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24 julho 2022

Resenha | As garras do desejo - Elizabeth Hoyt

Livro: 
As Garras do Desejo
Série: A lenda dos quatro soldados #3
#1 - O Gosto da Tentação
#2 - O Sabor do Pecado
Gênero: Romance de época
Autora: Elizabeth Hoyt
Editora: Record
Páginas: 335
Ano: 2021

Resenha:
Que a guerra não é boa para ninguém, todo mundo já sabe. Mas para alguns ela é devastadora. Esse é o caso de Sir Alistair Munroe, um dos sobreviventes do massacre do vigésimo oitavo batalhão em Spinner’s Falls, que voltou da guerra cheio de cicatrizes. As visíveis, um olho e dois dedos faltando e as diversas cicatrizes vermelhas de um lado do rosto, já fez muita criança chorar de medo e diversas damas gritar e até mesmo desmaiar diante de sua visão. Somada as invisíveis que oprimem seu peito, fez com que que ele se tornasse um recluso em seu castelo na Escócia. E as pessoas não fazem muita questão de sua presença mesmo. Por isso ele leva um susto quando tarde da noite chega em sua casa a mulher mais linda que ele já viu, acompanhada de duas crianças, dizendo ser sua nova governanta. 

A última coisa que Alistair precisa é de pessoas que venham tirar sua paz e seu sossego, que são umas das poucas coisas que lhe restou nessa vida, por isso ele manda que a mulher, que claramente não sabe nem o que faz uma governanta, vá embora de sua casa o mais rápido possível. E numa coisa ele está certo, Helen Fitzwilliam, a mulher em questão, viveu os últimos anos cercada de luxo e com vários criados para realizar suas vontades, o que ele não faz nem ideia é que Helen não está ali porque quer, e sim porque precisa. Ela viveu sim em meio ao luxo, mas ainda assim as margens da sociedade, porque até duas semanas atrás Helen era a amante do duque de Lister e conseguiu fugir dele graças a ajuda de Lady Vale que foi quem encontrou o emprego de governanta e um lugar seguro para ela e seus filhos ficarem. 

E Helen só não segue a sugestão do homem mal educado e grosseiro que agora e seu patrão, porque ela sabe que se voltar Lister vai tomar seus filhos. Porquê o castelo está imundo, como se estivesse abandonado há anos e ela não tem nem ideia de por onde começar a limpar tudo. Mas já que ela não sabe o que fazer, Helen decide contratar pessoas que saibam e arranja meia dúzia de criados para trabalhar no castelo. E Alistair acaba ouvindo uma conversa entre as crianças e mesmo sem entender direito, descobre que eles não podem voltar para Londres e decide dar uma chance a Helen. E a convivência com ela e as crianças vai fazer Alistair acreditar que ainda pode sim amar e ser amado. Mas e quando o segredo de Helen vier a tona, será que eles conseguirão ter seu final feliz? 

“— É tão impossível mudar seu rosto quanto mudar o passado dela — continuou Sophia. — As histórias de vocês estão aí e sempre estarão. Mas você precisa aprender a viver com suas cicatrizes da mesma forma que Helen aprendeu a viver com o passado dela.”

Eu li os dois primeiros livros dessa série em 2019, depois a editora decidiu que só ia publicar os dois restantes em e-books o que me deixou muito frustrada e decidi não ler eles. Depois eles voltaram atrás e tem até um box da série, mas eu ainda estava emburrada com a editora hehe. Mas esses dias vi que o terceiro livro estava no KU e peguei ele para ler. O primeiro livro foi uma decepção, o segundo gostei bastante, já o terceiro... vamos a resenha. Eu confesso que estava esperando bastante dele porque os personagens já aparecem no livro anterior e deu para ver que seria um romance a lá Bela e a Fera, com o protagonista masculino voltando deformado da guerra, o que já é até um clichê nos romances de época, e felizmente ele correspondeu as minhas expectativas.

Se tem uma coisa que eu espero quando pego um romance de época para ler é encontrar uma história leve que faça eu me apaixonar pelos personagens e se possível rir muito das situações e claro, encontrar um felizes para sempre no final do livro. Pelo menos duas dessas coisas tem que ter para que eu dê uma nota boa para o livro. E nesse, apesar de eu não ter me apaixonado pelos protagonistas, me encantei com os personagens secundários e ri muito o livro inteiro das situações. Cheguei a rir alto de tão engraçadas que foram algumas cenas. Mas em contrapartida esse também foi o motivo de eu não ter dado nota máxima para o livro. Sabe quando a situação exige um pouco menos de comédia e mais de profundidade?

Porque o livro vai falar sobre um pós guerra e a autora focou mais no tom da comedia do que nas marcas que o personagem trazia em si. Ela tratou tudo superficialmente e isso me incomodou. Ainda mais que sou fã da série Clube dos Sobreviventes da Mary Balogh e ficava comparando a abordagem das duas durante a história. Mas acredito que essa questão seja pessoal, então pode ser que não venha incomodar outras pessoas. Outra coisa que me incomodou também foi que a autora inseriu muitas cenas hots na história, não lembro se nos dois primeiros volumes estava assim, mas achei bem exagerado para um romance de época. Então levando isso em conta, acredito que esse livro fique no meio dentre os três da série que li até agora. 

Mas uma coisa que gostei bastante foi que nesse livro temos um terceiro ponto de vista na história. Além dos dois protagonistas, vamos ver um pouco da história acompanhando a Abigail, filha de Helen, o que deu uma visão completamente diferente da história, tanto por ela ser uma criança como por fugir do mesmo de sempre que geralmente é só o casal. E não posso esquecer de mencionar a história do soldado que dá título a série. Como disse nas outras resenhas, gostei mais dos contos dos soldados do que da história propriamente dita nos dois primeiros livros, mas nesse achei que elas se equipararam. Agora só resta ler o quarto livro para enfim descobrir quem é o traidor do batalhão que essa história já vem sendo arrastada desde o primeiro livro da série. Até por esse detalhe fica a dica para ler a série na ordem de publicação. 

Nota:






07 junho 2021

Resenha | O Príncipe Serpente - Elizabeth Hoyt

Livro: 
O Príncipe Serpente
Série: Trilogia dos Príncipes #3
#2 - O Príncipe Leopardo
Gênero: Romance de Época
Autora: Elizabeth Hoyt
Editora: Record
Páginas: 364
Ano: 2017

Resenha:
Maiden Hill, Inglaterra. 1760.
Lucinda Craddock-Hayes estava voltando para sua casa quando encontrou o homem caído na vala. Um homem nu cheio de hematomas pelo corpo e com sangue seco no ombro e na cabeça. Seu primeiro pensamento foi que era um desperdício um homem tão bonito estar morto. Mas quando seu criado a alcança na estrada, reclamando da vida como sempre, eles percebem que o homem está vivo e Lucy pede que o criado busque um médico urgente e leva o homem semimorto para sua casa. Seu pai, um capitão da Marinha aposentado, diz que ele não pode ficar lá, mas aceita a presença do doente depois que vê a gravidade da situação, certo de que o homem não vai viver até de manhã. Mas tanto o capitão, como os agressores do homem, estavam errados. Ele acorda dois dias depois certo de que está no céu e Lucy é um anjo.

O homem é o sexto visconde de Iddeleigh, Simon, e ele acorda com mais ódio do que antes de ser ferido. Somente a morte vai detê-lo em sua vingança. Antes era somente pela morte de seu irmão, agora é pelo que fizeram com ele também. E ele vai executar sua vingança assim que conseguir segurar uma espada, porque no momento seu braço dói até para segurar uma xícara de chá. E enquanto se recupera Simon descobre que Lucy desenha muito bem e pede que ela ilustre um livro de contos de fadas para sua sobrinha, com o conto do Príncipe Serpente. E cada dia que passa Simon se encanta um pouco mais por Lucy, mas sabe que eles são muito diferentes e nada entre eles é possível. O pai de Lucy também sabe disso e protege a filha com unhas e dentes e cada encontro entre os dois é um verdadeiro embate.

Enquanto Lucy é um anjo, Simon sabe que sua alma é a de um demônio, porque ela só quer saber de sangue. Ele passou os últimos meses caçando os assassinos do seu irmão e matando-os e assim que se recuperar, é o que vai continuar a fazer, até terminar o serviço. Mas os homens responsáveis por seu estado já sabe que Simon está vivo e vão garantir que ele não volte a Londres. E esse é mais um motivo para Simon ficar longe de Lucy, se os homens descobrem que ele tem qualquer tipo de afeição por ela, Lucy estará correndo um grande perigo. E ao observar Simon e seu mundo, Lucy percebe que quer mais da vida do que apenas ser esposa de um vigário que já a corteja a três anos, mas nunca se decide. Será que o amor entre Lucy e Simon será maior que a diferença entre ambos e eles vão conseguir ficar juntos?

“Eu me lembrarei da senhorita por todos os dias da minha vida – murmurou ele tão baixo que ela quase não ouviu. – E não sei ao certo se isso é uma benção ou uma maldição.”

Esse é o terceiro livro da trilogia dos Príncipes. E diferente das muitas séries que temos por ai que dizem que dá para serem lidos fora de ordem, essa realmente dá para ler fora de ordem porque apesar de cada um dos volumes contar a história de um amigo, eles mal aparecem no livro uns dos outros. Se a gente não prestar muita atenção, nem vai perceber a presença deles. Por isso essa é uma série que dá sim para ser lida fora de ordem. Eu li os dois primeiros livros no ano passado e só agora peguei esse para ler. E não sei se por ter lido ele bem depois, mas acabei não gostando o tanto que gostei dos dois primeiros. O que é engraçado porque pelas resenhas que li esse foi o favorito do povo.

Já li muitos romances de época, mas esse me surpreendeu em muitas coisas. Vi coisas aqui que não tinha visto em nenhum dos que li até então. Em primeiro lugar teve uma cena de masturbação feminina, geralmente as mocinhas são bem bobinhas nesse aspecto. E outra coisa que achei diferente foi que a garota sentiu dor na relação sexual, outra coisa que os autores omitem fazendo parecer que tudo são flores. Mas o que mais me surpreendeu foi o caráter do protagonista. Geralmente eles são chamados de canalhas, libertinos, mas são todos bonzinhos. Aqui não. O protagonista mata sem dó nem piedade. Achei legal isso porque o casal realmente tinha um motivo para não ficar junto, não foi aquelas besteiras de sempre (besteiras que amo hehe).

Lucy é um personagem que me agradou bastante, apesar de ter achado ela meio boba no final do livro. Simon como disse antes, ele é um assassino e suas atitudes o consomem. E eu que achei que ele fosse ser o mais simpático dos amigos acabei me enganando. Mas o que chama mesmo a atenção no livro são os personagem secundários que roubam a cena em vários momentos. O pai da Lucy foi um que me conquistou. Sempre com respostas sarcásticas na hora certa, O criado que resmungava como se os outros não ouvissem o que ele estava falando, foi hilário. E por fim a sobrinha do Simon que já de pequena é empoderada e exige brincar com o brinquedo que gosta e não com o que é considerado de menina.

Mas apesar de ter gostado dessas diferenças, acho que elas foram um dos motivos de eu não ter gostado tanto do livro. Sou dessas que não sei lidar com mudanças, por isso adoro um bom clichê e quando pego um livro de romance de época para ler espero ver aquele roteiro já conhecido ali. E quando isso muda, eu já meio que torço o nariz. Mas enfim, a trilogia valeu a pena. As histórias são boas e as edições estão maravilhosas. Essa capa está tão bonita quanto as outras e não me canso de ficar admirando os detalhes nela.

Nota:





05 março 2021

Resenha | O Príncipe Corvo - Elizabeth Hoyt

Livro: 
O Príncipe Corvo
Série: Trilogia dos Príncipes #1
Gênero: Romance de Época
Autora: Elizabeth Hoyt
Editora: Record
Páginas: 350
Ano: 2017

Resenha:
Anna Wren está viúva há seis anos e nesse período as coisas só foram de mal a pior pela falta de dinheiro. Quando se casou com Peter, o pai dele tinha deixado uma enorme dívida e Peter estava conseguindo colocar elas em dia quando faleceu. Anna faz o que pode para sustentar a si e a sua sogra e mais a criada que pouco ajuda, mas que é órfã e elas não puderam deixar desamparada. E quando até a comida começa a ser um luxo, Anna resolve deixar as convenções de lado e arranjar um emprego, mesmo que isso não seja um papel para uma dama. Mas conseguir um emprego respeitável é que são elas e quando já estava quase desistindo, Anna esbarra em Felix Hopple, o administrador da Abadia de Ravenhill, propriedade de Edward de Raaf, conde de Swartingham, que após vinte anos, resolveu voltar para o vilarejo onde viveu sua infância.

Edward perdeu toda sua família de uma vez em um surto de varíola. Ele sobreviveu mas ficou marcado por várias cicatrizes, por isso ele é conhecido por sua feiura e por seu temperamento explosivo. E quando mais um secretário abandona o emprego e seu administrador contrata uma mulher, ele acaba reagindo de uma forma bem diferente do que todos esperavam e aceita Anna como sua secretária. Ainda mais que ele reconhece Anna de um incidente ocorrido alguns dias atrás onde ela mostrou mais coragem que muitos homens que ele conhece. Eles começam a trabalhar juntos e Edward começa a gostar muito da companhia e das conversas com Anna. Mas quanto mais tempo ele passa com Anna, mais difícil fica de esconder a atração que ele sente por ela. E Anna não lhe é indiferente.

Mas como não pode satisfazer suas necessidades masculinas com Anna que é uma dama, Edward decide visitar o Grotto de Aphrodite, um famoso bordel de luxo que fica em Londres. O que ele nem imagina é que Anna também tem suas necessidades e decide que já que Edward quer sexo ele vai ter, mas vai ser com ela e também parte para Londres na companhia de duas recentes amigas, Pearl e Coral, que não são exatamente duas damas mas que são gratas por Anna ter salvo a vida de Pearl quando ninguém mais faria nada por elas. Já no bordel Edward tem a melhor experiência da sua vida sem saber que a mulher é Anna, já que ela está de máscara. Mas nem assim ele consegue tirar Anna da cabeça. O problema é que ele precisa de um herdeiro e como Anna não conseguiu engravidar nos anos em que esteve casada, casar com ela não é uma opção.

"Raiva. Anna sentiu raiva. A sociedade poderia não esperar o celibato do conde, mas certamente esperava isso dela. Ele, por ser homem, poderia ir a casa de má reputação e aprontar por toda a noite com criaturas sedutoras e sofisticadas. Enquanto ela, por ser mulher, deveria ser casta sem nem ao menos pensar em olhos escuros e peitos cabeludos. Simplesmente não era justo. Nem um pouco justo."

Eu comprei esse livro na pré-venda, capa maravilhosa + romance de época, é claro que eu já queria tê-lo na minha estante. Mas só consegui ler anos depois. Eu li muitas resenhas desse livro e as opiniões variavam bastante. Enquanto uns amaram, outros acharam o livro bem fraco. Eu fiquei no time que amou. Eu nunca tinha lido nada da autora e gostei muito da escrita dela. Comecei a ler e quando percebi já tinha lido mais de 100 páginas sem nem perceber. Livro bom é livro assim, que as páginas viram sozinhas. Romance de época, com alguma ou outra variação é sempre os mesmos clichês, mas nesse livro encontrei muita coisa diferente das que eu estou acostumada a ler no gênero.

Para começar a protagonista é bem mais velha, mas não é uma solteirona, ela já foi casada e hoje é uma viúva. O mocinho também é viúvo, e por causa disso eles tem uma certa liberdade que os solteiros não tem, principalmente em relação a parte sexual já que era até costume algumas viúvas terem amantes. E uma coisa que gostei bastante foi que eles agem de acordo com a idade que tem, porque já cansei de ver personagens na faixa dos trinta agindo como se tivesse quinze anos ou menos. Outra coisa é que os protagonistas não são ícones de beleza, Edward inclusive tem marcas de varíola pelo corpo, e a Anna num primeiro momento é descrita como comum. Só depois de seu caráter revelado é que sua beleza é reconhecida. Achei isso bem importante já que se aproxima mais da realidade porque vamos combinar, não existem mocinhos e mocinhas ícones de beleza dando sopa por ai.

Anna foi uma personagem que me agradou muito. Ela é uma dama, mas isso não impede ela de fazer o que tem vontade e de por a mão na massa quando necessário. Quando ela vê que não tem mais de onde tirar dinheiro, ela procura um emprego, quando ela encontra uma prostituta caída na rua, ela leva a mulher para sua casa e quando o desejo fala mais alto, ela acaba em um bordel. Edward também me agradou muito. A principio ele parecia ser mais um lorde arrogante, mas depois vemos que ele tem um coração enorme que se importa com seus empregados, mesmo que eles não façam o trabalho muito bem feito e também não pensa em sua posição na hora de fazer o trabalho duro, que na época era feito pelos menos favorecidos. E os dois juntos são perfeitos. Edward trata Anna como igual e não como "mulher", ou seja, ele ouve o que ela diz e pede sua opinião em tudo e até elogia sua inteligencia e capacidade.

Como disse antes, eu amei essa capa. Ouvi muitas pessoas falando que parece capa de romance de banca, mas eu não achei isso, achei ela linda demais. E a edição está toda incrível. A narrativa é em terceira pessoa, minha favorita e no inicio de cada capitulo temos a história do Príncipe Corvo, que nada mais é que uma versão da história de Eros e Psiquê da mitologia grega. Por tudo o que disse, eu indico a leitura para quem é fã do gênero. Pode ser que você fique no time das pessoas que se decepcionaram, mas torço para que goste assim como eu gostei.

Nota:











19 janeiro 2021

Resenha | Uma Conjuração de Luz - V.E. Schwab

Livro: Uma Conjuração de Luz
Série: Tons de Magia #3
#2 - Um Encontro de Sombras
Gênero: Fnatasia
Autora: V.E. Schwab
Editora: Record
Páginas: 728
Ano: 2020

Resenha:
A resenha de hoje será um pouco diferente. Não teremos aquela tradicional introdução à história, já que esse é o terceiro e último livro da trilogia Tons de Magia, na tentativa de evitar spoilers do enredo para quem ainda não leu e pretende ler a trilogia. E vou tentar ao máximo não soltá-los, mas fique a vontade para não ler a resenha. Uma Conjuração de Luz começa no ponto exato onde Um Encontro de Sombras terminou, por isso diferente do que aconteceu nos dois primeiros livros da série onde temos aquele começo mais lento e a autora vai conduzindo o leitor ao ápice da história, aqui a coisa já começa em um ritmo frenético, com personagens queridos a beira da morte e outros correndo contra o tempo para salvá-los. E com um novo inimigo para enfrentar. 

Eu comecei a trilogia amando o primeiro livro e me decepcionando um pouco com o segundo que eu estava com as expectativas altíssimas. E esse terceiro comecei meio com medo da história desandar de vez, mas na esperança de que a autora fechasse a trilogia com chave de ouro. E gostei do que encontrei, tanto que dei cinco estrelas, mas ainda assim não fiquei exatamente satisfeita com o desfecho da história. Primeiro porque a autora optou por seguir o caminho mais fácil e, segundo porque ela abriu um leque muito grande de personagens e não conseguiu dar voz a todos eles e os meu preferidos, e acredito que de todos os leitores da história, foram os que mais deixaram a desejar no quesito narração.

Quem está acompanhando as resenhas da trilogia já deve saber que o Kell e a Lila são os personagens que mais gostei nos livros, e eu queria ver as cenas sendo narradas por eles e saber o que estava acontecendo com eles. Mas a autora me vinha lá com uma narração de uma fulana que nem existia até então na história e que não fazia nenhuma diferença o que ela estava contando. Que nervoso isso. E além da narração, achei que mesmo com as mais de 700 páginas faltou espaço para os personagens brilharem. E se formos levar em conta, nem eram tantos assim significativos para faltar espaço para cada um deles. Já li livros onde o autor coloca mais de dez personagens importantes e todos tem seu momento. Posso citar Trono de Vidro por exemplo, ou o pai da fantasia moderna, Tolkien.

Outra coisa que preciso ressaltar como ponto negativo foi a parte sobre as várias Londres. Parece que a autora esqueceu que existia as outras e ficou somente na Vermelha. Fora uma ou outra citação, elas pouco apareceram e eu particularmente queria saber mais sobre elas, porque é o que dá a entender quando terminamos o primeiro livro da trilogia. Mas chega de falar sobre as partes que não gostei e vamos as coisas boas. Como disse antes, o ritmo da história não deixa a desejar. Tanto que a gente nem percebe as páginas passar, quando vê já leu 200 páginas sem nem fazer esforço. E tudo o que não teve no segundo livro, temos nesse. São batalhas de vida e morte, lutas épicas e cenas de tirar o fôlego onde a gente fica com o coração na mão pelos nossos personagens, porque quem já leu outros livros dela sabe que ela não tem medo de matar os personagens.

E nesse livro temos um novo inimigo a ser vencido. Um inimigo que eu particularmente fiquei pensando como eles iriam se livrar dessa. Eles tem magia e lutam com ela, mas e quando o vilão a ser vencido é feito de magia? Como você vai vencer algo que é feito da arma que você possui para lutar contra? Nem todo poder do mundo aliado poderia vencê-lo e lembrei muito do filme dos Vingadores na luta contra o Thanos. Um estalar de dedos e o mago mais poderoso estava morto. E gostei bastante da "solução" encontrada pela autora para o desenrolar da história. E do final também confesso. Disse antes que ela foi pelo caminho mais fácil, mas apesar de gostar de ser surpreendida, uma grande parte minha prefere finais assim hehe.

Kell foi do começo ao fim meu personagem favorito. Ele se manteve constante durante toda a história, nada abalou suas convicções e sua honra. Eu sou muito fã de personagens assim. Sei que o povo ama um badboy, mas eu sou dos certinhos hehe. Já a Lila, apesar de também ser uma personagem que amo, a impulsividade dela me deixava nos nervos. Rhy também fez uma coisa que me fez desejar entrar no livro e dar uns safanões nele, mas é um personagem que me ganhou desde o primeiro momento e nesse sofri junto com ele por toda a situação. Não é fácil ser apenas humano em um mundo regido pela magia. Alucard foi um dos personagens que eu esperava muito mais nesse livro. Gostei mais da participação dele no segundo.

E não posso deixar de citar Holland, que mesmo sendo um personagem odiado desde o primeiro livro, nesse teve seu passado revelado e a gente entende, mas aceitar é outra coisa hehe. Quanto ao romance, outra coisa que pelo que vi também já é característica da autora não focar nisso, eu confesso queria mais do Kell e da Lila, ela podia ter mostrado um pouco mais do relacionamento deles assim como fez com Rhy e Alucard. Tanto que o segundo casal foi meu favorito da história. Mas enfim, vou parar por aqui porque já falei de mais. Não é a melhor fantasia que já li na minha vida, mas ainda assim é uma história que indico, principalmente para quem quer fugir dos mesmos enredos do gênero. Quanto a capa segue o mesmo padrão das anteriores e diz muito sobre a história.

