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23 março 2022

Resenha | Casa de Céu e Sopro - Sarah J. Maas

Livro: 
Casa de Céu e Sopro
Série: Cidade da Lua Crescente #2
Gênero: Fantasia
Autora: Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Páginas: 924
Ano: 2022

Resenha:

Hunt Athalar não teve uma vida fácil, mas os últimos três meses foram de amargar. Ele está quase subindo pelas paredes. Depois dos últimos acontecimentos na última primavera, Bryce Quinlan quis dar uma desacelerada. E como eles começaram o relacionamento deles enquanto estavam correndo por toda cidade tentando resolver alguns assassinatos e pularam todas as etapas, Bryce decidiu voltar ao início e eles irão manter as coisas platônicas até o Solstício de Inverno. Além de ser uma forma de eles se conhecerem, é também uma maneira de Bryce manter um pouco de controle sobre sua vida que está uma bagunça depois que ela descobriu ser a filha do Rei Outonal e uma herdeira estrelada.

Bryce agora é uma celebridade e não ajuda andar o tempo todo com o Umbra Mortis. Ainda mais que eles receberam uma ordem dos Asteris de ficarem na encolha e em momento algum saírem da linha ou seus parentes vão sofrer as consequências. O que não vai ser muito fácil já que seu pai resolve negociar o casamento de Bryce sem seu consentimento com Cormac Donnall, Príncipe Herdeiro de Avallen. E a notícia do noivado vem junto com a de que novos arcanjos foram escolhidos para os lugares de Micah e Sandriel: Ephraim e Celestina. Mas Bryce e Hunt nem tem muito tempo de processar os novos acontecimentos, pois ao chegarem em casa dão de cara com Ithan Holstrom sangrando por todo o piso.

Em uma outra vida Ithan e Bryce já haviam sido melhores amigos. Uma vida onde existia Danika Fendyr. Agora eles eram dois estranhos, mas Bryce não vai deixar de ajudar, ainda mais que Ithan agora está sem matilha. E Danika pode estar morta, mas seus atos ainda são um mistério. Tharion Ketos que o diga. Durante uma investigação ele descobre que Danika trocou e-mail durante um tempo com Sophie Renast, uma rebelde que foi capturada pela Corça ao salvar o irmão Emile de um campo de extermínio. Os dois se passavam por humanos, mas possuem poderes de pássaro-trovão. E agora Emile está sendo caçado por vários grupos. Bryce nunca que vai assistir algo do tipo sem se envolver e de quebra ela ainda pode conseguir um trunfo contra os Asteris e ter algo para negociar caso eles mudem de ideia sobre matá-la e a Hunt.

Como já disse aqui em outras resenhas dos livros da Sarah, considero ela a melhor autora de fantasia atualmente. Sei que existem varias polêmicas envolvendo seus livros, mas tirando O Senhor dos Anéis, que está um passo acima de todos os outros e é injusto se for usado em comparações, Trono de Vidro é a melhor série de fantasia que já li. E Cidade da Lua Crescente está seguindo no mesmo nível. Comprei Casa de Céu e Sopro na pré-venda, mesmo dizendo que não faria mais isso porque o preço não compensa e logo que chegou aqui comecei a ler. É claro que demorei para ler porque o livro tem quase mil páginas e é bem pesado, por isso lia poucas páginas por dia. E como li Casa de Terra e Sangue em outubro de 2020, pensei que não ia lembrar os detalhes da história e ficaria perdida nesse segundo livro. Mas assim que comecei a ler já me lembrei de tudo.

E que livro. Eu preciso do próximo porque esse terminou de um jeito de arrancar os cabelos. E para quem gosta de um crossover e surtou no primeiro livro da série com uma menção a outro casal da autora, vai querer morrer com o final desse livro. Nem sei mais como vai ficar as histórias da autora agora depois desse final. O que o começo do livro teve de "parado" do meio para o final a coisa foi um tiro após o outro e eu não conseguia parar de ler de tanta coisa que estava acontecendo com vários personagens e não conseguia fazer a ligação entre todas as descobertas e onde tudo isso ia dar. Confesso que fiquei de boca aberta com o final e agora a autora vai ter que rebolar para resolver a confusão que ela criou no final do livro.

Se for comparar Bryce as outras protagonistas da Sarah, ela não é lá essas coisas. De todas, ela é a que menos gosto. Acho ela um pouco sem sal, inconsequente, não gosto do jogo que ela faz de esconder informações cruciais dos seus amigos e principalmente de Hunt, coisa que a Aelin fazia e não me incomodava porque ela sabia o que estava fazendo hehe, e não entendo essa obsessão dela pela Danika que já está mais do que provado que não era amiga dela coisa nenhuma. Cada vez que eles mexem em alguma coisa lá vem mais um segredo cabeludo dela e confesso que mais nada me surpreende porque espero tudo dessa personagem. Que aliás está morta, mas é um personagem mais ativo na historia que muitos que ainda estão vivos.

Já Hunt, eu gosto muito e prefiro-o ao Rowan e ele está ali pau a pau com o Rhysand. Gosto de como sua história é desenvolvida e do quanto ele ainda tem a oferecer para a história. Mesmo sendo todo poderoso ele não é aquele macho escroto que geralmente vemos nos livros da autora. E não foi somente Hunt que me surpreendeu nesse livro, temos vários personagens masculinos de fazer o coração da gente perder uma batida. Tharion, Ruhn, Ithan, só para citar alguns, são todos personagens maravilhosos que a gente torce para que de tudo certo para eles, mas eles não ajudam e vão lá e fazem o favor de se meter em cada situação que fica difícil. Sinto que nos próximos livros eles terão ainda mais destaque do que tiveram nesse e serão peças importantes para os próximos movimentos do jogo.

Uma coisa que tenho reparado nos últimos livros lidos da autora é que ela vem esquentando o clima entre os casais. Eu particularmente não me incomodo de ler cenas hots nos livros, mas sei que tem muita gente que não gosta e se você pega um livro de fantasia para ler não está esperando algumas cenas como as que têm nesse livro. Eu já tinha me surpreendido com as cenas quentes em Corte de Chamas Prateadas e nesse a autora ainda se superou. Não sei se era mesmo necessário. E por fim, para finalizar essa resenha, não sei se teremos em outras edições do livro, e esse foi um dos motivos que me fez comprar na pré-venda porque a editora Record é cheia de fazer isso, nessa edição de colecionador temos algumas cenas extras que faz a gente entender alguns pontos e algumas ligações entre alguns personagens. Quanto à capa, achei essa ainda mais bonita que a do primeiro livro. 

Nota:







04 janeiro 2022

Resenha | Corte de Chamas Prateadas - Sarah J. Maas

Livro: 
Corte de Chamas Prateadas
Série: Corte de Espinhos e Rosas #4
#1 - Corte de Espinhos e Rosas
#2 - Corte de Névoa e Fúria 
Gênero: Fantasia
Autora: Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Páginas: 714
Ano: 2021

Resenha:

A guerra terminou, mas não dentro de Nestha Archeron. Ela que nem sempre foi uma pessoa fácil, viu tudo dentro dela amplificar, principalmente os sentimentos negativos, após ter sido feita pelo Caldeirão. Nestha não teve escolha, foi forçada a se tornar uma Grã-Feérica e ninguém tem ideia do que a corrói por dentro. A única maneira de abafar o que saiu junto com ela do Caldeirão, somado a toda culpa que ela carrega, é se entupindo de bebida e fazendo sexo com quem estiver disposto a ignorar que ela é cunhada do Grão-Senhor da Corte Noturna. 

Feyre foi paciente até então, esperando que Nestha fosse superar tudo o que aconteceu sozinha, mas depois de mais uma noitada financiada com o dinheiro da Corte, ela decide intervir, e dá a Nestha duas opções: ou ela se muda para a Casa do Vento para treinar com Cassian pelas manhãs e trabalha na biblioteca a tarde, ou volta para as terras humanas. Nestha fica furiosa porque realmente ela não tem escolha já que voltar não é exatamente uma opção. Mas estar tão perto de Cassian não vai ser nada fácil já que ele é o único que parece ainda conseguir tirar dela algum tipo de reação, ainda que puramente física.

E Cassian além de ter que lidar com Nestha, ainda precisa descobrir em que pé está a situação do lado humano, já que as rainhas forjaram uma perigosa nova aliança, ameaçando a frágil paz que se instalou nos reinos. Isso sem falar nos rumores sobre um antigo conjunto de artefatos mágicos, os Tesouros Néfastos: a Máscara, cujo poder é despertar e controlar os mortos; a Harpa, que pode abrir qualquer porta e a Coroa que concede a quem a usa o poder de controlar a mente de qualquer um por perto. E se tem alguém que pode encontrar esses objetos é Nestha, já que ela foi feita pelo mesmo Caldeirão que fez os artefatos. Mas será que Nestha é capaz de usar os poderes que ela fez de tudo para sufocar até então?

Eu nem sabia o que esperar desse livro porque a Nestha é o personagem que menos gosto da série toda. Até o Tamlin está na frente dela na minha lista de preferência hehe. E já fui me preparando para o que a autora ia fazer para deixar a Nestha menos odiável. Eu odiei ela logo lá no começo da série, quando vi como ela era uma folgada egoísta, não fazia nada para mudar a situação em que viviam e ainda se achava no direito de exigir as coisas da Feyre. E a babaquisse só piorou quando ela se tornou uma grã-féerica. Além de ser uma pessoa insuportável, ainda deu para culpar a Feyre por tudo o que aconteceu e acreditar que só ela sofreu perdas com a guerra.

Ela afasta todo mundo e depois faz a magoada porque recebe exatamente o que plantou. E até quase o final do livro eu quis que o Cassian desse um pé nela porque, o mulher insuportável. Ela não se aguenta de culpa e responde ao amor e gentileza das pessoas próximas com raiva e ódio. Senti-me lendo aqueles romances abusivos romantizados onde o cara pisa na mulher o livro todo e no fim ele muda por amor, mas aqui no caso os papéis estão invertidos. Nestha comete violência psicológica com todo mundo a sua volta. Ela sabe exatamente o que falar para ferir e machucar as irmãs e até Cassian, que só fez ajudar. 

E falando em ajudar quem disse que depressão se cura com treino? Aqui a autora pisou na bola e fez algo que ela já tinha feito no segundo livro quando fez de Tamlin um vilão quando seu papel era outro até então. Ela pegou a Feyre e o Rhys e fez os dois terem atitudes que não condiz com algo que ela construiu durante a trilogia. Principalmente Rhys, que além do comportamento errado com a Nestha ainda tira das mãos de Feyre uma decisão que só cabia a ela. Acho que ela fez a Nestha tão intragável que precisou deixar os outros personagens babacas também para compensar. 

E a história que era para ser da Nestha e do Cassian, mas que é só da Nestha? Temos até uns 70% do livro uma Nestha fazendo uma m@rda atrás da outra e somente nas ultimas 200 paginas que realmente temos uma história interessante. E pode se dizer que a Nestha teve sua redenção, mas em relação ao Cassian eu não consegui ver muitos sentimentos da parte de nenhum dos dois. O relacionamento deles é só sexo. Aliás achei que a autora pesou a mão nas cenas de sexo que mais parecia um livro erótico e sabemos que tem muitos adolescentes fãs da série. E em minha opinião o Cassian não passou de um pau mandado, ora da Nestha, ora do Rhys. Nem parecia que tinha quinhentos anos, a impressão era que ele que tinha acabado de virar um feérico e não a Nestha.

E tem tantas contradições no livro que eu nem sei qual comentar. O problema da Nestha que levou os amigos a tomar uma atitude era porque ela bebia demais e fazia sexo o tempo todo. Dai eles levam ela para a casa e ela só sente falta da bebida no primeiro dia, e quanto ao sexo ela continua fazendo, mas com Cassian. Podia fazer então, só que tinha que ser com um parceiro fixo? E o poder da Nestha que terminou o livro e eu não entendi o que era? Todo mundo tinha medo dela, o Rhys, as criaturas ancestrais, mas o tal poder mal aparece, só dá umas piscadas nos olhos da Nestha que ficam prateados, e toda vez que a Nestha precisa, alguém salva ela. 

Outra coisa foi o tal do treino. Aqui tem spoiler se quiser pode pular para o próximo parágrafo. Você pega um monte de mulheres que nunca fez um exercício na vida, treina elas por duas horas durante quatro meses e elas ficam tão fortes que vencem um monte de homens que estão treinando durante anos dia e noite? Mas pelo menos nessa parte dos treinos podemos conhecer duas personagens que são as melhores do livro: Gwin e Emerie. E é com as duas que podemos ver como a Nestha estava completamente errada. Porque as duas passaram por traumas horríveis e nem de longe agem como a Nestha. E falando nelas já torço por um final feliz com Mor e Azriel. Porque a Elain, continua a sem sal de sempre. E o negócio do laço de parceria que era algo raro e todo mundo tem?

Mas enfim, eu já sabia que esse livro não me agradaria completamente, e foi o que aconteceu. Temos mais de 500 páginas de uma Nestha sendo sem noção e somente 200 de história boa. E nem vou comentar o final que foi, piscou perdeu. Precisei até reler a "luta" contra a rainha porque tudo acontece em meia página. O certo é que esse livro foi mais de drama do que de fantasia. Pena que a autora focou somente no drama da Nestha e esqueceu do resto. Mas indico para quem é fã da série, principalmente da Nestha porque sua visão vai ser completamente diferente da minha hehe. Quanto à edição achei vários erros durante a leitura, inclusive troca de nomes. E essa capa prateada é linda! 

Nota:






27 outubro 2020

Resenha | Casa de Terra e Sangue - Sarah J. Maas

Livro: Casa de Terra e Sangue
Série: Cidade da Lua Crescente #01
Gênero: Fantasia
Autora: Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Páginas: 896
Ano: 2020

Resenha:

Uma eternidade antes os vanir se esgueiraram pela Fenda do Norte e tomaram Midgard, evento esse conhecido como Travessia. Desde então a vida não é nada fácil para os humanos. Somente em Lunathion, também conhecida como Cidade Da Lua Crescente, eles ainda tem alguns direitos. E se não é fácil para os humanos, é ainda pior para os mestiços. Bryce Quinlan que é metade feérica e metade humana, sempre sentiu na pele essa dificuldade. Porque apesar de ter herdado as orelhar pontudas do pai feérico, praticamente todo o resto, inclusive a fragilidade humana, ela herdou de sua mãe. Mas não foi por interesse que Bryce se tornou a melhor amiga de Danika Fendyr, alfa da Matilha dos Demônios, há cinco anos quando se conheceram na Universidade.

As duas tem uma ligação de almas e até juraram fazer a Descida juntas daqui a quatro anos quando completarem vinte e sete. A Descida é um ritual onde os vanir tomam posse total de seus poderes e a imortalidade é alcançada, mas mesmo antes disso Danika já é uma das mais poderosas de sua espécie. Mas antes disso elas querem mais é se divertir e Danika é conhecida como a Princesa Baladeira. Mas nem só de festas vivem as amigas. Enquanto Bryce trabalha em um antiquário e no momento está encarregada por sua chefe de encontrar o Chifre de Luna, uma relíquia feérica que foi roubada recentemente, Danika e sua matilha fazem a patrulha da Praça da Cidade Velha e eles foram responsáveis pela prisão de Philip Briggs, um dos rebeldes da Keres, responsáveis por uma série de explosões.

Mas Briggs é solto por um detalhe técnico e no mesmo dia se torna o suspeito e posteriormente é preso acusado de ser o mandante de uma tragédia sem tamanho que vira o mundo de Bryce de cabeça para baixo. Mas dois anos depois sua culpa é colocada em dúvida, porque um vampiro é encontrado morto com o mesmo modus operandi do crime pelo qual Briggs foi preso. E como Bryce é o único elo entre os dois crimes e também ela foi a única a ver o demônio supostamente invocado por Briggs, ela é designada para investigar os crimes e Bryce terá a ajuda e proteção de Hunt Athalar, o Umbra Mortis, o anjo caído que foi escravizado após liderar uma rebelião e hoje trabalha para o arcanjo Micah Dominus, o governador de Lunathion. 

Desde que li Corte de Espinhos e Rosas me apaixonei pela escrita da Sarah, e quando li Trono de Vidro então, quis ler tudo o que essa mulher escreve, por isso não poderia deixar de me animar quando lançou Casa de Terra e Sangue, primeiro livro da série Cidade da Lua Crescente, mesmo já tendo lido algumas resenhas bem negativas sobre a história e também algumas polêmicas envolvendo a questão da representatividade nos livros da autora e a tradução do livro para o português. E como já esperava, amei o livro e entrou no ranking de melhores livros do gênero que já li. Claro que assim como todo livro, ele não é perfeito, mas todas as coisas boas nele compensam uma ou outra falha que ele tem.

E já vou começar falando sobre as polêmicas. A Sarah é bastante criticada por não colocar representatividade em seus livros e nesse parecia que ia ter alguma quando falou-se que um dos protagonistas seria negro. Mas então a cor da pele dele foi "mudando" ao longo da história e na tradução para o português ela clareou de vez. Claro que concordo que é necessário termos protagonistas negros e toda classe de representante sim, principalmente em livros com tanta visibilidade como os dela, mas discordo de se julgar uma história por isso. Basta entender que ela é uma autora branca que escreve personagens brancos e dar mais valor para autores negros que existem no mercado que a polêmica acaba. Sem falar que estou cansada de vez autores famosos dizendo que tem representatividade em seus livros e na verdade não passa do melhor amigo gay, que não faz nenhuma diferença. 

Quanto a outras criticas que li como o tamanho do livro ser desnecessário para a história que ela escreveu e sobre ser uma cópia de seus outros livros e personagens, vou falar o que acho. A Sarah tem seus fãs e me incluo nessa, e tenho certeza de que quanto maior o livro melhor.  "Ah mas ela enrolou muito e não acontece praticamente nada", quem disse isso por acaso leu Trono de Vidro? Porque os três primeiros livros da série juntos acontece menos do que nesse. E não concordo com o não acontece nada porque teve cada coisa de tirar o fôlego nesse livro. Sobre ser uma copia, ou mistura de TOG e ACOTAR, outra vez pergunto, já leram Nicholas Sparks, Rick Riordan e Cassandra Clare só para citar alguns? Porque não vejo nada de novo nesses autores citados, seus livros tem todos a mesma formula. 

Mas isso é uma coisa ruim? Se você for levar para o gênero do suspense, é claro que queremos uma história e principalmente um final que nos surpreenda, mas eu particularmente quando amo um estilo como acontece com a Sarah, quero sempre ler mais daquilo. Bryce não chega nem perto do carisma da Aelin ou da Feyre, mas é uma boa protagonista sim, assim como Hunt não se equipara ao Rhys, mas gostei mais dele do que do Rowan. E o desenvolvimento do casal é igual o dos outros livros? Sim é, mas como já disse antes, eu não acho isso ruim. Até porque quando gosto muito de uma coisa, sempre acabo procurando outras histórias parecidas com o que acabei de ler.  

Não vou negar que o começo do livro é dificil. Até porque a autora colocou uma salada de criaturas na história. O que você imaginar tem por aqui. E como além disso tudo temos um novo cenário, com novas regras e mitologias para entender, eu por vezes voltava algumas folhas para melhor compreender as informações que estava recebendo. E também não nego que a investigação se estende por algumas páginas a mais, mas acredito que tudo o que vem sendo contado ali é para construir a estrutura da história e também o relacionamento dos protagonistas. Porque não dava para acontecer o que acontece lá pelo final do livro se não acreditássemos que eles tinham um relacionamento sólido. 

Agora o que não consegui ver foi o porque dessa nova série ser classificada como de adultos se tem as mesmas coisas que as outras duas séries da autora também tem. Ou é tudo adulta ou é tudo jovem adulto, porque as cenas violentas e as cenas de sexo são no mesmo nível. Só se for pelo uso de drogas que nesse livro rola solto. Mas enfim. Eu adorei a história e indico para todos os fãs da autora sim. Acredito que cada um tem sua opinião e até por isso temos que ler e tirar nossas próprias conclusões. Não é porque eu amei ou vice-versa, que todo mundo vai achar o mesmo que eu. Enfim, leiam e depois me contem o que acharam. Quanto a capa não gostei tanto quanto das capas das outras séries, mas pelo menos não fizeram a besteira de querer dividir o livro em tomos, igual fizeram em Trono de Vidro.

Nota:







09 março 2020

Resenha | Corte de Gelo e Estrelas - Sarah J. Maas


Livro: Corte de Gelo e Estrelas
Série: Corte de Espinhos e Rosas #3.1
#1 - Corte de Espinhos e Rosas
#2 - Corte de Névoa e Fúria 
#3 - Corte de Asas e Ruína
Gênero: Fantasia
Autora: Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Páginas: 238
Ano: 2018

Contêm spoiler dos livros anteriores 

Resenha:
Eu amei a trilogia Corte de Espinhos e Rosas e quando terminou fiquei igual a muitos fãs querendo mais sobre os personagens. Então quando surgiu esse livro, uma espécie de história intermediária entre Corte e a nova série da autora que se passa no mesmo universo, é claro que já fiquei doida para ler. Comprei ele na pré-venda e foi ai que começou minha dor de cabeça. Foi bem na época que a Saraiva deu ruim e parou de fazer as entregas. Sei que levou três meses para o livro chegar aqui em casa depois do lançamento oficial. Na verdade eu já tinha até desistido dele, o funcionário que me atendeu chegou a me dizer que o pedido havia sido cancelado. Então o livro finalmente chegou aqui em casa de surpresa.

Mas nesse tempo todo que levou para chegar muita gente leu o livro e começou a enxurrada de reclamações e resenhas negativas do livro. Então quando o livro chegou aqui eu até já tinha perdido a vontade de ler ele. Mas depois de tanto tempo eu li a resenha da Jéssica e resolvi dar uma chance para a história e não é que gostei. É claro, se for comparar com a trilogia passa longe de ser tão bom. E olha que nem estou comparando com Trono de Vidro. Mas também não é tudo isso de ruim que li na resenhas não. Não tem uma históóória assim que se diga nossa como fez jus aos livros da autora, mas para quem é fã, principalmente do casal Feysand, o livro vai matar um pouco a saudade sim.

Em pouco mais de duzentas páginas vamos acompanhar os preparativos da Corte Noturna para o Solstício de Inverno. E vamos ver como ficou a situação de cada um dos personagens no pós guerra. A reconstrução não envolve apenas a parte física, mas também a emocional de cada um. E também como o livro é narrado em sua maior parte por Feyre, vamos ver como ela está enfrentando seu novo posto como Grã-Duquesa. E temos também alguns capítulos narrados pelo Rhys, pela Mor, pelo Cassian e um mini capítulo na visão da Nestha, onde vamos ver qual foi a maldição que ela trouxe com caldeirão ao ser feita.


Eu entendo todos os pontos que o povo reclamou, mas não concordo com a maioria deles. Primeiro vou falar do Tamlin. Tá certo o Rhys não precisava fazer o que fez. Mas quem no lugar dele faria diferente depois de tudo que o Tamlin fez? Agora li resenhas dizendo que o Rhys caiu no conceito por ter feito aquilo, me poupe. O cara é maravilhoso em três livros e uma atitude dele serve para apagar tudo o que ele fez? Ninguém pode errar mais nessa vida. Ainda sobre as atitudes de Rhys acho que o povo procurou pelo em ovo ao dizer que ele foi machista ao deixar Feyre cuidando dos papeis em casa enquanto cuidava dos assuntos interessantes. Pelo que entendi era feriado e Feyre estava fazendo aquilo no dia porque queria e não porque aquele era o serviço dela por ela ser mulher.

Mas agora vamos falar sobre o que mais incomodou o povo: a Nestha. Desde o primeiro momento em que conheci a personagem eu garrei um ódio dela que não mudou até então. Por isso a minha visão sobre os acontecimentos são diferentes da de quem ama a personagem. Acho que cada um tem direito a ter sua opinião sobre cada personagem e esse é o meu. Nestha não passou de uma parasita, egoísta e folgada a trilogia toda. Isso pode mudar nos próximo capítulos? Até pode, mas até então a "promessa" de uma personagem forte e interessante não aconteceu. Nada justifica as atitudes dela até então. Até entendo ela estar passando por algum tipo de estresse pós traumático, mas e quanto aos outros. Porque vamos combinar ela não foi a unica que perdeu alguma coisa nessa guerra.

Já Elain ainda não cheirou nem fedeu. E esse laço de parceria com o Lucien é muito nada a ver. Sinceramente se fosse só por esses personagens eu nem queria ler os próximos livros. Mas temos a Mor, o Cassian, o Azriel e a Amren que continuam maravilhosos e que me fazem desejar os livros para ontem. Enfim, aguardemos os próximos capítulos. E quanto a edição está tão linda quanto a dos outros livros da série. Essa capa em especial é minha favorita até então. Para terminar recomendo para os fãs da série sim. Não tem uma história propriamente dita, mas serve para matar a saudade dos personagens que aprendemos a amar.

Nota:








07 agosto 2019

Resenha | Reino de Cinzas - Sarah J. Maas


Livro: Reino de Cinzas
Série: Trono de Vidro # 6
#1 - Trono de Vidro
#2 - Coroa da Meia-Noite
#0.5 - A Lâmina da Assassina
#3 - Herdeira do Fogo
#4 - Rainha das Sombras
#5 - Império de Tempestades
#5.5 - Torre do Alvorecer
Gênero: Fantasia
Autora: Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Páginas: 938
Ano: 2019
Resenha:

Contêm spoilers dos livros anteriores nos 3 primeiros parágrafos. 

"Era uma vez, em uma terra há muito queimada até virar cinzas, uma jovem princesa que amava seu reino..."

Dois meses já se passaram. Dois meses que Aelin foi levada por Maeve trancada dentro de um caixão de ferro e que Lysandra finge ser Aelin para todos os aliados. Até agora ninguém percebeu que essa Aelin não tem nenhuma brasa, que dirá ser a Portadora do Fogo. Nem mesmo os Lordes de Terrasen, onde eles enfim chegaram com muita dificuldade por causa do inverno que chegou mais cedo. E enquanto todos acreditam que a neve vai segurar o exército de Erawan por um tempo, Aedion tem certeza de que ele vai atacar quando a neve atingir seu ápice. E ele estava certo. Agora Aedion não sabe por quanto tempo vai conseguir segurar as tropas de Morath, que já tomou Eldrys.

Mas ele vai dar o seu melhor até a verdadeira Aelin ser encontrada. E Rowan não vai descansar enquanto não salvar sua parceira, e junto com ele nessa busca está Gavriel, Elide e Lorcan que vão fazer o impossível e o necessário para encontrar o lugar onde Maeve levou Aelin. E enquanto eles procuram, Aelin faz de tudo para suportar a tortura de Cairn. Ela já perdeu a noção do tempo e do quanto de dor ele já a fez passar, e já está difícil de discernir o que é real e o que não é. Mas ela não vai ceder. E por outro lado, Aelin tem a companhia de Fenrys, que mesmo preso em sua forma de lobo por Maeve, não deixa Aelin esquecer quem ela é.


Enquanto isso Manon, Dorian e As Treze começaram uma busca pela terceira chave de Wyrd, mas depois de semanas de procura inútil eles resolveram mudar o foco para a busca das bruxas Crochan. Manon caçou e matou as Crochan durante toda sua vida, mas agora que descobriu que seu pai era um príncipe Crochan, ela decide enfrentar o clã. Até porque toda ajuda é bem vinda. Mas o que Manon não sabe é que Dorian não desistiu de encontrar a chave e que pretende tomar o lugar de Aelin na forja do Fecho. Já Chaol, Yrene, Nesryn, Sartaq e o exército de Antica viajam para Terrasen, mas precisam fazer um desvio para Anielle. Os amigos e aliados estão todos espalhados por Erilea, mas o objetivo de todos é o mesmo, lutar por um mundo melhor.

"Mesmo que essa escuridão fragmentada ainda morasse dentro dela, mesmo que até mesmo falar fosse difícil, ela mostraria o que eles desejavam ver. A Portadora do Fogo, inquebrável. Aelin do Fogo Selvagem."

Nem sei como escrever essa resenha de tanto que essa série mexeu comigo. Eu li esse ultimo livro com um sorriso nos lábios, com lágrimas nos olhos e com o coração apertadinho. Foram tantas emoções com essa série que eu não queria que ela terminasse nunca, e ao mesmo tempo queria ler o final logo para saber como ia terminar a história dos personagens que aprendi a amar ao longo dos livros, se possível com todo mundo vivo e bem hehe. Não foi possível, nunca é. Mas até que achei o saldo positivo. O problema é que quem se foi levou uma parte do meu coração junto e como doeu. Ainda não me conformo.

Falar que a Sarah escreveu uma história maravilhosa é chover no molhado. Acho que quem acompanhou minhas resenhas da série viu o quanto a Sarah foi gênio e como eu amei essa mulher a cada novo livro lido. Por isso não vou ficar me repetindo, só vou deixar aqui meus sentimentos por cada um desses personagens que ganharam um lugar especial no meu coração. E não foram poucos personagens. E uma coisa que amei foi que todos tiveram seu momento, nenhum deles foi apenas mais um ou fez figuração nessa história. Apesar da quantidade de personagens, cada um teve uma participação mais do que especial e no fim fica aquela sensação de dever cumprido. Claro que será algo superficial, até porque é impossível colocar em palavras o que eu senti lendo o livro.


Vamos começar por uma das minhas personagens favoritas e que me fez derramar muitas lágrimas ao longo do livro: Manon. Fala se muito de personagem forte e empoderada, mas quem não conhece a Manon ainda não sabe o que é isso. Que trajetória dessa mulher. Eu que quando vi ela pela primeira vez pensei que estava ali a grande vilã de Trono de Vidro. Me enganei totalmente. Eu ri, chorei e torci muito por ela. Sua relação com Dorian foi linda, um dos melhores casais do livro. Mas As Treze é algo que vai além. E teve uma cena que foi a que dilacerou meu coração, precisei parar de ler de tanto que chorei. Manon, uma das personagens favoritas para sempre.

Já que falei de Dorian, o que dizer do príncipe que fechava os olhos para as atrocidades do pai e que virou um rei com toda a majestade que o título deve trazer. Teve momentos na história que eu desacreditei dele, mas ele foi lá e mostrou que eu estava errada. Tecnicamente o personagem mais "forte" desse livro contando com os poderes, mas que ao mesmo tempo foi um dos mais frágeis e que mais teve perdas ao longo da história. Um dos melhores personagens masculinos do livro. E junto a Dorian não posso deixar de falar de Chaol que me fez mudar de ideia sobre ele várias vezes ao longo dos livros. O personagem mais leal da história, que mesmo sendo o único praticamente que não tinha nenhum tipo de poder, foi um dos que mais lutou por um mundo melhor.


E não dá para falar sobre Chaol sem falar de Yrene já que os dois estão ligados para todo sempre. Essa garota que apareceu lá em um conto e que ninguém dava nada por ela, mas que foi fundamental para a vitória. Ai como eu queria soltar um monte de spoilers aqui para dizer o quanto Yrene fez a diferença nesse livro, mas vocês vão ter que acreditar em mim quando digo que Yrene é magnifica. E falando em mulheres que ninguém dava nada temos Elide, que junto a Lorcan também fizeram essa história memorável. Elide que assim como Chaol não tinha nenhum "poder", mas que mostrou que a inteligencia e a astucia podem valer muito mais em uma guerra.

Agora vou falar do personagem que mais me fez ter sentimentos contraditórios nessa história: Aedion. Como odiei ele pela forma que ele tratou Lysandra por boa parte do livro, por não aceitar ter sido enganado por ela e por Aelin. Mas como sofri junto por ver o tamanho do fardo que ele carregou e por ele não ter desistido em nenhum momento, mesmo quando estava tudo contra ele e seus exércitos. Mais um casal que vai ficar marcado, o casal da esperança. E também temos outro casal que nesse livro em específico não brilhou tanto, mas que já tinha me ganhado por também representar esperança e pelo amor que unia eles. Estou falando de Nesryn e Satarq, que sem seus exércitos essa guerra não teria sido vencida.


E ainda temos Rowam e seus iguais que também foi outro núcleo da história me me fez chorar horrores. Fenrys meu Deus, que personagem. Amei, amei amei. E Rowan que eu não botava nenhuma fé, foi o par ideal para Aelin. Ah se todos os homens fossem como ele. E claro finalmente vamos falar dela, a garota que mais cresceu ao longo dessa história. A assassina que se doou por seu povo. É só começar a falar de Aelin que meus olhos já se enchem de lágrimas. O que essa mulher sofreu não está escrito, mas a paixão e o amor dela por seu povo não deixou que ela desistisse quando tudo estava contra ela. Depois de muito ler sobre heroínas finalmente eu descobri o que significa ser uma. O nome dela deveria estar lá no dicionário para definir essa palavra.

Eu poderia ficar aqui horas falando sobre o livro e sobre a série. Mas sei que nunca será o suficiente. Sei que deixei muita gente importante de fora dessa resenha, mas se fosse falar o que cada um deles significou, essa resenha não ia terminar nunca. A unica coisa que posso fazer é dizer para você que é fã de fantasia e ainda não leu essa série, é não perder mais tempo e ir ler logo essa história magnifica. Quanto a edição, eu amo essa capa, mas A Lâmina da Assassina ainda é a minha favorita da série. Enfim, termino essa resenha com um aperto no peito, porque Trono de Vidro foi uma história que me marcou e que eu me lembre foi uma das que mais me fizeram chorar de tanta emoção que senti lendo ela.

Nota:









03 agosto 2019

Resenha | Torre do Alvorecer - Sarah J. Maas


Livro: Torre do Alvorecer
Série: Trono de Vidro #5.5
#1 - Trono de Vidro
#2 - Coroa da Meia-Noite
#0.5 - A Lâmina da Assassina
#3 - Herdeira do Fogo
#4 - Rainha das Sombras
#5 - Império de Tempestades
Gênero: Fantasia
Autora: Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Páginas: 664
Ano: 2018
Resenha:
Dorian Havilard sempre foi mais do que o Príncipe Herdeiro para Chaol Westfall. Dorian é seu melhor amigo, é seu irmão. E Chaol sempre soube que se precisasse daria sua vida pela de Dorian. E foi o que ele fez ao enfrentar o Rei, mesmo sabendo que não teria nenhuma chance de vencer, mas se com isso Aelin teria o tempo que precisava para salvar Dorian, Chaol o fez com prazer. E por um milagre ele saiu vivo da luta contra o Rei, mas seu corpo foi quebrado e mesmo Rowan fazendo o que pode, não conseguiu consertar sua coluna. Agora sua única chance de recuperação reside nas lendárias curandeiras da Torre Cesme em Antica, a fortaleza do poderoso império do continente do sul. E além de ir em busca de cura para seu corpo quebrado, Chaol, agora Mão do novo rei de Adarlan, também está em uma missão diplomática.

Com a guerra prestes a estourar, Aelin e Dorian vão precisar de toda ajuda possível e Chaol e Nesryn Faliq, agora a nova Capitã da Guarda Real, recebem a dura tarefa de convencer o khagan e os seis potenciais herdeiros a lutar com seus exércitos contra Erawan. E enquanto Chaol está incomodado por ter que encarar o Grande Khagan em uma cadeira de rodas, Nesryn está que é só nervos por voltar a sua terra natal. E eles não poderiam chegar em pior hora. A filha mais nova do khagan acabou de falecer, e eles sabem a verdade sobre Aelin. E mais, sabem que Adarlan foi destruído pelas bruxas e que Dorian sumiu. Mas mesmo negando ajuda para a guerra, o khagan diz que é decisão da Torre aceitar curar Chaol ou não. E quem vai decidir isso é Yrene Towers, que está na Torre a apenas dois anos, mas que já terminou seu treinamento com nota máxima e está pronta para ir para casa.

Mas antes dela ir a alta-curandeira, que cogitava ter em Yrene uma substituta, pede que ela cure Chaol, o que deixa Yrene mortificada pois ela sabe que Chaol era Capitão da Guarda Real de Adarlan, e acredita que ele compactuava com as atrocidades do Rei. Mas Yrene aceita o trabalho e se assusta com o que encontra em Chaol. O ferimento não é apenas físico, mas existe dentro dele uma sombra de algo que ela não consegue identificar. E enquanto tenta descobrir uma maneira de curar Chaol, Yrene percebe que sua vida está em risco e Chaol é obrigado a lhe contar sobre os valgs. E enquanto Chaol passa pelo processo de cura, Nesryn parte na companhia do príncipe Sartaq para descobrir mais sobre o mal que os rodeia e eles descobrem que a coisa toda é bem pior do que eles imaginavam.

"Chaol ainda tinha muito que fazer. Juramentos para manter.
E ao olhar para ela, para aquele sorriso...
Vida. Tinha a vida para saborear, pela qual lutar.
E a destruição que começara e terminara ali... Sim, pertencia a ele. Tinha permissão de se destruir, para que o conserto pudesse começar.
Para que ele pudesse começar de novo."

Depois do final arrasador de Império de Tempestades, eu dei um tempo na série para me recuperar psicologicamente. (Quem está comentando sobre eu ler os livros muito rápidos, eu não li tudo de uma vez não, só as resenhas que estou publicando uma atrás da outra hehe). Terminei Império de Tempestades em lagrimas e mesmo acreditando que Torre do Alvorecer não seria tão forte quanto seu anterior, resolvi esperar um pouco para começar a leitura. Ledo engano. Torre do Alvorecer não é apenas mais um livro, daqueles que geralmente tem nos livros em séries, onde o autor escreve um ou mais livros só para encher linguiça. Torre do Alvorecer é essencial para a finalização dessa história magnifica criada pela autora. E mais uma vez comprovei o quanto a Sarah é gênio, porque depois de tantos livros ficou comprovado que ela já sabia o que ia escrever e como ia finalizar a história desde o começo.


Ela não se deixou levar pelo crescimento da história, e olha que a história cresceu, ficou gigante, e foi "criando" as coisas conforme os livros iam sendo lançados, como é costume de quase todos os autores. Ela sabia bem o que queria contar desde o primeiro livro. Tanto que nós leitores vamos sendo surpreendidos a cada novo livro, porque tem coisas lá do primeiro livro que só agora que começamos a entender, mas que se encaixam perfeitamente em tudo o que foi sendo revelado. Trono de Vidro é como ir montando um quebra-cabeça aos poucos, é só ir encaixando as peças, porque todas elas estavam lá desde o começo, só precisava ser encaixada para que a gente pudesse enxergar a grandeza dessa história.

Confesso que nos últimos volumes, Chaol era o personagens que estava lá no fim da fila na minha lista de preferencia. E nem senti falta dele em Império de Tempestades. Por isso acreditei que esse livro teria uma leitura mais fácil, que não ia me envolver tanto com a história e seus personagens, tolinha eu. Chaol me conquistou de uma maneira que ele subiu lá para o começo da lista. Sua lealdade é uma coisa que leitor nenhum discute, mas nesse livro descobrimos um Chaol que é acima de tudo humano em um mundo onde todos que ele conhece tem alguma habilidade especial ou um "dom". Ele é a esperança da humanidade, é aquele sentimento de que se ele consegue, eu também consigo.


E foi lindo ver seu processo de cura, não somente física, mas principalmente a cura de sua alma. A culpa que alimentava sua enfermidade e que ele vai aceitando e acreditando nele mesmo. E falando em cura temos aqui outro personagem que também entrou para minha lista de favoritos. Uma personagem que conhecemos lá em A Lamina da Assassina, e que vi tanta gente desprezando e achando que seu conto em especial era desnecessário. Ah Sarah, como eu te amo por ter escrito A Assassina e a Curandeira e ligado duas personagens maravilhosas como Yrene e Aelin. Yrene será fundamental na guerra que está por vir. Queria ficar aqui horas falando sobre esse dois, mas como quero que vocês leiam o livro, só vou dizer mais uma coisa, de todos os casais que a Sarah juntou nos últimos livros, Yrene e Chaol foi o que mais eu torci para que desse certo.

E falando em casal temos Nesryn e Sartaq que foi outro casal que torci como louca para que ficassem juntos. Eles são tão fofos juntos que dá até aquele quentinho no coração. E Nesryn mostrou a que veio nesse livro. Eu já gostava muito dela antes, mas aqui ela viveu tantas aventuras ao lado do príncipe que eu praticamente queria me tornar um personagem para voar nos rûk, as aves gigantes comandadas por Sartaq. E foi dela a descoberta que me deixou sem folego. Eu nunca que imaginei uma coisa daquelas. As ultimas 100 páginas do livro a gente lê com o coração na mão. E teve uma cena em especial que foi tão linda que me acabei de chorar. Agora só resta um livro para terminar a série e já estou sentindo a ausência dela hehe. Quanto a capa vi muita gente reclamando por ela ser diferente das outras. Mas como ia ter a Aelin na capa sendo que ela nem está no livro? Enfim, leiam essa série agora hehe.

Nota:










30 julho 2019

Resenha | Império de Tempestades - Sarah J. Maas


Livro: Império de Tempestades
Série: Trono de Vidro #5
#1 - Trono de Vidro
#2 - Coroa da Meia-Noite
#0.5 - A Lâmina da Assassina
#3 - Herdeira do Fogo
#4 - Rainha das Sombras
Gênero: Fantasia
Autora: Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Páginas: 686
Ano: 2017

Contêm spoilers dos livros anteriores. 

Resenha:
Aelin veio para Adarlan por dois motivos: recuperar o Amuleto de Orynth que na verdade é uma das chaves de Wyrd, e se vingar de Arobynn, seu antigo mestre. No processo ela fez amizade com Lysandra e salvou seu primo Aedion de ser executado. Também reencontrou Chaol que estava ajudando os rebeldes desde que fugiu do palácio. Rowan também veio para Adarlan e todos juntos conseguiram salvar Dorian, que estava possuído por um príncipe Valg, trazer a magia de volta a Adarlan e matar o rei, que antes de morrer revelou que estava sendo controlado por um servo de Erawan, o Rei Sombrio, que já está em Morath no corpo do duque de Perrington. Em Morath Manon conheceu Elide Lochan e através dela descobriu os planos do duque e outras coisas que sua avó lhe escondia e começou a repensar suas atitudes, tanto que quando teve a oportunidade acabou ajudando Aelin, mesmo que indiretamente.

E enfim Aelin chegou de volta a Terrasen, para assumir seu trono de direito. Mas isso vai ser bem mais complicado do que ela imaginava. Os governantes de Terrasen não reconhecem Aelin como Rainha, pois ela ficou anos longe Terrasen sem fazer nada por seu povo e ainda por cima estava servindo ao inimigo. Eles proíbem Aelin de pisar em Orynth e informam Aedion que Devastação não se reporta mais a ele. Aelin fica possessa, mas aceita a decisão com um juramento de sangue onde diz que quando eles precisarem de sua ajuda, e eles vão precisar pois Erawan está de volta, ela vai estar pronta para ajudar seu povo. Enquanto isso em Morath, Manon recebe ordens de atacar Forte da Fenda e destruir a muralha de vidro construída por Aelin. E trazer Dorian, vivo ou morto.

Depois da partida de Aelin para Terrasen e de Chaol e Nesryn para Antica em busca de cura para sua coluna quebrada, Dorian está praticamente sozinho, pois todos que conhecia estão mortos. E quando as bruxas atacam, a cidade cai e Dorian só não é morto porque Manon, contrariando as ordens de Erawan e traindo sua avó a Grã-Bruxa e Matriarca das Bico Negro, salva ele matando algumas bruxas no processo e vai pagar caro por isso. Rowan que havia sido enviado por Aelin chega logo em seguida, e leva Dorian para a Baia da Caveira, onde marcou de se encontrar com Aelin. E enquanto isso Elide segue para o norte para entregar uma das chaves de Wyrd para Celaena, que ela não tem ideia de que é Aelin, e seu caminho acaba cruzando com o de Lorcan. Mas Aelin que não está mais no norte, recebe uma missão de Brannon, encontrar o Fecho das chaves de Wyrd no Pântano de Pedra em Eyllwe.

— É a calmaria antes da tempestade, Aedion. (...).
— Uma tempestade está vindo. Uma grande tempestade.”

Antes de mais nada já vou começar falando da polêmica que foi a editora dividir o livro em dois, Tomo 1 e Tomo 2. A desculpa foi que o livro ia ficar muito grande, mas se somar as páginas dos dois livros não chega a 700 páginas, o que é quase o mesmo tanto de páginas do livro quatro. E tem muitos livros que tem bem mais páginas que isso. Eu particularmente não me incomodei tanto pela divisão e sim por causa da cor do livro que todos são brancos, com exceção dos livros de contos, e o Tomo 2 é azul claro. Ficou bem esquisito na estante. E graças a Deus que no ultimo livro ouviram os fãs, porque a primeira capa divulgada de Reino de Cinzas apareceu escrito Tomo 1 e o povo caiu matando e mudaram de ideia. A minha resenha será dos dois livros, mas vou me referir a ele como um somente.

Eu terminei o livro literalmente em lágrimas. Ainda não tinha chorado lendo essa série, mas o final de Império de Tempestades foi devastador. Doeu ler as ultimas páginas do livro. A gente acompanha o personagem por vários livros e então acontece algo com ele e é como se estivesse acontecendo com a gente. Eu senti o que Aelin e companhia estavam sentindo, também me vi sem saber o que fazer e como agir e até vou dar um tempo antes de ler o próximo livro para me recuperar desse, porque foram muitas emoções. Eu cheguei a sonhar com a história de tão marcante que foi e só espero que o final seja arrasador e que tudo se encaixe novamente, o que acredito que vai acontecer porque a Sarah é maravilhosa e se tornou uma das minhas autoras favoritas, confio nela para terminar essa história como ela merece.

Uma coisa que me vem me surpreendendo nesses últimos livros lidos é que a Sarah já sabia o que ia escrever lá atrás quando começou a escrever os livros, ela não foi criando conforme foi escrevendo. Porque tem coisas que estão no primeiro livro da série e que só agora foi revelado a importância do fato. Tem coisas que o leitor as vezes nem percebeu e deixou passar em branco, mas que nesse livro vemos que tudo fazia parte do plano. E volto a reiterar o que disse na resenha do livro anterior, leia o livro A Lâmina da Assassina depois do segundo ou no máximo do terceiro livro, porque muitas coisas dos contos e personagens que apareceram somente neles, vão fazer toda a diferença nesse livro. E eles aparecem na hora certa e vai dando aquele alento no nosso coração que estava apertadinho ao ver que Aelin e cia. eram tão poucos perto de tanto mal.


Eu nem sei mais o que dizer para elogiar os personagens dessa série. Aelin meu Deus, é incrível. Ela é inteligente, forte, uma líder nata que não mede sacrifícios para ver o bem do seu povo. Ela passa longe daquela garota arrogante que saiu de Endovier, como ela cresceu ao longo da série. E enfim, depois de tantos livros pude ver o que a autora estava preparando para ela ao colocar Rowan como o seu par. Fiquei de cara com uma revelação no final do livro. Aelin sozinha é maravilhosa, mas os dois juntos são perfeitos. Um ressalta o que de melhor existe no outro e eu que até então não tinha visto nada no Rowan, me rendi a ele. Junto a Rowan temos sua ex equipe de guerreiros feéricos, que tiveram um enorme destaque nesse livro e eu ficava torcendo para que eles conseguissem contornar as ordens de Maeve. E falando na coisa, espero que ela tenha um final trágico porque o mulherzinha ruim. Erawan é bonzinho perto dela.

E temos também minha co/personagem favorita da série Manon tomando uma atitude que me arrepiou. Eu achei que ela ia fazer alguma coisa com tudo o que estava acontecendo, mas aquilo que ela fez eu nunca que esperava. E amei ver ela formando um casal com o Dorian, que foi outro que me surpreendeu muito positivamente. Assim como Aelin, ele também não é mais o garoto fraco do primeiro livro. E falando em casal esse livro foi uma formação de par para todos os lados. A autora que até então não tinha focado no romance, decidiu que ninguém ia ficar sozinho e todo mundo se arranjou. Eu vi algumas pessoas reclamando disso, mas eu como romântica incurável que sou, amei hehe. Torci muito por Elide e Lorcan, que tiveram um grande destaque nesse livro e por Aedion e Lisandra, que também foi uma das minhas personagens preferidas no livro.

Eu poderia ficar horas aqui falando de todos os personagens que fizeram desse livro, a segunda parte em especial, o melhor da série na minha opinião até o momento. Mas sei que mais da metade do povo nem lê a resenha, vide o que escrevem nos comentários. Por isso vou parar por aqui. Não sem antes dizer que nem senti falta do Chaol, que terá seus passos contado no próximo livro, e claro, indicar o livro para todo fã de livros de fantasia. Volto a dizer, desde O Senhor dos Anéis que eu não lia uma história tão bem construída como Trono de Vidro. E só para finalizar amei essa capa, mas em comparação com as outras da série, acho essa a mais fraca de todas.

Nota:








29 julho 2019

Resenha | Rainha das Sombras - Sarah J. Maas


Livro: Rainha das Sombras
Série: Trono de Vidro #4
#1 - Trono de Vidro
#2 - Coroa da Meia-Noite
#0.5 - A Lâmina da Assassina
#3 - Herdeira do Fogo
Gênero: Fantasia
Autora: Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Páginas: 644
Ano: 2016

Contêm spoilers dos livros anteriores.

Resenha:
"Estava na hora.
Um fôlego; então outro.
Ela era a Herdeira do Fogo.
Ela era fogo e luz e cinzas e brasa. Era Aelin Coração de Fogo e não se curvaria para nada nem ninguém, exceto a coroa que era dela por direito, por sobrevivência e por triunfo."

Celaena Sardothien finalmente aceitou quem é, e deixou Aelin Ashryver Galathynius voltar a vida. Ela assumiu sua posição como rainha e Herdeira do Fogo e conseguiu as respostas que precisava de sua tia Maeve, a rainha dos feéricos. Mas antes de voltar para Terrasen e assumir seu lugar de direito, ela ainda precisa se passar por Celaena mais uma vez e acertar as contas com Arobynn Hamel. Por isso ela deixa Rowan para trás e parte para Adarlan. Manon venceu os Jogos de Guerra e agora é a Líder Alada e vai liderar as bruxas nos serviços para o rei. Enquanto isso em Forte da Fenda o rei descobriu sobre os poderes de Dorian e fez do próprio herdeiro seu escravo ao colocar nele uma coleira que permite o controle e possessão. E Chaol conseguiu fugir graças a Dorian, mas Aedion foi descoberto e preso para ser usado como isca para Aelyn.

Aelin não tem nem ideia do que aconteceu em Adarlan enquanto esteve fora, e seu objetivo no reino é recuperar o Amuleto de Orynth que está com Arobynn, que não sabe que na verdade tem em seu poder a terceira e ultima chave de Wyrd. Mas quando ela se encontra com seu antigo mestre, Aelin fica sabendo que seu primo Aedion será executado dentro de três dias. Arobynn oferece seus serviços para Aelin em troca de ela capturar um demônio valg para ele. O desejo de Aelin é matar Arobynn por tudo o que ele fez com ela, mas no momento ela vai precisar de sua ajuda para conseguir salvar Aedion. Seu segundo encontro em Adarlan é com Chaol, que depois de fugir do rei se juntou aos rebeldes e está combatendo a nova guarda do rei, que voltou a caçar e executar os antigos possuidores de magia.

Seu plano era matar o rei e colocar Dorian no trono, mas quando Aelin conta no que Dorian pode ter se transformado, Chaol fica ainda pior por ter abandonado o amigo, e mesmo relutante no começo, acaba contando a Aelin como trazer a magia de volta para Adarlan. E Aelin também vai se tornar aliada de Lysandra depois que elas colocam as diferenças de lado. Enquanto isso Manon Bico Negro está há um mês em Morath, a fortaleza montanhosa do duque Perrington. Ela sabe que alguma coisa muito errada acontece dentro das montanhas, pois, o cheiro nas pessoas que vivem lá é errado. Mas entre tantos cheiros ruins ela sente um diferente, o da sua nova criada, Elide Lochan, que acaba se tornando sua espiã e é assim que ela descobre que algo muito ruim está por vir e faz com que Manon, que nunca teve medo de nada nem ninguém, comece a questionar suas atitudes. 

— Eles não o mataram. Uma espada, ou fogo, ou água, ou força não poderia matar Erawan nem destruir o corpo. (...) O Olho o conteve. Apenas por um curto período. (...) — Então construíram um sarcófago de ferro e algum tipo de pedra indestrutível. E o colocaram em uma tumba selada, sob uma montanha... uma cripta escura... tão escura que não havia ar, não havia luz. (...)
— Está dizendo que jamais mataram Erawan — comentou Chaol. (...)
— Onde o enterraram? — perguntou Rowan, baixinho.
— Eles o enterraram... — Suas mãos tremiam tanto que ela as abaixou. — Eles o enterraram nas montanhas Negras e construíram uma Fortaleza no alto da tumba, para que a nobre família que morava acima pudesse vigiá-los para sempre.
— Não há montanhas Negras em Adarlan — afirmou o capitão.
A boca de Aelin Secou.
— Rowan — como se diz "montanhas negras" no velho idioma?
— Morath — respondeu ele.

Sei que já disse isso nas resenhas anteriores, mas gente que série é essa? Essa mulher é um gênio. Eu leio um livro da série e nossa que livro, então leio o próximo e fico uau como ela conseguiu melhorar o que já era ótimo? Até nas partes que parecem que o ritmo da história diminui e você pensa agora vai dar uma enrolada, mas não, era tudo parte de um plano e logo em seguida você fica com cara de besta porque não percebeu o que estava acontecendo, e a autora tira uma com a nossa cara por ter achado que a história finalmente ia dar uma "parada". Sem dúvida esse é o melhor da série até agora e mesmo o livro sendo enorme, dá para ser lido rapidamente porque a gente não consegue parar de ler. Eu demorei um pouco mais porque queria que ele durasse hehe.

Antes de mais nada, quem está acompanhando as resenhas e pretende ler a série, acho legal frisar que para ler esse livro é necessário ler A Lâmina da Assassina antes dele. Mesmo não interferindo na continuidade da história, por ser um livro de contos que se passa antes do primeiro livro da série, temos personagens que aparecem nesse livro que teve sua história apresentada nos contos, e para entender bem a relação deles com a Aelin, é interessante que ele seja lido antes desse. E também preciso falar dessa edição que está mais uma vez de arrasar. Que capas maravilhosas. E essa em especial a contracapa traz um dos vestido usados por Aelin na história.

Agora vamos falar dos personagens. Aelin me conquista um pouco mais a cada livro. Que personagem incrível é ela. Isso porque ela tem apenas 19 anos. E como eu amo ela não agir com infantilidade como estou cansada de ver em protagonistas dos livros do gênero. Ela não tem tempo para isso. Ela é tão inteligente que a gente só percebe as coisas que ela faz discretamente, quando ela mesmo ou um dos outros personagens revela. Depois de tudo que ela passou, ela continua sendo forte, física e psicologicamente. E apesar de ser vaidosa e gostar de ter coisas boas, em nenhum momento ela pensa nela antes dos outros. Eu amo essa personagem, ela ganhou meu coração e só não reina absoluto nele porque temos Manon. E o que foi o finalmente encontro entre as duas?


Manon, que no meu entender merece o título do livro Rainha das Sombras. Quando ela apareceu na história achei que ela ia ser a vilã que aprenderíamos a odiar ao longo dos livros. Mas não. Manon é impressionante e quero abraçar a Sarah por ter criado alguém como ela. Ela é uma assassina fria e sem sentimentos, mas então ela não é mais porque começa a questionar o que acontece a sua volta. De todos os personagens, Manon é que mais cresce emocionalmente. E junto com ela As Treze ganham mais espaço, principalmente Asterin que não posso deixar de mencionar. E no mesmo arco também temos um novo personagem, Elide, que apesar de na primeira vista parecer ser fraca, se mostra um dos personagens chaves para o desenvolvimento da história.

Aliás as mulheres estão com tudo nessa história. Além das mencionadas temos Lysandra, que acaba se tornando a amiga e apoio que Aelin precisava, e acredito crescerá ainda mais nos próximos livros. Também preciso citar Nesryn Faliq, uma das guardas do rei e que também foi crucial em vários momentos dessa história. E pode ser que venha dai um romance com Chaol, que foi o personagem que mais me decepcionou nesse livro. Ele não aceita o fora que levou de Aelin, sem falar que ele não quer Aelin e sim Celaena, que não existe mais. E por vários momentos me irritei com ele. Mas tenho que reconhecer seu amor e lealdade a Dorian, que apareceu pouco na história, mas que o pouco foi muito relevante e quero ver como será seus próximos passos nessa história.

Desde o primeiro livro, o romance não é prioridade da autora e nesse livro continua assim. E teve foi um teste de nervos para quem torce por um romance entre Rowan e Aelin. Rowan ainda não me conquistou completamente, mas acredito que ele ainda vai tomar seu posto ao lado de Aelin. E foi interessante ver a interação entre ele e Aedion, que apesar de tudo ainda não mostrou todo seu potencial. E preciso falar do ajuste de contas de Aelin com Arobynn, que no meu ver foi sensacional. Até o fim ele tentou manipular e obter poder sobre Aelin que hoje é o que é "graças" a ele. E para terminar essa resenha que já está enorme e sei que o metade das pessoas não leem, eu indico a série é claro. Trono de Vidro sem dúvida nenhuma é uma das melhores séries de fantasia publicadas nos últimos anos.

Nota:









25 julho 2019

Resenha | A Lâmina da Assassina - Sarah J. Maas


Livro: A Lâmina da Assassina
Série: Trono de Vidro #0.5
#1 - Trono de Vidro
#2 - Coroa da Meia-Noite
#3 - Herdeira do Fogo
Gênero: Fantasia
Autora: Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Páginas: 406
Ano: 2015
Sinopse:
Conheça o caminho da assassina. Pavimentado com sangue, lágrimas e suor. Implacável, sedutora, letal. Poucos conhecem seu rosto, menos ainda sobrevivem à sua fúria. Não à toa Celaena Sardothian é sinônimo de morte. Suas lâminas são certeiras, assim como seu estranho código de honra e seu aguçado senso de justiça. Mas como uma menina, encontrada agonizando pelo rei dos Assassinos de Adarlan, se tornaria a campeã do rei? Disputada pelo capitão da guarda real e o próprio príncipe herdeiro? No centro de intrigas políticas?
Acompanhe Celaena vencer um lorde pirata e toda sua tripulação; o encontro como uma curandeira; seu treinamento com o Mestre Mudo, senhor dos assassinos silenciosos, nas dunas do deserto Vermelho; a prisão nas Minas de Sal de Endovier; ou, ainda, sua luta contra o mais escorregadio e traiçoeiro dos adversários — o próprio coração.
Resenha:
A Lâmina da Assassina é um livro de contos que vai falar um pouco da vida de Celaena Sardothian antes dela ser enviada para as Minas de Sal de Endovier, que é onde ela está quando começa o livro Trono de Vidro. Esse livro por se passar antes dos acontecimentos de Trono de Vidro, dá para ser lido antes de começar a série em si, mas como ele foi lançado após o segundo livro da série, as pessoas geralmente leem ele nessa ordem. Eu li os três primeiros e como no fim do terceiro livro se deduz que Celaena vai reencontrar Arobynn Hamel, rei dos assassinos, decidi ler os contos para saber mais sobre a relação de Celaena com a pessoa que a transformou em quem ela é no começo de Trono de Vidro, a famosa assassina de Adarlan.

O livro tem cinco contos, todos denominados como A Assassina e alguém e todos pelo ponto de vista de Celaena. Logo no primeiro conto vemos uma Celaena completamente diferente da que encontramos no começo de Trono de Vidro. Celaena ainda não foi traída e muito menos quebrada nas Minas de Endovier e por isso podemos conhecer a assassina em sua total forma. Ela tem uma arrogância e um ar de superioridade de alguém que sabe ser a melhor no que faz, e se eu já não fosse apaixonada por ela ficaria com um pé atrás com a personagem. Mas logo nas primeiras páginas conseguimos ver que ela é muito inteligente e que apesar de assassina, ela tem seu próprio código de honra.

No primeiro conto A Assassina e o Lorde Pirata, vamos acompanhar Celaena aos dezesseis anos em uma missão para Arobynn junto com Sam Cortland, que já sabemos foi seu grande amor da adolescência. Mas aqui os dois ainda não se bicam e ficam se provocando o tempo todo. Mas apesar das farpas trocadas os dois vão se juntar para tentar atrapalhar a missão depois que eles descobrem que foram enviados até o Lorde Pirata para negociar escravos. O conto é ágil e tem bastante ação e deu para ver como Celaena mesmo com pouco idade, já era muito melhor lutando do que vários homens juntos. E já deu para perceber um clima entre ela e Sam.

O segundo conto é A Assassina e a Curandeira, e é o mais curto dos cinco. Descreve a passagem de Celaena por Innish e o encontro dela com Yrene Towers. Depois de ter atrapalhado os planos de Arobynn, Celaena foi punida e mandada para o Deserto Vermelho. Eu li nas resenhas bastante gente falando que esse conto foi desnecessário e não acrescentou nada, mas acredito que a autora não dá ponto sem nó e ainda acho que veremos Yrene com um papel importante nessa história (e depois vi o sobrenome dela, o título dos próximos livros e vi que estava certa). Outra coisa que só me toquei ao ler esse conto foi sobre a aparência de Celaena, que só agora quatro livros depois, eu percebi que ela é linda fisicamente e gostei tanto disso ter sido um detalhe na história de Celaena, e não algo fundamental, como vemos em muitas protagonistas por ai.


O terceiro conto, A Assassina e o Deserto é o mais interessante dos cinco. Celaena vai treinar com o Mestre Mudo, comandante dos Assassinos Silenciosos, segundo Arobynn, para aprender obediência e disciplina. Lá ela conhece e faz amizade com Ansel. E realmente Celaena aprende muito com eles, porque logo que chega ao deserto ela tem que deixar de lado a arrogância e a autossuficiência e vai aprender que dá para ser o que ela é sem ser cruel, e mesmo todos sendo concorrentes, ainda dá para aprender uns com os outros. É onde vemos Celaena se transformando na garota que não mata os alvos do rei de Adarlan quando ela é paga para isso. O que mais gostei no conto foram as partes dos treinamentos. E nesse conto em especial temos as bruxas inseridas na história e por isso que na minha opinião, esse livro deve ser lido antes do terceiro livro da série.

No quarto conto A Assassina e o Submundo, Celaena volta do deserto pronta para se desligar de Arobynn, mas é surpreendida com um pedido de desculpas de seu mestre. Sem saber como agir Celaena acaba aceitando mais uma missão e vai trabalhar novamente com Sam, que nesse período em que esteve longe dele Celaena descobriu se importar muito mais com o rapaz do que ela pensava, e conviver com Lysandra, uma garota que ela odeia desde os dez anos e que está prestes a ter sua virgindade leiloada. E depois de ler três livros e ver Celaena se envolver com Dorian, Chaol e possivelmente Rowan, até que enfim eu consegui ver algum sentimento da parte dela. Até que enfim apareceu um romance, porque me desculpe quem shippou os nomes que falei, mas não teve romance com eles, foi só um lance forçado pela autora. O que é uma pena porque a gente já sabe como vai terminar com o Sam.

E por fim em A Assassina e o Império é o começo do fim, ou do começo. Essa parte vai contar os últimos momentos de Celaena antes dela ser traída e presa. Eu comecei a ler achando que como já sabia o que ia acontecer estava preparada para o que iria ler. Ledo engano. Meu coração ficou apertadinho quando vi o rumo que as coisas estavam tomando e o pior era saber que aquilo ia acontecer mesmo, não dava para mudar nada. E odiei muito uma pessoa e espero que ela tenha o que merece em algum momento dessa história, porque depois do que ela fez... 

Enfim, é um livro que eu particularmente acho necessário a leitura para entender como as coisas chegaram naquele ponto e principalmente para entender a personagem Celaena em si. E cada conto tem uma particularidade e personagens marcantes, que com certeza em algum momento terão sua relevância para a história. Quanto às capas, eu amo todas dessa série, mas essa em questão é a minha favorita até o momento. E termino essa resenha dizendo que se você ainda não começou a leitura dela, não perca mais tempo.

Nota:











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