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04 setembro 2013

Resenha | A rainha do castelo de ar - Stieg Larsson

Contem spolier do livro anterior

Diferente do segundo livro que havia uma passagem de tempo entre ele e o primeiro, esse começa exatamente onde acabou o anterior. E diferente também dos anteriores que no começo a leitura era em um ritmo bem lento e a ação propriamente dita só começava lá pela pagina 100 em diante, esse já começa com a ação nas primeiras paginas. No final do livro anterior vimos que  Mikael encontrou o verdadeiro assassino das três mortes pelas quais Lisbeth estava sendo procurada. Ele é Ronald Niedermann, que descobrimos tratar-se de um irmão de Lisbeth. Mikael conseguiu pega-lo e deixou-o amarrado na estrada e foi atras de Lisbeth. Ao chegar ao local ele encontrou Lisbeth quase morta e seu pai com o rosto deformado por um machado.

Michael chama a policia e o resgate, mas quando eles chegam o policial ainda acredita que Lisbeth é a assassina procurada e quer prende-la. E quando Mikael diz ter amarrado um homem e tenta entregar a arma que está com ele, o policial lhe da voz de prisão por porte ilegal de arma. E mesmo sob os protestos de Mikael, ele manda dois policiais pegarem o homem que Mikael deixou amarrado. E isso não podia dar em outra coisa, ele consegue fugir e mata um dos policiais e deixa o outro ferido. Com isso a policia acredita em Mikael, que após ser solto já começa a escrever a matéria sobre Lisbeth. Ele está furioso por como Lisbeth tem sido tratada em toda a sua vida. Por ela ter sido declarada incapaz para proteger um assassino e espião que trabalhava para a Sapo, uma especie de agencia de serviço secreto, quando ela era adolescente e agora por estarem acusando-na de crimes que ela não cometeu.

Lisbeth, após ser operada para retirada de uma bala que estava em sua cabeça, acorda no hospital e não se conforma de não ter conseguido matar seu pai, pela segunda vez e tenta descobrir um jeito de acabar o serviço. Por outro lado Zalachenko, pai de Lisbeth, também quer acabar o que começou com os tiros que deu em Lisbeth. Ele não entende como ela conseguiu sair da cova em que estava enterrada. Mas o pessoal da Sapo não quer nenhuma publicidade em cima do caso e vai fazer de tudo para calar Zalachenko, Lisbeth, Mikael e até mesmo Annika, irma de Mikael e advogada de Lisbeth. Por isso eles vão atacar em todas as frentes. Mas eles nunca tiveram um adversário igual ao Mikael.

O autor fechou com chave do ouro a trilogia. Esse terceiro livro esteve a altura dos outros dois. Foi até difícil me despedir de Mikael e Lisbeth. São dois personagens que vão ficar para sempre na minha memória. O autor acertou na construção deles. Alem da inteligencia, que é uma coisa que prezo muito em livros policiais, eles tem muita carisma e me cativaram desde as primeiras paginas. Só posso dizer uma coisa, se você é fã de livros policiais, a trilogia Millennium é leitura obrigatória para você. Nota:  .



Trilogia Millennium


10 maio 2013

Resenha | A menina que brincava com fogo - Stieg Larsson

Contem spolier do livro anterior.

Um ano se passou desde os acontecimentos do ultimo livro. Mikael se cansou de dar entrevistas sobre a "matéria do ano". A matéria em que ele conseguiu provar a sua inocência. Mas agora a revista resolve investir em uma matéria totalmente diferente. Eles contratam Dag Svensson, pois ele está escrevendo um livro baseado na tese de sua esposa Mia Bergman e o assunto é o "comercio de mulheres". Mikael não teve contato com Lisbeth durante esse tempo todo, Lisbeth simplesmente sumiu. O que Mikael não sabe é que Lisbeth está fugindo dele, pois se descobriu apaixonada por Mikael,

Nisso vemos uma mudança na personalidade de Lisbeth, ela decide fazer uma cirurgia para aumentar os seios, retira uma das tatuagens e alguns piercings. Com o dinheiro que Lisbeth "transferiu" para a sua conta, ela comprou um apartamento enorme, mobílias e roupas para ela. Logo apos a cirurgia, ela encontra uma revista esquecida em um aeroporto e fica fascinada com o artigo que ela lê sobre astronomia esférica e resolve viajar o mundo atras de livros que falem sobre esse assunto.  Paralelo a isso, o tutor de Lisbeth, Nils Bjurman, está tramando um jeito de mata-lá para se vingar do que ela lhe fez. Nesse livro temos uma surpresa, pois descobrimos que Lisbeth tem uma irmã gêmea, com quem não teve mais contato desde que aconteceu 'o grande mal' e Lisbeth foi internada em uma clinica psiquiátrica e desde então foi considerada incapaz, por isso a necessidade de um tutor.

Agora de volta a cidade, Lisbeth invade o computador da Millennium e fica sabendo da matéria sobre o trafico de mulheres e de um nome constantemente citado um tal de Zala e por isso ela procura Dag e Mia. E nessa mesma noite, Mikael encontra os dois assassinados em sua própria casa. Quando a policia começa a investigar eles logo tem um suspeito pois as digitais ficaram na arma usada no crime. São as digitais de Lisbeth. E para piorar a situação, a arma estava em nome de Nils Bjurman, tutor de Lisbeth, que eles também encontram assassinado. Agora Lisbeth que pelo estado é considerada uma louca agressiva, vai ter que provar a sua inocência e a única pessoa que acredita na inocência dela é Mikael.

Mais um show de talento do autor. Depois de ler Os homens que não amavam as mulheres, achei que ele não ia conseguir manter o nível. Me enganei, ele se superou. Ele consegue prender a nossa atenção de um jeito que você não quer largar o livro, mesmo ele sendo enorme. Lisbeth continua, sendo a melhor personagem da trilogia. Mikael vive a sombra dela. O autor aprofundou a história de Lisbeth, que ele só tinha dado uma introdução no livro anterior. A minha unica ressalva é com o final, achei que ficou faltando algo, mas com certeza ele vai explicar no próximo. Nota: 



Trilogia Millennium


 
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