besteira de achar que todo mundo tem que gostar do que você gosta. Desde criança que eu e meu sobrinho lemos juntos. Como temos quase a mesma idade nós crescemos juntos e começamos a ler na mesma época. Eu amo romance de época, ele não gosta. Ele ama ficção científica, eu não. Ele lê Stephen King desde os 8 anos. Enquanto isso eu lia Agatha Christie. E sempre nos apoiamos. Quando começamos a falar sobre livro as outras pessoas da família até saem de perto porque o assunto rende. Temos gostos opostos, mas nos respeitamos. E é assim que deveria ser sempre. Com todo mundo. Em tudo. Respeito acima de tudo.


Agora que já desabafei vou dar algumas dicas para quem quer ler mais do que já está lendo. Comigo funcionou.
Ler o que gosta
Não insista em algo que não está gostando. Você só vai perder seu tempo e atrasar as outras leituras. Procure ler o que gosta e não ligue se o que você gosta não é o mesmo que a maioria. O importante é a leitura te fazer feliz.
Tirar um tempo para leitura
É imprescindível que você reserve um pouco do seu tempo para os livros. Se não tem esse hábito comece com alguns minutos por dia e vá aumentando com o tempo. Mas saiba a hora de parar. Se as páginas não estão mais virando sozinhas, pare e volte a ler em outra hora.
Elimine as distrações
Tem gente que consegue ler ouvindo música, ou assistindo TV, e até mesmo em meio a vários pessoas conversando. Se você não é uma delas, vá para um local tranquilo e deixe o celular longe por favor hehe.
Leitor Digital
Sei que não é todo mundo que tem dinheiro para comprar um e-reader, mas temos o Kindle para celular por exemplo. Depois que comprei um kindle as minhas leituras aumentaram 50%. Além de ser mais leve, no meu caso como ele marca a quantidade de páginas e o tempo que falta para terminar o livro, isso é um incentivo para eu ler mais.

Mas o mais importante de tudo é ler no seu tempo, mas sempre ler. Afinal é isso que somos: leitores.






14 dezembro 2016

Falando sobre. ..

... fazendo um leitor

Quantas vezes você já não ouviu alguém dizer: eu não gosto de ler; ler me dá sono. Pois bem, eu resolvi que nesse ano eu ia "converter" pelo menos uma pessoa. Escolhi um alvo, minha amiga Cláudia, e coloquei o plano em prática. Primeiro perguntei porque ela não lia e ela me disse que preferia assistir. Então perguntei o que ela gostava de assistir e ela disse que gostava muito de filmes de suspense e de romances. E calhou dela ter acabado de assistir a Cinquenta tons de cinza. Pensei é esse o caminho. Perguntei: "você já tentou ler o que você gosta de assistir? Não quer tentar ler Cinquenta tons?" Ela concordou, e leu os três livros em menos de quinze dias. Isso de uma pessoa que nunca tinha lido um livro na vida.

Então ela me disse: "preciso ler outros' e foi assim que comecei a emprestar meus livros chick-lit. Primeiro foi O noivo da minha melhor amiga e a continuação, e depois fui emprestando todos os livros que viraram filmes que eu tinha aqui. Dai um dia perguntei se ela gostava de romances de época e ela disse que nem sabia o que era. Então emprestei O Duque e Eu e ela não parou mais. Leu todos os que estavam na minha estante e até passou a perna em mim e já leu antes o último livro da Julia Quinn. Também emprestei As gêmeas do gelo, que ela adorou. E nessa brincadeira foram quase trinta livros nesse ano, muito mais que algumas pessoas que se dizem leitores. E o ano ainda não terminou.

Porque estou fazendo essa postagem? Primeiro para te incentivar a fazer novos leitores. Não desista, é tudo questão de encontrar o livro certo. Vai ter gente sim que não vai querer ler, mas vai ter muitos outros que só falta alguém incentivando.  E mesmo que a pessoa pegue para ler só para não te chatear, quem sabe ela pega o gosto e não para mais igual a Cláudia hehe. E em segundo lugar resolvi escrever isso porque vocês viram o que fez ela começar a ler? Sim foi um livro que muita gente torce o nariz e nem considera como livro.

Por isso, vamos acabar com o preconceito. Não interessa se vai ser um livro erótico, ou se vai ser um livro de alguém famoso no YouTube ou na televisão. O  importante é despertar o amor pela leitura nas pessoas. Depois que pegou o gosto não tem como tirar mais de dentro da pessoa aquela vontade de ler. E sem falar que você vai ter mais uma pessoa para você comentar sobre os livros que tanto ama. E é tão prazeroso você ver alguém lendo algo que você indicou. Espero que tenham gostado da postagem e façamos novos leitores.



Cláudia lendo na hora do almoço



09 dezembro 2016

Falando sobre...

... preconceito com os livros nacionais

Até onde vai o preconceito e começa seu gosto pessoal? Existe esse limite? Muito se fala hoje em dia sobre esse assunto. Eu particularmente conheço muita gente que não lê livros nacionais. Esses dias mesmo eu estava comentando com uma pessoa sobre os livros da série As Crônicas dos Mortos que sei que a pessoa adora o gênero. Ela estava super empolgada até que falei que o autor era brasileiro. Incrível, mudou de ideia na hora. Mas por outro lado, já li dois livros da Carolina Munhós, por exemplo e não gostei de nenhum dos dois. Será que tenho que ler todos os livro dela para não ser taxada como preconceituosa?


Esses tempos atrás teve um caso muito comentado no facebook. Uma autora nacional insinuou que o livro Como eu era antes de você era meio que um plágio do livro dela. Eu li os dois livros e inclusive resenhei eles aqui e aqui no blog, e posso afirmar sem sombra de dúvida que a unica coisa parecida é o nome dos protagonistas e o fato deles não poderem andar. Depois ela se retratou dizendo que seu objetivo não tinha sido esse, que o que ela queria era mostrar que duas histórias parecidas tem valores diferentes para as editoras na hora da divulgação por um ser nacional e o outro estrangeiro. Eu acho que ela conseguiu o que queria, que na minha opinião era promover seu livro, já que vi inúmeros comentários dizendo que iam ler o livro dela.


Mas quanto as editoras, será mesmo por preconceito que elas dão preferência aos livros de fora na hora de publicar e divulgar? Vamos pensar nas editoras como empresas. Eles têm salários para pagar e muitas contas para quitar. Se eu sei que um livro do Nicholas Sparks ou de um John Green vai vender milhões e eu preciso desse dinheiro para manter a minha empresa no azul, será mesmo que vou deixar de publicar um livro deles para apostar em um autor desconhecido que pode vender ou não?


Agora olhando a parte dos autores. Pense em uma entrevista de emprego onde pede 3 anos de experiência por exemplo e você nunca trabalhou. Como você vai ter essa experiência se ninguém te der essa oportunidade? Ainda bem que hoje temos Wattpad, por exemplo, onde podemos conhecer os autores nacionais e muitos deles que publicam por lá já tiveram seus livros publicados. Porque, vamos combinar, quem hoje em dia paga caro por um produto que não conhece?


E a coisa é cara. Temos livros nacionais que custam 50 reais. Com o salário que se ganha no Brasil como vou comprar 2 livros por mês, 100 reais, se leio 20 livros por mês? Sendo que com esse mesmo valor compro 10 livros estrangeiros em uma promoção do submarino. Mas eu entendo que o valor é por causa do custo. Conversando com o Lúcio, editor da Ocelote, ele me disse que no mínimo, e aquelas edições bem simples páginas brancas custam em média 18 reais por livro. Se vender por 20 reais o livro vai ter um lucro de 2 reais. Nada praticamente. E nem imagino quanto não fica uma publicação independente.


Não me considero uma pessoa preconceituosa, mas tenho várias contas para pagar e mesmo ler sendo uma coisa que amo, não posso deixar de pagar minhas contas para comprar livros. Então vou muito pelo preço sim, quando vou escolher um livro para ler. Mas não posso deixar de negar que o preconceito existe sim. E tem aqueles blogueiros que preferem não resenhar livros nacionais por causa da falta de profissionalismo de alguns autores. Eu mesmo já passei por uma situação bem chata do autor vir me chamar no face para tirar satisfação de um comentário que fiz em uma resenha. Imagine se tivesse resenhado então. Tem muitos autores que não entendem que não é todo mundo que vai amar o livro dele.

Mas enfim, o que você pensa sobre esse assunto? Deixe sua opinião nos comentários.



18 maio 2015

Falando Sobre... Livros de Colorir


Quem ainda não viu ou ouviu falar alguma coisa sobre essa nova febre que são os livros de colorir? Uns chamam de "modinha", outros de "ocupação de quem não tem o que fazer", mas o certo é que eles estão ai, vendendo horrores e sendo noticia em todos os jornais e programas da televisão. Recentemente virou até polemica no facebook, depois que um blogueiro disse que preferia os "livros com palavras".


Ainda vou tentar um fundo nesse

Eu não tenho vergonha de dizer, amo ler, continuo lendo, mas aderi a essa maravilha que são os livros de colorir. Começou com os livros interativos, como Destrua esse diário, Uma pagina de cada vez e Diário da Seleção. Mas quando vi as minhas amigas postando as imagens que elas já tinham pintado, precisei comprar um também. Como não encontrei o Jardim Secreto na livraria física aqui da minha cidade, comprei o Floresta Encantada e encomendei o outro pela internet.


Ai que a coisa ficou feia, viciei em pintar e gastar com material de papelaria. Nem vou fazer as contas de quanto já gastei com lápis de cor, giz de cera e canetinhas, porque se não vou infartar. E como sempre, o que aumenta a procura, aumenta o valor também. Os lápis de cor estão os olhos da cara. Giz pastel seco então nem se fala. Eu vi uma noticia essa semana que a Faber Castel vendeu cinco vezes mais em comparação ao ano passado.



Mas o que tem me incomodado um pouco é que os livros são antiestresse e tem gente ficando mais nervoso ainda com as pinturas. Eu encaro o livro como diversão, não importa se vai ter mais dez pessoas pintando o mesmo desenho que eu e ficando mil vezes mais bonitos. Eu nunca fui boa de pintar, tenho mão pesada e erro mesmo. E dai? O importante é que estou fazendo uma coisa legal e que me satisfaz. Se você não gostou, o que isso vai mudar na minha vida? Infelizmente as pessoas não pensam assim. Querem alcançar a perfeição ou então estão querendo confete mesmo.


Agora vou falar um pouco sobre os materiais que usei e o que achei. Vou basear a minha aprovação no valor pago.
Lápis de cor "normal" Faber Castel: Tenho uma caixa de 36 cores. Eu gosto da maioria das cores. Os lápis são fáceis de usar, não borram, nem riscam o papel. Aprovei!
Lápis de cor Faber Castel Aquarelável: Tenho a caixa de 24. As cores são mais fortes que as normais. Mas é fato, não sei usar a aquarela, borrei tudo hehe. Pelo valor, Reprovei!
Lápis de cor Faber Castel Neon: Tenho a caixa com 8 cores. Eu gostei da maioria das cores. Mas infelizmente a cor é bem fraca e tem que apertar bastante para aparecer. Mas pelo conjunto da obra, Aprovei!
Lápis de cor Maped Fluo: A caixa vem com 6 lápis e a qualidade é pior do que a da Faber. As cores são mais fortes, mas esfarela quando está pintando e risca o desenho. Valeu a pena pelo verde que é de um tom diferente. Reprovei!
Lápis de cor Bic bicolor: Comprei a caixa com 12 lápis, 24 cores. Apesar de ter visto muitas pessoas falando mal deles, foi o que mais gostei de todos. As cores são fortes e uniformes, preenche todo o desenho sem deixar falhas e nem precisa forçar nada. Além de mais barato que os da Faber, achei os lápis bem melhores. Aprovei!
Lápis de cor Cis: Comprei essa marca só para ter cores diferentes. Tenho a caixa com 12 é bem baratinha, acho que foi 8 reais. Eu uso mais quando quero fazer a cor mais fraca, forte não dá, risca. Aprovei!
Canetinhas Vai e Vem da Faber Castel: Definitivamente, não sei usar canetinhas. Tentei colorir um desenho só com elas e estragou tudo. Não mancha o outro lado nem nada, mas recomendo usar só para fazer as coisas menores. Pode ser que é minha falta de habilidade também hehe. Reprovei!
Giz de cera Maped: Até agora não consegui fazer nada de útil com ele. Risca bastante e a cor não é consistente. Acho que vou tentar fazer um fundo apontando o giz e usando só os farelos. Reprovei!
Giz de cera pastel oleoso: Também não achei nenhuma utilidade ainda. Nem vou avaliar.
Caneta Stabilo Ponta fina: Tenho  a caixinha com 10 e custou os olhos da cara. Elogiavam tanto essas canetas que tive que comprar, mas só fica bom para colorir espaços bem pequenos, para colorir um espaço maior borra tudo. Não passa para a outra folha, mas mesmo assim não vale o dinheiro investido. Reprovei!
Sombras/maquiagem: É isso mesmo, sabe aquela sombra que você não usa mais? fica perfeita nos fundos do desenho. O problema é que esfarela bastante, mas fica um efeito bem legal. Aprovei!


Eu pinto igual criança, não sei usar as técnicas que vejo o pessoal mostrando por ai. Nem assistindo aos videos hehe. Só uma que utilizei e achei fácil. A minha dica é escolha o desenho e vá pintando, sem pensar em nada mais elaborado, só nas cores e no momento. Quando você ver, já fez algo lindo.

28 outubro 2014

Falando sobre...


... LIBRAS (Ué que é isso???) É a Língua Brasileira de Sinais (e para que serve?) Vou explicar de forma bem simples.
Libras é a linguagem usada pelos surdos. Sabe quando você encontra um grupo de surdo conversando e os vê fazendo gestos sinais? Então é exatamente essa linguagem própria usada por eles. Que por sinal é muito rica e linda e nosso 2º idioma oficial.

Sempre admirei e tive vontade de aprender, então no inicio desse ano folheando um jornal, vi que as inscrições para próxima turma estavam abertas e então fui atrás. E hoje estou no intermediário.

Mas não vim falar sobre mim e sim sobre essa comunidade que muita das vezes é esquecida pelo resto da população. Estamos acostumados a ver em determinados lugares a preocupação com o cadeirante, com o cego... E o surdo como fica? Afinal, ele vê e anda, mas não ouve e certamente não fala. E aí como fica?

Vou dar um exemplo bem simples. Que tal convidar aquele amigo surdo pra ir ver o filme? legal né! Ele vai adorar. Porém chegando no cinema só tem sessão dublada (xiiii). Ele conseguiu um emprego bom em uma boa empresa. Ele é produtivo, bom funcionário. Porem na hora do almoço é "largado" no canto porque ninguém sabe conversar com ele ( xiiii²).

São coisas simples do dia a dia, que enxergamos o quanto não é pensado nessas pessoas. O cadeirante tem uma escada ou degrau que o impede. O cego a escuridão e seus perigos. E o surdo a total falta de comunicação.

Permita pensar comigo agora. Se imagine em um lugar onde todos que estão presentes não falam sua língua. Como você se sentiria? ...

Gostaria de poder conscientizá-los de algo tão importante. Não é para se sentirem mal ou penalizados. Aqui em Sorocaba-SP estima-se 3 mil surdos. Mas não vemos atendimento especializado e muito menos a preocupação em preparar funcionários para atender esse publico.


Enfim, o tema é longo e seria possível falar sobre ele por muito tempo.
Eu não tenho em minha casa nenhum familiar que seja surdo, cadeirante ou cego. Mas sempre procurei olhar e enxergar a importância da acessibilidade para todos!

No ultimo dia 18/10 participei de um evento que alem de ser uma avaliação pude levar musica para eles. Foi o XV Festival de musicalização de Libras. E o tema era Tributo aos anos 80.
Os alunos puderam escolher em apresentar sozinho, dupla ou grupo. Eu fiquei em um grupo de 4 pessoas, e apresentamos a musica Família do Titãs. Gente foi demais! Inesquecível!



Espero não ter me estendido demais no assunto. Mas espero ter trazido um pouco de conhecimento sobre o assunto a todos. 
Se houve interesse em aprender Libras, procure em sua cidade e faça o curso. Essa é uma comunidade carente e precisa de pessoas dispostas.

Beijos e abraços sinalizados.






06 outubro 2014

Falando sobre...

...promoções



Quem acompanha o blog, sabe que eu ganho muitas promoções. E para ganhar todas elas, eu participo de muitas mais. Quanto mais participação, mais chance de ganhar. E ultimamente, tenho me incomodado com algumas coisas que acontecem nas promoções. A promoção é do blog, e o blogueiro tem todo o direito de fazer as regras que quiser, e participa quem concordar com elas, mas tem algumas coisinhas que deixariam a vida de quem participa mais fácil. 

1- Existem alguns blogs que não avisam os ganhadores. O participante tem que ficar atento ao resultado. Ta, então porque eu tenho que deixar meu e-mail, se não vou ser avisada por ele? Eu não entendo isso. Ainda mais quando deixar o e-mail é regra obrigatória. Para que o blogueiro quer meu e-mail, então se ele não vai ser utilizado?

2- Regras obrigatórias. Qual é o objetivo da promoção? Ah, eu quero que comentem na resenha, então coloca apenas isso como regra obrigatória, ou quero aumentar meu numero de seguidores, coloque isso então, ou gostei muito do livro e quero que outra pessoa tenha o prazer de ler, nesse caso, acho que nem precisa de nada obrigatório. Eu queria saber qual a necessidade de ter que seguir pelo GFC, Networked, Facebook, twitter, e-mail, Google +, Istagram, Pinterest, Skoob, Orelha de livros e por ai vai, escolha apenas um desses e coloque como opção obrigatória, os outros deixe como chance extra para quem quiser.

3- Agora está na moda fazer promoções em conjunto com outros blogs. Mas tem alguns que exageram. Já vi promoções com mais de 40 blogs. Tudo bem se tiver que seguir apenas os blogs do kit que você quiser concorrer, mas e quando é obrigatório seguir todos os blogs? Acho que essas promoções são para quem não faz nada o dia inteiro, pois eu mesmo não tenho tempo para ficar uma hora só para participar de uma promoção que você pode ou não ser sorteado.


4- Outra coisa que me enerva é ver que será sorteado 10 livros, por exemplo e tudo para apenas um ganhador só. Para quem for o sorteado será muito bom, mas e para todas as outras pessoas que participaram da promoção? Até entendo quando é o próprio blogueiro que ira mandar todos os livros e fica caro o frete, mas quando será enviado por blogs diferentes, não custa nada ser um livro para cada um. Outro dia participei de uma promoção que estava sendo sorteados vários kits e uma pessoa ganhou 4 dos 6 kits disponíveis. Será que eu e os outros participantes ficamos felizes?

5-  E por ultimo, mas o mais importante. Fez uma promoção, por favor, envie o livro para o ganhador. Já passei por isso varias vezes, espero 1, 2 meses e nada. Envio um e-mail e a pessoa não responde, deixo recado no blog e nada. Isso para mim é pessoa de caráter duvidoso. Fazer promoção apenas para ganhar seguidores e não enviar o premio é muito chato. A pessoa que ganha fica na esperança e nada. O engraçado que as vezes a pessoa da uma desculpa tão esfarrapada. "Estou sem dinheiro no momento". não viu isso antes de fazer a promoção? Imprevistos acontecem sim, mas tem cada coisa que acontece que só Deus na causa. Ultimamente teve um ataque de doença nos blogueiros, porque 3, eu disse três promoções que eu ganhei depois de 4 meses, me deram essa desculpa. Não gosto de julgar e dizer que era mentira, mas se a pessoa está tão doente para enviar o livro, como que o blog tem postagens todos os dias e no face da pessoa está tudo normal?

Bom é isso gente. Repito, cada blogueiro faz o que quiser na sua promoção, afinal o blog é dele e o premio vai ser enviado por ele, mas essas são algumas coisas que na minha opinião facilitariam a vida de quem participa. E você o que acha desse assunto?

15 agosto 2014

Falando Sobre...

... Bienal do Livro

Alguém ai vai na bienal do livro em São Paulo? Eu ainda não tenho certeza se irei, mas resolvi fazer essa postagem para falar um pouco sobre os erros que cometi na bienal do ano retrasado e que se tivesse lido alguma postagem parecida com essa, não teria cometido.


Em primeiro lugar, vamos falar sobre transportes e localização.
Se você mora em São Paulo ignore o que vou escrever, mas se for de outra cidade, fique atento.
Pegamos o ônibus na rodoviária daqui da minha cidade, Sorocaba, e chegamos no Terminal Barra Funda, pois, sabíamos que ia ter ônibus fretado saindo de lá direto para a bienal. Realmente tinha o ônibus, encontrá-lo é que foi a dificuldade. Não tinha nenhum aviso, nem qualquer tipo de informação sobre o local do ônibus. Perguntamos para varias pessoas e todos indicavam errado, diziam o que eles "achavam". Depois de muito procurar e seguir um outro garoto que parecia que estava indo para a bienal, não façam isso, finalmente conseguimos.

Agora sobre o local.
Se possível já garanta seu ingresso on line, pois a fila para adquiri-lo no local, é enorme.
Uma dica, se você tem algum aparelho da Samsung, tipo celular, tablet, basta apresentá-lo na bilheteria e na entrada  e vai pagar só meia.
Tenha em mãos um mapa do local. Gente o lugar é enorme. Ficamos andando bem dizer o dia inteiro e não conseguimos visitar tudo. Se você tem em mente visitar tal e tal editora, o mapa é fundamental. Na entrada até que tinha um mapa do lugar, mas saindo de lá quem se lembrava mais de onde ficava o que?
E já que estamos falando sobre andar bastante, não esqueça de ir com uma roupa bem confortável, e se possível um tênis no pé, pois se não, no fim do dia você vai ganhar um monte de bolhas.

Sobre a comida
A praça de alimentação é imensa, mas mesmo assim não é suficiente para o numero de pessoas que visitam o local. A Paula, uma amiga que foi com a gente, é vegetariana e deu muito trabalho para conseguir alguma coisa sem carne para ela comer.
Sem falar nos preços. Se você quiser que sobre um dinheirinho para comprar livros, leve sua comida e sua água. As coisas custam os olhos da cara. Não sei se lá em São Paulo os preços são esses mesmo, mas eu fiquei abismada com os valores. Por isso leve alguma coisa para comer.


Sobre carregar os livros
Além da comida, leve alguma mochila grande se você pretende comprar bastante livros. O trasporte fica bem mais fácil. Não sei se em em todos os estandes eles dão sacolinha para carregar, nos que eu comprei deram, mas mesmo assim, depois de uma hora andando com eles, as alças das sacolas já estão cortando a sua mão. Por isso se não tiver alguma mochila pegue emprestado.

Agora sobre as compras dos livro.
Antes de mais nada, no dia anterior em que você irá na bienal,  faça uma lista dos livros que você deseja adquirir e pesquise os preços na internet. Sinto dizer, mas a maioria dos livros vendidos na bienal são mais caros que os livros no Submarino por exemplo. Autores como Stephen King, Zafón, Agatha Christie e outros autores renomados, esses sim compensam. Agora se o que você quer, são os livros "da moda" esses não compensa. Espere as promoções nos sites que saem muito mais barato.
No ano em que eu fui, editoras como Intrínseca e Suma de Letras, eram as que mais estavam em promoção. Em compensação Novo Conceito e Arqueiro estavam mais caros que nos sites. Mas o pior foi a Record e a Leya, que estavam com os preços quase o dobro do que nos sites. Então pesquise.
Outra coisa, só compre o livro que você quer mesmo e não porque está em promoção. As vezes compensa muito mais você pagar 20, 00 reais em um livro que você realmente quer ler, do que comprar quatro livros de 5,00 reais cada que vai ficar lá mofando na sua estante. E se por acaso encontrar um livro barato que te interesse, não deixe para comprar na volta. Eu fiz isso e depois quem disse que encontrei o estande novamente?

Espero que essas dicas possam ajudar alguém. E que você não cometa os mesmos erros que eu heheheh.

E aproveitando que estamos falando sobre a Bienal, a autora parceira Josy Stoque vai estar lá. Na postagem de parceira com a autora, vi que muitas pessoas ficaram interessadas nos seus livros. Então aproveite que ela estará na Bienal em dois estandes no dia 23, no da Amazon das 11:00 as 13:00 horas e no estande da Tribo das Letras a partir das 16:00 horas, autografando seu livro Puro Êxtase, que estará exposto no estande durante a Bienal. 





Agora uma novidade quentíssima. Aproveite que é só hoje! Clique na imagem e garanta logo o seu!



20 novembro 2013

Falando sobre...

...adaptação cinematográfica.



Começa mais ou menos assim. Você pega um livro para ler e enquanto está lendo, vai imaginando o cenário, os personagens, cada um com suas características específicas. E fica pensando enquanto lê: imagine se fosse um filme? O livro vai ficando cada vez melhor e quando termina você com lagrimas nos olhos, diz a todos, o quanto amou o livro, indica para todas as pessoas que você sabe que gosta de ler e para quem não gosta também, pois quem sabe né?

Ai um dia você fica sabendo, o livro vai ser adaptado para o cinema. Ou então vai ser feito um filme baseado naquele livro que você leu e amou tanto. Você nem lê as palavras adaptado ou baseado, você só consegue ver que vai ter um filme daquele livro que tantas emoções te despertou. E você não se aguenta em si de tanta felicidade, convida todo mundo para ir na estreia com você, e conta os dias no calendário para o lançamento do filme.

Chega o dia tão esperado e lá está você com seus amigos sentadinho no cinema esperando o filme começar. Quando começa, você vê na tela que os atores são um pouco mais velhos do que no livro e as características físicas também não são as mesmas. Mas isso não tem importância, o que importa mesmo é a história e você fica lá sentadinho esperando. E vai passando o tempo e as cenas não são as mesmas que você imaginou, tem cenas no filme que não tem no livro e vice-versa, mas o final vai ter que ser o mesmo, não é possível eles mudarem aquele final lindo que fez você derramar tantas lagrimas. E de repente o filme acaba e você fica lá com aquela cara enorme de decepção.

Na saída os seus amigos vem te falar, "nossa, você tinha razão a história é boa mesmo". E todos naquela maior empolgação e você fica pensando: "será que eles assistiram o mesmo filme que eu?". O filme foi horrível, mudaram completamente a história do livro. É então que você lembra que era uma adaptação do livro, que ninguém disse que o filme seria igualzinho ao que está escrito no livro. Fazer o que, mais uma decepção para a coleção que você tem. Mas quando está saindo do cinema, você fica sabendo de outro livro que você amou e que também vai ser adaptado. Já empolgada novamente você pensa: será que dessa vez vai ser diferente?




09 agosto 2013

Falando sobre...

...Preconceito com os filmes Nacionais.

Olá, povo bonito! Hoje o assunto é sobre algo que eu já tenho observado a um tempo. O preconceito aos filmes nacionais. Eu gosto e muito dos filmes nacionais, é tanto que se vocês observarem sempre estou citando algum. E de uns anos pra cá o nosso cinema tem melhorado e muito, tanto que tem muitos críticos que os assemelham com o cinema americano. Entendo que quando se fala de filmes nacionais, logo muitos relacionam a sexo, palavrão e violência. Mas não seria hipocrisia? Pois os filmes internacionais também tem, até mesmo ainda mais explicito?

O cinema nacional tem o histórico do pornochanchada (que são aqueles filmes mais antigos com muitas cenas de sexo, comum nos anos 70). Talvez seja por isso, que o brasileiro ainda torce o nariz aos atuais filmes. A historia do nosso cinema nacional é extensa e rica em detalhes. Conheça um pouco mais aqui.
Mas o que eu queria comentar mesmo com vocês é exatamente isso, será que tem mesmo um preconceito ao nosso cinema? Se está em cartaz duas grandes produções sendo uma delas nacional, qual você dará preferencia? O que te faz querer ou não assistir um filme nacional?

Olha, eu poderia indicar uma infinidade de filmes bons e te garanto tem muitos filmes de qualidade nas prateleiras das locadoras te esperando. Se dê a oportunidade de prestigiar filmes como: Colegas, O contador de historias, Minha mãe é uma peça, Zuzu Angel, A beira do caminho, O ano em que meus pais saíram de ferias, Tropa de Elite, Olga e etc. Te garanto que você terá grandes surpresas.



Gostaria de saber a opinião de vocês. Quem curte? Se não, porque? - está parecendo pergunta de prova né hahaha. 
Mas é isso galera, diga SIM ao  NACIONAL!

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21 junho 2013

Falando sobre...

...Quantidade  = ou  ≠  de Qualidade


Recentemente em uma tag, eu falei que já tinha lido 58 livros esse ano. E vi que muitas pessoas se surpreenderam. A maioria dos comentários foi sobre a quantidade de livros que eu tinha lido. Em contrapartida a Olivia disse que só tinha lido uns quatro ou cinco e isso também foi motivo de espanto. E isso me fez pensar. Existe alguma relação entre a quantidade de livros que lemos e a qualidade das nossas leituras? Já vi quem lê bastante dizer que quem lê pouco não pode dizer que ama ler. E já vi também quem lê pouco dizer que quem lê muitos livros não absorve todos eles. 

Será que isso é mesmo verdade? Podemos fazer esse tipo de afirmação, baseados na quantidade de livros que uma pessoa lê? E o numero de paginas lidos, não conta? E já que estamos falando do numero de paginas e o tamanho da letra, não conta também? Posso dizer que sou "mais" leitor que fulano pois li 8 livros em um mês, mas a pessoa leu apenas um e por coincidência foi um livro de 900 paginas, enquanto eu li 8 de 100 paginas cada livro? Já li livros com 100 paginas e livros com mais de 900 e a velocidade da leitura não foi por conta das paginas, nem do tamanho do livro e sim pela história. As vezes um livro está tão chato e a leitura tão arrastada que fico uma hora para ler 20 paginas e outras vezes a história está tão interessante que no mesmo tempo leio 150 paginas sem ver.

E o tempo que eu tenho para ler, não conta também? Quando eu não trabalhava e meu único compromisso era a escola, eu lia um ou dois livros por dia. Agora 20 anos depois, consigo ler dois ou três por semana. E olha que eu não tenho nem marido e nem filhos para cuidar. Tem gente que quase não tem tempo e lê apenas um por mês. Sem falar na facilidade que uns tem em ler e outros não. Eu sou uma pessoa que lê rápido. Como leio muito rápido então vão dizer que eu não absorvo o que eu estou lendo? Pelo contrário, não só absorvo como vivo a história que estou lendo no momento.

Depois de muito pensar, cheguei a conclusão que quantidade e qualidade não tem nada a ver, quando o assunto é livros. Temos que levar em consideração, o tamanho do livro, o tempo pessoal de cada pessoa, tanto o que ela leva para ler, como o tempo disponível que ela tem para ler e também o gosto pessoal e o motivo dela estar lendo aquele livro. Quando lemos por prazer e por vontade própria, a leitura flui muito mais fácil do que quando lemos por obrigação, seja ela para fazer uma prova ou porque tenho um compromisso com alguma editora ou algum autor. Por isso, quer ler mais, leia o que você gosta de ler e quando tiver vontade. E nunca julgue uma pessoa pela quantidade de livros que ela lê.   


20 maio 2013

Falando sobre...

...Resenhas



O falando sobre de hoje é um pequeno desabafo sobre um assunto muito comentado nos blog ultimamente. Tenho visto muitas postagens nos blogs "ensinando" como se fazer uma boa resenha. No que pode escrever, o que não se deve escrever e por ai vai. Mas sera que esses mesmo blogueiros sabem fazer uma boa resenha? E o que seria uma boa resenha? Quem está apto para chegar em um blog, ler uma resenha e dizer se ela é boa ou se ela é ruim? 

Se você me perguntasse a alguns meses atras eu diria que sempre que estava escrevendo uma resenha eu ficava pensando: "Outros blogueiros vão ler essa resenha e o que sera que vão achar? Sera que vão dizer que eu não sei fazer uma resenha?". Se você me perguntar hoje eu te direi: "Estou fazendo uma resenha para expressar a minha opinião e todos os sentimentos que o livro me fez sentir. Estou fazendo uma resenha para pessoas que gostem de ler e assim como eu, querem saber se vale a pena a compra do livro ou não,"

Estou cansada de ler resenhas de dez parágrafos, a escrita impecável, sem nenhum erro de português e acabo de ler a resenha e cadê a opinião do blogueiro sobre o livro? O que ele achou? Devo comprar ou não? E já li varias resenhas com 2,3 parágrafos, fora a sinopse do livro, e os sentimentos parecem que saltam daquelas poucas linhas. Sera que para se escrever uma boa resenha eu não posso ter sentimentos? Ou mesmo expressá-los nas linhas em que escrevo?

Não sei vocês, mas eu nunca leio um livro procurando erros para ter o que escrever na minha resenha. Não sei como conseguem, mas eu não consigo. Fico me imaginando, lendo um livro do Nicholas Sparks por exemplo e naquela cena maravilhosa de amor, eu me debulhando em lagrimas, de repente eu vejo: "olha aqui, isso está escrito errado". Quem consegue isso? Eu não consigo. Quando leio um livro eu só consigo viver a história que está sendo contada. Eu entro dentro da história e me transformo na personagem do livro. Sou eu que estou vivendo tudo aquilo. E se para que as minhas resenhas sejam consideradas boas eu tenho que deixar de viver o livro, sinto muito mas vão dizer por ai que eu não sei escrever uma boa resenha...




06 março 2013

Falando sobre...


...Comprar livros por indicação de algum blog


Já leu alguma resenha tão maravilhosa, elogiando tanto o livro, com nota máxima, comprou o livro e quando foi ler, se arrependeu? Pois é, já aconteceu comigo. Não uma, mas duas vezes. Por isso hoje, resolvi postar algumas dicas para que isso não aconteça mais, nem comigo, nem com vocês.

1- Verifique se a resenha em questão é de algum livro de parceria.
Não posso generalizar, mas a maioria dos blogueiros não tem coragem de dizer a sua sincera opinião quando o livro veio de alguma parceria. Mesmo tendo achado o livro muito ruim o blogueiro elogia e fala que é bom. Não são todos que fazem isso, pois sigo vários blogs que falam o que achou do livro, mesmo sendo de parceria.
2- Leia outras resenhas no mesmo blog.
Procure nesse mesmo blog, resenhas de livros que você já tenha lido, e veja se a sua opinião é igual a do blogueiro em questão. As vezes o seu gosto não é o mesmo do blogueiro e um livro que ele/ela tenha gostado, você não irá gostar, ou vice-versa.
3- Leia essa mesma resenha em outros blogs
Não tome por base apenas uma opinião. Se você olhar em dez blogs diferentes, você vai achar dez opiniões diferentes sobre o livro. Eu mesmo já fiz resenha de um livro e amei, e depois vi em outro blog o mesmo livro e a pessoa odiou, e já aconteceu o contrario também.
4- De uma olhadinha no skoob.
Para quem não sabe, skoob é uma estante virtual, onde você coloca os livros que você leu, vai ler ou está lendo e no final cada um da uma nota de 1 a 5 para o livro, e a média fica como nota para o livro. Se você ainda não tem faça o seu e fique viciada como eu. 
5- Verifique o gênero literário.
Por fim verifique qual é o gênero do livro em questão, pois não adianta a pessoa ter amado o livro, pois ela ama romance por exemplo e você não gosta. Dai você vai comprar, vai ler e não vai gostar mesmo. Tem gente que se implica com um gênero e não lê de jeito nenhum. Então verifique antes de comprar se o livro não é de um gênero que você não gosta.

E ai o que acharam das dicas? Tem mais alguma dica para acrescentar, deixe nos comentários.




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