08 dezembro 2020

Resenha | As Listas de Casamento de Becky Bloom - Sophie Kinsella

Livro: As Listas de Casamento de Becky Bloom
Série: Becky Bloom #3
2 - Delirios de Consumo na 5ª Avenida
Gênero: Chick-Lit
Autora: Sophie Kinsella
Editora: Record
Páginas: 446
Ano: 2004

Contêm spoilers dos livros anteriores.

Resenha:

Depois de ser desmoralizada ao ter sua situação financeira exposta nos jornais e perder seu emprego e seu namorado, Becky Bloom aparentemente resolveu dar um novo rumo na sua vida. Ela desistiu de vez da área financeira e agora trabalha com o que realmente gosta: moda. Ela é uma consultora de compras e pode comprar o que quiser já que a conta vai para seus clientes. E sua vida amorosa também parece que entrou nos rumos já que Luke se declarou e disse que não consegue viver sem ela e agora os dois dividem um apartamento em Manhattan. Sabendo dos problemas de Becky, Luke tem a ideia deles abrirem uma conta conjunta, assim ele consegue monitorar os gastos de Becky e ajudar ela a se controlar. 

Mas conhecendo Becky já sabemos que essa ideia não funciona muito bem. Na verdade em vez de ajudar Becky a controlar o que compra, a conta conjunta só serve para criar atrito entre eles e incentivar a criatividade de Becky, que precisa inventar novos jeitos de gastar sem Luke descobrir. Mas por enquanto o relacionamento está dando certo e já faz um ano que eles estão morando juntos. E com a aproximação do casamento de sua melhor amiga Suze, Becky começa a pensar que ela e Luke também podiam levar o relacionamento para outro patamar, mesmo que casamento seja o último item na lista de prioridades de Luke. Pelo menos era nisso que Becky acreditava. 

Por isso ela tem a maior surpresa de sua vida quando pega o buquê de Suze e dentro dele tem um envelope com um anel de diamante junto com um pedido de casamento de Luke. Becky fica nas nuvens e antes mesmo de Suze ir para a lua de mel, ela já começa a planejar o casamento. O problema é que a mãe dela quer fazer a cerimônia na Inglaterra e a mãe de Luke quer uma festa estrondosa em Nova York. Então Becky se vê entre a cruz e a espada porque se ela escolher o casamento no quintal da casa da sua mãe, Luke vai ficar magoado, e se ela escolher o Plaza Hotel, serão seus pais os ofendidos. Mas ela pode decidir isso depois já que no momento o mais importante é fazer a lista de casamento. 

Terminei o terceiro livro da série e já estou pensando seriamente em como vou aguentar a Becky por mais seis livros. Porque a construção da história é idêntica nesses três primeiros livros, e pelo andar da carruagem acredito que o mesmo vai acontecer nos próximos. Temos a Becky se enrolando cada vez mais ao longo da história e no final acontece um milagre e salva tudo. E acredito que não tem mais jeito, nem adianta ter esperança de ela mudar suas atitudes, reconhecer que tem uma doença e que precisa de ajuda de um profissional, Becky vai continuar mentindo, omitindo, criando histórias mirabolantes para ninguém descobrir as coisas de errado que ela faz e quando nada mais funciona, fugindo dos problemas em vez de enfrentá-los.

Como agora a conta deles é conjunta pensei que pelo menos ela ia pensar duas vezes antes de gastar, e ela pensa duas vezes sim, até quatro, mas é em como vai esconder a fatura de Luke. E a criatividade vai longe. E ela ainda tem "sorte" porque Luke está passando por um momento difícil e não está prestando muito atenção no que ela faz. Desde o primeiro livro vemos que Luke trabalha em excesso e nesse livro temos o motivo. Ele foi abandonado pela mãe ainda muito pequeno e na cabeça dele, ele precisa vencer na vida, principalmente em Nova York onde a mãe mora para se mostrar merecedor do amor dela. Mas por mais que ele faça, ela não lhe dá nenhuma atenção. E como deu raiva dos desmandos dela e a Becky ali aceitando tudo calada por falta de coragem de se impor.

Mas raiva mesmo foi o que passei com a Becky com dois casamentos sendo organizados em dois continentes diferentes e ela enganando os dois lados. Enquanto ela estava prejudicando somente ela com seu vício em compras ainda ia, mas agora era muita gente e muito dinheiro envolvido. E o que mais me irritou foi que novamente a autora não mostrou o lado ruim de ser assim. De novo ela se safa com um " milagre " e fica tudo bem no final. Sou da opinião que os livros tem sim que serem leves e divertidos, e até prefiro esses tipos, mas a partir do momento que a autora escolhe abordar uma doença tão prejudicial como essa e que não tem muitos livros que falam sobre esse assunto, ela tem a obrigação de mostrar que vai ter consequências sim e não que vai acontecer um milagre e ficar tudo bem. 

Ainda mais sendo uma série de livros com o é o caso. A minha esperança é de que em algum momento ela mostre a realidade da coisa e não que fique todos os livros seguindo essa mesma fórmula que até para os olhos de alguns pode ser engraçada, mas que aos meus só me deixa desesperada por saber que existem pessoas nessa mesma situação se endividado cada vez mais por não reconhecerem que tem uma doença. Mas novamente vou dar uma nota na média porque a escrita da autora é viciante e li o livro de mais de quatrocentas páginas em poucas horas. E também sei que um público mais jovem vai apreciar a história mais do que eu. Quanto a edição já disse que acho essas capas sem graça e as folhas são brancas o que dificulta a leitura. 

Nota:







21 comentários:

  1. Oi, Sil. Como vai? Que pena que a leitura tenha lhe irritado um bocado. Às vezes acontece não é mesmo! Sophie Kinsela é isso mesmo, os poucos livros que li desta autora tem uma fórmula que ela sempre segue. Ademais a escrita dela é viciante mesmo, o que agrada os leitores. Sua resenha ficou maravilhosa, bastante sincera e muito bem escrita. Abraço!


    https://lucianootacianopensamentosolto.blogspot.com/

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  2. Eu quero muito ler essa série de livros mas, confesso que não imaginava a história desse livro assim. Levei um baita balde de água fria agora mesmo assim ainda comprarei para ler rs
    Vou ver se encontro uma edição que as folhas não sejam completamente brancas porque realmente cansa muito a visão.
    Beijos.


    https://www.parafraseandocomvanessa.com.br/

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  3. Eu não sabia que os delírios de consumo de Becky Bloom tinha continuação e fiquei pasma quando descobri kkk. Eu conheci o livro através do filme, porém ainda não li.

    Abraço

    Imersão Literária

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  4. Olá. Quanto a autor a não abordar o problema de Becky, acredito que virá talvez mais para o final da saga. Como você mesma disse, há muito o que ser lido ainda.
    Um abraço. Boa semana.

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  5. Oi Sil, eu amo o livro, mas série grandes assim eu penso muitas vezes antes de embarcar, sendo bem sincera. De qualquer forma eu espero que os próximos volumes sejam melhores!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  6. Nossa não fazia ideia de que o filme era inspirado em uma série de livros, muito menos em uma série tão grande assim. Me interessei com a descrição, mas é realmente chato quando não gostamos tanto da protagonista ou de suas atitudes :(

    Blog Tagarelando Livros

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  7. Oi, Sil! Tudo bom?
    Eu só li o livro de natal da Becky Bloom e me perdi muito em um monte de coisa por ser sequencial UHASUHASUHASUHASUHASUH mas foi legal pra conhecer a narrativa da Sophie. Não fez MUITO meu gênero, mas foi uma leitura ok.
    Ainda prefiro o filme, apesar de ser tão diferente. É uma das minhas romcom favoritas!

    Beijos, Nizz.
    www.queriaestarlendo.com.br

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  8. Eu concordo com você, a autora precisa mostrar todos lados de uma pessoa que sofre de uma doença como essa. É até irresponsável não mostrar as consequências. A proposta do livro parece até legal, mas esses pontos negativos que você destacou tira um pouco a vontade de ler.
    Ótima resenha, Sil ♥

    Beijos
    http://www.leiapop.com/

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  9. Eu era louca pela Becky antigamente, hoje em dia nem chego perto dos livros para evitar ,e decepcionar.
    beijos
    https://www.dearlytay.com.br/

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  10. Oi Sil, tudo bem?

    Nunca li nada da Sophie, mas acho que não começaria por essa série já que tenho sérios problemas com pessoas consumistas (rs...) e acho que as atitudes da Becky iam me deixar bem incomodada.

    A escrita da autora parece possuir vários clichês que gosto e espero que quando tiver a oportunidade de ler uma obra dela, não me decepcione.

    Beijos;*
    Ariane Reis | Blog My Dear Library.

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  11. É ruim quando a história é uma série e parece que a mesma coisa segue sempre igual, a mesma fórmula é usada em todos os livros. Se torna meio chato, também não aprecio muito.

    www.vivendosentimentos.com.br

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  12. Oi, Sil!
    Eu sou muito fã do filme da Becky e dos livros da Sophie, mas ainda não li essa série exatamente por ela ser longa haha.
    Concordo que é chato mesmo isso de ser sempre o mesmo roteiro e tudo se resolver num passe de mágica. Para um terceiro livro é de se esperar que a protagonista tenha algum desenvolvimento :(

    Estante Bibliográfica

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  13. Gosto das obras da Sophie, mas não li nenhum dos livros da Becky Bloom, apenas li várias resenhas e assisti ao filme, e acho super chato romantizarem e satirizarem o problema da protagonista, como você disse, ela não reconhece que é doente. Super concordo com você, seria muito legal se a autora mostrasse a seriedade dessa doença e as consequências dela.
    Amei a sua resenha sincerona!
    Beijo, Blog Apenas Leite e Pimenta ♥

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  14. Misericredo que essa série são NOVE LIVROS!!!! É... definitivamente eu passo pois não teria paciência não
    Beijos
    Balaio de Babados

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  15. Ei, Sil, tudo jóia? Nove livros com essa protagonista e autora passando pano não devem ser fáceis de digerir, eu li a resenha toda, com spoiler e tudo mais, porque fiquei bastante interessada. Talvez em algum livro a autora aborde o problema que a personagem tem de maneira mais profunda e tratando o vício como uma doença, o que realmente é. Eu não sei se leria, mas vou ficar acompanhando as suas resenhas da série, beijo!


    Books House

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  16. Olá,
    Eu só tenho o primeiro por aqui pq a versão pocket dele tava 10 conto kkkk mas também não gosto de folhas brancas, deve ser por isso que até hoje não li. Mas tenho vontade de conhecer a série.
    Vi a adaptação do primeiro, acho que guia minha mente financeira até hoje pq se puder pago tudo na hora. Quando eu tava trabalhando, no dia seguinte já tava na loja pagando o boleto. haha

    até mais,
    Canto Cultzíneo

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  17. Oi, Sil

    Eu acho que Sophie é muito equivocada nas abordagens dela. Ela quer colocar comédia em situações que na verdade são muito sérias, com é o caso dessa doença da personagem. Nem tudo pode ser levado na brincadeira, e eu não teria essa paciência que você está tendo não...

    Beijos
    - Tami
    https://www.meuepilogo.com

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  18. Oi Sil,
    Eu parei de ler no livro 2, que é o da 5ª Avenida. Até gosto da Sophie Kinsella, a minha obra favorita dela é Emma Corrigan, mas a Becky Bloom em si, não faz taaaanto meu estilo. Sei que ela tem um problema sério, que precisa de ajuda psicológica, só que as vezes beira ao fútil. Não gosto tanto.
    beijos
    http://estante-da-ale.blogspot.com/

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  19. Eu tenho poucas experiências com a Kinsella, mas foram boas até o momento. Esse da Beck eu nunca tinha lido e, quando você comentou que ter uma série e ainda era "mais do mesmo", já descartei logo a possibilidade. De fato, um assunto desses era para ser trabalhado de outra forma, mas parece que a autora preferiu explorar a parte engraçada e acabou perdendo a graça de tanto repetir... =/
    Bjks!

    Mundinho da Hanna
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  20. Estou adorando os livros de Sophia Kendella, principalmente a série de Becky Bloom que nos faz rir e querer ter uma amiga como Becky Bloom...Vi o filme os delírios de Becky Bloom...Será que não mais filmes da série ? Seria muito bom...Principalmente nessa época de pandemia...Adoraria ver e acredito que mais pessoas também...

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  21. Boa tarde Adoraria continuar vendo mais filmes da série de Becky Bloom...Tenho certeza que tem muita gente que ia gostar de ver.
    Bjs

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