Páginas: 216
Ano: 2021
Lady Penélope Campion acredita em muitas coisas. Ela acredita que estudar é muito importante, que livros são essenciais, que mulheres deveriam ter o direito de votar, que lá no fundo a maioria das pessoas são boas, e principalmente que todas as criaturas, humanas ou não, merecem serem amadas. E como ninguém que ela conhece ama os animais, ela faz isso por todo mundo. A ponto de até mesmo arriscar sua vida para salvar um deles. O bicho da vez é Dalila, uma papagaia muito da esperta, que conseguiu se soltar e acabou indo parar na casa ao lado.
Por anos a velha residência Wendleby ficou vazia, mas recentemente ela foi vendida e está sendo reformada. Penny ainda não conheceu o novo proprietário, mas como tem uma chave reserva, ela nem hesita em ir ao socorro de Dalila no meio da noite vestida apenas com uma camisola. E é nessas circunstâncias que Penny conhece seu novo vizinho, que se trata de ninguém menos que Gabriel Duke, um milionário que fez sua fortuna comprando casas de nobres falidos, reformando as casas e vendendo por um alto valor para os novos ricos, ganhando assim o apelido de Duque da Ruína.
E Penny é o motivo de Gabriel ter comprado a casa Wendleby, já que vão pagar um bom valor para morar ao lado da filha solteirona de um conde. Mas seus planos estão em risco já que ninguém vai querer morar ao lado de um zoológico e é isso que a casa de Penny parece, e segundo que a família dela pensa a mesma coisa e exigem que Penny de um jeito em todos os bichos, renove seu guarda-roupa e volte a frequentar a sociedade ou ela vai ter que de mudar para o interior. Porém Gabriel não vai ter seus planos frustrados e se oferece para ajudar Penny ficar em Londres. O que ele não imaginava era que quem precisava de ajuda era ele e que ajudar é uma das especialidades de Penny.
Esse é o terceiro livro da série Girl Meets Duke onde a ligação entre as histórias são as amigas Emma, Alexandra, Penny e Nicola, cada uma protagonista de um livro. Os dois primeiros livros da série foram perfeitos então a expectativa para esse estava nas alturas. Ainda mais porque a Penny é uma pessoa que chama a atenção desde o primeiro livro. E a autora não deixou a desejar. Novamente temos uma história romântica e muito engraçada onde a gente passa metade do tempo suspirando e torcendo pelo casal e a outra metade rindo das situações hilárias que os protagonistas se envolvem. Principalmente por conta da bicharada que Penny tem em casa.
Isso sem falar nas participações mais do que especiais dos protagonistas dos dois primeiros livros. Uma das melhores cenas do livro que ri muito, foi com Ash, Chase, protagonistas masculinos dos dois primeiros livros da série, e Gabe tentando fazer o parto de uma cabra. Eles continuam apaixonantes e deu até vontade de reler os livros. E ainda temos a participação da Nicola que terá sua história contada ano quarto livro da série e que é uma personagem que chama a atenção desde o primeiro livro. E eu que achava que já tinha lido o melhor da Tessa estou mudando de ideia porque essa série está se tornando a minha favorita da autora. Uma Aposta Irresistível entrou para o meu top três dela.
E não sei se foi impressão minha, mas achei a Tessa mais ousada na cenas mais quentes do livro. A história é muito romântica, mas o lado sensual foi o que mais teve destaque. Me lembrou bastante os livros da Lorraine Heath que sempre tem essas cenas mais ousadas. E também teve um momento bem tenso na história, quando a Penny fala de seu passado, o que raramente vemos em livros de romance de época. Mas ainda assim a história é leve porque é intercalada com essas cenas hilárias e fiquei o tempo todo com aquele sorriso no rosto de saber que estava lendo um livro que ia se tornar um favorito. Por isso é claro que recomendo e muito a leitura, e se puder leia os livros na sequencia. Quanto à capa, achei tão linda quanto as outras da série.
Nota:
Livro: O Segredo do Conde
Ligação essa que parece ter sido rompida assim que Lady Julia Kenney entrou na vida de Albert. Ele faz tudo o que Julia quer, e até desiste das viagens de exploração que é praticamente uma marca registrada dos quatro amigos. Cego de ódio Edward segue Julia até um jardim durante um baile e acaba descobrindo o que tanto fascina seu irmão e quando percebe já está com Julia em seus braços. E esse incidente acaba separando ainda mais os irmãos, já que Julia fica possessa quando descobre ter sido enganada por Edward, e mesmo nenhum dos dois contando o que aconteceu para Albert, a animosidade entre eles fica evidente e por toda Londres todos sabem que irmão e cunhada não se dão bem.
Por isso agora Edward tem uma tarefa praticamente impossível nas mãos. Ele consegue convencer o irmão a ir em uma última viagem, mesmo Julia estando grávida, e uma tragédia acontece. Antes de morrer Albert pede que o irmão se passe por ele, pelo menos até seu herdeiro nascer. O medo de Albert é que Julia perca o bebê ao saber de sua morte, já que essa gravidez aconteceu depois de vários abortos. Edward aceita a tarefa, mesmo sua personalidade sendo oposta a do irmão. Mas enquanto finge ser o conde, aquela atração que sentiu por Julia no jardim anos atrás, volta ainda mais forte. E Julia sabe que o marido voltou diferente da viagem, e parece que a cada dia ela está mais apaixonada por ele. Mas será que esse amor vai durar quando ela descobrir o segredo do conde?
Esse é o segundo livro da trilogia Os Sedutores de Havisham. Quando li o primeiro livro e vi que ia contar a história de quatro amigos que cresceram juntos após perderem seus pais em um acidente ferroviário e vi que só eram três livros, percebi que alguma coisa estava errada. E a explicação veio nesse livro. Não é spoiler porque a história do livro é construída como base nesse acontecimento: um dos quatro morre e por isso temos apenas uma trilogia. E como amei o primeiro livro, minhas expectativas para esse estavam altíssima, ainda mais que a nota dele no skoob é bem alta para um romance de época, e gostei muito do livro, mas algumas coisas me incomodaram e não pude dar nota máxima para ele.
Primeiro que como assim a pessoa é casada por anos com alguém e não percebe que não foi seu marido que voltou e sim o gêmeo dele? Eles até podem ser iguais na aparência, mas na personalidade não tem como confundir. Ainda mais que pelo que lembro do primeiro livro, eles eram muito diferentes. E os amigos dele perceberam na hora e a esposa que convive e dorme com ele diariamente não? Esse foi um dos pontos que achei incoerente. Outra coisa foi o motivo dos dois não se suportarem e viverem brigando. Também achei bem forçado. Mas forçado mesmo foi uma "explicação" no final do livro para acalmar a consciência dos dois e fazer a linha do politicamente correto. Não vou falar porque é spoiler, mas a autora forçou muito.
Mas tirando isso eu gostei muito do livro. Não chega a ser maravilhoso como o anterior, mas comparado a romances de época que li recentemente, ele é ótimo. Uma coisa que gostei foi que o amor deles foi sendo construído aos poucos e não temos instalove como é comum nos romances do gênero. Mesmo eles já tendo uma inteiração anterior, onde rolou uma forte atração, dessa vez o que vemos é um amor mesmo ganhando forma e se desenvolvendo com um apreciando as coisas no outro, conhecendo as qualidades e os defeitos e se apaixonando mesmo assim. E outra coisa que sempre reclamo nos livros e aqui não teve, foi a falta do diálogo. Eles conversam e dizem o que estão sentindo.
Não cheguei a me apaixonar pelo Edward como aconteceu com o Ashe no livro anterior. Acredito que por eu já tê-lo conhecido anteriormente e não ter gostado muito dele antes. Mudei minha opinião, mas não me apaixonei. A Julia também não me conquistou como a Minerva, é uma boa protagonista, mas não tem nada de excepcional, além de ser bem tapada no quesito não perceber que era outro homem que estava na sua cama. E também não gostei da forma como ela tratava o Edward. Sem falar que escondeu do marido o tempo todo que não era bem ódio que ela sentia pelo irmão dele. Mas enfim, é um bom livro com algumas ressalvas. E estou ansiosa pelo terceiro e ultimo livro, mesmo não sabendo quase nada do protagonista. Quanto a capa eu gosto de ter seguido o padrão da trilogia, mas não tem muito a ver com a história.
Nota:
"— Não deveria fazer essas promessas chefe — disse Moss, quando saíram da casa e entraram na viatura que as aguardava.
— Promessas?
— Prometer a eles que vai achar o assassino de Lacey.
— Faço isso para firmar um compromisso comigo mesma — disse Erika. — Eu nunca quebro uma promessa.
— Mas essas promessa quase quebraram você."

Livro: Codinome Lady V
Após seis temporadas sendo cortejada somente por cavalheiros interessados em seu dote, Minerva Dodger decide que vai assumir o posto de solteirona e parar de tentar encontrar um homem que a queira por ela mesma. Seu sonho sempre foi encontrar um amor como o de seus pais ou o de seu meio-irmão o duque de Lovingdon e sua melhor amiga Grace, mas além de Minerva não ser uma beldade que atraia a atenção masculina, ela tem ideias bem diferente de como uma dama deveria se comportar e expressa sua opinião para quem quiser ouvir. Minerva puxou a inteligência e a habilidade do pai para os negócios, que infelizmente são qualidades que grande parte dos homens não quer ver em uma mulher.
Mas desistir de se casar não significa que Minerva está abrindo mão de conhecer os prazeres da carne, ela está decidida a sentir e dar prazer mesmo que para isso ela tenha que recorrer ao Clube Nightingale, um clube secreto que permite que as mulheres tenham um amante sem manchar sua reputação. Após conseguir o endereço Minerva se dirige até lá escondida debaixo de uma máscara e de um codinome, Lady V. E para sua surpresa ela chama a atenção de ninguém menos do que o Duque de Ashebury, um dos homens mais desejados de Londres, cula beleza e passado trágico atrai todas as ladys disponíveis que acreditam serem elas a pessoa a dar todo amor que lhe foi negado quando criança.
E a experiência entre eles é muito intensa, principalmente para Ashe que não consegue tirar Lady V da cabeça e quer a todo custo descobrir a identidade da mulher que mexeu tanto com ele. E depois de muito observar, Ashe tem quase certeza de que a mulher misteriosa é ninguém menos do que Minerva, a solteirona conhecida como megera por toda a sociedade. E ao se aproximar dela Ashe fica ainda mais fascinado por ela do que ficou naquele quarto no clube. Então Ashe descobre estar a beira da falência e sua única saída é se casar com alguém com um bom dote e não vê nenhum problema em unir o útil ao agradável ao querer que Minerva seja sua esposa. Mas será que Minerva vai acreditar que Ashe não está interessado apenas no seu dote?
Já sou apaixonada pela escrita da Lorraine da série Sins of All Seasons, que é um livro mais perfeito que o outro. Mas ainda não tinha lido nenhum da série Os Sedutores de Havisham, onde vamos encontrar a história de amigos que foram criados juntos, mesmo não tendo nenhum parentesco. Quando seus pais morrem em uma tragédia eles ficam sob a guarda do Marquês de Havisham, conhecido por todos por sua loucura após a morte de sua esposa. Os garotos foram criados praticamente sozinhos e se tornaram aventureiros desejados por toda a Londres, e por seu passado trágico são perdoados por qualquer indiscrição que venham a cometer.
Mas apesar dos cavalheiros darem o título da série, não são eles os protagonistas das histórias e sim as mulheres que dão os títulos dos livros. E que protagonista feminina é essa? Estou acostumada a encontrar protagonistas femininas fortes, decididas e a frente de seu tempo em romance de época, mas sinceramente fiquei de queixo caído com a Minerva. Que mulher é essa gente. E que química entre esses dois protagonistas. Eu que já fiquei de cara com o livro A Sedução da duquesa onde a Lorraine dá um show de escrita erótica passando longe da vulgaridade, consegui me surpreender ainda mais nesse livro. E agora minhas expectativas para os dois livros que faltam estão lá em cima.
Mas ainda assim não favoritei, apesar de dar nota máxima para o livro. Tem alguns detalhes na personalidade do duque que me fizeram revirar os olhos. Mesmo ele sendo um homem respeitoso que sabe parar quando ouve um não, teve alguns momentos, como quando ele descobre que está quase falindo, que ele soltou algumas frases que meu lado feminista não gostou muito. Mas de resto o livro é maravilhoso. E se você procura por um romance de época para suspirar e se apaixonar, esse livro é para você. E olha que li ele logo após maratonar a série dos Bridgertons e está dificil competir com o Simon no quesito sedução hehe.
Uma coisa que gosto muito nos livros da Lorraine é que ela não fica no óbvio dos romances do gênero. Em Sins of All Seasons o tema central da série gira e torno dos órfãos abandonados pela realeza e nesse ela vai falar especificamente de um clube onde as mulheres, que na época não podiam nem mostrar os tornozelos que já ficava com a reputação arruinada, vão para colocar em prática seus prazeres secretos. E o engraçado é que praticamente todo mundo sabe do lugar, mas ninguém julga quem frequenta como acontece na vida real. Mas claro que as mulheres tinham que usar uma máscara para manter o anonimato. Mas achei interessante ela falar sobre isso abertamente quando quase nenhuma autora do gênero fala. Mas enfim, não vou falar muito mais porque esse é daqueles livros que você precisa ler para entender o que estou falando. Quanto a edição, eu amo essa capa e todos os detalhes que tem no livro.
Nota:
Livro: A noiva do bastardo
Aos vinte e sete anos Felicity Faircloth é considerada uma solteirona. No começo não era assim, Felicity tinha seus admiradores e um grupo seleto de amigos, mas após alguns escândalos que não foram sua culpa, Felicity acabou virando motivo de piada entre seus antes amigos e, transparente para o resto da sociedade. E a gota d'água foi quando Felicity foi rejeitada pelo Duque de Haven, que estava procurando uma segunda esposa já que a primeira havia pedido o divorcio. Mas mais uma vez Felicity não teve culpa pela rejeição, já que claramente o duque estava apaixonado pela esposa. Cansada de ser motivo de piada, Felicity fala mais do que devia e acaba declarando para quem quiser ouvir que está noiva do duque de Marwick ,que acabou de chegar na cidade disposto a encontrar uma noiva.
Mas Felicity não tem nem ideia de onde estava se metendo ao fazer essa declaração. O antigo duque de Marwick teve quatro filhos no mesmo dia, três deles bastardos e o único que nasceu de sua duquesa não era um menino, e ainda por cima não era sua filha legitima. Mas para salvar sua linhagem ele registrou a menina como sendo um homem, Robert, e quando os seus bastardos cresceram ele os colocou em uma disputa para assumir o nome de Robert e ser escolhido seu herdeiro legítimo. É claro que isso não terminou bem, mas ainda assim os três fizeram um pacto para nunca se casar e principalmente nunca gerar um herdeiro para dar continuidade ao título do homem que os gerou. Mas esse pacto acaba de ser quebrado por um deles e Devil, agora rei do submundo londrino, não vai deixar isso barato para o irmão.
Devil vai até a casa do duque disposto a resolver a questão nos seus moldes, mas acaba cruzando com Felicity e sua declaração de que está noiva do seu irmão e tem uma ideia para sua vingança. Devil diz a Felicity que pode transformar sua invenção em realidade, já que ele sabe que o irmão está disposto a se aproveitar da mentira e se casar com ela, e em troca Felicity fica lhe devendo um favor. Felicity que acaba de descobrir que sua família está falida aceita o acordo, desde que Devil consiga também que o duque fique atrás dela como uma mariposa atrás de uma chama. Mas Felicity nem imagina que a intenção de Devil é deixar sua reputação ainda pior para estragar os planos do irmão. O que Devil não esperava era ser seduzido por Felicity conforme ensina a ela as regras da sedução.
E como já faz algum tempo que li o livro Perigo para um inglês, não me lembrava bem da Felicity, e confesso, só não dei nota máxima para o livro por causa dela e de sua personalidade intempestiva. Gosto de personagens a frente do seu tempo, mas existe uma diferença entre não ter medo de inovar e enfrentar as regras ridículas da época e ser uma pessoa completamente sem noção se colocando em perigo o tempo todo por capricho. Entendo a curiosidade dela, por sempre ter vivido dentro de uma bolha, mas dai a se enfiar em um bairro altamente perigoso sem pensar nas consequências, e continuar fazendo isso mesmo sendo avisada do perigo, no meu ponto de vista acaba tornando a personagem intragável para meu gosto pessoal.
E Devil também ficou por uma unha de entrar para o time dos personagens masculinos que não suporto. Machista ao extremo e que não pensa duas vezes em usar a protagonista feminina para sua vingança, sendo que ela poderia ser executada de muitas outras maneiras sem ferir ninguém. Mas no fim ele acaba se redimindo e acabei "perdoando" suas atitudes iniciais. Já disse aqui muitas vezes, passado traumático não dá direito a ninguém de ser um escroto abusivo. Explica, mas não justifica. Mas por outro lado amei a química entre o casal. Os dois juntos saia até faísca. E se não me engano esse é o livro mais hot da Sarah. Os outros livros tem cenas ousadas sim, mas nesse achei que elas foram mais diretas e descritivas.
Mas como um todo gostei bastante do livro e da história, tanto que nem consegui acompanhar a programação da leitura coletiva que estou participando desse livro. A escrita da Sarah continua excelente e quando vi já tinha terminado o livro. E olha que ele é bem grandinho para os padrões do gênero. Por isso recomendo a leitura desse livro, e de todos da Sarah que são ótimos romances do gênero. E antes de terminar preciso falar sobre uma coisa que incomodou e muito algumas da meninas que estão participando da leitura coletiva: a tradução. Pasmem mas temos palavras como mano, rolê, trombadinha, novinha, brota, bexiguento. Em um romance de época! Tá certo usar essas gírias em um livro contemporâneo, mas em um RE não dá né gente. Acaba com todo o trabalho de pesquisa do autor. Quanto a capa eu achei muito bonita e foge das capas do gênero, que sempre traz mulheres nelas.
Nota:
Livro: O Jardim Secreto
Mary Lennox vivia na Índia com seus país até bem recentemente. Desde que nasceu Mary foi rejeitada pela mãe e ignorada pelo pai, e quase ninguém fora da casa sabia de sua existência. Com isso Mary acabou se tornando uma garota mimada, egoísta e arrogante, pois os empregados faziam todas as suas vontades para que Mary não "perturbasse" sua mãe. Mas então aconteceu o surto de cólera e seus pais e quase todos os empregados da sua casa faleceram e Mary foi esquecida até ser encontrada por um oficial que acreditava que a casa estava vazia. Mary foi levada temporariamente para a casa do pastor inglês que tinha cinco filhos, mas Mary se mostrou tão antipática e malcriada que nenhum deles quis ser seu amigo.
Porém Mary não se importou com isso, já que nunca conheceu nem o amor, nem a amizade, em seus dez anos de vida estar sozinha era o normal para ela. E parece que as coisas vão continuar da mesma maneira em sua nova residência na Inglaterra. Archibald Craven era esposo da irmã do pai de Mary e ele é dono de Misselthwaite, uma mansão de mais de cem quartos em Yorkshire e desde a morte da esposa Archibald vive praticamente recluso. A Mary só resta explorar a mansão e seus muitos jardins. Mas tem um deles em especial que chama atenção de Mary, é um jardim que está fechado há dez anos por ordem do seu tio desde a morte da esposa e o que se ouve falar é que a chave do jardim foi enterrada em um lugar desconhecido.
Mary que nunca teve nada negado nessa vida começa a pensar em como entrar no jardim que ela passa a chamar de jardim secreto. Enquanto isso ela acaba fazendo amizade com Martha, uma das empregadas da casa e com Ben Weatherstaff, um dos jardineiros e conhece um pintarroxo que vive no jardim secreto e acaba se encantando por ele. E é através do pássaro que parece entender tudo o que ela fala que Mary consegue seu intento. O pintarroxo leva Mary até a chave enterrada e Mary decide que vai restaurar o lugar que está tão triste e esquecido. E ela vai ter a ajuda de Dickon, irmão de Martha, que tem uma ligação muito especial com a natureza e do seu primo Colin, que até então ela desconhecia a existência.
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