Como seria reinar sobre absolutamente nada? Em Zon – O rei do nada, os leitores entrarão em contato com uma narrativa profunda e intensa, na qual conhecerão um personagem que precisa invadir mentes e consciências para continuar vivendo. E ele só ficará totalmente satisfeito se, no fim, destruir as crenças daqueles que domina. Dessa forma, abre espaço para que ele mesmo seja o substituto e se torne a grande divindade do universo. Porém, quando descobre que outras forças também trabalham em sua mente, Zon se vê preso num paradoxo, e já não tem certeza de que conseguirá dominar a realidade com tanta rapidez. Ao mesmo tempo em que constrói novas crenças, destrói sua própria existência. Quem estaria por trás desse controle? Conseguirá Zon permanecer vivo e são? Zon – O rei do nada é uma aventura fantástica onde verdade e mentira, realidade e ficção se misturam, fazendo com que até o mais calmo leitor estremeça diante das profundas descobertas.
Opinião:
Histórias devem ter começo, meio e fim, ok? Não necessariamente, mas elas devem emocionar seus leitores, isso sim é obrigação! Zon, o Rei do nada são divagações de um autor pensante e empolgante. com indagações a respeito da existência do personagem, que diante do espelho, abre a porta da inquietude do pensar, então se questiona, será que ele existe, ou sua existência se resume à imaginação Daquele Que Escreve? Se for Assim, sua existência só se manterá viva enquanto houver pessoas que se lembrem dele? E o que vivera até ali foi em vão? E o que ele seria então? Se ele é só imaginação, pode bem ser onde quiser, que descoberta intrigante.
Em meio a essas reflexões em milésimos de tempo corre o divagar de Zon, um rei do nada, não que ele não seja nada, mas porque ele não se resume a nada, podendo ser tudo! O livro nos convida a pensar como autor, como personagem, como leitor, em fim, é um convite a um mergulho sem regras, sem início, meio ou fim, mas com certeza com emoções e descobertas. Eu recomendo o livro para quem conseguir se livrar do engessamento dos pensamentos lógicos e se permitir flutuar livremente em meio às palavras.
Resenhado por: Kátia Coutinho
Uma pessoa inquieta, curiosa, autêntica, racional, emotiva, porém lógica.
Sociável do gênio difícil (se é que essa mistura faz sentido).
Gosto de ler, aliás, gosto de me envolver em filmes, livros e grandes histórias, embora seja exigente quanto ao estilo.
Ainda que tenha fé na vida, não sou do tipo alienada.

