Livro: Primeiro e Único
Série: Não
Autor: Emily Giffin
Editora: Novo Conceito
Gênero: Romance
Páginas: 448
Ano: 2015
Resenha:
O livro conta a história de Shea, uma mulher de 33 anos que namora um ex-jogador de futebol americano e trabalha no departamento atlético da universidade. Ela passa seus dias ao lado do treinador Carr, pai de sua amiga-irmã Lucy. As duas cresceram juntas e são o oposto uma da outra tanto fisicamente como na personalidade. Shea nunca teve coragem de dar um passo maior e preferiu a segurança da sua terra natal, além de ser bem reservada em seus relacionamentos. Lucy é ousada, impertinente e dá muito valor as aparências. E como Shea cresceu na casa de Lucy, a morte de Connie, mãe de Lucy, está sendo sentida por ela como se fosse a da sua própria mãe.
Shea parece mais a filha do treinador Carr do que Lucy. Enquanto Lucy nunca gostou de viver em função do futebol e hoje é dona de uma loja de roupas de luxo, Shea sempre foi fiel ao time da Universidade de Walker, o time do treinador Carr e essa fidelidade beira ao fanatismo. Seus pais se separaram quando ela era muito pequena por isso o treinador Carr foi a sua referência masculina e para agradá-lo, ela se jogou de cabeça no mundo do futebol americano. Ela sabe tudo o que se tem que saber a respeito, desde nome de jogadores, até a jogadas que aconteceram antes dela nascer. Por isso, e por ter medo de arriscar, ela não seguiu o seu sonho que seria escrever sobre esporte. Lucy crítica as suas escolhas o tempo todo. Seu namoro então, é o assunto preferido de Lucy.
Mas agora a morte da Sra. Carr está fazendo Shea repensar sua vida e quando o treinador Carr diz que indicou ela para trabalhar como repórter em um grande jornal, ela decide que está na hora de mudar. Sua primeira atitude é terminar com seu namorado, afinal não existe amor na relação. Ela faz a entrevista e fica ansiosa para conseguir o emprego. E logo depois ela começa a sair com Ryan James um jogador sensação do momento, que acaba de se separar. Ryan é tudo o que Lucy sempre sonhou em um homem, então ela incentiva o relacionamento de Shea com ele. Mas Ryan apesar de ser tudo isso, não é bem o que Shea quer. O que ela quer na verdade ela tenta esconder até dela mesmo, é um sentimento que ela tenta sufocar dentro de si. Mas até quando ela irá conseguir?
Esse é o quinto livro que leio da autora e já sei o que esperar dos livros dela. Ela sempre usa de histórias leves para abordar temas fortes. Nesse livro não foi diferente. Temos duas importantes questões levantadas pela autora. Uma delas é a violência domestica. Apesar de aparentar ser o homem perfeito, Ryan é um tanto quanto nervoso demais e tem ciumes em excesso. Começa com um olhar mais duro e um pedido de desculpa, depois umas palavras agressivas e uma promessa de que isso nunca mais irá se repetir e acaba com ele machucando Shea. E como sempre a vitima acaba se achando a culpada pelo comportamento do agressor. Gostei muito da forma que a autora abordou o assunto. Infelizmente sabemos ser esse o caso de muitas mulheres.
E a segunda questão abordada no livro, fica claro logo no começo da história que isso aconteceria. A admiração que Shea tem pelo treinador é algo fora do comum. Pelas palavras que ela usa quando fala dele, fica evidente que o que ela sente por ele não é só admiração pela figura do treinador e afeto de filha. Mas quando enfim ela resolve assumir esse amor, ela tem que enfrentar o desprezo de Lucy que sente que foi traída, tanto pela amiga, como pelo pai. Além de ter a questão da idade, tem o fato de que ela foi criada como uma filha por ele. Quando li na orelha do livro que seria tirada da minha zona de conforto, nunca imaginei ser esse o assunto, mas realmente a autora me fez pensar e muito. Por fim, uma coisa que achei que não iria gostar, foi o tema futebol americano e apesar de ter ficado perdida no começo do livro, no fim, estava torcendo com todas as minhas forças para o Walker vencer o campeonato.
Nota:
Esse é o quinto livro que leio da autora e já sei o que esperar dos livros dela. Ela sempre usa de histórias leves para abordar temas fortes. Nesse livro não foi diferente. Temos duas importantes questões levantadas pela autora. Uma delas é a violência domestica. Apesar de aparentar ser o homem perfeito, Ryan é um tanto quanto nervoso demais e tem ciumes em excesso. Começa com um olhar mais duro e um pedido de desculpa, depois umas palavras agressivas e uma promessa de que isso nunca mais irá se repetir e acaba com ele machucando Shea. E como sempre a vitima acaba se achando a culpada pelo comportamento do agressor. Gostei muito da forma que a autora abordou o assunto. Infelizmente sabemos ser esse o caso de muitas mulheres.
E a segunda questão abordada no livro, fica claro logo no começo da história que isso aconteceria. A admiração que Shea tem pelo treinador é algo fora do comum. Pelas palavras que ela usa quando fala dele, fica evidente que o que ela sente por ele não é só admiração pela figura do treinador e afeto de filha. Mas quando enfim ela resolve assumir esse amor, ela tem que enfrentar o desprezo de Lucy que sente que foi traída, tanto pela amiga, como pelo pai. Além de ter a questão da idade, tem o fato de que ela foi criada como uma filha por ele. Quando li na orelha do livro que seria tirada da minha zona de conforto, nunca imaginei ser esse o assunto, mas realmente a autora me fez pensar e muito. Por fim, uma coisa que achei que não iria gostar, foi o tema futebol americano e apesar de ter ficado perdida no começo do livro, no fim, estava torcendo com todas as minhas forças para o Walker vencer o campeonato.
Nota:

