Julio nem tem tempo para tentar entender o que está acontecendo, pois, no mesmo instante ele recebe um chamado do policial Jaime dizendo que encontraram o carro de sua namorada, Agatha, abandonado. Julio vai mais que depressa até o carro e encontra outro bilhete junto a um pendrive: "Já comprou a pipoca?". Quando ele consegue acessar o pendrive, ele assiste horrorizado a sua namorada amarrada e dizendo a ele que está gravida. Após varias tentativas, ele acaba encontrando Agatha, mas ele deseja que isso não tivesse acontecido. A cena é tão forte que ele acaba fora de controle e chora como nunca tinha chorado em sua vida. Agatha teve seus órgãos retirados e colocados em sacos de lixo, e seu corpo vazio foi largado em um freezer, junto com uma jarra de vidro com seu filho, ainda do tamanho de uma semente, dentro.
Agora Julio vai fazer de tudo para vingar a morte de Agatha, mas seu sofrimento não acaba ai, pessoas próximas a ele começam a morrer brutalmente e tudo indica que essas mortes sejam uma vingança contra ele. E para piorar a situação, sua filha Laura parece estar apaixonada justamente por Miguel um ex-presidiário que Julio odeia com todas as suas forças, pois ele foi responsável pela morte de seu primeiro amor, e alem disso é o principal suspeito dos crimes que estão acontecendo.
Só li resenhas positivas sobre esse livro e estava ansiosa para ler. Posso dizer que amei e odiei o livro ao mesmo tempo. Porque amei? Eu como fã de livros de suspense não podeira deixar de gostar desse. A história toda acontece em 72 horas, como diz o titulo. Os capítulos são curtos e eu não conseguia parar de ler. A cada pagina que eu virava era uma nova surpresa. Quando eu tinha certeza de quem era o responsável pelas mortes o autor me fazia ir por outro caminho. Para quem gosta desse gênero é um prato cheiro.
Agora, porque eu odiei? Primeiro, achei muito forte as cenas. O autor descrevia as cenas de assassinatos na integra e teve horas que fiquei com o estomago embrulhado. Segundo, do nada Laura olha para Miguel e "o estou apaixonada e vou ficar com ele para sempre". Isso não existe. E não estou nem falando da diferença de idade, tipo uns trinta anos, e dele ser ex-detento, estou falando de amor, que não acontece assim não. E Laura é muito, mais muito mimada. Faz tempo que eu não via uma personagem tão intragável. Tá certo que o pai dela não é um exemplo de pai, mas a chatice dela não justifica. Esse foi um dos raros livros que não me identifiquei com nenhum personagem. Nota: ♥♥♥♥.
