Páginas: 264
Ano: 2022
"Não. O que eu quis dizer é que um relacionamento não deveria ser assim. Não deveria ter prioridades diferentes, ninguém deveria ser punido por ser quem é."
Esse mês procurei não comprar muita coisa, até porque dia 28 é meu aniversário e vou me dar uns livros de presente hehe. Mas apareceu umas promoções de livros que estavam na minha lista de desejados e acabei comprando.
Recebidos
Em parceria com a Companhia das Letras chegou esse livro que parece ter uma história bem fofa e assim que der vou ler ele. Sem falar nos brindes super legais que vieram e ainda veio dois marcadores nas orelhas do livro que ainda não cortei.
Da Faro Editorial chegou o segundo livro de Willa que já li e logo tem resenha. Tem mais três livros para chegar porque os livros de abril não vieram ainda. Eles trocaram a transportadora e está um caos as entregas. Quando era pelo correio eu recebia em no maximo dois dias, agora só Deus sabe quando chega.
Desapegos
Esse mês fiquei enrolada aqui e não separei nenhum livro para doação.
Desejados
Quatro livros entraram na lista esse mês. Os de época já é de praxe entrar porque é so lançar algum que já quero. Esse da Lucinda preciso porque amo tudo o que ela escreveu. E Aurora Arde nem li o primeiro ainda, mas tenho aqui, e já quero esse também.
"Seus sonhos eram estrelas cadentes marcando de fúcsia o pôr do sol arroxeado; neles, mais do que se mover, as pessoas surgiam em um turbilhão direcionado a ele, e havia música sob sua pele.”
Mas se é praticamente impossível tomar o poder usando de força, o rei Silas de Maridrina tem um plano para derrubar o rei Aren se infiltrando dentro de sua casa. Em um antigo acordo de paz existe uma cláusula que o rei Aren precisa se casar com uma das filhas do rei Silas e pensando nisso o mesmo criou suas vinte filhas em uma ilha isoladas de tudo e de todos, treinando para quando esse momento chegasse. As garotas foram treinadas para serem espiãs, estrategistas e assassinas. Nem todas sobreviveram a todo esse tempo, mas a mais forte delas Lara, é a escolhida e está pronta para cumprir seu destino. Lara sabe que Aren é seu maior inimigo e vai fazer de tudo para convencer no papel de esposa inocente com o objetivo de descobrir seus pontos fracos.
O problema é que quando Lara chega em Ithicana ela descobre que as coisas não são exatamente como tudo o que ela aprendeu. A começar pelo papel das mulheres no reino. Em Ithicana as mulheres fazem mais do que apenas servir aos homens, e a própria princesa Ahnna, gêmea de Aren, é a comandante da Guarda Sul. E Aren é um homem bom e honrado, que faz o impossível para proteger seu povo, inclusive tentar fazer seu casamento dar certo. E aos poucos Lara se vê completamente encantada pelo seu marido e não sabe mais a quem deve a sua lealdade; se termina o que veio fazer ali ou se entrega de vez a paixão pelo homem que deveria odiar.
Falou em livro de fantasia jovem adulto eu já estou interessada. E se tem um romance de tirar o fôlego, eu já preciso ler. Por isso nem preciso dizer que esse livro furou a fila assim que chegou aqui em casa, cortesia da Editora Seguinte. A Ponte Entre Reinos é um dos últimos lançamentos da editora e o primeiro livro de uma série que pelo que vi vai ter cinco livros. Mas somente os dois primeiros vai contar com esse casal como protagonistas da história. E espero que o segundo livro que fecha a história deles seja lançado o mais breve possível, porque esse terminou de um jeito desesperador e eu preciso saber como continua a história.
Diferente dos últimos livros de fantasia que tenho lido, nesse livro não temos enrolação. É uma montanha russa de emoções o livro todo, é acontecimentos importantes em sequencia, que nem dá tempo dá gente respirar direito. São quatrocentos páginas de pura adrenalina, tanto que li metade do livro sem nem reparar. Logo no começo do livro a protagonista já mostra a que veio, e já me apaixonei por ela. Mas Aren não fica atrás e foi uma doce tortura ler as interações entre eles e a coisa não desenrolava nunca. Até porque pelo que vi o povo comentando estava esperando um romance enemies to lovers e ficou mais tempo no enemies do que no lovers, mas quando a coisa acontece sai de baixo, tem uma cena lá digna de romance erótico.
Aliás fica o aviso que o livro é para maiores de dezesseis, porque além das cenas de sexo tem bastante cenas de violência explicita também. E apesar de não ter o romance propriamente dito durante boa parte do livro, existe aquela tensão que faz a gente ansiar pelas cenas entre eles. E uma coisa que amei foi que temos a história pelo ponto de vista dos dois, por isso deu para ver bem a relação entre eles sendo construída. Lara descobrindo que tudo o que sabia não era verdade e se apaixonando aos poucos pelo homem que aprende a respeitar e admirar e Aren descobrindo que por baixo de toda a beleza existe alguém digna de seu amor, mesmo com a desconfiança de todos próximos a ele. O ruim é que as coisas vão se encaminhando para o tombo e a gente sabe que ele vai ter que vir, mas ainda fica aquela esperança de que algo mude e aquilo não aconteça.
Teve uma hora que eu queria arrancar os cabelos, queria entrar no livro, gritar com Lara e impedir o que ia acontecer, e meu coração só foi ficando apertadinho, mas não teve jeito e tudo aconteceu como o previsto. O livro é todo cheio de intrigas politicas, espionagem de todos os lados, você não sabe de onde vai vir a bomba e quem vai trair quem. É ação o tempo todo, porque além das guerras e lutas contra os outros reinos, ainda tem as intempéries da natureza, o cenário é basicamente um caos organizado. Caos esse que só com a leitura do livro todo a gente começa a entender. E teve algumas coisa que eu ainda fiquei meio perdida como a história da ponte, que na verdade é quase que um personagem do livro, e por mais explicação que a autora desse eu ainda não consegui visualizar o cenário real.
Mas enfim, apesar de não ser o melhor livro de fantasia que já li na minha vida e deixar a desejar em muitos aspectos, ainda assim eu amei tudo o que encontrei nele e favoritei o livro. Estava necessitada de um livro assim, que mesclasse tudo o que aprecio em um bom livro do gênero. Fui surpreendida em vários momentos, torci pelo casal, me apaixonei pelos personagens, tanto os principais como pelos secundários, Me vi envolvida em tramas politicas e terminei o livro precisando urgente do próximo. Agora é ficar na torcida de que a editora traga logo ele para cá. Quanto a edição está muito bem feita, com uma capa linda e dentro temos um mapa que volta e meia eu voltava nele para me situar. E termino por aqui indicando o livro para todos que apreciam um bom livro do gênero.
Nota:
Em maio de 1980, Óscar Drai desapareceu do internato onde estudava sem deixar rastros e durante uma semana amigos, professores e até a polícia procuraram em vão pelo fugitivo, que foi encontrado vagando pela estação de Francia como uma alma penada. E por quinze anos as lembranças do que aconteceu naqueles dias ficou esquecida, até que tudo voltou e o nome Marina se ascendeu em sua mente como uma ferida aberta. Todo mundo tem seus segredos trancados a sete chaves, esse é o de Óscar. Ele era um garoto de quinze anos que mofava entre as paredes do internato e que por vezes se aventurava pelas ruas do bairro de Sarriá nas três horas que tinha livre entre o término das aulas e o jantar, e foi em um desses dias que ele encontrou o casarão aparentemente abandonado, mas que ao invadir o local ele descobriu ser habitado.
Tomado pelo susto Óscar foge o mais rápido possível, mas acaba levando consigo um relógio de bolso que encontrou no local. Óscar nunca foi ladrão, por isso mesmo apavorado ele precisou voltar para devolver o objeto. É assim que ele conhece Marina e o pai dela Germán, o dono do relógio, que é muito gentil ao aceitar suas desculpas. Óscar fica fascinado por Marina e não hesita em aceitar o convite dela de voltar no dia seguinte. Quando perguntado pelo motivo de ter entrado na casa dela, Óscar responde que foi pelo mistério e ao saber disso Marina o leva até o cemitério de Sarriá, onde eles observam uma mulher toda vestida de preto entrar e depositar uma rosa vermelha em um túmulo sem nome, há apenas um desenho que lembra uma borboleta negra com as asas abertas. Marina diz que ela vem todo último domingo do mês e que não conseguiu descobrir quem está enterrado naquele tumulo e sugere que os dois a sigam.
Mas a mulher percebe e consegue despistar os dois que acabam entrando no lugar onde imaginam que a mulher entrou. Eles encontram uma estufa cheia de marionetes incompletas, marcadas com a mesma figura do tumulo, e também um álbum de fotografias com imagens de pessoas com má formação. Eles ficam bem perturbados e decidem deixar aquele mistério de lado. Mas o mistério vai até eles. Óscar acompanha Marina e Germán até a estação de trem, pois Germán vai para uma consulta em Madri e, após eles embarcarem, Óscar vê a mulher de preto e ela lhe entrega um cartão com um endereço. Ele nem pensa duas vezes antes de ir até o local, onde toma conhecimento de uma antiga história de amor que terminou em tragédia. Uma história sombria que deveria ter ficado no passado, mas que infelizmente não ficou e Óscar e Marina se veem envolvidos nela.
"— Às vezes, as coisas mais reais só acontecem na nossa imaginação, Óscar — disse ela. — À gente só se lembra do que nunca aconteceu."
Quando comecei a escrever as postagens comemorativas do blog pensei comigo, porque não reler e resenhar novamente o livro que deu o pontapé inicial ao blog. Até porque o livro foi escrito pelo gênio que nos deixou cedo demais e que está no meu top cinco de autores favoritos. E cá está ele. Quando resolvemos começar o Prefácio com a resenha de Marina não foi por acaso, foi porque esse livro virou uma febre entre um grupo de amigos na igreja que a gente frequentava. Eu li, passei para a Olivia, depois foi para o Matheus, que no início fazia o blog com a gente, e foi indo de mão em mão e todo mundo viciado nele. Um romance repleto de aventura, com um pé no suspense e outro no terror, que você não consegue largar antes de ler o final do livro.
Quem acompanha as resenhas aqui no blog sabe que não sou fã de escrita poética, mas essa é uma entre as muitas coisas que admiro no Záfon. As palavras dele se tornam música para nossos olhos e alimento para nossas almas que acaba devorando o que está escrito ali. E se tem uma coisa para reclamar de Marina é que a história termina rápido demais. Eu leria o dobro, o triplo de páginas porque a história é mais do que fascinante. Zafón é mestre em criar várias histórias dentro de uma história e nunca se sabe qual é a mais impressionante dentre elas. Temos a linda história de Germán, a história de Marina e Óscar propriamente dita e ainda a história do mistério do passado, que tem como personagem principal Mijail Kolvenik e que a gente fica ávido por conhecer. E todas elas prendem a gente de uma forma que não dá para largar antes de terminar o livro.
Cada personagem tem sua característica marcante que faz com que nos apaixonemos por todos eles. Até o vilão da história e tão fascinante que a gente quer um final decente para ele. São personagens tão ricos e complexos que a gente quer desvendar todas suas camadas. E toda a história é assim, mesmo o livro sendo um infanto-juvenil. Mas o certo é que ele agrada a todas as idades. E claro, para os adultos tem uma certa nostalgia, porque quem aqui que quando adolescente não tinha aquela casa abandonada no bairro que a gente queria descobrir tudo sobre ela e cada um inventava sua história sobre quem morou ali? E a escolhida era a que dava mais medo em todo mundo hehe.
E como foi essa segunda leitura do livro, dez anos depois? Gostei mais ainda do que da primeira vez, se é que isso é possível. Ao longo dos anos, escrevendo tantas resenhas é impossível não obter um olhar diferente na hora de ler. Sem nem perceber ganhamos um olhar mais crítico, e esse olhar ainda considera o livro excelente e um dos melhores livros que já li na minha vida. E para terminar que essa resenha já está enorme, indico o livro para todos os fãs de um bom suspense com toques de terror. Para quem gostou, a história lembra bastante uma mistura de Frankenstein com o filme A casa de cera. Quanto a capa eu amo essa simplicidade das capas do Zafón. Tem vezes que o livro te ganha pela capa, e devo confessar que essa foi uma delas.
Nota:
Sinopse:
Todo mundo já ouviu falar que as pessoas do signo de câncer são choronas; as de touro, comilonas; as de libra, indecisas… Mas será que é apenas isso que os signos representam?
Nesta antologia, você vai encontrar doze histórias, cada uma acompanhando um protagonista de um signo solar diferente - todos eles moradores do mesmo prédio, o edifício Cosmos. Ali, os conflitos são vários: mudança de casa, problemas na escola, desentendimentos com os amigos, romances surgindo e chegando ao fim… Enquanto mergulha nos dramas de cada personagem, você vai perceber que os signos do zodíaco são repletos de nuances, luzes e sombras, que podem nos ajudar a entender quem realmente somos.
Ao final de cada astroconto, você ainda encontra um texto explicativo sobre como a energia daquele signo pode afetar determinada área da sua vida - afinal, todos temos um pouco de cada signo no nosso mapa.
Resenha:
Como vocês podem ver pela sinopse do livro, a autora vai abordar um assunto que eu particularmente não tenho muito afinidade. Não vou dizer que nunca li um horóscopo na minha vida, mas não acredito muito nessas coisas não. O engraçado é que corto meu cabelo pelas fases da Lua. Vai entender. Mas através dos contos, que tem um signo em evidência em cada um, a autora vai mostrar como a astrologia vai muito além do que somente "saber seu futuro", que é o que quase todo mundo pensa sobre o assunto. E confesso que terminei o livro querendo saber mais sobre o assunto porque a autora abordou tudo de uma maneira tão interessante que a gente termina o livro e quer correr ler mais sobre.
Eu já conhecia a escrita da autora do livro De repente adolescente, onde o conto dela foi um dos meus favoritos. E nesse ela só veio reafirmar a minha admiração, com certeza quero ler mais livros dela. E fiquei ainda mais surpresa positivamente em ver que a autora foi precisa e clara no que se propôs a escrever. Porque quando é abordado um assunto que não é do interesse de todos, sempre fica aquela expectativa para saber se vai agradar mesmo assim, e sim, ela agradou e muito e se você assim como eu não tem (tinha) tanto interesse no assunto, não precisa se preocupar, você vai gostar bastante do livro.
Geralmente livros de contos temos aqueles que agradam bastante, tem aqueles medianos e tem outros que são fracos, mesmo. Mas nesse eu particularmente gostei de todos. Nenhum deles ficou abaixo do esperado e alguns tiveram certo destaque, mas isso foi pessoal porque teve algumas características dos personagens que me identifiquei mais. E uma coisa que me surpreendeu foi que todos os contos tem final aberto, coisa que não gosto e até por isso eu geralmente não leio contos, porque sempre quero saber mais dos personagens e histórias e acho que nunca o que o autor escreveu foi o suficiente, mas nesse livro isso não me incomodou de tão bom que os contos são.
No primeiro conto, de áries, vamos conhecer Vivi, que se envolve em um atrito com a namorada e as amigas porque ela é mandona ao extremo e critica tudo o que não sai do jeito que ela quer. No conto, de touro, temos Eloá que está de mudança do interior para o Rio de Janeiro para um apartamento minúsculo e vai ter que se desfazer de sua coleção de livros. Em gêmeos, temos Auana prestes a desistir do curso na faculdade pela segunda vez, porque ainda não é o que ela quer para sua vida. No signo de câncer conhecemos Nathan, que está em um dilema sobre terminar ou continuar um namoro de dois anos que já não está mais dando certo. Em leão vamos conhecer Cauã, um nadador que está indo para uma equipe grande, mas ao chegar lá percebe que nem todos da equipe estão focados como ele.
No sexto conto, do signo de virgem, vamos conhecer Brenda que está focada estudando para o Enem que se aproxima, mas tudo parece acontecer para atrapalhar sua concentração. Em libra temos Mariana que está exausta e estressada por causa de dois amigos que estão em pé de guerra no namoro e como foi ela que uniu os dois, ela se sente responsável pela relação. Em escorpião temos Thalita que tem pavor de relacionamento sério. Já em sagitário conhecemos António que largou a faculdade para fazer uma viagem pela Europa. Capricórnio traz Jonathan que está indo morar em outro país e não sabe como terminar um relacionamento que com certeza não vai funcionar a distância. E em aquário temos Daniel que quer abraçar o mundo e fazer mil coisas ao mesmo tempo.
E por fim em peixes temos o porteiro Gabriel, que além do edifício Cosmos onde moram todos os personagens dos contos, é o denominador comum das histórias. Gabriel está meio aéreo porque está tentando tomar a decisão de largar tudo e ir para Manaus trabalhar com o irmão e vamos ver um pouquinho dele em cada um dos outros contos. Mas não é só o Gabriel que transita entre as histórias, tem alguns personagens que aparecem em mais de um conto, e enquanto estamos lendo a gente fica esperando e tentando adivinhar quem vai aparecer novamente e quem ainda não teve sua história finalizada em seu próprio conto.
Eu sou de gêmeos e claro foi o conto que fiquei mais curiosa para ler. Mas não consegui me identificar com nada da personagem. Mas vi algumas características de outros personagens que sou eu escrita ali. A Vivi por exemplo, que sou dessas que acha melhor fazer sozinha porque dai tenho certeza de que vai sair bem feito. Na Eloá foi à parte sobre as mudanças e sobre precisar de estabilidade. Mas sobre o desapego eu já aprendi hehe. Com o signo de virgem me identifiquei na parte de precisar de rotina e organização e com Jonathan a parte de ter uma enorme dificuldade para demonstrar os sentimentos. Como a autora diz no livro, todos nós temos um pouco de cada signo em nossas personalidades, por isso talvez você se identifique com todos os personagens.
Eu tentei analisar o livro como um todo e somente pelas histórias sem levar em consideração a parte astrológica e cheguei à conclusão de que ele é ótimo dos dois jeitos. Se você não gosta de astrologia vai gostar das histórias e dos conflitos que cada personagem está vivendo. E se você curte o assunto vai gostar muito porque além das histórias, após cada conto, a autora fala um pouco sobre o signo em evidencia e as características que ela quis trazer para o personagem. No final do livro ainda temos uma entrevista super legal com a autora. E não posso deixar de mencionar aqui que um dos contos é inteiro por mensagens trocadas um aplicativo, o que deu todo um diferencial ao livro. Quanto a edição achei a capa linda e a diagramação está perfeita. A editora caprichou! E finalizo essa resenha indicando o livro para todos os públicos, acredito que vocês vão gostar.
Nota:
Na aguardada continuação de Aristóteles e Dante descobrem os segredos do Universo, Ari e Dante vão lutar com todas as forças para transformar o mundo em um lugar onde possam ser livres juntos e sem medo.A vida de Aristóteles mudou completamente desde que conheceu Dante Quintana. Com Dante, Ari aprendeu a achar graça nas pequenas coisas da vida e descobriu o coração enorme que tem, capaz de amar muitas pessoas ― inclusive outro garoto.
Agora, os dois estão prestes a começar o último ano do ensino médio e, mesmo sabendo que em breve terão que fazer escolhas importantes para o futuro, estão se abrindo para novos amigos, novos lugares e para as próprias famílias ― até que Ari sofre uma perda terrível e, mais do que nunca, precisará do apoio de Dante.
Nesta continuação de Aristóteles e Dante descobrem os segredos do Universo, reencontramos nossos heróis no momento em que o primeiro romance termina, para seguir com eles pelas águas de um mundo novo, que pode ser perigoso e difícil, mas também vasto e cheio de possibilidades.
Resenha:
"Pensei no dia em que o conheci. Foi um encontro acidental, não planejado. Eu não era o tipo de cara que fazia planos. As coisas simplesmente aconteciam. Ou, na verdade, nada nunca tinha acontecido. Até eu conhecer Dante. Era um dia de verão como hoje. Encontramos desconhecidos todos os dias - e normalmente os desconhecidos continuam desconhecidos. Pensei no som da sua voz na primeira vez que a ouvi. Eu não sabia que aquela voz mudaria minha vida. Pensei que ele só me ensinaria a nadar nas águas da piscina. Mas ele me ensinou a nadar nas águas da vida."
Eu recebi esse livro em parceria com a editora Seguinte e como não tinha lido o primeiro ainda eu li e resenhei ele aqui. E sabe quando você se apaixona tanto por um livro, mas sente que não tinha necessidade de uma continuação? Aconteceu aqui, por isso eu nem sabia o que esperar desse segundo livro e o medo era que o autor estragasse alguma coisa na história maravilhosa que ele escreveu tantos anos atrás. Mas não é que ele conseguiu escrever uma história ainda melhor do que a primeira. Algo que já era ótimo, se tornou espetacular. E se tem uma palavra para descrever esse segundo livro é intenso.
Nesse segundo livro vamos acompanhar Ari após ele ter assumido sua paixão por Dante e consequentemente sua homossexualidade. Mas as coisas não se tornam mais fáceis para ele, pelo contrário. A história se passa na década de 80 e se hoje as coisas já são difíceis imagine naquela época então, ainda mais com uma pandemia de AIDS tomando conta e sendo conhecida como a doença de gay. O único consolo de Ari e de Dante é que seus pais os apoiam desde o primeiro instante, até mesmo antes de Ari admitir o que sente.
"Eu não sabia o que dizer. Ele estava certo - e dai? A maior parte do resto do mundo não via as coisas como nós a víamos. O mundo olhava para aquele menino e aquela menina, sorria e pensava: Que fofo. Se o mundo me visse do mesmo jeito com Dante, faria uma careta e pensaria: Que nojo."
E assim como no primeiro livro temos em Ari um personagem que não entende seus sentimentos e agora a coisa agravou porque ele não compreende nem seu próprio corpo e a vontade de transar com Dante que parece ter tomado conta da sua mente, e por isso resolve colocar seus pensamentos em um diário como se estivesse escrevendo para Dante. E é no diário principalmente que podemos ver a linguagem poética usada pelo autor. Esse livro nos faz suspirar e é para romântico nenhum colocar defeito de tantos sentimentos que transbordam das páginas.
Mas diferente do primeiro livro, a continuação não foca somente no relacionamento Ari/Dante, e no amor romântico, também temos sua relação com seus pais e é tão bonito ver como a amizade entre pai e filho cresceu desde o primeiro livro. E como o próprio Ari disse, ele se tornou um louco por seus pais. Também teve um maior desenvolvimento na relação de Ari com seu irmão preso, que até então era um assunto tabu em sua casa. E uma das melhores coisas desse segundo livro, temos uma nova personagem, Cassandra, que foi o grande destaque e a segunda responsável por me levar as lágrimas em boa parte da história.
É com Cassandra que o autor abordou, além das questões já relevantes como homofobia e xenofobia apresentadas no primeiro livro e dando sequencia nesse, o tema feminismo. Mas como nem tudo são flores, uma coisa que já tinha sentido falta no primeiro livro e senti ainda mais nesse, é que só temos a visão de Ari da história. Queria tanto ter lido alguma coisa pelo ponto de vista de Dante. e dos outros personagens, Mas ainda assim não posso deixar de dar nota máxima e favoritar um livro que me trouxe tantos sentimentos. Sem falar que Ari é um personagem que apesar de ser tão complexo, é alguém que a gente se identifica fácil.
"Ás vezes, quando estava na presença de Dante, sentia saber tudo. Mas, para mim, uma coisa era amar. E outra, a mais difícil de todas, era se permitir ser amado."
Seus medos, suas inseguranças, é algo que eu e acredito que quase todos adolescentes já sentiram em algum momento da vida nessa transição para a fase adulta. Por isso é impossível não se acabar de chorar nos momentos finais da história. Ver todo amadurecimento de Ari ao longo desses dois livros é algo gratificante e que nos traz esperança. Isso sem falar que Ari ainda passa por um momento onde tem que viver o luto e mais uma vez me identifiquei porque já passei por isso também e me senti exatamente como ele.
A história de Ari e Dante é sim mais de Ari do que de Dante, porque Dante foi aquela pessoa que entrou na vida de Ari para fazê-lo florescer, Dante é como se fosse uma porta que se abriu para toda uma vida que Ari estava deixando de viver. Tem vezes que uma pessoa passa por nossas vidas exatamente para isso, e não precisa ser exatamente de forma romântica como é o caso aqui. Mas enfim, essa é uma história que recomendo muito, mesmo que depois de ler eu tenha descoberto que o próprio autor não acredita no que escreveu, já que ele está envolvido em algumas questões de transfobia. Quanto a edição, esse segundo livro traz uma capa ainda mais linda do que a do primeiro livro. E ela segue no padrão de qualidade da editora.
Nota:
Dante sabe nadar. Ari não. Dante é articulado e confiante. Ari tem dificuldade com as palavras e duvida de si mesmo. Dante é apaixonado por poesia e arte. Ari se perde em pensamentos sobre seu irmão mais velho, que está na prisão.
Um garoto como Dante, com um jeito tão único de ver o mundo, deveria ser a última pessoa capaz de romper as barreiras que Ari construiu em volta de si. Mas quando os dois se conhecem, logo surge uma forte ligação. Eles compartilham livros, pensamentos, sonhos, risadas - e começam a redefinir seus próprios mundos. Assim, descobrem que o amor e a amizade talvez sejam a chave para desvendar os segredos do Universo.
Resenha:
Eu não ia fazer resenha desse livro, mas precisei. Sabe quando um livro fala tanto com a gente que você quer que todo mundo conheça e leia e sinta tudo o que você sentiu também? Mesmo que esse livro já não seja tão novo e muita gente já o conheça. Eu me lembro desse livro na época que lançou, porém acabei não lendo ele. Mas agora recebi a continuação dele e resolvi ler. E foi sem dúvida uma das melhores leituras do mês. Eu que já tinha me encantado com Charlie e Nick de Heartstopper, acabei me apaixonando perdidamente por Ari e Dante e agora não sei mais qual casal é meu favorito.
A história é narrada por Ari, e se passa ao longo de dois anos da vida dele e de Dante. Ari é um adolescente de quinze anos perdido em seus sentimentos. Sua família não tem o hábito de se abrir e Ari acaba se calando também e está quase sufocando com tantos segredos que o rodeia. Seu pai voltou da guerra diferente e não fala sobre o que passou por lá. Seu irmão mais velho está preso e todos agem como se ele estivesse morto. Ari não tem ninguém, até conhecer Dante, uma pessoa completamente oposta e com uma família totalmente diferente da de Ari.
Dante fala abertamente sobre seus sentimentos, beija seus pais e diz que os ama, em suma é tudo o que Ari queria ser e não consegue. E uma grande amizade acaba surgindo de suas diferenças. E claro que a veia romântica fala mais alta e a gente torce para que aconteça mais do que somente uma bela amizade entres eles. Porque separados eles são personagens incríveis, mas juntos eles se completam e se tornam um casal inesquecível. E uma das coisas que mais gosto neles é que eles são perfeitos em suas imperfeições.
Ari é um personagem que carrega muita raiva dentro se si. Raiva do pai que ele não consegue conversar, da mãe que impõe mil regras diferentes, raiva por ter que ser o filho perfeito para compensar o irmão que não foi. Mas com Dante ele vai aprender que pode ser quem ele quiser ser, mesmo que os velhos hábitos ainda estejam enraizados dentro dele. Ari é o personagem que mais cresce nessa história. Sua evolução é visível e ao final fica aquela sensação de conquista, como se tudo o que Ari passou fosse mérito nosso também, tipo um pai orgulhoso do filho.
Já Dante é aquele personagem extrovertido que fala o que pensa e os momentos cômicos do livro ficam por conta dele. Enquanto que com Ari temos um clima mais dramático, com Dante temos aquela leveza de que só uma pessoa com tanta bondade no coração pode trazer. E até por isso uma das cenas mais pesadas no livro corta o coração da gente, é inconcebível que um ser humano que só traz alegria para o mundo possa passar pelo o que ele passou. Mas apesar da cena super forte o autor soube abordar a homofobia de uma maneira delicada, por conta da classificação indicativa do livro.
A narrativa do autor é lenta e bem poética, mas nada que deixe a história chata, pelo contrário, acompanhar a trajetória desses dois garotos é um prazer indescritível, ver como a amizade deles vai evoluindo, a descoberta da sexualidade, as cenas mais românticas, as engraçadas que a gente ri feito bobo. E no final é claro que chorei. A forma como ele foi conduzindo tudo vai mexendo com a gente até chegar em um ponto que aquilo tudo já é tão natural que a gente só quer que tudo termine bem para todo mundo.
E engraçado que quando olhei esse título pela primeira vez tive certo preconceito, confesso. Sou dessas que não gosta muito de títulos imensos. Mas ao final de tudo a gente vê o quanto ele é significativo e como descreve tão bem o que vamos encontrar na história. Quanto a edição, eu li em ebook, então não posso falar como está o livro físico. Mas a capa é uma das minhas favoritas. E termino essa resenha indicando o livro é claro. Se você ainda não o leu, não perca mais tempo e descubra os segredos do universo junto com esses personagens maravilhosos.
Nota:
Por gerações, os Sete Profetas guiaram a humanidade com suas visões do futuro, até cem anos atrás quando eles desapareceram. Mas com esse desaparecimento o mundo virou um caos, tomado pela corrupção, pela morte e por pessoas de má fé. Mas antes de desaparecerem os Profetas deixaram uma ultima profecia que prevê a Era da Escuridão e o nascimento de um novo Profeta destinado a salvar o mundo. Essa profecia está guardada com os Paladinos e ela só deve revelada quando o novo Profeta for encontrado.
Entre o povo existem algumas pessoas que são Agraciados com alguns dons. A graça do coração (que aumenta a força, a agilidade, a velocidade e os sentidos), a graça do sangue (que é capaz de extrair energia para curar ou ferir), a graça da mente (capaz de criar objetos) e a graça da visão (capaz de sentir e localizar seres vivos). Mas assim como tudo o que é diferente gera oposição e existe um grupo intitulado como Testemunhas, lideradas por Hierofante, que atualmente governa em Herat, e eles querem acabar com todas essas pessoas que eles veem como aberrações.
E nessa história vamos conhecer e acompanhar cinco pessoas que vão se unir sem saber que entre eles um está destinado a salvar o mundo e o outro a destruí-lo. São eles: Ephyra, uma assassina conhecida como Mão Pálida que está fazendo de tudo para salvar sua irmã Beru, que está a beira da morte; o caminho delas vai cruzar com o de Anton, um jogador que tem a graça da visão e que pode encontrar um artefato que pode ajudar a salvar Beru; Hassan, um príncipe que está escondido após Hierofante tomar seu país e Jude, que acaba de ser consagrado Guardião da Palavra e capitão da Guarda Paladina e que será responsável pela segurança do novo Profeta.
Confesso que foi uma luta para eu conseguir terminar de ler esse livro. Mas essa dificuldade não tem nada a ver com a qualidade da história e sim com minha falta de vontade de ler livros de fantasia. Não sei se já aconteceu com vocês, mas assim que comecei a ler ele eu perdi completamente a vontade de ler livros do gênero. Eu lia dez páginas por dia na base do sofrimento porque a coisa não rendia. Mas consegui terminar finalmente depois de quase dois meses de leitura e como um todo gostei bastante do que encontrei no livro.
Tem alguns elementos no gênero que eu amo e profecia é um deles. Falou que tem uma profecia para se cumprir eu já quero ler. E ainda aqui temos outras coisas que gosto bastante, como as pessoas com dons e um grupo de pessoas prestes a cumprir um destino pré-determinado. Mas ao mesmo tempo em que já fico animada quando vejo alguns desses elementos, eu também já crio expectativas e não é sempre que elas são alcançadas. Além de tudo ainda tem aquela coisinha na cabeça da gente que fica comprando todos os livros que lemos com alguns do gênero que são nossos favoritos e acaba determinando minha opinião sobre o livro.
E eu gostei de bastante coisa nele, temos alguns plot-twist que me pegaram muito desprevenida e temos alguns personagens que acabaram me surpreendendo tomando algumas atitudes totalmente fora do que eu esperava. Mas por outro lado faltou um algo a mais na história para que eu ficasse desesperada para ler o próximo volume. Quero ler ele sim e assim que der vou começar a leitura porque já o tenho aqui e casa, mas não estou sentindo aquela necessidade boa de saber o que o futuro reserva aos protagonistas. Falando neles, os capítulos se dividem entre os cinco, ainda que o seja em terceira pessoa, o que eu prefiro na verdade.
Dos cinco meu personagem favorito foi Beru com uma doença incurável e que vê a irmã indo por um caminho sem volta para tentar salvá-la. E o que menos gostei foi Hassan, o príncipe exilado que ainda não entendeu a verdadeira situação em que se encontra. Ephyra e Jude eu fiquei em cima do muro porque teve horas que gostava bastante deles e outras que achava eles uns teimosos sem noção. E Anton também gostei bastante mas foi o personagem mais complexo e a autora não o desenvolveu completamente nesse primeiro livro. Mas não posso falar muito sobre eles porque todos eles fazem parte da profecia e grandes revelações são feitas ao longo da história sobre cada um deles.
Mas pode ser que essa minha preferência mude no segundo livro porque no final desse eles sofreram um grande impacto cada um a sua maneira e suas atitudes podem ser outras no próximo livro. Mas espero que um casal que eu shippei muito nesse vire de fato um casal no próximo porque por enquanto tivemos zero romance. Até tem uns beijos entre dois personagens que em minha opinião não conta porque não teve química nenhuma. Quanto a edição do livro está muito bem feita como em todos os livros da editora. Apesar de não ser uma das melhores histórias de fantasia que eu já li, ainda assim eu recomendo para quem gosta do gênero. E espero que no próximo essa nota aqui embaixo seja bem maior.
Nota:
© Blog Prefácio ♥ 2016 - Todos os direitos reservados ♥ Criado por: Taty Salazar || Tecnologia do Blogger. |