16 junho 2022

Resenha | Se liga, Dani Brown - Talia Hibbert

Livro
: Se liga, Dani Brown
Série: As Irmãs Brown #2
Gênero: Romance
Autora: Talia Hibbert
Editora: Paralela
Páginas: 381
Ano: 2022

Resenha:
A última coisa que Danika quer na vida é ter um relacionamento que envolva sentimentos. Para que complicar se é tão mais fácil se somente envolver o desejo e a satisfação de ambas as partes? Por isso nada de jantar antes, nem conversa depois do sexo. Todos os seus relacionamentos foram assim, inclusive o último com Josephine. Se aquela coisinha desagradável chamada amor resolve aparecer, Dani foge o mais rápido possível. Mas desde Josephine, está difícil de encontrar alguém que queira o mesmo que ela, por isso Dani resolve apelar para as forças superiores e pede ajuda a Oxum para encontrar alguém que só queira se divertir, sem complicações ou sentimentos envolvidos, e que quando estiver diante dessa pessoa ela receba um sinal de que é a pessoa certa.

Dani fica muito atenta, já que essa não é uma de suas qualidades, mas lá se vão alguns meses e nada ainda do sinal. Então ele vem, quase que na forma de um príncipe montado em um cavalo branco e pronto para salvar a donzela em perigo. No caso foi Zaf, o segurança do prédio onde Dani dá aulas, que veio tirar ela do elevador onde ficou presa durante um treinamento. Dani sabe que Zaf não combina muito com ela, já que ele é um cavalheiro que com certeza está atrás de compromisso, mas ela não pode ignorar os sinais e se foi ele que o universo mandou, ela vai aceitar. Ainda mais que Zac saiu do prédio com Dani no colo e um dos alunos filmou tudo e o vídeo acabou viralizando. 

O que Dani não imaginava era que essa fama repentina pode ser um pesadelo para Zaf, que na verdade é Zafir Ansari, um jogador de rúgbi aposentado há sete anos depois que uma tragédia se abateu sobre sua família. Mas Zaf tem uma ONG e quando ele percebe que a mídia não está interessada em seu passado e que o vídeo pode trazer visibilidade e muita ajuda para as crianças do projeto, ele resolve entrar na onda. Mesmo que isso signifique fingir um namoro com Dani, já que por causa do vídeo todos acreditam que eles estão juntos. E Dani está super de boa com esse namoro falso, já que assim ela pode ter a parte boa da coisa, sem precisar fingir sentimentos que não existem. Mas será que não existem mesmo?

"Não. O que eu quis dizer é que um relacionamento não deveria ser assim.  Não deveria ter prioridades diferentes, ninguém deveria ser punido por ser quem é."

Eu amei o primeiro livro das Irmãs Brown, por isso estava super ansiosa para a leitura desse, já que a Dani me pareceu ser uma mulher bem interessante nas vezes que apareceu no livro da Chloe. E não sei se foram as altas expectativas, mas acabei não gostando desse segundo da mesma forma que gostei do primeiro. Talvez para quem for ler os livros com um espaço de tempo entre eles, essa impressão seja diferente. Não que o livro não seja bom, pelo contrário, os livros da autora tem se mostrado os melhores romances contemporâneos publicados ultimamente, e pensei muito antes de dar minha nota, porque dei um cinco para o livro da Chloe, mas o livro da Dani merece mais do que um quatro. Então seria um quatro e meio.

O motivo de eu não ter dado nota máxima para o livro foi justamente a Dani. Mas pensando bem agora que estou escrevendo a resenha, isso pode ser um pouco de machismo da minha parte. A autora escolheu a protagonista feminina para falar de algo que estou cansada de ver nos livros, mas no papel masculino: Dani tem medo de relacionamentos. E se a gente aceita de boa isso quando é em um homem, porque esse pé atrás quando acontece com a mulher? Temos que rever isso. Mas ainda assim, como disse, a história da Chloe está bem viva na minha memória e fica inevitável a comparação entre as duas e a Chloe me conquistou muito mais. Ainda mais que Zaf é perfeito e a gente acaba tomando as dores dele. 

Zaf é o típico príncipe encantado que só existe nos livros infelizmente. E que acaba estragando nossa visão dos homens reais. Porque quem não queria ter alguém como ele para amar e ser amada? Esse tanto de leitoras solteiras é tudo culpa dessas autoras que descrevem um homem ideal que nunca vai existir de verdade hehe. E a Talia é perita nisso, porque não sei quem é mais perfeito, o Red ou o Zaf. Acho que o Zaf tem uma certa vantagem porque imaginem, ele gosta de ler romances. É pra acabar mesmo. E teve uma cena que me acabei de rir porque já aconteceu parecido comigo, ser pega quando está lendo bem as partes mais hots da historia. 

E risadas foi o que não faltou durante a leitura. Nos dois livros da série a autora usou da comédia romântica para abordar assuntos sérios de uma forma leve, mas profunda e muito bem escrita. Aqui além do já citado medo da protagonista de desenvolver sentimentos por alguém e não alcançar as expectativas de ambas as partes, temos um pós luto que agravou a ansiedade do protagonista masculino. E ainda temos toda a representatividade presente na história. Dani é negra, gorda, bissexual e bruxa e Zaf é descendente de mulçumanos. Enfim, fica aqui a minha indicação de leitura. Se ainda não leu, aproveite e já se jogue nos dois livros da série porque são leituras super válidas e gostosas. Quanto a capa, gostei bastante, e nem sou fã dessa cor, mas representa bem os protagonistas. 

Nota:







11 comentários:

  1. Bom, eu prefiro nem comentar sobre o que me pareceu esse livro. Cada um no seu quadrado. Tem espaço e público para todos, Graças a Deus.

    ResponderExcluir
  2. eu preciso ler esses livros sos
    e sim eu completamente apaixonada por personagens de livros que só em sonhos existem ( e as vezes nem em sonhos) hahaha
    Gostei bastante de ser um livro cheio de representatividade. Fico muito contente com isso.

    beijos

    https://duquesaazarada.blogspot.com

    ResponderExcluir
  3. Oi Sil, eu estou de olho nessa série tem um tempo, especialmente depois de tantas resenhas positivas. Mas vi que esse segundo não é tão bom quanto o primeiro, então já sei que é melhor ir sem expectativas mesmo, hehe. Em relação a não querer compromisso, não acho estranho pelo fato de ser uma mulher a querer isso, pois tenho amigas que são assim, então não me espantei em saber disso e não me incomodaria durante a leitura. Mas sim, ter um personagem masculino que parece mais um príncipe encantado não rola mais, haha. E concordo, talvez seja esse mesmo o motivo do tanto de leitoras solteiras, explica bastante, haha.
    Bjks!
    Mundinho da Hanna
    Pinterest | Instagram | Skoob

    ResponderExcluir
  4. Oi, Sil
    Achei esse livro tão gostoso quanto o primeiro. É uma história bem divertida e eu amo o tipo de personagem que a Talia cria para as mocinhas. Red era muito fofo, mas Zaf conseguiu superar ele! Estou ansiosa para o próximo volume.
    Beijo!
    https://capitulotreze.com.br/

    ResponderExcluir
  5. Hum... príncipes encantados só existem nos livros e
    na nossa imaginação adolescente. Ou será que não?

    😁😘Beijos!

    ResponderExcluir
  6. Olá,
    Estou curiosa com os dois livros, parecem bem divertidos e ainda saem da mesmice de sempre, com construções e coadjuvantes já esperados. Eu tô rindo com a forma como tudo se tornou viral.

    até mais,
    Canto Cultzíneo

    ResponderExcluir
  7. Oi
    que bom curtiu a leitura, estou vendo muitos blogs postarem resenha desse livro e sempre falam dessa autora, quem sabe algum dia eu leia.

    http://momentocrivelli.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  8. Oi!
    Acho que ler os livros com um bom espaço de tempo ajuda mesmo, li o primeiro ano passado e ao ler Se Liga Dani Brown esse ano eu não fui com expectativas específicas e me diverti bastante, provavelmente existe uma plaquinha mundo afora nas linhas "só estou solteira porque existe um Zaf Ansari", ele é maravilhoso demais!

    Beijão
    https://deiumjeito.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  9. Oi Sil!
    Não é que o livro da Dani não seja maravilhoso, é que a Chloe roubou tanto nosso coração que fica difícil superar, rs.Mas entendo muito o que você diz em relação ao machismo, muitas atitudes da Dani são reproduzidas em outros livros na versão do homem e está tudo bem. Aqui, a gente acha estranho e demora um tempo para ver que é algo natural do ser humano (ter medo de se machucar).
    Ah, e com certeza, todo mundo quer um Zaf pra si! kkkkkkkkkk
    beeijos
    http://estante-da-ale.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  10. Oi, Sil. Como vai? Parece um livro contagiante, não é mesmo? Que bom que gostou. Abraço!


    https://lucianootacianopensamentosolto.blogspot.com/

    ResponderExcluir

© Blog Prefácio ♥ 2016 - Todos os direitos reservados ♥ Criado por: Taty Salazar || Tecnologia do Blogger. imagem-logo