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30 maio 2017

Resenha | Branco Como A Neve - Salla Simukka


Livro: Branco Como A Neve
Série: Trilogia Branca de Neve #2
#1 Vermelho Como O Sangue
Gênero: Policial
Autora: Salla Simukka
Editora: Novo Conceito
Páginas: 224
Ano: 2017

Esse livro é o segundo de uma trilogia. Contêm spoilers do livro anterior.

Resenha:
Lumikki gosta de ficar sozinha e longe de qualquer espécie de problema, mas eles vieram até ela quando ela encontrou dezenas de notas de quinhentos euros manchados de sangue na câmara escura da escola. Ela ainda tentou fugir, mas acabou envolvida na confusão com a máfia e terminou quase morta ao levar um tiro na perna e quase ter congelado ao ficar deitada por muito tempo na neve. Por isso ela não teve como dizer não para sua mãe e ficou se recuperando na casa deles. Mas aos poucos ela foi perdendo o medo e voltou para seu apartamento. E quando as aulas enfim terminaram no fim da primavera, ela decidiu se afastar de tudo aquilo por um tempo e usou o dinheiro que Elisa lhe deu e comprou uma passagem para Praga, onde ela já se encontra a cinco dias.

E mesmo com o calor todo que está fazendo, a sensação de ser livre e não ter medo é ótima e Lumikki está feliz. Então ela percebe que tem uma garota que está sempre nos mesmo lugares que ela e como não quer fazer novos amigos ela fica na dela, até que a garota se aproxima e solta uma frase que muda sua vida: "Acho que sou sua irmã". É claro que Lumikki não acredita, mas então ela começa a lembrar algumas coisas de sua infância e acha que aquilo pode sim ser verdade. Por isso ela aceita se encontrar com a garota que é três anos mais velha que ela é se chama Zelenka. Mas Lumikki, que sempre foi sensível aos cheiros e muito perceptiva, logo vê que tem alguma coisa errada com Zelenka. Ela lembra um coelho assustado, sempre olhando em volta e pronta para fugir. E Lumikki reconhece o cheiro nela, um cheiro que ela conhece bem: Zellenka exala o cheiro de medo.

Lumikki está cada vez mais desconfiada de Zelenka e quando sua suposta irmã fala sobre sua família e até leva Lumikki ao local, onde ela é proibida de entrar, ela tem certeza de que tem algo muito errado acontecendo. Outra vez Lumikki que sempre quis estar longe das confusões, acaba metida novamente em uma e dessa vez o problema é dos grandes. Mas dessa vez ela não estará sozinha, ela vai ter ajuda. Jiri Hasek é um jornalista investigativo e aos vinte cinco anos já tem uma carreira bem construída. Mas agora ele está com um caso nas mãos sobre uma seita secreta que ele tem certeza de que será um divisor de águas e vai colocá-lo no topo. Ele inclusive tem uma testemunha pronta para falar. É assim que seu caminho vai cruzar com o de Lumikki. E mais uma vez ela vai correr contra o tempo para continuar viva.

"Acreditamos em tudo puro e original, o mais simples possível. Quanto menos estímulos extras tem um individuo, mais perto ele pode estar de Deus. É por isso que não temos televisões, telefones, aparelhos eletrônicos de nenhum tipo, nenhum livro. Nós não temperamos nossa comida. Às vezes queimamos incenso, mas até isso está relacionado à limpeza de nosso olfato. Acreditamos que a mente humana seja capaz de receber o que é sagrado sendo limpo e branco como a neve."

Assim como no primeiro livro da trilogia, a história tem começo, meio e fim. Mas não dá para ser lido fora de ordem porque uma parte importante do livro é o mistério que gira em torno da protagonista Lumikki e como disse na resenha anterior, esse é um dos pontos fortes da história, então ficaria bem chato perder o desenvolvimento da personagem no primeiro livro, já que nesse segundo temos bastantes revelações sobre o passado dela. A narrativa é dividida entre o ponto de vista de Lumikki e de alguns personagens do livro, mas a grande maioria é pela visão dela. A história é curta e dá para ser lida em um dia. E até agora não fiquei sabendo o porque da trilogia se chamar Trilogia da Branca de Neve, que do conto original, só tem o nome da protagonista e em finlandês. A capa eu achei muito melhor do que a anterior, que mais parecia ser de um livro de vampiro. O espelho tem tudo a ver com a história.

Não sei se por ler muitos romances policiais eu tenha ficado meio exigente nesse assunto, mas achei a trama toda mais fraca ainda do que a do primeiro livro, que eu já tinha achado bem levinha. O grande mistério é revelado em poucas páginas e o foco da história mesmo, gira me torno do passado da Lumikki. E nem ela que tinha me encantado no primeiro livro, conseguiu me ganhar aqui. Achei o livro todo bem superficial. Acho que dava para ter escrito umas 100 páginas a mais e se aprofundado tanto na história da Lumikki, como na trama da seita. Mas como sou brasileira e não desisto nunca, vou ler o terceiro livro e espero gostar mais do que gostei até agora. Ficou bastante coisas em aberto e espero que no próximo tenha todas as respostas. Indico para quem quer ler um livro rápido sem muita profundidade.

Nota:





10 maio 2017

Resenha | Vermelho Como O Sangue - Salla Simukka


Livro: Vermelho Como O Sangue
Série: Trilogia Branca de Neve #1
Gênero: Policial
Autora: Salla Simukka
Editora: Novo Conceito
Páginas: 240
Ano: 2014

Resenha:
Natália Smirnova achou que fosse conseguir. Ela pegou o máximo de dinheiro que pode e chegou a sonhar com o casa que ia ficar com sua filha até que eles se esquecessem completamente de sua existência. Sua esperança era que ela não valesse o trabalho que eles teriam para procurá-la. Mas ela estava enganada. O máximo que ela conseguiu chegar foi até o meio do quintal, onde tinha acabado de nevar e seu sangue vermelho deu um contraste com a neve tão branca. Muda o cenário e vemos alguns adolescentes que claramente fizeram uso de bebidas e drogas. Eles invadem a escola e entram no estúdio de fotografia. Eles têm em seu poder um saco cheio de dinheiro sujo. Sujo literalmente, porque as notas estão encharcadas com sangue e eles usam o estúdio para lavar o dinheiro.

Lumikki Anderson é uma garota de dezessete anos que vive sozinha. Seu nome é finlandês e quer dizer Branca de Neve, mas do conto ela só tem o nome mesmo, ela nem lembra a branca de neve da história. Sua maior conquista foi deixar seus pais e sua escola para trás. Agora ela estuda em uma conceituada escola de artes. Mas ela não faz parte de nenhum grupo e nem quer. Ela está feliz em ser apenas ela, igual a todo mundo e ao mesmo tempo diferente de todos. É mais um dia de aula e Lumikki tem um ritual diário que ninguém tem conhecimento, ela dá uma passadinha no estúdio de fotografia antes de ir para as aulas. A câmara escura é uma espécie de refugio, nem que fosse por alguns segundos. Mas hoje tem alguma coisa diferente. O cheiro incomoda. E quando ela ascende as luzes ela vê: dezenas de notas de quinhentos euros penduradas para secar. E o chão coberto de sangue.

Lumikki fecha a porta e vai assistir as aulas querendo esquecer o que viu, mas não consegue. O que ela deveria fazer, contar para o diretor? Desde sempre ela aprendeu a não se meter no que não lhe diz respeito. Ela decide ir até a câmara escura novamente para ver se tudo aquilo era real e no caminho esbarra em Tuukka, o filho do diretor. E quando abre a porta as notas sumiram, mas o cheiro continua provando que ela viu aquilo sim. Então ela deduz que Tuukka pegou o dinheiro e acaba descobrindo que foi ele junto com outros dois alunos: Kasper e Elisa, filha de um policial. Mas dá mesma forma que Lumikki descobre eles, Tuukka encontra ela. E ela diz que não quer ter nada a ver com aquilo e que não vai contar nada para ninguém. Mas enquanto Lumikki quer ficar longe dessa história, a história não quer ficar longe dela e de repente ela se vê envolvida em algo que foge do seu controle.

Não sei porque enfiei na cabeça que essa história era uma mistura de releitura de contos de fadas com vampiros. Acho que por causa do titulo e do sangue na capa. Mas não era nenhuma coisa nem outra. Do conto de fadas, é só o nome dela mesmo e em finlandês ainda por cima. E durante a leitura até que tem uma ou outra referencia, mas sempre na brincadeira ou na ironia, na história mesmo não tem nada. Então não sei porque o nome é A trilogia da Branca de Neve. A história na verdade tem duas vertentes. Uma é a parte policial, que achei bem fraca e resultou na minha nota não tão alta. Como estou acostumada a ler livros policiais, achei o mistério do livro bem fraco. E a outra é o mistério envolvendo a protagonista. Que por sinal só tivemos algum vislumbre dele, apenas começamos a descobrir o que aconteceu que moldou a protagonista em quem ela é hoje, mas como é uma trilogia, acho que teremos mais nos outros livros.

Falando na protagonista, ela é o ponto forte da história. No começo não sabemos quase nada sobre ela, só que aconteceu alguma coisa que fez ela deixar tudo para trás. E aos poucos a autora vai deixando pistas e inserindo detalhes para que possamos começar a montar o quebra-cabeça. Ela gosta de passar despercebida, por isso ela usa roupas comuns e nem perfume ela usa para ninguém lembrar de seu cheiro. Ela tem alguma coisa muito forte com esconderijos, e ela vê e percebe detalhes que as pessoas geralmente deixam passar. Logo no começo percebemos que ela é uma garota inteligente e com certeza vou querer ler os outros livros para descobrir mais sobre ela. Os outros personagens são interessantes, principalmente a Elisa, mas quem rouba a cena mesmo é a Lumikki. E apesar de ser uma trilogia, a história tem começo, meio e fim, mas acredito que tem que ser lido na ordem de publicação. Quanto a edição, a capa podia ter mais a ver com a história, mas de resto está perfeita.

Nota:




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