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15 setembro 2018

Resenha | Em Busca Da Glória - Soman Chainani


Livro: Em Busca da Glória
Série: A Escola do Bem e do Mal #4
#1 - A Escola do Bem e do Mal
#2 - Um Mundo Sem Princípes
#3 - Infelizes Para Sempre
Gênero: Fantasia
Autor: Soman Chainani
Editora: Gutenberg
Páginas: 368
Ano: 2018

Contêm spoilers dos livros anteriores.

Resenha:
Com a morte do Diretor da Escola, Sophie e Agatha acreditaram que enfim tinham encontrado seus "felizes para sempre", mesmo que seus caminhos seguissem separados. Agatha partiu para Camelot com seu príncipe Tedros enquanto Sophie era a nova Reitora do Mal da Escola do Bem e do Mal. Agatha e Tedros sabiam que a situação em Camelot estava difícil desde a morte do Rei Arthur. Mas nem em seus piores pesadelos eles esperavam encontrar uma situação tão desesperadora quanto a que encontraram. Na ausência de um rei, os conselheiros assumiram o poder e se aliaram aos mais ricos, deixando a maior parte do povo na miséria, bem diferente do que tinha feito Arthur, que quando liderou Camelot trouxe a era do ouro para a cidade e todos se tornaram prósperos.

E nos seis meses que Tedros está no trono, nada mudou, porque depois do que aconteceu na sua coroação,Tedros não tem um pingo de confiança em si, e quem realmente está governando Camelot é Lady Gremlaine, a antiga governanta de Guinevere e Arthur. Seguindo seu coração, Tedros apresentou Lancelot e Guinevere como membros da sua corte e Agatha como sua rainha. Mas o povo não esqueceu o que aconteceu e para eles estão diante de dois traidores do reino e de uma garota com aparência de bruxa. E o caos se instala quando Tedros não consegue retirar Excalibur da pedra como havia sido determinado por seu pai para sua coroação ser completa. Agora Agatha mal vê Tedros enquanto planeja seu casamento, que será em dois meses, e a única esperança de restaurar a fé do povo no governo de Tedros.

Enquanto isso Sophie tem 125 novos Nuncas para cuidar enquanto os alunos antigos estão fora cumprindo as missões do 4ºano. Sophie reformou toda a Escola do Mal dando seu toque pessoal em cada canto. Da antiga turma só Hort que ficou, como um favor pessoal a Sophie, ele está dando aulas de História do mal, mas preferia estar em sua missão. Já Hester, Anadil e Dot estão em uma missão secreta para encontrar um novo Diretor para a Escola antes que Sophie saia ainda mais do controle e acabe com o equilíbrio do mundo. Mas elas não estão se saindo muito bem na missão. Nem elas nem ninguém na verdade. As coisas estão muito erradas e tudo parece estar ligado com o fato de Tedros não conseguir pegar Excalibur. Como se algo ou alguém tivesse um plano para derrotar o Bem e o Mal e sozinho governar a Floresta Sem Fim.

"Mas de tudo o que aprendi na escola, uma lição se provou a mais importante: ninguém sabe o que é bom ou mau até que a história seja escrita. Ninguém sabe se um Final Feliz vai durar ou se um Final Feliz é mesmo feliz. A unica coisa que temos é o momento que estamos vivendo e o que escolhemos fazer com ele."

Como vocês podem ver ali na capa do livro, temos o número 4 junto ao título A Escola do Bem e do Mal. Mas esse livro não é uma série. Como disse o próprio autor, a história da Agatha e da Sophie foi finalizada na Trilogia. Mas como ainda tem muitas histórias desse mundo mágico criado pelo autor para serem contadas, teremos uma sequencia, que se não me engano será uma nova trilogia, mas aqui temos novos personagens e o protagonismo não é mais exclusivo das garotas, tanto que nessa capa temos Agatha e Tedros em destaque. Mas eu, e creio que os outros fãs da história também, vou pensar nela como série e como está na capa, nesse livro como o quarto hehe.

Quando fiquei sabendo desse livro fui logo criando expectativas porque essa série foi uma das melhores que li ultimamente. E tive sentimentos bem contraditórios ao longo do livro. Eu amei o livro como um todo, mas também me decepcionei com várias coisas. E vamos falar logo sobre as partes chatas e depois deixar meus elogios e minha recomendação para que quem ainda não leu, leia essa série. Quando li o primeiro livro dá série, encontrei vários defeitos nos personagens, principalmente em Tedros. Tedros deveria ser o príncipe tudo de bom que salva o dia, mas ele não passou de um fraco que reclamava de tudo e que a meu ver só fez figuração no primeiro livro. Mas então as coisas foram mudando e o personagem foi crescendo e acabei me apegando a ele.

O mesmo aconteceu com a Agatha que prometia ser um personagem incrível, mas que foi ofuscada pela Sophie e que ao longo da história evoluiu tanto que acabei amando a personagem. Dai o autor me faz o favor de pegar toda essa evolução e jogar no lixo porque nesse quarto livro é como se a personalidade deles fosse a mesma do primeiro. Que ódio que eu fiquei de ver eles passando pelos mesmos problemas que eles já tinham superado. Tedros virou um covarde de novo, Agatha se apagou e Sophie virou a mesma menina mimada e invejosa que só pensava no próprio umbigo. Para que isso meu Deus? Eles já estavam em outro patamar e temos que ver os mesmos mimimis novamente. E mesmo pensando na questão da idade, eles ainda são adolescentes, não dá para aceitar isso. Errou feio Soman.


Agora vamos as partes boas. Gente que cenário incrível que o autor criou. Aqui temos uma expansão, já que a história não está mais focada só na Escola. Boa parte do livro vamos viajar por Camelot e seus arredores. A Floresta Sem Fim, é literalmente sem fim e creio que o autor ainda vai tirar muita água dessa fonte. E deixando de lado os três protagonistas, temos muitos personagens incríveis colocando em pratica o que aprenderam na Escola durante os três anos. O Coven, minhas personagens favoritas da série, estão demais cumprindo sua missão, que é encontrar o novo Diretor da Escola. Essas garotas arrasam. Hort também um dos meus queridinhos, até que enfim acordou para a vida e viu que existe outras pessoas fora a Sophie. Eu até que tinha torcido para um final feliz entre os dois, mas acho que a Sophie não merece ele.

E falando em Sophie, eu nem tinha ideia de que ela conseguiria ser pior do que foi até agora, mas ela conseguiu. Dá vontade de esfregar a cara dela no asfalto. E mesmo odiando ela com todas as minhas forças tenho que reconhecer que ela é um dos grandes nomes dessa história e que pelo menos metade de seu sucesso se deve a ela. Por vezes Agatha e Tedros fica à sua sombra. E não posso deixar de citar a Nicola, uma personagem que já chegou sendo tudo o que Agatha deveria ser. Mas enfim, como um todo, a história mereceu nota máxima, mesmo com esses pontos negativos que citei. E não posso deixar de falar das edições que nos três primeiro livro já eram incríveis e a editora conseguiu se superar, porque tanto a capa quanto a edição do quarto livro estão perfeitos. Leiam, tenho certeza de que você vai se encantar pela história assim como aconteceu comigo.

Nota:






18 junho 2018

Resenha | Infelizes Para Sempre - Soman Chainani


Livro: Infelizes Para Sempre
Série: A Escola do Bem e do Mal #3
#1 - A Escola do Bem e do Mal
#2 - Um Mundo Sem Princípes
Gênero: Fantasia
Autor: Soman Chainani
Editora: Gutenberg
Páginas: 416
Ano: 2016

Por ser uma trilogia, contêm spoilers dos livros anteriores.

Resenha:
Em A Escola do Bem e do Mal conhecemos Sophie e Agatha, duas garotas que viviam no povoado de Gavaldon e que descobriram que a maldição que rondava o povoado era verdadeira. Elas foram levadas do povoado e foram parar na Escola do Bem e do Mal onde começaram a viver seu conto de fadas, Agatha como princesa e Sophie como a bruxa do mal. Mas Agatha acreditava em Sophie e escolheu a amizade dela em vez do amor do príncipe Tedros. Com essa escolha a maldição foi quebrada e as duas voltaram para casa. Só que ao escolher Sophie, Agatha acabou mudando as regras e todas as garotas não queriam mais saber dos seus príncipes, o que levou a uma guerra entre as Meninas e os Meninos. Só que nenhuma das duas garotas estavam felizes no povoado e acabaram retornando para a escola no meio da confusão onde Agatha teve certeza de que seu final feliz era com Tedros e Sophie acabou ressuscitando o Diretor da Escola com um beijo. 

Ele voltou no corpo de um belo rapaz, mas sua essência era a mesma e seu primeiro ato foi mandar Agatha embora e ao pedir a ajuda de Sophie, ela fez uma escolha diferente da de Agatha e acabou ficando com o novo diretor e Agatha foi parar em Gavaldon junto com Tedros. Mas só foi Agatha desaparecer para Sophie se arrepender de sua escolha e quando o Diretor fez o pedido, Sophie recusou. Três semanas depois, Sophie ainda não conseguiu aceitar o anel que lhe é oferecido todas as manhãs. Mas por causa da sua recusa algo parece estar muito errado. O Sol parece estar enfraquecendo um pouco mais a cada dia e o Storian permanece parado sobre o livro aberto se recusando a começar uma nova história, como se a história dela ainda não tivesse terminado. Sophie então aceita se casar com o Diretor, que depois de muita insistência de Sophie, diz se chamar Rafal. Mas o Storian não se move, sinal de que não é só com Sophie que as coisas não andam bem. E eles estão certos. 

Quando Agatha e Tedros chegaram em Gavaldon, Tedros estava quase morto pelo ferimento causado pelo Diretor. E assim que chegam Agatha descobre que ela está sendo procurada como bruxa junto com Sophie pelos anciões e por isso ela e Tedros não podem sair de dentro de casa. E dia após dia o que eles fazem é brigar, a ponto deles começarem a duvidar do que sentem um pelo outro. Até que Tedros decide que eles precisam voltar porque enquanto o vilão estiver vivo, eles não terão seu final feliz. E é bem a tempo deles fugirem dos anciões que quase conseguem queimar os dois na fogueira, mas eles conseguem fugir com a ajuda da mãe da Agatha, que se revela como uma bruxa de verdade. E ao chegar na Escola eles encontram as coisas a beira do caos. Os vilões dos contos que estavam mortos, voltaram a vida e estão matando os heróis de seus contos. Agora Agatha e Tedros tem que convencer Sophie a dar as costas para seu final feliz matando o Diretor da Escola, ou o mundo como todos conhecem, deixará de existir.

"Eu n-não posso... Eu só quero ser feliz! Por que tenho que matar alguém?"
"Porque esse é o seu livro de história. Seu e da Agatha." respondeu Lady Lesso. "Por isso que o Storian ainda tem que concluí-la. Ele está esperando que você faça sua escolha entre quem vive no Fim: sua melhor amiga ou seu verdadeiro amor. O Bem ou o Mal."

Confesso que quando comecei a ler A Escola do Bem e do Mal, eu achei que fosse gostar, porque sou fã dos contos de fadas e essa história tinha uma premissa muito interessante para quem gosta de contos, príncipes e princesas. Mas ainda assim achei que fosse algo mais voltado para um publico mais jovem e que fosse ser uma história meio superficial. Mas não é que adorei o primeiro livro, achei o segundo maravilho e o terceiro foi espetacular. O autor começou como quem não quer nada e a história cresceu tanto que acho que nem ele esperava que fosse terminar assim. Minto, porque ele já sabia como ia terminar sim já que nesse ultimo livro todas as pontas soltas se juntam, até aquelas que nem o leitor, eu no caso, tinha imaginado que teria alguma coisa a ver com a história.


Teve coisas que  no primeiro eu pensei: "ah, legal, mas é claro que isso tinha que ser assim", no segundo livro desconfiei de que tinha algo mais, e no terceiro acabou sendo o ponto que ligava tudo e que dava origem a essa história maravilhosa. Eu fiquei besta com o tanto de coisas que eu tinha deixado passar e teve várias perguntas que eu não me fiz e ele respondeu nesse terceiro livro. Então fica a dica para quem vai ler a trilogia, pense em cada ação, cada pessoa, cada detalhe, tudo, porque no final até uma virgula vai ser relevante para juntar as peças e montar o quebra cabeça que o autor criou ao trazer a história da Sophie e da Agatha e de todos os outros que passaram por essas páginas ao longo deses três livros. Três por enquanto porque já vi que ele começou uma nova trilogia nesse mesmo mundo e é claro que já estou torcendo para vir para cá.

Eu como fã de contos de fadas me deliciei nesse terceiro livro porque temos vários personagens famosos dando as caras por aqui. Tem o Merlin, a Cinderela, João e Maria, Pinóquio, Peter Pan e por ai vai e também seus algozes que voltaram a vida para matar os heróis. E o mais legal é que eles estão velhos e ri muito das cenas onde eles interagem com os novos heróis. Outros personagens que vem roubando a cena desde o primeiro livro e merecem menção, são o coven das garotas Nuncas, a Hester, a Dot e a Anadil e também o Hort, que desde o primeiro livro adora o chão que a Sophie pisa. Desde o primeiro livro eles tem se destacado e nesse não foi diferente. Sophie, Agatha e Tedros não teriam feito metade do que fizeram se esses personagens que me conquistaram não tivessem servido de apoio e por várias vezes salvado a vida dos nossos heróis.

E eu que não suporto triângulo amoroso me vi envolvida em um durante toda a história. Sophie ama Tedros que ama Agatha que ama os dois. Desde o primeiro livro a escolha de quem fica com quem tem movido a história e as escolas. A cada decisão das meninas ou da Agatha no caso, as coisas mudam na Escola do Bem e do Mal. E foi um prazer acompanhar esses três desde o primeiro livro. Agatha com seu medo de não ser boa o suficiente para estar em uma escola de princesas e futuramente de não estar a altura do papel de rainha. Tedros que usa sua beleza como um escudo já que ele morre de medo de ser traído como aconteceu com seu pai, o rei Arthur. E Sophie em sua luta interna para ser do bem, mesmo quando tudo e todos apontavam que isso era impossível. São personagens inesquecíveis que amei e odeie ao longo dos livros e que me fizeram terminar o livro com lágrimas nos olhos.


E uma coisa que não posso deixar de falar, que foi a forma como o autor mostrou sobre a felicidade. O objetivo dos personagens, principalmente das garotas, era encontrar seu par para finalmente poder ser feliz. E o autor mostrou muito bem como isso é impossível. Agatha primeiro colocou suas expectativas na amizade de Sophie, mas isso não bastou. Depois escolheu Tedros, mas nem assim ela ficou feliz. E Sophie queria tanto ter alguém para ser feliz que chegou ao ponto de ficar com o vilão da história, só para dizer que tinha alguém que a amava. E não é que isso acontece e muito hoje em dia?  Conheço muita gente que namora qualquer um só para não estar sozinho e muitos outros que acham que a outra pessoa tem que ser responsável por sua felicidade. Enquanto colocarmos nossa esperança de felicidade em outra pessoa, sempre vamos nos frustar e achar algum motivo para ser infeliz.

E para terminar já que essa resenha está enorme, só me resta indicar o livro para todos. Vi nos comentários das resenhas dos livros 1 e 2 algumas pessoas falando sobre o livro ser mais infantil. Não se engane, a história é para todos os públicos. Se você que lê minhas resenhas se identifica com meu gosto literário, vá por mim e leia o livro. Eu amei a trilogia e se tivesse como dar uma nota maior de cinco no skoob com certeza eu daria. E além de uma história maravilhosa, ainda temos um excelente trabalho da editora, com capas magnificas e uma diagramação perfeita. E tem várias ilustrações de personagens e de algumas cenas marcantes da história. Por isso vale muito a pena ter e ler os livros.

Nota:







24 maio 2018

Resenha | Um Mundo Sem Príncipes - Soman Chainani


Livro: Um Mundo Sem Príncipes
Série: A Escola do Bem e do Mal #2
#1 - A Escola do Bem e do Mal
Gênero: Fantasia
Autor: Soman Chainani
Editora: Gutenberg
Páginas: 320
Ano: 2015

Contêm spoilers do primeiro livro.

Resenha:
Há duzentos anos o povoado de Gavaldon vem sendo assombrado por uma maldição. De quatro em quatro anos dois adolescentes desaparecem de suas casas sem deixar vestígios, e não importa o que os pais façam, eles não conseguem impedir que seus filhos sejam levados. Depois de um tempo eles descobriram que os que são levados vão parar nos livros dos contos de fadas, que aparecem misteriosamente na porta da livraria. Um dos adolescentes será um príncipe ou princesa e o outro será o vilão ou vilã da história. No último ano duas garotas foram levadas, Sophie e Agatha. Sophie tinha certeza de que estava destinada a ser uma princesa, mas quando elas chegaram na Escola do Bem e do Mal, Agatha foi para a escola do Bem e Sophie para a do Mal. E depois de muito esforço e confusão, elas quebraram a maldição e conseguiram serem as primeiras a voltar para casa.

Quando as meninas voltaram elas eram como celebridades e até fizeram estátuas em homenagem as garotas que quebraram a maldição. Mas as coisas foram esfriando e agora nove meses depois ninguém mais lembra do que aconteceu. Mas Sophie não vai deixar isso quieto, ainda mais que seu pai conseguiu o consentimento dos anciões e vai se casar de novo com uma mulher que tem dois filhos homens, o que sempre foi o desejo do seu pai. Então ela arma uma espécie de teatro para comemorar a data em que os adolescentes eram levados na esperança de voltar as atenções para ela. E não é só Sophie que não está feliz. Agatha fica tendo alguns vislumbres de um conhecido príncipe. E no dia do casamento do pai de Sophie, ela acaba desejando que seu final feliz fosse diferente, o que desencadeia uma série de acontecimentos que termina com Sophie trancada dentro da igreja com o povo querendo que ela vá embora do povoado.


Quando desejou ter um final diferente Agatha reabriu acidentalmente os portões da Escola do Bem e do Mal. Mas quando elas chegam na escola as coisas estão bem diferentes. Quando Agatha escolheu Sophie em vez do príncipe Tedros, as coisas mudaram porque as princesas agora acreditam que podem ter seu final feliz sozinhas e não precisam mais dos príncipes. Então em vez de Escola do Bem e do Mal, agora existe a Escola das Meninas, com todas princesas e bruxas juntas no lugar da Escola do Bem e onde ficava a escola do Mal, agora estão todos os garotos. E todos eles só tem um objetivo em mente: capturar Sophie. Tedros agora é o novo Diretor da Escola e tem o Storian em seu poder e pretende reescrever o conto de fadas das garotas. E na sua visão só tem duas formas de mudar o final desse conto. Ou Agatha escolhe ficar com ele e manda Sophie de volta para Gavaldon ou Sophie vai ter que morrer. Mas existe uma terceira opção, a nova Reitora da Escola das Meninas pretende começar uma guerra e matar todos os meninos. 

"Então, deixe-me entender isso direito", Hester olhou, sentada em uma pia dourada, ao lado de Anadil, ambas vestindo a túnica preta dos Nunca. "Tedros quer matar Sophie. Sophie quer matar Tedros. E, a menos que você encontre um final com um deles agora, todo mundo nesta escola morre."

Apesar dessa história toda ter começado por causa de uma maldição, a "maldição do segundo livro" passou longe dela. Ele conseguiu ser ainda melhor que o primeiro e superou seu antecessor. Eu já tinha me encantado com o primeiro livro e toda a apresentação e cenário das escolas, mas nesse temos novos cenários e novos personagens inseridos o que deu outra perspectiva para a história, e também a história não gira somente em torno de Sophie e Agatha como no primeiro livro, mesmo que elas ainda continuem sendo o motivo de tudo estar acontecendo, mas nesse segundo livro temos vários outros personagens que são bem mais aproveitados, como Tedros, que foi quase um figurante no primeiro livro, e ainda tenho que destacar Evelyn Sader, a nova Reitora da Escola das Meninas que fez muito bem seu papel de vilã.


Depois do final do primeiro livro, que se o autor quisesse poderia ter terminado a história ali com as garotas tendo seu final feliz, não sabia muito o que esperar do começo desse segundo. E amei o que o autor fez. Ao escolher ficar com Sophie em vez de ficar com o Príncipe Tedros, Agatha abriu um precedente para todas as outras garotas. Para Agatha não foi uma escolha amorosa, mas ela escolheu ficar com o que ela conhecia, ficar na sua zona de conforto e ignorou o que estava sentindo pelo príncipe, já que ela nunca teve a atenção de ninguém antes de conhecer Sophie. Mas apesar de estar onde ela queria e com quem queria, seu coração queria algo mais. Mas em nenhum momento ela deixou de ser leal e amar Sophie, o que só torna as atitudes de Sophie ainda pior. E coloca pior nisso. Sophie não aprende nunca. Depois de tudo o que aconteceu era de se esperar que ela fosse mudar pelo menos um pouquinho, mas não, ela continuou fútil e egoísta e não pensou duas vezes antes de escolher as coisas em benefício próprio.

Mas são essas características que tornam as personagens marcantes, e mesmo odiando Sophie pelas coisas que ela faz, se fosse diferente acho que eu não amaria a história da mesma forma. Tedros dessa vez me conquistou, porque no primeiro livro achei ele um bobão. Mas aqui enfim ele mostrou seu valor. As garotas Nunca (vilãs), também continuam arrasando e espero que tenham um final digno nessa história. Agora quem roubou a cena mesmo foi a Reitora Evelyn. O Diretor da Escola no primeiro livro pareceu ser um coelhinho diante das maldades dela. Por isso achei seu final bem insatisfatório, ela merecia mais. E falando em final, ainda bem que já tenho o terceiro livro porque diferente do primeiro, ele termina de uma forma que me deixou com o coração na mão e preciso saber o que acontece. Quanto a edição está tão bem feita quanto a do primeiro livro, com uma capa de arrasar e com ilustrações maravilhosas que mostram algumas cenas da história. Enfim, se você é fã de contos de fadas e livros de fantasia, essa trilogia é para você.

Nota:






11 maio 2018

Resenha | A Escola do Bem e do Mal - Soman Chainani


Livro: A Escola do Bem e do Mal
Série: A Escola do Bem e do Mal #1
Gênero: Fantasia
Autor: Soman Chainani
Editora: Gutenberg
Páginas: 352
Ano: 2015

Resenha:
Há mais de dois séculos no povoado de Gavaldon, a cada quatro anos dois adolescentes são levados de suas casas e não importa o que seus pais façam para protegê-los, eles desaparecem sem deixar vestígios. Segundo uma lenda antiga, os adolescentes são levados por uma sombra que eles acham ser o Diretor da Escola do Bem e do Mal onde os que são levados estudam para se tornar os heróis e os vilões das histórias. Um adolescente vai ser um herói e o outro será um vilão. Mas a maioria das pessoas não acreditam nessa lenda. No começo eles achavam que era culpa dos ursos, depois dos buracos negros. Mas quando o rosto dos adolescentes que sumiam começaram a aparecer em livros de contos de fadas que eram deixados em frente a livraria do povoado, a maioria das pessoas começou a acreditar na lenda.

O pai de Sophie é um que não acredita nessas bobagens, mas como o povo está dizendo que Sophie pode ser levada esse ano, ele resolve que é melhor prevenir do que remediar e prega tabuas em todas as janelas e portas de sua casa. Sophie desde sempre se prepara para ser levada. Ela linda com seus olhos verdes e seus longos cabelos loiros, e tem certeza de que é perfeita para ser uma princesa e viver uma linda história de amor. Ela até sonha com isso, com o dia em que vai encontrar seu príncipe encantado. Por isso diariamente ela faz seu ritual de beleza que dura em média duas horas por dia, afinal uma princesa tem que ter a pele perfeita, e depois passeia pelo povoado com seus vestidos cor-de-rosa e seus sapatos de cristal. Já sua amiga Agatha não acredita nem um pouco nesse monte de baboseira de escola e contos de fadas. 

Sophie se tornou amiga de Agatha para fazer uma boa ação, porque Agatha é bem esquisita, ela mora em um cemitério e só se veste de preto, por isso ela não tem amigas e para Sophie ser amiga de Agatha, é uma atitude de uma princesa. Na noite tão esperada, Sophie arruma suas malas e se prepara para ser levada. Mas Agatha gosta de verdade de Sophie e vai fazer o que estiver ao seu alcance para impedir isso. Então quando Agatha vê uma sombra indo em direção a casa de Sophie e pegando a mesma, Agatha agarra Sophie e acaba sendo levada junto para dentro da floresta que rodeia Gavaldon. Sophie é só sorrisos até que o inesperado acontece. Elas avistam dois castelos imensos em plena floresta e Agatha constata que estava errada e que a escola é real. Mas as coisas não acontecem como Sophie esperava porque Agatha é deixada nas Torres do Bem, e ela que sempre sonhou em ser uma princesa, é jogada nas Torres do Mal.

"Na Floresta Primitiva
Há duas torres erguidas
Na Escola do Bem e do Mal,
A Pureza e a Malícia.
Não tem como escapar
Se um Conto de Fadas
Não vivenciar."

A primeira coisa que me chamou a atenção nesse livro foi essa capa linda, que por sinal é da segunda edição, já que na primeira capa lançada pela editora não tinha as meninas atrás dos pássaros. Depois o que me atraiu foi saber que é um livro onde vamos encontrar uma história que tem tudo a ver com os famosos contos de fadas que quase todo mundo cresceu lendo ou assistindo. E não é apenas um conto de fadas, mas uma escola onde eles vão aprender a serem os mocinhos e vilões desses contos. E é claro que eu já quis ler. Mas apesar de tudo comecei a ler meio sem nenhuma expectativa, porque achei que a história era mais voltada para um publico mais jovem, e acabei me surpreendendo com a história criada pelo autor e principalmente em como a história cresceu e evoluiu ao longo do livro.

A narração é em terceira pessoa e acompanha as duas protagonistas em suas respectivas escolas. Sophie e Agatha são completamente diferentes tanto na aparência como na personalidade. Logo no começo do livro vemos que o diretor da escola não errou e elas estão exatamente onde deveriam estar porque Sophie apesar de ter a aparência de uma princesa, é egoísta, fútil e se acha melhor que todo mundo. Mas o engraçado é que ela acha que ela está certa em fazer o que faz e justifica todas as suas ações como se fossem coisas boas feitas para os outros. Já a Agatha é uma menina que apesar de ser descrita como uma bruxa e ser rejeitada por todos, é meiga, altruísta e muito inteligente. E exatamente por isso começamos a história odiando Sophie e torcendo para ela se dar mal e gostando muito de Agatha e acreditando que ela vai fazer a diferença na história.


Mas ao longo da história temos uma mudança significativa nas personagens. Enquanto Sophie cresce como personagem, a Agatha se apaga. A Sophie foi num crescente que no final eu fiquei até besta de como ela evoluiu. Mas nem por isso deixei de odiar a Sophie cada vez que ela aparecia. Meu Deus que garota egocêntrica. Queria que ela desse muito mal. E a Agatha era uma boba que ficava passando a mão na cabeça dela e perdoando tudo o que ela fazia e dando outra e outra chance só para Sophie estragar tudo de novo. Mas é isso que as pessoas boas fazem hehe. Gostei de vários outros personagens também, como as colegas de quarto da Sophie que se destacaram bastante. Já o "príncipe" da história, o Tedros, achei ele meio bundão na verdade. Mas gostei dele mais para o final.

E que final. Nunca que esperava algo do tipo. E mesmo sendo o primeiro livro de uma trilogia, o final foi bem fechado e se o autor quisesse terminar por aqui, o recado estava dado. E fora os personagens incríveis, temos uma ambientação de tirar o fôlego. Se você é fã de contos de fadas e livros de fantasia vai amar o cenário criado pelo autor. Ele é bem descritivo em algumas partes, mas ainda assim ficou bastante para a imaginação e fiquei pensando como seria um filme naqueles cenários. E antes de terminar só quero falar sobre um assunto que não vi muitas pessoas falando sobre. É uma dúvida da minha parte na verdade e se você já leu o livro, deixe nos comentários o que você achou sobre isso. É que fiquei em dúvida se a relação das meninas foi somente de amizade ou se teve algo mais. Por vezes me pareceu que sim. Enfim, leiam, é uma história incrível.

Nota:






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