Livro: O Dueto Sombrio
Série: Monstros da Violência # 2
#1 - A Melodia Feroz
Gênero: Distopia/Fantasia
Autora: Victoria Schwab
Editora: Seguinte
Páginas: 448
Ano: 2018
Resenha:
O Dueto Sombrio começa seis meses após os acontecimentos em A Melodia Feroz. Kate fugiu para Prosperidade, cidade que aparentemente é livre de monstros. Mas assim que chega lá, ela descobre por um grupo na internet, que na verdade as autoridades apenas fingem que eles não existem e, enquanto isso os monstros vivem livre para fazer o que querem na cidade. Então Kate se junta a esse grupo e enquanto eles localizam os monstros hackeando as câmeras da cidade, Kate vai atrás deles e os mata, usando todo seu treinamento de defesa e seu conhecimento sobre os monstros, e acaba se tornando assim uma exterminadora implacável, enquanto tenta esquecer tudo o que aconteceu no passado.
Já August ficou em Veracidade e finalmente se tornou aquilo que nunca quis ser. Ele assumiu o lugar de Leo na FTF e parece ter assumido a personalidade do irmão também, já que se mostra um líder frio para todos ao seu redor e em nada lembra aquele garoto que queria se tornar um humano. A cidade ainda permanece dividida em duas partes, e agora Sloan governa a parte norte no lugar do pai de Kate com a ajuda de Alice, o monstro que foi criado por Kate quando ela cometeu homicídio. E as coisas que já eram ruins, ficaram piores e as pessoas que por um milagre conseguem fugir para a parte norte, vivem debaixo da proteção da FTF. Mas só ganha essa proteção quem não tem sua alma marcada e August está ali para garantir isso.
Kate pensava nunca voltar para Veracidade, mas seus planos mudam quando em mais uma noite caçando monstros ela se depara com algo que ela nunca tinha visto. Uma criatura de sombras que entra na mente de suas vítimas e as força a cometer crimes hediondos. Kate não sabe como, mas consegue se livrar do domínio mental do monstro e acaba descobrindo que esse novo monstro, que ela chama de devorador de caos, entrou em sua mente e viu um grande potencial em Veracidade e está seguindo para lá. Agora Kate precisa alertar August da nova ameaça, mas para isso ela vai ter que enfrentar tudo o que deixou para trás, inclusive o monstro que ela mesma criou.
A Melodia Feroz foi minha primeira leitura de 2018 e comecei muito bem, já favoritando o livro. Me surpreendi com a autora por ela ter criado uma história original, porque até então nunca tinha visto nada como isso, de monstros criarem vidas a partir de atos de violência dos humanos. E quanto pior o ato, mais horrenda é a criatura que nasce dele. E dois meses depois sua continuação foi lançada, mas acabei demorando para comprar e comecei a ler as resenhas que foram saindo. Com algumas exceções, uma mais desanimadora que a outra. E infelizmente acreditei nelas e só no ultimo dia do ano resolvi pegar ele para ler. E me surpreendi porque acabei amando o livro.
Tenho que concordar que não foi o final que eu esperava, mas tenho que reconhecer que se fosse um final diferente, será que teria sido a altura da história única criada pela autora? Acho que o final foi o grande problema das pessoas que não gostaram do livro, porque não consigo ver outro motivo para tantas resenhas negativas já que o livro é tão bom quanto o primeiro. Nesse segundo temos um outro clima na história, ele está bem mais sombrio, mas a linha foi cruzada por ambos os protagonistas e não poderia dar em outra coisa que não essa apresentada pela autora.
Vamos acompanhar a história pelo ponto de vista tanto de Kate como de August, mas também vamos ver um pouco pela visão de Sloan e do novo monstro, o devorador de caos. E vamos ver a luta interna dos personagens que aprendemos a amar no primeiro livro, a de August contra sua própria natureza e a de Kate contra uma parte do novo monstro que tenta dominá-la. E é até doloroso ver o quanto eles se esforçam, o quanto vão perdendo a luta, mas insistem em não abandonar a batalha. E quando por fim se encontram, é lindo de ver o quanto a esperança de cada um é renovada e suas forças aumentam pelo simples fato de ter alguém que acredita neles.
Enquanto o primeiro livro levanta a questão da maldade que habita o ser humano e suas consequências aqui representadas fisicamente como monstros, nesse segundo temos a questão da segunda chance. Será que apenas um ato define quem somos para o resto da vida? E quem se arrepende do que aconteceu, não tem direito a uma segunda chance? E temos essa questão bem representada na voz de Soro, o novo sunai, e August. Eles estão lá para ceifar a alma dos pecadores, mas e se essa pessoa se arrependeu, a marca continua nela, como decidir quem vive e quem precisa morrer?
Esse ano li quase 200 livros e foram muitos os tipos de personagens que encontrei. Mas a Kate e o August sempre vão ter um lugar especial no meu coração. A garota humana que queria ser um monstro para obter a aprovação do pai e foi tão forte em sua fragilidade e em August temos o oposto, o monstro que queria ser um humano e era tão frágil com toda sua força. Eu queria pegar os dois no colo e nunca mais soltar. E além da ideia super original da autora, os dois foram um dos motivos que fizeram essa duologia ser tão incrível.
"Então admitiu algo em uma confissão tão baixa que pensou — ou esperou — que August não tinha escutado, três palavras que havia jurado nunca dizer em voz alta num mundo cheio de monstros.
— Estou com medo."
A Melodia Feroz foi minha primeira leitura de 2018 e comecei muito bem, já favoritando o livro. Me surpreendi com a autora por ela ter criado uma história original, porque até então nunca tinha visto nada como isso, de monstros criarem vidas a partir de atos de violência dos humanos. E quanto pior o ato, mais horrenda é a criatura que nasce dele. E dois meses depois sua continuação foi lançada, mas acabei demorando para comprar e comecei a ler as resenhas que foram saindo. Com algumas exceções, uma mais desanimadora que a outra. E infelizmente acreditei nelas e só no ultimo dia do ano resolvi pegar ele para ler. E me surpreendi porque acabei amando o livro.
Tenho que concordar que não foi o final que eu esperava, mas tenho que reconhecer que se fosse um final diferente, será que teria sido a altura da história única criada pela autora? Acho que o final foi o grande problema das pessoas que não gostaram do livro, porque não consigo ver outro motivo para tantas resenhas negativas já que o livro é tão bom quanto o primeiro. Nesse segundo temos um outro clima na história, ele está bem mais sombrio, mas a linha foi cruzada por ambos os protagonistas e não poderia dar em outra coisa que não essa apresentada pela autora.
Enquanto o primeiro livro levanta a questão da maldade que habita o ser humano e suas consequências aqui representadas fisicamente como monstros, nesse segundo temos a questão da segunda chance. Será que apenas um ato define quem somos para o resto da vida? E quem se arrepende do que aconteceu, não tem direito a uma segunda chance? E temos essa questão bem representada na voz de Soro, o novo sunai, e August. Eles estão lá para ceifar a alma dos pecadores, mas e se essa pessoa se arrependeu, a marca continua nela, como decidir quem vive e quem precisa morrer?
Esse ano li quase 200 livros e foram muitos os tipos de personagens que encontrei. Mas a Kate e o August sempre vão ter um lugar especial no meu coração. A garota humana que queria ser um monstro para obter a aprovação do pai e foi tão forte em sua fragilidade e em August temos o oposto, o monstro que queria ser um humano e era tão frágil com toda sua força. Eu queria pegar os dois no colo e nunca mais soltar. E além da ideia super original da autora, os dois foram um dos motivos que fizeram essa duologia ser tão incrível.
E antes de terminar não poderia deixar de falar das capas da série que estão muito bonitas e tem tudo a ver com a história. Essa referência a música é um dos pilares, principalmente do segundo livro. A mesma música que é usada pata revelar o pecador e tirar sua alma, também pode acalmar e amenizar a dor. Enfim, é uma duologia que recomendo. Talvez você tenha lido muitas resenhas positivas do primeiro livro e outras não tão boas do segundo, mas leia e tire suas próprias conclusões. Foi o que eu fiz e valeu muito a pena
Nota:
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