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30 setembro 2020

Resenha | O Jogo do Coringa - Marie Lu

Livro: O Jogo do Coringa
Série: Warcross #2
#1 - Warcross
Gênero: Ficção científica
Autora: Marie Lu
Editora: Fantástica Rocco
Páginas: 304
Ano: 2019

Contêm spoilers do livro anterior nos três primeiros parágrafos. 

Resenha:
Emika Chen é uma hacker que por ter sido pega anteriormente não pode chegar perto de um computador, por isso ela não consegue um emprego onde possa usar suas habilidades. Mas como precisa pagar suas contas ela sobrevive como caçadora de recompensas, capturando procurados pela policia por uma certa quantia em dinheiro. Mas as coisas não estão indo bem ultimamente e Emika está prestes a ser despejada quando toma uma decisão que muda completamente sua vida: ela invade a Cerimonia de Abertura do Campeonato de Warcross para roubar um item valioso e vendê-lo no mercado negro. O problema é que Emika é pega e para sua surpresa o próprio dono da Warcross, Hideo Tanaka, em vez de mandar prendê-la, lhe oferece um emprego.

Hideo quer que Emika trabalhe infiltrada em uma das equipes do campeonato para encontrar um outro hacker que está ameaçando destruir tudo o que ele construiu. Mas nesse meio tempo Emika acaba se envolvendo amorosamente com Hideo e descobre que na verdade o hacker que Hideo quer que ela prenda, o misterioso Zero, quer impedir Hideo de colocar seu plano em prática: controlar todos as pessoas através do seu jogo para impedir que elas cometam crimes. E mais, Zero é ninguém menos que Sasuke, o irmão mais novo de Hideo que desapareceu quando eles eram crianças. Sem saber a verdade Emika acaba ajudando Hideo e agora ele controla quase toda a população mundial. Mas ela ainda tem uma chance de reverter essa situação. 

Faltam oito dias para a Cerimônia de Encerramento do Campeonato, onde as poucas pessoas que ainda não são controladas vão ter suas lentes atualizadas e Hideo passará a ter o controle total da população. Para isso Emika vai contar com a ajuda dos jogadores da Phoenix Riders e um aliado improvável: Zero. Emika é atacada e salva por Jax, que trabalha para os Blackcoats, mesmo grupo do qual Zero faz parte. E eles querem a ajuda de Emika para chegar em Hideo, ganhar a confiança dele e invadir sua mente para derrubar o algoritmo da NeuroLink. Mas Emika estranha a forma fria com que Zero se refere a Hideo e tenta descobrir o que realmente aconteceu no passado que fez os irmãos que se amavam tanto ficarem em lados opostos nesse jogo.

"Quando aceitei a proposta de trabalho de Hideo como caçadora, o maior risco que achei que estivesse assumindo era da minha identidade ser roubada ou talvez ter que enfrentar um hacker dentro do Warcross. Agora, de alguma forma, fiquei enrolada em uma teia de segredos e mentiras, e um passo errado em qualquer direção pode custar minha vida."

Eu amei o primeiro livro dessa série, mas demorei para começar a leitura desse segundo. O motivo foi que li muitas resenhas dizendo que esse segundo livro deixou a desejar e, como estava com as expectativas lá nas alturas, resolvi esperar elas baixarem para começar a ler. E funcionou porque comecei a leitura esperando encontrar apenas um final digno para a maravilhosa história criada pela autora e acabei encontrando muito mais que isso, tanto que devorei o livro em um dia e continuo achando que a Marie Lu não tem o devido reconhecimento que deveria ter. Por isso não poderia deixar de dar nota máxima para o livro, apesar de não ter favoritado como aconteceu com o primeiro por motivos que explico a seguir.

No primeiro livro temos uma história que em sua maioria que se passa em uma realidade virtual, mas especificamente dentro de um jogo, o Warcross. Nele vemos uma garota excepcionalmente inteligente sendo um verdadeiro coringa e movendo as peças de um jogo que ela nem sabia estar jogando. E o motivo de eu não ter favoritado esse segundo livro foi que não consegui ver o mesmo "brilho" em Emika nesse segundo livro. Ela ainda é uma personagem incrível, mas perdeu um pouco de seu protagonismo e não foi a mesma garota do primeiro livro, e confesso que esperava mais dela, ainda mais o título desse livro sendo Wildcard. Mas isso não me impediu de amar o livro e dar nota máxima para ele.

Mas não reclamo muito de Emika ter ficado mais em segundo plano porque Zero e Hideo também são personagens muito interessantes e ver os dois se enfrentando foi como assistir a luta de dois gigantes. Ainda mais que não estava em jogo só a competência e inteligência de cada um, mas tinha muito sentimentos rolando. E confesso que chorei várias vezes e em muitas cenas. E não foram só nas cenas com os irmãos não. Me emocionei com os Phoenix Riders e com a Jax. Acabei virando uma manteiga derretida e me vi torcendo para dar tudo certo no final e todo mundo ser feliz hehe. Porque é assim que termina livro bom hehe.

E nesse segundo livro a história não acontece praticamente dentro do jogo como no primeiro. Ainda temos os personagens conectados o tempo todo, mas foi como se eles parassem de "brincar" e fossem viver as consequências na vida real. E a autora levantou vários debates ao longo dessa trilogia, como a ética na tecnologia e uma que me fez pensar muito que foi a famosa frase "os fins justificam os meios". Desde o final do livro anterior com o que Hideo fez eu me pego pensando nisso. E nesse livro mais ainda. Quando a gente assiste telejornais e vemos a quantidade de crimes absurdos que são cometidos e então surge uma "forma" de isso acabar como Hideo encontrou, é impossível a gente não repensar o assunto.

Agora falando sobre o Hideo. Eu me apaixonei por ele no primeiro livro e não conseguia acreditar no que aconteceu no final e queria a todo custo que houvesse uma forma de mudar aquilo, porque eu precisava que eles ficassem juntos. Olha eu aqui que sempre amo os mocinhos indo para o lado errado da força. Mas enfim, vou parar por aqui porque estou louca para soltar um spoiler. Só me resta indicar o livro para quem curte o gênero. E para quem ainda não conhece a escrita da autora. Leiam, vocês vão se surpreender. Quanto a capa, segue no mesmo padrão da primeira e diferente de Warcross, que seguiram o modelo americano. Ainda bem porque a capa de Wildcard achei bem feia. 

Nota:











23 maio 2020

Resenha | Warcross - Marie Lu


Livro: Warcross
Série: Warcross #1
Gênero: Ficção científica
Autora: Marie Lu
Editora: Fantástica Rocco
Páginas: 320
Ano: 2018

Resenha:
Quando tinha onze anos Emika Chen sentiu a dor de perder o pai. Mas essa dor logo foi substituída pela raiva ao descobrir que seu pai devia uma fortuna por ter frequentado durante anos clandestinamente fóruns de apostas online e por causa disso ele não pode se tratar. Emika foi mandada para um orfanato onde era espancada diariamente, mas ela não sentia mais nada e pouco se importava se estava viva ou não. Até o dia em que foi salva por Hideo Tanaka. Ela ouviu em um rádio relógio a história do garoto que aos treze anos revolucionou a tecnologia ao criar o NeuroLink, um óculos capaz de enganar o cérebro e projetar uma realidade virtual como se fosse tudo real.

E para demonstrar como os óculos eram incríveis, Hideo criou um jogo chamado Warcross que logo virou uma febre. O jogo é uma espécie de capturar a bandeira, onde uma equipe tenta roubar o artefato da outra. Mas o jogo cresceu tanto que hoje em dia Hideo é um jovem bilionário aos vinte e um anos e sua empresa a Henka Games, é a responsável por movimentar a economia do mundo todo. Inspirada por Hideo, Emika aprendeu a programar sozinha e se tornou uma hacker. Mas esse talento fez com que Emika fosse pega e proibida de chegar perto de um computador, o que torna dificil conseguir um emprego de forma legal. Por isso Emika usa seus "dons" como caçadora de recompensa, localizando e capturando criminosos por dinheiro.

