Mostrando postagens com marcador Victoria Schwab. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Victoria Schwab. Mostrar todas as postagens

23 janeiro 2022

Resenha | A Vida Invisível de Addie LaRue - V. E. Schwab

Livro: 
A Vida Invisível de Addie LaRue
Série: Não
Gênero: Fantasia
Autora: V. E. Schwab
Editora: Galera Recod
Páginas: 504
Ano: 2021

Resenha:

Desespero. Foi o que fez Adeline LaRue nem perceber que o Sol estava se pondo ao adentrar a floresta em busca de ajuda. Estele, a senhora que acredita nos deuses antigos, lhe ensinou que eles são grandiosos, mas nunca bondosos ou compassivos e que se um dia Addie precisasse invocá-los, que tomasse cuidado com o que ia pedir e que estivesse disposta a pagar o preço pedido. Mas que nunca, em hipótese nenhuma, mesmo que sua vida estivesse em perigo, Addie deveria fazer uma prece aos deuses que atendem depois do anoitecer. E Addie só percebe que fez exatamente isso quando a escuridão lhe responde perguntando se ela está disposta a pagar seu preço.

Num primeiro momento ele se apresenta como sombras a sua volta, mas depois ele tem um rosto, o rosto que Addie idealizou e desenhou em seus cadernos ao imaginar o homem perfeito, Luc. E Addie não vai recuar. Ela não pode. Enquanto as garotas da sua idade só pensavam em ser uma boa esposa, Addie queria conhecer o mundo. Ela quer ser livre, pertencer a si mesma e ter tempo para fazer o que quiser. E é isso que ela diz ao Ser com quem faz um pacto. E em troca Addie vai lhe dar sua alma quando ela se cansar e não a quiser mais. O pacto é selado com um beijo, mas o que Addie não sabia, era o preço que teria que pagar por sua liberdade e imortalidade.

Ao tentar voltar para casa Addie descobre que seus pais não se lembram dela. E isso acontece com todos que a conheciam. Mas o pior é que assim que sai das vistas da pessoa com quem está falando, ela é completamente esquecida. Não importa quantas vezes eles a vejam e conversem com ela. Nem seu nome Addie consegue pronunciar, muito menos deixar qualquer marca de sua existência por onde passa. É assim por trezentos anos. Até que um dia Addie ouve as palavras que pensou que nunca mais ouviria: "Eu me lembro de você". Elas vêm de Henry, que aparentemente não tem nada de especial. Mas porque depois de tantos anos ele foi o primeiro a se lembrar dela?

E lá no escuro ele pergunta se valeu mesmo a pena. Os instantes de alegria valeram os períodos de tristeza? Os momentos de alegria valeram os anos de dor? E ela vira a cabeça, e olha para ele, e diz "sempre".

Assim como no ano passado, comecei o ano com um livro da Victoria. Esse é o sétimo livro que leio da autora e ainda me surpreendo com seus enredos tão originais. Victoria pensa fora da casinha e escreve lindamente sobre coisas que a gente nunca imaginou e nem sabia que precisava ler até começar e não conseguir mais parar de tão bom que é. Sem exceção, todos os livros que li dela até agora são perfeitos. Por mais que eu não concorde com um ou outro final, o caminho até eles são maravilhosos e por isso tenho que elogiar sempre essa mulher e indicar para todos, mesmo quem não é fã do gênero. Se você ainda não leu nada dela, você precisa ler.

Esse livro foi lançado no ano passado por aqui e só vi comentários positivos sobre ele. Por isso as expectativas estavam lá nas alturas. E elas foram alcançadas e superadas. Logo nas primeiras páginas já me vi envolvida com a história e encantada com Addie e já prevendo que ia sofrer com sua jornada. É impossível não se colocar no lugar dela e imaginar viver por anos daquele jeito. Ela não tem um lugar para morar, praticamente não tem o que vestir e nem o que comer porque ela não consegue um emprego e nem pode produzir nada, o pouco que consegue é roubando aqui ou ali. E por vezes me questionei se valeu a pena o pacto que ela fez, se a liberdade de não pertencer a ninguém, e a imortalidade compensava se era para viver nessas condições.

E essa é a mesma pergunta que Luc faz para Addie toda vez que eles se encontram. Mas quando ela descreve as belezas de simples momentos em que ela viveu ao longo dos anos você entende o porquê dela ainda resistir e querer permanecer viva. E isso me fez pensar muito em quantas pequenas coisas que a gente não dá nenhum valor, mas que estão ali e podem fazer valer a pena uma vida inteira de luta e dificuldades para quem consegue enxergá-las. Addie estava andando por esse mundo a tantos anos e ainda encontrava coisas que a faziam querer viver. Foi meio que um tapa na cara, ainda mais nesse momento que estamos vivendo que a vida está valendo menos que um sopro.

Vamos acompanhar a história da Addie em dois tempos, no passado, um pouco antes e ao longo dos anos depois do pacto e no presente onde ela finalmente encontra alguém que se lembra dela. É muito interessante acompanhar Addie pela História da humanidade, coisas que lemos nos livros e que ela viveu. E como ela foi aprendendo a deixar sua marca, mesmo que ninguém fora ela mesmo saiba que é ela ali, nas composições musicais ou em quadros de artistas com quem Addie se relacionou pelos momentos que eles se lembraram dela. E também no passado temos a presença constante de Luc, a personificação do deus que ela fez o pacto. E confesso que não sabia se odiava ele pelo que ele fez ou me apegava igual a Addie porque ele era o único que se lembrava dela.

Já no presente conhecemos Henry e fica aquele suspense para saber porque ele consegue se lembrar de Addie. E quando a verdade vem a tona você fica, só podia ser isso mesmo, porque não pensei nisso antes hehe. Mas não vou falar nem sobre ele, nem sobre Luc aqui na resenha porque o interessante é que o leitor descubra por si mesmo qual a importância desses personagens na vida de Addie. E mais uma vez a autora finalizou a história de uma maneira que não foi exatamente do meu gosto, mas nem por isso vou deixar de elogiar e achar o final genial. Por tudo que foi apresentado e pela jornada de Addie, não poderia ter terminado de outro jeito mesmo. Então só me resta te incentivar a ler o livro, aproveita que é único e não vai precisar esperar lançar as continuações hehe.

Nota:






19 janeiro 2021

Resenha | Uma Conjuração de Luz - V.E. Schwab

Livro: Uma Conjuração de Luz
Série: Tons de Magia #3
#2 - Um Encontro de Sombras
Gênero: Fnatasia
Autora: V.E. Schwab
Editora: Record
Páginas: 728
Ano: 2020

Resenha:
A resenha de hoje será um pouco diferente. Não teremos aquela tradicional introdução à história, já que esse é o terceiro e último livro da trilogia Tons de Magia, na tentativa de evitar spoilers do enredo para quem ainda não leu e pretende ler a trilogia. E vou tentar ao máximo não soltá-los, mas fique a vontade para não ler a resenha. Uma Conjuração de Luz começa no ponto exato onde Um Encontro de Sombras terminou, por isso diferente do que aconteceu nos dois primeiros livros da série onde temos aquele começo mais lento e a autora vai conduzindo o leitor ao ápice da história, aqui a coisa já começa em um ritmo frenético, com personagens queridos a beira da morte e outros correndo contra o tempo para salvá-los. E com um novo inimigo para enfrentar. 

Eu comecei a trilogia amando o primeiro livro e me decepcionando um pouco com o segundo que eu estava com as expectativas altíssimas. E esse terceiro comecei meio com medo da história desandar de vez, mas na esperança de que a autora fechasse a trilogia com chave de ouro. E gostei do que encontrei, tanto que dei cinco estrelas, mas ainda assim não fiquei exatamente satisfeita com o desfecho da história. Primeiro porque a autora optou por seguir o caminho mais fácil e, segundo porque ela abriu um leque muito grande de personagens e não conseguiu dar voz a todos eles e os meu preferidos, e acredito que de todos os leitores da história, foram os que mais deixaram a desejar no quesito narração.

Quem está acompanhando as resenhas da trilogia já deve saber que o Kell e a Lila são os personagens que mais gostei nos livros, e eu queria ver as cenas sendo narradas por eles e saber o que estava acontecendo com eles. Mas a autora me vinha lá com uma narração de uma fulana que nem existia até então na história e que não fazia nenhuma diferença o que ela estava contando. Que nervoso isso. E além da narração, achei que mesmo com as mais de 700 páginas faltou espaço para os personagens brilharem. E se formos levar em conta, nem eram tantos assim significativos para faltar espaço para cada um deles. Já li livros onde o autor coloca mais de dez personagens importantes e todos tem seu momento. Posso citar Trono de Vidro por exemplo, ou o pai da fantasia moderna, Tolkien.

Outra coisa que preciso ressaltar como ponto negativo foi a parte sobre as várias Londres. Parece que a autora esqueceu que existia as outras e ficou somente na Vermelha. Fora uma ou outra citação, elas pouco apareceram e eu particularmente queria saber mais sobre elas, porque é o que dá a entender quando terminamos o primeiro livro da trilogia. Mas chega de falar sobre as partes que não gostei e vamos as coisas boas. Como disse antes, o ritmo da história não deixa a desejar. Tanto que a gente nem percebe as páginas passar, quando vê já leu 200 páginas sem nem fazer esforço. E tudo o que não teve no segundo livro, temos nesse. São batalhas de vida e morte, lutas épicas e cenas de tirar o fôlego onde a gente fica com o coração na mão pelos nossos personagens, porque quem já leu outros livros dela sabe que ela não tem medo de matar os personagens.

E nesse livro temos um novo inimigo a ser vencido. Um inimigo que eu particularmente fiquei pensando como eles iriam se livrar dessa. Eles tem magia e lutam com ela, mas e quando o vilão a ser vencido é feito de magia? Como você vai vencer algo que é feito da arma que você possui para lutar contra? Nem todo poder do mundo aliado poderia vencê-lo e lembrei muito do filme dos Vingadores na luta contra o Thanos. Um estalar de dedos e o mago mais poderoso estava morto. E gostei bastante da "solução" encontrada pela autora para o desenrolar da história. E do final também confesso. Disse antes que ela foi pelo caminho mais fácil, mas apesar de gostar de ser surpreendida, uma grande parte minha prefere finais assim hehe.

Kell foi do começo ao fim meu personagem favorito. Ele se manteve constante durante toda a história, nada abalou suas convicções e sua honra. Eu sou muito fã de personagens assim. Sei que o povo ama um badboy, mas eu sou dos certinhos hehe. Já a Lila, apesar de também ser uma personagem que amo, a impulsividade dela me deixava nos nervos. Rhy também fez uma coisa que me fez desejar entrar no livro e dar uns safanões nele, mas é um personagem que me ganhou desde o primeiro momento e nesse sofri junto com ele por toda a situação. Não é fácil ser apenas humano em um mundo regido pela magia. Alucard foi um dos personagens que eu esperava muito mais nesse livro. Gostei mais da participação dele no segundo.

E não posso deixar de citar Holland, que mesmo sendo um personagem odiado desde o primeiro livro, nesse teve seu passado revelado e a gente entende, mas aceitar é outra coisa hehe. Quanto ao romance, outra coisa que pelo que vi também já é característica da autora não focar nisso, eu confesso queria mais do Kell e da Lila, ela podia ter mostrado um pouco mais do relacionamento deles assim como fez com Rhy e Alucard. Tanto que o segundo casal foi meu favorito da história. Mas enfim, vou parar por aqui porque já falei de mais. Não é a melhor fantasia que já li na minha vida, mas ainda assim é uma história que indico, principalmente para quem quer fugir dos mesmos enredos do gênero. Quanto a capa segue o mesmo padrão das anteriores e diz muito sobre a história.

Nota:










10 janeiro 2021

Resenha | Um Encontro de Sombras - V.E. Schwab

Livro: Um Encontro de Sombras
Série: Tons de Magia #2
#1 - Um Tom Mais Escuro de Magia 
Gênero: Fantasia
Autora: V.E. Schwab
Editora: Record
Páginas: 560
Ano: 2017

Contêm spoilers do livro anterior. 

Resenha:
Na trilogia Tons de Magia vamos conhecer quatro mundo paralelos ligados por uma mesma cidade, Londres. Temos a Londres Vermelha onde a magia age livremente; a Londres Cinza, que é o mundo que mais se assemelha ao nosso e não existe magia; a Londres Branca onde a magia está quase assumindo o controle e a Londres Preta, onde isso já aconteceu e por isso as portas entre os mundos foram fechadas e hoje somente um Antari, um mago de sangue, consegue viajar entre elas. Kell é um Antari e ele atua como um mensageiro entre as Londres, mas extraoficialmente ele é um contrabandista. Kell sabe que está errado, mas gosta do risco que corre toda vez que viaja entre as Londres levando algum objeto com ele. Mas as coisas fogem do controle quando Kell se depara com um pedra que pertence a Londres Preta.

Um Encontro de Sombras começa quatro meses após o desfecho de Um Tom Mais Escuro de Magia. Para salvar seu irmão de criação, Kell se ligou a Rhy e um sente tudo o que o outro está sentindo. Por isso Rhy sabe que Kell está a ponto de perder o controle e acredita que participar dos Essen Tasch, os Jogos Elementais, vai fazer bem ao irmão. Mas Kell nunca seria autorizado a participar da competição de magia já que ele é um dos magos mais poderosos que existe. Porém Rhy é o organizador da competição e coloca o nome de Kell entre os trinta e seis participantes do torneio. Quem também está entre os competidores é o famoso corsário Alucard Emery, capitão do "Night Spire", navio em que Lila passou os últimos meses aprendendo como usar sua magia.

E quando Lila descobre que seu capitão vai participar do torneio, ela decide que vai participar também. Como uma espécie de teste, para ver até onde vai sua magia e do que ela é capaz, e assim como Kell, Lila vai participar do torneio sob o nome de outra pessoa. E enquanto a Londres Vermelha festeja, as engrenagens estão girando nas outras Londres. Na Londres Cinza temos um novo Rei, o antigo morreu e seu filho assumiu seu lugar. E na Londres Branca também temos um novo governante que está trazendo a cor de volta com seu toque. Mas de novo ele não tem nada e, é um velho conhecido de Kell. E ele está ligado a algo, uma sombra, que veio da Londres Preta, onde todos acreditavam estar tudo morto. 

" — A magia é como um oceano — dissera Alucard em sua primeira lição. — Quando as ondas seguem na mesma direção, elas constroem um ritmo. Quando elas colidem, destroem tudo."

Eu demorei para ler esse livro mesmo tendo ele aqui na minha estante há muito tempo, porque nas resenhas que li sobre ele todos falavam que o final do segundo era daqueles que a gente precisa da continuação para ontem, diferente do que acontece no primeiro, que apesar de algumas pontas soltas, teve um final fechado. Mas agora que a editora lançou o terceiro eu peguei ele para ler. E como amei o primeiro as minhas expectativas estavam altíssimas para a leitura e infelizmente elas não foram alcançadas. Mas não pela qualidade da história e sim porque eu esperava uma coisa e acabei encontrando outra. E por isso não pude dar nota máxima para o livro.

No primeiro livro temos um cenário tão incrível de um novo universo criado pela autora e a forma como as coisas se encaminharam para o final, deixou aquela sensação de que nesse segundo livro teríamos muitas respostas de coisas que ela foi jogando no primeiro livro. E a expectativa era de que as coisas expandissem e de que teríamos acontecimentos significativos por todas as Londres. E isso é até reforçado pela sinopse. Mas aconteceu exatamente o contrário. Ela focou somente na Londres Vermelha, em um torneio de magia que por si só é sim muito interessante, e passou basicamente o livro todo nisso. Acho que se tem 10% de outras coisas acontecendo foi muito.

Meu despontamento se deve a algo puramente pessoal por isso não leve em conta se você quer ler o livro. Até mesmo porque amo tudo que tem magia e o torneio foi maravilhoso. Ver os participantes lutando entre si, usando cada um o elemento que tem afinidade foi incrível, mas como disse esperava outra coisa, ainda mais por ser um livro mais adulto e tudo me pareceu bem mais adolescente. E esperava pelo menos alguma resposta que não veio. Ainda não sabemos nada sobre a magia da Lila por exemplo, que foi uma das coisas no primeiro livro que chamou a atenção, só supomos o que seja.

E também pelo foco ter sido no torneio, achei que faltou mais dos personagens principais. Kell ficou bem apagado nesse livro e Rhy que brilhou e roubou a cena no primeiro, toda vez que apareceu também ficou bem apagadinho. Lila foi a que mais teve destaque, a história praticamente girou em torno dela e o personagem que mais gostei foi Alucard, que foi inserido nesse segundo livro e já mostrou a que veio. E não vou nem comentar sobre o vilão, porque praticamente nem apareceu. A impressão que tive é que o livro só serviu como uma ponte entre o primeiro e o terceiro, que espero enfim traga as respostas que não teve nesse segundo. Mas como disse antes, é algo de gosto e expectativa mesmo e você pode ler e amar tudo no livro. Quanto a capa segue o mesmo padrão da anterior e gosto muito desse estilo.

Nota:






27 junho 2019

Resenha | Vilão - V.E. Schwab


Livro: Vilão
Série: Villains # 1
Gênero: Ficção Científica, Fantasia
Autora: V.E. Schwab
Editora: Record
Páginas: 364
Ano: 2019

Resenha:
Victor Vale e Eliot Cardale são colegas de quarto na Universidade de Merit. Os dois são bem parecidos e talvez isso os tenha aproximado. Eles são inteligentes, ambiciosos e arrogantes e mesmo sendo amigos, vivem disputando quem é o melhor dos dois. No ultimo ano da faculdade, para o trabalho de conclusão do curso de ciências, tanto Victor como Eli estão dispostos a mostrar quem é o melhor, Victor escolhe o tema adrenalina e Eli vai estudar EOs, ExtraOrdinários, pessoas com poderes sobre-humanos. Ele quer descobrir se eles realmente existem e, se existem, como surgem. Eli está tão obcecado que abre mão das suas férias, mas as horas de pesquisas valem a pena porque ele descobre que todos os ditos EOs sofreram uma experiencia de quase morte e provavelmente é nessa hora que eles adquirem os poderes.

Quando Eli conta para Victor o que descobriu, ele fica furioso consigo mesmo porque ele deveria ter feito essa descoberta. Ainda mais que o trabalho dele é sobre adrenalina, que pode ser um dos fatores que torna a teoria de Eli verdadeira. A adrenalina que proporciona habilidades sobre-humanas em momentos de necessidade. E de alguma forma a adrenalina aliada a força de vontade e do poder da mente sobre a matéria na hora da morte, torna essas habilidades permanentes. Victor fica mais do que empolgado e quer colocar a teoria em prática. E se oferece como cobaia. Mas a tentativa de Victor dá errada. Então é a vez de Eli e dessa vez eles conseguem. Ao voltar a vida ele tem o dom da cura e regeneração. Victor não se conforma e faz uma nova tentativa e dessa vez ele é bem sucedido e consegue controlar a dor dele e dos outros. 

Mas então uma descoberta que era espetacular acaba dando muito errado e os amigos acabam se separando. Victor vai parar em uma prisão de segurança máxima e Eli certo de que os EOs são coisas completamente erradas, toma para si a tarefa de acabar com todos eles. Dez anos depois Victor consegue fugir, e seu único objetivo em mente é se vingar de Eli. E ele vai ter a ajuda de Mitch, o companheiro de cela de Victor que escapa da prisão com ele e de Sidney, uma garota de 12 anos que ele conhece logo que sai da cadeia e por coincidência é irma de Serena, que no momento está ajudando Eli em sua jornada. E nessa caçada resta saber quem vai ser o vencedor, e ao leitor, decidir quem é o vilão dessa história.

"— Ele não é um homem mau — retrucou ela.
— Não existem homens bons nesse jogo — completou Mitch."

Eu já li dois livros da autora, a duologia Monstros da Violência onde me apaixonei pela escrita dela. Os livros onde ela assina como Victoria Schwab são voltados para um publico mais jovem e os assinados como V.E. Schwab para o publico adulto e Vilão é seu primeiro livro desse segmento. Mas ele não é o primeiro para o publico adulto publicado aqui no Brasil, O Grupo Editorial Record já lançou por aqui dois livros da série A Guardiã de Histórias e dois livros da Trilogia Tons de Magia, que inclusive eu tenho aqui na estante mas ainda não li. Eu estava curiosa para ler algo mais adulto dela e assim como aconteceu com Monstros da Violência, eu amei o que encontrei no livro e acho que foi um dos livros que li mais rápido ultimamente. Terminei as quase 400 páginas em um dia, porque não conseguia parar de ler.

A autora usa na história dois recursos que eu particularmente gosto muito. Os capítulos são curtos, isso faz com que a leitura seja rápida e a gente nem veja as páginas passar. E a história alterna entre passado e presente, o que também leva o leitor a querer saber o que aconteceu no passado e o que está acontecendo no presente, e isso também faz as páginas virarem sozinhas. Mesmo que no começo as coisas sejam um pouco confusas, quando a gente pega o fio da meada, não consegue mais soltar. O livro é dividido em duas partes e na primeira delas vamos acompanhar Victor e ver sua versão do que aconteceu, e na segunda parte temos a visão da história de outros personagem como o Eli, a Serena e o Mitch e a Sidney. E com isso a nossa opinião sobre eles muda ao longo do livro.


O livro poderia ser de super heróis, afinal esse é o objetivo ao criar os EOs, mas não é o que acontece. A moral e a ética passam longe desses dois. E nem anti-heróis acredito que eles sejam, mesmo que Victor seja movido por vingança e motivos pessoais e Eli na visão dele por um bem maior. Eles na verdade são vilões mesmo. E isso já dá para ver antes deles se tornarem EOs. Os dois sofrem de complexo de Deus e são praticamente dois sociopatas. É muito interessante a amizade entre eles, porque na verdade eles não são amigos e sim usam daquele ditado que diz para manter seus amigos próximos e seus inimigos mais próximos ainda. Cada um tem sua versão do que é certo e acredita que o outro está errado.

Como a história lembra os X-Men, poderíamos comparar Victor e Eli com o Professor Xavier e o Magneto, mas na realidade o que temos aqui são dois Magnetos achando ser dele a razão. E o leitor fica dividido entre os dois. Acredito que eu tenho uma leve preferencia pelo Victor, não que eu ache que ele está certo, como disse os dois são vilões, mas como vemos uma grande parte da história sendo contada por ele, acaba-se criando essa empatia com Victor e também por Eli acusar o Victor enquanto é ele quem está matando as pessoas. Mas acho que essa preferencia varia de leitor para leitor. O livro termina de uma forma espetacular e eu preciso para ontem da continuação, onde não sei se essa minha preferencia por Victor irá mudar, já que já vi que teremos mais sobre o Eli nesse segundo livro.

Mas minha personagem preferida do livro foi a Sidney, uma garota que acaba no meio dessa disputa dos dois vilões. Seu dom é incrível e ela não entende como isso poderia ser ruim. Ela é uma garota carente de sentimentos que acaba sendo usada contra a própria irmã, que está no time dos vilões também. E depois do final de Vilões, não vejo a hora de ver qual vai ser sua reação no próximo livro. Outro personagem que me apeguei é o "humano" dessa história, Mitch. Aparentemente ele é o garoto grandão que os outros usam, mas que já vimos não ser bem assim. É outro personagem que espero que cresça no próximo livro. Enfim, é uma leitura mais do que recomendada, principalmente pela originalidade, que já vi é uma característica da autora. O livro é ótimo e amei a edição da Record, ficou bem mais bonita que a capa original.


Nota:








14 janeiro 2019

Resenha | O Dueto Sombrio - Victoria Schwab


Livro: O Dueto Sombrio
Série: Monstros da Violência # 2
#1 - A Melodia Feroz
Gênero: Distopia/Fantasia
Autora: Victoria Schwab
Editora: Seguinte
Páginas: 448
Ano: 2018

Resenha:
O Dueto Sombrio começa seis meses após os acontecimentos em A Melodia Feroz. Kate fugiu para Prosperidade, cidade que aparentemente é livre de monstros. Mas assim que chega lá, ela descobre por um grupo na internet, que na verdade as autoridades apenas fingem que eles não existem e, enquanto isso os monstros vivem livre para fazer o que querem na cidade. Então Kate se junta a esse grupo e enquanto eles localizam os monstros hackeando as câmeras da cidade, Kate vai atrás deles e os mata, usando todo seu treinamento de defesa e seu conhecimento sobre os monstros, e acaba se tornando assim uma exterminadora implacável, enquanto tenta esquecer tudo o que aconteceu no passado.

Já August ficou em Veracidade e finalmente se tornou aquilo que nunca quis ser. Ele assumiu o lugar de Leo na FTF e parece ter assumido a personalidade do irmão também, já que se mostra um líder frio para todos ao seu redor e em nada lembra aquele garoto que queria se tornar um humano. A cidade ainda permanece dividida em duas partes, e agora Sloan governa a parte norte no lugar do pai de Kate com a ajuda de Alice, o monstro que foi criado por Kate quando ela cometeu homicídio. E as coisas que já eram ruins, ficaram piores e as pessoas que por um milagre conseguem fugir para a parte norte, vivem debaixo da proteção da FTF. Mas só ganha essa proteção quem não tem sua alma marcada e August está ali para garantir isso.

Kate pensava nunca voltar para Veracidade, mas seus planos mudam quando em mais uma noite caçando monstros ela se depara com algo que ela nunca tinha visto. Uma criatura de sombras que entra na mente de suas vítimas e as força a cometer crimes hediondos. Kate não sabe como, mas consegue se livrar do domínio mental do monstro e acaba descobrindo que esse novo monstro, que ela chama de devorador de caos, entrou em sua mente e viu um grande potencial em Veracidade e está seguindo para lá. Agora Kate precisa alertar August da nova ameaça, mas para isso ela vai ter que enfrentar tudo o que deixou para trás, inclusive o monstro que ela mesma criou.

"Então admitiu algo em uma confissão tão baixa que pensou — ou esperou — que August não tinha escutado, três palavras que havia jurado nunca dizer em voz alta num mundo cheio de monstros.
— Estou com medo."

A Melodia Feroz foi minha primeira leitura de 2018 e comecei muito bem, já favoritando o livro. Me surpreendi com a autora por ela ter criado uma história original, porque até então nunca tinha visto nada como isso, de monstros criarem vidas a partir de atos de violência dos humanos. E quanto pior o ato, mais horrenda é a criatura que nasce dele. E dois meses depois sua continuação foi lançada, mas acabei demorando para comprar e comecei a ler as resenhas que foram saindo. Com algumas exceções, uma mais desanimadora que a outra. E infelizmente acreditei nelas e só no ultimo dia do ano resolvi pegar ele para ler. E me surpreendi porque acabei amando o livro.

Tenho que concordar que não foi o final que eu esperava, mas tenho que reconhecer que se fosse um final diferente, será que teria sido a altura da história única criada pela autora? Acho que o final foi o grande problema das pessoas que não gostaram do livro, porque não consigo ver outro motivo para tantas resenhas negativas já que o livro é tão bom quanto o primeiro. Nesse segundo temos um outro clima na história, ele está bem mais sombrio, mas a linha foi cruzada por ambos os protagonistas e não poderia dar em outra coisa que não essa apresentada pela autora.


Vamos acompanhar a história pelo ponto de vista tanto de Kate como de August, mas também vamos ver um pouco pela visão de Sloan e do novo monstro, o devorador de caos. E vamos ver a luta interna dos personagens que aprendemos a amar no primeiro livro, a de August contra sua própria natureza e a de Kate contra uma parte do novo monstro que tenta dominá-la. E é até doloroso ver o quanto eles se esforçam, o quanto vão perdendo a luta, mas insistem em não abandonar a batalha. E quando por fim se encontram, é lindo de ver o quanto a esperança de cada um é renovada e suas forças aumentam pelo simples fato de ter alguém que acredita neles.

Enquanto o primeiro livro levanta a questão da maldade que habita o ser humano e suas consequências aqui representadas fisicamente como monstros, nesse segundo temos a questão da segunda chance. Será que apenas um ato define quem somos para o resto da vida? E quem se arrepende do que aconteceu, não tem direito a uma segunda chance? E temos essa questão bem representada na voz de Soro, o novo sunai, e August. Eles estão lá para ceifar a alma dos pecadores, mas e se essa pessoa se arrependeu, a marca continua nela, como decidir quem vive e quem precisa morrer?

Esse ano li quase 200 livros e foram muitos os tipos de personagens que encontrei. Mas a Kate e o August sempre vão ter um lugar especial no meu coração. A garota humana que queria ser um monstro para obter a aprovação do pai e foi tão forte em sua fragilidade e em August temos o oposto, o monstro que queria ser um humano e era tão frágil com toda sua força. Eu queria pegar os dois no colo e nunca mais soltar. E além da ideia super original da autora, os dois foram um dos motivos que fizeram essa duologia ser tão incrível. 

E antes de terminar não poderia deixar de falar das capas da série que estão muito bonitas e tem tudo a ver com a história. Essa referência a música é um dos pilares, principalmente do segundo livro. A mesma música que é usada pata revelar o pecador e tirar sua alma, também pode acalmar e amenizar a dor. Enfim, é uma duologia que recomendo. Talvez você tenha lido muitas resenhas positivas do primeiro livro e outras não tão boas do segundo, mas leia e tire suas próprias conclusões. Foi o que eu fiz e valeu muito a pena

Nota:








© Blog Prefácio ♥ 2016 - Todos os direitos reservados ♥ Criado por: Taty Salazar || Tecnologia do Blogger. imagem-logo