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14 agosto 2022

Resenha | Uma Tocha na Escuridão - Sabaa Tahir

Livro
: Uma Tocha na Escuridão
Série: Uma Chama Entre as Cinzas #2
Gênero: Fantasia
Autora: Sabaa Tahir
Editora: Verus
Páginas: 434
Ano: 2020

Contêm spoilers do livro anterior.

Resenha:
Laia pertence ao povo Erudito, que há quinhentos anos teve seu território conquistado pelos Marciais e hoje eles vivem debaixo de seu jugo. Após ver seus avós serem mortos na sua frente e seu irmão Darin ser levado pelos Marciais, Laia só tem uma opção, pedir ajuda a Resistencia, da qual seus pais já foram os lideres. E eles concordam em ajudar Laia desde que ela se infiltre na Academia Militar Blackcliff como escrava da Comandante. Mesmo com todos os riscos Laia aceita, mas chega lá em um péssimo momento, pois está acontecendo as Eliminatórias, um torneio onde os quatro melhores soldados competem para ser o novo Imperador. Entre eles Elias, filho da Comandante.

Mas Laia encontra em Elias um aliado, que assim como ela quer a liberdade acima de tudo e após uma sanguinária disputa, que leva Helene, melhor amiga de Elias a se tornar a Águia de Sangue do Império e Marcus, seu maior inimigo, Imperador, Elias precisa fugir para não ser morto e aceita a ajuda de Laia em troca de seguir com ela até Kauf, a prisão mais segura e perigosa do Império, onde Darin está preso. Mas o caminho até lá não vai ser nada fácil. Além dos soldados em seu encalço, soldados esses que até horas atrás eram amigos de Elias, ainda existem várias criaturas, que até então eles acreditavam serem apenas lendas, a espreita e elas parecem estar especificamente atrás deles.

E a fuga vira um verdadeiro caos quando os rebeldes aproveitam o momento para atacar. Em meio a tudo isso Elias ainda tem que enfrentar alguém que o odeia acima de tudo, sua própria mãe. Enquanto isso Helene está sendo interrogada e torturada pela Guarda Negra depois de deixar Elias escapar, tendo que provar aquilo que sempre foi seu lema na vida: sua lealdade. Mas a quem ser leal, a seu novo Imperador ou ao seu coração que sempre pertenceu a Elias? Como ela vai obedecer a ordem de caçar, torturar e matar seu melhor amigo? E tanto Helene como Elias descobrem que existem outras forças por trás dos panos, se movendo furtivamente e manipulando as pessoas ao seu interesse. Mas com que objetivo?

Uma chama entre as cinzas não foi bem o que eu esperava pelo tanto de elogios que vi ao livro. Então se já não tinha muitas expectativas para a série, elas eram nulas nesse segundo livro. Que vai começar exatamente onde o primeiro livro terminou. E felizmente os pontos que levantei como negativo no primeiro livro, a autora conseguiu acertar quase todos nesse, um deles, o romance, ela ainda continua pecando. Por isso a minha nota foi um muito bom e agora com expectativas elevadas para o terceiro livro. Ainda mais que esse segundo termina de um jeito de tirar o fôlego e com muitas perguntas em aberto, e é nessas horas que agradeço por ter esperado lançar todos para começar a ler a história.

Diferente do que li em algumas resenhas, esse segundo livro traz um ritmo frenético quase em todas suas mais de quatrocentos páginas. Temos um momento ou outro em que os personagens, e o leitor que se aventura junto, consegue respirar, mas de resto é uma aventura atrás da outra, descobertas importantes e novos personagens muito relevantes sendo inseridos. Os momentos de menos tensão são aqueles onde a autora continua pecando, insistindo em romances descabidos que não colam nem para uma criança de cinco anos. Não existe amor entre nenhum dos casais que ela criou. Desejo e atração sim, raros na verdade, mas amor passou foi longe.

Mas em compensação temos um aprofundamento maior no mundo criado pela autora e na mitologia presente na história. Os novos personagens djinns são muito interessantes e espero que isso melhore ainda mais nos próximos livros. Outro personagem que gostei muito foi um membro da Guarda Negra que vai ser a sombra de Helene no livro. No final temos uma revelação surpreendente a respeito dele. Quanto a Helene ainda não consegui ver a personagem de tantos elogios que li nas resenhas, mas gostei de ter a visão dela nesse segundo livro. Até porque se não tivesse seu POV não saberíamos o que está acontecendo no império após a fuga de Laia e Elias.

E quanto aos dois protagonistas, que eu não tinha gostado nenhum pouco no livro anterior, nesse mudei minha opinião. Elias principalmente conseguiu me conquistar. Ele deixou de ser o cara indeciso para ser o cara da ação. Ele ainda tem um coração de ouro, mas faz o que precisa quando necessário. E fiquei muito triste com o que aconteceu com ele no final, aguardemos os próximos capítulos. Já Laia, uma coisa que gosto nela é que ela é feita de acertos, mas de muitos erros também. Tirando a parte do romance furado, Laia amadureceu muito nesse segundo livro. De uma garota covarde ela se transformou em alguém digna de ser admirada e também espero que ela brilhe ainda mais no decorrer da história. E poderia ficar aqui comentando ponto por ponto, mas a resenha vai ficar enorme e vou parar por aqui. Só antes vou elogiar as novas capas da editora que estão espetacular.

Nota:






24 julho 2022

Resenha | As garras do desejo - Elizabeth Hoyt

Livro: 
As Garras do Desejo
Série: A lenda dos quatro soldados #3
#1 - O Gosto da Tentação
#2 - O Sabor do Pecado
Gênero: Romance de época
Autora: Elizabeth Hoyt
Editora: Record
Páginas: 335
Ano: 2021

Resenha:
Que a guerra não é boa para ninguém, todo mundo já sabe. Mas para alguns ela é devastadora. Esse é o caso de Sir Alistair Munroe, um dos sobreviventes do massacre do vigésimo oitavo batalhão em Spinner’s Falls, que voltou da guerra cheio de cicatrizes. As visíveis, um olho e dois dedos faltando e as diversas cicatrizes vermelhas de um lado do rosto, já fez muita criança chorar de medo e diversas damas gritar e até mesmo desmaiar diante de sua visão. Somada as invisíveis que oprimem seu peito, fez com que que ele se tornasse um recluso em seu castelo na Escócia. E as pessoas não fazem muita questão de sua presença mesmo. Por isso ele leva um susto quando tarde da noite chega em sua casa a mulher mais linda que ele já viu, acompanhada de duas crianças, dizendo ser sua nova governanta. 

A última coisa que Alistair precisa é de pessoas que venham tirar sua paz e seu sossego, que são umas das poucas coisas que lhe restou nessa vida, por isso ele manda que a mulher, que claramente não sabe nem o que faz uma governanta, vá embora de sua casa o mais rápido possível. E numa coisa ele está certo, Helen Fitzwilliam, a mulher em questão, viveu os últimos anos cercada de luxo e com vários criados para realizar suas vontades, o que ele não faz nem ideia é que Helen não está ali porque quer, e sim porque precisa. Ela viveu sim em meio ao luxo, mas ainda assim as margens da sociedade, porque até duas semanas atrás Helen era a amante do duque de Lister e conseguiu fugir dele graças a ajuda de Lady Vale que foi quem encontrou o emprego de governanta e um lugar seguro para ela e seus filhos ficarem. 

E Helen só não segue a sugestão do homem mal educado e grosseiro que agora e seu patrão, porque ela sabe que se voltar Lister vai tomar seus filhos. Porquê o castelo está imundo, como se estivesse abandonado há anos e ela não tem nem ideia de por onde começar a limpar tudo. Mas já que ela não sabe o que fazer, Helen decide contratar pessoas que saibam e arranja meia dúzia de criados para trabalhar no castelo. E Alistair acaba ouvindo uma conversa entre as crianças e mesmo sem entender direito, descobre que eles não podem voltar para Londres e decide dar uma chance a Helen. E a convivência com ela e as crianças vai fazer Alistair acreditar que ainda pode sim amar e ser amado. Mas e quando o segredo de Helen vier a tona, será que eles conseguirão ter seu final feliz? 

“— É tão impossível mudar seu rosto quanto mudar o passado dela — continuou Sophia. — As histórias de vocês estão aí e sempre estarão. Mas você precisa aprender a viver com suas cicatrizes da mesma forma que Helen aprendeu a viver com o passado dela.”

Eu li os dois primeiros livros dessa série em 2019, depois a editora decidiu que só ia publicar os dois restantes em e-books o que me deixou muito frustrada e decidi não ler eles. Depois eles voltaram atrás e tem até um box da série, mas eu ainda estava emburrada com a editora hehe. Mas esses dias vi que o terceiro livro estava no KU e peguei ele para ler. O primeiro livro foi uma decepção, o segundo gostei bastante, já o terceiro... vamos a resenha. Eu confesso que estava esperando bastante dele porque os personagens já aparecem no livro anterior e deu para ver que seria um romance a lá Bela e a Fera, com o protagonista masculino voltando deformado da guerra, o que já é até um clichê nos romances de época, e felizmente ele correspondeu as minhas expectativas.

Se tem uma coisa que eu espero quando pego um romance de época para ler é encontrar uma história leve que faça eu me apaixonar pelos personagens e se possível rir muito das situações e claro, encontrar um felizes para sempre no final do livro. Pelo menos duas dessas coisas tem que ter para que eu dê uma nota boa para o livro. E nesse, apesar de eu não ter me apaixonado pelos protagonistas, me encantei com os personagens secundários e ri muito o livro inteiro das situações. Cheguei a rir alto de tão engraçadas que foram algumas cenas. Mas em contrapartida esse também foi o motivo de eu não ter dado nota máxima para o livro. Sabe quando a situação exige um pouco menos de comédia e mais de profundidade?

Porque o livro vai falar sobre um pós guerra e a autora focou mais no tom da comedia do que nas marcas que o personagem trazia em si. Ela tratou tudo superficialmente e isso me incomodou. Ainda mais que sou fã da série Clube dos Sobreviventes da Mary Balogh e ficava comparando a abordagem das duas durante a história. Mas acredito que essa questão seja pessoal, então pode ser que não venha incomodar outras pessoas. Outra coisa que me incomodou também foi que a autora inseriu muitas cenas hots na história, não lembro se nos dois primeiros volumes estava assim, mas achei bem exagerado para um romance de época. Então levando isso em conta, acredito que esse livro fique no meio dentre os três da série que li até agora. 

Mas uma coisa que gostei bastante foi que nesse livro temos um terceiro ponto de vista na história. Além dos dois protagonistas, vamos ver um pouco da história acompanhando a Abigail, filha de Helen, o que deu uma visão completamente diferente da história, tanto por ela ser uma criança como por fugir do mesmo de sempre que geralmente é só o casal. E não posso esquecer de mencionar a história do soldado que dá título a série. Como disse nas outras resenhas, gostei mais dos contos dos soldados do que da história propriamente dita nos dois primeiros livros, mas nesse achei que elas se equipararam. Agora só resta ler o quarto livro para enfim descobrir quem é o traidor do batalhão que essa história já vem sendo arrastada desde o primeiro livro da série. Até por esse detalhe fica a dica para ler a série na ordem de publicação. 

Nota:






14 julho 2022

Resenha | Uma Chama Entre as Cinzas - Sabaa Tahir

Livro
: Uma Chama Entre as Cinzas
Série: Uma Chama Entre as Cinzas #1
Gênero: Fantasia
Autora: Sabaa Tahir
Editora: Verus
Páginas: 434
Ano: 2020

Resenha:
Há quinhentos anos os Marciais conquistaram as terras dos Eruditos e onde antes existia um povo feliz com suas universidades e bibliotecas consideradas as melhores do mundo, hoje só se encontra um povo oprimido e escravizado que mal sabe reconhecer a diferença entre uma escola e uma armaria. É nesse mundo que Laia vive com seus avós e Darin, seu irmão mais velho. Há muito Laia aprendeu que obedecer o Império Marcial é o único caminho e ela acreditava que seu irmão estava agindo da mesma forma que ela. Até a noite da batida.

Em poucos minutos os membros restantes da sua família, ela já havia perdido os pais e a irmã assassinados pelos Marciais, são mortos na sua frente e Darin levado preso acusado de traição. Laia consegue fugir e a única opção que lhe resta é pedir ajuda a Resistência. Depois de muito procurar Laia encontra os rebeldes e eles até aceitam ajudar Laia, desde que ela concorde em se tornar uma espiã. Ela terá que se infiltrar na Academia Militar Blackcliff e ser a escrava da Comandante dos Máscaras. É assim que o caminho de Laia cruza com o de Elias, filho da comandante, e que apesar de ser um marcial, é tão escravo do Império quanto ela.

Elias é o melhor aluno da academia em décadas. Prestes a se formar, Elias sabe que será obrigado a colocar em pratica tudo o que aprendeu durante todos esses anos e que ele abomina com todo seu coração. Por isso ele precisa arriscar e fugir para sempre daquele lugar. Mas seus planos vão ter que esperar já que no dia da formatura, que seria o dia que ele se tornaria um desertor, os adivinhos aparecem e anunciam que a hora predita há quinhentos anos chegou. Os quatro melhores Máscaras vão combater nas Eliminatórias e o vencedor será o futuro Imperador. Elias, assim como sua amiga Helene, estão entre os quatro. Elias quer fugir, mas talvez vencer essa competição signifique mudar as regras do jogo.

Eu quis muito ler essa série desde que começou a lançar por aqui, com uma outra capa totalmente diferente diga-se de passagem. Mas acabei esperando lançar todos para enfim começar a ler. E com minha escolha claro, acabei pegando vários spoilers da série durante esses anos. Nada que tirasse minha vontade de ler, mas algumas coisas que li acabaram afetando minha visão de alguns personagens. Por exemplo a Helene, que toda resenha que li citaram-na como a personagem favorita da série. E o Elias como um dos que menos evoluíram, pelo contrário. Por isso tem pessoas que fazem questão de comprar o livro na pré-venda, para não acabar pegando esses spoilers involuntários.

Mas voltando a história, ela basicamente não tem nada de original se comparada a outros livros do gênero, mas como já disse em outras resenhas, quem lê um livro com alguma premissa que gosta muito (euzinha aqui), acaba procurando por outros livros que sejam parecidos, e não vejo isso como um problema. O que precisa ter mesmo é um desenvolvimento e personagens que sejam interessantes e prendam o leitor a história, o que infelizmente não acabei encontrando nesse primeiro livro da série. Minha nota foi mais por uma esperança de que nos próximos livros isso mude, já que se fosse ver só por esse livro ele seria um 2.5 de cinco, porque vi muito mais erros do que acertos nele.

E nem vou dizer que foram as expectativas, porque apesar de esperar uma história boa pelo tanto de elogios que vi, eu não estava esperando muito dele não. A começar pelo cenário, tanto físico como politico. A autora não foi nada especifica e pouco se sabe sobre a história deles e as motivações por trás das ações dos personagens. Mas isso eu relevo porque é um primeiro livro e ela não ia soltar tudo logo de cara. Mas queria sim mais detalhes sobre a situação. Segundo, nenhum dos personagens conseguiu me cativar a ponto de fazer com que eu torcesse por ele. Em uma narrativa dividida entre Laia e Elias, não sei qual dos dois foi pior de acompanhar. 

Elias deixou a desejar em praticamente tudo. Ele fica em cima do muro o tempo todo e muda de ideia a cada capitulo. Helene, a tão elogiada nas resenhas, nada mais é do que uma garota motivada por um amor fadado ao fracasso e Laia, a melhorzinha num primeiro momento, também parece que caiu de paraquedas na história e ficou só correndo de um lado para o outro feito barata tonta sem enxergar um palmo diante do nariz. A única coisa interessante sobre ela se comparado a outros livros do gênero, é que pelo menos nesse primeiro livro ela não é a garota cheia de poderes que todo mundo esperar que vá dar um jeito na situação. Os personagens que mais gostei foram a Cozinheira, que espero tenha uma participação maior nos próximos livros e a Comandante que é praticamente uma Cersei de máscara. O mulher ruim. 

Agora vou falar do que mais me incomodou no livro. Tem gêneros que não precisam necessariamente de um romance no meio, apesar de que se tiver a gente aproveita, mas já que vai ter, que seja bem feito. E aqui nada deu certo. A autor tentou um romance entre o Elias e a Helene que não funcionou, tem um entre a Laia e um dos rebeldes que não lembro o nome que pelo visto só existiu na cabeça dela e o pior de todos, um romance entre o Elias e a Laia que não sei de onde saiu, nem para onde foi de tão fraco que é. Teria sido bem melhor eles não terem existido porque foi um dos piores pontos do livro. E assim termino essa resenha na esperança de que as coisas melhorem, porque comprei os quatro livros juntos e espero não ter jogado meu dinheiro fora. 

Nota:





17 junho 2022

Top 5 | Editoras no Kindle Unlimited

Para quem ainda não conhece, o Kindle Unlimited é um programa de empréstimos de e-books da Amazon. Você paga uma mensalidade e pode ler quantos livros que estão no programa que conseguir e pode manter até 20 deles no seu Kindle ao mesmo tempo. Mas não é preciso ter um Kindle para ler os livros. Como é um aplicativo dá para ler em qualquer dispositivo que tiver a mão. O valor mensal do programa é de R$19,90, mas o primeiro mês é grátis. E esse valor já é um bom negócio porque geralmente esse é o preço de um e-book, e ainda direto eles tem promoções onde três meses de assinatura saem por apenas R$1,99. Quase de graça né? 

E não é somente de e-books nacionais mal escritos que o programa sobrevive, como muita gente acredita. Tem editoras que tem praticamente todo seu catálogo no programa. Hoje vou trazer algumas delas aqui para vocês conhecerem. São editoras que sempre estão presentes em minhas leituras e que recomendo muito alguns de seus livros. É só clicar no nome das editoras para ser redirecionado. 

1- Editora Charme

A Charme tem em seu catálogo grandes nomes do romance contemporâneo como Mariana Zapata, Vi Keeland, Penelope Ward, Abbi Glines e Ella Maise, e de romances de época Madeline Hunter, Lucy Vargas e Mary Balogh.

2- The Gift Box

Já na The Gift Box você vai encontrar romances com temas mais pesados e bastante drama e temos nomes como Penelope Douglas, Tillie Cole, Lily White e Tara Sivec.

3 - L3 Book Publishing

Essa é uma editora que conheci recente e já amo seus livros. São aqueles romances gostosos e fáceis de ler e recomendo para quem gosta do gênero. Temos nomes como Stacy Reid, Lucy Score, Pippa Grant e Claire Kingsley.

4 - Cherish Books Br

Essa editora apesar de mais velha no mercado ainda tem muitos nomes não tão conhecidos. Mas seus livros são igualmente bons. Temos Lauren Royal, Christy Anderson, Emma Wildes e Mara Jacobs.

5 - Grupo Editorial Record

Essa não preciso nem comentar porque acredito que é uma das editoras mais conhecida entre os leitores. E temos muitos livros deles no KU. Só tome cuidado quando for um livro de série que geralmente eles só colocam o primeiro no programa.


Bonus: AllBook Editora

Não poderia deixar de citar essa editora que conheci recente e que amei todos os livros que li deles até agora. 





23 março 2022

Resenha | Casa de Céu e Sopro - Sarah J. Maas

Livro: 
Casa de Céu e Sopro
Série: Cidade da Lua Crescente #2
Gênero: Fantasia
Autora: Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Páginas: 924
Ano: 2022

Resenha:

Hunt Athalar não teve uma vida fácil, mas os últimos três meses foram de amargar. Ele está quase subindo pelas paredes. Depois dos últimos acontecimentos na última primavera, Bryce Quinlan quis dar uma desacelerada. E como eles começaram o relacionamento deles enquanto estavam correndo por toda cidade tentando resolver alguns assassinatos e pularam todas as etapas, Bryce decidiu voltar ao início e eles irão manter as coisas platônicas até o Solstício de Inverno. Além de ser uma forma de eles se conhecerem, é também uma maneira de Bryce manter um pouco de controle sobre sua vida que está uma bagunça depois que ela descobriu ser a filha do Rei Outonal e uma herdeira estrelada.

Bryce agora é uma celebridade e não ajuda andar o tempo todo com o Umbra Mortis. Ainda mais que eles receberam uma ordem dos Asteris de ficarem na encolha e em momento algum saírem da linha ou seus parentes vão sofrer as consequências. O que não vai ser muito fácil já que seu pai resolve negociar o casamento de Bryce sem seu consentimento com Cormac Donnall, Príncipe Herdeiro de Avallen. E a notícia do noivado vem junto com a de que novos arcanjos foram escolhidos para os lugares de Micah e Sandriel: Ephraim e Celestina. Mas Bryce e Hunt nem tem muito tempo de processar os novos acontecimentos, pois ao chegarem em casa dão de cara com Ithan Holstrom sangrando por todo o piso.

Em uma outra vida Ithan e Bryce já haviam sido melhores amigos. Uma vida onde existia Danika Fendyr. Agora eles eram dois estranhos, mas Bryce não vai deixar de ajudar, ainda mais que Ithan agora está sem matilha. E Danika pode estar morta, mas seus atos ainda são um mistério. Tharion Ketos que o diga. Durante uma investigação ele descobre que Danika trocou e-mail durante um tempo com Sophie Renast, uma rebelde que foi capturada pela Corça ao salvar o irmão Emile de um campo de extermínio. Os dois se passavam por humanos, mas possuem poderes de pássaro-trovão. E agora Emile está sendo caçado por vários grupos. Bryce nunca que vai assistir algo do tipo sem se envolver e de quebra ela ainda pode conseguir um trunfo contra os Asteris e ter algo para negociar caso eles mudem de ideia sobre matá-la e a Hunt.

Como já disse aqui em outras resenhas dos livros da Sarah, considero ela a melhor autora de fantasia atualmente. Sei que existem varias polêmicas envolvendo seus livros, mas tirando O Senhor dos Anéis, que está um passo acima de todos os outros e é injusto se for usado em comparações, Trono de Vidro é a melhor série de fantasia que já li. E Cidade da Lua Crescente está seguindo no mesmo nível. Comprei Casa de Céu e Sopro na pré-venda, mesmo dizendo que não faria mais isso porque o preço não compensa e logo que chegou aqui comecei a ler. É claro que demorei para ler porque o livro tem quase mil páginas e é bem pesado, por isso lia poucas páginas por dia. E como li Casa de Terra e Sangue em outubro de 2020, pensei que não ia lembrar os detalhes da história e ficaria perdida nesse segundo livro. Mas assim que comecei a ler já me lembrei de tudo.

E que livro. Eu preciso do próximo porque esse terminou de um jeito de arrancar os cabelos. E para quem gosta de um crossover e surtou no primeiro livro da série com uma menção a outro casal da autora, vai querer morrer com o final desse livro. Nem sei mais como vai ficar as histórias da autora agora depois desse final. O que o começo do livro teve de "parado" do meio para o final a coisa foi um tiro após o outro e eu não conseguia parar de ler de tanta coisa que estava acontecendo com vários personagens e não conseguia fazer a ligação entre todas as descobertas e onde tudo isso ia dar. Confesso que fiquei de boca aberta com o final e agora a autora vai ter que rebolar para resolver a confusão que ela criou no final do livro.

Se for comparar Bryce as outras protagonistas da Sarah, ela não é lá essas coisas. De todas, ela é a que menos gosto. Acho ela um pouco sem sal, inconsequente, não gosto do jogo que ela faz de esconder informações cruciais dos seus amigos e principalmente de Hunt, coisa que a Aelin fazia e não me incomodava porque ela sabia o que estava fazendo hehe, e não entendo essa obsessão dela pela Danika que já está mais do que provado que não era amiga dela coisa nenhuma. Cada vez que eles mexem em alguma coisa lá vem mais um segredo cabeludo dela e confesso que mais nada me surpreende porque espero tudo dessa personagem. Que aliás está morta, mas é um personagem mais ativo na historia que muitos que ainda estão vivos.

Já Hunt, eu gosto muito e prefiro-o ao Rowan e ele está ali pau a pau com o Rhysand. Gosto de como sua história é desenvolvida e do quanto ele ainda tem a oferecer para a história. Mesmo sendo todo poderoso ele não é aquele macho escroto que geralmente vemos nos livros da autora. E não foi somente Hunt que me surpreendeu nesse livro, temos vários personagens masculinos de fazer o coração da gente perder uma batida. Tharion, Ruhn, Ithan, só para citar alguns, são todos personagens maravilhosos que a gente torce para que de tudo certo para eles, mas eles não ajudam e vão lá e fazem o favor de se meter em cada situação que fica difícil. Sinto que nos próximos livros eles terão ainda mais destaque do que tiveram nesse e serão peças importantes para os próximos movimentos do jogo.

Uma coisa que tenho reparado nos últimos livros lidos da autora é que ela vem esquentando o clima entre os casais. Eu particularmente não me incomodo de ler cenas hots nos livros, mas sei que tem muita gente que não gosta e se você pega um livro de fantasia para ler não está esperando algumas cenas como as que têm nesse livro. Eu já tinha me surpreendido com as cenas quentes em Corte de Chamas Prateadas e nesse a autora ainda se superou. Não sei se era mesmo necessário. E por fim, para finalizar essa resenha, não sei se teremos em outras edições do livro, e esse foi um dos motivos que me fez comprar na pré-venda porque a editora Record é cheia de fazer isso, nessa edição de colecionador temos algumas cenas extras que faz a gente entender alguns pontos e algumas ligações entre alguns personagens. Quanto à capa, achei essa ainda mais bonita que a do primeiro livro. 

Nota:







23 janeiro 2022

Resenha | A Vida Invisível de Addie LaRue - V. E. Schwab

Livro: 
A Vida Invisível de Addie LaRue
Série: Não
Gênero: Fantasia
Autora: V. E. Schwab
Editora: Galera Recod
Páginas: 504
Ano: 2021

Resenha:

Desespero. Foi o que fez Adeline LaRue nem perceber que o Sol estava se pondo ao adentrar a floresta em busca de ajuda. Estele, a senhora que acredita nos deuses antigos, lhe ensinou que eles são grandiosos, mas nunca bondosos ou compassivos e que se um dia Addie precisasse invocá-los, que tomasse cuidado com o que ia pedir e que estivesse disposta a pagar o preço pedido. Mas que nunca, em hipótese nenhuma, mesmo que sua vida estivesse em perigo, Addie deveria fazer uma prece aos deuses que atendem depois do anoitecer. E Addie só percebe que fez exatamente isso quando a escuridão lhe responde perguntando se ela está disposta a pagar seu preço.

Num primeiro momento ele se apresenta como sombras a sua volta, mas depois ele tem um rosto, o rosto que Addie idealizou e desenhou em seus cadernos ao imaginar o homem perfeito, Luc. E Addie não vai recuar. Ela não pode. Enquanto as garotas da sua idade só pensavam em ser uma boa esposa, Addie queria conhecer o mundo. Ela quer ser livre, pertencer a si mesma e ter tempo para fazer o que quiser. E é isso que ela diz ao Ser com quem faz um pacto. E em troca Addie vai lhe dar sua alma quando ela se cansar e não a quiser mais. O pacto é selado com um beijo, mas o que Addie não sabia, era o preço que teria que pagar por sua liberdade e imortalidade.

Ao tentar voltar para casa Addie descobre que seus pais não se lembram dela. E isso acontece com todos que a conheciam. Mas o pior é que assim que sai das vistas da pessoa com quem está falando, ela é completamente esquecida. Não importa quantas vezes eles a vejam e conversem com ela. Nem seu nome Addie consegue pronunciar, muito menos deixar qualquer marca de sua existência por onde passa. É assim por trezentos anos. Até que um dia Addie ouve as palavras que pensou que nunca mais ouviria: "Eu me lembro de você". Elas vêm de Henry, que aparentemente não tem nada de especial. Mas porque depois de tantos anos ele foi o primeiro a se lembrar dela?

E lá no escuro ele pergunta se valeu mesmo a pena. Os instantes de alegria valeram os períodos de tristeza? Os momentos de alegria valeram os anos de dor? E ela vira a cabeça, e olha para ele, e diz "sempre".

Assim como no ano passado, comecei o ano com um livro da Victoria. Esse é o sétimo livro que leio da autora e ainda me surpreendo com seus enredos tão originais. Victoria pensa fora da casinha e escreve lindamente sobre coisas que a gente nunca imaginou e nem sabia que precisava ler até começar e não conseguir mais parar de tão bom que é. Sem exceção, todos os livros que li dela até agora são perfeitos. Por mais que eu não concorde com um ou outro final, o caminho até eles são maravilhosos e por isso tenho que elogiar sempre essa mulher e indicar para todos, mesmo quem não é fã do gênero. Se você ainda não leu nada dela, você precisa ler.

Esse livro foi lançado no ano passado por aqui e só vi comentários positivos sobre ele. Por isso as expectativas estavam lá nas alturas. E elas foram alcançadas e superadas. Logo nas primeiras páginas já me vi envolvida com a história e encantada com Addie e já prevendo que ia sofrer com sua jornada. É impossível não se colocar no lugar dela e imaginar viver por anos daquele jeito. Ela não tem um lugar para morar, praticamente não tem o que vestir e nem o que comer porque ela não consegue um emprego e nem pode produzir nada, o pouco que consegue é roubando aqui ou ali. E por vezes me questionei se valeu a pena o pacto que ela fez, se a liberdade de não pertencer a ninguém, e a imortalidade compensava se era para viver nessas condições.

E essa é a mesma pergunta que Luc faz para Addie toda vez que eles se encontram. Mas quando ela descreve as belezas de simples momentos em que ela viveu ao longo dos anos você entende o porquê dela ainda resistir e querer permanecer viva. E isso me fez pensar muito em quantas pequenas coisas que a gente não dá nenhum valor, mas que estão ali e podem fazer valer a pena uma vida inteira de luta e dificuldades para quem consegue enxergá-las. Addie estava andando por esse mundo a tantos anos e ainda encontrava coisas que a faziam querer viver. Foi meio que um tapa na cara, ainda mais nesse momento que estamos vivendo que a vida está valendo menos que um sopro.

Vamos acompanhar a história da Addie em dois tempos, no passado, um pouco antes e ao longo dos anos depois do pacto e no presente onde ela finalmente encontra alguém que se lembra dela. É muito interessante acompanhar Addie pela História da humanidade, coisas que lemos nos livros e que ela viveu. E como ela foi aprendendo a deixar sua marca, mesmo que ninguém fora ela mesmo saiba que é ela ali, nas composições musicais ou em quadros de artistas com quem Addie se relacionou pelos momentos que eles se lembraram dela. E também no passado temos a presença constante de Luc, a personificação do deus que ela fez o pacto. E confesso que não sabia se odiava ele pelo que ele fez ou me apegava igual a Addie porque ele era o único que se lembrava dela.

Já no presente conhecemos Henry e fica aquele suspense para saber porque ele consegue se lembrar de Addie. E quando a verdade vem a tona você fica, só podia ser isso mesmo, porque não pensei nisso antes hehe. Mas não vou falar nem sobre ele, nem sobre Luc aqui na resenha porque o interessante é que o leitor descubra por si mesmo qual a importância desses personagens na vida de Addie. E mais uma vez a autora finalizou a história de uma maneira que não foi exatamente do meu gosto, mas nem por isso vou deixar de elogiar e achar o final genial. Por tudo que foi apresentado e pela jornada de Addie, não poderia ter terminado de outro jeito mesmo. Então só me resta te incentivar a ler o livro, aproveita que é único e não vai precisar esperar lançar as continuações hehe.

Nota:






04 janeiro 2022

Resenha | Corte de Chamas Prateadas - Sarah J. Maas

Livro: 
Corte de Chamas Prateadas
Série: Corte de Espinhos e Rosas #4
#1 - Corte de Espinhos e Rosas
#2 - Corte de Névoa e Fúria 
Gênero: Fantasia
Autora: Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Páginas: 714
Ano: 2021

Resenha:

A guerra terminou, mas não dentro de Nestha Archeron. Ela que nem sempre foi uma pessoa fácil, viu tudo dentro dela amplificar, principalmente os sentimentos negativos, após ter sido feita pelo Caldeirão. Nestha não teve escolha, foi forçada a se tornar uma Grã-Feérica e ninguém tem ideia do que a corrói por dentro. A única maneira de abafar o que saiu junto com ela do Caldeirão, somado a toda culpa que ela carrega, é se entupindo de bebida e fazendo sexo com quem estiver disposto a ignorar que ela é cunhada do Grão-Senhor da Corte Noturna. 

Feyre foi paciente até então, esperando que Nestha fosse superar tudo o que aconteceu sozinha, mas depois de mais uma noitada financiada com o dinheiro da Corte, ela decide intervir, e dá a Nestha duas opções: ou ela se muda para a Casa do Vento para treinar com Cassian pelas manhãs e trabalha na biblioteca a tarde, ou volta para as terras humanas. Nestha fica furiosa porque realmente ela não tem escolha já que voltar não é exatamente uma opção. Mas estar tão perto de Cassian não vai ser nada fácil já que ele é o único que parece ainda conseguir tirar dela algum tipo de reação, ainda que puramente física.

E Cassian além de ter que lidar com Nestha, ainda precisa descobrir em que pé está a situação do lado humano, já que as rainhas forjaram uma perigosa nova aliança, ameaçando a frágil paz que se instalou nos reinos. Isso sem falar nos rumores sobre um antigo conjunto de artefatos mágicos, os Tesouros Néfastos: a Máscara, cujo poder é despertar e controlar os mortos; a Harpa, que pode abrir qualquer porta e a Coroa que concede a quem a usa o poder de controlar a mente de qualquer um por perto. E se tem alguém que pode encontrar esses objetos é Nestha, já que ela foi feita pelo mesmo Caldeirão que fez os artefatos. Mas será que Nestha é capaz de usar os poderes que ela fez de tudo para sufocar até então?

Eu nem sabia o que esperar desse livro porque a Nestha é o personagem que menos gosto da série toda. Até o Tamlin está na frente dela na minha lista de preferência hehe. E já fui me preparando para o que a autora ia fazer para deixar a Nestha menos odiável. Eu odiei ela logo lá no começo da série, quando vi como ela era uma folgada egoísta, não fazia nada para mudar a situação em que viviam e ainda se achava no direito de exigir as coisas da Feyre. E a babaquisse só piorou quando ela se tornou uma grã-féerica. Além de ser uma pessoa insuportável, ainda deu para culpar a Feyre por tudo o que aconteceu e acreditar que só ela sofreu perdas com a guerra.

Ela afasta todo mundo e depois faz a magoada porque recebe exatamente o que plantou. E até quase o final do livro eu quis que o Cassian desse um pé nela porque, o mulher insuportável. Ela não se aguenta de culpa e responde ao amor e gentileza das pessoas próximas com raiva e ódio. Senti-me lendo aqueles romances abusivos romantizados onde o cara pisa na mulher o livro todo e no fim ele muda por amor, mas aqui no caso os papéis estão invertidos. Nestha comete violência psicológica com todo mundo a sua volta. Ela sabe exatamente o que falar para ferir e machucar as irmãs e até Cassian, que só fez ajudar. 

E falando em ajudar quem disse que depressão se cura com treino? Aqui a autora pisou na bola e fez algo que ela já tinha feito no segundo livro quando fez de Tamlin um vilão quando seu papel era outro até então. Ela pegou a Feyre e o Rhys e fez os dois terem atitudes que não condiz com algo que ela construiu durante a trilogia. Principalmente Rhys, que além do comportamento errado com a Nestha ainda tira das mãos de Feyre uma decisão que só cabia a ela. Acho que ela fez a Nestha tão intragável que precisou deixar os outros personagens babacas também para compensar. 

E a história que era para ser da Nestha e do Cassian, mas que é só da Nestha? Temos até uns 70% do livro uma Nestha fazendo uma m@rda atrás da outra e somente nas ultimas 200 paginas que realmente temos uma história interessante. E pode se dizer que a Nestha teve sua redenção, mas em relação ao Cassian eu não consegui ver muitos sentimentos da parte de nenhum dos dois. O relacionamento deles é só sexo. Aliás achei que a autora pesou a mão nas cenas de sexo que mais parecia um livro erótico e sabemos que tem muitos adolescentes fãs da série. E em minha opinião o Cassian não passou de um pau mandado, ora da Nestha, ora do Rhys. Nem parecia que tinha quinhentos anos, a impressão era que ele que tinha acabado de virar um feérico e não a Nestha.

E tem tantas contradições no livro que eu nem sei qual comentar. O problema da Nestha que levou os amigos a tomar uma atitude era porque ela bebia demais e fazia sexo o tempo todo. Dai eles levam ela para a casa e ela só sente falta da bebida no primeiro dia, e quanto ao sexo ela continua fazendo, mas com Cassian. Podia fazer então, só que tinha que ser com um parceiro fixo? E o poder da Nestha que terminou o livro e eu não entendi o que era? Todo mundo tinha medo dela, o Rhys, as criaturas ancestrais, mas o tal poder mal aparece, só dá umas piscadas nos olhos da Nestha que ficam prateados, e toda vez que a Nestha precisa, alguém salva ela. 

Outra coisa foi o tal do treino. Aqui tem spoiler se quiser pode pular para o próximo parágrafo. Você pega um monte de mulheres que nunca fez um exercício na vida, treina elas por duas horas durante quatro meses e elas ficam tão fortes que vencem um monte de homens que estão treinando durante anos dia e noite? Mas pelo menos nessa parte dos treinos podemos conhecer duas personagens que são as melhores do livro: Gwin e Emerie. E é com as duas que podemos ver como a Nestha estava completamente errada. Porque as duas passaram por traumas horríveis e nem de longe agem como a Nestha. E falando nelas já torço por um final feliz com Mor e Azriel. Porque a Elain, continua a sem sal de sempre. E o negócio do laço de parceria que era algo raro e todo mundo tem?

Mas enfim, eu já sabia que esse livro não me agradaria completamente, e foi o que aconteceu. Temos mais de 500 páginas de uma Nestha sendo sem noção e somente 200 de história boa. E nem vou comentar o final que foi, piscou perdeu. Precisei até reler a "luta" contra a rainha porque tudo acontece em meia página. O certo é que esse livro foi mais de drama do que de fantasia. Pena que a autora focou somente no drama da Nestha e esqueceu do resto. Mas indico para quem é fã da série, principalmente da Nestha porque sua visão vai ser completamente diferente da minha hehe. Quanto à edição achei vários erros durante a leitura, inclusive troca de nomes. E essa capa prateada é linda! 

Nota:






07 junho 2021

Resenha | O Príncipe Serpente - Elizabeth Hoyt

Livro: 
O Príncipe Serpente
Série: Trilogia dos Príncipes #3
#2 - O Príncipe Leopardo
Gênero: Romance de Época
Autora: Elizabeth Hoyt
Editora: Record
Páginas: 364
Ano: 2017

Resenha:
Maiden Hill, Inglaterra. 1760.
Lucinda Craddock-Hayes estava voltando para sua casa quando encontrou o homem caído na vala. Um homem nu cheio de hematomas pelo corpo e com sangue seco no ombro e na cabeça. Seu primeiro pensamento foi que era um desperdício um homem tão bonito estar morto. Mas quando seu criado a alcança na estrada, reclamando da vida como sempre, eles percebem que o homem está vivo e Lucy pede que o criado busque um médico urgente e leva o homem semimorto para sua casa. Seu pai, um capitão da Marinha aposentado, diz que ele não pode ficar lá, mas aceita a presença do doente depois que vê a gravidade da situação, certo de que o homem não vai viver até de manhã. Mas tanto o capitão, como os agressores do homem, estavam errados. Ele acorda dois dias depois certo de que está no céu e Lucy é um anjo.

O homem é o sexto visconde de Iddeleigh, Simon, e ele acorda com mais ódio do que antes de ser ferido. Somente a morte vai detê-lo em sua vingança. Antes era somente pela morte de seu irmão, agora é pelo que fizeram com ele também. E ele vai executar sua vingança assim que conseguir segurar uma espada, porque no momento seu braço dói até para segurar uma xícara de chá. E enquanto se recupera Simon descobre que Lucy desenha muito bem e pede que ela ilustre um livro de contos de fadas para sua sobrinha, com o conto do Príncipe Serpente. E cada dia que passa Simon se encanta um pouco mais por Lucy, mas sabe que eles são muito diferentes e nada entre eles é possível. O pai de Lucy também sabe disso e protege a filha com unhas e dentes e cada encontro entre os dois é um verdadeiro embate.

Enquanto Lucy é um anjo, Simon sabe que sua alma é a de um demônio, porque ela só quer saber de sangue. Ele passou os últimos meses caçando os assassinos do seu irmão e matando-os e assim que se recuperar, é o que vai continuar a fazer, até terminar o serviço. Mas os homens responsáveis por seu estado já sabe que Simon está vivo e vão garantir que ele não volte a Londres. E esse é mais um motivo para Simon ficar longe de Lucy, se os homens descobrem que ele tem qualquer tipo de afeição por ela, Lucy estará correndo um grande perigo. E ao observar Simon e seu mundo, Lucy percebe que quer mais da vida do que apenas ser esposa de um vigário que já a corteja a três anos, mas nunca se decide. Será que o amor entre Lucy e Simon será maior que a diferença entre ambos e eles vão conseguir ficar juntos?

“Eu me lembrarei da senhorita por todos os dias da minha vida – murmurou ele tão baixo que ela quase não ouviu. – E não sei ao certo se isso é uma benção ou uma maldição.”

Esse é o terceiro livro da trilogia dos Príncipes. E diferente das muitas séries que temos por ai que dizem que dá para serem lidos fora de ordem, essa realmente dá para ler fora de ordem porque apesar de cada um dos volumes contar a história de um amigo, eles mal aparecem no livro uns dos outros. Se a gente não prestar muita atenção, nem vai perceber a presença deles. Por isso essa é uma série que dá sim para ser lida fora de ordem. Eu li os dois primeiros livros no ano passado e só agora peguei esse para ler. E não sei se por ter lido ele bem depois, mas acabei não gostando o tanto que gostei dos dois primeiros. O que é engraçado porque pelas resenhas que li esse foi o favorito do povo.

Já li muitos romances de época, mas esse me surpreendeu em muitas coisas. Vi coisas aqui que não tinha visto em nenhum dos que li até então. Em primeiro lugar teve uma cena de masturbação feminina, geralmente as mocinhas são bem bobinhas nesse aspecto. E outra coisa que achei diferente foi que a garota sentiu dor na relação sexual, outra coisa que os autores omitem fazendo parecer que tudo são flores. Mas o que mais me surpreendeu foi o caráter do protagonista. Geralmente eles são chamados de canalhas, libertinos, mas são todos bonzinhos. Aqui não. O protagonista mata sem dó nem piedade. Achei legal isso porque o casal realmente tinha um motivo para não ficar junto, não foi aquelas besteiras de sempre (besteiras que amo hehe).

Lucy é um personagem que me agradou bastante, apesar de ter achado ela meio boba no final do livro. Simon como disse antes, ele é um assassino e suas atitudes o consomem. E eu que achei que ele fosse ser o mais simpático dos amigos acabei me enganando. Mas o que chama mesmo a atenção no livro são os personagem secundários que roubam a cena em vários momentos. O pai da Lucy foi um que me conquistou. Sempre com respostas sarcásticas na hora certa, O criado que resmungava como se os outros não ouvissem o que ele estava falando, foi hilário. E por fim a sobrinha do Simon que já de pequena é empoderada e exige brincar com o brinquedo que gosta e não com o que é considerado de menina.

Mas apesar de ter gostado dessas diferenças, acho que elas foram um dos motivos de eu não ter gostado tanto do livro. Sou dessas que não sei lidar com mudanças, por isso adoro um bom clichê e quando pego um livro de romance de época para ler espero ver aquele roteiro já conhecido ali. E quando isso muda, eu já meio que torço o nariz. Mas enfim, a trilogia valeu a pena. As histórias são boas e as edições estão maravilhosas. Essa capa está tão bonita quanto as outras e não me canso de ficar admirando os detalhes nela.

Nota:





06 maio 2021

Resenha | Cidade do Fogo Celestial - Cassandra Clare

Livro: 
Cidade do Fogo Celestial
Série: Os Instrumentos Mortais #6Gênero: Fantasia
Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 532
Ano: 2014

Contêm spoilers dos livros anteriores.

Resenha:
A ligação entre Jace e Sebastian foi rompida, mas eles não conseguiram matar o filho de Valentim e ele agora tem o Cálice Infernal, que é o equivalente demoníaco do Cálice Mortal, usado para transformar os Caçadores de Sombras em Crepusculares. No Cálice está o sangue de Lilith e o membro da Clave que bebe dele ganha muito mais força e agilidade, mas em compensação troca sua aliança angélica pela demoníaca e vira um servo de Sebastian. E Sebastian não está de brincadeira. Ele começa a atacar todos os Institutos e obrigar os Nephilins a tomarem do Cálice Infernal e a Clave não vê outro jeito se não mandar todo mundo para Idris. Mas isso é uma solução temporária já que Sebastian vem se mostrando cada dia mais forte. 

Jace e Clary se apaixonaram no instante em que se conheceram e desde então alguma coisa sempre acontece e impede os dois de viverem seu amor. No momento eles são impedidos de se tocarem porque ao usar a espada Gloriosa para quebrar a ligação entre Jace e Sebastian, o fogo celestial da espada parece ter ficado em Jace. Mas também eles nem tem muito tempo para pensar nisso já que a prioridade é encontrar uma maneira de deter Sebastian. A ordem da Clave é que todos os Caçadores de Sombras se refugiem em Alicante, mas enquanto isso quem vai proteger a humanidade dos demônios que estão em um número cada vez maior e ainda por cima sendo comandados por Sebastian.

Mas Sebastian já provou que a Cidade de Vidro não é tão segura quanto a Clave acredita e dessa vez ele não está seguindo os planos do pai e sim sua sede de poder e destruição. E ao ser impedido de atacar os Nephilins, Sebastian se vinga nos lobisomens, dizimando um grande grupo deles e passando um recado para todos os integrantes do Submundo, quem ficar ao lado da Clave nessa guerra vai sofrer as consequências. E ele vai além, sequestra os representantes de cada grupo e exige trocá-los por Jace e Clary, coisa que a Clave não vai hesitar em fazer, pois o que são dois Caçadores perto de todos os integrantes do Submundo. O que eles nem imaginam é que já existe um desses grupos ajudando Sebastian. E Jace, Clary, Simon, Alec e Isabelle vão fazer o que for preciso para recuperar seus amigos e derrotar Sebastian, nem que para isso eles precisem ir até os reinos inferiores, já que não podem recorrer mais aos anjos. 

"Heróis nem sempre são os que vencem. Algumas vezes, são os que perdem. Mas eles continuam lutando, continuam voltando. Não desistem. É isso que faz deles heróis.”

E mais uma série chega ao fim aqui no blog. Tecnicamente. Porque a Cassandra não sabe desapegar e já se vão livros e mais livros nesse mesmo universo. Inclusive quero deixar aqui um alerta para quem não leu a trilogia As peças Infernais, não leia esse sexto livro de jeito nenhum antes, porque tem um mega spoiler do que acontece com um dos personagens principais da trilogia. E também já temos o começo da história de Emma da trilogia Os Artifícios das Trevas. O ideal é ler os livros na ordem em que foram publicados e não na ordem das séries, porque ela foi escrevendo várias ao mesmo tempo e inserindo personagens que participam do universo como um todo.

Eu comecei a ler essa série em 2013, mas parei no quarto livro e reli agora para terminar a série, e nas duas leituras, mais dessa segunda vez, achei a história fraca se comparada a outras séries de fantasia. Principalmente por conta do casal protagonista, que a autora fez do amor deles o foco da história sendo que tinha tantas outras coisas mais interessantes para ela destacar. Mas termino ela com lágrimas nos olhos e amando todo mundo e querendo abraçar alguns personagens e nunca mais largar. E já preciso ler os outros livros desse universo. Santa Cassandra que não desapega hehe. Já vou até reler a trilogia As Peças Infernais para poder dar continuidade à história. Mesmo que seja a ordem errada, mas como é releitura não tem problema. 

Vou começar a falar dos personagens pelo casal principal. Jace me conquistou à primeira vista na primeira leitura. Seu jeito arrogante, senhor de si, sarcástico e aquele olhar carente fez com que eu me apaixonasse por ele. Mas muita coisa mudou de lá pra cá e hoje já não suporto esse tipo de homem e não me apaixonei novamente. Já a Clary é daquelas garotas sem sal que irrita pelo tanto de decisões erradas que toma só por teimosia ou por se achar invencível. E como casal então é pior ainda. Tudo gira em torno deles e de sua dificuldade de ficarem juntos. Não importa se eles colocam todos seus amigos e até mesmo todos os Caçadores em perigo, o que importa é eles viverem o amor deles. Confesso que não vi evolução em nenhum dos dois e se os outros personagens não fossem tão bons, minha nota para essa série seria a mínima. 

Um desses personagens é Simon. Nos dois primeiros livros eu achava ele um saco, o pior personagem da série. Mas ele evoluiu tanto que acabou sendo um dos meus favoritos. Um dos motivos para esse crescimento foi ele ter entendido que a Clary só ia enxergar ele como amigo mesmo. Isso aliado a sua transformação, acabou deixando o personagem interessante e no final foi o "mundano" que fez a diferença. Outro personagem que cresceu muito no meu conceito foi Alec. Eu confesso que não gostava muito dele até então e no livro anterior seu ciúmes doentio da imortalidade de Magnus deixou ele ainda pior. Mas o choque de realidade funcionou e ele mudou da água para o vinho. Chamou a responsabilidade para ele, mesmo com todas suas fragilidades e chorei com ele no final.

Agora duas personagens que foram mal aproveitadas pela autora não só nesse livro mas na série como um todo, foram Isabelle e Maia. As duas tinham tanto dentro de si para serem rainhas dessa cocada toda e elas passaram a série sendo apoio para a Clary e o Jace no caso de Isabelle e para o Luke e os lobisomens no caso da Maia. Espero que a autora aproveite elas em novas histórias. A Maia teve um papel tão importante nesse livro e poderia ter brilhado, mas suas cenas foram descritas tão superficialmente que foi como se ela não tivesse feito nenhuma diferença e poderia ter sido substituída por qualquer um. É uma pena.

Agora tenho que destacar dois personagens que foram os verdadeiros protagonistas, um desse livro e o outro da série como um todo. Sebastian supriu e muito a necessidade de um vilão para a história. Ele é tudo o que o pai não foi. E por mérito próprio. Ele tem um quê de loucura e outro tanto é o sangue de demônio agindo nele. E uma coisa que gostei foi que mesmo com a relação conturbada com a mãe, isso não foi a justificativa para o comportamento do personagem. Agora quem roubou a cena toda vez que apareceu foi o Magnus. É impossível não se encantar com ele e nesse livro em especial vemos toda a "humanidade" de Magnus. Ele se abre como ainda não tinha feito nos outros livros dessa série e da série As Peças Infernais. E minha alegria é saber que tem mais histórias dele já publicadas e não vou ficar órfã.

Agora os personagens secundários fizeram jus a palavra e alguns não passaram de meros figurantes Jocelyn, Luke, o povo todo da Clave, os adultos de maneira em geral só apareciam na hora de tomar alguma decisão errada e deixar claro todo seu preconceito contra tudo e contra todos. A Clave foi péssima a série toda, não agindo como deveriam e até por isso temos adolescentes decidindo tudo na história. E ainda tenho que ressaltar que os personagens mais inteligentes da série são as crianças. Espero que isso mude nos próximos livros. Quanto a finalização da série, eu gostei de como as coisas se encaixaram e várias respostas foram dadas e outras perguntas foram feitas, que acredito serão respondidas nas próximas séries. E como já citei nas outras resenhas, eu comprei os livros pelas capas, mas gosto ainda mais das novas edições. Só espero que não estejam tão malfeitas como essa que eu tenho aqui, porque dois dois livros da série se desfizeram nas minhas mãos enquanto lia.  

Nota:









02 maio 2021

Resenha | O Príncipe Leopardo - Elizabeth Hoyt

Livro: 
O Príncipe Leopardo
Série: Trilogia dos Príncipes #2
#1 - O Príncipe Corvo
Gênero: Romance de Época
Autora: Elizabeth Hoyt
Editora: Record
Páginas: 364
Ano: 2017

Resenha:
Lady Georgina Maitland nunca esteve dentro do padrão de beleza de sua época. Diferente das outras mulheres que tem os cabelos louros e lisos, ela tem os cabelos vermelhos alaranjados e frisados. Isso poderia ser um grande problema na hora de conseguir um bom marido. Isso e sua idade avançada de 28 anos, já uma solteirona. Mas agora ela já não tem que se preocupar com essas coisas. Sua tia lhe deixou uma bela herança. A propriedade de Woldsly e toda a renda gerada por ela para ser administrada por Georgiana. Por isso ela não precisa se preocupar mais em arranjar um bom marido, agora ela é dona de sua própria vida e não deve satisfação de seus atos a ninguém, mesmo sendo uma dama da sociedade, e filha de um conde. Tudo que ela precisa é de um bom administrador que cuide de seus interesses. É assim que ela conhece Harry Pye.

Nos seis meses que Harry tem cuidado da propriedade, ele tem feito um bom trabalho. Harry é uma pessoa eficiente e discreta e por vezes passa despercebido. Mas então surge alguns rumores envolvendo o nome de Harry e Georgina se vê obrigada a se envolver. Ela sai de Londres e vai para Yorkshire enfrentando alguns percalços no caminho, como uma forte chuva que derruba sua carruagem e ela tem que passar a noite em um chalé só na companhia de Harry. E quando chega a Woldsly ela fica sabendo que alguém está envenenando as ovelhas da propriedade de seu vizinho, Lorde Granville e que o principal suspeito do crime é seu administrador.

E as suspeitas só aumentam quando Lorde Granville vai até a mansão Woldsly exigir que Georgina tome alguma providencia e reconhece Harry de uma desavença entre eles e o pai de Harry que aconteceu há dezoito anos. Mas Georgina não acredita na culpa de Harry e não deixa que ele leve Harry preso. E para provar sua inocência Harry vai ter que descobrir quem é o verdadeiro criminoso e Georgina diz que vai investigar junto com Harry. Mas essa aproximação entre eles não é nada boa, porque começa a crescer uma atração incontrolável entre eles e uma relação entre os dois está fora de cogitação já que Georgina é uma dama e Harry seu criado.

"— Seja como for, um cavalheiro não continua a cortejar uma dama que não pode retribuir seus sentimentos.
— Então, na minha opinião, o senhor tem dois problemas, milorde — disse Harry.
Os olhos de Tony se estreitaram.
— Primeiro, a dama retribui, sim, meus sentimentos, e segundo — Harry se virou e encarou o conde —, eu não sou um cavalheiro."

Esse é o segundo livro da trilogia dos príncipes. E diferente das outras séries de época que sempre aconselho a ler os livros na ordem, neste a ordem não faz diferença porque apesar dos personagens principais, os protagonistas masculinos, aparecerem nos outros livros, a participação é tão pequena que não faz nenhuma diferença para as histórias. A autora seguiu a mesma linha do primeiro livro com protagonistas fugindo completamente dos clichês do gênero. A questão da beleza não é novamente relevante já que os dois não são descritos como bonitos. Georgina pelo contrário foge do que era considerado belo na época. E Harry foge de todos os padrões porque para começo de conversa ele é um empregado e não tem um título, nem um que seja falido para contar história.

A Georgina é uma sonhadora que ama contos de fadas, até a alusão ao Príncipe Leopardo na história é ela quem faz, já que é ela quem conta a história ao longo do livro para o Harry, mas que curiosamente não acredita em casamentos e finais felizes. E ela é uma solteirona, o que seria um clichê, mas aqui ela não precisa desesperadamente de um marido. Acabei me identificando muito com ela nessa parte já que apesar de amar contos de fadas e viveram felizes para sempre, nunca tive vontade de me casar. Harry chamou minha atenção como falei por não ser um cavalheiro, acho que ele é um dos poucos mocinhos de época que leio que não é um, ou que pelo menos não faça parte da sociedade. E dai fica essa questão das coisas nunca darem certo entre eles por causa dessa diferença social. Questão que ainda existe nos dias de hoje, mesmo que não exista mais essa questão da nobreza, mas é bem dificil uma pessoa rica casar com alguém que more em uma comunidade por exemplo.

Eu li várias resenhas falando que esse segundo livro era bem mais fraco que o primeiro. Eu não achei, gostei da mesma forma. A história é diferente e começa a ser contada de uma maneira que quem é acostumado com o gênero estranha um pouco, porque ela já começa com os personagens ficando presos debaixo de uma chuva e não tem aquela apresentação de cada um deles no começo da história, comum nos livros do gênero. A narração é em terceira pessoa e passa por vários personagens, mas em sua maioria acompanha a Georgina. Os irmãos da Georgina roubam a cena em várias partes, queria mais deles na história hehe. Quanto a edição, está tão linda quanto a do primeiro livro e essa capa é de arrasar. Tem tantos detalhes na capa que a gente fica perdida olhando ela. Enfim, é um livro que recomendo muito aos amantes do gênero.

Nota:










18 abril 2021

Resenha | Cidade das Almas Perdidas - Cassandra Clare

Livro: Cidade das Almas Perdidas
Série: Os Instrumentos Mortais #5
1- Cidade dos Ossos
Gênero: Fantasia
Autor: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 434
Ano: 2014

Contêm spoilers dos livros anteriores.

Resenha:
Lilith está morta, mas no fim seu ritual foi bem sucedido, Sebastian, ou melhor Jonathan Morgenstern, está vivo e ligado a Jace. Mas como os dois desapareceram do terraço ninguém sabe exatamente o que aconteceu com eles. E Clary está devastada por não poder procurar por Jace enquanto a Clave delibera sobre sua culpa ao ter trazido Jace de volta do mundo dos mortos, mesmo que Clary não tenha tecnicamente infringido nenhuma lei. Mas finalmente depois de duas semanas de muito interrogatório eles chegam a um veredicto e declaram Clary inocente. Mas ao mesmo tempo decidem que encontrar Jace não é prioridade da Clave, afinal Jace é apenas mais um Caçador de Sombras. 

Por isso Clary, Isabelle, Alec e Simon decidem agir por conta própria. Clary tem o colar que ganhou da Rainha Seelie e decide pedir um favor a ela, mesmo sabendo do risco que corre em fazer um acordo com a Rainha do Povo das Fadas. E a Rainha quer de volta um conjunto de anéis que no momento se encontra no Instituto. Mas roubar o Instituto é o menor do problemas de Clary, porque quando finalmente ela reencontra Jace descobre que ele está trabalhando com Sebastian e se comportando como se eles fossem amigos. E logo depois ela descobre que eles estão ligados e o que acontece com um o outro sente também.
 
A Clave não pode saber o que está acontecendo já que depois que Valentim morreu, Sebastian é o inimigo numero um e eles vão fazer de tudo para matá-lo, mesmo que isso signifique matar Jace junto. Então Clary tem a ideia de usar os anéis da Rainha para poder ir com Jace e Sebastian e conseguir se comunicar com seus amigos enquanto tenta descobrir se o verdadeiro Jace ainda continua ali. E enquanto isso os outros vão tentar descobrir uma maneira, alguma arma, para acabar com essa ligação entre eles. E para isso eles vão contar com a ajuda do Irmão Zachariah e recorrer às Irmãs de Ferro e até mesmo invocar demônios e anjos, o que for preciso para salvar Jace.
 

Eu comecei a ler essa série em 2013 e li até o quarto livro, mas acabei desistindo porque na época os livros não estavam me agradando. Confesso que foi uma série que comprei pelas capas porque achei essa coisa holográfica linda. Na época não se viam capas tão caprichadas como hoje em dia. Mas decidi terminar para poder desapegar dos livros para abrir espaço na estante. E não é que nesse quinto livro a história melhora e muito e nem parece a mesma história lá do primeiro? Ainda faltou um algo a mais para eu dar nota máxima, mas sem dúvida é o melhor livro da série até o momento. E agora as expectativas para o próximo e ultimo está nas alturas.

A autora sempre foi boa, tanto que a gente lê 400, 500 páginas dos livros em um dia, mas ela ainda precisava aprender algumas coisas e ao longo dessa jornada ela aprendeu. Ela deixou de lado o foco no triângulo amoroso que não levava a nada e deu destaque para outros personagens que estavam ali como figurantes, mas que claramente se via o potencial enorme que eles tinham. O Simon por exemplo, quanto ela tirou ele do triângulo o personagem deixou de ser chato para ser interessante e ao longo dos livros ser o personagem que mais evolui. Quem diria ao ler minha resenha em 2013 que hoje eu estaria elogiando o Simon.

Em compensação o Jace e a Clary foram personagens que em vez de evoluir acabaram decaindo muito na história. Seis livros é muita coisa para ser sustentado por um amor que a meu ver não é amor e sim obsessão. Tudo o que eles fazem, cada ação, cada burrice é por conta do amor que sentem e isso é até legal em um, dois livros, mas seis enjoa. Tudo gira em torno deles conseguirem ficar juntos, desde a primeira revelação lá atrás de que eram irmãos, a todas as outras dificuldades que eles enfrentaram até o momento para ficar juntos. O problema que isso tem consequências para todos e fica todo mundo correndo de um lado para o outro tentando resolver as cagadas que eles fazem.

Ainda bem que pelo menos temos outros personagens que acabam suprindo essa necessidade de "história" praticamente dita. Além do Simon que já citei, a Isabelle é um personagem que eu gosto muito, mas ainda acho que a autora deveria dar mais destaque. E temos o Magnus que apesar de eu particularmente achar que ele fica meio sem graça ao lado de Alec, é um personagem incrível e que deveria ser o protagonista dessa história. Quem leu a Trilogia As Peças Infernais viu um Magnus completamente diferente desse que temos nessa série. Mas como sei que já temos mais um monte de livros desse universo, acredito que a autora possa ter resolvido isso.

E por fim temos o grande vilão dessa segunda parte da série, Sebastian. Valentim foi um vilão que só ficou na promessa, e esse foi um dos fracassos da "trilogia" inicial. Não existe uma boa história de fantasia sem um vilão memorável. E Sebastian conseguiu acertar onde o pai errou. Ainda não é aquele vilão que estamos acostumados a ver no gênero, mas gostei dele. Vilão bom é aquele que a gente gosta do personagem e até torce por ele em alguns momentos. E espero que ele tenha um bom desempenho no próximo livro porque o final desse prometeu e muito. E para finalizar tenho que falar dessa capa que não consegui comprar o livro na pré-venda e veio assim sem os brilhos. Fiquei com 5 capas holográficas e 1 sem graça. 

Nota:









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