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24 agosto 2021

Resenha | O Timbre - Neal Shusterman

Livro: 
O Timbre
Série: Scythe #3
Gênero: Ficção-Científica
Autor: Neal Shusterman
Editora: Seguinte
Páginas: 560
Ano: 2020

Contêm spoilers dos livros anteriores. 

Resenha:
O mundo é perfeito. A capacidade computacional se tornou infinita e a nuvem evoluiu para a Nimbo-Cúmulo, que controla tudo e todos ao seu redor e por isso não existem mais desigualdades, nem doenças e a imortalidade é uma escolha. Mas a superpopulação se tornou um problema e para resolver essa situação foi criado um grupo de pessoas que teriam a dificil missão de coletar vidas aleatoriamente, a Ceifa, que é a única coisa no mundo que a Nimbo-Cúmulo não pode intervir. Quem morre pelas mãos de um ceifador não pode ser revivificado. A Nimbo-Cúmulo é responsável pela vida e a Ceifa tem o domínio sobre a morte. E uma não pode interferir nos negócios da outra. E quando o homem tem algo tão importante em suas mãos é claro que a coisa vai sair do eixo.

Alguns ceifadores começam a se corromper, sentindo prazer em seu trabalho e fazendo ele com o máximo de violência possível. Um deles é o Ceifador Goddard, que em um golpe de mestre mata todos que poderiam fazer alguma frente contra ele ao afundar Perdura e agora é o Alto Punhal de MidMérica do Norte e sua primeira decisão é abolir a cota de coletas dos ceifadores, assim eles podem matar quantas pessoas tiverem vontade. E para ajudar no momento em que Perdura afundou, a Nimbo-Cúmulo declarou todos os humanos infratores e não responde mais ninguém. A única exceção é Greyson Tolliver, que está refugiado entre os tonistas que acreditam que o ruído que todos ouviram antes da Nimbo-Cúmulo se calar é o sinal que eles esperavam por todo esse tempo, a Grande Ressonância.

E como Greyson é o único que a Nimbo-Cúmulo ainda responde, as pessoas começam a acreditar que provavelmente ele é o enviado para salvar o planeta, um novo messias: o Timbre. Sem a orientação da Nimbo-Cúmulo as pessoas estão desesperadas e se apegam a um fio de qualquer coisa e os tonistas começam a aumentar chamando a atenção de Goddard e seus seguidores. E não é só com os tonistas que Goddard tem que se preocupar porque Citra e Rowan são resgatados com vida depois de três anos presos no fundo do mar e eles são os únicos que sabem a verdade. E ainda tem o Ceifador Faraday que enquanto todo mundo acredita que ele está morto, na verdade estava a procura de respostas para acabar com a corrupção da Ceifa em um ponto cego da Nimbo-Cúmulo, incentivado pela mesma na verdade.

"— Somos seres imperfeitos — Munira disse. — Como poderíamos nos encaixar em um mundo perfeito?"

Eu relutei bastante em começar essa série porque o gênero não é um que está entre os meus favoritos. Mas depois de tantos elogios eu me rendi e encontrei uma história espetacular em O Ceifador, que continuou primorosa em A Nuvem e terminou... bem falemos mais sobre isso. Neal Shusterman tem se mostrado um autor genial e são poucos que conseguem escrever algo tão fora da casinha dentro de um tema tão batido, Inteligência Artificial, principalmente pelo cinema, e surpreender pela qualidade e imprevisibilidade. Eu confesso que comecei a ler esse terceiro livro sem ter nenhuma ideia de como as coisas iam terminar e diferente das resenhas que li, eu gostei bastante de como tudo terminou.

Mas não vou dizer que tudo foram flores. Acredito que boa parte dos leitores da trilogia se apegaram aos personagens Citra e Rowan e a demora deles em aparecer nesse terceiro livro e quando apareceram foi basicamente para fazer figuração, pode ter decepcionado a muitos. Aconteceu comigo. Até sabemos que eles foram encontrados com vida, mas cadê deles aparecem na história e fazer o que todo mundo estava esperando deles. O Rowan é meu personagem favorito da trilogia e foi com dor no coração que vi um personagem tão promissor sendo tão mal aproveitado. Outro que eu esperava muito também e ficou só na promessa foi o Ceifador Faraday e apesar dele e da Citra até terem um papel importante na história, poderia ser qualquer um no lugar deles que não teria feito diferença.

E acredito que até por isso, pelo meu casal favorito ter sido ignorado, até mesmo o Greyson que eu tinha gostado bastante no livro anterior acabou sendo apenas passável nesse. E a Nimbo-Cúmulo que foi o grande destaque do segundo livro foi um dos poucos personagens que continuaram no mesmo nível. E por vezes me vi admirada por seu papel na história toda. Ela foi construindo tudo aos poucos, movendo as peças aqui e ali e quando a gente percebe temos um xeque-mate. Outro personagem que gostei bastante foi um que apareceu nesse livro, Jerico Soberanis, de gênero fluido, que confesso precisei pesquisar para saber o que era e isso que é legal em não ficar somente nos personagem padrões, conhecimento. 

E enquanto vi as pessoas reclamando sobre o final do livro, eu achei a solução do autor pertinente. Eu não consigo pensar em nada diferente para resolver os problemas que o autor apresentou durante a história. O que me incomodou mesmo foi a primeira metade do livro. Foram quase trezentas páginas de lentidão com um ou outro acontecimento sendo jogado aqui e ali, mas que se fosse pensar mesmo ele poderia te contado aquilo tudo em menos de cem páginas. E esse foi o motivo de eu ter dado uma nota 4 para o livro. E ainda porque não levei meu gosto pessoal em consideração, sim estou falando do Rowan, se não a nota teria sido menor. Quanto a edição o título ficou bom traduzido, mas se tivessem deixado o original teria mais significado para a história. E a edição física apesar do material ser de boa qualidade, é bem aquém dos dois primeiros livros da trilogia. 

Nota:



 



16 junho 2021

Top 5 | Casais com um romance arrebatador, ainda que não o tenham de fato

O dia dos namorados já passou, mas eu não poderia deixar de trazer uma postagem relacionada ao tema. O top 5 de hoje são aqueles livros que tem aquele romance de tirar o folego, mas que infelizmente não acontece como a gente gostaria porque o foco do livro é outro. Mas ainda assim você torce o livro inteiro pelo casal e sabe que mesmo o amor entre eles não tendo muito destaque, ele é tão palpável que chega a doer na gente hehe.

Citra e Rowan - Scythe
O primeiro casal dessa lista é um que as circunstancias os impedem de ficar juntos, afinal eles estão em uma disputa onde um só sobrevive se matar o outro. Mas tem como resistir a esses dois?


Lazlo e Sarai - Strange the dreamer
Esse foi meu casal mais recente que fiquei com o coração na mão porque não via uma maneira deles ficarem juntos. É um amor impossível que só podia acontecer nos sonhos mesmo, literalmente. E quando você pensa que finalmente vai acontecer, as coisas conseguem piorar.


Kell e Lila - Tons de Magia
Aqui outro casal improvável. Eles estão aqui mais pelo primeiro livro onde eles estão mais para parceiros do que para amantes. Mas tem como não torcer para que um romance aconteça entre eles?


Day e June - Trilogia Legend
Legend foi uma das minhas primeiras leituras no gênero distopia e foi um dos primeiros livros que li onde o romance não é o foco da história. Mas tem como não torcer para esses dois inimigos declarados ficarem juntos?

Kaz e Inej - Six of Crows
E por fim esse casal que também doía no coração cada vez que havia alguma interação entre eles. Kaz é um dos meus personagens favoritos da vida e por tudo o que ele passou merecia alguém que o amasse incondicionalmente. E Inej foi seu par perfeito.



O que acharam das minhas escolhas? Qual casal deveria entrar na lista na sua opinião?









03 setembro 2020

Resenha | A Nuvem - Neal Shusterman

Livro: A Nuvem
Série: Scythe #2
#1 - O Ceifador
Gênero: Ficção Científica
Autor: Neal Shusterman
Editora: Seguinte
Páginas: 496
Ano: 2018

Contêm spoiler do livro anterior nos três primeiros parágrafos.

Resenha:

Foi no ano de 2042 que a humanidade se tornou uma sociedade utópica. O ano em que a capacidade computacional se tornou infinita e a nuvem evoluiu para a Nimbo-Cúmulo, que controla tudo e todos ao seu redor e por isso não existem mais desigualdades, nem doenças e a imortalidade é uma escolha. Mas criou-se um novo problema, a superpopulação. Para manter o equilíbrio formou-se um grupo de pessoas que teriam a dificil missão de coletar vidas aleatoriamente, a Ceifa, que é a unica coisa no mundo que a Nimbo-Cúmulo não pode intervir. Quem morre pelas mãos de um ceifador não pode ser revivificado. A Nimbo-Cúmulo é responsável pela vida e a Ceifa tem o domínio sobre a morte. E uma não pode interferir nos negócios da outra. 

Mas enquanto a Nimbo-Cúmulo é perfeita e não pode violar suas próprias regras, grande parte dos ceifadores começam a se corromper e a se utilizar da posição de ceifador para seu bel-prazer. O Ceifador Goddard, era um deles e mesmo ele tendo sido morto por seu aprendiz Rowan Damisch, sua doutrina ainda tem muitos seguidores. Por isso Rowan tomou apara si a tarefa de eliminar esses ceifadores. Com o nome de Ceifador Lúcifer, Rowan vem tirando o sossego da Ceifa e nesses dez meses que se passaram desde que ele e Citra Terranova lutaram e Citra se tornou a Ceifadora Anastássia, Rowan já coletou treze ceifadores. E enquanto Rowan é caçado pela Ceifa por seus atos, Citra tenta fazer seu trabalho de maneira justa.

O que também começa a irritar alguns ceifadores pois, ela dá um aviso prévio de um mês para seus coletados e ainda deixa eles escolherem a forma como desejam partir. E de repente ela e a Ceifadora Curie também estão correndo risco de vida e a unica que sabe disso é a Nimbo-Cúmulo que não pode fazer nada para impedir. É ai que entra na história Greyson Tolliver, um garoto que foi criado pela Nimbo-Cúmulo. Mesmo sabendo que é errado tomar qualquer ação em favor de um ceifador, ele salva a vida delas e acaba se tornando um infrator. Para a Nimbo-Cúmulo é impossível quebrar suas regras, mas nada impede que ela encontre brechas para atingir seu objetivo. Ainda mais quando quebrar essas regras significa salvar a humanidade, que é só o que ela tem feito esse tempo todo. 

"Conclui que existem apenas dois atos perfeitos. São os atos mais importantes que conheço, mas me proíbo de realizá-los e os deixo a cargo da humanidade.
São o ato de criar a vida... e o ato de tirá-la."

Como o terceiro e ultimo livro dessa trilogia está prestes a ser lançado, o físico porque o e book já saiu, eu resolvi ler logo o segundo para já ir me preparando. Eu amei o primeiro livro e confesso vi tanta gente elegendo A Nuvem como Melhor livro do ano, Melhor continuação do ano, Melhor personagem, que minha expectativas estava lá nas alturas para essa leitura. E gostei muito da história, até favoritei o livro. Mas sabe quando você está esperando algo a mais e não acontece? Então, foi com esse sentimento que terminei o livro. Se eu for comparar ele com livros como Godsgrave: O Espetáculo SangrentoO Rei PerversoCrooked Kingdom - Vingança e Redenção, continuações que li esse ano, não achei nada demais em A Nuvem. 

O começo do livro achei ainda mais parado do que de O Ceifador. São umas boas duzentas paginas sem muitos acontecimentos que nos façam ficar grudados na história. Eu esperava mais, ainda mais se for levar em conta tudo o que aconteceu no final do primeiro livro. Já esperava umas bombas logo no começo. Mas dai em diante foi uma reviravolta atrás da outra. Tanto que li as ultimas duzentas páginas de uma vez porque não conseguia largar. E que final foi aquele. Meus pensamentos e teorias sobre o que ia acontecer não chegaram nem perto daquilo. E agora estou com o coração na mão para ver como tudo vai se resolver no ultimo livro da história.

E essa é uma das coisas que amei nessa história. Você não consegue prever o que autor vai fazer. Como disse na resenha do primeiro livro, por mais que uma ou outra ação dos autores te surpreenda em algum momento, ainda assim não é nada muito fora da casinha, ou seja do esperado dentro daquele roteiro seguido pelo gênero. Mas aqui não, eu duvido que alguém tenha esperado o que aconteceu no final do livro. Ou até mesmo antes. Porque já no meio temos uma baita surpresa, e depois outra, e mais outra e lendo um capitulo não dá para saber o que esperar no próximo. E por falar em capitulo, enquanto no primeiro eles eram intercalados com relatos dos diários de coleta de alguns ceifadores, em sua maioria da ceifadora Curie, nesse temos a própria Nimbo-Cúmulo contando sua história.


E gente que "personagem" interessante. Quando eu pensava em inteligencia artificial já me vinha a mente a Skynet de O Exterminador do Futuro ou a Red Queen de Resident Evil e já pensava que ia dar ruim para a humanidade. Mas ao conhecer a Nimbo-Cúmulo vi o outro lado da moeda. Pelo menos nesses dois primeiros livros, tudo o que ela fez foi pensando no bem da humanidade. E mesmo vendo que coisas ruins vão acontecer, ela não consegue quebrar suas próprias regras. É interessante de acompanhar um IA com mais integridade e caráter do que o ser humano. Por enquanto melhor personagem da história sem duvida e coçando a cabeça aqui para ver como ela vai resolver as coisas no terceiro livro.

E falando em personagens, Rowan e Citra continuam arrasando. Mesmo com novos personagens entrando na história os dois ainda continuam sendo o centro de tudo e suas ações continuam definindo o que vem a seguir. E não tem como não desejar um romance entre eles mesmo que nesse segundo livro teve ainda menos interações entre os dois. Agora um personagem que entrou nesse segundo livro e já se tornou queridinho foi o Greyson. Ele é uma das crianças que foram praticamente criadas pela Nimbo-Cúmulo porque seus pais só queriam ter filhos e não criá-los. Então pensem que todos os valores dela passaram para ele. E quando ele se vê entre fazer o certo ou ficar dentro da lei, imaginem o dilema.

E temos outros personagens já conhecidos tendo um certo destaque nesse segundo livro, como a Ceifadora Curie e Tyger, antigo amigo de Rowan. E fui surpreendida também pelo vilão da história. Pensei em mil possibilidades de quem estava por trás do que estava acontecendo, mas nunca imaginei que era quem era. E já prevejo momentos difíceis para a humanidade no próximo livro nas mãos dessa pessoa. Mas enfim, vou parar por aqui para não soltar nenhum spoiler para quem vai ler o livro. Quanto a edição, eu amei essa capa tanto quanto a primeira. E fico aqui na espera para o lançamento do terceiro na edição física. E também para a trilogia finalizar da mesma maneira genial que o autor escreveu até aqui.

Nota:






19 maio 2020

Resenha | O Ceifador - Neal Shusterman


Livro: O Ceifador
Série: Scythe #1
Gênero: Ficção científica
Autor: Neal Shusterman
Editora: Seguinte
Páginas: 448
Ano: 2017

Resenha:
O ano foi 2042. O marco. O momento em que a humanidade alcançou seu ápice, a perfeição. O ano em que a capacidade computacional se tornou infinita e a nuvem evoluiu para a Nimbo-Cúmulo, que agora detêm todo o conhecimento que está acessível para quem quiser acessá-lo. Mas em um mundo onde tudo é perfeito, não existe mais a necessidade do conhecimento pois nada pode ser melhorado e muitas coisas só continuam sendo feitas para passar o tempo. Tempo esse que aliás existe de sobra já que agora todos são imortais. Não existem mais doenças, desigualdade, e a velhice é uma escolha. Se por um acaso acontecer de alguém morrer acidentalmente, é só ir até o centro de revivificação mais próximo. Mais essa imortalidade acabou gerando um grande problema: superpopulação.

Então para manter o equilíbrio formou-se um grupo de pessoas que teriam a dificil missão de coletar vidas aleatoriamente, a Ceifa, que é a unica coisa no mundo que a Nimbo-Cúmulo não pode intervir. Quem morre pelas mãos de um ceifador não pode ser revivificado. Os ceifadores são vistos com medo por alguns e até como deuses por outros. Mas uma coisa é certa, ninguém se opõe a nenhum deles. Por isso que o ceifador Michael Faraday fica admirado quando encontra, não um, mas dois adolescentes, em ocasiões distintas, que não apenas não demonstram medo, mas sim, tem até mesmo a coragem de questionar suas decisões. Por isso que ele convida Citra Terranova e Rowan Damisch para serem aprendizes e lutar por uma vaga de ceifador.

A principio nenhum dos dois quer aceitar, mas o vencedor vai garantir imunidade para toda sua família. Citra e Rowan tem sorte porque Faraday é um dos melhores ceifadores em exercício. Ele é integro e tem compaixão pelos seus escolhidos. Mas mesmo que não seja proibido ter dois aprendizes, isso não é comum e no primeiro Conclave que Citra e Rowan comparecem, ao fazerem o primeiro teste Citra é reprovada e Rowan se auto sabota em solidariedade a ela, gerando um desconforto nos outros ceifadores que propõem uma disputa mais real entre eles: que o primeiro ato do vencedor seja coletar quem perder. E ao tentar reverter a situação com uma atitude extrema, Faraday só consegue transferir seus aprendizes para outros ceifadores, e a sentença continua.


Faz muito tempo, ou até nunca aconteceu, que eu terminei um livro, principalmente um primeiro livro de uma trilogia, com um sorriso de satisfação no rosto. E ainda mais pelo motivo do sorriso: a genialidade do autor. Dentro de livros do mesmo gênero, quem está acostumado a ler vários há de perceber que por mais diferente que seja a ideia inicial, dificilmente as coisas fogem do esperado. Até pode acontecer do leitor ser surpreendido com uma ou outra decisão do autor que muda completamente o rumo da história e a gente termina o livro de boca aberta. Mas ainda assim quando você para e pensa no caminho até aquele final, aquilo já era o esperado.

Por isso preciso tirar o meu chapéu para o autor porque em momento algum senti que ele estava seguindo qualquer tipo de roteiro preposto pelo gênero. Comecei a história pensando uma coisa, no meio dela já tinha mudado de ideia e no final, sinceramente não esperava nada daquilo. E olha que que já estava meio que preparada para ler algo extraordinário, porque de cada 10 resenhas que li do livro, 11 elogiaram. Mas nada tinha me preparado para o que eu ia encontrar nessa história. E ainda tem o detalhe de que eu já tinha lido dois outros livros do autor (Fragmentados e Desintegrados), que mesmo sendo considerados fracos por muitos, eu gostei bastante.

Tudo no livro é genial. A ideia, o desenvolvimento, os personagens, o crescimento e o papel de cada um deles na história e o final de tirar o folego, tudo isso fazem até o momento O Ceifador ser o melhor livro lido do ano. Mas já estou pensando no segundo livro, A Nuvem, que segundo todas as resenhas que li consegue ser ainda melhor que o primeiro. Sei que não existe história perfeita, mas sinceramente eu não estou conseguindo pensar no momento em nenhum ponto negativo para falar sobre o livro. Como romântica que sou até poderia citar a falta de um romance, porém como diz o ditado para bom entendedor, ele existe e as ações dos personagens são baseadas nele. E se fosse algo meio ponto a mais do que foi, teria estragado a história.

Assim como o que aconteceu na série Fragmentados, o autor brincou um pouco com a vida e com até onde vai a crueldade do ser humano e passando pelo momento em que estamos passando com vidas sendo ceifadas e alguns seres humanos enxergando isso apenas como números, até dá para entender o que o autor quis passar com sua história. Tudo é regido por uma inteligencia artificial que é perfeita, somente uma coisa fica a cargo das mãos humanas e é claro que o homem consegue estragar até isso. Infelizmente a gente sabe que não importa onde, sempre vai ter alguém que vai se corromper, que vai pensar em tirar proveito da situação e na unica coisa que fica a cargo do homem e a Nimbo-Cúmulo não pode intervir, o homem se corrompe.

Outra coisa que amei no livro e preciso citar é que temos explicações para tudo o que está acontecendo e o que levou até aquilo. Como disse a Tamires em sua resenha, o livro é uma utopia, em vez de uma distopia como muitos o tem classificado. E aqui tenho que fazer um adendo agradecendo a Tamires por sua indicação, não somente desse livro, mas de vários que ela me fez ler quase que obrigada. Tamires vou ler tudo o que me indicar agora viu hehe. Temos um mundo perfeito e que poderia ser considerado um sonho a ser seguido. E o autor vai explicando aos poucos como a humanidade chegou naquele patamar. Tenho um nervoso de livros que somos jogados na história como se a gente pudesse ler a mente do autor e saber todas as explicações que ele deixou de dar.

E quanto aos personagens, eu até nem quero falar muito sobre eles porque espero que você que esteja lendo essa resenha vá ler o livro e quero que você se apaixone por eles assim como aconteceu comigo e não influenciado por minhas palavras. Mas só adianto que a Citra e o Rowan me lembrou muito dos personagens June e Day da trilogia Legend. Amo todos eles de igual forma. Também tenho que citar a ceifadora Curie e o ceifador Faraday que roubam a cena em vários momentos e a Nimbo-Cúmulo que promete muito. A edição está muito bem feita e com uma capa que fala sobre a história. E termino essa resenha que já está enorme indicando o livro, mesmo para quem não está habituado a ler o gênero. Leia, acredito que pelo menos um pouquinho você vai gostar.

Nota: 










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