Livro: A Perdição do Barão
Série: Não
Gênero: Romance de Época
Autora: Lucy Vargas
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 378
Ano: 2018
Resenha:
Quem quer fazer parte da sociedade londrina, precisa seguir um grupo de regras impostas pela aristocracia. Quem não segue essas regras acaba virando um pária da sociedade. E uma das regras mais importantes é nunca demonstrar sentimentos, se possível nem senti-los. E o pior de todos sentimentos é o amor. E é justamente esse o mal que acomete a família de Patrick, Barão de Ederline, há várias gerações: o mal do amor. Eles amam demais, e o problema é que esse amor nem sempre é direcionado para seus respectivos cônjuges. As últimas pessoas que foram acometidos por essa doença, ou maldição, como Patrick gosta de chamar, foram seus pais. Sua mãe fugiu com outro homem logo depois que a irmã mais nova de Patrick, Grace, nasceu e seu pai aproveitou e foi morar com a amante.
Por isso Patrick foge do amor como o diabo foge da cruz. Mas nem fazendo tudo que pode ele consegue controlar seu coração que bate mais forte quando vê Hannah, uma amiga de Grace, que para sua tristeza já entregou seu amor a outro. Então Patrick prefere direcionar seu foco para os negócios, que mesmo tendo dinheiro para ter uma vida confortável, ele sabe que as coisas estão mudando e junto com seu melhor amigo Stephen, está pensando e investindo no futuro. E as coisas ficam ainda mais difíceis para Patrick pois, acontece uma tragédia na família da Hannah, e Patrick oferece sua ajuda hospedando em sua casa Hannah e sua mãe Lady Abbott, que está passando por um momento dificil. Mas Lady Abbott vem a falecer e certo de que logo Hannah vai se casar com o homem que ama, Patrick decide acompanhar Stephen em uma viagem de negócios.
Quando volta um ano depois Patrick descobre que nada aconteceu como ele imaginou. Hannah ainda está solteira e acaba de fugir da casa da avó. Patrick consegue encontrá-la e Hannah confessa que o homem que amava foi embora depois que ela se entregou à ele sem nenhuma promessa ou compromisso. E agora sua avó quer casá-la com um homem muito mais velho que ela. Então Patrick que já havia perdido a esperança, vê nessa situação uma chance de ser feliz e diz a avó de Hannah que ela vai se casar sim, mas com ele. Patrick não pretende tirar Hannah de uma prisão para colocá-la em outra e deixa isso claro para ela. O casamento entre eles será de conveniência, mas Patrick vai fazer o que estiver ao seu alcance para conquistar Hannah.
Eu sou dessas que não gosta de fazer resenhas negativas. Mas tem vez que a decepção é tanta que é preciso escrevê-las. Quando vi esse livro sendo lançado, já fiquei louca para ler ele. Eu amei Um Acordo de Cavalheiros, outro livro da autora publicado pelo Grupo Editorial Record. Eu me surpreendi muito com a história e principalmente com o protagonista masculino, que é um feminista declarado. E quando vi que em A Perdição do Barão teríamos a história pela visão masculina, já lembrei do protagonista do outro livro e minhas expectativas foram nas alturas. Isso e essa capa que é maravilhosa, no tom de azul que amo.
Mas o que eu achei que ia ser o grande diferencial dos vários livros de romance de época que temos no mercado, foi sim um diferencial, mas no sentido ruim. Acredito que a história até teria uma chance se fosse narrada pela Hannah, ou pelo menos que a narrativa fosse dividida entre os dois protagonistas. Mas da forma como foi, narrada apenas por Patrick, acabou sendo uma história chata, que me fez não gostar de nenhum dos personagens do livro e ainda odiei algumas abordagens que a autora escolheu fazer sobre a época e seus costumes. Sem falar que a história ficou confusa e por vezes parecia que eu tinha pulado alguma parte porque faltava partes da história. Ou era o narrador que era meio tapado.
Quando pego um gênero literário para ler, espero encontrar o que aquele gênero traz. Não espero ler um romance de época e encontrar um suspense de tirar o folego e por ai vai. Por isso quem lê romance de época já sabe que vai encontrar uma história divertida, com protagonistas que se odeiam ou são obrigados a se casar por algum motivo e que no fim vai ser tudo marmelada e ficar todos felizes para sempre. Mas não consegui ver o principal nessa história. Em nenhum instante existiu sequer uma faísca de amor entre os dois. Ou como já disse antes, o narrador era muito tonto que não conseguiu nem expressar isso em sua narrativa. E meu Deus quanto mimimi.
Patrick casou sabendo que Hannah amava outro, então decidiu esperar o tempo dela para eles fazerem sexo. Isso até o meio da página porque em um parágrafo ele fazia esse discurso, no outro baixava o machista ciumento que queria "provar" que era melhor que o outro amante dela. E na página seguinte já voltava atrás. Que ódio dessa mudança desnecessária a cada página. E Hannah não fica atrás. Em um momento se entregava a Patrick como se amasse ele, no outro fugia dele como o diabo foge da cruz. E foi o livro todo assim. Nunca vi casamento mais chato que esse. Sem falar que foram anos nessa situação.
E uma coisa que a autora resolveu abordar foram as traições presentes na sociedade. Mas a forma como ela abordou me incomodou, ela generalizou total. A impressão que deu foi que não existia uma pessoa decente na época. A mulher precisava se manter casta até arranjar um marido, depois a coisa desandava. Os outros homens vinham pedir permissão para dormir com a esposa do outro. Convites a traição eram feitos em meio aos bailes. Até acredito que existia muito esse tipo de coisa sim, afinal os casamentos eram arranjados. Mas todo mundo já é exagero. E nem os personagens secundários salvaram a história. Todos sem exceção são chatos e nenhum deles me cativou. Enfim já me estendi bastante nessa resenha, mas não é porque o livro não funcionou comigo que você não vai gostar. Então leia por sua conta e risco.
Nota:
Mas o que eu achei que ia ser o grande diferencial dos vários livros de romance de época que temos no mercado, foi sim um diferencial, mas no sentido ruim. Acredito que a história até teria uma chance se fosse narrada pela Hannah, ou pelo menos que a narrativa fosse dividida entre os dois protagonistas. Mas da forma como foi, narrada apenas por Patrick, acabou sendo uma história chata, que me fez não gostar de nenhum dos personagens do livro e ainda odiei algumas abordagens que a autora escolheu fazer sobre a época e seus costumes. Sem falar que a história ficou confusa e por vezes parecia que eu tinha pulado alguma parte porque faltava partes da história. Ou era o narrador que era meio tapado.
Quando pego um gênero literário para ler, espero encontrar o que aquele gênero traz. Não espero ler um romance de época e encontrar um suspense de tirar o folego e por ai vai. Por isso quem lê romance de época já sabe que vai encontrar uma história divertida, com protagonistas que se odeiam ou são obrigados a se casar por algum motivo e que no fim vai ser tudo marmelada e ficar todos felizes para sempre. Mas não consegui ver o principal nessa história. Em nenhum instante existiu sequer uma faísca de amor entre os dois. Ou como já disse antes, o narrador era muito tonto que não conseguiu nem expressar isso em sua narrativa. E meu Deus quanto mimimi.
Patrick casou sabendo que Hannah amava outro, então decidiu esperar o tempo dela para eles fazerem sexo. Isso até o meio da página porque em um parágrafo ele fazia esse discurso, no outro baixava o machista ciumento que queria "provar" que era melhor que o outro amante dela. E na página seguinte já voltava atrás. Que ódio dessa mudança desnecessária a cada página. E Hannah não fica atrás. Em um momento se entregava a Patrick como se amasse ele, no outro fugia dele como o diabo foge da cruz. E foi o livro todo assim. Nunca vi casamento mais chato que esse. Sem falar que foram anos nessa situação.
E uma coisa que a autora resolveu abordar foram as traições presentes na sociedade. Mas a forma como ela abordou me incomodou, ela generalizou total. A impressão que deu foi que não existia uma pessoa decente na época. A mulher precisava se manter casta até arranjar um marido, depois a coisa desandava. Os outros homens vinham pedir permissão para dormir com a esposa do outro. Convites a traição eram feitos em meio aos bailes. Até acredito que existia muito esse tipo de coisa sim, afinal os casamentos eram arranjados. Mas todo mundo já é exagero. E nem os personagens secundários salvaram a história. Todos sem exceção são chatos e nenhum deles me cativou. Enfim já me estendi bastante nessa resenha, mas não é porque o livro não funcionou comigo que você não vai gostar. Então leia por sua conta e risco.
Nota:






