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19 janeiro 2021

Resenha | Uma Conjuração de Luz - V.E. Schwab

Livro: Uma Conjuração de Luz
Série: Tons de Magia #3
#2 - Um Encontro de Sombras
Gênero: Fnatasia
Autora: V.E. Schwab
Editora: Record
Páginas: 728
Ano: 2020

Resenha:
A resenha de hoje será um pouco diferente. Não teremos aquela tradicional introdução à história, já que esse é o terceiro e último livro da trilogia Tons de Magia, na tentativa de evitar spoilers do enredo para quem ainda não leu e pretende ler a trilogia. E vou tentar ao máximo não soltá-los, mas fique a vontade para não ler a resenha. Uma Conjuração de Luz começa no ponto exato onde Um Encontro de Sombras terminou, por isso diferente do que aconteceu nos dois primeiros livros da série onde temos aquele começo mais lento e a autora vai conduzindo o leitor ao ápice da história, aqui a coisa já começa em um ritmo frenético, com personagens queridos a beira da morte e outros correndo contra o tempo para salvá-los. E com um novo inimigo para enfrentar. 

Eu comecei a trilogia amando o primeiro livro e me decepcionando um pouco com o segundo que eu estava com as expectativas altíssimas. E esse terceiro comecei meio com medo da história desandar de vez, mas na esperança de que a autora fechasse a trilogia com chave de ouro. E gostei do que encontrei, tanto que dei cinco estrelas, mas ainda assim não fiquei exatamente satisfeita com o desfecho da história. Primeiro porque a autora optou por seguir o caminho mais fácil e, segundo porque ela abriu um leque muito grande de personagens e não conseguiu dar voz a todos eles e os meu preferidos, e acredito que de todos os leitores da história, foram os que mais deixaram a desejar no quesito narração.

Quem está acompanhando as resenhas da trilogia já deve saber que o Kell e a Lila são os personagens que mais gostei nos livros, e eu queria ver as cenas sendo narradas por eles e saber o que estava acontecendo com eles. Mas a autora me vinha lá com uma narração de uma fulana que nem existia até então na história e que não fazia nenhuma diferença o que ela estava contando. Que nervoso isso. E além da narração, achei que mesmo com as mais de 700 páginas faltou espaço para os personagens brilharem. E se formos levar em conta, nem eram tantos assim significativos para faltar espaço para cada um deles. Já li livros onde o autor coloca mais de dez personagens importantes e todos tem seu momento. Posso citar Trono de Vidro por exemplo, ou o pai da fantasia moderna, Tolkien.

Outra coisa que preciso ressaltar como ponto negativo foi a parte sobre as várias Londres. Parece que a autora esqueceu que existia as outras e ficou somente na Vermelha. Fora uma ou outra citação, elas pouco apareceram e eu particularmente queria saber mais sobre elas, porque é o que dá a entender quando terminamos o primeiro livro da trilogia. Mas chega de falar sobre as partes que não gostei e vamos as coisas boas. Como disse antes, o ritmo da história não deixa a desejar. Tanto que a gente nem percebe as páginas passar, quando vê já leu 200 páginas sem nem fazer esforço. E tudo o que não teve no segundo livro, temos nesse. São batalhas de vida e morte, lutas épicas e cenas de tirar o fôlego onde a gente fica com o coração na mão pelos nossos personagens, porque quem já leu outros livros dela sabe que ela não tem medo de matar os personagens.

E nesse livro temos um novo inimigo a ser vencido. Um inimigo que eu particularmente fiquei pensando como eles iriam se livrar dessa. Eles tem magia e lutam com ela, mas e quando o vilão a ser vencido é feito de magia? Como você vai vencer algo que é feito da arma que você possui para lutar contra? Nem todo poder do mundo aliado poderia vencê-lo e lembrei muito do filme dos Vingadores na luta contra o Thanos. Um estalar de dedos e o mago mais poderoso estava morto. E gostei bastante da "solução" encontrada pela autora para o desenrolar da história. E do final também confesso. Disse antes que ela foi pelo caminho mais fácil, mas apesar de gostar de ser surpreendida, uma grande parte minha prefere finais assim hehe.

Kell foi do começo ao fim meu personagem favorito. Ele se manteve constante durante toda a história, nada abalou suas convicções e sua honra. Eu sou muito fã de personagens assim. Sei que o povo ama um badboy, mas eu sou dos certinhos hehe. Já a Lila, apesar de também ser uma personagem que amo, a impulsividade dela me deixava nos nervos. Rhy também fez uma coisa que me fez desejar entrar no livro e dar uns safanões nele, mas é um personagem que me ganhou desde o primeiro momento e nesse sofri junto com ele por toda a situação. Não é fácil ser apenas humano em um mundo regido pela magia. Alucard foi um dos personagens que eu esperava muito mais nesse livro. Gostei mais da participação dele no segundo.

E não posso deixar de citar Holland, que mesmo sendo um personagem odiado desde o primeiro livro, nesse teve seu passado revelado e a gente entende, mas aceitar é outra coisa hehe. Quanto ao romance, outra coisa que pelo que vi também já é característica da autora não focar nisso, eu confesso queria mais do Kell e da Lila, ela podia ter mostrado um pouco mais do relacionamento deles assim como fez com Rhy e Alucard. Tanto que o segundo casal foi meu favorito da história. Mas enfim, vou parar por aqui porque já falei de mais. Não é a melhor fantasia que já li na minha vida, mas ainda assim é uma história que indico, principalmente para quem quer fugir dos mesmos enredos do gênero. Quanto a capa segue o mesmo padrão das anteriores e diz muito sobre a história.

Nota:










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