Mostrando postagens com marcador Sophie Kinsella. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sophie Kinsella. Mostrar todas as postagens

15 janeiro 2021

Resenha | A Irmã de Becky Bloom - Sophie Kinsella

Livro: A Irmã de Becky Bloom
Série: Becky Bloom #4Gênero: Chick-Lit
Autora: Sophie Kinsella
Editora: Record
Páginas: 480
Ano: 2006

Contêm spoilers do enredo do livro anterior no primeiro parágrafo.

Resenha:

Em um golpe de sorte Becky conseguiu conciliar seus dois casamentos que estavam marcados para o mesmo dia e mesma hora só que em continentes diferentes e de quebra ainda convenceu Luke a tirar um ano sabático e partir para uma viagem de lua de mel conhecendo o mundo. Mas dez meses depois Becky não vê a hora de voltar para casa, ainda mais que ela não está presente em momentos importantes da vida de seus amigos e familiares. Por isso quando chega o convite para o batizado dos gêmeos da sua melhor amiga Suze, Becky decide que está na hora de voltar, para alivio de Luke que não aguentava mais ficar longe de sua empresa. Tanto que no momento que Becky diz que quer voltar ele já marca duas reuniões de trabalho em Milão.

Luke pensa em ir sozinho, mas Becky não vai perder a oportunidade de conhecer a capital da moda, mesmo que agora ela seja uma pessoa diferente e não compre tudo o que vê pela frente. E Becky até que permanece firme em seu propósito e só compra um cinto para Luke, pelo menos até o momento em que coloca os olhos naquela bolsa Angel. A mesma que está esgotada e existe até uma lista de espera, ali na sua frente disponível para compra. Becky só precisa pensar em uma maneira de contar para Luke que gastou uma fortuna em uma bolsa. Isso e as "coisinhas" que comprou na viagem e mandou entregar em casa escondido dele. Mas não é apenas Luke que vai ter uma surpresa quando chegar em casa, Becky vai descobrir que as coisas mudaram e muito durante sua ausência. 

Ao chegar no batizado, Becky descobre que Suze agora tem uma outra melhor amiga, Lulu, que Becky detesta à primeira vista. E isso não é nem o pior. Becky descobre que seu pai teve uma filha antes de casar com sua mãe e Becky tem uma irmã mais velha, Jessica. Passado o choque, Becky quer tirar proveito da situação e já que Suze trocou ela pela Lulu, Becky vai fazer de Jess sua nova melhor amiga. O problema é que Jess é o oposto de Becky. Ela detesta fazer compras e só gasta o necessário. E além disso tudo Becky ainda tem que se preocupar com seu casamento que está por um fio depois que suas compras da viagem chegaram. Luke ficou furioso depois que viu os dois caminhões enormes lotados das bugigangas que Becky comprou. Isso sem falar que ela resolve "ajudar" Luke na empresa e acaba colocando ele em uma enrascada.

Esse é o quarto livro da série Becky Bloom, que já está com nove livros publicados. E infelizmente vou ter que me conformar que os livros serão mais do mesmo, com o mesmo enredo em todos eles e que nada vai mudar na protagonista, que tem uma doença e nem ela nem ninguém à sua volta consegue ver. E o pior nem é isso, o que não me conformo mesmo é que em todos os livros temos um milagre e Becky resolve todos os problemas em um piscar de olhos, o que infelizmente está bem longe da realidade. Ai você que sempre lê minhas resenhas vai dizer, mas você não gosta de livros que fujam da realidade e que tenham final feliz? Sim, são meus favoritos. Mas desde que não abordem uma doença de forma tão superficial. 

Nos quatro livros que li até agora acontece a mesma coisa. A Becky vai gastando sem controle, comprando tudo o que vê pela frente, independente de se ela precisa ou não, fica devendo até as calças, e para ninguém descobrir, já que ela acredita que consegue resolver a situação por conta própria, ela mente sem controle e no fim quando parece que enfim ela vai aprender alguma coisa vem alguém e "salva" a situação. Quatro livros depois e Becky continua a mesma garota mimada do primeiro livro que acha que pode mentir e gastar o que não tem que está tudo certo. A coisa sai tanto de controle que tem momentos que fico "Meu Deus como pode isso e ninguém faz nada".

Mas então eis que surge enfim um personagem que aparentemente vai dar um banho de realidade na protagonista. Sua irmã Jessica é controlada, compra somente o que precisa e ainda pechincha na hora de pagar. E até uma grande parte do livro achei que isso fosse realmente acontecer. Mas então lá vem a autora e estraga tudo no final, inventando um vício para a Jess que coloca ela no mesmo patamar que a Becky, e justifica o parentesco. Então mais uma vez Becky acredita que ela está certa agindo como uma louca comprando tudo o que vê pela frente. Infelizmente estou bem chateada com a forma como a autora escolheu abordar esse vício que é uma doença e que a pessoa não consegue parar sem ajuda profissional.

Dai você vai me perguntar mas então porque você continua lendo os livros. Primeiro porque eu comprei os livros em uma época que gostava e muito desse gênero e paguei bem caro para não ler eles agora. E segundo porque a escrita da autora é viciante eu li o livro em menos de cinco horas. Se não fosse esse descaso da autora com o problema da Becky, os livros seriam engraçados e uma série ótima de se acompanhar. E até por isso dei uma nota na média. Mas como sempre digo, cada um tem um gosto e você pode estar em outra fase da vida e ler o livro e amar. Por isso não posso deixar de indicar ele para quem curte chick-lits. Quanto a capa é tão sem graça quanto as outras da série. E minha edição comprei em um sebo e está bem maltratada, principalmente no miolo do livro que está sujo. 

Nota:





08 dezembro 2020

Resenha | As Listas de Casamento de Becky Bloom - Sophie Kinsella

Livro: As Listas de Casamento de Becky Bloom
Série: Becky Bloom #3
2 - Delirios de Consumo na 5ª Avenida
Gênero: Chick-Lit
Autora: Sophie Kinsella
Editora: Record
Páginas: 446
Ano: 2004

Contêm spoilers dos livros anteriores.

Resenha:

Depois de ser desmoralizada ao ter sua situação financeira exposta nos jornais e perder seu emprego e seu namorado, Becky Bloom aparentemente resolveu dar um novo rumo na sua vida. Ela desistiu de vez da área financeira e agora trabalha com o que realmente gosta: moda. Ela é uma consultora de compras e pode comprar o que quiser já que a conta vai para seus clientes. E sua vida amorosa também parece que entrou nos rumos já que Luke se declarou e disse que não consegue viver sem ela e agora os dois dividem um apartamento em Manhattan. Sabendo dos problemas de Becky, Luke tem a ideia deles abrirem uma conta conjunta, assim ele consegue monitorar os gastos de Becky e ajudar ela a se controlar. 

Mas conhecendo Becky já sabemos que essa ideia não funciona muito bem. Na verdade em vez de ajudar Becky a controlar o que compra, a conta conjunta só serve para criar atrito entre eles e incentivar a criatividade de Becky, que precisa inventar novos jeitos de gastar sem Luke descobrir. Mas por enquanto o relacionamento está dando certo e já faz um ano que eles estão morando juntos. E com a aproximação do casamento de sua melhor amiga Suze, Becky começa a pensar que ela e Luke também podiam levar o relacionamento para outro patamar, mesmo que casamento seja o último item na lista de prioridades de Luke. Pelo menos era nisso que Becky acreditava. 

Por isso ela tem a maior surpresa de sua vida quando pega o buquê de Suze e dentro dele tem um envelope com um anel de diamante junto com um pedido de casamento de Luke. Becky fica nas nuvens e antes mesmo de Suze ir para a lua de mel, ela já começa a planejar o casamento. O problema é que a mãe dela quer fazer a cerimônia na Inglaterra e a mãe de Luke quer uma festa estrondosa em Nova York. Então Becky se vê entre a cruz e a espada porque se ela escolher o casamento no quintal da casa da sua mãe, Luke vai ficar magoado, e se ela escolher o Plaza Hotel, serão seus pais os ofendidos. Mas ela pode decidir isso depois já que no momento o mais importante é fazer a lista de casamento. 

Terminei o terceiro livro da série e já estou pensando seriamente em como vou aguentar a Becky por mais seis livros. Porque a construção da história é idêntica nesses três primeiros livros, e pelo andar da carruagem acredito que o mesmo vai acontecer nos próximos. Temos a Becky se enrolando cada vez mais ao longo da história e no final acontece um milagre e salva tudo. E acredito que não tem mais jeito, nem adianta ter esperança de ela mudar suas atitudes, reconhecer que tem uma doença e que precisa de ajuda de um profissional, Becky vai continuar mentindo, omitindo, criando histórias mirabolantes para ninguém descobrir as coisas de errado que ela faz e quando nada mais funciona, fugindo dos problemas em vez de enfrentá-los.

Como agora a conta deles é conjunta pensei que pelo menos ela ia pensar duas vezes antes de gastar, e ela pensa duas vezes sim, até quatro, mas é em como vai esconder a fatura de Luke. E a criatividade vai longe. E ela ainda tem "sorte" porque Luke está passando por um momento difícil e não está prestando muito atenção no que ela faz. Desde o primeiro livro vemos que Luke trabalha em excesso e nesse livro temos o motivo. Ele foi abandonado pela mãe ainda muito pequeno e na cabeça dele, ele precisa vencer na vida, principalmente em Nova York onde a mãe mora para se mostrar merecedor do amor dela. Mas por mais que ele faça, ela não lhe dá nenhuma atenção. E como deu raiva dos desmandos dela e a Becky ali aceitando tudo calada por falta de coragem de se impor.

Mas raiva mesmo foi o que passei com a Becky com dois casamentos sendo organizados em dois continentes diferentes e ela enganando os dois lados. Enquanto ela estava prejudicando somente ela com seu vício em compras ainda ia, mas agora era muita gente e muito dinheiro envolvido. E o que mais me irritou foi que novamente a autora não mostrou o lado ruim de ser assim. De novo ela se safa com um " milagre " e fica tudo bem no final. Sou da opinião que os livros tem sim que serem leves e divertidos, e até prefiro esses tipos, mas a partir do momento que a autora escolhe abordar uma doença tão prejudicial como essa e que não tem muitos livros que falam sobre esse assunto, ela tem a obrigação de mostrar que vai ter consequências sim e não que vai acontecer um milagre e ficar tudo bem. 

Ainda mais sendo uma série de livros com o é o caso. A minha esperança é de que em algum momento ela mostre a realidade da coisa e não que fique todos os livros seguindo essa mesma fórmula que até para os olhos de alguns pode ser engraçada, mas que aos meus só me deixa desesperada por saber que existem pessoas nessa mesma situação se endividado cada vez mais por não reconhecerem que tem uma doença. Mas novamente vou dar uma nota na média porque a escrita da autora é viciante e li o livro de mais de quatrocentas páginas em poucas horas. E também sei que um público mais jovem vai apreciar a história mais do que eu. Quanto a edição já disse que acho essas capas sem graça e as folhas são brancas o que dificulta a leitura. 

Nota:







14 setembro 2020

Resenha | Becky Bloom - Delirios de Consumo na 5ª Avenida - Sophie Kinsella

Livro: Becky Bloom - Delirios de Consumo na 5ª Avenida
Série: Becky Bloom #2
1- Os Delírios de Consumo de Becky Bloom
Gênero: Chick-Lit
Autora: Sophie Kinsella
Editora: Record
Páginas: 466
Ano: 2002
Resenha:

Contêm spoilers do livro anterior.

Rebeca Bloom é uma Shopaholic, uma compradora compulsiva que compensa suas tristezas e frustrações com o ato da compra. E como fatalmente não consegue pagar tudo o que compra, ela mente e engana todos à sua volta, inclusive ela mesma chega a acreditar nas mentiras que conta. E a ironia disso tudo é que ela trabalha na área de finanças. E a situação chegou em um ponto insustentável, mas por um golpe de sorte Becky conseguiu um novo emprego como consultora financeira em um programa de tv, com um salário infinitamente maior do que seu anterior e conseguiu quitar todas as suas dívidas e de quebra ainda conseguiu um namorado, Luke Brandon.

Mas agora ela aparece na televisão e precisa de roupas melhores, por isso seu novo guarda roupa conta como um investimento. E é isso que ela usa para justificar seus novos surtos de compras, tanto para sua melhor amiga Suze, como para o gerente do seu banco que vem alertar sobre o valor que ela já está devendo no cheque especial. Ele também avisa Becky que está aposentando e que seu substituto tem a fama de ser muito rigoroso com os devedores. Mas Becky nem presta muita atenção já que está pensando na sandália que ela precisa comprar para sua viagem romântica com Luke. Que na verdade acaba virando uma viagem de negócios e ela ainda descobre que Luke vai se mudar para Nova York.

Becky fica desesperada achando que vai levar um fora de Luke, mas para sua surpresa ele pede que Becky vá morar com ele. Luke diz que ela não precisa decidir já, primeiro eles podem tentar um período de adaptação e Becky concorda. Assim ela parte para Nova York para ficar quinze dias deixando para trás o emprego e todas as milhares de cartas de cobrança que tem chegado nos últimos dias. E se Becky já é um perigo em Londres, imagine na meca mundial do consumo. Assim que chega à 5ª Avenida Becky sabe que encontrou seu lugar no mundo. São tantas promoções e descontos que Becky imagina estar no céu. Mas então à realidade bate a sua porta e Becky está prestes a perder o emprego, a credibilidade e Luke, tudo de uma vez.

"Olho em volta no salão luminoso, ruidoso, as mulheres se juntando aqui e ali, pegando a mercadoria, experimentando echarpes, enchendo os braços com coisas novas e brilhantes. E sinto um calor súbito: uma realização avassaladora. Este é o meu povo. É este o lugar que eu pertenço. Encontrei minha pátria."

Eu li o primeiro livro dessa série em 2016, em uma época que chick-lit era meu gênero literário favorito. E desde então meu gosto e minhas opiniões sobre vários assuntos mudaram muito. E pude perceber que o gênero já não me agrada tanto quanto antes. Recentemente eu reli a trilogia A Rainha da Fofoca e me irritei muito com as atitudes da protagonista. E com a Becky não foi diferente. Eu estou procurando ler livros mais leves e achei que a série da Becky Bloom, que tenho inteira na estante e só tinha lido o primeiro livro até então, iam ser leituras leves e divertidas. Mas o que antes eu achava engraçado e ria muito, hoje só me irrita.

Quando li o primeiro livro já percebi que a autora criou a Becky como um alerta. Mas o que me frustou na leitura foi ver que em vez de mostrar um caminho para quem sofre com o problema, a personagem foi "recompensada" por tudo de errado que fez. E mesmo com um final meio aberto dá para entender que ela não mudou nada, pelo contrario, continuou fazendo tudo igualzinho. E porque mudar se daquele jeito deu certo? O negócio é que a conta só chega nesse segundo livro, então quem só leu o primeiro livro vai ficar com um final diferente na cabeça, achando que na verdade a autora apenas brincou com o vício, que infelizmente muita gente sofre sem nem perceber. 

E como sabemos esse é um problema muito sério, que a pessoa não consegue resolver sozinha e se Becky não procurar uma ajuda profissional ela nunca vai melhorar. E pelo menos nesses dois primeiros livros foi isso que vemos, a personagem tapando o Sol com a peneira, mas o vício está lá. Até porque nem ela nem ninguém ao seu redor consegue enxergar que ela sofre de uma doença e tudo o que acontece de errado é sempre culpa de outra pessoa ou de alguma circunstancia infeliz, nunca é culpa do vício. Por isso fiquei chateada pela forma como a autora abordou o assunto, já que a gente sabe que na vida real a realidade é bem diferente. Não vai acontecer um milagre, igual acontece nesses dois livros, para livrar a cara da personagem.

E meu Deus que nervoso que passei com a Becky. Vai dando um desespero ao ver como ela compra, compra e vai inventando justificativas para comprar e vai se enfiando em dívidas cada vez maiores e ainda por cima acreditar que se ela não abrir e ler as cartas de cobrança, não vai ser real. E ela acaba se tornando uma mentirosa compulsiva porque uma mentira vai levando a outra e quando percebe ela não consegue mais voltar atrás e até acaba acreditando em suas próprias mentiras. E acho que a coisa fica tão "fácil" que ela acaba inventando histórias em outras situações também, não somente quando envolve o dinheiro. 

Quanto ao romance do livro, achei que não evoluiu nada do primeiro livro para esse. No primeiro Luke mal aparece, e nem sei quando foi que a Becky teve tempo para se "apaixonar" por ele. Já nesse Luke trabalha que nem um louco e eles mal se falam. É zero conversas entre eles. Tem uma situação onde eles vão ir em um casamento de um vizinho da Becky e de quebra Luke vai conhecer seus pais, e Luke não aparece, não avisa nada e Becky não liga para ele para perguntar o que aconteceu. Será que já tinham inventado o telefone nessa história? 

Mas enfim, eu avaliei o livro pela escrita da autora, que é ótima e eu li as quase 500 páginas em um dia de tanto que ela prende a gente. E também procurei olhar pelo lado do publico alvo do livro, porque se eu tivesse lido esse livro alguns anos atrás, minha visão teria sido diferente. Agora só me resta rezar para que por um milagre a série inteira, que até o momento tem nove livros, não seja desse mesmo jeito porque se não já prevejo muita irritação. Quanto a edição, é antiga, só encontrei os primeiros livros da série em um sebo e os livros são com folhas brancas. E as capas acho bem sem graça. 

