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07 agosto 2019

Resenha | Reino de Cinzas - Sarah J. Maas


Livro: Reino de Cinzas
Série: Trono de Vidro # 6
#1 - Trono de Vidro
#2 - Coroa da Meia-Noite
#0.5 - A Lâmina da Assassina
#3 - Herdeira do Fogo
#4 - Rainha das Sombras
#5 - Império de Tempestades
#5.5 - Torre do Alvorecer
Gênero: Fantasia
Autora: Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Páginas: 938
Ano: 2019
Resenha:

Contêm spoilers dos livros anteriores nos 3 primeiros parágrafos. 

"Era uma vez, em uma terra há muito queimada até virar cinzas, uma jovem princesa que amava seu reino..."

Dois meses já se passaram. Dois meses que Aelin foi levada por Maeve trancada dentro de um caixão de ferro e que Lysandra finge ser Aelin para todos os aliados. Até agora ninguém percebeu que essa Aelin não tem nenhuma brasa, que dirá ser a Portadora do Fogo. Nem mesmo os Lordes de Terrasen, onde eles enfim chegaram com muita dificuldade por causa do inverno que chegou mais cedo. E enquanto todos acreditam que a neve vai segurar o exército de Erawan por um tempo, Aedion tem certeza de que ele vai atacar quando a neve atingir seu ápice. E ele estava certo. Agora Aedion não sabe por quanto tempo vai conseguir segurar as tropas de Morath, que já tomou Eldrys.

Mas ele vai dar o seu melhor até a verdadeira Aelin ser encontrada. E Rowan não vai descansar enquanto não salvar sua parceira, e junto com ele nessa busca está Gavriel, Elide e Lorcan que vão fazer o impossível e o necessário para encontrar o lugar onde Maeve levou Aelin. E enquanto eles procuram, Aelin faz de tudo para suportar a tortura de Cairn. Ela já perdeu a noção do tempo e do quanto de dor ele já a fez passar, e já está difícil de discernir o que é real e o que não é. Mas ela não vai ceder. E por outro lado, Aelin tem a companhia de Fenrys, que mesmo preso em sua forma de lobo por Maeve, não deixa Aelin esquecer quem ela é.


Enquanto isso Manon, Dorian e As Treze começaram uma busca pela terceira chave de Wyrd, mas depois de semanas de procura inútil eles resolveram mudar o foco para a busca das bruxas Crochan. Manon caçou e matou as Crochan durante toda sua vida, mas agora que descobriu que seu pai era um príncipe Crochan, ela decide enfrentar o clã. Até porque toda ajuda é bem vinda. Mas o que Manon não sabe é que Dorian não desistiu de encontrar a chave e que pretende tomar o lugar de Aelin na forja do Fecho. Já Chaol, Yrene, Nesryn, Sartaq e o exército de Antica viajam para Terrasen, mas precisam fazer um desvio para Anielle. Os amigos e aliados estão todos espalhados por Erilea, mas o objetivo de todos é o mesmo, lutar por um mundo melhor.

"Mesmo que essa escuridão fragmentada ainda morasse dentro dela, mesmo que até mesmo falar fosse difícil, ela mostraria o que eles desejavam ver. A Portadora do Fogo, inquebrável. Aelin do Fogo Selvagem."

Nem sei como escrever essa resenha de tanto que essa série mexeu comigo. Eu li esse ultimo livro com um sorriso nos lábios, com lágrimas nos olhos e com o coração apertadinho. Foram tantas emoções com essa série que eu não queria que ela terminasse nunca, e ao mesmo tempo queria ler o final logo para saber como ia terminar a história dos personagens que aprendi a amar ao longo dos livros, se possível com todo mundo vivo e bem hehe. Não foi possível, nunca é. Mas até que achei o saldo positivo. O problema é que quem se foi levou uma parte do meu coração junto e como doeu. Ainda não me conformo.

Falar que a Sarah escreveu uma história maravilhosa é chover no molhado. Acho que quem acompanhou minhas resenhas da série viu o quanto a Sarah foi gênio e como eu amei essa mulher a cada novo livro lido. Por isso não vou ficar me repetindo, só vou deixar aqui meus sentimentos por cada um desses personagens que ganharam um lugar especial no meu coração. E não foram poucos personagens. E uma coisa que amei foi que todos tiveram seu momento, nenhum deles foi apenas mais um ou fez figuração nessa história. Apesar da quantidade de personagens, cada um teve uma participação mais do que especial e no fim fica aquela sensação de dever cumprido. Claro que será algo superficial, até porque é impossível colocar em palavras o que eu senti lendo o livro.


Vamos começar por uma das minhas personagens favoritas e que me fez derramar muitas lágrimas ao longo do livro: Manon. Fala se muito de personagem forte e empoderada, mas quem não conhece a Manon ainda não sabe o que é isso. Que trajetória dessa mulher. Eu que quando vi ela pela primeira vez pensei que estava ali a grande vilã de Trono de Vidro. Me enganei totalmente. Eu ri, chorei e torci muito por ela. Sua relação com Dorian foi linda, um dos melhores casais do livro. Mas As Treze é algo que vai além. E teve uma cena que foi a que dilacerou meu coração, precisei parar de ler de tanto que chorei. Manon, uma das personagens favoritas para sempre.

Já que falei de Dorian, o que dizer do príncipe que fechava os olhos para as atrocidades do pai e que virou um rei com toda a majestade que o título deve trazer. Teve momentos na história que eu desacreditei dele, mas ele foi lá e mostrou que eu estava errada. Tecnicamente o personagem mais "forte" desse livro contando com os poderes, mas que ao mesmo tempo foi um dos mais frágeis e que mais teve perdas ao longo da história. Um dos melhores personagens masculinos do livro. E junto a Dorian não posso deixar de falar de Chaol que me fez mudar de ideia sobre ele várias vezes ao longo dos livros. O personagem mais leal da história, que mesmo sendo o único praticamente que não tinha nenhum tipo de poder, foi um dos que mais lutou por um mundo melhor.


E não dá para falar sobre Chaol sem falar de Yrene já que os dois estão ligados para todo sempre. Essa garota que apareceu lá em um conto e que ninguém dava nada por ela, mas que foi fundamental para a vitória. Ai como eu queria soltar um monte de spoilers aqui para dizer o quanto Yrene fez a diferença nesse livro, mas vocês vão ter que acreditar em mim quando digo que Yrene é magnifica. E falando em mulheres que ninguém dava nada temos Elide, que junto a Lorcan também fizeram essa história memorável. Elide que assim como Chaol não tinha nenhum "poder", mas que mostrou que a inteligencia e a astucia podem valer muito mais em uma guerra.

Agora vou falar do personagem que mais me fez ter sentimentos contraditórios nessa história: Aedion. Como odiei ele pela forma que ele tratou Lysandra por boa parte do livro, por não aceitar ter sido enganado por ela e por Aelin. Mas como sofri junto por ver o tamanho do fardo que ele carregou e por ele não ter desistido em nenhum momento, mesmo quando estava tudo contra ele e seus exércitos. Mais um casal que vai ficar marcado, o casal da esperança. E também temos outro casal que nesse livro em específico não brilhou tanto, mas que já tinha me ganhado por também representar esperança e pelo amor que unia eles. Estou falando de Nesryn e Satarq, que sem seus exércitos essa guerra não teria sido vencida.


E ainda temos Rowam e seus iguais que também foi outro núcleo da história me me fez chorar horrores. Fenrys meu Deus, que personagem. Amei, amei amei. E Rowan que eu não botava nenhuma fé, foi o par ideal para Aelin. Ah se todos os homens fossem como ele. E claro finalmente vamos falar dela, a garota que mais cresceu ao longo dessa história. A assassina que se doou por seu povo. É só começar a falar de Aelin que meus olhos já se enchem de lágrimas. O que essa mulher sofreu não está escrito, mas a paixão e o amor dela por seu povo não deixou que ela desistisse quando tudo estava contra ela. Depois de muito ler sobre heroínas finalmente eu descobri o que significa ser uma. O nome dela deveria estar lá no dicionário para definir essa palavra.

Eu poderia ficar aqui horas falando sobre o livro e sobre a série. Mas sei que nunca será o suficiente. Sei que deixei muita gente importante de fora dessa resenha, mas se fosse falar o que cada um deles significou, essa resenha não ia terminar nunca. A unica coisa que posso fazer é dizer para você que é fã de fantasia e ainda não leu essa série, é não perder mais tempo e ir ler logo essa história magnifica. Quanto a edição, eu amo essa capa, mas A Lâmina da Assassina ainda é a minha favorita da série. Enfim, termino essa resenha com um aperto no peito, porque Trono de Vidro foi uma história que me marcou e que eu me lembre foi uma das que mais me fizeram chorar de tanta emoção que senti lendo ela.

Nota:









03 agosto 2019

Resenha | Torre do Alvorecer - Sarah J. Maas


Livro: Torre do Alvorecer
Série: Trono de Vidro #5.5
#1 - Trono de Vidro
#2 - Coroa da Meia-Noite
#0.5 - A Lâmina da Assassina
#3 - Herdeira do Fogo
#4 - Rainha das Sombras
#5 - Império de Tempestades
Gênero: Fantasia
Autora: Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Páginas: 664
Ano: 2018
Resenha:
Dorian Havilard sempre foi mais do que o Príncipe Herdeiro para Chaol Westfall. Dorian é seu melhor amigo, é seu irmão. E Chaol sempre soube que se precisasse daria sua vida pela de Dorian. E foi o que ele fez ao enfrentar o Rei, mesmo sabendo que não teria nenhuma chance de vencer, mas se com isso Aelin teria o tempo que precisava para salvar Dorian, Chaol o fez com prazer. E por um milagre ele saiu vivo da luta contra o Rei, mas seu corpo foi quebrado e mesmo Rowan fazendo o que pode, não conseguiu consertar sua coluna. Agora sua única chance de recuperação reside nas lendárias curandeiras da Torre Cesme em Antica, a fortaleza do poderoso império do continente do sul. E além de ir em busca de cura para seu corpo quebrado, Chaol, agora Mão do novo rei de Adarlan, também está em uma missão diplomática.

Com a guerra prestes a estourar, Aelin e Dorian vão precisar de toda ajuda possível e Chaol e Nesryn Faliq, agora a nova Capitã da Guarda Real, recebem a dura tarefa de convencer o khagan e os seis potenciais herdeiros a lutar com seus exércitos contra Erawan. E enquanto Chaol está incomodado por ter que encarar o Grande Khagan em uma cadeira de rodas, Nesryn está que é só nervos por voltar a sua terra natal. E eles não poderiam chegar em pior hora. A filha mais nova do khagan acabou de falecer, e eles sabem a verdade sobre Aelin. E mais, sabem que Adarlan foi destruído pelas bruxas e que Dorian sumiu. Mas mesmo negando ajuda para a guerra, o khagan diz que é decisão da Torre aceitar curar Chaol ou não. E quem vai decidir isso é Yrene Towers, que está na Torre a apenas dois anos, mas que já terminou seu treinamento com nota máxima e está pronta para ir para casa.

Mas antes dela ir a alta-curandeira, que cogitava ter em Yrene uma substituta, pede que ela cure Chaol, o que deixa Yrene mortificada pois ela sabe que Chaol era Capitão da Guarda Real de Adarlan, e acredita que ele compactuava com as atrocidades do Rei. Mas Yrene aceita o trabalho e se assusta com o que encontra em Chaol. O ferimento não é apenas físico, mas existe dentro dele uma sombra de algo que ela não consegue identificar. E enquanto tenta descobrir uma maneira de curar Chaol, Yrene percebe que sua vida está em risco e Chaol é obrigado a lhe contar sobre os valgs. E enquanto Chaol passa pelo processo de cura, Nesryn parte na companhia do príncipe Sartaq para descobrir mais sobre o mal que os rodeia e eles descobrem que a coisa toda é bem pior do que eles imaginavam.

"Chaol ainda tinha muito que fazer. Juramentos para manter.
E ao olhar para ela, para aquele sorriso...
Vida. Tinha a vida para saborear, pela qual lutar.
E a destruição que começara e terminara ali... Sim, pertencia a ele. Tinha permissão de se destruir, para que o conserto pudesse começar.
Para que ele pudesse começar de novo."

Depois do final arrasador de Império de Tempestades, eu dei um tempo na série para me recuperar psicologicamente. (Quem está comentando sobre eu ler os livros muito rápidos, eu não li tudo de uma vez não, só as resenhas que estou publicando uma atrás da outra hehe). Terminei Império de Tempestades em lagrimas e mesmo acreditando que Torre do Alvorecer não seria tão forte quanto seu anterior, resolvi esperar um pouco para começar a leitura. Ledo engano. Torre do Alvorecer não é apenas mais um livro, daqueles que geralmente tem nos livros em séries, onde o autor escreve um ou mais livros só para encher linguiça. Torre do Alvorecer é essencial para a finalização dessa história magnifica criada pela autora. E mais uma vez comprovei o quanto a Sarah é gênio, porque depois de tantos livros ficou comprovado que ela já sabia o que ia escrever e como ia finalizar a história desde o começo.


Ela não se deixou levar pelo crescimento da história, e olha que a história cresceu, ficou gigante, e foi "criando" as coisas conforme os livros iam sendo lançados, como é costume de quase todos os autores. Ela sabia bem o que queria contar desde o primeiro livro. Tanto que nós leitores vamos sendo surpreendidos a cada novo livro, porque tem coisas lá do primeiro livro que só agora que começamos a entender, mas que se encaixam perfeitamente em tudo o que foi sendo revelado. Trono de Vidro é como ir montando um quebra-cabeça aos poucos, é só ir encaixando as peças, porque todas elas estavam lá desde o começo, só precisava ser encaixada para que a gente pudesse enxergar a grandeza dessa história.

Confesso que nos últimos volumes, Chaol era o personagens que estava lá no fim da fila na minha lista de preferencia. E nem senti falta dele em Império de Tempestades. Por isso acreditei que esse livro teria uma leitura mais fácil, que não ia me envolver tanto com a história e seus personagens, tolinha eu. Chaol me conquistou de uma maneira que ele subiu lá para o começo da lista. Sua lealdade é uma coisa que leitor nenhum discute, mas nesse livro descobrimos um Chaol que é acima de tudo humano em um mundo onde todos que ele conhece tem alguma habilidade especial ou um "dom". Ele é a esperança da humanidade, é aquele sentimento de que se ele consegue, eu também consigo.


E foi lindo ver seu processo de cura, não somente física, mas principalmente a cura de sua alma. A culpa que alimentava sua enfermidade e que ele vai aceitando e acreditando nele mesmo. E falando em cura temos aqui outro personagem que também entrou para minha lista de favoritos. Uma personagem que conhecemos lá em A Lamina da Assassina, e que vi tanta gente desprezando e achando que seu conto em especial era desnecessário. Ah Sarah, como eu te amo por ter escrito A Assassina e a Curandeira e ligado duas personagens maravilhosas como Yrene e Aelin. Yrene será fundamental na guerra que está por vir. Queria ficar aqui horas falando sobre esse dois, mas como quero que vocês leiam o livro, só vou dizer mais uma coisa, de todos os casais que a Sarah juntou nos últimos livros, Yrene e Chaol foi o que mais eu torci para que desse certo.

E falando em casal temos Nesryn e Sartaq que foi outro casal que torci como louca para que ficassem juntos. Eles são tão fofos juntos que dá até aquele quentinho no coração. E Nesryn mostrou a que veio nesse livro. Eu já gostava muito dela antes, mas aqui ela viveu tantas aventuras ao lado do príncipe que eu praticamente queria me tornar um personagem para voar nos rûk, as aves gigantes comandadas por Sartaq. E foi dela a descoberta que me deixou sem folego. Eu nunca que imaginei uma coisa daquelas. As ultimas 100 páginas do livro a gente lê com o coração na mão. E teve uma cena em especial que foi tão linda que me acabei de chorar. Agora só resta um livro para terminar a série e já estou sentindo a ausência dela hehe. Quanto a capa vi muita gente reclamando por ela ser diferente das outras. Mas como ia ter a Aelin na capa sendo que ela nem está no livro? Enfim, leiam essa série agora hehe.

Nota:










30 julho 2019

Resenha | Império de Tempestades - Sarah J. Maas


Livro: Império de Tempestades
Série: Trono de Vidro #5
#1 - Trono de Vidro
#2 - Coroa da Meia-Noite
#0.5 - A Lâmina da Assassina
#3 - Herdeira do Fogo
#4 - Rainha das Sombras
Gênero: Fantasia
Autora: Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Páginas: 686
Ano: 2017

Contêm spoilers dos livros anteriores. 

Resenha:
Aelin veio para Adarlan por dois motivos: recuperar o Amuleto de Orynth que na verdade é uma das chaves de Wyrd, e se vingar de Arobynn, seu antigo mestre. No processo ela fez amizade com Lysandra e salvou seu primo Aedion de ser executado. Também reencontrou Chaol que estava ajudando os rebeldes desde que fugiu do palácio. Rowan também veio para Adarlan e todos juntos conseguiram salvar Dorian, que estava possuído por um príncipe Valg, trazer a magia de volta a Adarlan e matar o rei, que antes de morrer revelou que estava sendo controlado por um servo de Erawan, o Rei Sombrio, que já está em Morath no corpo do duque de Perrington. Em Morath Manon conheceu Elide Lochan e através dela descobriu os planos do duque e outras coisas que sua avó lhe escondia e começou a repensar suas atitudes, tanto que quando teve a oportunidade acabou ajudando Aelin, mesmo que indiretamente.

E enfim Aelin chegou de volta a Terrasen, para assumir seu trono de direito. Mas isso vai ser bem mais complicado do que ela imaginava. Os governantes de Terrasen não reconhecem Aelin como Rainha, pois ela ficou anos longe Terrasen sem fazer nada por seu povo e ainda por cima estava servindo ao inimigo. Eles proíbem Aelin de pisar em Orynth e informam Aedion que Devastação não se reporta mais a ele. Aelin fica possessa, mas aceita a decisão com um juramento de sangue onde diz que quando eles precisarem de sua ajuda, e eles vão precisar pois Erawan está de volta, ela vai estar pronta para ajudar seu povo. Enquanto isso em Morath, Manon recebe ordens de atacar Forte da Fenda e destruir a muralha de vidro construída por Aelin. E trazer Dorian, vivo ou morto.

Depois da partida de Aelin para Terrasen e de Chaol e Nesryn para Antica em busca de cura para sua coluna quebrada, Dorian está praticamente sozinho, pois todos que conhecia estão mortos. E quando as bruxas atacam, a cidade cai e Dorian só não é morto porque Manon, contrariando as ordens de Erawan e traindo sua avó a Grã-Bruxa e Matriarca das Bico Negro, salva ele matando algumas bruxas no processo e vai pagar caro por isso. Rowan que havia sido enviado por Aelin chega logo em seguida, e leva Dorian para a Baia da Caveira, onde marcou de se encontrar com Aelin. E enquanto isso Elide segue para o norte para entregar uma das chaves de Wyrd para Celaena, que ela não tem ideia de que é Aelin, e seu caminho acaba cruzando com o de Lorcan. Mas Aelin que não está mais no norte, recebe uma missão de Brannon, encontrar o Fecho das chaves de Wyrd no Pântano de Pedra em Eyllwe.

— É a calmaria antes da tempestade, Aedion. (...).
— Uma tempestade está vindo. Uma grande tempestade.”

Antes de mais nada já vou começar falando da polêmica que foi a editora dividir o livro em dois, Tomo 1 e Tomo 2. A desculpa foi que o livro ia ficar muito grande, mas se somar as páginas dos dois livros não chega a 700 páginas, o que é quase o mesmo tanto de páginas do livro quatro. E tem muitos livros que tem bem mais páginas que isso. Eu particularmente não me incomodei tanto pela divisão e sim por causa da cor do livro que todos são brancos, com exceção dos livros de contos, e o Tomo 2 é azul claro. Ficou bem esquisito na estante. E graças a Deus que no ultimo livro ouviram os fãs, porque a primeira capa divulgada de Reino de Cinzas apareceu escrito Tomo 1 e o povo caiu matando e mudaram de ideia. A minha resenha será dos dois livros, mas vou me referir a ele como um somente.

Eu terminei o livro literalmente em lágrimas. Ainda não tinha chorado lendo essa série, mas o final de Império de Tempestades foi devastador. Doeu ler as ultimas páginas do livro. A gente acompanha o personagem por vários livros e então acontece algo com ele e é como se estivesse acontecendo com a gente. Eu senti o que Aelin e companhia estavam sentindo, também me vi sem saber o que fazer e como agir e até vou dar um tempo antes de ler o próximo livro para me recuperar desse, porque foram muitas emoções. Eu cheguei a sonhar com a história de tão marcante que foi e só espero que o final seja arrasador e que tudo se encaixe novamente, o que acredito que vai acontecer porque a Sarah é maravilhosa e se tornou uma das minhas autoras favoritas, confio nela para terminar essa história como ela merece.

Uma coisa que me vem me surpreendendo nesses últimos livros lidos é que a Sarah já sabia o que ia escrever lá atrás quando começou a escrever os livros, ela não foi criando conforme foi escrevendo. Porque tem coisas que estão no primeiro livro da série e que só agora foi revelado a importância do fato. Tem coisas que o leitor as vezes nem percebeu e deixou passar em branco, mas que nesse livro vemos que tudo fazia parte do plano. E volto a reiterar o que disse na resenha do livro anterior, leia o livro A Lâmina da Assassina depois do segundo ou no máximo do terceiro livro, porque muitas coisas dos contos e personagens que apareceram somente neles, vão fazer toda a diferença nesse livro. E eles aparecem na hora certa e vai dando aquele alento no nosso coração que estava apertadinho ao ver que Aelin e cia. eram tão poucos perto de tanto mal.


Eu nem sei mais o que dizer para elogiar os personagens dessa série. Aelin meu Deus, é incrível. Ela é inteligente, forte, uma líder nata que não mede sacrifícios para ver o bem do seu povo. Ela passa longe daquela garota arrogante que saiu de Endovier, como ela cresceu ao longo da série. E enfim, depois de tantos livros pude ver o que a autora estava preparando para ela ao colocar Rowan como o seu par. Fiquei de cara com uma revelação no final do livro. Aelin sozinha é maravilhosa, mas os dois juntos são perfeitos. Um ressalta o que de melhor existe no outro e eu que até então não tinha visto nada no Rowan, me rendi a ele. Junto a Rowan temos sua ex equipe de guerreiros feéricos, que tiveram um enorme destaque nesse livro e eu ficava torcendo para que eles conseguissem contornar as ordens de Maeve. E falando na coisa, espero que ela tenha um final trágico porque o mulherzinha ruim. Erawan é bonzinho perto dela.

E temos também minha co/personagem favorita da série Manon tomando uma atitude que me arrepiou. Eu achei que ela ia fazer alguma coisa com tudo o que estava acontecendo, mas aquilo que ela fez eu nunca que esperava. E amei ver ela formando um casal com o Dorian, que foi outro que me surpreendeu muito positivamente. Assim como Aelin, ele também não é mais o garoto fraco do primeiro livro. E falando em casal esse livro foi uma formação de par para todos os lados. A autora que até então não tinha focado no romance, decidiu que ninguém ia ficar sozinho e todo mundo se arranjou. Eu vi algumas pessoas reclamando disso, mas eu como romântica incurável que sou, amei hehe. Torci muito por Elide e Lorcan, que tiveram um grande destaque nesse livro e por Aedion e Lisandra, que também foi uma das minhas personagens preferidas no livro.

Eu poderia ficar horas aqui falando de todos os personagens que fizeram desse livro, a segunda parte em especial, o melhor da série na minha opinião até o momento. Mas sei que mais da metade do povo nem lê a resenha, vide o que escrevem nos comentários. Por isso vou parar por aqui. Não sem antes dizer que nem senti falta do Chaol, que terá seus passos contado no próximo livro, e claro, indicar o livro para todo fã de livros de fantasia. Volto a dizer, desde O Senhor dos Anéis que eu não lia uma história tão bem construída como Trono de Vidro. E só para finalizar amei essa capa, mas em comparação com as outras da série, acho essa a mais fraca de todas.

Nota:








29 julho 2019

Resenha | Rainha das Sombras - Sarah J. Maas


Livro: Rainha das Sombras
Série: Trono de Vidro #4
#1 - Trono de Vidro
#2 - Coroa da Meia-Noite
#0.5 - A Lâmina da Assassina
#3 - Herdeira do Fogo
Gênero: Fantasia
Autora: Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Páginas: 644
Ano: 2016

Contêm spoilers dos livros anteriores.

Resenha:
"Estava na hora.
Um fôlego; então outro.
Ela era a Herdeira do Fogo.
Ela era fogo e luz e cinzas e brasa. Era Aelin Coração de Fogo e não se curvaria para nada nem ninguém, exceto a coroa que era dela por direito, por sobrevivência e por triunfo."

Celaena Sardothien finalmente aceitou quem é, e deixou Aelin Ashryver Galathynius voltar a vida. Ela assumiu sua posição como rainha e Herdeira do Fogo e conseguiu as respostas que precisava de sua tia Maeve, a rainha dos feéricos. Mas antes de voltar para Terrasen e assumir seu lugar de direito, ela ainda precisa se passar por Celaena mais uma vez e acertar as contas com Arobynn Hamel. Por isso ela deixa Rowan para trás e parte para Adarlan. Manon venceu os Jogos de Guerra e agora é a Líder Alada e vai liderar as bruxas nos serviços para o rei. Enquanto isso em Forte da Fenda o rei descobriu sobre os poderes de Dorian e fez do próprio herdeiro seu escravo ao colocar nele uma coleira que permite o controle e possessão. E Chaol conseguiu fugir graças a Dorian, mas Aedion foi descoberto e preso para ser usado como isca para Aelyn.

Aelin não tem nem ideia do que aconteceu em Adarlan enquanto esteve fora, e seu objetivo no reino é recuperar o Amuleto de Orynth que está com Arobynn, que não sabe que na verdade tem em seu poder a terceira e ultima chave de Wyrd. Mas quando ela se encontra com seu antigo mestre, Aelin fica sabendo que seu primo Aedion será executado dentro de três dias. Arobynn oferece seus serviços para Aelin em troca de ela capturar um demônio valg para ele. O desejo de Aelin é matar Arobynn por tudo o que ele fez com ela, mas no momento ela vai precisar de sua ajuda para conseguir salvar Aedion. Seu segundo encontro em Adarlan é com Chaol, que depois de fugir do rei se juntou aos rebeldes e está combatendo a nova guarda do rei, que voltou a caçar e executar os antigos possuidores de magia.

Seu plano era matar o rei e colocar Dorian no trono, mas quando Aelin conta no que Dorian pode ter se transformado, Chaol fica ainda pior por ter abandonado o amigo, e mesmo relutante no começo, acaba contando a Aelin como trazer a magia de volta para Adarlan. E Aelin também vai se tornar aliada de Lysandra depois que elas colocam as diferenças de lado. Enquanto isso Manon Bico Negro está há um mês em Morath, a fortaleza montanhosa do duque Perrington. Ela sabe que alguma coisa muito errada acontece dentro das montanhas, pois, o cheiro nas pessoas que vivem lá é errado. Mas entre tantos cheiros ruins ela sente um diferente, o da sua nova criada, Elide Lochan, que acaba se tornando sua espiã e é assim que ela descobre que algo muito ruim está por vir e faz com que Manon, que nunca teve medo de nada nem ninguém, comece a questionar suas atitudes. 

— Eles não o mataram. Uma espada, ou fogo, ou água, ou força não poderia matar Erawan nem destruir o corpo. (...) O Olho o conteve. Apenas por um curto período. (...) — Então construíram um sarcófago de ferro e algum tipo de pedra indestrutível. E o colocaram em uma tumba selada, sob uma montanha... uma cripta escura... tão escura que não havia ar, não havia luz. (...)
— Está dizendo que jamais mataram Erawan — comentou Chaol. (...)
— Onde o enterraram? — perguntou Rowan, baixinho.
— Eles o enterraram... — Suas mãos tremiam tanto que ela as abaixou. — Eles o enterraram nas montanhas Negras e construíram uma Fortaleza no alto da tumba, para que a nobre família que morava acima pudesse vigiá-los para sempre.
— Não há montanhas Negras em Adarlan — afirmou o capitão.
A boca de Aelin Secou.
— Rowan — como se diz "montanhas negras" no velho idioma?
— Morath — respondeu ele.

Sei que já disse isso nas resenhas anteriores, mas gente que série é essa? Essa mulher é um gênio. Eu leio um livro da série e nossa que livro, então leio o próximo e fico uau como ela conseguiu melhorar o que já era ótimo? Até nas partes que parecem que o ritmo da história diminui e você pensa agora vai dar uma enrolada, mas não, era tudo parte de um plano e logo em seguida você fica com cara de besta porque não percebeu o que estava acontecendo, e a autora tira uma com a nossa cara por ter achado que a história finalmente ia dar uma "parada". Sem dúvida esse é o melhor da série até agora e mesmo o livro sendo enorme, dá para ser lido rapidamente porque a gente não consegue parar de ler. Eu demorei um pouco mais porque queria que ele durasse hehe.

Antes de mais nada, quem está acompanhando as resenhas e pretende ler a série, acho legal frisar que para ler esse livro é necessário ler A Lâmina da Assassina antes dele. Mesmo não interferindo na continuidade da história, por ser um livro de contos que se passa antes do primeiro livro da série, temos personagens que aparecem nesse livro que teve sua história apresentada nos contos, e para entender bem a relação deles com a Aelin, é interessante que ele seja lido antes desse. E também preciso falar dessa edição que está mais uma vez de arrasar. Que capas maravilhosas. E essa em especial a contracapa traz um dos vestido usados por Aelin na história.

Agora vamos falar dos personagens. Aelin me conquista um pouco mais a cada livro. Que personagem incrível é ela. Isso porque ela tem apenas 19 anos. E como eu amo ela não agir com infantilidade como estou cansada de ver em protagonistas dos livros do gênero. Ela não tem tempo para isso. Ela é tão inteligente que a gente só percebe as coisas que ela faz discretamente, quando ela mesmo ou um dos outros personagens revela. Depois de tudo que ela passou, ela continua sendo forte, física e psicologicamente. E apesar de ser vaidosa e gostar de ter coisas boas, em nenhum momento ela pensa nela antes dos outros. Eu amo essa personagem, ela ganhou meu coração e só não reina absoluto nele porque temos Manon. E o que foi o finalmente encontro entre as duas?


Manon, que no meu entender merece o título do livro Rainha das Sombras. Quando ela apareceu na história achei que ela ia ser a vilã que aprenderíamos a odiar ao longo dos livros. Mas não. Manon é impressionante e quero abraçar a Sarah por ter criado alguém como ela. Ela é uma assassina fria e sem sentimentos, mas então ela não é mais porque começa a questionar o que acontece a sua volta. De todos os personagens, Manon é que mais cresce emocionalmente. E junto com ela As Treze ganham mais espaço, principalmente Asterin que não posso deixar de mencionar. E no mesmo arco também temos um novo personagem, Elide, que apesar de na primeira vista parecer ser fraca, se mostra um dos personagens chaves para o desenvolvimento da história.

Aliás as mulheres estão com tudo nessa história. Além das mencionadas temos Lysandra, que acaba se tornando a amiga e apoio que Aelin precisava, e acredito crescerá ainda mais nos próximos livros. Também preciso citar Nesryn Faliq, uma das guardas do rei e que também foi crucial em vários momentos dessa história. E pode ser que venha dai um romance com Chaol, que foi o personagem que mais me decepcionou nesse livro. Ele não aceita o fora que levou de Aelin, sem falar que ele não quer Aelin e sim Celaena, que não existe mais. E por vários momentos me irritei com ele. Mas tenho que reconhecer seu amor e lealdade a Dorian, que apareceu pouco na história, mas que o pouco foi muito relevante e quero ver como será seus próximos passos nessa história.

Desde o primeiro livro, o romance não é prioridade da autora e nesse livro continua assim. E teve foi um teste de nervos para quem torce por um romance entre Rowan e Aelin. Rowan ainda não me conquistou completamente, mas acredito que ele ainda vai tomar seu posto ao lado de Aelin. E foi interessante ver a interação entre ele e Aedion, que apesar de tudo ainda não mostrou todo seu potencial. E preciso falar do ajuste de contas de Aelin com Arobynn, que no meu ver foi sensacional. Até o fim ele tentou manipular e obter poder sobre Aelin que hoje é o que é "graças" a ele. E para terminar essa resenha que já está enorme e sei que o metade das pessoas não leem, eu indico a série é claro. Trono de Vidro sem dúvida nenhuma é uma das melhores séries de fantasia publicadas nos últimos anos.

Nota:









25 julho 2019

Resenha | A Lâmina da Assassina - Sarah J. Maas


Livro: A Lâmina da Assassina
Série: Trono de Vidro #0.5
#1 - Trono de Vidro
#2 - Coroa da Meia-Noite
#3 - Herdeira do Fogo
Gênero: Fantasia
Autora: Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Páginas: 406
Ano: 2015
Sinopse:
Conheça o caminho da assassina. Pavimentado com sangue, lágrimas e suor. Implacável, sedutora, letal. Poucos conhecem seu rosto, menos ainda sobrevivem à sua fúria. Não à toa Celaena Sardothian é sinônimo de morte. Suas lâminas são certeiras, assim como seu estranho código de honra e seu aguçado senso de justiça. Mas como uma menina, encontrada agonizando pelo rei dos Assassinos de Adarlan, se tornaria a campeã do rei? Disputada pelo capitão da guarda real e o próprio príncipe herdeiro? No centro de intrigas políticas?
Acompanhe Celaena vencer um lorde pirata e toda sua tripulação; o encontro como uma curandeira; seu treinamento com o Mestre Mudo, senhor dos assassinos silenciosos, nas dunas do deserto Vermelho; a prisão nas Minas de Sal de Endovier; ou, ainda, sua luta contra o mais escorregadio e traiçoeiro dos adversários — o próprio coração.
Resenha:
A Lâmina da Assassina é um livro de contos que vai falar um pouco da vida de Celaena Sardothian antes dela ser enviada para as Minas de Sal de Endovier, que é onde ela está quando começa o livro Trono de Vidro. Esse livro por se passar antes dos acontecimentos de Trono de Vidro, dá para ser lido antes de começar a série em si, mas como ele foi lançado após o segundo livro da série, as pessoas geralmente leem ele nessa ordem. Eu li os três primeiros e como no fim do terceiro livro se deduz que Celaena vai reencontrar Arobynn Hamel, rei dos assassinos, decidi ler os contos para saber mais sobre a relação de Celaena com a pessoa que a transformou em quem ela é no começo de Trono de Vidro, a famosa assassina de Adarlan.

O livro tem cinco contos, todos denominados como A Assassina e alguém e todos pelo ponto de vista de Celaena. Logo no primeiro conto vemos uma Celaena completamente diferente da que encontramos no começo de Trono de Vidro. Celaena ainda não foi traída e muito menos quebrada nas Minas de Endovier e por isso podemos conhecer a assassina em sua total forma. Ela tem uma arrogância e um ar de superioridade de alguém que sabe ser a melhor no que faz, e se eu já não fosse apaixonada por ela ficaria com um pé atrás com a personagem. Mas logo nas primeiras páginas conseguimos ver que ela é muito inteligente e que apesar de assassina, ela tem seu próprio código de honra.

No primeiro conto A Assassina e o Lorde Pirata, vamos acompanhar Celaena aos dezesseis anos em uma missão para Arobynn junto com Sam Cortland, que já sabemos foi seu grande amor da adolescência. Mas aqui os dois ainda não se bicam e ficam se provocando o tempo todo. Mas apesar das farpas trocadas os dois vão se juntar para tentar atrapalhar a missão depois que eles descobrem que foram enviados até o Lorde Pirata para negociar escravos. O conto é ágil e tem bastante ação e deu para ver como Celaena mesmo com pouco idade, já era muito melhor lutando do que vários homens juntos. E já deu para perceber um clima entre ela e Sam.

O segundo conto é A Assassina e a Curandeira, e é o mais curto dos cinco. Descreve a passagem de Celaena por Innish e o encontro dela com Yrene Towers. Depois de ter atrapalhado os planos de Arobynn, Celaena foi punida e mandada para o Deserto Vermelho. Eu li nas resenhas bastante gente falando que esse conto foi desnecessário e não acrescentou nada, mas acredito que a autora não dá ponto sem nó e ainda acho que veremos Yrene com um papel importante nessa história (e depois vi o sobrenome dela, o título dos próximos livros e vi que estava certa). Outra coisa que só me toquei ao ler esse conto foi sobre a aparência de Celaena, que só agora quatro livros depois, eu percebi que ela é linda fisicamente e gostei tanto disso ter sido um detalhe na história de Celaena, e não algo fundamental, como vemos em muitas protagonistas por ai.


O terceiro conto, A Assassina e o Deserto é o mais interessante dos cinco. Celaena vai treinar com o Mestre Mudo, comandante dos Assassinos Silenciosos, segundo Arobynn, para aprender obediência e disciplina. Lá ela conhece e faz amizade com Ansel. E realmente Celaena aprende muito com eles, porque logo que chega ao deserto ela tem que deixar de lado a arrogância e a autossuficiência e vai aprender que dá para ser o que ela é sem ser cruel, e mesmo todos sendo concorrentes, ainda dá para aprender uns com os outros. É onde vemos Celaena se transformando na garota que não mata os alvos do rei de Adarlan quando ela é paga para isso. O que mais gostei no conto foram as partes dos treinamentos. E nesse conto em especial temos as bruxas inseridas na história e por isso que na minha opinião, esse livro deve ser lido antes do terceiro livro da série.

No quarto conto A Assassina e o Submundo, Celaena volta do deserto pronta para se desligar de Arobynn, mas é surpreendida com um pedido de desculpas de seu mestre. Sem saber como agir Celaena acaba aceitando mais uma missão e vai trabalhar novamente com Sam, que nesse período em que esteve longe dele Celaena descobriu se importar muito mais com o rapaz do que ela pensava, e conviver com Lysandra, uma garota que ela odeia desde os dez anos e que está prestes a ter sua virgindade leiloada. E depois de ler três livros e ver Celaena se envolver com Dorian, Chaol e possivelmente Rowan, até que enfim eu consegui ver algum sentimento da parte dela. Até que enfim apareceu um romance, porque me desculpe quem shippou os nomes que falei, mas não teve romance com eles, foi só um lance forçado pela autora. O que é uma pena porque a gente já sabe como vai terminar com o Sam.

E por fim em A Assassina e o Império é o começo do fim, ou do começo. Essa parte vai contar os últimos momentos de Celaena antes dela ser traída e presa. Eu comecei a ler achando que como já sabia o que ia acontecer estava preparada para o que iria ler. Ledo engano. Meu coração ficou apertadinho quando vi o rumo que as coisas estavam tomando e o pior era saber que aquilo ia acontecer mesmo, não dava para mudar nada. E odiei muito uma pessoa e espero que ela tenha o que merece em algum momento dessa história, porque depois do que ela fez... 

Enfim, é um livro que eu particularmente acho necessário a leitura para entender como as coisas chegaram naquele ponto e principalmente para entender a personagem Celaena em si. E cada conto tem uma particularidade e personagens marcantes, que com certeza em algum momento terão sua relevância para a história. Quanto às capas, eu amo todas dessa série, mas essa em questão é a minha favorita até o momento. E termino essa resenha dizendo que se você ainda não começou a leitura dela, não perca mais tempo.

Nota:











23 julho 2019

Resenha | Herdeira do Fogo - Sarah J. Maas


Livro: Herdeira do Fogo
Série: Trono de Vidro #3
#1 - Trono de Vidro
#2 - Coroa da Meia-Noite
Gênero: Fantasia
Autora: Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Páginas: 518
Ano: 2015

Contêm spoilers dos livros anteriores nos 3 primeiros parágrafos.
Atenção! Se você ainda não leu até o segundo livro e pretende ler a série, não leia nenhuma resenha ou sinopse dos próximos livros. Desse livro em diante tem um spoiler enorme que muda completamente o rumo da história.

Resenha:
Celaena Sardothien foi retirada das Minas de Sal de Endovier, onde cumpria pena de prisão perpétua por ser a assassina mais famosa de Adarlan, pelo príncipe herdeiro Dorian Havillard, para competir no torneio onde o vencedor seria nomeado o campeão do rei. Celaena venceu a competição depois de ter que enfrentar além dos outros competidores, uma coisa maligna que habitava os lugares escondidos do castelo. Ela conseguiu graças a ajuda do espírito da primeira rainha de Adarlan, Elena Havilliard e de sua amiga e confidente a princesa Nehemia. Como campeã do rei, Celaena tem que matar quem o rei quiser sem questionar os nomes que ele lhe entrega, e é assim que ela reencontra Archer Finn, um antigo conhecido, e descobre que existe um movimento que apoia Aelin Galathynius, a rainha perdida de Terrasen e que Nehemia faz parte desse grupo. 

Só Aelin será capaz de derrotar o rei, que mesmo tendo proibido a magia em Adarlan desde que assumiu o poder, parece ter acesso a algum tipo de poder e essa é a missão que Celaena recebe de Elena, descobrir de onde vem o poder do rei. Celaena começa a investigar e descobre que o rei está de posse de uma ou mais das três chaves de Wyrd, que abre os portões de Wyrd e tem acesso a magia que ele próprio proibiu. E não é só o rei, mas Dorian descobre que tem magia pura dentro dele. É quando as coisas tomam um rumo inesperado e Chaol descobre que Celaena é na verdade Aelin Galathynius e é uma feérica e consegue fazer com que o rei a envie para Wendlyn, a terra dos mitos e dos monstros. Aproveitando que foi enviada para Wendlyn, Celaena decide que vai encontrar as chaves de Wyrd e destruí-las e para isso precisa falar com uma pessoa que esteve presente quando as chaves foram usadas pela primeira vez: a rainha dos feéricos, Maeve.

E Celaena consegue falar com sua tia que diz que só dará as respostas que Celaena quer quando se mostrar digna de entrar em Doranelle, a cidade dia feéricos, e para isso ela deve aprender a dominar seus dons para assumir seu lugar como rainha treinando com o príncipe Rowan, até o mesmo dizer que seu treinamento está completo. Enquanto isso emissários do rei se reúnem com os três clãs de bruxa, as Sangue Azul, as Pernas Amarelas e as Bico Negro e entre elas Manon, neta da Grã-Bruxa da Bico Negro. O rei quer a ajuda delas e para isso lhes dá um "presente" que traz de volta um pouco da dignidade que as bruxas perderam nos últimos dez anos. E no Castelo de Vidro Dorian recebe a ajuda de Sorscha para tentar controlar seus poderes, enquanto Chaol tenta descobrir de que lado está Aedion Ashryver, general do rei e primo de Aelin, um dos poucos sobrevivente do massacre de Terrasen.

"A jovem acenderia a escuridão com tanta força que todos aqueles que estavam perdidos ou partidos ou feridos encontrariam o caminho até lá. Um farol para aqueles que ainda viviam no abismo. Ela era Aelin Ashryver Galanthynius – e não teria medo."

A cada novo livro dessa série que eu leio eu fico me perguntando porque eu não li ela antes. Mas dai penso que ainda bem que não li porque assim tenho essa série maravilhosa quase inteira para ler ainda hehe. A cada novo livro a autora só melhora a história, novos personagens vão sendo inseridos e a história vai se abrindo cada vez mais e em um crescente de tirar o folego. Nos dois primeiros livros da série acompanhamos praticamente três personagens e todos no mesmo lugar. Já nesse terceiro livros vamos conhecer outros lugares, o que já era esperado já que segundo livro termina com Celaena atravessando o mar e indo até Wendlyn e também temos novos protagonistas sendo inseridos na história, então temos vários núcleos diferentes para acompanhar.

O mais interessante, por um pouquinho foi o da Celaena sem dúvida, porque temos a entrada dos feéricos na história. E do feérico Rowan. Por enquanto ele não ganhou do Rhys (Corte) na minha preferencia, mas de todos os personagens masculinos dessa série que apareceram até agora, ele ganha disparado. E acho que ainda vem bastante coisa sobre ele pela frente nos próximos livros. Já Maeve é exatamente como eu pensei que seria, uma egoísta que tem poder sobre todo mundo e não abre mão dele por nada. E a Celaena, que personagem incrível, eu cheguei a chorar em alguns momentos dela. Foi impactante ver por tudo o que ela passou e a força que essa mulher tem. E espero maravilhas delas nos próximos livros amo a personagem e não importa o que aconteça ela será uma das minhas favoritas da vida.


E disse que o núcleo de Celaena ganhou por pouquinho, quem ficou em segundo lugar e quase roubou a posição foi a Manon. Outra personagem que me ganhou assim que apareceu na história e só foi crescendo ao longo do livro. Também já sei que é um personagem que vai ganhar espaço nos próximos livros e já torço por ela, independente de que lado ela esteja. As bruxas de modo geral são muito interessantes e com certeza vão ter uma participação fundamental nessa história. Também me emocionei bastante em algumas partes e chorei com ela e Abraxos, outro personagem que apesar de não ser humano, ganhou meu coração.

Agora o que me decepcionou um pouco foram as partes com o Chaol. Achei ele bem apagado na história e o pouco que ele aparece quem rouba as cenas é Aedion, que também já me ganhou de cara. Mas espero que isso mude nos próximos livros porque me apeguei a Chaol nos livros anteriores hehe. Dorian já vi que vai ser um dos personagem que mais vai sofrer nessa história e pior que pelas mãos do próprio pai. Diferente de Celaena ele não tem nenhuma ajuda com seus poderes recém descobertos e prevejo tempos difíceis para ele nos próximos livros. O Rei pouco aparece, mas quando o faz é para fazer uma maldade pior que a outra. Nem quero ver quando ele mostrar realmente a que veio, porque vai dar bem ruim.

A história está cada vez mais incrível e cada nova coisa que descubro quero correr na internet para saber mais sobre ela e pegar todos os spoilers possíveis hehe. Eu já amava a Sarah dos livros da Corte, mas Trono de Vidro é de tirar o chão e uma das melhores séries já escritas. Estou até com medo de ler os próximos livros e acabar me decepcionando porque a qualidade está tão lá em cima, que se cair o tombo vai ser grande hehe. Quanto a capa está tão maravilhosa quanto a dos outros livros e nem sei dizer qual é a minha favorita da série. Termino essa resenha dizendo que se você ainda não leu essa série, não perca mais tempo, corre lá para ler porque ela é maravilhosa.

Nota:







21 julho 2019

Resenha | Coroa da Meia-Noite - Sarah J. Maas


Livro: Coroa da Meia-Noite
Série: Trono de Vidro #2
#1 - Trono de Vidro
Gênero: Fantasia
Autora: Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Páginas: 406
Ano: 2014

Contêm spoilers do livro anterior nos 3 primeiros parágrafos. 

Resenha:
Celaena é a assassina mais famosa de Adarlan. Mas até mesmo os melhores cometem erros e Celaena foi traída e levada para as Minas de Sal de Endovier, para trabalhar como escrava até o resto de seus dias, o que se julgar pelos outros presos seria um mês mais ou menos. Só que Celaena não é uma pessoa comum. Ela foi treinada pelo rei dos assassinos e já está em Endovier há um ano quando recebe a visita do Capitão da Guarda e do príncipe herdeiro com uma proposta irrecusável. Celaena terá sua liberdade de volta se ganhar a competição onde os adversários disputarão pelo titulo de campeão do rei. Celaena aceita é claro, mas além de seus adversários ela descobre que precisa enfrentar algo maligno que está escondido no Castelo de Vidro, onde ela tem a ajuda do espírito da primeira rainha de Adarlan, Elena Havilliard.

E durante a competição, que ela vence com muito esforço, Celaena se torna amiga da princesa Nehemia que acaba se tornando além de amiga, uma ótima conselheira, e deixa dois corações balançados, o de Chaol e o de Dorian. Mas Celaena não tem tempo para pensar nisso e deixa claro para Dorian, o único que tem coragem de declarar seus sentimentos, que eles serão apenas amigos. Dois meses se passam e Celaena está trabalhando para o rei. Como campeã do rei, ela tem que assassinar quem ele quiser, sem questionar suas ordens e Celaena já saiu em quatro missões durante esse tempo. Quem parece não aceitar isso bem é Dorian, que depois do torneio está tratando Celaena diferente. Mas na verdade ele está morrendo de ciúmes de Celaena com Chaol, já que ele acha que os dois estão juntos. 

Mas o que ninguém desconfia é que Celaena não matou ninguém ainda, ela deu aos "escolhidos" pelo rei a chance de fugir. Mas agora ela vai ter que quebrar a cabeça para não matar o próximo alvo sem o rei descobrir, já que ele é Archer Finn e vive em Forte da Fenda. A justificativa do rei é que Archer pertence a um grupo de rebeldes disposto a tirá-lo do trono. Mas Archer é um velho conhecido de Celaena e ao reencontrar Archer ela terá que enfrentar coisas do seu passado que ela queria esquecer. E enquanto tenta descobrir se realmente existe uma rebelião se formando, Celaena ainda recebe outra missão, e essa muito mais perigosa. Elena deixa Celaena encarregada de descobrir de onde vem os poderes do rei e o que ele pretende com eles, já que o próprio proibiu qualquer tipo de magia em Adarlan desde que assumiu o poder há dez anos.

"Cada passo era impecável, letal, como aquela primeira vez que os dois lutaram no treino tantos meses antes. Ela conhecia todos os movimentos dele, e Chaol conhecia os de Celaena como se os dois tivessem dançado aquela valsa juntos a vida inteira"

Gente que livro é esse e que final foi aquele. Ainda bem que já tenho o terceiro livro da série aqui, porque acabou de uma maneira que fiquei de queixo caído. Na verdade da metade em diante eu não conseguia mais largar de tão bom que estava e li as duzentas páginas restantes todas de uma vez. Não que o começo seja ruim, como li em algumas resenhas, ele só é mais parado que a segunda metade do livro. E apesar do ritmo mais lento, eu gostei, porque foi então que conseguimos ver o lado mais humano da Celaena, que no primeiro livro ela até parecia não ter. Ela foi apresentada como a assassina e agiu friamente durante todo o primeiro livro e nesse segundo podemos ver que apesar de tudo, ela é uma garota doce e sensível, e em alguns momentos até ri bastante com ela e seu novo amigo Mort (uma aldrava de bronze em forma de um crânio na porta do túmulo de Gavin Havilliard e Elena Galathynius).

Como eu esperava, nesse segundo livro temos um crescimento na história e bastante coisa foi explicada e descobrimos muito mais sobre o mundo idealizado pela autora. Temos algumas respostas sobre o passado tanto de Cealena como de toda Erilea. Descobrimos alguns enigmas e a magia entrou com tudo nesse segundo livro e já quero mais dos feéricos, que já tinha visto lá na outra série da autora a ACOTAR. Outra coisa que gostei bastante foi sobre o romance, não passou de um pano de fundo para a maravilhosa fantasia criada pela autora. No primeiro livro tivemos uma insinuação de um triângulo amoroso, que ainda bem que não foi para frente nesse segundo livro. Dorian abriu mão do que sentia por causa de sua amizade com Chaol e foi bonito o romance entre Celaena e Chaol que começou com a amizade e foi evoluindo para algo mais forte. Mas como disse no livro anterior, não confio mais na autora e só acredito nela no assunto romance quando ler o último livro da série hehe.


Dorian teve um crescimento significativo nesse livro. No primeiro ele passa a impressão de ser um garoto mimado que só toma algumas atitudes para desagradar o pai. Mas aqui não. Ele amadureceu e com isso foi possível acontecer uma coisa que não vou dizer por motivos de spoilers, mas que me deixa curiosa para saber mais sobre ele nos próximos livros. Já Chaol eu acabei me apaixonando por ele. Também diferente do personagem frio e reservado que foi apresentado no primeiro livro, ele foi apaixonante e ganhou meu coração assim como o de Celaena. E foi interessante de acompanhar seu dilema entre ser leal ao seu rei ou a mulher que amava. E também quero ver quais os rumos que seu personagem vai tomar com a descoberta que ele fez nos últimos parágrafos.

Agora quem é a dona da história e rouba a cena mesmo fazendo umas cagadas é Celaena. Como disse antes, gostei de ver seu outro lado sendo desenvolvido nesse segundo livro, mas achei meio exagerado seu sofrimento com algo que acontece na metade do livro mais ou menos. Até porque ela rompe com um personagem por algo e esquece que essa outra pessoa fez a mesma coisa, e suas atitudes em relação aos dois foi completamente opostas. E teve uma coisa que ela fez com a desculpa de estar sofrendo, que estava na cara que ia dar ruim e ela foi avisada várias vezes e mesmo assim fez. E depois ainda quando descobrimos a bomba no final do livro, fica ainda mais dificil de entender essa atitude dela. Mas, é um livro maravilhoso que recomendo para todos os fãs de fantasia. E para finalizar, quero dizer que amei essa capa ainda mais do que a do primeiro livro.

Nota:










19 julho 2019

Resenha | Trono de Vidro - Sarah J. Maas


Livro: Trono de Vidro
Série: Trono de Vidro #1
Gênero: Fantasia
Autora: Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Páginas: 392
Ano: 2013
Resenha:
Celaena Sardothien está há um ano vivendo nas Minas de Sal de Endovier. Após ter sido traída, ela foi presa e condenada a viver o resto de seus dias trabalhando como escrava nas minas. A perspectiva de vida nas minas é de um mês, mas Celaena não é uma pessoa comum. Quando tinha oito anos ela foi salva por Arobynn Hamel, o rei dos assassinos e desde então ela foi treinada para ser a melhor e mais competente assassina de Adarlan, o que ela foi até ser traída. Mas seu seu nome ainda é temido por muitos, dentro e fora das minas. Ela é tratada de maneira especial pelos guardas, sempre tem pelo menos meia duzia de guardas adicionais em sua escolta.

Mas ela nunca imaginou que veria Chaol Westfall, capitão da Guarda real entre esses guardas. E sua surpresa é ainda maior quando ela vê para onde Chaol a está conduzindo, o salão do trono imperial e quem está esperando para falar com ela é ninguém menos do que Dorian Havillard, o príncipe herdeiro de Adarlan. Dorian tem uma proposta para Celaena. Seu pai está organizando uma competição onde o vencedor será o campeão do rei e terá o título de Assassino de Adarlan. Vinte e três integrantes do conselho patrocinará um candidato cada, e esse candidato vai treinar no castelo de vidro e depois competir em um duelo pelo título. E Dorian quer que Celaena seja sua representante.


Se Celaena vencer a competição ela trocará as minas pelo palácio, e tem a promessa de que após alguns anos trabalhando para o rei, terá sua liberdade de volta. Celaena nem pensa duas vezes para aceitar a proposta, afinal liberdade é o que ela mais deseja. Eles partem para o glorioso Castelo de vidro em Forte da Fenda. Mas ninguém pode saber a identidade de Celaena, que é apresentada como uma ladra de jóias. A competição tem início e enquanto os lutadores mostram toda sua força, Celaena tenta se manter incógnita. Mas então os competidores começam a morrer de maneiras brutais e Celaena recebe outra missão, além de ter que vencer a competição, ela descobre que algo maligno habita o castelo e ela tem que encontrá-lo e destruí-lo antes que seja tarde demais. 

"Ela venceria. Venceria e serviria o rei. Depois, desapareceria para sempre e nunca mais pensaria em castelos, reis ou assassinos. Celaena não desejava reinar sobre a cidade novamente. A magia estava morta, os feéricos tinham sido banidos ou executados, e ela nunca mais teria nada a ver com a ascensão ou a queda de reinos. Celaena não tinha destino. Não mais."

Finalmente comecei a ler essa série. Agora que todos os livros foram lançados eu resolvi começar a ler e descobrir porque tanta gente ama Trono de Vidro. Depois de ler tantas resenhas positivas da série eu estava com minhas expectativas lá nas alturas e todas elas foram superadas. O livro traz uma protagonista diferente, ela não é a mocinha e sim a vilã. Tecnicamente. A autora ama contos de fadas e assim como em Corte de Espinhos e Rosas, que li antes dessa série e foi inspirada em A Bela e A Fera, Trono de Vidro partiu da pergunta da própria autora: “E se a Cinderela fosse uma assassina, e se ela fosse para o baile não para dançar com o príncipe, mas para matá-lo?”, e assim surgiu uma das séries mais aclamadas dos últimos tempos.

Antes de mais nada tenho que falar da minha dificuldade para ler em pensamento o nome da protagonista. É um pequeno trava-língua na verdade. Depois de muito tentar e toda vez enroscar no nome dela resolvi chamá-la mentalmente de Celina. Pois bem, Celaena a principio é uma garota que apesar de no passado ter sido a melhor, e afirmar isso a todo instante, o que pode até deixar transparecer um pouco de arrogância, hoje em dia está fraca e mal cuidada. Mas ela sabe do que é capaz, por isso aceita participar da competição, mesmo sem confiar em ninguém, e odiar o rei com toadas as suas forças. E ao longo do livro vemos ela se transformando, não somente fisicamente recuperando sua boa forma, mas também se transformando de menina em mulher.


Celaena tem um passado, que acredito será explorado nos outros livros da série, e desde criança ela foi criada e treinada para matar sem dó nem piedade. Mas ainda assim, ela tem sentimentos. Ela se sente sozinha e quando conquista amigos, sua vida começa a mudar. E também as pessoas a sua volta começam a perceber que apesar de assassina, Celaena é apenas uma garota 18 anos que precisa de calor humano. Por isso não consegui vê-la como a vilã, apesar de sua profissão. Celaena é forte, é leal, e pensa bastante antes de tomar qualquer atitude para não prejudicar ninguém. E ela comete erros como todo mundo, mas faz de tudo para consertá-los.

O livro tem de tudo um pouco, tem ação, tem lutas, tem magia, mistérios e até uma insinuação de romance, um triângulo amoroso na verdade, que por enquanto eu vou fazer a Glorinha e não opinar, já que a autora me fez de besta em Corte de Espinhos e Rosas e não caio mais na dela. A série é enorme e nesse primeiro livro tivemos bem poucas informações sobre a história em si. O primeiro livro foca mais nos treinamentos e no torneio. Não vou falar dos outros protagonistas, porque como já disse não quero cair do cavalo de novo e nesse livro pouco deu para conhecer de Chaol e Dorian. Aguardemos os próximos capítulos. Quanto a edição, eu estou apaixonada por essa capa. Não sei se amo mais a capa ou a contracapa. E indico é claro para quem ainda não leu os livros da série.

Nota:









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