O problema é que as coisas estão meio difíceis no momento e ela precisa de uma grana alta urgente para não ser despejada. E Emika vê a oportunidade perfeita durante a transmissão da Cerimônia de abertura do campeonato mundial de Warcross. A unica coisa que ela precisava fazer era roubar um item do jogo e vendê-lo para conseguir quitar todas as suas dívidas. O que Emika não imaginava era que ao colocar o item no seu inventário, ela seria exposta para o mundo todo. Certa de que vai ser presa e processada por Hideo, Emika acaba surpreendida com uma proposta de emprego. Hideo explica a Emika que ela não foi a primeira que conseguiu entrar no jogo e pede que Emika finja ser um dos jogadores do campeonato enquanto descobre a pessoa que conseguiu entrar antes dela.

"Nós não estamos todos conectados há anos, completamente viciados nesse mundo que vai além da realidade? E estamos tão dispostos a abrir mão dele?"

Eu me apaixonei pela autora na Trilogia Legend por isso as expectativas estavam bem altas para a leitura desse livro. Escolhi ele para ser o livro de maio do #DesafioMulheresDaLiteratura que era um livro de Si-Fi ou um Space Opera. E felizmente as minhas expectativas foram alcançadas e superadas. Sentei para ler e quando vi já estava chegando na página 100 de tão boa que é a história, nem vi as páginas passarem. E olha que é de um gênero que eu não gosto de ler. Mas assim como a Marie fez em Legend, eu me vi presa em uma história que se for olhar já temos outras parecidas no mercado, mas ela consegue ser melhor sem colocar nada diferente, só o seu toque pessoal já faz toda a diferença.

É dificil ler Warcross sem comparar com Jogador Nº 1 que amei. Mas enquanto Jogador Nº1 é para leitores mas experientes, Warcross pode ser lido por todos os públicos. Mesmo sendo um livro de ficção cientifica que tecnicamente seria algo mais complicado de ler, é como se a gente lidasse com os termos no nosso dia a dia de tão "fácil" que a Marie consegue deixar o andamento da história. E por um momento até pensei que ia ficar perdida por não ter experiencias com jogos e achei que as partes onde eles disputam o campeonato fossem ser entediantes para um leigo. Mas não é. Pelo contrário a Marie consegue descrever as cenas como se aquilo tudo estivesse acontecendo na nossa frente. É adrenalina pura.

Sem falar que tem todo um mistério que envolve a história que eu não consegui descobrir nada até ter a bomba jogada no meu colo. E agora só quero chorar porque ainda não tenho o segundo livro que fecha a história aqui na minha estante para ler. Mas já comprei e estou esperando chegar hehe. E assim como já aconteceu em Legend, temos um romance de tirar o folego, mas daquela maneira da Marie, tudo de uma maneira bem sutil e que não tira o foco da história. E que história. Fiquei tão empolgada que acho que até vou reler Jovens de Elite porque não sei onde estava com a cabeça quando li ele e não gostei tanto assim. Eu preciso de mais livros dessa mulher.

Quanto aos protagonistas, Emika ganha o leitor de cara. Ela me lembrou um pouco outra personagem que amo, Lisbeth Salander, tanto na aparência como na inteligencia. E como torci por ela. Hideo também me conquistou, já que vemos ele pelos olhos de Emika que desde sempre teve uma atração por ele. E tem os jogadores da equipe que também me ganharam, cada um com suas qualidades e defeitos. Não vou falar muito mais sobre o livro porque não quero correr o risco de soltar algum spoiler. Mas quero indicar para todos, mesmo os que não gostam do gênero. E para finalizar quero dizer que gostei bastante dessa capa, ainda bem que seguiram o mesmo padrão da americana.

Nota:









20 setembro 2015

Resenha | Champion - Do caos e da lenda surgirá um campeão - Marie Lu


Livro: Champion
Serie: Trilogia Legend #3
Autor: Marie Lu
Editora: Prumo
Gênero: Distopia
Paginas: 304
Ano: 2014

Contem spoiler dos livros anteriores.

Resenha:

No livro anterior, vimos Day declarar seu apoio a Anden e logo depois descobrir que está morrendo. Por isso ele diz a June que ela deve aceitar treinar para o cargo de Primeira Cidadã oferecido por Anden. Só que June não sabe sobre a doença e acha que Day está se afastando dela por não conseguir perdoá-la pela morte da sua família. Champion começa vários meses após Prodigy. Depois de se reencontrar com Éden, Day não quer mais se afastar dele, mas sua doença não deixa que isso aconteça, ele está cada vez pior e fica por muito mais tempo na cama. E para tentar acabar com a doença, ele vai para São Francisco tentar um novo tratamento. Já faz oito meses que ele se mudou para lá e nesses oito meses ele não falou nenhuma vez com June.

Por isso, ele fica surpreso quando recebe uma ligação dela pedindo que ele vá a um dos bailes organizados pela republica. June não queria ligar, principalmente pelo motivo que está ligando, mas Anden implora que ela o faça. Desde que Day declarou seu apoio a Anden, as Colonias estavam em paz com a Republica, mas um dos vírus criados pela Republica, acabou chegando na Colonia e agora eles querem a cura ou atacarão com toda a sua força. O problema é que eles não tem a cura e o que eles podem fazer, é tentar fabricar a cura usando Éden, já que ele foi o portador do vírus que desencadeou tudo isso. Mas June sabe que eles não podem pedir a Day, o único membro da família que ainda lhe restou. Ainda assim a vontade de ver Day é maior, então ela pede a ele que venha para o baile.

June estava certa, assim que Day descobre o motivo de estar no baile e o que eles querem com Éden, ele fica furioso. Ele diz a June que se alguém tocar em Éden, eles não terão que se preocupar com As Colônias. Ele vai falar com o povo e assim como ele conseguiu o apoio deles a Anden, em um piscar de olhos, as pessoas irão se voltar contra Anden e ele terá que enfrentar uma revolução. Mas logo em seguida a doença de Day evolui e ele acaba indo parar no hospital, onde todo o povo acaba descobrindo que ele esta morrendo. É quando June entende o porque dele ter se afastado. Mas eles nem tem tempo de se entenderem, quando eles estão finalmente conversando sinceramente, a República é atacada. E durante o ataque, os responsáveis pela morte de Metias que seriam executados, conseguem fugir.

Final de serie ou trilogia é sempre a mesma coisa, principalmente quando é de uma história que amamos. É aquele vazio por saber que não vou mais "ver" Day e June todo dia de manhã no ônibus. Mas olhando pelo lado bom, foi mais uma trilogia terminada e que fiquei extremamente satisfeita pela forma como terminou. É claro que a autora me fez chorar um monte, ficar com aquele nó na garganta e até o epílogo estava muito triste com o rumo que as coisas tinham tomado. Não estava acreditando naquele final, até ler as ultimas paginas e me alegrar novamente. O pior foi chorar dentro do ônibus hehe. A trilogia terminou da mesma forma que começou, com muita ação e varias reviravoltas ao longo do livro e nada era o que parecia.

O livro é narrado por Day e June, um capitulo na visão de cada um deles. Nesse livro o foco voltou para os dois protagonistas, com algum destaque para Pascao. E não posso deixar de citar Metias, que mesmo sendo morto no começo do primeiro livro, se fez presente ao longo da trilogia e foi fundamental para o amadurecimento de June. Não sei dizer quem amo mais dos dois. Eles entraram para a minha lista de "casais" favoritos. Coloquei entre aspas porque apesar deles se amarem, dá para contar nos dedos de uma mão as vezes que eles ficaram juntos. E mesmo assim o amor entre eles era palpável. Day roubou o posto que era de Jace ( Os Instrumentos Mortais), agora ele é o meu namorado literário hehe. Recomendo para quem gosta de uma boa distopia, cujo foco do livro não é a decisão de com quem a protagonista vai ficar. 

Nota:


Trilogia Legend
1- Legend
2- Prodigy
3- Champion



05 maio 2015

Resenha | Prodigy - Os opostos perto do caos - Marie Lu


Livro: Prodigy
Serie: Trilogia Legend #2
Autor: Marie Lu
Editora: Prumo
Gênero: Distopia
Paginas: 304
Ano: 2013

Contem spoiler do livro anterior.

