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08 abril 2017

Resenha | As Coisas Que Perdemos - Denise Flaibam


Livro: As Coisas Que Perdemos
Série: Fronteiras Artificiais # 1
Gênero: Ficção Científica
Autora: Denise Flaibam
Editora: Amazon
Páginas: 328
Ano: 2016

Resenha:
Em As Coisas Que Perdemos, vamos acompanhar Dylan e Max, uma adolescente e uma criança que só tem um ao outro desde que a cidade onde moram foi posta em quarentena. Quando as coisas saíram fora do controle o governo decidiu isolar cidades inteiras e dentro delas ficaram tanto os vivos como os mortos que apesar de estarem mortos agora são uma ameaça para quem está vivo. Apenas uma cerca leve separa os vivos dos mortos, na área de contenção, bem diferente da cerca eletrificada que separa a quarentena do resto do mundo. Mas nem essa leve sensação de segurança eles tem mais. Depois de meses esperando algum tipo de ajuda ou que o governo acabasse com a ameaça dos mortos, de repente a força acaba e Dylan sabe que é hora de fugir.

"Tenha medo dos mortos e mais medo dos vivos."

Enquanto tenta descobrir o que está acontecendo, Dylan recebe ajuda de um dos soldados, Doug, que lhe entrega um mapa de um possível lugar seguro ao norte e ensina alguns truques de sobrevivência para Dylan. Mas infelizmente ele acaba morrendo para salvar Max e Dylan. E eles mal conseguem sair da quarenta quando a cidade é bombardeada por mísseis. Agora são só os dois em meio ao caos que virou o mundo que eles conheciam. Dylan vai fazer de tudo para salvar Max, porque mesmo ele não sendo nada seu, ela se sente responsável, já que era sua babá antes disso tudo começar. De dia eles estão seguros, já que os mortos são sensíveis ao Sol e ficam em um estado letárgico. Mas a noite eles precisam contar com a coragem e com a sorte para não se tornar como eles.

"Eles viveriam assim. Poderiam transformar aquele mar de caos em ondas de ordem, podiam encontrar luz na escuridão."

Semanas depois encontramos Dylan e Max sobrevivendo. Não está fácil, ainda mais com uma criança, mas Max tem sido muito obediente. Mas quando entram em um supermercado para conseguir comida, eles acabam emboscados por alguns mortos vivos, a sorte deles é que tinha um grupo de sobreviventes procurando provisões ali por perto e eles ouvem o grito de Max. Entre os membros do grupo está Íris que no momento do ataque estava procurando por bebidas, já que é a única coisa que faz essa situação parecer um pouco pior do que realmente é, e Benji, que Dylan acaba atacando por um mal entendido. Eles dizem que estão em uma escola e convidam Dylan e Max para ir com eles. Eles aceitam e acham que enfim vão ficar em segurança. Mas eles estão prestes a descobrir que as vezes o ser humano pode ser uma ameça muito maior do que os mortos vivos.

"Algumas pessoas viviam o fim do mundo com a mesma facilidade com que viviam uma segunda-feira. Benji era uma delas."

Se levar em consideração o tanto que gosto de histórias de apocalipse zumbi, eu li poucos até agora. Mas os poucos que eu li, entre eles o aclamado The Walking Dead, não se comparam ao livro da Denise. Eu já tinha lido dois livros dela, mas de fantasia, e tinha amado os dois, mas não estava preparada para tudo o que ia sentir lendo esse livro. Ele é dividido em três partes e ao final da primeira parte, mais ou menos uns 40% do livro, eu já estava exausta. Mas não no sentido de estar cansada da leitura e sim porque a Denise me transportou para dentro da história de uma forma que era eu que estava ali vivendo aquilo tudo. E o melhor foi ver que ainda faltava mais da metade para eu ler, que ainda tinha muita história para eu viver com eles.

"Não estavam deixando só o caos, mas a esperança também."

Só a história na verdade porque os personagens não viviam muito não. Por isso já aviso, não se apegue a nenhum deles, quando menos você espera, alguém morre e você fica lá com aquela sensação de ter perdido alguém importante para você. Teve um dos personagens que morreu que fiquei até com lagrimas nos olhos. Mas é uma situação que não tem como evitar que as pessoas morram, mas quem disse que a gente está preparado mesmo sabendo disso? hehe. Falando sobre estar preparado, acho que eu não ia durar muito numa situação como essa não. Sou tão mole e até para matar uma barata já passo um sufoco danado, já cansei de quebrar vassouras, imagine ter que matar alguém do meu tamanho então e ainda mais alguém que eu possa ter conhecido?

"Eles nunca desistem?
Não. Eles não tem porque desistir. Estão aqui pela fome, e só por isso. Eles não descansam até conseguir alimento e, quando conseguem, ficam parados esperando mais alguém aparecer para o jantar."

Quanto aos personagens, me simpatizei com todos, cada um a sua maneira. Tem horas que odiava alguém por causa de alguma atitude da pessoa, mas em seguida me colocava no lugar dela e não sei se faria diferente. A história começa com Dylan e Max como personagens principais, mas ao decorrer da história outros vão surgindo e tendo seu destaque. Dylan, esse nome me incomodou bastante porque eu sempre associei a um nome masculino, se mostrou um personagem que no começo me pareceu fraca, mas então entendi que ela era apenas humana. E não tem como não torcer por um romance entre ela e o Benji, que por enquanto não aconteceu. Agora Benji é o cara. Amei uma coisa que ele fez durante a história. Íris foi outra que gostei bastante, além, do Clark, da Beatrice e o fofo do Max. E o melhor de tudo é que é só o primeiro livro de uma duologia, vem muito mais ainda pela frente. Só me resta indicar o livro para quem gosta do gênero e agradecer a Denise por mais essa história incrível.


Nota:





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