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25 junho 2020

Resenha | Sozinha no Mundo - Marcos Rey


Livro: Sozinha no Mundo
Série: Não
Gênero: Infantojuvenil
Autor: Marcos Rey
Editora: Global
Páginas: 128
Ano: 2005

Resenha:
Maria Paula Ribeiro, mais conhecida como Pimpa, praticamente não conheceu seu pai Evandro, porque ele foi embora para São Paulo quando ela ainda era um bebê, abandonando ela e a mãe Aurora a própria sorte na cidadezinha de Serro Azul. Mas algum tempo depois um homem apareceu por lá dizendo se chamar Leonel e que era parente de Evandro. Desde então elas começaram a receber cheques mensais e até alguns presentes chegavam nos natais para Pimpa, entre eles uma oncinha de pelúcia que virou a melhor amiga da garota a quem ela deu o nome de Lila.

Mas quando Pimpa completou catorze anos os cheques pararam de chegar e por coincidência a mãe dela adoeceu. Sem ter como pagar o tratamento Aurora escreve para o endereço deixado por Leonel e recebe a noticia de que Evandro faleceu. Então Aurora decide partir para São Paulo pois quem sabe o marido deixou algum dinheirinho de herança que ela possa usar no tratamento. O problema é que Aurora vem a falecer durante a viagem deixando Pimpa sozinha no mundo. Pimpa não sabe nem o sobrenome de Leonel mas tem o endereço para onde sua mãe enviava as cartas.


Durante a viagem de ônibus para São paulo Pimpa conheceu Noel e sua mãe a dona Berenice, e é na casa deles que ela fica temporariamente até o juizado de menores encontrar o tal Leonel. Noel é um garoto de quinze anos que sonha se tornar cineasta e ele até fez um vídeo durante a viagem de ônibus. Durante a filmagem os passageiros se mostraram bem receptivos com Noel, somente uma mulher que não quis ser filmada, uma mulher de óculos de aro de tartaruga. E essa mulher vai voltar a vida de Pimpa. Ela vai até a casa de dona Berenice e se apresenta como assistente social e diz que Pimpa tem que lhe acompanhar. Mas Pimpa sente que tem alguma coisa errada e foge começando assim suas desventuras pela cidade.

Para quem não sabe, e acredito que são poucos os que ainda não conhecem, esse livro faz parte da série Vagalume, que fez a infância de muita gente mais feliz. E Sozinha no Mundo ainda é do autor Marcos Rey, o autor preferido da galera dos livros dessa coleção. Eu particularmente amo o autor e eu li Sozinha no Mundo várias vezes. Por isso quando surgiu a oportunidade eu comprei alguns livros da série que foram relançados pela Global Editora e esse foi um dos primeiros escolhidos. Mas demorei para fazer a releitura e só agora depois de um livro mais pesado eu peguei ele para reler.


E a sensação é tão boa, a história mesmo sendo fraca se comparada aos livros que eu leio hoje, traz toda uma história junto com a leitura, tornado o livro ainda melhor de quando foi lido pela primeira vez. E deu saudade não somente da minha vida de então, mas também de toda uma infância que hoje em dia não existe mais. Para vocês term uma ideia Pimpa tem catorze anos e anda com uma oncinha de pelúcia no colo e conversa com ela. Hoje em dia nessa idade as crianças andam com celular do ano e quando não, carregando bebês. A infância termina cada vez mais cedo e infelizmente depois temos adultos que não querem ser adultos, querem viver o que perderam na infância e na adolescência.

A história da Pimpa é linda e em poucas páginas vamos viver uma grande aventura ou desventura porque a coitada até que conhece pessoas de bem, mas precisa fugir o tempo todo porque tem alguém querendo lhe fazer mal. Eu indico sem sombra de duvida esse livro para todas as crianças que estão começando a ler. Eu comecei com eles e me tornei uma desbravadora de novos mundos através da leitura. Quanto a edição eu gostei, mas preferia a edição da Editora Ática, além da capa mais bonita as ilustrações também eram mais agradáveis. Emfim, é uma leitura que vale a pena não só para os pequeninos, mas para quem quer ter aquele gostinho de infância de volta por alguns momentos.

Nota:








11 outubro 2016

Resenha | O mistério do cinco estrelas - Marcos Rey


Livro: O mistério do cinco estrelas
Série: Gino, Ângela e Leo #1
Gênero: Infantojuvenil, Aventura, Mistério
Autor: Marcos Rey
Editora: Global
Páginas: 125
Ano: 2005

Resenha:
Há dois meses atrás, Leo entrava pela primeira vez no Emperor Park Hotel e se deslumbrou com a beleza do lugar. Morador do bairro do Bexiga, Leo jamais pisara num lugar como aquele. Seu Guima, um antigo amigo da família, é um dos porteiros do hotel e conseguiu uma vaga como bellboy para Leo. A vida dele se resume a correr de um lado para o outro atendendo aos hóspedes, mas Leo não tem do que reclamar já que as gorjetas são ótimas porque o hotel é famoso pelas celebridades e pessoas importantes que o frequentam. E tem também os hóspedes que moram no hotel e entre eles o Barão, um senhor obeso a quem ele está indo atender no momento. O Barão quer que Leo compre jornais e enquanto vai pegar sua carteira no guarda-roupa, Leo consegue visualizar pelo espelho do móvel que tem mais uma pessoa no quarto, um homem pequeno com pinta de índio que está lavando as mãos. E quando percebe que foi visto por Leo, ele fecha a porta rapidamente.

Mas o que chama a atenção de Leo, é o que ele vê quando volta ao quarto para trazer o jornal. O Barão está com uma mancha vermelha no robe e parece estar muito nervoso, tanto que deixa cair o jornal. E quando Leo se abaixa para pegar, ele vê sob a cama dois pés calçados apontando para a porta. Leo corre contar o que viu para Guima, mas o porteiro aconselha que Leo fique calado. Leo continua trabalhando normalmente, mas não consegue esquecer o que viu e quando estava prestes a contar tudo ao gerente, o Barão sai do hotel na mais perfeita calma e pede que seu quarto seja limpo. Leo e Guima sobem até o quarto com a camareira, mas não encontram nada. Leo vai para casa e assim que janta corre até o Morro dos Ingleses, bairro onde mora sua amada Ângela, que nem desconfia dessa paixão e acaba contando a ela o que viu. E Ângela dá o mesmo conselho que Guima, que ele fique quieto. Mas Leo não consegue esquecer o ocorrido e no dia seguinte começa a revirar o hotel atrás de alguma pista. E ele acaba encontrando. 

Dentro de um carrinho de lavanderia, está o corpo do homem com cara de índio. Mas Leo nem tem tempo de se mexer e é atingido por alguma coisa e desmaia. E quando acorda, o corpo sumiu. E as coisas se complicam quando Leo é acusado de roubo pelo Barão e acaba demitido. Mas Leo vê uma notícia no jornal de um corpo de um estrangeiro encontrado no rio, morto com um tiro, e vai até o IML ver se é o cadáver desaparecido e reconhece o homem com cara de índio. Mas quando Leo vai até a polícia, o Barão reverte o jogo a seu favor e Leo precisa se esconder por uns dias. Ele fica na casa de seu primo Gino e eles não vão sossegar até limpar o nome de Leo e provar que o Barão que é o mentiroso da história.

Um dos desafios desse mês, é um livro que relembre a infância. E quem ai que não leu nenhum livro da série Vaga Lume quando era criança? Eu li todos os que tinha na biblioteca da minha escola. Era um prazer me aventurar pelos livros dessa série maravilhosa. Se eu pudesse teria todos os livros da coleção na minha estante. Mas a maioria deles só tem em sebos e com edições bem acabadinhas que nem vale a pena comprar. Mas pesquisando esses dias, descobri alguns livros novos bem em conta e claro que comprei. Mas eles foram relançados por outra editora, porque não sei qual o motivo, o Marcos Rey, pseudônimo de Edmundo Nonato, não faz mais parte dos autores da Ática, nem da série vaga lume. Gostei bastante das novas capas, mas ainda preferia as antigas. Por dentro está bem parecido com o que era, com algumas ilustrações, mas as folhas são brancas.

Os livros do Marcos Rey sempre foram os meus favoritos. Eu estudava de manhã e lia eles a tarde. Todo dia lá estava eu trocando o livro. O ruim foi que nesse ritmo eles acabaram logo e precisei reler alguns hehe. O mistério do cinco estrelas, primeiro livro que traz o trio Leo, Gino e Ângela, acho que li umas 5 vezes, mais essa que li agora. É impossível não se encantar com esse trio de amigos e desejar ser um deles e entrar na história. A leitura é muito rápida, porque não tem muita enrolação, o autor vai direto ao ponto. Eu li esse livro a quase 30 anos atrás e a sensação de reler agora foi a mesma de quando li na primeira vez. A única diferença é que naquela época o livro pareceu ser bem maior. Agora li ele em menos de 1 hora. Enfim, indico o livro para quem quer relembrar e também para quem tem filhos, parentes nessa faixa etária. Com certeza vai agradar.

Nota: 




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