Nota: 








09 maio 2019

Resenha | A Fada Mamãe e Eu - Sophie Kinsella


Livro: A Fada Mamãe e Eu
Série: A Fada Mamãe e Eu #1
Gênero: Infantil
Autora: Sophie Kinsella
Editora: Galera Junior
Páginas: 176
Ano: 2019

Sinopse:

Ella tem um grande segredo: sua mãe é uma fada. Aliás, todas as mulheres de sua família têm poderes mágicos e asas lindas. Além de uma Smartvarinha capaz de produzir os mais interessantes feitiços, como criar a festa de aniversário perfeita, acelerar a fila do supermercado e fazer lindos e deliciosos cupcakes. Mas a mãe de Ella também tem certa... dificuldade para operar sua Smartvarinha, e nem sempre seus feitiços acabam saindo do jeitinho que se imaginou a princípio. Sorte a dela ter Ella sempre por perto para ajudar a resolver as coisas e fazer tudo voltar ao normal.
O novo livro de Sophie Kinsella, feito sob medida para os pequenos, traz uma mensagem sobre as virtudes da paciência e sobre como a vida familiar não precisa ser perfeita para ser divertida e repleta de amor.

Resenha:

Eu já tinha lido sete livros da Sophie, todos chick-lit, com aquela pegada mais de humor e apenas um jovem adulto À Procura de Audrey, que fugiu um pouco do que estava acostumada a ler dela, mas que igualmente aos outros seis, eu dei nota máxima porque amei todos os livros que li dela até então. Mas então recebi esse livro em parceria com o Grupo Editorial Record e como vocês podem ver pela capa, ele é um livro do selo Galera Junior e é voltado para o publico infantil.


Antes de mais nada quero falar dessa edição que está simplesmente incrível. Além da capa que é uma fofura, com cores lindas, o livro tem ilustrações da Marta Kissi em quase todas as páginas. E além da história, no final do livro temos brincadeiras e até uma receita de cupcake. Para as crianças a leitura será mais demorada, mas para os adultos dá para ler em uma sentada, porque tem poucas páginas e as letras são bem grandes.

E mesmo o livro fugindo totalmente do que a autora tem o hábito de escrever, ela não deixou de lado aquele toque de humor que ela sempre coloca em suas histórias. Eu ri bastante com as aventuras e as desventuras da protagonista e de sua Fada Mamãe, que convenhamos é bem da atrapalhada e não consegue fazer os feitiços direito. Mas no fim tudo se acerta porque Ella está ali para dar uma mãozinha e lembrar sua mãe dos feitiços corretos.


Ella é uma garota que sonha com o dia que vai ser uma fada igual a mãe, a tia e a avó, que diferente da Fada Mamãe, conseguem executar os feitiços corretamente. A varinha mágica delas é um celular de ultima geração e para realizar os feitiços elas tem que bater os pés três vezes, depois as mãos, rebolar um pouquinho e dizer a palavra mágica, que no caso da Fada Mamãe é "Marshmallow". Quando elas estão no modo fada elas ficam invisíveis e somente outra fada consegue enxergá-las.

O livro além de lindo por fora, tem uma história encantadora que com certeza vai agradar o publico infantil. Ele é o tipo de livro ideal para iniciar as crianças no mundo mágico da leitura. Por isso eu mais que recomendo a história, que é agradável, divertida e ainda trás em suas páginas lições que as crianças vão levar para a vida toda. É uma forma agradável e divertida de aprender. Se até eu que já sou uma "velha" apreciei a leitura, quanto mais uma criança, que o livro fala bem a linguagem delas.


E para não ficar somente nas minhas palavras, eu que não tenho filhos, convidei a Milena, a filha da minha amiga Melissa para ler e falar um pouco o que achou do livro. A Milena tem 9 anos e faz parte do público alvo do livro. Ela amou o livro, desde a história, a capa muito colorida e divertida, ela amou as ilustrações e só ficou com dó de escrever no livro na parte das brincadeiras no final, mas achou elas bem divertidas. 

A personagem que a Milena mais gostou foi a Fada Mamãe e ela não gostou da Zoe porque ela é malvada. Ela achou a leitura rápida, que não faltou nada na história, e que o livro é ideal para as crianças da sua idade e ela vai indicar o livro para as amigas e, se tiver outros livros com essa família ela vai gostar de ler. E usando as palavras dela "aprendi que não devemos ter pressa por que se não as coisas sai mal feitas e devemos tratar bem mesmo não gostando da atitude dos outros".


Eu olhei no skoob e já tem um segundo livro com a família da Ella, Fairy in Waiting, e espero que a editora traga ele para cá também. Ah, essa menina linda na foto é a Milena.

Nota:









05 outubro 2016

Resenha | A Lua de Mel - Sophie Kinsella


Livro: A Lua de Mel
Série: Não
Gênero: Chick-Lit
Autora: Sophie Kinsella
Editora: Record
Páginas: 496
Ano: 2013

Resenha:
Lottie espera que hoje seja o primeiro dia do resto da sua vida. O dia em que ela vai lembrar com carinho e contar a seus filhos e netos: o dia em que foi pedida em casamento por Richard. Eles estão juntos a três anos e ela nunca o pressionou para dar um passo a frente. Ela já cometeu esse erro antes com outro namorado. Mas então Richard começou a dar alguns sinais de que estava prestes a fazer o pedido. Ele perguntou o que ela achava do sobrenome dele, marcou um "almoço especial" e disse que tinha uma grande pegunta para lhe fazer. Lottie não se aguenta de tanta alegria. Mas infelizmente "a pergunta" se referia a uma viagem, e quando ela tenta argumentar, ela percebe que Richard nunca vai se casar com ela e termina tudo com ele. Ela já está com 33 anos e não tem tempo a perder com alguém que não quer se casar com ela.

