Livro: O cão dos Baskerville
Série: Não
Gênero: Policial
Autor: Arthur Conan Doyle
Editora: Zahar
Páginas: 264
Ano: 2013
Resenha:
Arthur Conan Doyle foi um médico e escritor e seu maior reconhecimento vem dos contos e romances protagonizados por Sherlock Holmes e seu fiel parceiro o dr. Watson. Sherlock Holmes é considerado uma das três personagens mais conhecidas no mundo. O cão dos Baskerville foi publicado entre 1901 e 1902, após ter sido publicado um conto, O problema final, onde Sherlock era assassinado. Não se sabe se foi por problemas financeiros ou foi devido a precisar de um personagem a altura para a história, o certo é que o detetive reapareceu. Mas ainda fica a dúvida se ele retornou mesmo, porque a história não tem um período específico, então pode ser que ela tenha acontecido antes de O problema final. Essa edição que li da Zahar, traz a publicação original e também 40 ilustrações do primeiro ilustrador do famoso detetive.
No começo da história temos Holmes e Watson analisando uma bengala que foi esquecida por alguém que esteve esperando por Holmes em seu apartamento. Como sempre, as deduções de Watson são pouco precisas, enquanto Holmes usa dos erros de Watson para enxergar a verdade. A bengala pertence a um médico, o dr. Mortimer, que traz um caso muito estranho para Sherlock analisar. Ele conta que existe uma lenda a respeito da família Baskerville, que começou a muitos anos com Hugo Baskerville. Hugo depois de sequestrar uma donzela, acabou morto na charneca perto de sua propriedade por uma enorme criatura negra, que dizem ser um cão dos infernos. Desde então todos os seus descendentes tem mortes horríveis. E o dr. acredita que mais uma dessas mortes acaba de acontecer.
Ele aconselhou Charles Baskerville a se mudar de lá, pois o medo estava acabando com ele. Mas na noite anterior a partida de Charles, ele foi encontrado morto e perto do corpo, algumas pegadas que parecem pertencer a um enorme cão de caça. E Mortimer parece convencido que a lenda é verdadeira, por isso ele tem medo pelo futuro de Henry Baskerville, que está se mudando para a propriedade como herdeiro de Charles. Então ele quer a opinião de Sherlock para saber qual atitude ele deve tomar. Só que o destino parece decidir por ele, porque quando ele encontra com Henry, Henry mostra um aviso que recebeu, de que se ele dá valor a sua vida, que ele não se aproxime da charneca. Agora resta saber se o mistério pode ser resolvido por Sherlock, ou será preciso chamar um padre. Mas por via das dúvidas, Sherlock pede que Watson não saia do lado de Henry. Então os dois vão para Baskerville, enquanto Sherlock cuida de um outro caso.
Eu li esse livro quando era adolescente. Faz alguns meses hehe. Brincadeira, tem uns bons 20 anos já. E agora reli ele para o desafio. Do que eu lembrava, era o meu livro favorito do Sherlock e agora relendo, continua sendo. As pessoas falam que não tem graça reler livros policiais, porque o leitor já sabe o desfecho do mistério, mas eu não concordo. Da primeira vez que a gente lê, não dá para prestar muita atenção a todos os detalhes e as pistas que o autor vai soltando ao longo da história. A gente está avido para saber o culpado. Então na segunda vez, a gente vai percebendo as pistas e vendo os detalhes que a gente não tinha percebido antes. Pelo menos eu penso assim. Ainda mais em um livro cujo detetive é feito de ação e caça as pistas.
Apesar do Poirot ser o meu detetive favorito de toda vida, não posso negar que o Sherlock tem seu charme. Ele é esquisito, excêntrico, não gosta de compartilhar sua linha de raciocínio antes do quebra cabeça estar completo, por vezes valoriza mais o caso e o assassino por trás dele do que a própria vítima, mas são essas carateristas que fazem dele um detetive amado por muitos. E sua metade, Watson, completa essa dupla. O que falta em Sherlock, é suprido por Watson. Acho que um, não seria nada sem o outro. Não posso falar muito do caso em si, porque se não vou soltar spoilers, mas digo que vale a pena a leitura para quem gosta de uma boa história policial. E como o próprio Sherlock cita no livro, esse vilão que eles estão enfrentando é um dos mais inteligentes que ele já teve o prazer de encontrar. Quanto a edição da Zahar, está maravilhosa.
Nota:
Eu li esse livro quando era adolescente. Faz alguns meses hehe. Brincadeira, tem uns bons 20 anos já. E agora reli ele para o desafio. Do que eu lembrava, era o meu livro favorito do Sherlock e agora relendo, continua sendo. As pessoas falam que não tem graça reler livros policiais, porque o leitor já sabe o desfecho do mistério, mas eu não concordo. Da primeira vez que a gente lê, não dá para prestar muita atenção a todos os detalhes e as pistas que o autor vai soltando ao longo da história. A gente está avido para saber o culpado. Então na segunda vez, a gente vai percebendo as pistas e vendo os detalhes que a gente não tinha percebido antes. Pelo menos eu penso assim. Ainda mais em um livro cujo detetive é feito de ação e caça as pistas.
Apesar do Poirot ser o meu detetive favorito de toda vida, não posso negar que o Sherlock tem seu charme. Ele é esquisito, excêntrico, não gosta de compartilhar sua linha de raciocínio antes do quebra cabeça estar completo, por vezes valoriza mais o caso e o assassino por trás dele do que a própria vítima, mas são essas carateristas que fazem dele um detetive amado por muitos. E sua metade, Watson, completa essa dupla. O que falta em Sherlock, é suprido por Watson. Acho que um, não seria nada sem o outro. Não posso falar muito do caso em si, porque se não vou soltar spoilers, mas digo que vale a pena a leitura para quem gosta de uma boa história policial. E como o próprio Sherlock cita no livro, esse vilão que eles estão enfrentando é um dos mais inteligentes que ele já teve o prazer de encontrar. Quanto a edição da Zahar, está maravilhosa.
Nota:

