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05 janeiro 2017

Resenha | A Cidade dos Espelhos - Justin Cronin


Livro: A Cidade dos Espelhos
Série: A Passagem #3
#1 A Passagem
#2 Os Doze
Gênero: Terror, Ficção Científica
Autor: Justin Cronin
Editora: Arqueiro
Páginas: 688
Ano: 2016
Resenha:

Atenção! Contém spoilers dos livros anteriores.

"Pense bem, dizia ele: como seria o mundo se os seres humanos pudessem viver duzentos ano? Quinhentos? Que tal mil? De que saltos de genialidade um homem seria capaz com um milênio de sabedoria acumulada? O grande erro da ciência biológica moderna, segundo ele, era presumir que a morte era natural, quando não era nenhum pouco, e vê-las em termos de falhas isoladas pelo corpo. A chave segundo ele estava em confrontar toda a questão da morte, virá-la de cabeça para baixo. Porque precisávamos morrer?"

Em Os Doze encontramos duas cidades completamente diferente. Em um mundo devastado pelos Doze e seus Muitos, encontramos seres humanos que reagiram completamente diferente à situação. Enquanto em Kerrville as pessoas se uniram e seguiram certas regras para a convivência e sobrevivência da raça humana, tendo os virais como seus inimigos, em Iowa os humanos são escravizados por um grupo de pessoas que não são virais, mas também não são humanos, pois eles sobrevivem com o sangue de um dos primeiros a serem infectados por Zero. E eles tem um líder que almeja tomar o lugar de Babcock, o primeiro dos Doze, que foi morto. E quando Zero ordena aos Doze que se livrem de seus Muitos e se reúnam em Iowa, o grupo liderado por Amy vê então a oportunidade de acabar com todos eles de uma vez.

Mas não são todos Os Doze que obedecem ao chamado de Zero. Carter manda Wolgast em seu lugar e é assim que eles conseguem matar todos eles, com Wolgast se sacrificando e Amy se tornando uma viral para salvar seus amigos e a humanidade. Então o grupo se separa novamente. Amy é dada como morta na explosão que matou Os Doze. Alicia, some sem se despedir, e não conta para ninguém que espera uma criança, resultado das agressões que sofreu enquanto esteve presa, mas a criança nasce morta. E não conta também que Zero está chamando por ela. Peter, Sara e Hollis voltam juntamente com um grande grupo de pessoas para Kerrville. Peter abandona Os Expedicionários e passa a cuidar de Caleb, que o considera seu pai. E Michael prefere não ficar junto aos amigos, já que não consegue esquecer Alicia e vive praticamente dentro de um barco.

"Dai o dia muito esperado. Você perguntou: quem é o rei, de quem é a consciência que devo pegar? Sou eu ou há outro? Será que o criador deve ser levado a ter piedade de sua criação? Logo saberemos. O palco está montado, as luzes se apagam, os atores assume suas marcas.
Que Comece!"

Temos uma passagem no tempo e estamos no Ano 110. D. V. e nenhum viral foi visto nos últimos 3 anos, por isso as fortificações já não parecem mais necessárias. Ainda mais agora que Kerrville está com super lotação desde a chegada do povo que veio de Iowa. Por isso a intenção é que o povo seja realocado fora dos muros da cidade e a Presidente quer que Peter seja o intermediário nesse negócio. O que eles não sabem é que um dos Doze ainda está vivo e Amy está com ele. Eles contam com a ajuda de Lucius, o único que sabe que eles ainda estão vivos. E eles estão aguardando, eles sabem que uma hora ou outra Zero vai fazer o que pretendia desde o início. E Michael descobre uma coisa preocupante em uma de suas viagens.

Então a história volta no tempo, 28 anos antes da tragédia ter início e vamos conhecer Fanning, que hoje conhecemos como Zero, prestes a entrar na faculdade. E é lá que seu destino vai se cruzar com o de Jonas Lear, personagem que conhecemos lá no começo da história em A Passagem. E é através de Lear que Fanning vai conhecer a única mulher que ele amou na vida, Liz, namorada de Lear. Aqui temos outro salto no tempo, dessa vez para o futuro. Vinte e cinco anos se passaram e Peter agora é o presidente da República do Texas. Toda uma geração chegou a fase adulta achando que os virais eram apenas uma história contada pelos mais velhos. Não tem ninguém mais defendendo os muros da cidade, as luzes de perímetro se apagaram faz tempo e o portão nunca mais foi fechado. As pessoas se espalharam novamente. E era tudo o que Zero estava esperando para colocar seu plano em prática.

