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14 agosto 2022

Resenha | Uma Tocha na Escuridão - Sabaa Tahir

Livro
: Uma Tocha na Escuridão
Série: Uma Chama Entre as Cinzas #2
Gênero: Fantasia
Autora: Sabaa Tahir
Editora: Verus
Páginas: 434
Ano: 2020

Contêm spoilers do livro anterior.

Resenha:
Laia pertence ao povo Erudito, que há quinhentos anos teve seu território conquistado pelos Marciais e hoje eles vivem debaixo de seu jugo. Após ver seus avós serem mortos na sua frente e seu irmão Darin ser levado pelos Marciais, Laia só tem uma opção, pedir ajuda a Resistencia, da qual seus pais já foram os lideres. E eles concordam em ajudar Laia desde que ela se infiltre na Academia Militar Blackcliff como escrava da Comandante. Mesmo com todos os riscos Laia aceita, mas chega lá em um péssimo momento, pois está acontecendo as Eliminatórias, um torneio onde os quatro melhores soldados competem para ser o novo Imperador. Entre eles Elias, filho da Comandante.

Mas Laia encontra em Elias um aliado, que assim como ela quer a liberdade acima de tudo e após uma sanguinária disputa, que leva Helene, melhor amiga de Elias a se tornar a Águia de Sangue do Império e Marcus, seu maior inimigo, Imperador, Elias precisa fugir para não ser morto e aceita a ajuda de Laia em troca de seguir com ela até Kauf, a prisão mais segura e perigosa do Império, onde Darin está preso. Mas o caminho até lá não vai ser nada fácil. Além dos soldados em seu encalço, soldados esses que até horas atrás eram amigos de Elias, ainda existem várias criaturas, que até então eles acreditavam serem apenas lendas, a espreita e elas parecem estar especificamente atrás deles.

E a fuga vira um verdadeiro caos quando os rebeldes aproveitam o momento para atacar. Em meio a tudo isso Elias ainda tem que enfrentar alguém que o odeia acima de tudo, sua própria mãe. Enquanto isso Helene está sendo interrogada e torturada pela Guarda Negra depois de deixar Elias escapar, tendo que provar aquilo que sempre foi seu lema na vida: sua lealdade. Mas a quem ser leal, a seu novo Imperador ou ao seu coração que sempre pertenceu a Elias? Como ela vai obedecer a ordem de caçar, torturar e matar seu melhor amigo? E tanto Helene como Elias descobrem que existem outras forças por trás dos panos, se movendo furtivamente e manipulando as pessoas ao seu interesse. Mas com que objetivo?

Uma chama entre as cinzas não foi bem o que eu esperava pelo tanto de elogios que vi ao livro. Então se já não tinha muitas expectativas para a série, elas eram nulas nesse segundo livro. Que vai começar exatamente onde o primeiro livro terminou. E felizmente os pontos que levantei como negativo no primeiro livro, a autora conseguiu acertar quase todos nesse, um deles, o romance, ela ainda continua pecando. Por isso a minha nota foi um muito bom e agora com expectativas elevadas para o terceiro livro. Ainda mais que esse segundo termina de um jeito de tirar o fôlego e com muitas perguntas em aberto, e é nessas horas que agradeço por ter esperado lançar todos para começar a ler a história.

Diferente do que li em algumas resenhas, esse segundo livro traz um ritmo frenético quase em todas suas mais de quatrocentos páginas. Temos um momento ou outro em que os personagens, e o leitor que se aventura junto, consegue respirar, mas de resto é uma aventura atrás da outra, descobertas importantes e novos personagens muito relevantes sendo inseridos. Os momentos de menos tensão são aqueles onde a autora continua pecando, insistindo em romances descabidos que não colam nem para uma criança de cinco anos. Não existe amor entre nenhum dos casais que ela criou. Desejo e atração sim, raros na verdade, mas amor passou foi longe.

Mas em compensação temos um aprofundamento maior no mundo criado pela autora e na mitologia presente na história. Os novos personagens djinns são muito interessantes e espero que isso melhore ainda mais nos próximos livros. Outro personagem que gostei muito foi um membro da Guarda Negra que vai ser a sombra de Helene no livro. No final temos uma revelação surpreendente a respeito dele. Quanto a Helene ainda não consegui ver a personagem de tantos elogios que li nas resenhas, mas gostei de ter a visão dela nesse segundo livro. Até porque se não tivesse seu POV não saberíamos o que está acontecendo no império após a fuga de Laia e Elias.

E quanto aos dois protagonistas, que eu não tinha gostado nenhum pouco no livro anterior, nesse mudei minha opinião. Elias principalmente conseguiu me conquistar. Ele deixou de ser o cara indeciso para ser o cara da ação. Ele ainda tem um coração de ouro, mas faz o que precisa quando necessário. E fiquei muito triste com o que aconteceu com ele no final, aguardemos os próximos capítulos. Já Laia, uma coisa que gosto nela é que ela é feita de acertos, mas de muitos erros também. Tirando a parte do romance furado, Laia amadureceu muito nesse segundo livro. De uma garota covarde ela se transformou em alguém digna de ser admirada e também espero que ela brilhe ainda mais no decorrer da história. E poderia ficar aqui comentando ponto por ponto, mas a resenha vai ficar enorme e vou parar por aqui. Só antes vou elogiar as novas capas da editora que estão espetacular.

Nota:






14 julho 2022

Resenha | Uma Chama Entre as Cinzas - Sabaa Tahir

Livro
: Uma Chama Entre as Cinzas
Série: Uma Chama Entre as Cinzas #1
Gênero: Fantasia
Autora: Sabaa Tahir
Editora: Verus
Páginas: 434
Ano: 2020

Resenha:
Há quinhentos anos os Marciais conquistaram as terras dos Eruditos e onde antes existia um povo feliz com suas universidades e bibliotecas consideradas as melhores do mundo, hoje só se encontra um povo oprimido e escravizado que mal sabe reconhecer a diferença entre uma escola e uma armaria. É nesse mundo que Laia vive com seus avós e Darin, seu irmão mais velho. Há muito Laia aprendeu que obedecer o Império Marcial é o único caminho e ela acreditava que seu irmão estava agindo da mesma forma que ela. Até a noite da batida.

Em poucos minutos os membros restantes da sua família, ela já havia perdido os pais e a irmã assassinados pelos Marciais, são mortos na sua frente e Darin levado preso acusado de traição. Laia consegue fugir e a única opção que lhe resta é pedir ajuda a Resistência. Depois de muito procurar Laia encontra os rebeldes e eles até aceitam ajudar Laia, desde que ela concorde em se tornar uma espiã. Ela terá que se infiltrar na Academia Militar Blackcliff e ser a escrava da Comandante dos Máscaras. É assim que o caminho de Laia cruza com o de Elias, filho da comandante, e que apesar de ser um marcial, é tão escravo do Império quanto ela.

Elias é o melhor aluno da academia em décadas. Prestes a se formar, Elias sabe que será obrigado a colocar em pratica tudo o que aprendeu durante todos esses anos e que ele abomina com todo seu coração. Por isso ele precisa arriscar e fugir para sempre daquele lugar. Mas seus planos vão ter que esperar já que no dia da formatura, que seria o dia que ele se tornaria um desertor, os adivinhos aparecem e anunciam que a hora predita há quinhentos anos chegou. Os quatro melhores Máscaras vão combater nas Eliminatórias e o vencedor será o futuro Imperador. Elias, assim como sua amiga Helene, estão entre os quatro. Elias quer fugir, mas talvez vencer essa competição signifique mudar as regras do jogo.

Eu quis muito ler essa série desde que começou a lançar por aqui, com uma outra capa totalmente diferente diga-se de passagem. Mas acabei esperando lançar todos para enfim começar a ler. E com minha escolha claro, acabei pegando vários spoilers da série durante esses anos. Nada que tirasse minha vontade de ler, mas algumas coisas que li acabaram afetando minha visão de alguns personagens. Por exemplo a Helene, que toda resenha que li citaram-na como a personagem favorita da série. E o Elias como um dos que menos evoluíram, pelo contrário. Por isso tem pessoas que fazem questão de comprar o livro na pré-venda, para não acabar pegando esses spoilers involuntários.

Mas voltando a história, ela basicamente não tem nada de original se comparada a outros livros do gênero, mas como já disse em outras resenhas, quem lê um livro com alguma premissa que gosta muito (euzinha aqui), acaba procurando por outros livros que sejam parecidos, e não vejo isso como um problema. O que precisa ter mesmo é um desenvolvimento e personagens que sejam interessantes e prendam o leitor a história, o que infelizmente não acabei encontrando nesse primeiro livro da série. Minha nota foi mais por uma esperança de que nos próximos livros isso mude, já que se fosse ver só por esse livro ele seria um 2.5 de cinco, porque vi muito mais erros do que acertos nele.

E nem vou dizer que foram as expectativas, porque apesar de esperar uma história boa pelo tanto de elogios que vi, eu não estava esperando muito dele não. A começar pelo cenário, tanto físico como politico. A autora não foi nada especifica e pouco se sabe sobre a história deles e as motivações por trás das ações dos personagens. Mas isso eu relevo porque é um primeiro livro e ela não ia soltar tudo logo de cara. Mas queria sim mais detalhes sobre a situação. Segundo, nenhum dos personagens conseguiu me cativar a ponto de fazer com que eu torcesse por ele. Em uma narrativa dividida entre Laia e Elias, não sei qual dos dois foi pior de acompanhar. 

Elias deixou a desejar em praticamente tudo. Ele fica em cima do muro o tempo todo e muda de ideia a cada capitulo. Helene, a tão elogiada nas resenhas, nada mais é do que uma garota motivada por um amor fadado ao fracasso e Laia, a melhorzinha num primeiro momento, também parece que caiu de paraquedas na história e ficou só correndo de um lado para o outro feito barata tonta sem enxergar um palmo diante do nariz. A única coisa interessante sobre ela se comparado a outros livros do gênero, é que pelo menos nesse primeiro livro ela não é a garota cheia de poderes que todo mundo esperar que vá dar um jeito na situação. Os personagens que mais gostei foram a Cozinheira, que espero tenha uma participação maior nos próximos livros e a Comandante que é praticamente uma Cersei de máscara. O mulher ruim. 

Agora vou falar do que mais me incomodou no livro. Tem gêneros que não precisam necessariamente de um romance no meio, apesar de que se tiver a gente aproveita, mas já que vai ter, que seja bem feito. E aqui nada deu certo. A autor tentou um romance entre o Elias e a Helene que não funcionou, tem um entre a Laia e um dos rebeldes que não lembro o nome que pelo visto só existiu na cabeça dela e o pior de todos, um romance entre o Elias e a Laia que não sei de onde saiu, nem para onde foi de tão fraco que é. Teria sido bem melhor eles não terem existido porque foi um dos piores pontos do livro. E assim termino essa resenha na esperança de que as coisas melhorem, porque comprei os quatro livros juntos e espero não ter jogado meu dinheiro fora. 

Nota:





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