Livro: Simplesmente o Paraíso
Série: Quarteto Smythe-Smith # 1
Gênero: Romance de época
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 272
Ano: 2017
Resenha:
Honoria Smythe-Smith e Marcus Holroyd se conhecem desde que Marcus tinha doze anos e Honoria era uma criança de seis. Marcus foi criado longe de todas as crianças e seu primeiro contato com alguém de sua idade foi aos doze anos, quando seu pai resolveu que estava na hora dele ir para o Eton College. Até então ele teve um pai ausente, sua mãe faleceu quando ele tinha quatro anos, mas se estivesse viva também não teria feito muita diferença, já que ela pensava como seu pai. Ele teve a melhor educação que alguém na sua posição poderia ter, só que seu contato foi apenas com tutores. Por isso ele parecia um bicho assustado quando chegou ao colégio. Mas teve a sorte de ser companheiro de quarto de Daniel Smythe-Smith que era o oposto dele e logo viraram amigos. E devido a essa amizade, ele começou a passar as férias na casa de Daniel e quando percebeu Marcus considerava os Smythe-Smith sua família.
E assim se passaram os anos, com Daniel e Marcus fugindo de Honoria, que por ser a mais nova e com uma grande diferença de idade do resto dos irmãos, vivia atrás dos meninos e queria participar de tudo o que eles faziam. Mas ela sempre estragava tudo, e ainda por cima era uma menina. Só que mesmo com as negativas de Daniel, Marcus tinha pena de Honoria e sempre deixava que ela os acompanhasse. E esse senso de proteção de Marcus ainda está em vigência hoje, anos depois. Daniel teve que fugir para a Itália após fazer parte de um escândalo, mas antes de ir, fez Marcus prometer que não deixaria que Honoria se casasse com um imbecil. Ele vem cumprindo essa promessa a risca, já tendo espantado alguns pretendentes de Honoria que definitivamente não a mereciam. Mas Honoria nem sonha com isso. Por isso ela se espanta quando eles se encontram em Cambridge e Marcus diz que vai visitá-la.
Marcus agora é o Conde de Chatteris, e é um ótimo partido. Mas para Honoria ele será sempre o Marcus, e toda vez que ela olha para ele é como se o tempo voltasse e ela fosse novamente uma criança irritante ou uma adolescente desajeitada. Mas para suas amigas e primas, ele é o candidato a marido perfeito. Por isso elas tem a ideia de convidarem Marcus e alguns cavalheiros, entre eles Gregory Bridgerton, a quem Honoria decide que será seu marido, para um evento na casa de uma delas. E Honoria já tem um um plano para conquistar Gregory, já que se depender dos seu talento musical, ela não vai casar nunca. Honoria faz parte do quarteto musical Smythe-Smith que é conhecido por todos por tocarem muito mal. Mas seu plano dá errado e quem acaba caindo na armadilha é Marcus. E esse incidente acaba fazendo os dois perceberem que o que eles sentem um pelo outro está longe de ser amor de irmão.
"— Eu estava pensando que este momento é simplesmente o paraíso.
Ele ficou em silencio por um instante, depois sussurrou, tão baixo que Honoria não teve certeza se ouvira direito:
— O paraíso não poderia se comparar a esse momento."
Quando a Arqueiro anunciou essa nova série da Julia, é logico que eu desejei ler na hora. Meu primeiro contato com os livros do gênero foi com O Duque e Eu. A Julia que me fez amar esse gênero, que hoje é o meu favorito e já tenho até uma prateleira e meia na minha estante só desse gênero, por isso ela sempre terá um cantinho especial no meu coração. E os livros em sua maioria são da Arqueiro, que vem se destacando e muito nos livros do gênero ultimamente, principalmente por suas capas incríveis e pelos melhores autores do gênero estarem em seu catálogo. A Julia tem o dom de criar famílias que caem no gosto da gente. Depois de amar e desejar fazer parte da família Bridgerton, agora é a vez de querer ser uma das Smythe-Smith, mesmo que isso acarrete em ter que tocar no quarteto mais desafinado da face da Terra.
Eu amei Simplesmente o Paraíso pela simplicidade e leveza da história. A história não tem grandes acontecimentos, não tem muita ação, não temos grandes discussões e são poucos os personagens. Basicamente o livro todo só aparece os dois protagonistas, com exceção de alguns capítulos que temos vários personagens, inclusive alguns já conhecidos como o Colin Bridgerton e a Lady Danbury, dois dos melhores personagens da série Os Bridgertons, pelo menos na minha opinião. Mas o que me encantou aqui foi a forma como o amor foi construído entre eles a partir de uma situação trágica. Amor esse que já existia antes, é claro, por eles terem se conhecido a vida toda, mas que precisava de um empurrãozinho para que eles conseguissem enxergar o que sentiam.
Honoria é o tipo de personagem que não tem como não gostar dela. Alguns vão dizer que ela é sem graça e sem sal. Mas eu achei ela perfeita para a história contada pela autora. A sua principal caraterística é a bondade. E vemos isso em várias situações, inclusive em como ela sabe o quanto ela e suas primas tocam mal, mas ela não deixa de participar pelo prazer da companhia e para não quebrar a tradição familiar. Já Marcus é daqueles personagens que a gente quer pegar no colo logo no inicio por todo seu histórico familiar. E mesmo tendo pais ausentes, ele se torna um homem honrado, mostrando que isso não é desculpa para que as pessoas façam coisas erradas depois de adultas. Para não me alongar mais e tirar o prazer de quem vai ler, só me resta indicar para os fãs do gênero. Com certeza essa é mais uma série que vai entrar para a minha lista das queridinhas.
Nota:

