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04 fevereiro 2019

Resenha | A Mulher Na Janela - A.J. Finn


Livro: A Mulher Na Janela
Série: Não
Gênero: Suspense
Autor: A. J. Finn
Editora: Arqueiro
Páginas: 352
Ano: 2018

Resenha:
Em A mulher na janela vamos conhecer a Dra. Anna Fox, uma psicóloga infantil que sofre de Agorafobia e há dez meses não sai de dentro de casa. Alguns passos no quintal já basta para ela ter um ataque de panico. Por isso seus únicos contatos são sua fisioterapeuta Bina, seu psiquiatra o Dr. Fielding e seu inquilino David, e os telefonemas para seu marido Ed, e a filha Olivia que não moram com ela. Anna passa os dias assistindo filmes antigos, que é uma das suas paixões, jogando xadrez na internet, conversando com outras pessoas com o mesmo problema que o seu em um site especializado, fazendo aulas de francês on line e vigiando a vida dos seus vizinhos. E enquanto faz isso, ela bebe vinho. Muito vinho.

Como Anna não consegue mais viver sua vida como gostaria, vigiar seus vizinhos é como se ela estivesse vivendo a vida através deles. Ela tem uma câmera com uma lente potente que alcança todas as casas ao redor da sua e ela sabe tudo o que acontece com os vizinhos nos mínimos detalhes. Ela sabe os horários de todos eles e tudo o que cada um faz ao longo do dia. Porque além de vigiar com sua câmera, ela segue a vida deles pela internet, seus trabalhos e suas redes sociais. E agora ela tem mais uma família em seu circulo, os Russells. Alistair, Jane e o filho adolescente Ethan acabaram de se mudar para a casa do outro lado do parque e aparentemente eles são uma família perfeita e ela se sente próxima deles porque isso a faz lembrar de sua vida com Ed e Olivia.

Logo Ethan vem se apresentar e em seguida ela conhece Jane e as duas passam uma tarde jogando conversa fora. Mas Alistair não parece muito feliz com essas visitas. Alguns dias depois Anna tem um dia bem ruim e acaba se entupindo de bebidas e misturando com os remédios novos receitados pelo seu psiquiatra. E justo nesse dia ela vê algo terrível acontecendo na casa dos Russells. Anna liga para a policia e com muito esforço ela quase consegue chegar até a casa deles antes de desmaiar. Mas quando Anna acorda, ela está em um hospital e os policiais dizem que não aconteceu nada na casa da frente, que provavelmente tudo não passou de uma alucinação causada pela mistura dos medicamentos com o álcool. Mas será que foi isso mesmo? Porque Anna tem certeza de que tudo aconteceu exatamente como ela viu acontecer.

"A voz dele some outra vez.
— Alô?
Segundos depois ela volta, altíssima.
— Esses comprimidos não podem ser misturados com álcool, ok?"

Esse livro foi um dos suspenses mais comentados no ano passado e não li nenhuma resenha negativa dele, todas elogiavam o livro e principalmente os desfechos, os, porque o livro tem algumas reviravoltas no final. E eu até cheguei a comprar ele, mas coloquei na estante e só agora eu peguei para ler. Foi minha primeira leitura de 2019 e comecei o ano bem. Não foi igual ao do ano passado que comecei com A Melodia Feroz e favoritei a história original criada pela autora. Aqui gostei muito do livro, mas não é muito diferente de algumas histórias de suspense que tem no mercado e por isso dei apenas um "muito bom" para ele.

Logo de cara o enredo do livro lembra livros como A Garota no Trem e As Elizas. O livro é narrado em primeira pessoa pela Anna, e ela é uma personagem não confiável, pois, passa a história toda misturando medicamentos com álcool. Só uma das duas coisas já seria suficiente para colocar a palavra dela em dúvida, as duas juntas então... Mas quando a gente começa a ler qualquer livro do tipo, mesmo sabendo que é um livro de suspense e que vai ter várias reviravoltas na história, a gente parte do principio de que o narrador está falando a verdade. Por isso é impossível não se identificar com ela e não querer entrar no livro para defendê-la das pessoas que não acreditam no que ela fala.


Só que ao mesmo tempo você fica lembrando do que ela ingere o tempo todo e entra aquela pulguinha da dúvida. Até porque a própria começa a duvidar dela mesma e a gente fica roendo as unhas para saber se está acontecendo de verdade ou tudo não passa de uma alucinação. É ai que a gente começa a desconfiar de tudo e de todos. E a formular perguntas sobre algumas situações. Uma das primeiras questões que levantei foi a do porque o marido e a filha não moravam com ela quando era obvio que ela não conseguia morar sozinha, e mesmo eles estando separados, eles se davam muito bem e ele poderia ter aberto uma exceção no caso da doença.

Depois comecei a levantar vários suspeitos, entre eles duvidei do inquilino, do Ethan, de uma pessoa na internet, e até dos policias encarregados do caso e no final acabei não me surpreendendo tanto porque estava certa em algumas coisas. Acho que esse é o mal de quem lê muitos livros do gênero, é dificil encontrar algo absolutamente novo, sempre alguma coisa já foi escrita em alguma dessas histórias que a gente já leu. Mas tenho que deixar claro que isso foi algo bem particular, e isso não tirou o mérito do autor, que criou uma história maravilhosa e que com certeza eu recomendo a leitura. E para finalizar quero falar da capa que tem tudo a ver com a história e quando a gente bate o olho já vê a Anna vigiando a vida dos vizinhos pela janela.

Nota:







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