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05 julho 2022

Resenha | Noivas em fuga - Tessa Dare e Christi Caldwell

Livro
: Noivas em fuga
Série: Não 
Gênero: Romance de época 
Autora: Tessa Dare e Christi Caldwell
Editora: Gutenberg
Páginas: 216
Ano: 2021

Resenha:
Noivas em fuga traz duas novelas com o mesmo tema de duas autoras diferentes. Uma delas é Tessa Dare que já é bem conhecida por quem frequenta o blog, já que é minha autora favorita do gênero, com a história Noiva Disponível e Christi Caldwell que eu ainda não conhecia com a história Duquesa por um dia e fico na torcida para que as editoras tragam mais histórias dela pra cá. Faz algum tempo que tenho esse livro aqui na estante, mas estava "guardando" ele pois é o último inédito da Tessa que tenho na estante. Mas vamos as histórias. 

Em Noiva Disponível vamos conhecer Sebastian Ives, Lorde Byrne que vem se controlando por longos onze anos para não quebrar a primeira regra da amizade entre cavalheiros: nunca, jamais se engraçar com a irmã do seu melhor amigo. Ainda mais uma amizade como a que ele teve com Henry Clayton, que foi como uma ancora nos anos turbulentos de sua juventude. Por isso em raras ocasiões que as convenções sociais exigiram, Sebastian evitou até mesmo tocar em Mary. Mas isso não impediu que uma amizade se construísse entre eles, uma amiga de quem Sebastian tem orgulho pela pessoa que ela se tornou. 

Por isso ele não pode deixar o calhorda do Sr.Giles Perry impune quando ele não aparece para o casamento com Mary. Além de Mary ser a última pessoa na face da Terra que merecia uma desfeita dessas e ter sua reputação arruinada, após a morte do amigo, Sebastian se sentiu responsável por Mary. Ele se oferece para buscar o noivo fujão nem que se seja sob a mira de uma arma, o que Mary recusa terminantemente, então só resta uma outra alternativa para manter a honra de Mary intacta, ele vai tomar o lugar do noivo. E fofoca por fofoca, que falem sobre uma noiva raptada e não abandonada no altar.

Como sempre a escrita da Tessa está impecável. Não tenho nem mais o que falar para elogiar ela. Temos uma história romântica, sensual, feminista e muito engraçada cujo único defeito são as poucas páginas. Eu leria mais umas trezentas páginas dessa história de tão boa que é. Tanto os protagonistas como os secundários tem seus momentos de destaque e gostei de todos e me apaixonei pelo casal. Suspirei, torci pelo casal, gargalhei em algumas cenas e ainda deu tempo de ser surpreendida por uma reviravolta na trama. E só por essa história eu já indicaria o livro para quem gosta de romance de época.


Já em Duquesa Por Um Dia vamos conhecer Crispin Ferguson, o Duque de Huntington, e Elizabeth Brightly, que desde crianças são muito amigos. O amor pela ciência e pela natureza uniu os dois que acabaram passando todo o tempo que podiam juntos. Elizabeth é filha de um comerciante amigo do pai de Crispin e mesmo ele afirmando desde os quatorze anos que ela seria sua duquesa, Elizabeth nunca acreditou muito nisso já que não é uma lady e nunca teve pretensão de ser uma, mas faria esse sacrifício para poder ficar perto de Crispin. Mas Crispin realmente fez o que prometeu assim que teve idade para isso. Mas um mal entendido acaba fazendo com que Elizabeth fugisse dele na noite de núpcias. 

E por longos nove anos Crispin esteve a sua procura e finalmente ele encontrou Elizabeth dando aulas em uma escola de etiqueta e boas maneiras para jovens damas da sociedade em idade de se casar. Elizabeth acredita que Crispin quer a anulação do casamento, mas a proposta dele é outra: que ela seja sua duquesa pelo menos por um dia diante da sociedade. Após herdar o ducado as mulheres não o deixam em paz e ele precisa mostrar Elizabeth ao seu lado para todos acreditarem que ele é casado. Mas essa reaproximação vai trazer de volta todos os sentimentos que eles pensavam estar esquecidos. E será que apenas um dia é o suficiente para quem gostaria de passar toda uma existência juntos?

Diferente da história da Tessa que é mais puxada para a comédia, nesse temos muito romance com um pé no drama, coisa que eu particularmente não sou tão fã. Mas pela escrita da autora e pela história gostosa que ela criou, isso não me incomodou tanto assim. Os personagens são muito apaixonáveis e logo me vi torcendo para que eles ficassem juntos enfim. Mesmo sabendo que esse fatalmente seria o destino deles. E uma coisa que gostei muito foi que as coisas se resolvem logo, tenho pavor desse povo que demora até a ultima página para colocar os pingos no is. Enfim, já quero ler mais livros da autora, mas infelizmente pelo que vi só tem mais um livro dela publicado aqui no Brasil. É uma pena porque tem tantas JQs da vida por ai com mil livros publicados e autores que realmente merecem, não tem sua chance.

Nota:









19 abril 2022

Resenha | A Dama e o Monstro - Sarah MacLean

Livro: 
A Dama e o Monstro
Série: Bastardos Impiedosos #2
Gênero: Romance de Época
Autora: Sarah MacLean
Editora: Gutenberg
Páginas: 336
Ano: 2021

Resenha:
Lady Henrietta Sedley está cansada da vida medíocre que vem levando. Por isso ela resolveu dar um basta, e seu aniversário de 29 anos vai servir como um marco, o momento da sua libertação. Ela já tem tudo planejado nos mínimos detalhes. Hattie pretende assumir os negócios de seu pai, fazer sua própria fortuna e, assim, ser dona de sua vida. Mas o primeiro passo é se livrar da única coisa que é supervalorizada nela: sua virgindade. Para isso Hattie marca um horário no número 72 da Rua Shelton, uma espécie de bordel frequentado apenas por mulheres, onde deixa claro suas preferencias para se livrar de vez desse problema e começar o que ela considera o ano da Hattie. 

Mas as coisas começam a dar errado antes mesmo de Hattie sair de casa. Ao entrar na carruagem que vai ser conduzida pela melhor amiga de Hattie, lady Eleonora Madewell, ela se depara com o homem mais bonito que ela já viu na sua vida amarrado lá dentro. Hattie acredita que isso só pode ser coisa do seu irmão e assim que o homem acorda ela joga ele da carruagem, não sem antes roubar um beijo dele, afinal ela agora é uma nova Hattie. Mas para sua surpresa ao chegar ao bordel, o homem que ela jogou da carruagem minutos antes é quem entra em seu quarto e nada feliz com o que ela fez. Hattie não tem ideia, mas o homem é Saviour Whittington, conhecido nas ruas mais perigosas de Londres como Beast, e ele é um dos Bastardos Impiedosos.

Whit está atrás de quem vem roubando suas mercadorias, inclusive o ultimo roubo foi o motivo para ele estar amarrado na carruagem de Hattie. Mas quando ele encontra Hattie e descobre que ela está atrás de uma noite de prazer, movido por um desejo insano, acaba se oferecendo para ser ele o homem a dar essa noite de prazer para Hattie. Mediante a um preço é claro. Whit tem certeza de que Hattie sabe sobre os roubos e quer o nome do responsável para destruí-lo. O problema é que se Whit destruir seu irmão, a empresa da família e seu futuro será destruído junto e Hattie faz uma contraproposta, ela devolve o que foi roubado sem revelar o nome do culpado. Então os dois começam um embate, onde ninguém vai ceder um milímetro de seus objetivos. Até que a atração entre eles fale mais alto e seus corações estejam ameaçados. 


Esse é o segundo livro da série Bastardos Impiedosos. Cada livro vai acompanhar um dos bastardos do duque de Marwick que teve três filhos fora do casamento, cada um com uma mulher diferente e só teve uma criança legítima, uma menina que depois descobriu-se, não era sua. Todos eles nascidos no mesmo dia. Ele registrou a garota como menino e quando os três bastardos completaram doze anos ele colocou os três em uma disputa violenta pelo ducado. Em um ato de traição Ewan sagrou se o campeão enquanto Devil, With e Grace precisaram fugir para salvar suas vidas e refizeram ela em Covent Garden, a periferia de Londres, onde se tornaram os Bastardos Impiedosos. No primeiro livro, A noiva do bastardo, acompanhamos a história de Devil e nesse a de With.

Eu me decepcionei um pouco com A Noiva do Bastardo, os protagonistas deixam e muito a desejar. Devil é um escroto machista e Felicity é descrita como a frente do seu tempo, mas não passa de uma sem noção inconsequente. Por isso nem estava com muitas expectativas para esse segundo livro e acabei gostando muito do que encontrei. Whit já conhecemos no outro livro e eu já sabia que ia gostar dele pelo pouco que ele apareceu. E isso se confirmou. Whit é bem diferente de Devil e acabei apaixonada por ele, mesmo com algumas ressalvas como sua teimosia em achar que não merece ser amado, mas isso já é de praxe nos protagonistas masculinos e já estou até acostumada.

E Hattie nem tem comparação com a Felicity. Hattie até faz algumas coisas bem parecidas com as que Felicity fez, mas a diferença entre as duas é que Felicity vivia em uma bolha e Hattie cresceu nas docas e sabia se defender. E outra coisa que chama a atenção no personagem é que fisicamente Hattie não está dentro do padrão estético que sempre vemos nas protagonistas. Hattie é alta e gorda e achei muito legal a forma como a autora tratou as suas inseguranças de uma vida inteira. Whit e Hattie foram perfeitos juntos e as cenas entre eles é de soltar faíscas. E eu que achei que A Noiva do Bastardo estava bem hot, mas a Dama e o Monstro conseguiu superar ele nesse quesito.

Agora é aguardar ansiosa pelo terceiro livro da trilogia com a história da Grace e do Ewan, porque nesse livro temos um gancho enorme para ele. Ewan é apresentado como o vilão desde o primeiro livro, mas Grace fez os irmãos prometerem que não o matariam, e como não sabemos o que realmente aconteceu entre eles fica a duvida de como a autora vai conduzir a história. Mas já tenho quase certeza de que as coisas não são bem assim porque a autora já até usou esse mesmo recurso em uma outra trilogia, a Escândalos e Canalhas, onde o Duque de Haven é o vilão no primeiro livro e o mocinho no terceiro. 

E não posso deixar de citar que nesse livro temos a presença da Sesily Talbot e do Caleb Calhoun. Sesily é uma das Irmãs Perigosas da trilogia citada e depois de inúmeros pedidos dos fãs ganhou seu próprio livro ainda não traduzido por aqui. E aproveitando o gancho reitero minhas palavras das outras resenhas dos livros da Sarah. Quem não gosta de spoilers não leia os livros da autora fora da ordem cronológica porque os livros são uma espécie de continuação onde vamos encontrar personagens que já apareceram em livros anteriores. Se puder leia na ordem porque apesar de ser um monte de lvros, eles valem a pena a leitura. Quanto a capa não é das minhas favoritas de romance de época, mas  tem quem goste.

Nota:


 



08 janeiro 2022

Resenha | Uma Aposta Irresistível - Tessa Dare

Livro: 
Uma Aposta Irresistível
Série: Girl Meets Duke #3
#1 - Um Casamento Conveniente
Gênero: Romance de Época
Autora: Tessa Dare
Editora: Gutenberg
Páginas: 224
Ano: 2021

Resenha:

Lady Penélope Campion acredita em muitas coisas. Ela acredita que estudar é muito importante, que livros são essenciais, que mulheres deveriam ter o direito de votar, que lá no fundo a maioria das pessoas são boas, e principalmente que todas as criaturas, humanas ou não, merecem serem amadas. E como ninguém que ela conhece ama os animais, ela faz isso por todo mundo. A ponto de até mesmo arriscar sua vida para salvar um deles. O bicho da vez é Dalila, uma papagaia muito da esperta, que conseguiu se soltar e acabou indo parar na casa ao lado. 

Por anos a velha residência Wendleby ficou vazia, mas recentemente ela foi vendida e está sendo reformada. Penny ainda não conheceu o novo proprietário, mas como tem uma chave reserva, ela nem hesita em ir ao socorro de Dalila no meio da noite vestida apenas com uma camisola. E é nessas circunstâncias que Penny conhece seu novo vizinho, que se trata de ninguém menos que Gabriel Duke, um milionário que fez sua fortuna comprando casas de nobres falidos, reformando as casas e vendendo por um alto valor para os novos ricos, ganhando assim o apelido de Duque da Ruína. 

E Penny é o motivo de Gabriel ter comprado a casa Wendleby, já que vão pagar um bom valor para morar ao lado da filha solteirona de um conde. Mas seus planos estão em risco já que ninguém vai querer morar ao lado de um zoológico e é isso que a casa de Penny parece, e segundo que a família dela pensa a mesma coisa e exigem que Penny de um jeito em todos os bichos, renove seu guarda-roupa e volte a frequentar a sociedade ou ela vai ter que de mudar para o interior. Porém Gabriel não vai ter seus planos frustrados e se oferece para ajudar Penny ficar em Londres. O que ele não imaginava era que quem precisava de ajuda era ele e que ajudar é uma das especialidades de Penny.

Esse é o terceiro livro da série Girl Meets Duke onde a ligação entre as histórias são as amigas Emma, Alexandra, Penny e Nicola, cada uma protagonista de um livro. Os dois primeiros livros da série foram perfeitos então a expectativa para esse estava nas alturas. Ainda mais porque a Penny é uma pessoa que chama a atenção desde o primeiro livro. E a autora não deixou a desejar. Novamente temos uma história romântica e muito engraçada onde a gente passa metade do tempo suspirando e torcendo pelo casal e a outra metade rindo das situações hilárias que os protagonistas se envolvem. Principalmente por conta da bicharada que Penny tem em casa.

Isso sem falar nas participações mais do que especiais dos protagonistas dos dois primeiros livros. Uma das melhores cenas do livro que ri muito, foi com Ash, Chase, protagonistas masculinos dos dois primeiros livros da série, e Gabe tentando fazer o parto de uma cabra. Eles continuam apaixonantes e deu até vontade de reler os livros. E ainda temos a participação da Nicola que terá sua história contada ano quarto livro da série e que é uma personagem que chama a atenção desde o primeiro livro. E eu que achava que já tinha lido o melhor da Tessa estou mudando de ideia porque essa série está se tornando a minha favorita da autora. Uma Aposta Irresistível entrou para o meu top três dela.

E não sei se foi impressão minha, mas achei a Tessa mais ousada na cenas mais quentes do livro. A história é muito romântica, mas o lado sensual foi o que mais teve destaque. Me lembrou bastante os livros da Lorraine Heath que sempre tem essas cenas mais ousadas. E também teve um momento bem tenso na história, quando a Penny fala de seu passado, o que raramente vemos em livros de romance de época. Mas ainda assim a história é leve porque é intercalada com essas cenas hilárias e fiquei o tempo todo com aquele sorriso no rosto de saber que estava lendo um livro que ia se tornar um favorito. Por isso é claro que recomendo e muito a leitura, e se puder leia os livros na sequencia. Quanto à capa, achei tão linda quanto as outras da série.

Nota:






03 dezembro 2021

Resenha | Anne da Ilha - L. M. Montgomery

Livro: 
Anne da Ilha
Série: Anne de Green Gables #3
Gênero: Romance
Autora: L. M. Montgomery
Editora: Autêntica
Páginas: 272
Ano: 2020

Resenha:
Anne Shirley está triste e feliz ao mesmo tempo. Triste porque acabou o verão e ela vai ter que se despedir de Green Gables e de quase todo mundo que ama. Mas feliz porque está muito ansiosa para começar a faculdade em Kingsport, onde vai ter a companhia de Priscilla Grant e Gilbert Blythe, além de Charlie Sloane. O tempo está passando rápido demais e Anne sabe que as mudanças são necessárias, mas ela ainda fica com um aperto no peito porque outro dia ela tinha dez anos e achava as pessoas de vinte idosas e ela já está com dezoito anos, pertinho dos vinte. 

A última semana de Anne em Avonlea é repleta de despedidas, o que deixa Anne mais triste ainda e até duvidosa sobre os anos que vai passar em Redmond College. Sem falar que ela tem que ficar fugindo de Gilbert o tempo todo já que ele resolveu ficar dando indiretas e Anne não sabe o que sente por ele e só queria que tudo voltasse a ser como era antes. Mas seu humor melhora assim que encontra Priscila na pensão onde elas vão morar. E nem a vista do seu quarto sendo para o cemitério consegue afastar a sensação boa que toma conta de Anne. 

E logo no primeiro dia Anne já conhece Philippa Gordon, de quem se torna amiga. Phil é uma garota bem indecisa e à primeira vista fútil, mas Anne consegue ver além das aparências. A única coisa que incomoda Anne é Phil ter achado Gilbert o aluno mais bonito da faculdade. E não é só Phil que parece ter se interessado por Gilbert. Não que ela queira mais do que uma amizade com ele. Até porque agora Anne tem uma vida social agitada graças a Phil e logo ela começa a receber pedidos de casamento. Mas será que Anne está pronta para reconhecer seus próprios sentimentos?


Esse é o terceiro livro da série e apesar de não ser o meu favorito entre os três, Anne da Ilha ainda é maravilhoso. É daquelas histórias que a gente mergulha fundo e fica alheia ao mundo real, enquanto sustenta o tempo todo um sorriso no rosto e aquele quentinho no coração. E só não achei tão perfeito quanto os dois primeiros porque tive que ter uma dose de paciência com a Anne indecisa e negando seus verdadeiros sentimentos quase que o livro inteiro. Como romântica que sou queria que ela engatasse logo um romance com o Gilbert, mas vi essa possibilidade cada vez mais distante conforme a história avançava.

Anne cresceu, e assim como nos outros livros que temos grandes passagens de tempo na vida dela, esse terceiro livro comporta um período de quatro anos. E o bom é ver que mesmo que Anne não seja mais aquela menina tagarela, curiosa e sonhadora, ela ainda mantém sua essência e podemos ver na Anne adulta a mesma criança que nos cativou lá no inicio dessa jornada. E talvez por ainda ter aquela criança sonhadora dentro de si que Anne idealizou o que ela acredita ser o amor verdadeiro e não consegue reconhecer que na verdade ela já o tem faz tempo e precisa de um empurrão do destino para conseguir enxergar isso.


Mas tirando sua vida amorosa, Anne ainda é a amiga, a nora, a parente que todos queriam ter, ela é uma garota que luta por seus sonhos e pelo de todos a sua volta. É lindo ver que sua amizade com Diana ainda continua forte como sempre e me senti triste por ela tendo que se despedir de algumas pessoas e enfrentado novamente o luto por alguém inesperado. E mesmo o livro tendo esse quê de mudanças e despedidas, ele não deixa de ser engraçado e com momentos hilariantes protagonizados principalmente por Davy. E também com as inusitadas propostas de casamentos recebidas pela Anne. Era impossível não rir porque era uma mais engraçada que a outra.

E nesse livro temos uma nova personagem que até agora não sei se gosto ou não dela. Philippa a principio é uma garota indecisa ao extremo que só pensa em futilidades. Mas por outro lado foi ela que abriu os olhos da Anne várias vezes e enxergou o que Anne não conseguiu. Mas enfim não vou me alongar muito mais para não soltar spoilers da vida dessa ruivinha (que ela não me ouça) apaixonante. Só posso dizer que comece a ler Anne de Green Gables o mais rápido possível que com certeza você também vai se apaixonar por ela e por todos a sua volta. Quanto à edição, meu exemplar é da Autêntica e amo essa capas, é uma mais linda que a outra.

Nota:









14 julho 2021

Resenha | Infâncias Roubadas - Angela Marsons

Livro: 
Infâncias roubadas
Série: Detetive Kim Stone #3
#1 - Gritos no Silêncio
#2 - Jogos Malignos
Gênero: Suspense
Autora: Angela Marsons
Editora: Gutenberg
Páginas: 399
Ano: 2021

Resenha:
A detetive Kim Stone não estava em seus melhores dias. Na noite anterior um rapaz de dezenove anos que tentava sair do mundo do crime e Kim sentia, estava sob sua responsabilidade, acabou perdendo a vida por culpa de uma repórter que só pensou no furo jornalístico que teria. E as coisas com certeza estavam prestes a piorar porque ela é chamada para ir a delegacia com urgência em um domingo. Chegando lá Kim descobre se tratar de um sequestro de duas garotas de nove anos, Charlie e Amy, amigas inseparáveis. As mães receberam um telefonema avisando sobre o sequestro e uma das mães pediu para que a investigação fosse deixada a cargo de Kim, já que as duas se conheceram quando crianças. 

O caso parece ser idêntico a um que aconteceu treze meses antes, onde somente uma das garotas sobreviveu. Por isso dessa vez a polícia vai tentar algo diferente e vai haver um bloqueio de mídia, o que é exatamente o contrário do que se faz em um caso de sequestro onde a divulgação dos fatos é essencial para que a vítima seja encontrada com vida, e um bloqueio de polícia, Kim vai montar sua base de operação dentro da casa de uma das garotas e como as famílias são amigas, todos vão ficar no mesmo ambiente. E Kim já esperava que o caso fosse difícil, mas não podia imaginar que ia se deparar com algo tão sinistro.

O sequestro na verdade é uma espécie de leilão onde os pais que fizerem a maior oferta vai ter sua filha de volta, enquanto a outra criança será morta. Então a amizade das famílias, que não era somente entre as crianças, acaba com uma mensagem de texto pois cada um quer sua filha de volta com vida. E Kim se vê presa entre essa guerra enquanto luta contra o tempo para salvar as duas crianças. E ela não abre mão de trazer as duas de volta vivas. E enquanto tenta descobrir o porque da escolha das famílias pelo sequestrador, segredos vão sendo revelados e Kim vai correr contra o tempo para tentar encontrar uma brecha que leve ela até a identidade dos sequestradores antes que seja tarde demais. 


Esse é o terceiro livro da série com a detetive Kim Stone. Eu li os dois primeiros e fui arrebatada pelo quanto os livros são bons. A autora foi genial, principalmente em Jogos Malignos onde ela criou uma história de tirar o folego com plot twist em praticamente todo final de capítulo e no final amarrou todas as pontas e o livro acabou entrando para meu top de livros favoritos do ano de 2019. Então já imaginem a minha expectativa ao pegar esse livro para ler. E felizmente a autora continua sendo surpreendente e a Kim Stone minha detetive favorita se igualando ao Hercule Poirot em minha escala de melhores detetives da ficção. 

Assim como alertei no segundo livro, apesar dos livros da série ter historias fechadas com começo, meio e fim, o ideal é que os livros sejam lidos na ordem, porque a vida da detetive e seus dilemas é metade da história. Literalmente porque em cada livro conhecemos um pouco mais sobre ela e principalmente sobre seu passado, o que ajuda e muito a entender suas ações e sua personalidade no presente. Inclusive a autora traz pessoas de seu passado em cada história. Por isso se quiser pode até se arriscar a ler os livros fora de ordem, mas saiba que estará deixando de aproveitar uma grande parte da história, já que nessa série em especial temos um suspense/drama muito bem construído ao longo da série. 

E assim como nos outros dois livros da série aqui não temos que descobrir a identidade do culpado. O suspense aqui é saber se Kim vai conseguir salvar as garotas. Apesar de que temos uma revelação daquelas no final. Temos alguns capítulos onde acompanhamos o que está acontecendo com os sequestradores. E nessas partes tem que ter estômago forte porque um deles em especial é um sádico que faz cada coisa e a gente fica com o coração na mão pelas garotas. Que nervoso que me dava ao ler os capítulos pela visão das meninas, era aflição real mesmo. Achei esse terceiro livro bem forte, quase se comparando aos livros da Karin Slaughter, que é outra autora que pesa a mão nas cenas violentas.

E além da Kim, temos sua equipe que eu já tinha gostado muito nos outros livros e nesse novamente temos uma participação expressiva deles, até em um caso paralelo ao das garotas. Sem falar nos personagens secundários, um em especial, Matt Ward, o negociador, que assim que apareceu eu já shippei com a Kim porque os dois são exatamente iguais e os embates entre eles parecia uma luta de MMA. Enfim, foi um livro que me tirou o folego e eu não conseguia largar de tanto que a história me prendeu. Recomendo muito para quem é fã de um bom livro do gênero. Se ainda não conhece os livros da autora não perca mais tempo e corra garantir o seu. Infâncias Roubadas sem dúvida está entre os melhore lidos do ano. 

Nota:





 


17 maio 2021

Resenha | A Marquesa de Havisham - Lorraine Heath

Livro: 
A Marquesa de Havisham
Série: Os Sedutores de Havisham #3 
#1 - Codinome Lady V
#2 - O Segredo do Conde
Gênero: Romance de Época
Autora: Lorraine Heath
Editora: Gutenberg
Páginas: 320
Ano: 2020

Resenha:
Quando você não conhece nada diferente, aceita o que conhece como verdade. Foi assim com Killian St. John, Visconde Locksley, até a chegada de Ashe, Edward e Albert que mais que amigos, seriam seus irmãos. Com a morte do Duque de Ashebury e do Conde de Greyling, seus filhos foram levados para a mansão Havisham para serem criados pelo Marquês de Marsden, pai de Locke, e só então ele percebeu que as coisas na sua casa não eram normais. Os relógios por exemplo, os ponteiros foram feitos para se mover e não ficarem parados como na sua casa. Foi então que ele se deu conta que seu pai era louco e o responsável por essa loucura foi o amor. Seu pai enlouqueceu após a morte de sua amada esposa no parto de Locke. 

Tanto Locke como os amigos foram criados sem nenhuma supervisão e acabaram fazendo o que bem entendiam durante a infância e se tornaram homens um tanto quanto irresponsáveis por boa parte de suas vidas. Mas isso não impede que Locke ame seu pai e queira protegê-lo até dele mesmo. Por isso quando seu pai anuncia que cansou de esperar que Locke se case e lhe dê um herdeiro e vai se casar novamente, Locke sabe que precisa fazer alguma coisa para impedir essa loucura. Tão logo a noiva, a Sra Portia Gadstone chegue, Locke pretende acabar com essa palhaçada. Mas o que Locke nem desconfiava era que seu pai já tinha um contrato assinado e que se um casamento não acontecer, eles terão que pagar uma fortuna para a noiva. Dinheiro esse que eles não tem de onde tirar.

Locke tenta de todas as maneiras convencer a noiva a desistir. Primeiro ele mostra o que a loucura do marquês fez com Havisham, depois fala sobre o fantasma da mãe morta que o marquês jura ver, mas nada faz com que Portia mude de ideia. Na verdade ela precisa desse casamento, ele é sua última esperança e Portia não vai desistir tão fácil. Mas Locke encontra uma brecha no contrato, o casamento vai acontecer, mas com uma troca de noivo, será ele o marido no lugar do seu pai, que parece ainda mais satisfeito com esse novo arranjo. E Locke que jurou nunca se apaixonar para não acabar louco como o pai, se vê cada dia mais encantado por Portia, que por sua vez entrou naquele casamento acreditando não correr nenhum risco ao se casar com um homem mais velho, não alguém tão sedutor quanto seu filho.


Eu amei o primeiro livro dessa trilogia, o segundo nem tanto assim, então minhas expectativas não estavam tão altas para essa leitura. E talvez por isso, ou o livro é maravilhoso mesmo, mas o certo é que amei o livro. Não sei mais nem se meu preferido continua sendo o primeiro de tanto que gostei desse terceiro livro, que seria o ultimo já que era para ser uma trilogia, mas para minha surpresa no final desse livro descobri que existe mais um livro contando a história do marquês e meus olhos já brilharam porque por motivos que explico na resenha, o marquês foi meu personagem favorito e terminei o livro em lagrimas por causa dele. Espero que a editora traga logo ele para cá e não demore horrores como aconteceu com esse terceiro.

Minerva ainda continua sendo minha personagem feminina favorita, mas gostei bem mais de Portia do que da Julia. E Locke então, que homem é esse. Me apaixonei em um segundo e depois amei ao ver todo o cuidado que ele tinha com seu pai, com os empregados da mina e da casa e com a própria Portia, mesmo afirmando a todo instante que não queria sentir o que o pai sentiu, era nítido o quanto seu coração transbordava amor. Ele só não sabia reconhecer o sentimento, mas ele estava presente em todos seus atos. E a relação de pai e filho é incrível. Desde o primeiro livro lemos sobre a loucura do marquês, mas só nesse temos a profundidade do que realmente aconteceu com ele. Nesse livro podemos ver que a loucura nada mais era que uma depressão profunda por ter perdido a pessoa que ele mais amou na vida e não saber mais como viver sem ela.

E eu que achei que no primeiro livro a autora tinha pesado a mão nas cenas sensuais, nesse então até parecia um livro erótico em algumas partes. Quem podia imaginar que dos sedutores, Locke seria o mais experiente por assim dizer. E falando em experiência é o primeiro romance de época que leio que a garota sabe o que quer e o que fazer em uma cama. Mesmo as viúvas geralmente sempre tiveram casamentos onde a parte sexual não era tão boa. E não foi só nisso que a autora me surpreendeu. Nos livros que li da Lorraine já vi que ela sempre foge do obvio, seus protagonistas nem sempre estão entre a aristocracia e ela aborda temas que não são comuns no gênero. E não vou falar o que é porque é spoiler, mas o segredo da protagonista, eu pelo menos nunca tinha lido em outros livros do gênero.

Por isso tudo recomendo não só esse, mas a série como um todo. A Lorraine está muito a frente de algumas autoras consagradas do gênero e nem vou citar a JQ novamente para não falar que é implicância hehe. Quanto a capa eu gosto bastante, mas não tem muito a ver com a história, só a do primeiro livro na verdade, mas acho que quiseram continuar seguindo o padrão. Talvez por isso também traduziram o título como A Marquesa de Havisham, que também não condiz muito com a realidade quando ela não é uma marquesa e sim viscondessa e não seria marquesa de Havisham e sim marquesa de Marsden. Havisham é o nome da propriedade, mas acho que quiseram fazer essa ligação com o título da série. 

Nota:









14 abril 2021

Resenha | O segredo do Conde - Lorraine Heath

Livro: O Segredo do Conde
Série: Os Sedutores de Havisham #2
#1 - Codinome Lady V
Gênero: Romance de Época
Autora: Lorraine Heath
Editora: Gutenberg
Páginas: 288
Ano: 2018

Resenha:
Edward e Albert Alcott ficaram órfãos aos sete anos e por ser uma hora mais velho que Edward, Albert herdeu o título de Conde de Greyling. Os irmãos foram levados para Havisham Hall e deixados sob a tutela do Marquês de Marsden, conhecido por todos por sua loucura após a morte da esposa. Então os gêmeos, o filho do Marquês, o Visconde Locksley e o Duque de Ashebury, que perdeu seus pais no mesmo acidente que levou os pais dos gêmeos, cresceram praticamente sem a supervisão de um adulto. E mesmo considerando os outros dois como irmãos, os gêmeos sempre tiveram uma ligação especial. 

Ligação essa que parece ter sido rompida assim que Lady Julia Kenney entrou na vida de Albert. Ele faz tudo o que Julia quer, e até desiste das viagens de exploração que é praticamente uma marca registrada dos quatro amigos. Cego de ódio Edward segue Julia até um jardim durante um baile e acaba descobrindo o que tanto fascina seu irmão e quando percebe já está com Julia em seus braços. E esse incidente acaba separando ainda mais os irmãos, já que Julia fica possessa quando descobre ter sido enganada por Edward, e mesmo nenhum dos dois contando o que aconteceu para Albert, a animosidade entre eles fica evidente e por toda Londres todos sabem que irmão e cunhada não se dão bem.

Por isso agora Edward tem uma tarefa praticamente impossível nas mãos. Ele consegue convencer o irmão a ir em uma última viagem, mesmo Julia estando grávida, e uma tragédia acontece. Antes de morrer Albert pede que o irmão se passe por ele, pelo menos até seu herdeiro nascer. O medo de Albert é que Julia perca o bebê ao saber de sua morte, já que essa gravidez aconteceu depois de vários abortos.  Edward aceita a tarefa, mesmo sua personalidade sendo oposta a do irmão. Mas enquanto finge ser o conde, aquela atração que sentiu por Julia no jardim anos atrás, volta ainda mais forte. E Julia sabe que o marido voltou diferente da viagem, e parece que a cada dia ela está mais apaixonada por ele. Mas será que esse amor vai durar quando ela descobrir o segredo do conde?

Esse é o segundo livro da trilogia Os Sedutores de Havisham. Quando li o primeiro livro e vi que ia contar a história de quatro amigos que cresceram juntos após perderem seus pais em um acidente ferroviário e vi que só eram três livros, percebi que alguma coisa estava errada. E a explicação veio nesse livro. Não é spoiler porque a história do livro é construída como base nesse acontecimento: um dos quatro morre e por isso temos apenas uma trilogia. E como amei o primeiro livro, minhas expectativas para esse estavam altíssima, ainda mais que a nota dele no skoob é bem alta para um romance de época, e gostei muito do livro, mas algumas coisas me incomodaram e não pude dar nota máxima para ele.

Primeiro que como assim a pessoa é casada por anos com alguém e não percebe que não foi seu marido que voltou e sim o gêmeo dele? Eles até podem ser iguais na aparência, mas na personalidade não tem como confundir. Ainda mais que pelo que lembro do primeiro livro, eles eram muito diferentes. E os amigos dele perceberam na hora e a esposa que convive e dorme com ele diariamente não? Esse foi um dos pontos que achei incoerente. Outra coisa foi o motivo dos dois não se suportarem e viverem brigando. Também achei bem forçado. Mas forçado mesmo foi uma "explicação" no final do livro para acalmar a consciência dos dois e fazer a linha do politicamente correto. Não vou falar porque é spoiler, mas a autora forçou muito.

Mas tirando isso eu gostei muito do livro. Não chega a ser maravilhoso como o anterior, mas comparado a romances de época que li recentemente, ele é ótimo. Uma coisa que gostei foi que o amor deles foi sendo construído aos poucos e não temos instalove como é comum nos romances do gênero. Mesmo eles já tendo uma inteiração anterior, onde rolou uma forte atração, dessa vez o que vemos é um amor mesmo ganhando forma e se desenvolvendo com um apreciando as coisas no outro, conhecendo as qualidades e os defeitos e se apaixonando mesmo assim. E outra coisa que sempre reclamo nos livros e aqui não teve, foi a falta do diálogo. Eles conversam e dizem o que estão sentindo.

Não cheguei a me apaixonar pelo Edward como aconteceu com o Ashe no livro anterior. Acredito que por eu já tê-lo conhecido anteriormente e não ter gostado muito dele antes. Mudei minha opinião, mas não me apaixonei. A Julia também não me conquistou como a Minerva, é uma boa protagonista, mas não tem nada de excepcional, além de ser bem tapada no quesito não perceber que era outro homem que estava na sua cama. E também não gostei da forma como ela tratava o Edward. Sem falar que escondeu do marido o tempo todo que não era bem ódio que ela sentia pelo irmão dele. Mas enfim, é um bom livro com algumas ressalvas. E estou ansiosa pelo terceiro e ultimo livro, mesmo não sabendo quase nada do protagonista. Quanto a capa eu gosto de ter seguido o padrão da trilogia, mas não tem muito a ver com a história.

Nota:







04 fevereiro 2021

Resenha | O Último Suspiro - Robert Bryndza


Livro: O Último Suspiro
Série: Detetive Erika Foster #4
#1 - A Garota No Gelo
#2 - Uma Sombra Na Escuridão
#3 - Sob Águas Escuras

#5 - Sangue Frio
Gênero: Suspense
Autora: Robert Bryndza
Editora: Gutenberg
Páginas: 304
Ano: 2018

Resenha:
Depois de perder o cargo de Superintendente para seu maior inimigo o Detetive Sparks, a Detetive Erika Foster não se conforma em ser subordinada a ele e pede transferência, mas acaba indo parar no trabalho que ela mais odeia, atrás de uma mesa escrevendo relatórios na Equipe de Projetos. Mas em compensação sua vida amorosa está um pouco melhor, porque apesar de não terem tido "a conversa", Erika está saindo regularmente com o Detetive Inspetor Peterson. E eles estavam jantando juntos quando Peterson recebe a ligação sobre um corpo de uma jovem encontrado em uma caçamba de lixo.

Erika sabe que não tem mais nada a ver com a equipe de homicídios, mas decide ir junto com Peterson até o local do crime. E quando ela vê o corpo da jovem que foi barbaramente espancada, e está coberta com o próprio sangue por ter a veia femoral cortada, Erika sabe que precisa resolver aquele crime. Mas logo em seguida ela é expulsa do local pelo Superintendente Sparks. Erika vai embora, mas não consegue esquecer o corpo da vítima e acaba investigando por conta própria. É ai que ela descobre que o corpo encontrado não é o primeiro. Cerca de quatro meses atrás outra jovem praticamente da mesma idade foi encontrada em uma lixeira também brutalmente espancada e com a artéria femoral cortada.

Então Erika decide deixar o orgulho de lado e pedir ao Superintendente Sparks para participar das investigações. Ela vai até a casa dele e acaba conhecendo um outro lado do homem que ela sempre odiou e eles chegam a um acordo. Mas por ironia do destino Sparks sofre um ataque cardíaco e acaba morrendo na frente dela. Erika acaba conseguindo o caso, mas eles não tem quase nada com que trabalhar. Apesar dos crimes serem idênticos, as vitimas parecem não ter nada em comum. Mas então eles acham a ligação, as duas tinham encontros com um homem que conheceram em um aplicativo de encontros. E quando uma terceira garota desaparece da mesma maneira eles tem que correr contra o tempo antes que seja tarde demais.

"— Não deveria fazer essas promessas chefe — disse Moss, quando saíram da casa e entraram na viatura que as aguardava.
— Promessas?
— Prometer a eles que vai achar o assassino de Lacey.
— Faço isso para firmar um compromisso comigo mesma — disse Erika. — Eu nunca quebro uma promessa.
— Mas essas promessa quase quebraram você."

Esse é o quarto livro da série com a Detetive Erika Foster, mas eu li a série toda fora de ordem. Comecei com o terceiro fui para o quinto, voltei para o primeiro, depois o segundo e enfim li esse que é quarto da série. E começo dizendo, não façam isso. Leiam na ordem pelo amor, porque se não vai ficar como eu, perdida e revoltada com as partes que mostram a vida da Erika. Essa série tem sim histórias investigativas independentes, cada livro tem seu caso específico a ser investigado. Mas a vida da Erika é praticamente metade da história, então se for lido fora da sequencia, além de pegar spoilers, ainda vai perder a evolução do personagem.

Como eu disse nas resenhas dos outros livros, tá para nascer um autor que goste tanto de ver sua protagonista sofrer como o Robert. Quando a gente pensa que as coisas vão endireitar, lá vem outra rasteira para derrubar a Erika novamente. Ela é uma das melhores detetives que eu já vi nos romances policiais, mas infelizmente seu talento não é reconhecido por seus companheiros policiais, porque ela é esquentada na mesma medida e é o que os outros veem quando olham para ela, alguém que desrespeita constantemente seus superiores. Mas eu não vejo isso como um defeito nela, porque ela só devolve o machismo e sexismo que recebe de seus companheiros de trabalho.

Eu já tinha lido o quinto livro antes desse e já sabia como estaria sua vida amorosa lá na frente por isso não me apeguei a ninguém. Mas receio que meu ranço por um dos personagens aumentou ainda mais nesse livro, porque até então eu não sabia o que tinha motivado suas atitudes no quinto livro e agora que sei, não justifica nenhum pouco. E fico aqui na torcida de que no sexto livro o autor tenha um pouco de dó dá protagonista e arranje um homem que preste para ela. Ela já sofreu tanto que merece ter ao seu lado alguém que permaneça ali porque gosta dela de verdade. E espero que reconheçam sua competência, porque já deu dela resolver todos os casos e qualquer erro besta que ela comete já afastam ela do caso.

Quanto ao crime da vez, logo no inicio já sabemos quem é o assassino porque os capítulos se alternam entre a investigação e os passos do assassino. E devo dizer, esse foi o mais fraco dos cinco até agora. Mas acho muito importante o autor ter abordado o assunto exposição nas redes sociais. A gente nem percebe, mas qualquer pessoa tem acesso a tudo praticamente da nossa vida hoje em dia. E ele também faz um alerta a encontros com pessoas que só conhecemos em redes sociais. Nunca vá sozinho se encontrar com alguém que você nunca viu. E para finalizar quero falar da capa que segue o mesmo padrão dos livros da série. E indico o livro, depois de você ler os três anteriores é claro.

Nota:









28 janeiro 2021

Resenha | Codinome Lady V - Lorraine Heath

Livro: Codinome Lady V
Série: Os Sedutores de Havisham #1
Gênero: Romance de Época
Autora: Lorraine Heath
Editora: Gutenberg
Páginas: 256
Ano: 2017

Resenha:

Após seis temporadas sendo cortejada somente por cavalheiros interessados em seu dote, Minerva Dodger decide que vai assumir o posto de solteirona e parar de tentar encontrar um homem que a queira por ela mesma. Seu sonho sempre foi encontrar um amor como o de seus pais ou o de seu meio-irmão o duque de Lovingdon e sua melhor amiga Grace, mas além de Minerva não ser uma beldade que atraia a atenção masculina, ela tem ideias bem diferente de como uma dama deveria se comportar e expressa sua opinião para quem quiser ouvir. Minerva puxou a inteligência e a habilidade do pai para os negócios, que infelizmente são qualidades que grande parte dos homens não quer ver em uma mulher.

Mas desistir de se casar não significa que Minerva está abrindo mão de conhecer os prazeres da carne, ela está decidida a sentir e dar prazer mesmo que para isso ela tenha que recorrer ao Clube Nightingale, um clube secreto que permite que as mulheres tenham um amante sem manchar sua reputação. Após conseguir o endereço Minerva se dirige até lá escondida debaixo de uma máscara e de um codinome, Lady V. E para sua surpresa ela chama a atenção de ninguém menos do que o Duque de Ashebury, um dos homens mais desejados de Londres, cula beleza e passado trágico atrai todas as ladys disponíveis que acreditam serem elas a pessoa a dar todo amor que lhe foi negado quando criança. 

E a experiência entre eles é muito intensa, principalmente para Ashe que não consegue tirar Lady V da cabeça e quer a todo custo descobrir a identidade da mulher que mexeu tanto com ele. E depois de muito observar, Ashe tem quase certeza de que a mulher misteriosa é ninguém menos do que Minerva, a solteirona conhecida como megera por toda a sociedade. E ao se aproximar dela Ashe fica ainda mais fascinado por ela do que ficou naquele quarto no clube. Então Ashe descobre estar a beira da falência e sua única saída é se casar com alguém com um bom dote e não vê nenhum problema em unir o útil ao agradável ao querer que Minerva seja sua esposa. Mas será que Minerva vai acreditar que Ashe não está interessado apenas no seu dote?

Já sou apaixonada pela escrita da Lorraine da série Sins of All Seasons, que é um livro mais perfeito que o outro. Mas ainda não tinha lido nenhum da série Os Sedutores de Havisham, onde vamos encontrar a história de amigos que foram criados juntos, mesmo não tendo nenhum parentesco. Quando seus pais morrem em uma tragédia eles ficam sob a guarda do Marquês de Havisham, conhecido por todos por sua loucura após a morte de sua esposa. Os garotos foram criados praticamente sozinhos e se tornaram aventureiros desejados por toda a Londres, e por seu passado trágico são perdoados por qualquer indiscrição que venham a cometer. 

Mas apesar dos cavalheiros darem o título da série, não são eles os protagonistas das histórias e sim as mulheres que dão os títulos dos livros. E que protagonista feminina é essa? Estou acostumada a encontrar protagonistas femininas fortes, decididas e a frente de seu tempo em romance de época, mas sinceramente fiquei de queixo caído com a Minerva. Que mulher é essa gente. E que química entre esses dois protagonistas. Eu que já fiquei de cara com o livro A Sedução da duquesa onde a Lorraine dá um show de escrita erótica passando longe da vulgaridade, consegui me surpreender ainda mais nesse livro. E agora minhas expectativas para os dois livros que faltam estão lá em cima.

Mas ainda assim não favoritei, apesar de dar nota máxima para o livro. Tem alguns detalhes na personalidade do duque que me fizeram revirar os olhos. Mesmo ele sendo um homem respeitoso que sabe parar quando ouve um não, teve alguns momentos, como quando ele descobre que está quase falindo, que ele soltou algumas frases que meu lado feminista não gostou muito. Mas de resto o livro é maravilhoso. E se você procura por um romance de época para suspirar e se apaixonar, esse livro é para você. E olha que li ele logo após maratonar a série dos Bridgertons e está dificil competir com o Simon no quesito sedução hehe.  

Uma coisa que gosto muito nos livros da Lorraine é que ela não fica no óbvio dos romances do gênero. Em Sins of All Seasons o tema central da série gira e torno dos órfãos abandonados pela realeza e nesse ela vai falar especificamente de um clube onde as mulheres, que na época não podiam nem mostrar os tornozelos que já ficava com a reputação arruinada, vão para colocar em prática seus prazeres secretos. E o engraçado é que praticamente todo mundo sabe do lugar, mas ninguém julga quem frequenta como acontece na vida real. Mas claro que as mulheres tinham que usar uma máscara para manter o anonimato. Mas achei interessante ela falar sobre isso abertamente quando quase nenhuma autora do gênero fala. Mas enfim, não vou falar muito mais porque esse é daqueles livros que você precisa ler para entender o que estou falando. Quanto a edição, eu amo essa capa e todos os detalhes que tem no livro.

Nota:










22 janeiro 2021

Resenha | A Noiva do Bastardo - Sarah MacLean

Livro: A noiva do bastardo
Série: Bastardos Impiedosos #1
Gênero: Romance de Época
Autora: Sarah MacLean  
Editora: Gutenberg
Páginas: 352
Ano: 2020

Resenha:

Aos vinte e sete anos Felicity Faircloth é considerada uma solteirona. No começo não era assim, Felicity tinha seus admiradores e um grupo seleto de amigos, mas após alguns escândalos que não foram sua culpa, Felicity acabou virando motivo de piada entre seus antes amigos e, transparente para o resto da sociedade. E a gota d'água foi quando Felicity foi rejeitada pelo Duque de Haven, que estava procurando uma segunda esposa já que a primeira havia pedido o divorcio. Mas mais uma vez Felicity não teve culpa pela rejeição, já que claramente o duque estava apaixonado pela esposa. Cansada de ser motivo de piada, Felicity fala mais do que devia e acaba declarando para quem quiser ouvir que está noiva do duque de Marwick ,que acabou de chegar na cidade disposto a encontrar uma noiva. 

Mas Felicity não tem nem ideia de onde estava se metendo ao fazer essa declaração. O antigo duque de Marwick teve quatro filhos no mesmo dia, três deles bastardos e o único que nasceu de sua duquesa não era um menino, e ainda por cima não era sua filha legitima. Mas para salvar sua linhagem ele registrou a menina como sendo um homem, Robert, e quando os seus bastardos cresceram ele os colocou em uma disputa para assumir o nome de Robert e ser escolhido seu herdeiro legítimo. É claro que isso não terminou bem, mas ainda assim os três fizeram um pacto para nunca se casar e principalmente nunca gerar um herdeiro para dar continuidade ao título do homem que os gerou. Mas esse pacto acaba de ser quebrado por um deles e Devil, agora rei do submundo londrino, não vai deixar isso barato para o irmão.

Devil vai até a casa do duque disposto a resolver a questão nos seus moldes, mas acaba cruzando com Felicity e sua declaração de que está noiva do seu irmão e tem uma ideia para sua vingança. Devil diz a Felicity que pode transformar sua invenção em realidade, já que ele sabe que o irmão está disposto a se aproveitar da mentira e se casar com ela, e em troca Felicity fica lhe devendo um favor. Felicity que acaba de descobrir que sua família está falida aceita o acordo, desde que Devil consiga também que o duque fique atrás dela como uma mariposa atrás de uma chama. Mas Felicity nem imagina que a intenção de Devil é deixar sua reputação ainda pior para estragar os planos do irmão. O que Devil não esperava era ser seduzido por Felicity conforme ensina a ela as regras da sedução.


Antes de mais nada preciso reforçar o aviso de spoiler. A Sarah interliga todas as suas séries com personagens secundários de uma série se tornando protagonistas em outras. Quem leu a série Escândalos e Canalhas já conhece Felicity do terceiro livro da série, cujo primeiro livro trás como protagonista Sophie Talbot, que por sua vez veio da série O Clube dos Canalhas, cujo personagem principal conhecemos na série Os Números do Amor (tem resenha de todos os livros aqui no blog para quem quiser conferir). E como aqui no Brasil as séries foram publicadas por editoras diferentes, saiu tudo fora de ordem. Mas eu tive a felicidade de ler na ordem porque acabei lendo quando já estavam todos publicados.

E como já faz algum tempo que li o livro Perigo para um inglês, não me lembrava bem da Felicity, e confesso, só não dei nota máxima para o livro por causa dela e de sua personalidade intempestiva. Gosto de personagens a frente do seu tempo, mas existe uma diferença entre não ter medo de inovar e enfrentar as regras ridículas da época e ser uma pessoa completamente sem noção se colocando em perigo o tempo todo por capricho. Entendo a curiosidade dela, por sempre ter vivido dentro de uma bolha, mas dai a se enfiar em um bairro altamente perigoso sem pensar nas consequências, e continuar fazendo isso mesmo sendo avisada do perigo, no meu ponto de vista acaba tornando a personagem intragável para meu gosto pessoal.

E Devil também ficou por uma unha de entrar para o time dos personagens masculinos que não suporto. Machista ao extremo e que não pensa duas vezes em usar a protagonista feminina para sua vingança, sendo que ela poderia ser executada de muitas outras maneiras sem ferir ninguém. Mas no fim ele acaba se redimindo e acabei "perdoando" suas atitudes iniciais. Já disse aqui muitas vezes, passado traumático não dá direito a ninguém de ser um escroto abusivo. Explica, mas não justifica. Mas por outro lado amei a química entre o casal. Os dois juntos saia até faísca. E se não me engano esse é o livro mais hot da Sarah. Os outros livros tem cenas ousadas sim, mas nesse achei que elas foram mais diretas e descritivas.

Mas como um todo gostei bastante do livro e da história, tanto que nem consegui acompanhar a programação da leitura coletiva que estou participando desse livro. A escrita da Sarah continua excelente e quando vi já tinha terminado o livro. E olha que ele é bem grandinho para os padrões do gênero. Por isso recomendo a leitura desse livro, e de todos da Sarah que são ótimos romances do gênero. E antes de terminar preciso falar sobre uma coisa que incomodou e muito algumas da meninas que estão participando da leitura coletiva: a tradução. Pasmem mas temos palavras como mano, rolê, trombadinha, novinha, brota, bexiguento. Em um romance de época! Tá certo usar essas gírias em um livro contemporâneo, mas em um RE não dá né gente. Acaba com todo o trabalho de pesquisa do autor. Quanto a capa eu achei muito bonita e foge das capas do gênero, que sempre traz mulheres nelas.

Nota:








11 janeiro 2021

Resenha | A Noiva do Capitão - Tessa Dare

Livro: 
A Noiva do Capitão
Série: Castles Ever After # 3Gênero: Romance de Época
Autora: Tessa Dare
Editora: Gutenberg
Páginas: 256
Ano: 2017

Resenha:
Madeline Gracechurch está prestes a ver seu pior pesadelo se tornar realidade. Ao completar dezesseis anos Maddie será apresentada a sociedade e ela tem verdadeiro pavor de ficar cercada por muitas pessoas. O medo é tanto que ela chega a congelar no lugar. E enquanto seu pai era um viúvo Maddie até tinha alguma esperança de postergar sua primeira temporada, mas agora ele se casou com uma mulher apenas seis anos mais velha que Maddie e que infelizmente nem de longe se parece com a madrasta da Cinderela e faz questão de cobrir Maddie com os vestidos mais bonitos e sonha em jogá-la nos braços de um príncipe respeitável.

Por isso Maddie inventa a mentira que vai assombrar sua consciência pela próxima década. Em um momento de pânico Maddie diz que não precisa frequentar os bailes londrinos porque já conheceu o homem da sua vida em Brighton, local em que ficou durante a lua de mel de seu pai. E a mentira só vai crescendo quando sua madrasta pede cada vez mais detalhes sobre seu suposto pretendente. Maddie inventa que ele é Logan MacKenzie, um capitão escocês que está lutando na guerra. E para corroborar sua mentira Maddie começa a escrever cartas endereçadas ao suposto capitão. No começo Maddie escreve apenas bobagens, mas ao longo dos anos ela começa a colocar todos seus sentimentos e pensamentos nelas, até o dia que não aguenta mais e decide colocar um fim naquela mentira.

Depois de cinco anos escrevendo cartas para um homem imaginário, Maddie diz a todos que seu "noivo" morreu e chega ficar de luto por ele. Ao ver a sobrinha tão triste sua tia Thea convence o padrinho de Maddie a lhe deixar de herança um castelo nas Terras Altas escocesas, para ficar mais perto da lembrança do falecido. E agora Maddie tem a vida que sempre quis, tem sua própria casa e uma renda proveniente de seu trabalho como ilustradora. E tudo ia muito bem até que seu noivo falecido bate a porta da sua casa dizendo que não vê a hora deles se casarem. O Capitão Logan MacKenzie existe e recebeu todas as cartas. Agora Maddie só tem duas opções, ser desmascarada perante toda Londres ou se casar com Logan que antes da guerra era o dono das terras que agora pertencem a Maddie e quer elas de volta a todo custo.


Esse é o terceiro livro da série Castles Ever After, que praticamente não tem nenhuma ligação entre os livros, só que todas as protagonistas herdaram um castelo do mesmo padrinho. E mais uma vez a Tessa arrasou e entregou uma história romântica, engraçada e feminista. A Tessa é a prova viva de que dá sim para escrever um romance de época, gênero onde os costumes machistas eram considerados normais, onde não precisa ter um protagonista esbanjando atitudes machistas e com uma mocinha "a frente do seu tempo" para se ter uma boa história. Dá para escrever uma história que fique dentro da época, mas que mostre que nem por isso ela e nós leitores devemos concordar com o que acontecia.

Eu gosto muito de como a Tessa consegue escrever protagonistas masculinos que são até mais feministas que as protagonistas femininas. Eles sempre apoiam elas em suas decisões, sejam em seguir uma carreira, ter ou não uma família, e acima de tudo elevam a autoestima delas sem precisar ficar apontando características físicas das personagens. Por isso o Logan foi mais um de seus personagens que me apaixonei. Ele é cabeça dura em vários momentos sim, tem um passado traumático também, mas isso não o define e ele não precisa tratar a mocinha mal para mostrar que foi muito machucado no passado. E Logan teve uma atitude no final que precisei bater palmas para ele. Isso sim é amor verdadeiro, não esse negócio de "minha" para lá e para cá.

Já a Maddie conquista o leitor no primeiro parágrafo do livro. Eu me identifiquei muito com ela porque também sou tímida e entendo o que ela passava. Mas através de suas cartas podemos ver o que realmente se passa em seu coração e não tem como não torcer por ela. E ainda temos uma mulher que escolheu uma profissão inusitada, que se sente mais a vontade com insetos do que com humanos. E a química entre os dois é palpável. Como fiquei aflita com o jogo de sedução entre eles e nada acontecia. Mas essa é mais uma das coisas que amo na Tessa, ela não precisa de cenas de sexo para mostrar o quanto o casal combina.

E não é somente os protagonistas que arrasam nesse livro. Temos cenas hilárias e emocionantes com os amigos soldados do Logan. Eu não sabia se eu ria com eles ou se chorava pela situação. Eles passaram por uma guerra e quando ela terminou eles não tinham para quem voltar. Mas encontraram em Logan e Maddie uma família para recomeçar. Dos livros dessa série esse foi o que mais gostei e é uma pena que a série tenha terminado. Mas quem sabe temos mais livros por ai, porque já aconteceu com Como se livrar de um escândalo, onde temos um personagem do segundo livro dessa série, mas que considero sendo mais da série Spindle Cove do que dessa. Mas enfim, recomendo o livro e a série para quem ama romances de época. E para terminar tenho que falar dessa capa que acho linda.

Nota:










14 dezembro 2020

Resenha | O Jardim Secreto - Frances Hodgson Burnett

Livro: O Jardim Secreto 
Série: Não
Gênero: Infantojuvenil/Clássico
Autora: Frances Hodgson Burnett
Editora: Autêntica
Páginas: 240
Ano: 2020

Resenha:

Mary Lennox vivia na Índia com seus país até bem recentemente. Desde que nasceu Mary foi rejeitada pela mãe e ignorada pelo pai, e quase ninguém fora da casa sabia de sua existência. Com isso Mary acabou se tornando uma garota mimada, egoísta e arrogante, pois os empregados faziam todas as suas vontades para que Mary não "perturbasse" sua mãe. Mas então aconteceu o surto de cólera e seus pais e quase todos os empregados da sua casa faleceram e Mary foi esquecida até ser encontrada por um oficial que acreditava que a casa estava vazia. Mary foi levada temporariamente para a casa do pastor inglês que tinha cinco filhos, mas Mary se mostrou tão antipática e malcriada que nenhum deles quis ser seu amigo.

Porém Mary não se importou com isso, já que nunca conheceu nem o amor, nem a amizade, em seus dez anos de vida estar sozinha era o normal para ela. E parece que as coisas vão continuar da mesma maneira em sua nova residência na Inglaterra. Archibald Craven era esposo da irmã do pai de Mary e ele é dono de Misselthwaite, uma mansão de mais de cem quartos em Yorkshire e desde a morte da esposa Archibald vive praticamente recluso. A Mary só resta explorar a mansão e seus muitos jardins. Mas tem um deles em especial que chama atenção de Mary, é um jardim que está fechado há dez anos por ordem do seu tio desde a morte da esposa e o que se ouve falar é que a chave do jardim foi enterrada em um lugar desconhecido.

Mary que nunca teve nada negado nessa vida começa a pensar em como entrar no jardim que ela passa a chamar de jardim secreto. Enquanto isso ela acaba fazendo amizade com Martha, uma das empregadas da casa e com Ben Weatherstaff, um dos jardineiros e conhece um pintarroxo que vive no jardim secreto e acaba se encantando por ele. E é através do pássaro que parece entender tudo o que ela fala que Mary consegue seu intento. O pintarroxo leva Mary até a chave enterrada e Mary decide que vai restaurar o lugar que está tão triste e esquecido. E ela vai ter a ajuda de Dickon, irmão de Martha, que tem uma ligação muito especial com a natureza e do seu primo Colin, que até então ela desconhecia a existência. 


Eu sempre tive vontade de ler o livro O Jardim Secreto, mas como é um clássico eu sempre ficava com um pé atrás. Sei que tem gente que ama clássicos, e até outros que acreditam que só quem lê clássicos que é um leitor de verdade, mas eu particularmente tenho uma grande dificuldade com eles. Mas quando vi essa capa maravilhosa da edição que seria publicada pela Autêntica eu não resisti e acabei comprando. A capa foi feita pelo artista Marcelo Bicalho, que também foi o responsável pelas capas de Anne de Green Gables da editora. E por incrível que pareça senti ao ler O Jardim Secreto a mesma facilidade e envolvimento com a história que tive com os livros da Anne. Acho que vou apostar nos clássicos da editora daqui para frente.

Quando o livro chegou aqui eu vi que ele se encaixava perfeitamente para o mês de dezembro no #DesafioMulhereDaLiteratura, que é um livro onde a protagonista é uma criança e deixei ele para ler esse mês. E aqui no caso temos três crianças que dividem o protagonismo dessa história que me emocionou e me tirou várias lágrimas de felicidade durante a leitura. Para quem ainda não conhece a história, que já foi adaptada algumas vezes, mas nunca assisti nenhuma delas, então não posso opinar se ficaram fiéis ou não, ela é uma espécie de contos de fadas onde a "magia", que é como eles se referem na história mas que poderia ser chamado de fé, milagre, energia da vida, força da natureza, Deus, acaba mudando a vida de duas crianças que acabaram sendo "esquecidas" por seus pais.

Eu até poderia ter desgostado tanto de Mary como de Colin por serem crianças mimadas e que acreditam que todos estão no mundo para servi-los. Mas como a gente conhece a história de cada um deles antes dá para entender porque eles agem assim. Mary foi ignorada a vida toda e Colin levado a acreditar por todos a sua volta que era um garoto doente e que estava prestes a morrer e agirem daquela maneira foi a única solução que encontraram para continuarem a viver sem o amor dos seus entes queridos. Então aconteceu exatamente o contrário, queria era entrar no livro e falar umas verdades para os adultos presentes na história. A única pessoa adulta sensata por lá era a mãe de Dickon, aliás um dos melhores personagens do livro.

Agora quem realmente encanta é Dickon. Sabe aquele tipo de pessoa que parece ser feita de bondade? Dickon é exatamente assim. Parecia que uma luz iluminava tudo ao redor quando ele estava em cena. E é através dele que tanto Mary como Colin vão ser transformados. E o poder que emana dele é tanto que essa mudança começa a acontecer antes mesmo deles se conhecerem fisicamente. Que maravilhoso foi ler uma história tão inocente e com lições tão preciosas que parecem estar se perdendo ao longo do tempo. Hoje em dia a coisa é tão evoluída e avançada, mas acaba se perdendo a simplicidade e a beleza de vermos a vida com os olhos de uma criança. Termino a resenha recomendando o livro a todos. Tem várias editoras que publicaram esse livro, mas se puder leia nessa que li pois a tradução está muito bem feita e nem percebemos se tratar de um clássico. 

Nota:







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