Quando Fliss, irmã mais velha da Lottie liga querendo saber sobre o pedido, Lottie responde dizendo que vai fazer um mestrado. Então Fliss já sabe que deu tudo errado. Cada vez que Lottie termina um namoro, a primeira coisa que ela fala é que vai fazer um mestrado. Logo depois faz a "Escolha Infeliz". Cada vez é uma coisa diferente. Já teve a tatuagem no tornozelo, um corte de cabelo radical, uma vez entrou para uma seita e teve também o piercing "intimo". E todas as vezes ela se arrependeu logo que o período de negação do término terminou. É ai que ela desaba. Fliss já sabe que vai vir alguma bomba por ai, mas no momento ela tem outras coisas para se preocupar. Ela vai apresentar uma cerimônia de premiação e seu ex que cuidaria do filho deles, Noah, acaba de deixar Noah em sua sala dizendo que mandou um e-mail avisando que ia viajar. Bem a cara dele fazer isso mesmo.

E Fliss tinha razão. Lottie recebe um telefonema de Ben, seu primeiro namorado. Eles marcam um jantar e quando percebem, já beberam demais. É ai que Ben lembra do pacto que fizeram a quinze anos atrás, de que se ambos estivessem solteiros aos 30 anos, eles iriam se casar. Lottie nem pensa duas vezes para aceitar. Mas dessa vez decide fazer diferente e diz que sexo, só depois de casados. Por isso eles marcam o casamento para dali a duas semanas. Quando Fliss descobre o que está acontecendo, ela tem certeza de que essa será a pior Escolha Infeliz de todas e que logo Lottie vai estar passando por um divórcio tão difícil quanto o seu, e decide intervir. Para isso ela conta com a ajuda de Lorcan, amigo de Ben que também acha esse casamento uma loucura. Mas apesar de seus esforços, eles se casam e vão para a ilha de Ikonos, lugar onde se conheceram. Mas ainda resta uma última chance para Fliss e Lorcan, eles tem que impedir que o casamento seja consumado. Por isso eles também viajam para a ilha decididos a fazer de tudo para estragar a lua de mel.

Quando vi que um dos livros do desafio desse mês era um chick-lit, já pensei na Sophie. Desde que li Fiquei com seu número, eu me apaixonei pela escrita da autora, que é na minha opinião a rainha do gênero. Mas é com tristeza que digo que me decepcionei com esse livro. Geralmente os chick-lits já tem umas situações bem surreais, mas aqui a autora exagerou tanto que em vez de eu rir das cenas engraçadas, eu ria era de ver como alguém podia acreditar que aquilo era real. Não dá, tem cada coisa que você fica olhando e imagina como alguém no nível da Sophie pode escrever algo assim. Não é que o livro seja ruim, pelo contrário, ele é bom, mas o problema foram as cenas exageradas que a autora escreveu. E diferente dos outros livros da autora que eu li, nesse temos duas em vez de uma protagonista. Mesmo a sinopse apontando apenas uma. A história é contada cada capítulo pela visão de uma das irmãs.

Como em todo livro da autora, ela procura passar uma mensagem para o leitor e nesse temos a questão da escolha. Até onde podemos ir para impedir que as pessoas queridas cometam os mesmos erros que nós cometemos? Fliss passa do ponto. Se fosse eu no lugar da Lottie, sinto muito, mas não tinha perdoado as coisas que a Fliss fez. Eu acho que cada um tem que cometer os seus próprios erros, se não como irá aprender? Mesmo Fliss já tendo passado por aquilo antes, ela não pode decidir as coisas pela irmã, que vamos combinar, não é mais nenhuma criança. Mas ainda assim, Fliss foi o personagem que eu mais gostei da história porque a Lottie deixou muito a desejar. Ben é intragável, Lorcan até que é mais agradável, mas não consegui simpatizar com ele também não. O homem melhorzinho da história é Richard que depois que vê o erro que cometeu, tenta fazer de tudo para mudar a situação. Enfim, é um bom livro, mas nem parece que foi escrito pela Sophie.

Nota:





12 janeiro 2016

Resenha | Os Delírios de Consumo de Becky Bloom - Sophie Kinsella


Livro: Os delírios de consumo de Becky Bloom
Série: Becky Bloom #1
Autora: Sophie Kinsella
Gênero: Chick-Lit
Editora: Record
Páginas: 434
Ano: 2005

Resenha:

Rebecca Bloom está com sua conta do cartão de crédito na mão e está pensando qual o valor que pode estar devendo. Não pode ser mais do que 200 libras, 250 no máximo. Mas pensando bem pode ser um pouco mais do que isso, mas tudo o que ela comprou foram coisas da mais extrema necessidade. E sem falar que foram coisas que estavam em promoção, então na verdade ela economizou algum dinheiro. Mas quando ela finalmente cria coragem e abre a conta, ela vê uma lista enorme de lugares, lugares que ela nunca entrou na verdade. Então está explicado, alguém roubou seu cartão. Mas quando ela abre a sua carteira ele está lá dentro. E pensando bem ela entrou lá na loja sim. E quando ela vê o valor da fatura ela quase tem um ataque: são quase mil libras. Será que se ela deixar a conta cair e a faxineira jogar fora, ela pode usar a desculpa de que não recebeu a conta? Bem que podia acontecer um milagre e alguém pagar a sua conta por engano, igual ela viu uma vez no noticiário. 

A ironia disso tudo, é que ela é uma jornalista especializada em mercado financeiro. Como ela sempre diz, ela é paga para dizer as pessoas o que fazer com o dinheiro delas. Não que ela tenha escolhido escrever sobre isso, mas foi o que sobrou. Faz três anos que ela fala sobre isso, mas ela pouco sabe sobre o assunto. E ainda está esperando uma outra oportunidade de escrever sobre outra coisa. E ela pensa que a oportunidade chegou quando seu editor pede que ela vá até sua sala. Ela já começa a pensar no que vai comprar com o aumento que vai ter, mas na verdade ele quer que ela vá a uma entrevista coletiva no lugar dele. A entrevista é na Brandon Communications, do Luke Brandon, um dos empresários mais inteligentes de sua geração. Mas o que incomoda Becky é que além de ser um gênio, ele parece que consegue ler seus pensamentos, parece saber que ela não entende de nada do que eles estão falando, que seus pensamentos estão na echarpe em liquidação que ela viu no caminho para a entrevista. Mas ainda assim, ela mente na cara dele e consegue dinheiro emprestado para comprar a echarpe.

Mas as coisas só vão de mal a pior. Além de estar devendo em vários cartões e para o banco, ela percebe que não tem o dinheiro para pagar a sua metade do aluguel que ela divide com sua amiga Suze. Então ela fica sonhando em ganhar na loteria, assim seus problemas estariam resolvidos. Ela ainda está pensando nisso quando chega na casa de seus pais. Mas como ela não ganha, ela resolve seguir o conselho de seu pai, que diz que só existem duas soluções para problemas de dinheiro. Ou cortar os gastos, ou ganhar mais dinheiro. Ela tenta o primeiro e recorre a um livro de auto ajuda. Só que em vez de economizar, ela consegue gastar mais dinheiro ainda. Então ela resolve tentar a segunda alternativa e ganhar mais dinheiro. Será que dessa vez ela consegue sair do vermelho? E o que ela vai fazer com as cartas de cobrança que não param de chegar? E em meio a tudo isso, Luke está balançando seu coração.

Fazia muito tempo que eu queria ler esse livro. Desde que conheci a Sophie na verdade. Mas como não queria o livro com a capa do filme, só consegui ler agora que uma amiga achou esse com a capa normal em um sebo e me presenteou no natal. Já tinha lido 5 livros da Sophie antes e já tinha assistido o filme baseado no livro, mas não estava preparada para o que iria encontrar. Se você só assistiu o filme e não leu o livro, você não conhece a história da Becky. A autora foi simplesmente genial ao criar a Becky. Não é à toa que a série Becky Bloom já está no sétimo livro e é um sucesso. A Becky é um personagem marcante que a gente quer dar uns tapas na cara para ver se ela sai daquele mundo de fantasia que ela vive e acorda para o mundo real, mas ao mesmo tempo a gente embarca junto com ela em seus delírios e fica torcendo para ela não ser pega.

Ela delira tanto, que mentir e inventar as coisas é algo natural e ela própria acredita nas coisas que ela diz. É até engraçado de ver como ela acredita realmente que se ela não abrir uma conta, é como se a conta deixasse de existir. E as promoções então? Ela não pode ver esse tipo de palavra, promoção, liquidação, o que importa se ela não vai usar porque não gosta ou é feio, o importante é que ela economizou ao não pagar o preço total. E não temos tantas Beckys por aí? Eu que trabalho em uma financeira sei bem como isso é verdade. E você que está lendo a resenha e já pensou "eu não sou assim", quantos livros eu e você não compramos apenas porque está em promoção? Eu já cansei de fazer isso e por vezes nem li o livro em questão. Então mais do que tudo, esse livro é um alerta. Não se engane pelo filme que só pegaram a personalidade da Becky e transformaram em uma comédia romântica. O livro é bem mais do que isso. Com certeza recomendo e vou ler os outros livros da série.

Nota:





20 fevereiro 2015

Resenha | Menina de vinte - Sophie Kinsella


Livro: Menina de Vinte
Serie: Não
Autor: Sophie Kinsella
Editora: Record
Gênero: Chick Lit, Comédia, Romance
Paginas: 496
Ano: 2010


Resenha:  

Lara Lington sempre foi da seguinte opinião, que quando é para proteção, uma mentirinha não tem problema. Por isso ela não vê mal nenhum em mentir para seus pais. Afinal eles não precisam saber que sua melhor amiga e sócia largou o escritório de caça-talentos para curtir um amor em Goa e deixou tudo em suas mãos. Mãos aliás, que não entende nada do assunto. Eles também não precisam saber que ela ainda tem esperança em voltar com Josh. Ele com certeza quer voltar com ela. Ele apenas ficou incomodado com umas poucas mensagens que ela deixou em seu celular e trocou o numero por uma bobagem. Ela não está obcecada por ele, ela só quer conversar.

Por isso ela diz que está tudo perfeito quando seus pais chegam para ir ao velório da sua tia-avó Sadie que morreu com 105 anos. Eles não tinham nenhum contato com ela, então ela nem sabe porque estão indo. Ah, ela sabe sim. Eles estão indo por causa de seu tio Bill. Seu tio Bill que é uma celebridade desde que lançou seu livro, contando como ganhou seu primeiro milhão, com apenas 26 anos, tendo em mãos apenas vinte centavos. Ela vai no velório a contragosto e está quase dormindo sentada quando ouve uma voz perguntando pelo colar. Quando percebe que ninguém mais ouviu a voz, ela levanta para respirar um pouco. É ai que ela vê a garota de mais ou menos vinte anos, que se apresenta como Sadie. É o fantasma de sua tia- avó que está sendo velado.

Lara decide ignorar o fantasma, mas ela começa a gritar que o velório tem que ser interrompido até que ela encontre seu colar. Ela faz tanto escândalo que Lara não aguenta e pede que parem o funeral. E quando pedem um motivo para isso, Sadie diz a ela que diga que sua tia-avó foi assassinada. Quando Lara percebe, já está numa delegacia dando um depoimento falso sob as ordens de uma fantasma. E tudo por causa de um colar. Agora Lara tem pouco tempo para encontrar o tal colar, antes que o corpo de sua tia seja liberado novamente. Mas ela vai perceber que isso não é uma tarefa nada fácil. Ainda mais que Sadie fica a todo instante atrapalhando sua vida. Até que ela tem a ideia de usar Sadie a seu favor para voltar com Josh. Mas Sadie tem outra ideia e cisma que quer ter um encontro e já que ela não pode estar de corpo presente, Lara terá que fazer isso por ela.
"— Aposto que você foi enviada de volta à Terra para me mostrar que, na verdade, minha vida é maravilhosa, como naquele filme.
— Não acho sua vida maravilhosa – ela diz – Acho muito sem graça. E seu cabelo é abominável."
Quando fala nos livros da Sophie já sabemos que vem diversão e muitas risadas pela frente. Em Menina de Vinte não foi diferente. Apesar de ter achado que de todos os livros da autora que li, esse foi o que teve o começo mais "morno" até agora. Os outros livros já começaram com tudo, esse demorou um pouco para engrenar. Mas depois que pegou o jeito, não consegui largar. Li as quase 500 paginas de uma vez só. A leitura é tão agradável que nem vi passar o tempo e quando percebi já estava terminando. Apesar de ser uma história leve e divertida, bem clichê, a autora procura passar algo em todos os seus livros. Nesse ela falou sobre a importância dos laços familiares. Eu que não conheci nenhum dos meus avós, fiquei um pouco triste durante a leitura. Ainda bem que Lara teve uma segunda chance.

Lara e Sadie são as protonistas e apesar da história ser narrada por Lara, quem me encantou foi a Sadie. Não tem como não se apaixonar pela personagem. Tanto que esqueci que ela era um fantasma, tamanho seu carisma. Ela é esperta, extrovertida, fala o que pensa e age logo em seguida, mas ao mesmo tempo tem milhões de sentimentos guardados dentro dela. É sensível e romântica e faz de tudo para ajudar. Lara também é uma ótima garota, que acabou de ter seu coração machucado não só pelo ex-namorado, mas também pela amiga, sem falar na família que não tem a minima confiança nela. E essas duas juntas vão descobrir o valor de uma verdadeira amizade e aprontar todas. Recomendo o livro para quem quer se divertir e aprender com as trapalhadas das personagens.

Nota:



27 agosto 2014

Resenha | Lembra de mim? - Sophie Kinsella

" —Toda vez que acho que tudo está uma merda... só fica uma merda pior ainda!
—Não seria fantástico se só uma vez, só uma vez, a vida se ajeitasse magicamente?"

Lexi Smart tem uma vidinha bem mixuruca. Ela tem 25 anos, tem um emprego que mal paga suas contas e um namorado cujo apelido é Fracasso. O seu dia não poderia ser pior. Depois de não receber o bônus do fim de ano onde trabalha, por faltar uma semana para completar um ano de registro, de seu pai ter falecido numa cirurgia em que tinha 50% de chances de dar certo ou errado, ela sai com suas amigas, elas para comemorarem o bônus e Lexi para esquecer tudo o que tinha acontecido. Seu namorado não aparece, suas botas estão lhe matando e para ajudar está chovendo e ela não consegue um táxi. Só para coroar a noite, ela leva um baita tombo. Pelo menos isso é tudo o que ela se lembra quando acorda no hospital.

O problema é que essas lembranças são de 3 anos atras. Ela não está no hospital por causa do tombo e sim por ter batido com seu Mercedes conversível. Como assim, Mercedes conversível?! Ele nem sabe dirigir! E como ela compraria um carro desses? Lexi perdeu três anos da sua memória. E parece que nesses três anos, seu desejo se realizou e sua vida mudou drasticamente. Agora ela tem um corpo perfeito, tem um dos cargos mais altos na empresa em que trabalha, e está casada com Eric, um milionário, que ainda por cima é um dos homens mais lindos que ela já viu. Lexi não quer acreditar em tudo o que está acontecendo. Como sua vida pode ter ficado tão perfeita e ela não se lembra de nada?

Mas a vida "perfeita" de Lexi não é tão perfeita assim depois que ela começa a conhecê-la. Lexi sente que essa Lexi que ela não se lembra, não pode ser ela. Lexi não consegue se ver morando no enorme apartamento de cobertura, nem usando aquele guarda roupa fabuloso, mas tudo em tom bege, muito menos ficar sem comer carboidratos e ser viciada em academia. E sua melhor amiga que ela não lembra nem de ter conhecido? Por outro lado suas amigas de antes nem falam com ela. E quando ela tenta descobrir o porque, elas dizem que ela é uma vaca-chefe-do-inferno e que a amizade entre elas não existe mais. E para ajudar, ela não sente a minima atração por Eric, mesmo ele sendo o homem que toda mulher escolheria para marido. E as coisas só pioram quando ela conhece Jon, arquiteto de Eric, que lhe faz uma revelação que ela não quer acreditar. E agora o que ela faz para resolver essa situação? Será que ela quer mesmo se lembrar dessa outra vida em que parece que ela pode ser tudo, menos feliz?

Esse é o terceiro livro que leio da Sophie e só veio confirmar o que eu tinha achado da autora. Ela é espetacular no que ela escreve. Não tem como não gostar dos livros dela. São engraçados, a narrativa é inteligente e ela usa de uma linguagem leve para falar de assuntos fundamentais. O abordado nesse em questão, foi sobre o famoso "dinheiro compra a felicidade?" Lexi achava que era infeliz porque não tinha dinheiro e de repente ela se vê milionária e ainda assim não é feliz. Lexi é um personagem cativante. Não é aquela mocinha burra que fica se lamentando pela situação em que se encontra. Quando ela percebe em que pé estão as coisas, ela vai atras do prejuízo.

Eric me deu nos nervos o livro inteiro. Eu não consegui entender como ela havia se casado com uma pessoa daquele jeito. Pense em um homem chato. Ele faz um manual para que Lexi tenha uma ideia de como é a vida deles e ele tem a capacidade de escrever um capitulo sobre como são  as preliminares. Até isso é igualzinho toda vez. Por outro lado tem o Jon, completamente diferente do Eric e se eu fosse a protagonista, não ia pensar duas vezes em acreditar no que ele estava dizendo. Recomendo o livro com certeza para quem gosta do gênero, e esteja certo de que você vai dar boas risadas durante a leitura. Sem falar que o livro é curtinho e dá para ler em um dia.
Nota:




03 junho 2014

Resenha | O segredo de Emma Corrigan - Sophie Kinsella

Quem aqui não tem algum segredo? Quem não tem, que atire a primeira pedra. Emma tem vários. Mas não é aquele tipo de segredo que as agencias nacionais de espionagem estariam interessadas. São segredos que não fazem mal a ninguém, somente ao seu orgulho. Coisas que ela guarda a sete chaves, pois, se descobertos, ela passaria por um terrível constrangimento. Emma está com vinte e cinco anos e ainda não conseguiu escolher uma profissão que a satisfaça. Em três anos, já é a terceira carreira que ela tenta. No momento ela trabalha como assistente de marketing na Corporação Panther.

Quando seu chefe pede que ela faça uma viagem para apenas finalizar um acordo promocional, segundo ele, era apenas sorrir e apertar as mãos, ela vê uma oportunidade de subir na empresa e mostrar seus talentos. Mas além de não conseguir o contrato, ela dá um banho de refrigerante no diretor de marketing com quem ela estava negociando. Arrasada, enquanto espera o voo, ela conta o que aconteceu para sua colega de apartamento Lissie, que liga para perguntar como foi tudo. Só que a aeromoça de seu voo, ouve tudo o que ela diz e com pena de Emma, oferece um lugar melhor no voo, na classe executiva. Emma aceita e até esquece um pouco seu medo de avião. Mas no meio do voo, começa uma forte turbulência e Emma acredita que vai morrer.

Ela vira para o homem na poltrona ao lado e começa a falar sem parar, das coisas que ela ainda não conseguiu fazer na vida, e uma coisa leva a outra e quando Emma percebe já contou todos os seus segredos para ele. Ela só para quando a aeromoça diz que já pousaram. Emma fica com muita vergonha das coisas que disse, mas o que a tranquiliza é saber que ela nunca mais irá vê-lo. Mas Emma estava enganada. Na segunda feira quando chega ao seu local de trabalho, ela percebe toda a agitação e pergunta o que está acontecendo: é que eles irão receber a visita do fundador da Corporação Panther. E qual não é a surpresa de Emma quando ele chega: é o homem que estava ao seu lado no voo, em quem ela descarregou todos os seus segredos, inclusive coisas da empresa e de colegas de trabalho.

-x-

Essa é a minha segunda experiencia com a Sophie e posso dizer que amei mais ainda do que Fiquei com seu numero. Eu ria tanto que tinha horas que dava até gargalhadas e as pessoas na minha volta querendo saber o que era. Meu irmão até perguntou se eu estava ficando louca. Mas não tem como não rir das trapalhadas da personagem. Achei a Emma e a Polly (Fiquei com seu numero) até bem parecidas. As duas não sabiam dizer não. Acabam em cada situação que elas não queriam justamente por não querer magoar as pessoas. Mas achei a Emma um tantinho mais decidida. Gostei muito de todos os personagens, cada um tem uma relevância para a história, não estão ali apenas para preencher o quadro. E quanto a capa, lendo o livro, vi que tinha tudo a ver.
 Nota:



18 outubro 2013

Resenha | Fiquei com o seu número - Sophie Kinsella

Poppy Wyatt, está noiva de um homem alto e bonito, palestrante universitário, que já escreveu um livro e até apareceu na tv. Foi tudo muito rápido. Um mês depois que se conheceram, Magnus Tavish, fez o pedido. E pareceu uma ótima ideia quando sua amiga Natasha, que não vai poder ir a sua despedida de solteiro, sugeriu que elas comprassem ingressos para o Chá com Champanhe Marie Curie. Estavam em 8 amigas na mesma mesa e Poppy não achou nada demais quando uma delas pediu para ver o anel de noivado. Não era qualquer anel. É uma esmeralda com dois diamantes, que está na família de Magnus a três gerações. O anel foi passando de mão em mão, todas querendo experimentar. Foi quando começaram os sorteios.

Poppy até que estava de olho no anel, mas quando sua amiga Clare foi sorteada, houve uma pequena confusão e Poppy foi até o palco para resolver. Foi quando o alarme de incêndio começou a tocar e foi aquela confusão, com todos querendo sair do salão ao mesmo tempo. Quando chegou do lado de fora, Poppy perguntou as amigas pelo anel e não estava com nenhuma delas. Uma hora depois, Poppy ainda está procurando pelo salão. Justo no dia em que seus futuros sogros estão chegando para conhece-la, ela perde o anel. O que Poirot faria numa situação dessas?

Poppy deixa o numero de seu celular com todos no hotel, para que liguem se tiverem qualquer informação sobre o anel,  mas por ironia do destino, alguém rouba seu celular na porta do hotel. Desesperada ela volta para dentro e por um milagre, ela encontra um celular jogado dentro de uma lixeira, junto com um crachá no nome de Violet. Ela não pensa duas vezes, pega o celular e já passa o novo numero para todos no hotel e para todas as suas amigas.  Quando o celular começa a tocar, ela atende pensando ser alguém que já encontrou seu anel, mas na verdade é Sam Roxton, querendo falar com Violet, sua assistente. Poppy explica a situação e promete lhe enviar todas as mensagens que chegarem no celular, mas ela não vai poder devolve-lo. Só que ela não consegue apenas enviar as mensagens e começa a ler os emails de Sam. E isso é como uma válvula de escape para Poppy, que esta meio deslocada entre a família de Magnus, que além se serem todos muito inteligentes, não querem o seu casamento.

Nunca tinha lido nada da autora e me surpreendi com a ótima escrita. Adorei o livro do começo ao fim. A história é clichê (que eu adoro), mas é escrita de um jeito tão engraçado que compensa. A troca de mensagens é o ponto forte do livro. Basicamente o casal principal não encontram-se pessoalmente, mas a história dos dois, vai sendo construída pelo celular. Poppy é uma das melhores protagonistas que vi ultimamente. Geralmente nos apaixonamos pelo mocinho, mas o caráter de Poppy é tão marcante que nos apaixonamos por ela. Ri muito durante a leitura e recomendo para quem gosta de um livro leve e engraçado, mas ao mesmo tempo apaixonante. Nota: ♥♥♥♥♥.



© Blog Prefácio ♥ 2016 - Todos os direitos reservados ♥ Criado por: Taty Salazar || Tecnologia do Blogger. imagem-logo