Livro: A Soma De Todos Os Beijos
Série: Quarteto Smythe-Smith # 3
#1 Simplesmente o Paraíso
#2 Uma Noite Como Esta
Gênero: Romance de Época
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 272
Ano: 2017
Resenha:
Hugh Prentice sempre teve uma memória excepcional, tanto que no colégio tinha que errar algumas questões de propósito para não ter que passar por um interrogatório toda vez que saíam as notas e os professores achavam que ele tinha trapaceado. E como ele não é o filho mais velho do marquês de Ramsgate e não vai herdar nada, ele teve que encontrar um jeito de fazer fortuna por conta própria. Foi então que ele teve a ideia de usar sua memória e principalmente a aptidão para a matemática, a seu favor e sua habilidade no piquet se tornou lendária. Ele lembra de todas as cartas que jogou durante o dia ou até da semana. Por isso que quando ele perde para Daniel Smythe-Smith, mesmo estando bêbado de cair, ele acha que Daniel trapaceou e acaba acusando seu amigo. E a confusão termina com um duelo marcado para o dia seguinte.
E no momento da contagem, ele fica confuso por um instante e acaba atirando de raspão no ombro de Daniel, que acaba reagindo com um tiro que dilacera sua perna. Seu pai não se conforma com o ocorrido já que seu irmão mais velho não tem planos de se casar e as esperanças do marquês para que o título continue em sua família estavam depositadas em Hugh, por isso ele ameaça Daniel, que tem que fugir da Inglaterra. Hugh não concorda com isso, já que grande parte do ocorrido foi sua culpa, mas ele está em uma cama sem saber se vai levantar dela um dia. Com o tempo as coisas melhoram e apesar das dores constantes, Hugh consegue se movimentar com uma bengala e então ele resolve enfrentar seu pai nos termos do marquês. Assim Daniel pode voltar para a Inglaterra em segurança, depois de três anos vivendo longe da família. E eles se tornam amigos novamente.
Mas isso não bastou para que Sarah Pleinsworth, prima de Daniel, perdoasse Hugh. Ela acredita que Hugh destruiu sua família ao propor aquele fatídico duelo. É tudo culpa dele que tanto ela como Honoria não tiveram propostas de casamento, e ainda mais na temporada em que quatorze homens ficaram noivos. E Sarah quer se casar, acima de tudo ela precisa se casar porque se tiver que tocar mais uma vez no maldito quarteto, ela vai morrer. E quando finalmente conheceu Hugh, ela teve o prazer de declarar seu ódio na cara dele. Mas agora Honoria vai se casar e para acabar com qualquer dúvida perante a sociedade sobre a reconciliação entre Daniel e Hugh, ele foi convidado para o casamento e Honoria pede que Sarah cuide para que Hugh fique bem. E essa aproximação que não estava nos planos de nenhum dos dois, vai acabar mostrando que nem sempre as primeiras impressões são as verdadeiras.
Tem autores que escrevem uma série incrível e é como se todo o talento dele tivesse sido empregado ali, porque os seus outros livros são bons, mas não chegam nem perto da série que ele obteve o destaque. É o caso da JK com o Harry Potter. Mas não é o caso da Julia Quinn. Depois da maravilhosa série dos Bridgertons, achei que fosse difícil a autora criar personagens, e principalmente uma família que me conquistasse como os Bridgertons fizeram, mas ela conseguiu. Os Smythe-Smith são tão sensacionais quanto os Bridgertons. O primeiro livro da série eu amei, no segundo me deletei e o terceiro só veio reafirmar que a Julia é com certeza a melhor autora de romances de época que já tive o prazer de conhecer. E olha que já li muitas, principalmente nesse ultimo ano.
Todo livro tem ponto de destaque, e nesse livro, a exemplo do anterior, o destaque são os personagens. Tanto os principais como os secundários fizeram toda diferença na história. Hugh já tinha me conquistado no livro anterior e nesse eu me apaixonei por ele. Sua história de superação é notável e mesmo sofrendo o tempo todo, ele não é uma pessoa amarga e rancorosa. Já Sarah é o destaque das Smythe-Smith. Quando ela fingiu estar doente para não participar do concerto, achei que ela fosse uma garota mimada, mas ela não é assim. Ela sabe o que quer e vai atrás, e não tem vergonha de admitir quando está errada. E suas irmãs Harriet, Elizabeth e Frances são a cereja do bolo na história. Não vou falar muito mais para não estragar a surpresa de quem vai ler, mas indico o livro com certeza. E não posso deixar de citar que essa capa é a minha favorita da série. Acho que já comentei que tenho um fraco por vestidos de época azuis hehe.