Nota:










15 janeiro 2021

Resenha | A Irmã de Becky Bloom - Sophie Kinsella

Livro: A Irmã de Becky Bloom
Série: Becky Bloom #4Gênero: Chick-Lit
Autora: Sophie Kinsella
Editora: Record
Páginas: 480
Ano: 2006

Contêm spoilers do enredo do livro anterior no primeiro parágrafo.

Resenha:

Em um golpe de sorte Becky conseguiu conciliar seus dois casamentos que estavam marcados para o mesmo dia e mesma hora só que em continentes diferentes e de quebra ainda convenceu Luke a tirar um ano sabático e partir para uma viagem de lua de mel conhecendo o mundo. Mas dez meses depois Becky não vê a hora de voltar para casa, ainda mais que ela não está presente em momentos importantes da vida de seus amigos e familiares. Por isso quando chega o convite para o batizado dos gêmeos da sua melhor amiga Suze, Becky decide que está na hora de voltar, para alivio de Luke que não aguentava mais ficar longe de sua empresa. Tanto que no momento que Becky diz que quer voltar ele já marca duas reuniões de trabalho em Milão.

Luke pensa em ir sozinho, mas Becky não vai perder a oportunidade de conhecer a capital da moda, mesmo que agora ela seja uma pessoa diferente e não compre tudo o que vê pela frente. E Becky até que permanece firme em seu propósito e só compra um cinto para Luke, pelo menos até o momento em que coloca os olhos naquela bolsa Angel. A mesma que está esgotada e existe até uma lista de espera, ali na sua frente disponível para compra. Becky só precisa pensar em uma maneira de contar para Luke que gastou uma fortuna em uma bolsa. Isso e as "coisinhas" que comprou na viagem e mandou entregar em casa escondido dele. Mas não é apenas Luke que vai ter uma surpresa quando chegar em casa, Becky vai descobrir que as coisas mudaram e muito durante sua ausência. 

Ao chegar no batizado, Becky descobre que Suze agora tem uma outra melhor amiga, Lulu, que Becky detesta à primeira vista. E isso não é nem o pior. Becky descobre que seu pai teve uma filha antes de casar com sua mãe e Becky tem uma irmã mais velha, Jessica. Passado o choque, Becky quer tirar proveito da situação e já que Suze trocou ela pela Lulu, Becky vai fazer de Jess sua nova melhor amiga. O problema é que Jess é o oposto de Becky. Ela detesta fazer compras e só gasta o necessário. E além disso tudo Becky ainda tem que se preocupar com seu casamento que está por um fio depois que suas compras da viagem chegaram. Luke ficou furioso depois que viu os dois caminhões enormes lotados das bugigangas que Becky comprou. Isso sem falar que ela resolve "ajudar" Luke na empresa e acaba colocando ele em uma enrascada.

Esse é o quarto livro da série Becky Bloom, que já está com nove livros publicados. E infelizmente vou ter que me conformar que os livros serão mais do mesmo, com o mesmo enredo em todos eles e que nada vai mudar na protagonista, que tem uma doença e nem ela nem ninguém à sua volta consegue ver. E o pior nem é isso, o que não me conformo mesmo é que em todos os livros temos um milagre e Becky resolve todos os problemas em um piscar de olhos, o que infelizmente está bem longe da realidade. Ai você que sempre lê minhas resenhas vai dizer, mas você não gosta de livros que fujam da realidade e que tenham final feliz? Sim, são meus favoritos. Mas desde que não abordem uma doença de forma tão superficial. 

Nos quatro livros que li até agora acontece a mesma coisa. A Becky vai gastando sem controle, comprando tudo o que vê pela frente, independente de se ela precisa ou não, fica devendo até as calças, e para ninguém descobrir, já que ela acredita que consegue resolver a situação por conta própria, ela mente sem controle e no fim quando parece que enfim ela vai aprender alguma coisa vem alguém e "salva" a situação. Quatro livros depois e Becky continua a mesma garota mimada do primeiro livro que acha que pode mentir e gastar o que não tem que está tudo certo. A coisa sai tanto de controle que tem momentos que fico "Meu Deus como pode isso e ninguém faz nada".

Mas então eis que surge enfim um personagem que aparentemente vai dar um banho de realidade na protagonista. Sua irmã Jessica é controlada, compra somente o que precisa e ainda pechincha na hora de pagar. E até uma grande parte do livro achei que isso fosse realmente acontecer. Mas então lá vem a autora e estraga tudo no final, inventando um vício para a Jess que coloca ela no mesmo patamar que a Becky, e justifica o parentesco. Então mais uma vez Becky acredita que ela está certa agindo como uma louca comprando tudo o que vê pela frente. Infelizmente estou bem chateada com a forma como a autora escolheu abordar esse vício que é uma doença e que a pessoa não consegue parar sem ajuda profissional.

Dai você vai me perguntar mas então porque você continua lendo os livros. Primeiro porque eu comprei os livros em uma época que gostava e muito desse gênero e paguei bem caro para não ler eles agora. E segundo porque a escrita da autora é viciante eu li o livro em menos de cinco horas. Se não fosse esse descaso da autora com o problema da Becky, os livros seriam engraçados e uma série ótima de se acompanhar. E até por isso dei uma nota na média. Mas como sempre digo, cada um tem um gosto e você pode estar em outra fase da vida e ler o livro e amar. Por isso não posso deixar de indicar ele para quem curte chick-lits. Quanto a capa é tão sem graça quanto as outras da série. E minha edição comprei em um sebo e está bem maltratada, principalmente no miolo do livro que está sujo. 

Nota:





10 janeiro 2021

Resenha | Um Encontro de Sombras - V.E. Schwab

Livro: Um Encontro de Sombras
Série: Tons de Magia #2
#1 - Um Tom Mais Escuro de Magia 
Gênero: Fantasia
Autora: V.E. Schwab
Editora: Record
Páginas: 560
Ano: 2017

Contêm spoilers do livro anterior. 

Resenha:
Na trilogia Tons de Magia vamos conhecer quatro mundo paralelos ligados por uma mesma cidade, Londres. Temos a Londres Vermelha onde a magia age livremente; a Londres Cinza, que é o mundo que mais se assemelha ao nosso e não existe magia; a Londres Branca onde a magia está quase assumindo o controle e a Londres Preta, onde isso já aconteceu e por isso as portas entre os mundos foram fechadas e hoje somente um Antari, um mago de sangue, consegue viajar entre elas. Kell é um Antari e ele atua como um mensageiro entre as Londres, mas extraoficialmente ele é um contrabandista. Kell sabe que está errado, mas gosta do risco que corre toda vez que viaja entre as Londres levando algum objeto com ele. Mas as coisas fogem do controle quando Kell se depara com um pedra que pertence a Londres Preta.

Um Encontro de Sombras começa quatro meses após o desfecho de Um Tom Mais Escuro de Magia. Para salvar seu irmão de criação, Kell se ligou a Rhy e um sente tudo o que o outro está sentindo. Por isso Rhy sabe que Kell está a ponto de perder o controle e acredita que participar dos Essen Tasch, os Jogos Elementais, vai fazer bem ao irmão. Mas Kell nunca seria autorizado a participar da competição de magia já que ele é um dos magos mais poderosos que existe. Porém Rhy é o organizador da competição e coloca o nome de Kell entre os trinta e seis participantes do torneio. Quem também está entre os competidores é o famoso corsário Alucard Emery, capitão do "Night Spire", navio em que Lila passou os últimos meses aprendendo como usar sua magia.

E quando Lila descobre que seu capitão vai participar do torneio, ela decide que vai participar também. Como uma espécie de teste, para ver até onde vai sua magia e do que ela é capaz, e assim como Kell, Lila vai participar do torneio sob o nome de outra pessoa. E enquanto a Londres Vermelha festeja, as engrenagens estão girando nas outras Londres. Na Londres Cinza temos um novo Rei, o antigo morreu e seu filho assumiu seu lugar. E na Londres Branca também temos um novo governante que está trazendo a cor de volta com seu toque. Mas de novo ele não tem nada e, é um velho conhecido de Kell. E ele está ligado a algo, uma sombra, que veio da Londres Preta, onde todos acreditavam estar tudo morto. 

" — A magia é como um oceano — dissera Alucard em sua primeira lição. — Quando as ondas seguem na mesma direção, elas constroem um ritmo. Quando elas colidem, destroem tudo."

Eu demorei para ler esse livro mesmo tendo ele aqui na minha estante há muito tempo, porque nas resenhas que li sobre ele todos falavam que o final do segundo era daqueles que a gente precisa da continuação para ontem, diferente do que acontece no primeiro, que apesar de algumas pontas soltas, teve um final fechado. Mas agora que a editora lançou o terceiro eu peguei ele para ler. E como amei o primeiro as minhas expectativas estavam altíssimas para a leitura e infelizmente elas não foram alcançadas. Mas não pela qualidade da história e sim porque eu esperava uma coisa e acabei encontrando outra. E por isso não pude dar nota máxima para o livro.

No primeiro livro temos um cenário tão incrível de um novo universo criado pela autora e a forma como as coisas se encaminharam para o final, deixou aquela sensação de que nesse segundo livro teríamos muitas respostas de coisas que ela foi jogando no primeiro livro. E a expectativa era de que as coisas expandissem e de que teríamos acontecimentos significativos por todas as Londres. E isso é até reforçado pela sinopse. Mas aconteceu exatamente o contrário. Ela focou somente na Londres Vermelha, em um torneio de magia que por si só é sim muito interessante, e passou basicamente o livro todo nisso. Acho que se tem 10% de outras coisas acontecendo foi muito.

Meu despontamento se deve a algo puramente pessoal por isso não leve em conta se você quer ler o livro. Até mesmo porque amo tudo que tem magia e o torneio foi maravilhoso. Ver os participantes lutando entre si, usando cada um o elemento que tem afinidade foi incrível, mas como disse esperava outra coisa, ainda mais por ser um livro mais adulto e tudo me pareceu bem mais adolescente. E esperava pelo menos alguma resposta que não veio. Ainda não sabemos nada sobre a magia da Lila por exemplo, que foi uma das coisas no primeiro livro que chamou a atenção, só supomos o que seja.

E também pelo foco ter sido no torneio, achei que faltou mais dos personagens principais. Kell ficou bem apagado nesse livro e Rhy que brilhou e roubou a cena no primeiro, toda vez que apareceu também ficou bem apagadinho. Lila foi a que mais teve destaque, a história praticamente girou em torno dela e o personagem que mais gostei foi Alucard, que foi inserido nesse segundo livro e já mostrou a que veio. E não vou nem comentar sobre o vilão, porque praticamente nem apareceu. A impressão que tive é que o livro só serviu como uma ponte entre o primeiro e o terceiro, que espero enfim traga as respostas que não teve nesse segundo. Mas como disse antes, é algo de gosto e expectativa mesmo e você pode ler e amar tudo no livro. Quanto a capa segue o mesmo padrão da anterior e gosto muito desse estilo.

Nota:






20 novembro 2020

Resenha | Um Tom Mais Escuro de Magia - V. E. Schwab

Livro: 
Um Tom Mais Escuro de Magia
Série: Tons de Magia #1
Gênero: Fantasia
Autora: V. E. Schwab
Editora: Record
Páginas: 420
Ano: 2016
Resenha:
Kell é um Antari, um mago de sangue, um dos últimos viajantes entre os universos paralelos conectados pela cidade de Londres. Como ele só existe mais um, Holland. Antigamente existiam portas por onde passavam as pessoas com um mínimo de poder, e a magia circulava livremente pelas quatro Londres existentes, mas em uma delas a magia fugiu do controle, acabando com tudo e com todos e essa Londres ficou conhecida como a Londres Preta. Para não acontecer o mesmo com as outras Londres, as portas foram fechadas e agora apenas os Antaris podem ir de um mundo para o outro e somente com a missão de ser um mensageiro, transportando consigo unicamente correspondências mensais entre a realeza de cada Londres.

Aproveitando que uma das Londres foi designada como Preta, Kell decidiu dar nomes de cores para as outras três também. A que ele vive é a Londres Vermelha, a cidade do império vigoroso onde a magia age livremente. A Londres Branca é o mundo faminto onde se luta para controlar a magia, e onde a magia reage, drenando a cidade até os ossos. E finalmente a Londres cinza, a que se assemelha a nossa realidade, é a cidade sem magia. Mas Kell não atua somente como mensageiro entre as Londres. Extraoficialmente Kell é um contrabandista, levando artefatos de uma Londres a outra para pessoas que querem ter um vislumbre de algo que nunca verão. Ele está ciente dos riscos, mas para Kell, fazer isso é uma forma de ter controle de sua própria vida. Mas uma hora alguma coisa ia dar errado.

Em uma de suas viagens para a Londres Branca, Kell bebeu o que não devia e quando percebeu já havia aceito levar uma carta com ele e como pagamento ele recebe uma pedra preta com uma única palavra gravada, uma runa de uma língua que não existe mais, a pedra pertence a Londres Preta. Kell percebe que está de posse de algo muito perigoso, mas nem tem tempo de pensar no que fazer com a pedra pois ele começa a ser perseguido e em sua fuga acaba sendo roubado por Delilah Bard, ou somente Lila, uma garota que vive de seus furtos. Ao tentar recuperar a pedra Kell é atacado e fica a beira da morte, mas é salvo por Lila. Kell sabe que precisa se livrar de algo tão poderoso e só tem uma maneira de fazer isso, levar a pedra de volta para a Londres Preta. Mas Lila que sempre quis viver uma aventura, só vai devolver a pedra com a condição de Kell levá-la junto com ele.

"Você acredita que a magia é uma igual. Uma companhia. Uma amiga. Mas não é. A pedra é a prova. Ou você é mestre da magia ou seu escravo."

Eu conheci a escrita da autora através do livro A Melodia Feroz, onde ela assina como Victoria Schwab. Seus livros mais adultos, como esse, são assinados como V. E. Schwab. Então para quem ainda não sabe é a mesma autora. Eu amei A Melodia Feroz e desde então eu quis ler todos os seus livros. Mas demorei para comprar esse porque o preço nunca baixava. Quando finalmente comprei esse e o segundo da trilogia, fiquei esperando a editora lançar o terceiro e ultimo livro para começar a ler. E apesar do livro ter sido lançado em 2017 lá fora, só agora a Record se decidiu a lançar ele por aqui, então finamente vamos a leitura.

Quando li as resenhas desse livro e vi que eram mundos paralelos achei que fosse ficar confusa na história, porque sempre fico perdida com esse tema. Mas comecei a ler e já no começo dá para entender as muitas Londres e se situar no mundo criado pela autora. Uma vantagem é que apesar de ser Londres paralelas, não são as mesmas pessoas que habitam nelas. Esse sempre é meu problema com o tema, mas aqui por não ter isso achei de boa. Eu comecei o livro de manhã e terminei ele de noite porque é simplesmente impossível largar enquanto a gente não vê o livro terminado. Depois que a gente começa a acompanhar os dois protagonistas, é como se a gente estivesse dentro da história com eles.

E mais uma vez a autora surpreendeu pela originalidade em vários pontos da história. Mas também encontrei algumas coisas que já vi em outros livros, como os irmãos vilões, que são os governantes da Londres Branca e que achei muito parecidos com os gêmeos Jane e Alec de Crepúsculo. E nem sei quais dois irmãos é o pior. Mas por isso e por outros pontos, acabei não favoritando o livro, mas dei nota máxima pela qualidade da história, mesmo achando que A melodia Feroz é um tantinho melhor. Mas já preciso ler o segundo. E olha que nem tem essa ânsia toda porque o final desse livro é fechado e se a autora quisesse poderia terminar por aqui. Não temos nenhuma revelação bombástica e nenhuma reviravolta de tirar o folego, mas sabe quando fica aquele gosto de quero mais no final da história mesmo assim?

O cenário criado pela autora é fantástico e seus personagens são melhores ainda. Nem sei dizer se gostei mais de Kell ou de Lila. Kell é um personagem que a gente quer abraçar e nunca mais largar. Espero ter mais informações sobre seu passado nos próximos livros. Já Lila é aquela personagem feminina que sempre esperamos encontrar em livros de fantasia. Ela é o oposto de Kell e até por isso as inteirações entre eles são maravilhosas. Mas não esperem nada romântico, e sim algo de parceria mesmo. Até achei que Lila ia ter alguma coisa com Rhy, irmã adotivo de Kell. E podemos esperar grandes feitos dela nos próximos livros porque a autora jogou umas informações sobre ela que acho que vai mudar o rumo da história no próximo livro.

E não posso deixar de falar sobre a magia presente na história. Uma coisa que amei foi que a autora deu todos os detalhes para que a gente consiga entender toda a situação, principalmente a politica. Tudo gira em torno da magia, inclusive a jornada dos protagonistas nesse primeiro livro com a pedra, que pode ser o começo de tudo para alguns ou o começo do fim para outros. Enfim, eu amei o livro e não fiquei perdida nem confusa como achei que ia ficar. O tanto de páginas passa voando de tanto que a história prende a gente. Por isso fica minha indicação para quem gosta de uma boa fantasia. Quanto a capa apesar de não achar das mais bonitas, achei que tem tudo a ver com a história.

Nota:













14 setembro 2020

Resenha | Becky Bloom - Delirios de Consumo na 5ª Avenida - Sophie Kinsella

Livro: Becky Bloom - Delirios de Consumo na 5ª Avenida
Série: Becky Bloom #2
1- Os Delírios de Consumo de Becky Bloom
Gênero: Chick-Lit
Autora: Sophie Kinsella
Editora: Record
Páginas: 466
Ano: 2002
Resenha:

Contêm spoilers do livro anterior.

Rebeca Bloom é uma Shopaholic, uma compradora compulsiva que compensa suas tristezas e frustrações com o ato da compra. E como fatalmente não consegue pagar tudo o que compra, ela mente e engana todos à sua volta, inclusive ela mesma chega a acreditar nas mentiras que conta. E a ironia disso tudo é que ela trabalha na área de finanças. E a situação chegou em um ponto insustentável, mas por um golpe de sorte Becky conseguiu um novo emprego como consultora financeira em um programa de tv, com um salário infinitamente maior do que seu anterior e conseguiu quitar todas as suas dívidas e de quebra ainda conseguiu um namorado, Luke Brandon.

Mas agora ela aparece na televisão e precisa de roupas melhores, por isso seu novo guarda roupa conta como um investimento. E é isso que ela usa para justificar seus novos surtos de compras, tanto para sua melhor amiga Suze, como para o gerente do seu banco que vem alertar sobre o valor que ela já está devendo no cheque especial. Ele também avisa Becky que está aposentando e que seu substituto tem a fama de ser muito rigoroso com os devedores. Mas Becky nem presta muita atenção já que está pensando na sandália que ela precisa comprar para sua viagem romântica com Luke. Que na verdade acaba virando uma viagem de negócios e ela ainda descobre que Luke vai se mudar para Nova York.

Becky fica desesperada achando que vai levar um fora de Luke, mas para sua surpresa ele pede que Becky vá morar com ele. Luke diz que ela não precisa decidir já, primeiro eles podem tentar um período de adaptação e Becky concorda. Assim ela parte para Nova York para ficar quinze dias deixando para trás o emprego e todas as milhares de cartas de cobrança que tem chegado nos últimos dias. E se Becky já é um perigo em Londres, imagine na meca mundial do consumo. Assim que chega à 5ª Avenida Becky sabe que encontrou seu lugar no mundo. São tantas promoções e descontos que Becky imagina estar no céu. Mas então à realidade bate a sua porta e Becky está prestes a perder o emprego, a credibilidade e Luke, tudo de uma vez.

"Olho em volta no salão luminoso, ruidoso, as mulheres se juntando aqui e ali, pegando a mercadoria, experimentando echarpes, enchendo os braços com coisas novas e brilhantes. E sinto um calor súbito: uma realização avassaladora. Este é o meu povo. É este o lugar que eu pertenço. Encontrei minha pátria."

Eu li o primeiro livro dessa série em 2016, em uma época que chick-lit era meu gênero literário favorito. E desde então meu gosto e minhas opiniões sobre vários assuntos mudaram muito. E pude perceber que o gênero já não me agrada tanto quanto antes. Recentemente eu reli a trilogia A Rainha da Fofoca e me irritei muito com as atitudes da protagonista. E com a Becky não foi diferente. Eu estou procurando ler livros mais leves e achei que a série da Becky Bloom, que tenho inteira na estante e só tinha lido o primeiro livro até então, iam ser leituras leves e divertidas. Mas o que antes eu achava engraçado e ria muito, hoje só me irrita.

Quando li o primeiro livro já percebi que a autora criou a Becky como um alerta. Mas o que me frustou na leitura foi ver que em vez de mostrar um caminho para quem sofre com o problema, a personagem foi "recompensada" por tudo de errado que fez. E mesmo com um final meio aberto dá para entender que ela não mudou nada, pelo contrario, continuou fazendo tudo igualzinho. E porque mudar se daquele jeito deu certo? O negócio é que a conta só chega nesse segundo livro, então quem só leu o primeiro livro vai ficar com um final diferente na cabeça, achando que na verdade a autora apenas brincou com o vício, que infelizmente muita gente sofre sem nem perceber. 

E como sabemos esse é um problema muito sério, que a pessoa não consegue resolver sozinha e se Becky não procurar uma ajuda profissional ela nunca vai melhorar. E pelo menos nesses dois primeiros livros foi isso que vemos, a personagem tapando o Sol com a peneira, mas o vício está lá. Até porque nem ela nem ninguém ao seu redor consegue enxergar que ela sofre de uma doença e tudo o que acontece de errado é sempre culpa de outra pessoa ou de alguma circunstancia infeliz, nunca é culpa do vício. Por isso fiquei chateada pela forma como a autora abordou o assunto, já que a gente sabe que na vida real a realidade é bem diferente. Não vai acontecer um milagre, igual acontece nesses dois livros, para livrar a cara da personagem.

E meu Deus que nervoso que passei com a Becky. Vai dando um desespero ao ver como ela compra, compra e vai inventando justificativas para comprar e vai se enfiando em dívidas cada vez maiores e ainda por cima acreditar que se ela não abrir e ler as cartas de cobrança, não vai ser real. E ela acaba se tornando uma mentirosa compulsiva porque uma mentira vai levando a outra e quando percebe ela não consegue mais voltar atrás e até acaba acreditando em suas próprias mentiras. E acho que a coisa fica tão "fácil" que ela acaba inventando histórias em outras situações também, não somente quando envolve o dinheiro. 

Quanto ao romance do livro, achei que não evoluiu nada do primeiro livro para esse. No primeiro Luke mal aparece, e nem sei quando foi que a Becky teve tempo para se "apaixonar" por ele. Já nesse Luke trabalha que nem um louco e eles mal se falam. É zero conversas entre eles. Tem uma situação onde eles vão ir em um casamento de um vizinho da Becky e de quebra Luke vai conhecer seus pais, e Luke não aparece, não avisa nada e Becky não liga para ele para perguntar o que aconteceu. Será que já tinham inventado o telefone nessa história? 

Mas enfim, eu avaliei o livro pela escrita da autora, que é ótima e eu li as quase 500 páginas em um dia de tanto que ela prende a gente. E também procurei olhar pelo lado do publico alvo do livro, porque se eu tivesse lido esse livro alguns anos atrás, minha visão teria sido diferente. Agora só me resta rezar para que por um milagre a série inteira, que até o momento tem nove livros, não seja desse mesmo jeito porque se não já prevejo muita irritação. Quanto a edição, é antiga, só encontrei os primeiros livros da série em um sebo e os livros são com folhas brancas. E as capas acho bem sem graça. 

Nota: 








19 março 2019

#20 | Eu Quero!

Essa coluna não apareceu por aqui nos últimos meses, mas hoje reuni aqui alguns dos desejados desde o começo do ano. Tem outros livros que me interessaram e que não estão na lista, mas esses são os que eu mais desejei.

Não se deixe enganar pelas aparências.
Depois de uma manhã agitada no curso de psicologia forense, Morgan não vê a hora de voltar para casa, no Brooklyn, e trabalhar em sua dissertação. Tudo o que ela queria era ficar sozinha, mas seu noivo, Bennett, está a sua espera. Ao chegar, ela encontra a porta entreaberta. Morgan teme que algum dos seus três cães tenha fugido. Ela abre a porta com o ombro, esperando ser recebida pelos animais. Porém, nenhum deles aparece de imediato. Há marcas no chão, pegadas de cachorros.
Nuvem, o cão-da-montanha-dos-pirineus, é a primeira a vir ao seu encontro, mas sem o ânimo habitual. Seus pelos estão vermelhos de um lado, como se ela tivesse se sujado em uma parede com tinta fresca. Sangue. Morgan procura sinais de ferimentos, mas não encontra nada. Nem nos dois pit-bulls, George e Chester.
Ela avança pelo corredor, e as manchas de sangue que encontra parecem cada vez maiores. Por fim, vê Bennett caído no chão do quarto, a perna em cima da cama. Logo percebe que ele está olhando para cima. Ou estaria, se ainda tivesse globos oculares. A pele das mãos foi arrancada. E a perna em cima da cama não está ligada ao resto do corpo, ela foi arrancada.
Bennett foi atacado, destroçado e morto pelos cães. Mas como isso pode ter acontecido, se Nuvem, Chester e George são extremamente dóceis? Algo não faz sentido nessa história, e tudo fica ainda mais estranho quando Morgan, ao tentar localizar a família de Bennett, descobre que esse não era seu nome verdadeiro. Mas mal sabia ela que encontrar o noivo morto foi só o início de seu maior pesadelo.

Esse ano eu virei a louca dos suspenses e depois de uma sinopse dessa, como não desejar esse livro? Por isso já até comprei e li o livro e logo tem resenha dele por aqui.


Enquanto você dormia…
Depois de perder o pai e ficar sabendo que o irmão Thomas foi ferido durante uma batalha nas colônias, Cecilia Harcourt tem duas opções igualmente terríveis: se mudar para a casa de uma tia solteira ou se casar com um primo vigarista. Então ela cruza o Atlântico, determinada a cuidar de seu irmão pelo tempo que for necessário. Só que, após uma semana sem conseguir localizá-lo, ela acaba encontrando seu melhor amigo, o lindo oficial Edward Rokesby. Ele está inconsciente, precisando desesperadamente de cuidados, e Cecilia promete salvar a vida desse soldado, mesmo que para permanecer ao lado dele precise contar uma pequena mentira...
Eu disse a todos que era sua esposa
Quando Edward recobra a consciência, não entende nada. A pancada na cabeça o fez esquecer tudo que aconteceu nos últimos três meses, mas ele certamente se lembraria de ter se casado. Apesar de saber que Cecilia Harcourt é irmã de Thomas, eles nunca foram apresentados. Mas, já que todo mundo a trata como esposa dele, deve ser verdade.
Quem dera fosse verdade…
Cecilia coloca o próprio futuro em risco ao se entregar completamente ao homem que ama. Mas quando a verdade vem à tona, Edward talvez também tenha algumas surpresas para a nova Sra. Rokesby.

Eu ainda não li Uma dama Fora dos Padrões, mas quando vi esse livro entre os lançamentos, é claro que já quis ele. E ele já chegou aqui em casa e já está todo lindo lá na estante.


Quando pensamos em assassinos em série, pensamos em homens. Mais precisamente, em homens matando mulheres inocentes, vítimas de um apetite atroz por sangue e uma vontade irrefreável de carnificina. As mulheres podem ser tão letais quanto os homens e deixar um rastro de corpos por onde passam, então o que acontece quando as pessoas são confrontadas com uma assassina em série? Quando as ideias de “sexo frágil” se quebram e fitamos os desconcertantes olhos de uma mulher com sangue seco sob as unhas? Prepare-se para realizar mais uma investigação criminal ao lado da DarkSide Books e sua divisão Crime Scene. Esqueça tudo aquilo que você achava que sabia sobre assassinos letais, perto de Isabel Báthory e Mary Ann Cotton, para citar apenas algumas, Jack, o Estripador ainda era um aprendiz. Inspirado na coluna homônima da escritora Tori Telfer no site Jezebel, Lady Killers: Assassinas em Série é um dossiê de histórias sobre assassinas em série e seus crimes ao longo dos últimos séculos, e o material perfeito para você mergulhar fundo em suas mentes. Com um texto informativo e espirituoso, a autora recapitula a vida de catorze mulheres com apetite para destruição, suas atrocidades e o legado de dor deixado por cada uma delas. As histórias são narradas através de um necessário viés feminista. Telfer dispensa explicações preguiçosas e sexistas e disseca a complexidade da violência feminina e suas camadas. A autora também contesta os arquétipos — dama sensual, feiticeira traiçoeira, mãe carinhosa, vovó gentil, entre outros — e busca entender por que as mulheres foram reduzidas a definições tão superficiais. Além disso, questiona a “amnésia coletiva” a respeito dos assassinatos cometidos por mulheres. Por que falamos de Ed Kemper e não de Nannie Doss, a Vovó Sorriso, que dominou as páginas dos jornais norte-americanos em 1950 por seu carisma e piadas mórbidas (ela matou quatro maridos) ? Por que continuamos lembrando apenas de H.H. Holmes quando Kate Bender recebia viajantes em sua hospedaria (e assassinava todos que ousavam flertar com ela) ? A linha que divide o bem e o mal atravessa o coração de todo ser humano. Através das páginas de Lady Killers: Assassinas em Série os leitores vão perceber que estas damas assassinas eram coniventes, egoístas, imprudentes e inteligentes, e estavam dispostas a fazer o que fosse necessário para ingressar no que elas viam como uma vida melhor. Foram implacáveis e inflexíveis. Eram psicopatas e estavam prontas para dizimar suas próprias famílias. Mas elas não eram lobos. Não eram vampiros. Não eram homens. Mais uma vez, a ficha mostra: elas eram horrivelmente, essencialmente, inescapavelmente humanas.

Esse está na lista por ser da DarkSide, que por si só já é um grande motivo. Mas o livro me pareceu ser muito interessante.

A autora de best-sellers do The New York Times, Lisa Kleypas, lança o conto de uma jovem de beleza não convencional que encontra em um espião uma irresistível paixão.
Uma mulher que desafia seu tempo.
Dr. Garret Gibson, a única médica mulher na Inglaterra, é tão ousada e independente quanto qualquer homem – por que não lidar com os próprios desejos como se fosse um? No entanto, ela nunca ficou tentada a se envolver com alguém, até agora. Ethan Ransom, um ex-detetive da Scotland Yard, é tão galante quanto secreto, e sua lealdade é um verdadeiro mistério. Em uma noite emocionante, eles cedem a uma poderosa atração mútua antes de se tornarem estranhos novamente.
Um homem que quebra todas as regras.
Ethan tem pouco interesse pela alta sociedade, mas é cativado pela preciosa e bela Garrett. Apesar da promessa de resistir um ao outro depois daquela noite sublime, ela logo será atraída para sua tarefa mais perigosa. Quando a missão dá errado, Garret usa toda a sua habilidade e coragem para se salvar. À medida que enfrentam a ameaça de uma traição do governo, Ethan fica disposto a assumir qualquer risco pelo amor da mulher mais extraordinária que já conheceu.

Eu já viciei nessa série, por isso é claro que esse entrou na lista. Inclusive comprei na pré-venda, já chegou aqui e logo tem resenha dele também.


Andrea sabe tudo sobre sua mãe, Laura. Ela sabe que Laura sempre viveu na pequena cidade costeira de Belle Isle; sabe que a mãe nunca desejou nada além de uma vida serena como integrante da comunidade; e sabe que ela jamais guardou um segredo na vida. Afinal, todos conhecemos nossas mães, certo?
Mas tudo muda quando uma ida ao shopping se transforma em um cenário de violência e caos, e Andrea conhece um lado completamente novo de Laura. Parece que sua mãe, antes de ser Laura, era outra pessoa. Durante quase trinta anos ela escondeu sua identidade, vivendo sossegadamente na esperança de que ninguém descobrisse quem era de verdade. Agora, exposta, nunca mais poderá viver como antes.
A polícia quer respostas e a inocência de Laura está em jogo, mas ela se recusa a falar com quem quer que seja, inclusive com a própria filha.


E esse aqui eu li um livro da autora no ano passado e amei a escrita dela. Por isso ele já entrou para a lista também.

Polly O’Keefe acabou de se mudar para a casa dos avós, os famosos cientistas Alex e Kate Murry, quando ela acidentalmente se encontra em uma época 3 mil anos no passado. Talvez não seja um mero acidente, ou, ao menos, é o que dizem dois druidas: quando um portal entre círculos do tempo se abre, isso acontece por um motivo. Quando o portal se fecha atrás de Polly e de seu amigo gravemente doente, Zachary, o motivo se torna claro. Em meio ao desespero, conseguirá Polly manter a si mesma e a Zachary vivos até que o portal reabra e eles possam voltar para casa?


E até que enfim temos o ultimo livro dessa série que me conquistou. Não vejo a hora de ter o meu exemplar em mãos, porque essas edições estão de arrasar.


O detetive Nap Dumas nunca mais foi o mesmo após o último ano do colégio, quando seu irmão Leo e a namorada, Diana, foram encontrados mortos nos trilhos da ferrovia. Além disso, Maura, o amor da vida de Nap, terminou com ele e desapareceu sem justificativa.
Por quinze anos, o detetive procurou pela ex-namorada e buscou a verdadeira razão por trás da morte do irmão. Agora, parece que finalmente há uma pista.
As digitais de Maura surgem no carro de um suposto assassino e Nap embarca em uma jornada por explicações, que apenas levam a mais perguntas: sobre a mulher que amava, os amigos de infância que pensava conhecer, a base militar próxima a sua antiga casa.
Em meio às investigações, Nap percebe que as mortes de Leo e Diana são ainda mais sombrias e sinistras do que ele ousava imaginar.

Eu amo os livros do autor, por isso é claro que já quero esse. Gostei de terem mudado o padrão das capas, mas deveriam ter mudado o tamanho do nome também porque não tem necessidade de pegar metade da capa já que ele é bem conhecido.

Em O Destino das Terras Altas, primeiro livro da série Os Murrays, Hannah Howell nos apresenta o esplendor da Escócia medieval com uma saga de guerra entre clãs, lealdades divididas e amor proibido.
Quando o destino coloca Maldie Kirkcaldy na mesma estrada que sir Balfour Murray e seu irmão ferido, ela lhes oferece seus serviços como curandeira. Ao saber que tem em comum com sir Balfour um juramento de vingança, decide seguir com ele para cumprir a sua missão.
Mas ela não pode lhe revelar sua verdadeira identidade, sob o risco de ser acusada como espiã. Enquanto luta para negar o desejo que a dominou assim que viu o belo cavaleiro de olhos negros pela primeira vez, Maldie tenta a todo custo conservar o aliado.
Balfour, por sua vez, sabe que não pode confiar nela, mas também não consegue ignorar a atração que nasceu entre os dois. E, ao mesmo tempo que persegue seu objetivo de destruir Beaton de Dubhlinn, promete descobrir os segredos mais profundos dela e conquistar o seu amor. Para isso, não deixará que nada se interponha em seu caminho.

Eu já li uma série da autora e gostei bastante da escrita dela, por isso quero muito ler esse livro.

E vocês, desejam algum desses? Quais entraram para sua lista nesse começo de ano?






30 julho 2018

#82 | A Estante Aumentou

Esse mês a estante aumentou bastante em vista dos meses anteriores. Até me segurei para não gastar muito, mas chegou livros que ganhei em sorteio e parcerias.

Eu nem lembrava mais desse sorteio e nem sei porque participei já que não gosto do gênero. Mas acabei ganhando e vou ler. Os livros são de um sorteio de desapego do blog Ler Para Divertir, mas estão como novos.


Senhorita Aurora veio na caixa literária da Vitrine 42 e Nada Escapa a Lady Whistledown eu comprei com um vale presente que ganhei respondendo pesquisas.


Esses dois eu comprei em uma promoção na Livraria Cultura. São dois livros que estavam na minha lista de desejados.


O livro da Julia comprei na mesma promoção e o da Sarah recebi em parceria com o Grupo Autêntica e é minha leitura atual.


Do Grupo Autêntica também chegou Amor Amargo que já resenhei aqui e Bruto e Apaixonado recebi de parceria com a Harlequin e também tem resenha dele aqui.


Esses recebi de parceria com a HarperCollins. O Rei das Cinzas tem resenha aqui, As Elizas aqui e Os Imortalistas aqui.


E por fim esses dois vieram na caixinha do Clube do Livros e Citações e o livro da Paola já passei na frente e logo tem resenha dele.


O que acharam dos livros? Já leram algum desses?




22 dezembro 2016

#63 | A Estante Aumentou

A postagem de hoje é um especial Black Friday porque me acabei de comprar de tantas promoções boas que eu vi. Foram 11 livros no total. Mas para minha defesa só comprei livros que estavam na minha lista de desejados hehe. Tem também os livros que chegaram de parceria e um que comprei com um vale respondendo pesquisas.

Vamos aos que eu comprei.
É claro que não podia faltar os romances de época. Esses dois foram lançamentos de novembro da Arqueiro e eu estava louca pelos dois.


Amityville eu li quando era criança e como a DarkSide relançou nessa edição maravilhosa capa dura, eu precisei comprar. Corte de Névoa e Fúria faz tempo que eu estava ensaiando para comprar mas o preço não ajudava, então como caiu bastante o preço, comprei.


Unidos Somos Um eu já até resenhei aqui no blog. Ele fechou a série com chave de ouro. E A Chave de Bronze é o terceiro livro da série Magisterium que também estou adorando.


Uni-Duni-Tê também estou querendo tem um tempo já, desde que comecei a ler as resenhas dele e Harry Potter até prometi que não ia comprar mas não aguentei. Tem resenha dele aqui.


E para finalizar as compras da BF, comprei os três livros capa dura que também estavam na lista. Mas não achei o primeiro capa dura pela Intrínseca, por isso comprei o da Leya mesmo.


E aqui as edições sem as jackets 


Com o vale que falei, comprei esse livro da Samanta, que é romance de época e eu preciso ler outros livros da autora. Já Filho das Sombras chegou de parceria com a Butterfly.


E da Arqueiro chegou o segundo e o terceiro livro da Trilogia A Passagem. Já estou lendo Os Doze.



E ai gostaram de algum? Já leram algum desses, o que acharam?




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