"Senti o coração indo até aquela criança sem sorte, arrancada da vida para se tornar a última esperança lamentável de um louco. mas ao mesmo tempo que pensava nisso, um novo pensamento se frutificava dentro de mim. Uma menininha, banhada na inocência da juventude: claro. A simetria era inegável; era uma mensagem para mim. O teste seria encará-la. Ouvi o ribombar de exércitos distantes juntando-se. Essa garota de lugar nenhum. Essa Amy de sobrenome desconhecido. Quem era alfa, quem era ômega? Quem era o inicio e quem era o fim?"

O que dizer desse livro? Terminei ele agorinha e não sei dizer o que sinto de tantas emoções misturadas que estou sentindo. Foram 3 anos esperando o lançamento do fim da trilogia e posso dizer sem dúvida que valeu cada minuto de espera. A história terminou da mesma maneira que começou: espetacular. A primeira coisa que pensei quando terminei, foi no quanto o autor é genial. Ele já tinha a história toda pronta na cabeça dele, diferente de muitos autores que a gente vê por ai que você percebe ao longo da história e principalmente no final, que o autor não sabia como terminar, até por isso ficam muitas coisa para trás. Mas aqui foi bem diferente, todas as coisas foram se encaixando e arrisco dizer que não ficou nenhuma ponta solta. Todas as dúvidas que foram surgindo ao longo dos livros, foram respondidas aqui. E mesmo que a história e até mesmo as respostas tenham um quê de sobrenatural, foi tudo perfeitamente explicado e bem plausível.

Nesse livro vimos o surgimento e de maneira bem ativa, do percursor dessa história, o Zero. Ele era muito citado nos livros anteriores, mas pouco participava da história. Já nesse, vamos conhecer sua história e seus planos. E posso dizer que fiquei de cara com ele. Teve um momento em que pensei que já era. Não tinha como eles combater alguém como ele. O cara sabia de tudo o que acontecia, e planeja uma coisa que nem nos meus maiores sonhos eu imaginava. Se a Amy me intrigou durante os dois primeiros livros, Zero me deixou de cabelo em pé nesse. E ele dividiu o palco com Amy e não deixou a peteca cair em nenhum momento. Amy, protagonista de nossa história desde o inicio, se manteve forte até o fim. Ele me intrigou durante toda a trilogia e sem dúvida é um dos personagens mais enigmáticos que já conheci.

Como nesse livro tem uma grande passagem de tempo, vamos ver os nossos personagens queridos todos mais velhos. Mas suas personalidades estão ali, mesmo alguns que aparentam ter mudado de lado, ainda assim estão lutando pela mesma causa. E quando tudo parecia ter voltado ao normal, a coisa toda desanda de vez e o que eles vão enfrentar agora é mil vezes pior do que já enfrentaram até aqui. E isso sem nenhum recurso, já que tudo o que existia, o tempo estragou. E é aqui que entra aquela grande questão e as perguntas que as vezes nos fazemos. Até quando a natureza vai suportar o que o homem está fazendo? Será que em algum momento as histórias fictícias não irão realmente acontecer? Quando será que o homem vai acordar para tudo o que está acontecendo? Será que é preciso realmente de um virus ou outra coisa para acabar com a humanidade? Fica as questões para a gente pensar.

A trilogia tem um total de mais de 2 mil páginas, então poderia ser sossegado uma série de uns 6, 7 livros grandes. E essa foi uma questão que gostei bastante, dá para ver que o autor quis contar sua história e não vender livros como muitos que vemos por ai. Quanto as edições, a Arqueiro caprichou. A capa desse último, eu achei que não combinou muito com as outras, mas combina com a história e por isso tá valendo. Só me resta recomendar a leitura da trilogia. Se você é fã do gênero, você tem que ler. Os livros são enormes, e tem algumas partes que parecem ser enfadonhas, mas são nessas partes que encontramos pequenas pistas que mais para frente você vai ver que se encaixam em tudo o que ao autor quis mostrar. Sem dúvida é uma das melhores trilogias que li na minha vida. E olha que já li muita coisa.

Nota:





29 dezembro 2016

Resenha | Os Doze - Justin Cronin


Livro: Os Doze
Série: A Passagem #2
A passagem #1
Gênero: Terror, Ficção Científica
Autor: Justin Cronin
Editora: Arqueiro
Páginas: 592
Ano: 2013
Resenha:

Contém spoilers do livro anterior, A Passagem.

Em A Passagem, vimos que doze prisioneiros condenados à morte foram usados como cobaias em um experimento militar. O objetivo era conseguir um soldado invencível e quem sabe a vida eterna. Mas é claro que deu tudo errado. O vírus usado no experimento acabou com a humanidade deles e eles foram transformados em animais sedentos por sangue. Eles conseguiram fugir e quem eles encontraram pelo caminho, eles mataram ou transformaram em seres iguais a eles. E esses iguais obedecem ao seu criador e são chamados de Muitos. Quase cem anos depois vemos alguns poucos sobreviventes que estão vivendo em algumas colônias criadas pelo governo, mas a energia está acabando e eles tem que encontrar um jeito para não serem infectados ou mortos.

É nessa busca que eles conhecem Amy, uma garota que é semelhante aos virais, mas que ainda tem a sua humanidade. Amy lidera um pequeno grupo e eles saem do abrigo em busca de respostas. Nesse grupo está Peter e Alicia, que assim como Amy, cada um deles tem um papel importante nessa história. É assim que eles encontram o primeiro dos doze, Babcock, que mantinha um grupo de humanos como escravos. E quando finalmente chegam ao local em que tudo começou, Babcock é destruído e seus Muitos são libertos por Amy. Mas Babcock é apenas um entre os doze, porém agora eles sabem o que está diante deles, mesmo que o caminho seja íngreme e longo.

Mas como a população reagiu a terrível tragédia? O que aconteceu nos 92 anos antes de chegarmos até o grupo de Peter e Amy? Então vamos conhecer e acompanhar a situação pelos olhos de algumas pessoas. Entre elas a médica Lila Kyle, a ex-esposa de Wolgast, o policial que salvou Amy. Lila está grávida e estava de plantão quando um recém mordido foi trazido para o hospital. Em Denver temos Bernard Kittridge, que pensa ser o último ser humano vivo na cidade e quando a energia acaba ele decide se aventurar na estrada. Tem Danny Chayes, que dirige um ônibus escolar pela cidade à procura de sobreviventes, e que acaba encontrando April e seu irmão caçula Timothy. E temos Lawrence Grey um ex funcionário do Projeto Noé, que foi o primeiro a ser infectado pelo cobaia Zero quando tudo aconteceu.

Ja no ano 97, cinco anos depois de matarem o Primeiro dos Doze, o grupo que saiu a procura de respostas está separado. Alicia que está viva graças a um soro feito a partir do sangue da Amy, ganhou a mesma força e a velocidade dos virais e anda pelo mundo caçando os doze. Amy continua com a mesma aparência de sempre, de uma adolescente de 14 anos apesar de já ter 103, e está cuidando de Caleb, filho de Mausami e do irmão de Peter, Theo, em um orfanato desde que assumiu o hábito da Ordem. E Peter se juntou aos Expedicionários e não parou de procurar pelos Doze, sem sorte até então. Mas o grupo se reunirá novamente já que zero tem planos para Os Doze. E eles vão descobrir que Amy não é a única que sobreviveu desde que a fuga dos Doze aconteceu.

"Algo estava mudando, o mundo estava mudando. Alicia podia sentir isso no fundo dos ossos. Uma mudança profunda - sísmica, sazonal - como a Terra se inclinando no eixo."

Depois de terminar A Passagem, fiquei doida pela continuação. Afinal, apesar deles terem matado um dos doze, ainda tinha mais onze pela frente, sem falar no Zero. Mas quando comecei Os Doze me frustrei um pouco, porque em vez da história continuar de onde parou, ela vai contar o que aconteceu nos momentos após a fuga dos doze. O livro é basicamente metade contando sobre o ano zero e metade no ano 97. Mas me frustrei porque queria a continuação de onde tinha parado no primeiro livro e não porque a primeira metade seja ruim, pelo contrário ela é tão, se não mais incrível que a segunda. Inclusive é onde algumas peças do quebra cabeça se encaixam. A Passagem é uma história maravilhosa, mas se comparada com Os Doze, ela é mais um ponto de partida. Já em Os Doze temos uma complexidade enorme. O autor vai construindo uma teia e soltando pontas aqui e ali e no final você consegue ver como tudo estava ligado e como tudo se encaixa nessa grande história que ele criou. Posso dizer sem dúvida que esse foi o melhor livro que li esse ano.

Tinha lido algumas resenhas dizendo que Os Doze era inferior ao primeiro, mas eu não concordo. Achei que nesse o autor conseguiu mostrar toda a sua genialidade. A cada fim de capítulo ele soltava uma bomba e sem falar que a ação esteve muito mais presente em todo livro, mesmo ele sendo um livro enorme onde temos bastante momentos reflexivos. E tem que refletir mesmo porque somos seres humanos e não sabemos até que ponto e o que somos capaz de fazer para sobreviver. É cada coisa que você acaba se colocando no lugar e na situação e pensa qual seria sua atitude diante daquilo. E tem cada cena de enjoar ao pensar que aquilo está sendo feito a um humano por outro humano. Me lembrei muito da série de tv TWD, tem algumas cenas bem parecidas e não sei quem se inspirou no caso, porque o livro é de 2012.

Os personagens continuam incríveis e nesse segundo livro podemos conhecer e desvendar um pouco os mistérios envolvendo cada um deles, principalmente a Amy, mas ainda tem muito para descobrirmos. A Amy é o meu personagem favorito da série. Ela é uma "velha" no corpo de uma criança e ao mesmo tempo que ela sabe o que está acontecendo, tem muita coisa que ela ainda tem que aprender, ou então não foi revelado a nós leitores ainda. Peter é o meu segundo favorito e apesar de saber que o romance passa longe da trilogia, não posso deixar de desejar que ele fique com uma certa pessoa. Alicia eu gostei muito também, mas preferi ela no primeiro livro. Mas o final dela nesse deixou implícito que muita coisa vai rolar com ela no próximo e ultimo volume. Tem muitos outros personagens incríveis como a Sara, a Lila e o Grey, personagens que até então eu pensava estarem mortos mas que fizeram toda a diferença nesse volume.

Então finalizo dizendo que diferente da quase grande maioria, eu amei esse livro e achei ainda melhor que o anterior. O final é de tirar o folego, ainda bem que já estou com o último volume aqui em casa e já vou começar a ler. Quanto a parte física do livro, a capa é linda e retrata bem o cenário da história e combina com a primeira. E por dentro a Arqueiro caprichou. A diagramação está ótima e não posso deixar de citar que temos mapas dentro do livro, o que eu achei ótimo para acompanharmos os personagens e suas buscas. Leiam, vale e muito a pena.

Nota:




07 novembro 2016

Resenha | A Passagem - Justin Cronin

Livro: A Passagem
Série: A Passagem #1
Gênero: Terror, Ficção Científica
Autor: Justin Cronin
Editora: Arqueiro
Paginas: 816
Ano: 2013

Resenha: 
Uma equipe de bioquímicos liderada pelo Dr. Jonas Lear, professor na universidade de Harvard, encontra-se no meio das selvas da Bolívia em uma expedição científica civil quando um esquadrão das Forças Especiais chegam até eles querendo saber quem é o cara dos vampiros e começam a acompanhar a expedição. Dias depois com a equipe quase toda morta depois de um ataque de morcegos, eles chegam ao seu objetivo e Jonas finalmente descobre o motivo dos soldados estarem ali.

Já nos Estados Unidos, temos o agente do FBI Brad Wolgast percorrendo o país recrutando condenados a morte. Seu trabalho é convencer os condenados a participarem do Projeto Noé, em troca de terem suas penas mudadas para prisão perpétua. Os condenados serão cobaias em um experimento militar. A dez anos atrás, algo parecido com o hantavirus infectou quatro americanos em uma viagem a La Paz e o que ninguém conseguiu explicar foi que os quatro eram pacientes terminais e depois de terem sido infectados, foram milagrosamente curados do câncer. O Projeto prevê a cura de todas as doenças e quem sabe a imortalidade.

Wolgast já recrutou 12 homens até o momento e quando recebe o envelope com sua próxima parada, ele descobre que dessa vez não vai atrás de um condenado e sim de uma garotinha. A menina se chama Amy e tem seis anos. Sua vida foi difícil desde o seu nascimento e agora ela foi abandonada pela mãe em um convento. Wolgast não se conforma de ter que "sequestrar" uma criança, mas Amy parece não se importar com nada. Ele nunca viu uma criança tão quieta e inteligente e acaba se afeiçoando a ela. E quando acontece o desastre, Wolgast decide proteger Amy a qualquer custo.

"—Eles sabem - respondeu Amy.
—O que os ursos sabem?
—O que eu sou."

Em algum lugar secreto do governo, temos uma experiencia em andamento. As cobaias, condenados recrutados, perderam completamente sua humanidade. As criaturas tem uma capacidade extraordinária de regeneração, uma incrível força e hipersensibilidade a luz, mas tiveram os últimos vestígios de humanidade substituídos por um comportamento animalesco e uma insaciável sede de sangue. E se comunicam por pensamentos. E o pior acontece: elas conseguem escapar. Dai se inicia uma carnificina. Elas se alimentam de qualquer ser com sangue nas veias, com isso espalham o vírus inoculado nelas. Um em cada dez humanos são infectados, e os outros nove se tornam presas destes.

"Com os olhos da mente ela viu, viu tudo enfim: os exércitos passando e as chamas da batalha, as sepulturas, os poços e os gritos agonizantes de milhões de almas, a escuridão se espalhando como uma asa negra sobre a terra, as ultimas horas amargas de crueldade e tristeza, as terríveis lutas finais, o grande domínio da morte sobre tudo, e, finalmente, as cidades vazias, inertes no silencio de um século."

93 anos depois, temos uma comunidade tentando sobreviver. Eles são os descendentes de algumas crianças que foram salvas pelo governo e colocadas em uma fortificação construída nas montanhas. Ela é cercada por muralhas de concreto e holofotes superpotentes, que são acesos durante toda a noite. Só que depois de tanto tempo, as baterias começaram a falhar e a luz é a única coisa que mantêm as criaturas longe. Mas a chegada de uma garota misteriosa, Amy, trás esperança a alguns e desconfiança a outros. Amy tem as mesmas habilidades dos virais, mas não a necessidade de sangue. E não se sabe se por coincidência ou não, as criaturas parecem estar mais inteligentes e se unindo para atacar. E depois de uma confusão enorme, um grupo sai dos muros à procura da verdade e de possíveis sobreviventes, se é que existe algum.

"Mas agora havia a Outra. Não era Zero nem um dos Doze, mas a Outra. Igual e não igual. Uma sombra atrás de uma sombra, espiando-o como um pássaro que saltava para longe sempre que ele tentava fixar o olhar de sua mente nela. E os Muitos, seus filhos, sua grande e temível companhia, também a ouviam. Ele a sentia atraindo-os. Uma força enorme arrastando-os para longe."

A primeira vez que vi esse livro, eu olhei a capa e o nome e não sei porque achei que fosse um livro similar ao livro A Cabana. E como não queria ler nada religioso no momento, deixei passar. Mas veio uma nova edição do livro e meu sobrinho acabou comprando ele e eu li emprestado e quando terminei fiquei, nossa, quero a continuação e corri ler o segundo. Mas isso foi no comecinho do blog e acabei não resenhando ele. Mas esse mês a Arqueiro vai lançar o terceiro livro da trilogia, então estou trazendo a resenha dele aqui para vocês. A edição está perfeita e para quem acha ele muito grande, a história é tão boa que a gente nem vê o livro passar.

Vocês devem estar pensando, mais um livro de vampiro? Não! As criaturas presentes na histórias não são meros vampiros, o buraco é mais embaixo. A semelhança acaba na parte do gosto pelo sangue e na aversão a luz. Eles não apenas bebem o sangue, eles simplesmente destroçam as pessoas. E um detalhe, o alho atrai as criaturas hehe. Eu achei o cenário mais para The Walking Dead do que para livros de vampiros. E uma coisa muito interessante é que cada um dos Doze tem seu bando de virais e eles conversam entre si por pensamentos e obedecem ao "líder".


Uma coisa que adorei na história é que ela é em um futuro apocalíptico, mas o autor tem uma explicação para tudo o que aconteceu. Diferente de muitas que tem por ai e que já começam com a Terra devastada e nada mais é como antes, ele conta tudo timtim por timtim o que levou àquela situação. E como sempre, é claro que é culpa do homem por querer brincar de Deus. O livro é dividido entre o antes e o depois da destruição e nisso temos uma grande passagem de tempo. A primeira parte é mais demorada para ler, mas ainda assim eu gostei muito de ler tudo o que aconteceu, mas na segunda parte a coisa voa. A gente não consegue parar de ler em vista dos acontecimentos.

O nosso personagem principal é sem dúvida a Amy, que está presente nas duas partes da história e nos quase cem anos não envelheceu nem dez, ela é uma incógnita durante todo o livro. Será ela a vilã ou a mocinha? A cura ou a líder dos Muitos? É um personagem que tem muito a acrescentar ainda. Na primeira parte temos Wolgast e a freira Lacey como os personagens que mais aparecem e na segunda são Peter, Alicia e alguns outros que fazem a história. E o que liga todos é Amy. Não vou falar muito dos personagens e da história porque são tantos detalhes e tanta coisa que não dá para contar tudo aqui. Você tem que ler e descobrir tudo aos poucos. Inclusive a origem do nome do livro. Só posso dizer uma coisa, o livro é fantástico e acho que o melhor que li até agora esse ano.

Nota:





22 abril 2013

#3 | Gostei / Não gostei

Faz tempo que não tem essa coluna aqui no blog, resolvi ressuscitar. Para quem não sabe, é uma coluna onde eu coloco dois livros: um que eu gostei, e outro que eu não gostei e explico o porque. São de livros que por um motivo ou outro, não irei fazer resenha.

Gostei  

A passagem - Justin Cronin  

Sinopse: 
Quase um século depois que uma pesquisa científica financiada pelo Exército dos Estados Unidos foge do controle, tudo o que resta é uma paisagem apocalíptica. As cobaias utilizadas nos experimentos – prisioneiros a caminho do corredor da morte – escaparam do laboratório e iniciaram uma terrível carnificina, alimentando-se de qualquer ser com sangue nas veias e espalhando por todo o continente o vírus inoculado nelas.
Um em cada 10 habitantes pode ter sido infectado. Os outros nove se tornaram presas desses virais, criaturas animalescas extremamente ágeis e fortes cujos únicos pontos fracos parecem ser a hipersensibilidade à luz e uma pequena área frágil próxima ao esterno.
Em uma fortificação construída nas montanhas, cercada de muralhas de concreto e holofotes superpotentes, uma comunidade tenta sobreviver aos constantes ataques noturnos. Mas a precária estrutura que a protege está com os dias contados: as baterias que alimentam as luzes começam a falhar e uma invasão é iminente.
Não se sabe o que aconteceu ao resto do mundo: a comunicação foi cortada, não há governo e o Exército nunca cumpriu a promessa de voltar. Provavelmente estão todos mortos. Mas a chegada de uma misteriosa andarilha traz novas expectativas: ao que tudo indica, ela tem as mesmas habilidades dos virais, mas não sua necessidade de sangue. Agarrando-se a essa esperança, um grupo parte da Colônia para buscar mais sobreviventes – e a verdade fora dos muros.

Por que eu gostei? 
Antes de falar porque eu gostei, tenho que falar das sinopses da Editora Arqueiro. Será que tem necessidade de contar o livro inteiro na sinopse? Não foi só em A passagem que aconteceu isso, já vi em vários livros, os do Harlan Coben principalmente. Quando vejo que o livro é da Arqueiro, nem leio mais a sinopse, pois eles contam coisas que vão acontecer quase no final do livro. Agora quanto ao livro me surpreendi com a história. Me lembrou muito a escrita de Stephen King. São mais de 800 paginas que a gente nem vê passar. O autor soube desenvolver tão bem a trama que você fica preso a ela. Teve um dia que li quase 300 paginas. No começo demorei para entender o que estava acontecendo, mas depois que peguei o ritmo não consegui mais parar. Se você gosta de livros de suspense com uma pitada de terror, leia esse livro. Nota:  ♥♥♥♥♥

Não gostei

Luxuria - Eve Berlin

Sinopse: 
Quando achava que era hora de parar... Ela então pediu por mais...
Quando Dylan Ivory, escritora de romances eróticos, recebe o contato de Alec Walker, nem imagina o quanto esse homem pode mexer com seus pensamentos. Conhecido por ser um famoso dominador em relações sadistas e sadomasoquistas, Alec tenta convencer Dylan de que a melhor forma de se aprofundar no assunto - e então escrever um livro o mais próximo possível da realidade - é viver uma experiência como submissa e sentir na pele a sensação desse tipo de relação. Para Dylan, essa proposta será difícil de ser aceita - uma vez que ela é fanática por ter o controle de tudo em sua vida. Embalados por um misto de prazer e apreensão, o casal se vê em uma situação tentadora enquanto evitam entregarem-se ao sentimento que nasce entre eles.

Por que eu não gostei?
Porque é mais do mesmo. São sempre as mesmas cenas. Até parece, que na hora de editar eles só copiam e colam, de tão parecidas que são as cenas. Quem leu um livro erótico, já leu todos. Tem que gostar mesmo. Para mim que já não fui muito com a cara de Cinquenta tons, não achei nada na história de Luxuria. Só li porque, primeiro eu ganhei ele e segundo falaram que era diferente de Cinquenta tons e resolvi dar uma chance. Me arrependi. Nota: ♥



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