Livro: Todos os nossos ontens
Série: Não
Autora: Cristin Terrill
Gênero: Ficção científica, Distopia
Editora: Novo Conceito
Páginas: 352
Ano: 2015
Resenha:
Em Todos os nossos ontens, conhecemos Em, uma garota presa em uma cela de quatro metros no coração de uma base militar secreta. As únicas pessoas que ela vê, são o seu carcereiro e o doutor. O carcereiro vem para trazer a comida e o doutor para torturá-la, já que ela não vai dar as respostas que ele quer saber. Sua única companhia é Finn, seu amigo da cela ao lado, de quem ela só ouve a voz. Ela já perdeu a conta do tempo em que está presa nesse lugar. Desde que chegou ali, o que mais chama sua atenção, é o ralo no meio da cela. E enfim ela consegue abri-lo e o que ela encontra mexe com ela. É um papel escrito com sua letra, cuja ultima frase diz: Você tem de matá-lo. E o engraçado é que no bilhete ela percebe que já fugiu dali outras 14 vezes, ela só não sabe como fez isso. Mas se ela conseguiu uma vez, ela pode fazer de novo. Ela e Finn tem que chegar até a maquina e voltar no tempo quatro anos atras e impedir que a maquina seja construída.
Quatro anos antes
Marina mora na parte mais rica da cidade, seu pai praticamente controla o Banco Mundial e ela é amiga das garotas mais populares da escola. Mas apesar de tudo isso, Marina é uma garota simples que ama seu vizinho James, desde que eles eram crianças. James é um prodígio da ciência e antes dos dezoito já está fazendo o doutorado e teve seu perfil publicado na Vanity Fair. James sempre viu Marina como uma irmã, mas isso parece ter mudado quando ela precisou de sua ajuda depois do fracassado baile de inverno. Eles quase se beijaram, ou pelo menos foi o que Marina imaginou que aconteceu. Mas no dia seguinte, James viajou com seu irmão, o congressista Nate, e eles não se falaram mais. Agora James está de volta e ela vai tirar essa história a limpo.
Em e Finn, acordam no mesmo local, só que ele ainda não é uma base secreta. Eles recebem a ajuda de Connor, o soldado que eles acabaram de ver morrer antes de voltar no tempo. Connor consegue tirar eles de lá e depois que eles comem e tomam banho, Connor entrega uma arma a Em. Ela não queria ter que fazer isso, mas ela já tentou 14 vezes antes de formas diferentes e ela nunca conseguiu. A maquina sempre é construída e o mundo vira um caos. Mas ela tem que fazer isso principalmente por Marina. Marina que vê sua vida mudar quando Nate leva um tiro no jantar em que estavam e fica entre a vida é a morte. E enquanto não descobrem o culpado, ela não vai sair do lado de James e vai fazer de tudo para protegê-lo. Mesmo que isso signifique que ela vai bater de frente com Em. A corrida contra o tempo começa e só uma das duas será a vencedora.
Quando A Novo Conceito lançou esse livro, eu fiquei doida para ler ele e quando chegou aqui em casa corri para ler. E estava na maior empolgação, até chegar na página 256, ai deu ruim. Da pagina 256, ela pula para a 289. Entrei em contato com a editora e eles ficaram de enviar outro livro, e estou esperando até agora. Por isso deixei ele lá na estante. Mas esse mês, um dos livros do desafio era um livro abandonado e como nunca abandono livros, eu tive que ler esse. E precisei ler essas 30 páginas que faltam em um site pitarão de livros. Fazer o que, eu não podia fica com uma parte da história faltando. É difícil falar desse livro sem soltar spoiler, porque uma das coisas mais obvias em livros, é um spoiler aqui. Mas vou tentar. Bom, para quem gosta do gênero, o livro é ótimo. Ainda que as explicações só aconteçam lá para o final e a gente se vê envolvido em uma corrida contra o tempo, sem saber o que de fato está em jogo,
Marina é uma menina doce e apaixonada, que de repente tem seu sonho realizado, mas quando isso acontece, ela se dá conta de que nem tudo é o que parece e seus sentimentos podem estar interferindo em seu julgamento. Em, é o oposto de Marina. A gente vê que ela é a garota que sobreviveu, cujo objetivo é salvar a si mesma e ao mundo, mas que apesar de tudo, ainda tem uma coisa dentro dela que a impede de fazer o que tem que ser feito. James, é uma incógnita. Como só conhecemos ele pelos olhos apaixonados de Marina, fica um pouco difícil de fazer um julgamento a seu respeito, mas tenho que dizer que não senti confiança nele. Diferente do que aconteceu com Finn, que desde o primeiro momento eu confiei e seguiria ele até o fim. E quase no final, quando temos as explicações, você percebe que o livro é genial, a autora deixou um monte de questionamentos ao longo da história e respondeu todos eles no final e acabou se tornando uma história incrível. Só me resta indicar a leitura, mas confira seu exemplar antes de comprar hehe.
Nota:

