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02 junho 2022

Resenha | Mestres do Mistério - vários autores

Livro
: Mestres do Mistério
Série: Não 
Gênero: Romance Policial
Autores: Arthur Conan Doyle, Edgar Allan Poe, Jacques Futrelle, G.K. Chesterton e Wilkie Collins
Editora: Faro Editorial 
Páginas: 160
Ano: 2022

Sinopse:

Cinco mestres do suspense estão reunidos em uma sala trancada... 

Imagine o seguinte cenário: um personagem resolve se isolar em uma sala. Diz que quer se concentrar, que precisa de alguns minutos para si, e dá a entender que se sente ameaçado por outra pessoa. Na despedida, faz questão de trancar a porta por dentro. E algo suspeito acontece. Horas depois, ele não responde às batidas na porta. Então ela é arrombada. Dentro da sala, descobrimos o seu cadáver, com indícios de assassinato. Mas como é possível, se a porta ficou o tempo todo trancada e a chave continua na fechadura, do lado de dentro? 

Essa premissa consagrada pelos escritores mais talentosos é o ponto de partida de todas as histórias reunidas neste livro. E o segredo por trás de cada trama cabe a você descobrir! 

Então, apure os sentidos, aguce seu senso de detetive e prepare-se para entrar em um mundo de suspense e mistério, desfrutando das histórias mais criativas publicadas em todos os tempos. 

Com curadoria de Victor Bonini!

Resenha:
Desde que vi a Faro anunciando esse livro, eu já desejei ele. Como fã de livros de mistério desde que me conheço por gente, é claro que assim que ele chegou aqui em casa já furou a fila na pilha de leitura e acabei lendo ele em um dia de tão bom que é. Como vocês podem ver pela sinopse, o livro tem a curadoria do Victor Bonini, de quem já resenhei alguns livros aqui no blog e que assim como eu é fã da Agatha Christie. Bonini reuniu nesse livro cinco contos que partem da mesma premissa, mas não é somente essas cinco histórias que usam o mistério do quarto fechado como ponto de partida, ela é bem comum nos romances policiais porque prende o leitor em um mistério considerado praticamente impossível de desvendar.

Mas não quando temos detetives como Sherlock Holmes em cena. Logo no primeiro conto já vamos nos deparar com o detetive inglês no conto A aventura dos dançarinos. Por já ser fã do Arthur Conan Doyle e seu famoso detetive eu já havia lido esse conto anteriormente, mas confesso que depois de tantos livros lidos as histórias se embaralham em nossa mente e da história só lembrava mesmo é das figuras dos dançarinos. E temos mais uma história incrível do autor com um desfecho surpreendente. Mas o que chama a atenção nos livros com o detetive não é nem a resolução do caso em si, e sim a forma como a mente do detetive trabalha e de como ele consegue solucionar o caso que seu amigo e parceiro o Dr. Watson, assim como o leitor, nem imagina antes de ele revelar os detalhes. 


O segundo conto, Os assassinatos na Rua Morgue do autor Edgar Allan Poe, também foi uma releitura. Esse conto foi meu primeiro contato com o autor e foi o que mais gostei dele até agora dos que eu li. Aqui também temos um cenário onde é praticamente impossível descobrir o que aconteceu, e o crime e a resolução em si é ainda mais interessante do que a do conto anterior. E confesso que achei que o autor deu uma viajada na resolução do mistério, mas ainda assim é impressionante. Também pouco me lembrava da história, só tinha uma coisa muito clara na minha mente quando lembrava desse conto, a capa do livro que peguei emprestado na biblioteca municipal aqui da minha cidade. Era uma capa bem feia por sinal, e relendo agora vi que a capa traz um baita de um spoiler.

O terceiro conto foi o que mais me prendeu e se tornou meu favorito do livro. Em O problema da cela 13, Jacques Futrelle traz um personagem que fiquei encantada em conhecer. Já disse aqui em outras resenhas o quanto personagens inteligentes me atraem e o professor Augustus Van Dusen está bem acima da média. Já me apaixonei pelo personagem e vou querer ler outras histórias com ele. Eu fiquei vidrada no conto esperando que ele ia cumprir o que prometeu, fugir de uma cela trancada em uma semana usando a mente, apenas tentando descobrir a forma que ele ia conseguir. E assim como os outros personagens do conto, fiquei besta com o desenrolar da história e das revelações finais.


Em seguida temos O homem invisível do autor G. K. Chesterton. E foi o que menos gostei dentre os cinco. Precisei ficar pensando nele um tempo antes de passar para o próximo conto porque de primeira não entendi muito bem a história, principalmente o final. E por ultimo temos A história do viajante a respeito de uma cama estranhamente ruim do autor Wilkie Collins. Achei a história bem intrigante também, assim como no segundo e quarto conto, ela tem um tom mais sombrio que deixa o cenário mais sufocante e intrigante. E finalizou o livro com chave de ouro. Se você assim como eu aprecia romances policiais, esse livro vai ser uma bela aquisição a sua coleção. 

E agora preciso falar dessa edição que mais uma vez temos a Faro arrasando. A capa é paperback, mas parece ser capa dura de tão lindo que são os detalhes nela. As gravuras lembram bastante molduras com detalhes específicos das histórias. Na hora lembrei das edições de colecionador que tinham nas bibliotecas. Na contra guarda, na folha de rosto e nas aberturas de capítulos temos ilustrações lindas dos autores. E um detalhe que amei é que temos a tradução das palavras de outros idiomas que são usadas durante a história, na forma de notas de rodapé. Eu amo os livros da Agatha, mas como faz falta a tradução de algumas palavras e até mesmo frases inteiras usadas pelo detetive Hercule Poirot.   

Nota:






25 julho 2016

Resenha | O cão dos Baskerville - Arthur Conan Doyle


Livro: O cão dos Baskerville
Série: Não
Gênero: Policial
Autor: Arthur Conan Doyle
Editora: Zahar
Páginas: 264
Ano: 2013

Resenha:
Arthur Conan Doyle foi um médico e escritor e seu maior reconhecimento vem dos contos e romances protagonizados por Sherlock Holmes e seu fiel parceiro o dr. Watson. Sherlock Holmes é considerado uma das três personagens mais conhecidas no mundo. O cão dos Baskerville foi publicado entre 1901 e 1902, após ter sido publicado um conto, O problema final, onde Sherlock era assassinado. Não se sabe se foi por problemas financeiros ou foi devido a precisar de um personagem a altura para a história, o certo é que o detetive reapareceu. Mas ainda fica a dúvida se ele retornou mesmo, porque a história não tem um período específico, então pode ser que ela tenha acontecido antes de O problema final. Essa edição que li da Zahar, traz a publicação original e também 40 ilustrações do primeiro ilustrador do famoso detetive.

No começo da história temos Holmes e Watson analisando uma bengala que foi esquecida por alguém que esteve esperando por Holmes em seu apartamento. Como sempre, as deduções de Watson são pouco precisas, enquanto Holmes usa dos erros de Watson para enxergar a verdade. A bengala pertence a um médico, o dr. Mortimer, que traz um caso muito estranho para Sherlock analisar. Ele conta que existe uma lenda a respeito da família Baskerville, que começou a muitos anos com Hugo Baskerville. Hugo depois de sequestrar uma donzela, acabou morto na charneca perto de sua propriedade por uma enorme criatura negra, que dizem ser um cão dos infernos. Desde então todos os seus descendentes tem mortes horríveis. E o dr. acredita que mais uma dessas mortes acaba de acontecer.

Ele aconselhou Charles Baskerville a se mudar de lá, pois o medo estava acabando com ele. Mas na noite anterior a partida de Charles, ele foi encontrado morto e perto do corpo, algumas pegadas que parecem pertencer a um enorme cão de caça. E Mortimer parece convencido que a lenda é verdadeira, por isso ele tem medo pelo futuro de Henry Baskerville, que está se mudando para a propriedade como herdeiro de Charles. Então ele quer a opinião de Sherlock para saber qual atitude ele deve tomar. Só que o destino parece decidir por ele, porque quando ele encontra com Henry, Henry mostra um aviso que recebeu, de que se ele dá valor a sua vida, que ele não se aproxime da charneca. Agora resta saber se o mistério pode ser resolvido por Sherlock, ou será preciso chamar um padre. Mas por via das dúvidas, Sherlock pede que Watson não saia do lado de Henry. Então os dois vão para Baskerville, enquanto Sherlock cuida de um outro caso.

Eu li esse livro quando era adolescente. Faz alguns meses hehe. Brincadeira, tem uns bons 20 anos já. E agora reli ele para o desafio. Do que eu lembrava, era o meu livro favorito do Sherlock e agora relendo, continua sendo. As pessoas falam que não tem graça reler livros policiais, porque o leitor já sabe o desfecho do mistério, mas eu não concordo. Da primeira vez que a gente lê, não dá para prestar muita atenção a todos os detalhes e as pistas que o autor vai soltando ao longo da história. A gente está avido para saber o culpado. Então na segunda vez, a gente vai percebendo as pistas e vendo os detalhes que a gente não tinha percebido antes. Pelo menos eu penso assim. Ainda mais em um livro cujo detetive é feito de ação e caça as pistas.

Apesar do Poirot ser o meu detetive favorito de toda vida, não posso negar que o Sherlock tem seu charme. Ele é esquisito, excêntrico, não gosta de compartilhar sua linha de raciocínio antes do quebra cabeça estar completo, por vezes valoriza mais o caso e o assassino por trás dele do que a própria vítima, mas são essas carateristas que fazem dele um detetive amado por muitos. E sua metade, Watson, completa essa dupla. O que falta em Sherlock, é suprido por Watson. Acho que um, não seria nada sem o outro. Não posso falar muito do caso em si, porque se não vou soltar spoilers, mas digo que vale a pena a leitura para quem gosta de uma boa história policial. E como o próprio Sherlock cita no livro, esse vilão que eles estão enfrentando é um dos mais inteligentes que ele já teve o prazer de encontrar. Quanto a edição da Zahar, está maravilhosa.

Nota:






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