Livro: O Príncipe Corvo
Série: Trilogia dos Príncipes #1
Gênero: Romance de Época
Autora: Elizabeth Hoyt
Editora: Record
Páginas: 350
Ano: 2017
Série: Trilogia dos Príncipes #1
Gênero: Romance de Época
Autora: Elizabeth Hoyt
Editora: Record
Páginas: 350
Ano: 2017
Resenha:
Anna Wren está viúva há seis anos e nesse período as coisas só foram de mal a pior pela falta de dinheiro. Quando se casou com Peter, o pai dele tinha deixado uma enorme dívida e Peter estava conseguindo colocar elas em dia quando faleceu. Anna faz o que pode para sustentar a si e a sua sogra e mais a criada que pouco ajuda, mas que é órfã e elas não puderam deixar desamparada. E quando até a comida começa a ser um luxo, Anna resolve deixar as convenções de lado e arranjar um emprego, mesmo que isso não seja um papel para uma dama. Mas conseguir um emprego respeitável é que são elas e quando já estava quase desistindo, Anna esbarra em Felix Hopple, o administrador da Abadia de Ravenhill, propriedade de Edward de Raaf, conde de Swartingham, que após vinte anos, resolveu voltar para o vilarejo onde viveu sua infância.
Edward perdeu toda sua família de uma vez em um surto de varíola. Ele sobreviveu mas ficou marcado por várias cicatrizes, por isso ele é conhecido por sua feiura e por seu temperamento explosivo. E quando mais um secretário abandona o emprego e seu administrador contrata uma mulher, ele acaba reagindo de uma forma bem diferente do que todos esperavam e aceita Anna como sua secretária. Ainda mais que ele reconhece Anna de um incidente ocorrido alguns dias atrás onde ela mostrou mais coragem que muitos homens que ele conhece. Eles começam a trabalhar juntos e Edward começa a gostar muito da companhia e das conversas com Anna. Mas quanto mais tempo ele passa com Anna, mais difícil fica de esconder a atração que ele sente por ela. E Anna não lhe é indiferente.
Mas como não pode satisfazer suas necessidades masculinas com Anna que é uma dama, Edward decide visitar o Grotto de Aphrodite, um famoso bordel de luxo que fica em Londres. O que ele nem imagina é que Anna também tem suas necessidades e decide que já que Edward quer sexo ele vai ter, mas vai ser com ela e também parte para Londres na companhia de duas recentes amigas, Pearl e Coral, que não são exatamente duas damas mas que são gratas por Anna ter salvo a vida de Pearl quando ninguém mais faria nada por elas. Já no bordel Edward tem a melhor experiência da sua vida sem saber que a mulher é Anna, já que ela está de máscara. Mas nem assim ele consegue tirar Anna da cabeça. O problema é que ele precisa de um herdeiro e como Anna não conseguiu engravidar nos anos em que esteve casada, casar com ela não é uma opção.
"Raiva. Anna sentiu raiva. A sociedade poderia não esperar o celibato do conde, mas certamente esperava isso dela. Ele, por ser homem, poderia ir a casa de má reputação e aprontar por toda a noite com criaturas sedutoras e sofisticadas. Enquanto ela, por ser mulher, deveria ser casta sem nem ao menos pensar em olhos escuros e peitos cabeludos. Simplesmente não era justo. Nem um pouco justo."
Eu comprei esse livro na pré-venda, capa maravilhosa + romance de época, é claro que eu já queria tê-lo na minha estante. Mas só consegui ler anos depois. Eu li muitas resenhas desse livro e as opiniões variavam bastante. Enquanto uns amaram, outros acharam o livro bem fraco. Eu fiquei no time que amou. Eu nunca tinha lido nada da autora e gostei muito da escrita dela. Comecei a ler e quando percebi já tinha lido mais de 100 páginas sem nem perceber. Livro bom é livro assim, que as páginas viram sozinhas. Romance de época, com alguma ou outra variação é sempre os mesmos clichês, mas nesse livro encontrei muita coisa diferente das que eu estou acostumada a ler no gênero.
Para começar a protagonista é bem mais velha, mas não é uma solteirona, ela já foi casada e hoje é uma viúva. O mocinho também é viúvo, e por causa disso eles tem uma certa liberdade que os solteiros não tem, principalmente em relação a parte sexual já que era até costume algumas viúvas terem amantes. E uma coisa que gostei bastante foi que eles agem de acordo com a idade que tem, porque já cansei de ver personagens na faixa dos trinta agindo como se tivesse quinze anos ou menos. Outra coisa é que os protagonistas não são ícones de beleza, Edward inclusive tem marcas de varíola pelo corpo, e a Anna num primeiro momento é descrita como comum. Só depois de seu caráter revelado é que sua beleza é reconhecida. Achei isso bem importante já que se aproxima mais da realidade porque vamos combinar, não existem mocinhos e mocinhas ícones de beleza dando sopa por ai.
Anna foi uma personagem que me agradou muito. Ela é uma dama, mas isso não impede ela de fazer o que tem vontade e de por a mão na massa quando necessário. Quando ela vê que não tem mais de onde tirar dinheiro, ela procura um emprego, quando ela encontra uma prostituta caída na rua, ela leva a mulher para sua casa e quando o desejo fala mais alto, ela acaba em um bordel. Edward também me agradou muito. A principio ele parecia ser mais um lorde arrogante, mas depois vemos que ele tem um coração enorme que se importa com seus empregados, mesmo que eles não façam o trabalho muito bem feito e também não pensa em sua posição na hora de fazer o trabalho duro, que na época era feito pelos menos favorecidos. E os dois juntos são perfeitos. Edward trata Anna como igual e não como "mulher", ou seja, ele ouve o que ela diz e pede sua opinião em tudo e até elogia sua inteligencia e capacidade.
Como disse antes, eu amei essa capa. Ouvi muitas pessoas falando que parece capa de romance de banca, mas eu não achei isso, achei ela linda demais. E a edição está toda incrível. A narrativa é em terceira pessoa, minha favorita e no inicio de cada capitulo temos a história do Príncipe Corvo, que nada mais é que uma versão da história de Eros e Psiquê da mitologia grega. Por tudo o que disse, eu indico a leitura para quem é fã do gênero. Pode ser que você fique no time das pessoas que se decepcionaram, mas torço para que goste assim como eu gostei.
Nota:


