Autor: Chevy Stevens
Serie: Não
Editora: Aqueiro
Paginas: 320
Ano: 2013
Resenha:
Sara Gallagher tem 33 anos e está as vésperas de seu casamento com Evan, um homem totalmente apaixonado por ela e por sua filha Ally, de 6 anos. Ma Sara não está feliz, ela sempre desejou saber quem são seus pais biológicos. Ela já tentou procurá-los varias vezes, mas agora parece que virou uma obsessão, como se sua vida não fosse ficar bem se ela não encontrá-los. Talvez isso não fosse muito importante se seu relacionamento com seu pai adotivo e sua irmã mais nova fosse bom. Mas seu pai, sempre mostrou sua preferência pelas duas filhas biológicas e até hoje é assim, com essa preferencia se estendendo aos netos de sangue, sendo Ally deixada de lado.
Sara consegue sua certidão de nascimento e tanto faz, que consegue falar com sua mãe biológica, Julia. Mas a conversa não é nada do que ela esperava. Sua mãe não a recebe bem e pede que Sara nunca mais a procure. Mas Sara não se conforma e contrata um detetive particular para que ele encontre seu pai. Não demora muito e o detetive descobre a razão da hostilidade da parte de Julia. Sua mãe nada mais é do que a unica sobrevivente do Assassino do Acampamento. Seu pai biológico é um assassino estuprador. Sara fica tão desorientada, que deseja nunca ter procurado seus pais. Ela decide colocar um ponto final nessa história.
Mas Sara não vai conseguir esquecer isso tão facilmente. Não se sabe como, essa informação vai parar na internet e a vida de Sara, Julia e de toda a sua família vira um inferno. Rapidamente seu pai consegue tirar a noticia do ar, mas o mal já estava feito. Sara recebe um telefonema de um homem que diz se chamar John e que é seu pai. Ele quer recuperar o tempo perdido e manter um relacionamento com Sara. Sara não quer de jeito nenhum continuar esses telefonemas, mas a policia insiste que essa é a unica maneira deles prenderem o assassino procurado a mais de 35 anos. Mas esses telefonemas estão acabando com a vida de Sara, afastando-a de sua família e de Evan, enquanto tenta impedir que John cometa mais um assassinato.
Sara é um personagem que a gente ama e odeia. Ao mesmo tempo que eu queria ficar do lado dela por tudo o que estava acontecendo, eu queria esganar ela por não ouvir o Evan, uma pessoa que só queria o seu bem e estava vendo a situação pelo lado de fora. Não vou dizer que entendo a sua obsessão pela procura de seus pais verdadeiros, pois, nunca passei por isso, mas nossa, se sou eu que descubro que meu pai é um assassino procurado, me desculpe a policia, mas eles que façam o seu trabalho. Pode me pressionar o quanto quiser, eu não vou colocar a minha vida e a da minha filha em risco, por um sentimento de culpa imposto por eles. Ajudar é uma coisa, mas a policia chega a um ponto de quase obrigar Sara a colaborar com eles.
Esse é o segundo livro que leio da autora e a exemplo do anterior, Identidade roubada, a história é contada através de sessões com uma psicóloga. Como amei Identidade roubada, a minha expectativa estava alta para essa leitura e felizmente não me decepcionei. O livro é até melhor que o anterior. A autora prende a nossa atenção de uma maneira que não conseguimos parar de ler. A cada capitulo a tensão vai aumentando e a gente não vê a hora de saber o que aconteceu. Mesmo em algumas partes dando para visualizar como será o andamento da história, ela não fica chata nem cansativa. E sem falar no final, quando pensei que a história já tinha acabado, a autora deu uma reviravolta de tirar o folego. Recomendo com certeza para quem gosta do gênero.
Nota:




