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19 abril 2020

Resenha | A Torre do Amor - Eloisa James


Livro: A Torre do Amor
Série: Contos de Fadas # 4
#1 - Quando A Bela Domou A Fera
#2 - Um Beijo À Meia-Noite
#3 - A Duquesa Feia
Gênero: Romance de Época
Autora: Eloisa James
Editora: Arqueiro
Páginas: 352
Ano: 2018

Resenha:
Gowan Stoughton de Craigievar, duque de Kinross e chefe do clã MacAulay é o tipo de pessoa que gosta de matar dois coelhos com uma cajadada só e se der para matar três então, melhor ainda. Apesar de odiar os costumes ingleses, ele veio para Londres a negócios e como precisa de uma esposa, decidiu que ia resolver as duas questões logo de uma vez. Gowan até que preferia uma noiva escocesa, como Rosaline que foi sua noiva desde criança até falecer um pouco antes deles se casarem. Mas acaba no meio de um baile inglês na casa de seu amigo, o conde de Gilchrist, que está oferecendo um baile para apresentar sua filha Edith a sociedade.

Ele não queria uma noiva inglesa porque elas são todas iguais, indolentes e que só servem para tomar chá e ler romances. Mas assim que coloca os olhos em Edith, ele percebe que ela é muito diferente do conceito que ele tem das damas inglesas. Além de ser linda, Edith tem algo em seu olhar que faz com que o amor e a poesia comece a fazer sentido para Gowan. Gowan tira Edith para dançar e ela não diz uma palavra durante toda a musica, o que só reforça a decisão de Gowan de que Edith será uma excelente esposa e, no dia seguinte procura o conde e pede Edith em casamento que aceita sem hesitar, feliz pela filha ter fisgado um duque.

O que Gowan não imaginava era que Edith estava ardendo em frente durante o baile e mal enxergava um palmo diante do nariz, por isso não tem nem ideia de como é a aparência do seu futuro esposo e apesar de aceitar a decisão do pai na questão do casamento, decide escrever ao duque falando o que espera do matrimonio. Quando recebe a carta Gowan custa a acreditar que a pessoa com quem dançou no baile e a da carta sejam a mesma pessoa porque elas parecem ser completamente diferentes. Mas o curioso é que Gowan fica muito mais interessado na dama com quem começa a se corresponder. E quando eles se reencontram no casamento do conde de Chatteris com Honoria Smythe-Smith, a atração entre os dois é tão grande que eles decidem apressar o casamento. Mas a noite de nupcias passa longe do que eles imaginavam.


Antes de mais nada quero falar sobre a sinopse do livro. Eu não sei quem escreve as sinopses na Arqueiro, mas a pessoa tem uma vontade de soltar spoilers... Eu já li vários livros deles onde a sinopse conta quase que a história toda e nesse livro não aconteceu diferente. Temos na sinopse coisas que acontecem nas ultimas páginas do livro. Eu não sou contra spoilers, mas é mais legal você ler o livro sem saber a história toda antes de começar ele. Nesse livro em específico ainda dá para relevar porque vão dizer que a pessoa que escreveu a sinopse queria fazer uma ligação do livro com a Rapunzel, mas acho que todo mundo que pega um dos livros dessa série para ler já sabe que ele é inspirado em um conto de fadas, por isso não tem necessidade de contar a história toda na sinopse.

Agora vamos a história. Infelizmente foi mais um livro da autora e da série que me decepcionou. Não sei se por ter lido somente resenhas positivas do livro eu tenha ido com muita sede ao pote, mas o certo é que encontrei mais pontos negativos do que positivos na história. Esse é o quarto livro da série publicado aqui no Brasil, todos fora de ordem por sinal, e eu amei o primeiro, achei o segundo muito ruim, o terceiro como fui com expectativas zero acabei gostando e esse achei bem do mais ou menos. A história tinha um potencial enorme pois a autora usou uma ideia bem diferente para desenvolver o enredo do livro, mas foi ai que aconteceu o grande problema. Ela ficou o livro todo somente nisso. Foram mais de 100 páginas enrolando no mesmo assunto.

Estou falando sobre o relacionamento sexual deles. Geralmente nos livros do gênero (e nos outros que tem sexo também), a parte sexual é sempre maravilhosa. Eles podem brigar, se odiar, casar obrigados, por conveniência, mas quando fazem sexo o negócio muda de figura. É orgasmos múltiplos rolando solto. E por isso achei bem interessante a autora ter trazido um casal que não se dá bem na cama. A ideia não é original no gênero, a Mary Balogh já trouxe isso em Ligeiramente Pecaminosos, mas lá foi somente a primeira vez do casal e aqui nesse livro eles não conseguem se acertar. O problema é que ficou cansativo ler eles tendo relações sexuais ruins por mais de 100 páginas e nenhum deles conversarem sobre aquilo. Me deu nos nervos.

E outra coisa que eu não gostei no livro foi que os protagonistas são legais. Só isso. Tanto para Edith como para Gowan faltou aquele algo a mais para que eu me apaixonasse por eles e torcesse pelo casal. E o engraçado que sobrou isso em Layla, a madrasta de Edith que foi um personagem muito mais marcante do que os protagonistas e foi ela inclusive que protagonizou a melhor cena do livro e uma das melhores de todos os livros do gênero que eu já li. O discurso feito por Layla deveria ser ouvido por quase todos os machistas dessa vida, incluo nessa homens e mulheres. Se fosse a história dela sendo contada no livro, creio que minha experiencia teria sido muito melhor. Mas enfim, essa é somente a minha opinião, por isso não desanime com ela. Quanto a capa eu gostei das cores, mas apesar do violoncelo ter a ver com essa história em especifico, não lembra o conto da Rapunzel.

Nota:








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