Livro: Entre o Amor e a Vingança
Série: O Clube dos Canalhas # 1
Gênero: Romance de época
Autora: Sarah MacLean
Editora: Gutenberg
Paginas: 304
Ano: 2015
Resenha:
Quando o marquês de Bourne faleceu, deixou seu único filho aos cuidados do visconde de Langford, seu vizinho e amigo. Mas em vez de instruir e guiar Michael Bourne, que aos vinte e um anos era jovem demais para assumir suas responsabilidades, o que ele fez foi trair a confiança do velho marquês e tirou tudo que Bourne possuía em uma mesa de jogo. A Bourne só restou o título e a propriedade ligada a ele, mas nenhum tostão para cuidar dela e nenhuma terra para conseguir alguma renda. Mas antes de sair da sala de jogos onde perdeu tudo, Bourne jurou vingança. Hoje com trinta e um anos ele deixou de ser aquele garoto ingênuo que acreditava em tudo e se tornou um homem determinado e implacável nos negócios e até mesmo frio e cruel na vida. Ele é sócio da mais exclusiva casa de jogos de Londres, a Anjo Caído e ganha a vida fazendo com os outros exatamente o que fizeram com ele.
Nesses anos ele conseguiu juntar uma fortuna considerável, mas não suas terras de volta. E olha que ele tentou de todos os jeitos, mas Langford se recusa a negociá-las. Porém agora ele tem a chance de conseguir sua herança de volta já que Langford ironicamente perdeu suas terras no jogo para o marquês de Needham e Dolby e o marquês vinculou as terras ao dote de sua filha mais velha Lady Penélope Marbury. Então tudo o que ele tem que fazer para ter suas terras de volta, é se casar com Penélope. E Bourne não tem escrúpulos, e vai fazer o que tiver de ser feito para conseguir sua vingança. Até se casar com a garota que um dia ela achou que fosse sua amiga, isso antes de descobrir que amigos não existem. Mas ele está curioso do porque Penélope ainda continua solteira, já que além de ter uma reputação impecável, ela é a filha mais velha de um marquês que tem mais dinheiro do que conseguiria gastar na vida inteira.
Penélope Marbury tem vinte e oito anos e já é considerada uma solteirona para desgosto de sua mãe. Ainda mais que ela teve a chance de ser uma duquesa, já que estava noiva do duque de Leighton, mas depois do escândalo envolvendo a irmã do duque, o noivado foi desfeito e também, ela descobriu que o duque estava apaixonado por outra. E por esse mesmo motivo ela continua solteira até hoje, oito anos depois, já que ela decidiu que só se casaria com alguém que olhasse para ela como o duque olhava para sua duquesa. Mas não foi fácil passar por esse escândalo de ser "deixada no altar", e até hoje sua irmãs estão à sombra do ocorrido. Mas com o acréscimo das terras ao dote de Penélope, as propostas de casamento voltam a acontecer e Bourne não vai deixar ninguém passar na frente dele e arruma um jeito de se casar com Penélope. E ele não fica satisfeito só de conseguir suas terras de volta, ele quer acabar com Langford. O problema é que Penélope vai ficar bem no meio de sua vingança e por mais que ele queira ser o mais implacável possível, ele começa a sentir coisas por ela que pode acabar com todos os seus planos.
"Você quer mais a sua vingança."
"Quero as duas coisas. Quero tudo."
"Ah, Michael, quem foi que lhe disse que podia ter tudo?"
Quando comecei a ler esse livro já sabia que a série Os números do amor foi escrita antes dessa, até por isso esperei para ler. O que eu não sabia era que a história se passava no mesmo lugar que a da outra série, dez anos depois, e que ia contar a história da garota que foi deixada no altar pelo duque de Leighton, do terceiro livro da série Os números do amor. E aqui estou eu apaixonada por mais uma série de romance de época e ainda bem que já tenho todos aqui na estante, porque eu preciso ler os outros livros, que vai contar cada um a história de um dos sócios do clube Anjo Caído. Então teremos mais três livros pela frente e já estou louca para ler cada um deles porque temos a participação dos outros protagonistas nesse livro e já fiquei querendo saber mais sobre eles. Todos eles chamaram a minha atenção nas poucas vezes que apareceram na história..
O livro segue o mesmo padrão dos romances do gênero, por isso você basicamente já sabe o que vai acontecer na história e como ela vai terminar, o que no meu caso, não importa muito. Mas como sempre digo nas resenhas sobre os romances de época, cabe a cada autor dar o seu toque especial na história e a Sarah sabe fazer isso muito bem. Os diálogos entre os protagonistas são perfeitos e dá até vontade de estar lá assistindo tudo de camarote para ver quem vai ganhar a discussão. Eu fiquei tão maravilhada que nem sabia mais para quem eu estava torcendo. E as protagonistas fortes já são uma marca registrada da autora. Penélope, que antes de começar a ler me parecia ser mais uma mocinha "perfeita", se mostrou mais forte e obstinada que muitos homens por ai. E Bourne foi o perfeito canalha o livro inteiro. E isso foi uma coisa que me agradou porque geralmente os protagonistas masculinos são sempre apresentados como libertinos e canalhas e não são nada daquilo. Mas Bourne faz jus ao título.
Eu amei a leitura e indico o livro para todos os amantes do gênero e para quem ainda não leu e quer se aventurar. E amei também a edição da editora Gutenberg, que até então eu só havia lido romance de época da editora Arqueiro e sempre achei um luxo as edições, com capas maravilhosas. Mas devo confessar que preferi esse um tantinho mais. A capa nem tenho o que falar porque acho que já falei por aqui que tenho um fraco por capas com vestidos. E por dentro amei o capricho nos detalhes, principalmente na parte onde ficam os números das páginas. Românticas de plantão como eu amam esses detalhes hehe. E tem mais uma coisa, eu não gosto muito de aspas no lugar de travessões nas falas. Mas estava tão envolvida na beleza do livro e da história que só fui reparar nisso lá pela metade do livro. Enfim, leiam, e aguardem a resenha do segundo livro que logo vai vir por ai.
Nota:O livro segue o mesmo padrão dos romances do gênero, por isso você basicamente já sabe o que vai acontecer na história e como ela vai terminar, o que no meu caso, não importa muito. Mas como sempre digo nas resenhas sobre os romances de época, cabe a cada autor dar o seu toque especial na história e a Sarah sabe fazer isso muito bem. Os diálogos entre os protagonistas são perfeitos e dá até vontade de estar lá assistindo tudo de camarote para ver quem vai ganhar a discussão. Eu fiquei tão maravilhada que nem sabia mais para quem eu estava torcendo. E as protagonistas fortes já são uma marca registrada da autora. Penélope, que antes de começar a ler me parecia ser mais uma mocinha "perfeita", se mostrou mais forte e obstinada que muitos homens por ai. E Bourne foi o perfeito canalha o livro inteiro. E isso foi uma coisa que me agradou porque geralmente os protagonistas masculinos são sempre apresentados como libertinos e canalhas e não são nada daquilo. Mas Bourne faz jus ao título.
Eu amei a leitura e indico o livro para todos os amantes do gênero e para quem ainda não leu e quer se aventurar. E amei também a edição da editora Gutenberg, que até então eu só havia lido romance de época da editora Arqueiro e sempre achei um luxo as edições, com capas maravilhosas. Mas devo confessar que preferi esse um tantinho mais. A capa nem tenho o que falar porque acho que já falei por aqui que tenho um fraco por capas com vestidos. E por dentro amei o capricho nos detalhes, principalmente na parte onde ficam os números das páginas. Românticas de plantão como eu amam esses detalhes hehe. E tem mais uma coisa, eu não gosto muito de aspas no lugar de travessões nas falas. Mas estava tão envolvida na beleza do livro e da história que só fui reparar nisso lá pela metade do livro. Enfim, leiam, e aguardem a resenha do segundo livro que logo vai vir por ai.


