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23 janeiro 2018

Resenha | Antes da Tempestade - Dinah Jefferies


Livro: Antes da Tempestade
Série: Não
Gênero: Romance
Autora: Dinah Jefferies
Editora: Paralela
Páginas: 343
Ano: 2017

Resenha:
Eliza Fraser viveu sua infância na Índia até seus dez anos, quando a tragédia aconteceu. Seu pai David era um oficial de alto escalão do governo britânico e participou do desfile em um dos cinquenta e três elefantes que vinham seguindo o vice-rei Lorde Hardinge, quando foi selado o acordo onde Delhi ia se tornar a sede do governo britânico na Índia. Mas em um piscar de olhos seu pai estava morto. Uma explosão devastadora tirou a vida da pessoa que Eliza mais amava no mundo. Eliza voltou para Londres com sua mãe, mas agora aos vinte nove anos ela está de volta à Índia para realizar o trabalho mais importante dela como fotógrafa profissional até então. Sua mãe que não estava feliz com a profissão escolhida por Eliza, pediu a Clifford Salter, afilhado de David, que conseguisse uma vaga numa firma de advocacia para Eliza. 

O que ela não esperava era que Clifford fosse apoiar Eliza e ainda mais mandar ela para a Índia, onde enfim a mudança da sede terminou. E sua mãe não pode fazer nada a respeito já que Clifford só responde ao chefe político de Rajputana. Eliza vai passar um ano no interior do castelo da família real em Juraipore, local onde vai criar um novo acervo para a Coroa Britânica. Ela acha que está é sua chance de mudar de vida depois de ficar viúva, mesmo que isso signifique que ela não vai ter muita liberdade já que os moradores locais ainda acreditam que as mulheres deveriam continuar escondidas pelo véu. Assim que chega, Eliza conhece Laxmi, mãe do soberano de Juraipore e seu segundo filho, o príncipe Jayant Singh Rathore. 

Eles começam a conviver e se tornam amigos. É nos passeios com Jay que Eliza acaba aprendendo mais sobre as tradições e os costumes do povo, costumes esses onde a mulher não vale quase nada e ela fica horrorizada ao ver uma viúva sendo queimada viva. Mas ela consegue ver também o sofrimento do povo com a pobreza excessiva e quando Eliza questiona Jay, ele diz que está de mãos atadas já que vivem debaixo do domínio britânico e o povo sofre por isso também. E essa convivência entre os dois faz com que eles acabem apaixonados. Um amor que já começa condenado, já que nem os britânicos, nem os indianos, vão aceitar uma união entre eles.

" Para conhecer o amor verdadeiro, é preciso se deixar levar por ele."

Quando vi esse livro sendo lançado, já entrou na minha lista de desejados já que amei o outro livro da autora que li no ano passado, O Perfume da Folha de Chá. E fiquei imensamente feliz quando ganhei ele de presente da editora. Veio embalado para presente junto com um incenso e por isso durante toda a leitura eu sentia aquele cheirinho gostoso. Meu muito obrigada a editora pelo carinho e consideração. Mas voltando a história. Infelizmente antes de começar a leitura comecei a ler bastante resenhas desanimadoras do livro. Todas que li disseram ter se decepcionado com o livro. Por isso já fui com minhas expectativas lá embaixo para não acontecer o mesmo comigo.

E até o meio do livro eu estava gostando muito. A autora tem uma escrita bem detalhista e por isso somos transportados para um cenário incrível. Mas foi então que comecei a me irritar com a protagonista. Tem gente que é ingênua, mas a Eliza era tonta mesmo. Até tentei entender suas atitudes, mas não deu. Ela está vendo que as folhas são verdes mas se vem alguém e diz que é azul ela acredita. O mulher fácil de enganar. E não foi apenas uma vez, e por várias pessoas diferentes. Isso me irritou imensamente. Isso e o fato de estar esperando um romance e não consegui ver amor entre eles. Da parte do príncipe me pareceu bem mais curiosidade por ela ser completamente diferente das mulheres que ele está acostumado ou então até mesmo como um rompante de rebeldia do que amor. E da parte dela achei carência mesmo por nunca ter ninguém que a tratasse com um mínimo de carinho desde que seu pai morreu.

Agora o que tenho que reconhecer é que a autora sabe como escrever os antagonistas. Eu já tinha odiado Verity em O Perfume da Folha de Chá e agora odiei outros 3 personagens desse livro. Pelo menos nessa parte não tenho do que reclamar. E também da parte histórica do livro. Me vi envolvida com as tradições e depois fui até pesquisar para saber mais sobre. Mas infelizmente o romance deixou a desejar. Mesmo tentando deixar as expectativas baixas, não tem como não querer uma história como foi em O Perfume, uma história que me acabei de chorar. Mas ainda assim como um todo, achei o livro muito bom e indico ele para quem gosta de romances históricos. E essa capa o que dizer dela. Está maravilhosa. Quando estava lendo ele no ônibus as pessoas até paravam para olhar. E deixava ela bem a mostra porque não sou dessas que lê no ônibus e esconde a capa e os leitores presentes tem que rebolar para conseguir ver que livro é. Fica a dica para quem lê no ônibus hehe.

Nota:






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