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13 junho 2017

Resenha | Os Mistérios de Sir Richard - Julia Quinn


Livro: Os Mistérios de Sir Richard
Série: Quarteto Smythe-Smith # 4
#1 - Simplesmente o Paraíso 
#2 - Uma Noite Como Esta
#3 - A Soma de Todos os Beijos
Gênero: Romance de época
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 272
Ano: 2017

Resenha:
A pessoa tem que estar mal da cabeça ou desesperada para aceitar um convite para o Recital Anual das Smythe-Smith. A segunda opção é o caso de Sir Richard Kenworthy. Ele tem apenas duas semanas para encontrar uma esposa e como todos sabem que as garotas Smythe-Smith que se apresentam no recital são solteiras, ele vê ai uma oportunidade de encontrar uma esposa. Ele não tem pretensões de se apaixonar num futuro próximo, mas como ele tem necessidade de se casar o mais rápido possível, uma das garotas Smythe-Smith pode ser a candidata ideal já que pode estar igualmente desesperada para se casar e se livrar de passar vergonha no recital por mais um ano. Mas a coisa ainda é bem pior do que ele pensava e um minuto depois da apresentação iniciada, ele já está grato pelos chumaços de algodão e pela bebida que seu amigo Winston Bevelstoke lhe ofereceu. Ainda assim sua cabeça já começou a doer.

Mas ele não pode deixar de notar a Srta. Íris Smythe-Smith, a violoncelista que parece ser a única ali que sabe o que está fazendo. E ele não consegue tirar os olhos de Íris, que não combina nada com seu nome, já que a flor de íris é tão brilhante e Íris é tão pálida. E Íris percebe na hora que tem um cavalheiro que não tira os olhos dela. Ela está acostumada a ser invisível aos olhos das pessoas, por isso estranha quando alguém à fita tá intensamente. E ela fica tão nervosa que perde a entrada por duas vezes. Mesmo sabendo que as meninas são horríveis, ela não consegue deixar de fazer o seu melhor, mesmo que ninguém vá perceber em meio a tantas notas erradas. E ela só percebe seu erro quando Sarah chama sua atenção. E mesmo tendo visto o cavalheiro olhando para ela o recital inteiro, Íris fica desconfiada quando ele pede para ser apresentado e começa a lhe fazer perguntas como se estivesse interessado nela. 

E ela ainda não acredita quando Sir Richard vem visitá-la no dia seguinte e diz com todas as letras que está interessado nela sim. Íris fica encantada por estar sendo cortejada, já que isso nunca aconteceu. Mas isso não impede que Íris continue intrigada e desconfiada das atitudes de Sir Richard e de seu súbito interesse por ela. Ela acha que está tudo rápido demais. Mas Richard está sem tempo, e uma semana depois de conhecer Íris ele a pede em casamento. Íris diz que precisa pensar, é claro. Mas Richard não vai aceitar um não como resposta e provoca uma situação onde eles são pegos em flagrante e obrigados a se casarem, seu plano desde o início. E ele fica com a sensação de que Íris sabe exatamente tudo o que ele fez. Íris desconfia de que tem alguma coisa muito errada nessa história, mas nem imagina a verdade. Agora ela está casada com alguém que aparentemente é o homem mais apaixonado do mundo, mas quais são seus verdadeiros sentimentos? E porque Íris aceitou se casar com tanta pressa se não tinha certeza nem dos sentimentos de Richard, nem dos seus próprios? 

Romance de época é meu gênero literário favorito. Gosto de coisas previsíveis e não tem nada mais previsível do que um romance de época. Geralmente temos um libertino e uma mocinha a frente de seu tempo que quer se casar. Eles acabam envolvidos em algum mal entendido e são obrigados a se casar. E depois de muita confusão, eles vivem felizes para sempre. O enredo é basicamente esse com algumas variações. Tem gente que não gosta, eu amo. Mas devo dizer que nesse livro eu fui completamente surpreendida. Se para bem ou para mal, ainda estou tentando descobrir. O certo é que a Julia não fez nada do que eu esperava aqui nesse livro. E se não tivesse o nome dela ali no livro e os personagens não fossem os mesmos, eu nem saberia que o livro era dela.

Primeiro que por ser o último livro de uma série, esperava um final bem mais arrebatador e queria ter nem que fosse um epílogo mostrando como ficaram os protagonistas dos outros livros, não teve. Segundo. o enredo não passou nem perto da fórmula do gênero. Temos o protagonista masculino doido para se casar e é ele quem faz a mocinha cair em uma armadilha. E terceiro, tive problemas com o casal protagonista. Esse é o segundo romance de época que leio que não me apaixonei pelo mocinho. Pelo contrário, odiei ele com todas as minhas forças. Achei um absurdo o que ele fez com a Íris. E isso antes de saber qual era o segredo dele, depois eu queria matar e enterrar mesmo. E a Íris me enervou por ser tão passiva e aceitar tudo com um sim senhor. Ah se fosse eu no lugar dela, coitado do Richard. Que raiva dos dois. 

Mas por outro lado a autora mostrou bem como eram os costumes da época. A Íris é a imagem perfeita do que se esperava de uma verdadeira dama. E com o segredo do Richard podemos ver exatamente como as mulheres eram tratadas na época. Não vou contar o que era é claro. mas ele teve que fazer aquele jogo sujo porque infelizmente as coisas eram assim. Apesar que acho que teria outro jeito de fazer o que ele fez. E teve uma cena que valeu a pena o livro todo. Nos livros anteriores podemos ver que Harriet vinha escrevendo uma peça e ela finalmente ficou pronta. Quase morri de rir com a cena. Mas como um todo foi um bom livro, mas não lembrou nem de longe os outros livros da autora. Quanto a edição, segue na mesma linha dos livros do gênero da editora. A capa está perfeita. Enfim, indico para os fãs da autora e da série mas infelizmente na minha opinião deixou a desejar.

Nota:





14 abril 2017

Resenha | A Soma De Todos Os Beijos - Julia Quinn


Livro: A Soma De Todos Os Beijos
Série: Quarteto Smythe-Smith # 3
#1 Simplesmente o Paraíso 
#2 Uma Noite Como Esta
Gênero: Romance de Época
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 272
Ano: 2017

Resenha:
Hugh Prentice sempre teve uma memória excepcional, tanto que no colégio tinha que errar algumas questões de propósito para não ter que passar por um interrogatório toda vez que saíam as notas e os professores achavam que ele tinha trapaceado. E como ele não é o filho mais velho do marquês de Ramsgate e não vai herdar nada, ele teve que encontrar um jeito de fazer fortuna por conta própria. Foi então que ele teve a ideia de usar sua memória e principalmente a aptidão para a matemática, a seu favor e sua habilidade no piquet se tornou lendária. Ele lembra de todas as cartas que jogou durante o dia ou até da semana. Por isso que quando ele perde para Daniel Smythe-Smith, mesmo estando bêbado de cair, ele acha que Daniel trapaceou e acaba acusando seu amigo. E a confusão termina com um duelo marcado para o dia seguinte.

E no momento da contagem, ele fica confuso por um instante e acaba atirando de raspão no ombro de Daniel, que acaba reagindo com um tiro que dilacera sua perna. Seu pai não se conforma com o ocorrido já que seu irmão mais velho não tem planos de se casar e as esperanças do marquês para que o título continue em sua família estavam depositadas em Hugh, por isso ele ameaça Daniel, que tem que fugir da Inglaterra. Hugh não concorda com isso, já que grande parte do ocorrido foi sua culpa, mas ele está em uma cama sem saber se vai levantar dela um dia. Com o tempo as coisas melhoram e apesar das dores constantes, Hugh consegue se movimentar com uma bengala e então ele resolve enfrentar seu pai nos termos do marquês. Assim Daniel pode voltar para a Inglaterra em segurança, depois de três anos vivendo longe da família. E eles se tornam amigos novamente.

Mas isso não bastou para que Sarah Pleinsworth, prima de Daniel, perdoasse Hugh. Ela acredita que Hugh destruiu sua família ao propor aquele fatídico duelo. É tudo culpa dele que tanto ela como Honoria não tiveram propostas de casamento, e ainda mais na temporada em que quatorze homens ficaram noivos. E Sarah quer se casar, acima de tudo ela precisa se casar porque se tiver que tocar mais uma vez no maldito quarteto, ela vai morrer. E quando finalmente conheceu Hugh, ela teve o prazer de declarar seu ódio na cara dele. Mas agora Honoria vai se casar e para acabar com qualquer dúvida perante a sociedade sobre a reconciliação entre Daniel e Hugh, ele foi convidado para o casamento e Honoria pede que Sarah cuide para que Hugh fique bem. E essa aproximação que não estava nos planos de nenhum dos dois, vai acabar mostrando que nem sempre as primeiras impressões são as verdadeiras.

Tem autores que escrevem uma série incrível e é como se todo o talento dele tivesse sido empregado ali, porque os seus outros livros são bons, mas não chegam nem perto da série que ele obteve o destaque.  É o caso da JK com o Harry Potter.  Mas não é o caso da Julia Quinn. Depois da maravilhosa série dos Bridgertons, achei que fosse difícil a autora criar personagens, e principalmente uma família que me conquistasse como os Bridgertons fizeram, mas ela conseguiu. Os Smythe-Smith são tão sensacionais quanto os Bridgertons. O primeiro livro da série eu amei, no segundo me deletei e o terceiro só veio reafirmar que a Julia é com certeza a melhor autora de romances de época que já tive o prazer de conhecer. E olha que já li muitas, principalmente nesse ultimo ano.

Todo livro tem ponto de destaque, e nesse livro, a exemplo do anterior, o destaque são os personagens. Tanto os principais como os secundários fizeram toda diferença na história. Hugh já tinha me conquistado no livro anterior e nesse eu me apaixonei por ele. Sua história de superação é notável e mesmo sofrendo o tempo todo, ele não é uma pessoa amarga e rancorosa. Já Sarah é o destaque das Smythe-Smith. Quando ela fingiu estar doente para não participar do concerto, achei que ela fosse uma garota mimada, mas ela não é assim. Ela sabe o que quer e vai atrás, e não tem vergonha de admitir quando está errada. E suas irmãs Harriet, Elizabeth e Frances são a cereja do bolo na história. Não vou falar muito mais para não estragar a surpresa de quem vai ler, mas indico o livro com certeza. E não posso deixar de citar que essa capa é a minha favorita da série. Acho que já comentei que tenho um fraco por vestidos de época azuis hehe.

Nota:




10 março 2017

Resenha | Uma Noite Como Esta - Julia Quinn


Livro: Uma Noite como Esta
Série: Quarteto Smythe-Smith # 2
#1 Simplesmente o Paraíso
Gênero: Romance de época
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 272
Ano: 2017

Resenha:
Daniel Smythe-Smith e Hugh Prentice se conhecem desde criança e Daniel sabe que Hugh nunca perde um jogo de cartas. Por isso quando Daniel ganha de Hugh, acaba sendo acusado pelo mesmo de tê-lo roubado. Se os dois não estivessem caindo de bêbados, talvez o final dessa discussão fosse outro, mas como eles mal paravam em pé, a coisa toda terminou com um duelo marcado para o amanhecer. E durante o duelo, que todos cavalheiros sabem, deve se atirar para errar, Daniel acaba escorregando e acerta Hugh. Hugh sobrevive, mas sua perna fica inutilizada. Por isso o marquês de Ramsgate, pai de Hugh, promete que vai fazer de tudo para matar Daniel. Daniel que há pouco se tornou o conde de Winstead, não vê outra opção a não ser fugir. E é assim durante 3 anos, até que Hugh o encontra, e diz que ele já pode voltar para a Inglaterra.

E por sorte, ou azar, Daniel chega a Londres bem no dia do concerto anual das Smythe-Smith. O som é horrível, mas é aquele som tão desafinado que o faz ter certeza de que está em casa. E como ele não quer ter que cumprimentar todos seus parentes que estão no concerto e ter que dar explicações, ele assiste a apresentação escondido. E para sua surpresa uma das integrantes do quarteto não é uma Smythe-Smith, e é a mulher mais linda que ele já viu na sua vida. Por isso quando a música/sofrimento chega ao fim, ele sente a necessidade de falar com a garota, que sai escondida de todos assim que os aplausos começam. Porém Daniel consegue alcançá-la e eles acabam se beijando sem ele nem mesmo saber seu nome. Mas eles são interrompidos e ela foge novamente. Só que Daniel foi fisgado e vai fazer de tudo para descobrir a identidade dela.

A jovem é Anne Winter, governanta das Pleinsworth e quando Sarah finge que está doente para não participar do concerto, sua patroa faz com que ela toque piano no lugar de Sarah. Anne que vem tentando se manter escondida, é obrigada a se apresentar para toda a sociedade. E para piorar as coisas, acaba beijando o conde de Winstead. E Daniel está disposto a tê-la, mesmo Anne não sendo uma dama. Nem que para isso ele precise passar os dias na companhia de suas primas. Só que Anne não é o que todos pensam, na verdade ela é de origem nobre, mas há oito anos cometeu um deslize ao se apaixonar pelo homem errado, e não quer cometer o mesmo erro novamente. E assim como Daniel, ela quer esquecer seu passado. Mas o passado não quer esquecê-los e em algum momento eles terão que enfrentar o que aconteceu anos atrás.

"Daniel não iria beijá-la naquele momento - já se dera conta de que não era o momento certo. Mas precisara dizer a ela. A Srta. Wynter precisava saber exatamente o que ele queria.
E, se ela ao menos se permitisse ver, perceberia que também o queria."

Esse é o segundo livro da série Smythe-Smith. Eu que já tinha amado o livro anterior, favoritei esse. Não tem como não favoritar um livro com uma história tão empolgante e com personagens incríveis como esse. Como disse na resenha do livro anterior, a Julia consegue criar famílias que a gente ama e quer ser parente também. Eu até que passava vergonha no concerto para pertencer a uma família como essa. Eu amo Os Bridgertons, mas os Smythe-Smith são muito mais divertidos. Diferente da história anterior que é bem calma e temos praticamente só dois personagens quase a história toda, nessa temos muita ação, já que os dois protagonistas fogem de pessoas que querem matá-los. E isso sem deixar o lado romântico da história de lado. E temos muitas cenas pra lá de divertidas com as primas de Daniel. Elas são incríveis, principalmente a menorzinha, a Frances.

Anne é descrita como dona de uma beleza extraordinária e num primeiro momento é isso que todos veem nela. Mas não Daniel. Ele consegue ver além da empregada bela de sua tia. E isso sem saber por tudo o que ela vem passando e sua identidade verdadeira. E isso foi uma coisa que gostei muito nele. Os personagens dos livros do gênero não conseguem ver alguém que não seja da mesma classe social que eles da forma que Daniel consegue. Para ele não importa que ela seja uma governanta, ainda que não o seja realmente, o que importa é o que ele sente na companhia dela. Então nem precisa dizer que já amo o Daniel hehe. E como já falei antes, amei as primas dele. E também temos uma participação do Marcus e da Honória e também do Hugh, que será o protagonista do próximo livro da série. Só me resta indicar o livro que além da história incrível, ainda tem uma capa maravilhosa, como já é característica da Arqueiro.

Nota:




05 março 2017

Agenda Julia Quinn

Os fãs da Julia Quinn já podem comemorar: ela está no Brasil e vai passar por diversos lugares. Confira a agenda e veja o local mais próximo e não deixe de participar.








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