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22 outubro 2015

Resenha | O Vilarejo - Raphael Montes


Livro: O Vilarejo
Série: Não
Autor: Raphael Montes
Editora: Suma
Gênero: Terror
Páginas: 96
Ano: 2015

Resenha:
No prefácio do livro, Raphael nos conta como tomou conhecimento de O Vilarejo. Segundo o autor, ele recebeu uma ligação de um sebo dizendo ter em seu poder uma coleção de livros de uma senhora que havia falecido. Entre esses livros, ele encontrou três cadernos de capa de couro, escrito a mão com varias ilustrações, mas em uma língua desconhecida. Ele aceitou analisar o material. Logo ele viu se tratar de uma narrativa dividida em sete capítulos. Na capa interior dos cadernos ele encontrou um nome: Peter Binsfeld. Pesquisando na internet, ele descobriu que Peter era um padre demonologista, que vivia na Alemanha no século XVI.


O legado mais famoso do padre é a classificação dos demônios. De acordo com ele, os sete reis do inferno é responsável por invocar um pecado capital nos humanos. Asmodeus, luxúria. Belzebu, gula. Mammon, ganância. Belphegor, preguiça. Satan, irá. Leviathan, inveja. Lúcifer, soberba. E depois de muito procurar, ele descobriu a língua que estava escrito, cimério, uma língua morta e a única pessoa que ele encontrou no mundo todo que conhecia a língua, se recusou a traduzir os textos logo que colocou os olhos nele. Mas ele deixou um dicionário com o autor, que traduziu os cadernos. Essa tradução é o que encontramos em O Vilarejo.

São ao todo, sete contos, e em cada conto temos a forte ação de um dos sete pecados capitais. Em comum nos contos, o lugar, O Vilarejo, que hoje não existe mais, Depois de ler todos os contos, você irá entender o porque disso. Os contos não estão na ordem cronológica, então podem ser lidos fora de ordem. Eu li na ordem em que o autor escolheu organizá-los. E apesar de ser histórias independentes, os personagens se cruzam um na história do outro. isso foi uma coisa que gostei demais. Eu que não sou muito a favor de ler contos, não estranhei a leitura, me pareceu ser uma história única por ter os mesmos personagens em quase todos eles.


Li em algumas resenhas, os blogueiros falando que não sabem se o prefácio é verdadeiro ou não. Eu acredito que isso foi uma jogada do autor. Assim como fez Pittacus Lore em Os Legados de Lorien. Mas não deixou de ser uma excelente jogada, o autor apresentar a obra como se fosse algo que veio até ele de uma forma bem inusitada. Tanto o prefácio, como o posfácio, nos deixam aquela sensação de arrepio subindo pelo corpo. Mas não considero o livro de terror não. Se você está com o pé atras para ler esse livro por causa disso, leia, ele é mais de horror do que de terror. Já no primeiro conto, tive meu estomago revirado com uma coisa que acontece lá. Me deu até vontade de vomitar. Mas medo, não senti não.

Os contos, apesar de serem representados pelos demônios, que dizem ser os responsáveis pelos pecados capitais, podemos ver que eles agem sim, influenciam, mostram os caminhos mais fáceis, mas quem escolhe o que fazer, é o ser humano. O autor mostra bem em cada história, o quanto o ser humano pode ser baixo, frio e mau em sua natureza. Enfim tudo se resume ao livre arbítrio, que foi dado ao homem lá no começo do mundo. Cada um escolhe o que caminho que quer seguir. E por fim quero falar sobre a edição do livro, que está impecável. As ilustrações são lindas e a diagramação perfeita. Eu estava com receio de ler algo do autor, mas gostei do que li e assim que der, eu vou ler outros livros dele.


Nota:




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