Resenha:

No livro anterior, vimos que Day foi capturado por June antes dela descobrir a verdade: que Day não matou seu irmão e que a própria República é quem vem espalhando a praga. E que por terem descoberto isso, seus pais e seu irmão Metias foram mortos. Ela pede ajuda aos Patriotas, um conhecido grupo de rebeldes e consegue salvar Day da execução, mas John acaba morto. Eles fogem de Los Angeles, e seguem para Las Vegas. Prodigy começa nove dias após essa fuga. Day passou a ter pesadelos toda noite, depois de ter quase toda a sua família dizimada pela República. E June até se pergunta se ele não está perdendo sua sanidade. Day quer encontrar Tess, que se aliou aos Patriotas enquanto ele esteve preso e de quebra pedir ajuda deles para encontrar Éden. Depois seguir para As Colônias. O que ele não sabe, é que os Patriotas só trabalham por dinheiro e isso é o que eles não tem.

Mas logo que chegam a Las Vegas, eles vem o anúncio: o Primeiro Eleitor está morto e seu filho Anden assume o comando em seu lugar. É quando Day não aguenta mais e cai, em uma rua cheia de soldados. Seu joelho está ainda pior depois da fuga. Eles quase são descobertos, mas são salvos por Kaede, contato deles entre os Patriotas. Kaede leva Day e June até o líder deles, Razor. E quando Day diz que precisa da ajuda deles para encontrar Éden e um médico que opere seu joelho, ele lembra a Day que ele nunca quis se aliar aos Patriotas. Mas ele diz que ajuda Day desde que ele é June jurem fidelidade aos Patriotas e que eles façam o que ele pedir em troca. Sem outra opção, eles juram e ficam sabendo o que Razor quer deles. Ele quer aproveitar a troca do Primeiro Eleitor para fazer uma revolução, e o papel de Day e de June, será assassinar o novo Eleitor.

Mesmo aceitando fazer o serviço, June fica desconfiada de Razor e estudando o local e Razor, ela descobre que na verdade o líder dos Patriotas é um comandante da República, por isso que os Patriotas tem se dado tão bem ultimamente. Razor explica o plano a eles. Como comandante da República, ele ficou sabendo que Anden tem uma queda por June e que ele não acredita que ela os traiu. E que também acha que June seria perfeita para o cargo de Primeira Cidadã e sua possível futura esposa. E quando June ganhar a confiança dele, ficará fácil para eles além de desacreditar Anden com o povo, matá-lo. Quem não gosta nada disso é Day, que a pouco instantes havia declarado seu amor por June. E enquanto June se aproxima de Anden, Day será o simbolo da revolução. Mas June vai perceber que Anden não é nem um pouco parecido com seu pai e fica na duvida se termina ou não sua missão.

Quando comecei a ler Legend, eu não tinha nenhuma expectativa. Mas em Prodigy, elas estavam nas alturas. Como amei Legend, não esperava nada menos do que um livro ótimo em Prodigy. E minhas expectativas foram alcançadas e superadas. O livro é ainda melhor que o primeiro. Temos mais ação, um aprofundamento dos personagens e ainda ficamos sabendo como que o mundo chegou ao ponto do começo da trilogia. Terminei o livro com meu coração apertado. Não acredito que aconteceu aquilo. Espero que aconteça um milagre no próximo que inverta essa situação. O livro tem ação e reviravoltas do começo ao fim. Quando achamos que sabemos alguma coisa, acontece uma outra coisa que muda o rumo de tudo. Até o final é assim.

A narrativa continua igual a do primeiro livro, em primeira pessoa com um capítulo narrado por Day e o outro por June. Vemos um Day devastado por tudo o que ele perdeu. O herói do povo, é um garoto frágil que perdeu tudo e se agarra no amor por June como uma tábua de salvação. June por sua vez, é a razão em pessoa no primeiro livro, mas aqui podemos ver ela sendo controlada por seus sentimentos em vários momentos da história. Gostei de conhecer esse outro lado dela. E temos outros personagens que se destacaram como Tess e Kaede. Kaede foi a surpresa do livro. Passou de uma figurante para um dos personagens principais. Agora Tess me irritou o tempo todo. Ficava se lamentando a todo instante porque o Day não via ela como mulher e ainda ficava tentando jogar ele contra a June. Enfim, se você gosta de uma boa distopia onde o foco não é o romance dos protagonistas, recomendo essa.

Nota:


Trilogia Legend
1- Legend
2- Prodigy
3- Champion




07 julho 2013

Resenha | Legend - A verdade se tornará lenda - Marie Lu

Livro: Legend
Serie: Trilogia Legend #1
Autor: Marie Lu
Editora: Prumo
Gênero: Distopia
Paginas: 256
Ano: 2012

Resenha:

A autora assitia na TV a uma adaptação de Les Misérables, quando começou a se perguntar de que modo o relacionamento de um famoso criminoso e um prodigioso detetive poderia ser apresentado em uma história mais contemporânea. Assim surgiu Legend. Esse é o primeiro volume de uma trilogia.

Estamos no futuro, em Los Angeles, na atual Republica da America. uma praga desconhecida assola a população mais carente. Os mais afortunados não pegam a praga pois, já tomaram as vacinas, que são muito caras. De um lado temos Day, um conhecido criminoso. Ele é um tipo de Robin Hood do futuro. Ele rouba vacinas, remédios e dinheiro para distribuir aos pobres. E sempre que pode atrasa algum plano do governo. Atualmente ele é o mais procurado do pais. Ninguém sabe como é a sua verdadeira aparência, por isso fica quase impossível de capturá-lo.

June, está do outro lado da moeda. Ela é uma das pupilas da Republica. Quando as crianças completam dez anos ela são submetidas A prova. Essa prova é uma soma de exercícios físicos e mentais. Pelo resultado de pontos feitos na prova é que são separadas as pessoas. Quanto mais pontos, mais a criança vai poder estudar e ter um emprego melhor. Se você é reprovado na prova, você vai para os campos de trabalho. June conseguiu a pontuação máxima, 1500 pontos.

A família de Day acha que ele está morto, exceto seu irmão mais velho John. Quando a casa de Day é marcada com o X vermelho, sinal de que alguém na casa está infectado com a praga, Day se arrisca para conseguir a cura. E nao é apenas um X, tem três riscos, o que pode indicar outro tipo de praga. Então Day entra em um hospital para roubar o remédio que seu irmão Éden precisa, mas na confusão ela acaba atingindo o capitão Metias. Metias é irmão de June, que acaba recebendo a sua missão teste. Localizar e capturar Day. É assim que o destino de duas pessoas de mundos tão diferentes se cruzam. Só que a verdade pode não ser o que parece.

Como é bom quando pegamos um livro para ler sem nenhuma expectativa. Quando peguei ele para ler não estava esperando nada. Pensei comigo que era só mais uma distopia. Me enganei. É daqueles livros que pegamos para ler e não conseguimos largar até ter terminado. O livro tem ação do começo ao fim, reviravoltas, mentiras, intrigas e um sutil romance entre os dois protagonistas. O livro é narrado, ora por June, ora por Day, intercalando os capítulos. E quanto a edição está linda. O meu livro é a primeira edição, então não sei dizer quanto só outro, a capa sei que mudou. O interior do livro é muito legal e vou colocar uma foto para vocês verem como é.

Não tem como não gostar de Day e de June e torcer por eles. Day é apresentado como o vilão da história, mas conforme vamos lendo, vemos que não é bem assim. Ele é generoso, desprendido e que arrisca sua vida todo dia para ajudar a sua família e fazer o que é certo. June está do outro lado da moeda, é a garota prodígio, e sendo assim é claro que ela não ia se conformar com a "verdade" que estavam querendo que ela acreditasse. Recomendo para quem gosta de distopia com bastante ação e  sem aquela enrolação de " ai não sei se fico com fulano ou se fico com beltrano". Os dois personagens principais são bem definidos e sabem o que querem e pelo o que estão lutando.

Nota: 


Trilogia Legend
1- Legend
2- Prodigy
3- Champion



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