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11 março 2019

Divulgação | Financiamento Coletivo Fronteiras Artificiais


Hoje a postagem é para falar sobre essa noticia maravilhosa. Teremos edição física dos livros da duologia Fronteiras Artificiais (As Coisas que Perdemos + As Coisas que Encontramos). Mas para isso precisamos de sua ajuda.

Como todo mundo sabe, ter um livro físico publicado aqui no Brasil não é coisa fácil não, por isso existem os financiamentos coletivos onde os leitores e fãs ajudam na publicação. Existem vários tipos de apoio e você escolhe o que cabe no seu bolso e é a modalidade "tudo ou nada", ou seja, o montante final da campanha precisa ser atingido ou ultrapassado até o fim dela para que os livros sejam impressos.

Quem não conhece os livros ainda, eles foram escritos pela Denise Flaibam do blog Queria Estar Lendo, e tem resenha deles aqui. Os livros são ótimos e vale muito a pena a leitura.

As Coisas que Perdemos (Fronteiras Artificias; volume um)
O mundo acabou como uma tempestade. Primeiro houve o caos, e então o silêncio.
A Morte se espalhou pelas ruas de todo o mundo. Morte, porque ela tomou a humanidade para si. O silêncio do fim foi substituído por uma orquestra de sons grotescos, pelo arrastar lento e caótico de corpos moribundos; pelos sons do medo.
O que antes regia a sociedade não existe mais. Tudo foi deixado para trás.
Viva ou morra. Lute ou morra. Mate ou morra.
Dylan ouviu falar sobre um lugar seguro. Lá, ela e Max podem ter uma nova chance. O garotinho de quem ainda está cuidando, mesmo quando tudo acabou, é o seu gatilho para seguir em frente. Se não existe esperança, para que lutar?
As fronteiras artificias que marcam o fim do mundo trilham perigos e incertezas para aqueles que escolheram viver, e uma assustadora pergunta passará a comandar todos os movimentos dos que ainda resistem: até onde você irá para sobreviver?




Então é isso, quem puder ajudar é só clicar em qualquer uma das imagens da postagem para ser direcionado para a página do financiamento. Para quem tem algum receio de participar, eu já participei de alguns projetos e é bem tranquilo. Inclusive já dei meu apoio para esse projeto também. 









25 janeiro 2019

Resenha | As Coisas Que Encontramos - Denise Flaibam

Livro: As Coisas Que Encontramos
Série: Fronteiras Artificiais # 2
#1 - As Coisas Que Perdemos
Gênero: Distopia, Ficção Científica
Autora: Denise Flaibam
Editora: Amazon
Páginas: 237
Ano: 2019

Resenha:
Quando aconteceu o apocalipse zumbi, a primeira coisa que veio a mente das pessoas foi salvar a si e seus parentes. Em meio ao caos, conseguir não ser mordido já é um grande feito. Mas não se sabe o que é pior, encontrar um corpo ou não encontrar nada e ter que conviver com a incerteza de não saber se o ente querido está morto, se foi transformado e agora vaga pelo mundo atacando outros seres humanos ou se está vivo e lutando para encontrar algum lugar seguro para permanecer assim. Mas o tempo passou e agora a preocupação é outra: como voltar a viver em vez de apenas sobreviver. 

Dylan e seu grupo estão tentando recomeçar no Complexo Oz, mas conforme o tempo vai passando as coisas vão ficando cada vez mais difíceis. Tudo o que eles plantam acaba morrendo, as cidades em volta já foram todas exploradas e já não tem mais nada a oferecer e cada dia chegam mais pessoas pedindo ajuda e eles mal tem o que comer. Sem falar nos zumbis que ficam em volta do Complexo tentando achar uma maneira de entrar. E a gota d'água para a crise se instalar é a chegada de um grupo com mais dezenove pessoas que estão tão mal que alguns nem conseguem mais andar sem ajuda. O grupo então se divide e enquanto uns apoiam Beatrice e a permanência no Complexo, outros liderados por Bright querem ir embora e tentar encontrar outro lugar. 

"Íris fechou os olhos, perguntando-se quando aquele lugar seguro se tornara uma prisão tão sufocante, e os abriu para a escuridão sem saber a resposta."

E o estopim é quando Sherwood conta que conseguiu contato pelo rádio de um lugar chamado de Colônia, onde as coisas estão dando certo. Eles se reúnem e decidem que assim que Dylan e os outros que saíram para mais uma busca de recursos voltarem, eles vão partir a procura da Colônia. Mas ninguém imaginava que o grupo que segue Bright fosse partir no meio da noite, deixando a energia, que é a única coisa que impede os zumbis de entrarem no Complexo, desligada. Então o caos toma conta do lugar e os poucos sobreviventes, entre eles Beatrice, decidem ir atrás do grupo de Bright, que está com Íris de refém. E assim teremos três grupos tentando sobreviver fora de Oz, já que Dylan e seus amigos ainda estavam fora. E no momento os zumbis são a menor de suas preocupações.

"— Estamos fugindo da morte e a morte está nos acompanhando."

Acho que a maioria de vocês já sabem o quanto eu sou fã da Denise. Ainda não li nada dela que me decepcionasse, e olha que já li 5 livros e 1 conto dela e de vários gêneros diferentes e todos eles me surpreenderam de alguma forma positiva. E com esse não poderia ser diferente. Em abril de 2017 eu li As Coisas Que Perdemos, primeira parte dessa duologia e agora no começo do ano a Denise lançou a continuação e assim que foi liberado na Amazon, eu corri e baixei o meu e já comecei a ler. Antes de começar a ler eu achei que fosse demorar para me situar na história, porque faz bastante tempo que li o primeiro livro, mas assim que comecei a ler, a exemplo do que aconteceu no primeiro livro, já me vi dentro da história e acompanhando os personagens que tanto me apeguei.

Me apeguei de besta que eu sou, porque assim como aconteceu no primeiro livro, era só dar uma piscada que um dos personagens estava morto. Mas como disse lá na resenha do primeiro livro, é uma história de zumbis, então fica dificil permanecer vivo por muito tempo. Mas a Denise foi muita má e matou dois dos meus personagens favoritos da história. E falando em sobrevivência, eu disse na resenha do primeiro livro que acho que não durava muito em um apocalipse zumbi, por isso não cheguei a pensar em como seria o depois. Geralmente só pensamos na parte sobre permanecer vivos, mas é só isso?, sobreviver e nunca mais voltar a viver como vivemos hoje em dia?

"Íris havia dito que os vivos estavam ganhando, e era a mais pura verdade. Estavam ganhando por todo o caos que conseguiam espalhar mesmo quando o mundo confrontava a sua pior realidade. Estavam ganhando pelo terror que instauravam com tanta facilidade."

Ter que recomeçar e construir as coisas tudo de novo, aprender coisas que hoje em dia é tão fácil e prático devido a tecnologia. As vezes acaba a força aqui em casa por algumas horas ou minutos até, e fica sem internet e tv por exemplo e parece que a gente não sabe fazer mais nada sem isso. Agora imagine ter que viver assim, não ter além das coisas citadas, medicamentos e o mais necessário, água e comida. Agora pegue um monte de gente e coloque todas em um lugar fechado sem ter essas coisas que falei? Já viu onde isso vai dar não é?

"Íris sorriu com amargura; los muertos deixaram de ser o problema havia muito tempo, os vivos é que enchiam o saco."

Hoje em dia já é dificil ser um líder, mas imagine ser um líder em meio a essas condições. Ter que tomar decisões pensando no todo e não somente em si e na sua família. E enquanto lemos é tão fácil julgar alguns personagens, mas será que faríamos diferente estando no lugar deles? E se fizéssemos, será que não colocaríamos tudo a perder. E depois como ficaria o peso da culpa. Por isso que admiro personagens como Íris, Beatrice e Dylan, mulheres fortes que tomaram as rédeas da situação e erraram sim, perderam muito também, mas deram a cara a tapa pensando em fazer o melhor para todos.

A Denise criou personagens que marcaram e, num mundo onde o destaque é a morte, essas mulheres especiais mostraram que a vida ainda vale a pena, que a humanidade ainda é digna de esperança, mesmo quando não conseguimos ver isso. E a história acontece num futuro próximo ou distante não sei dizer, mas tirando os zumbis, poderia ser aqui mesmo no nosso tempo, com tantas tragédias que vemos a cada dia nos noticiários. Por fim, é claro que indico esse livro e seu antecessor. As capas estão tão lindas e refletem bem o clima da história. Para quem gosta de livros do gênero, com certeza vai amar a duologia Fronteiras Artificiais.

"... algumas coisas ficavam para trás. Outras coisas entravam em seu caminho. Era assim que funcionava o fim do mundo."


Nota:







08 abril 2017

Resenha | As Coisas Que Perdemos - Denise Flaibam


Livro: As Coisas Que Perdemos
Série: Fronteiras Artificiais # 1
Gênero: Ficção Científica
Autora: Denise Flaibam
Editora: Amazon
Páginas: 328
Ano: 2016

Resenha:
Em As Coisas Que Perdemos, vamos acompanhar Dylan e Max, uma adolescente e uma criança que só tem um ao outro desde que a cidade onde moram foi posta em quarentena. Quando as coisas saíram fora do controle o governo decidiu isolar cidades inteiras e dentro delas ficaram tanto os vivos como os mortos que apesar de estarem mortos agora são uma ameaça para quem está vivo. Apenas uma cerca leve separa os vivos dos mortos, na área de contenção, bem diferente da cerca eletrificada que separa a quarentena do resto do mundo. Mas nem essa leve sensação de segurança eles tem mais. Depois de meses esperando algum tipo de ajuda ou que o governo acabasse com a ameaça dos mortos, de repente a força acaba e Dylan sabe que é hora de fugir.

"Tenha medo dos mortos e mais medo dos vivos."

Enquanto tenta descobrir o que está acontecendo, Dylan recebe ajuda de um dos soldados, Doug, que lhe entrega um mapa de um possível lugar seguro ao norte e ensina alguns truques de sobrevivência para Dylan. Mas infelizmente ele acaba morrendo para salvar Max e Dylan. E eles mal conseguem sair da quarenta quando a cidade é bombardeada por mísseis. Agora são só os dois em meio ao caos que virou o mundo que eles conheciam. Dylan vai fazer de tudo para salvar Max, porque mesmo ele não sendo nada seu, ela se sente responsável, já que era sua babá antes disso tudo começar. De dia eles estão seguros, já que os mortos são sensíveis ao Sol e ficam em um estado letárgico. Mas a noite eles precisam contar com a coragem e com a sorte para não se tornar como eles.

"Eles viveriam assim. Poderiam transformar aquele mar de caos em ondas de ordem, podiam encontrar luz na escuridão."

Semanas depois encontramos Dylan e Max sobrevivendo. Não está fácil, ainda mais com uma criança, mas Max tem sido muito obediente. Mas quando entram em um supermercado para conseguir comida, eles acabam emboscados por alguns mortos vivos, a sorte deles é que tinha um grupo de sobreviventes procurando provisões ali por perto e eles ouvem o grito de Max. Entre os membros do grupo está Íris que no momento do ataque estava procurando por bebidas, já que é a única coisa que faz essa situação parecer um pouco pior do que realmente é, e Benji, que Dylan acaba atacando por um mal entendido. Eles dizem que estão em uma escola e convidam Dylan e Max para ir com eles. Eles aceitam e acham que enfim vão ficar em segurança. Mas eles estão prestes a descobrir que as vezes o ser humano pode ser uma ameça muito maior do que os mortos vivos.

"Algumas pessoas viviam o fim do mundo com a mesma facilidade com que viviam uma segunda-feira. Benji era uma delas."

Se levar em consideração o tanto que gosto de histórias de apocalipse zumbi, eu li poucos até agora. Mas os poucos que eu li, entre eles o aclamado The Walking Dead, não se comparam ao livro da Denise. Eu já tinha lido dois livros dela, mas de fantasia, e tinha amado os dois, mas não estava preparada para tudo o que ia sentir lendo esse livro. Ele é dividido em três partes e ao final da primeira parte, mais ou menos uns 40% do livro, eu já estava exausta. Mas não no sentido de estar cansada da leitura e sim porque a Denise me transportou para dentro da história de uma forma que era eu que estava ali vivendo aquilo tudo. E o melhor foi ver que ainda faltava mais da metade para eu ler, que ainda tinha muita história para eu viver com eles.

"Não estavam deixando só o caos, mas a esperança também."

Só a história na verdade porque os personagens não viviam muito não. Por isso já aviso, não se apegue a nenhum deles, quando menos você espera, alguém morre e você fica lá com aquela sensação de ter perdido alguém importante para você. Teve um dos personagens que morreu que fiquei até com lagrimas nos olhos. Mas é uma situação que não tem como evitar que as pessoas morram, mas quem disse que a gente está preparado mesmo sabendo disso? hehe. Falando sobre estar preparado, acho que eu não ia durar muito numa situação como essa não. Sou tão mole e até para matar uma barata já passo um sufoco danado, já cansei de quebrar vassouras, imagine ter que matar alguém do meu tamanho então e ainda mais alguém que eu possa ter conhecido?

"Eles nunca desistem?
Não. Eles não tem porque desistir. Estão aqui pela fome, e só por isso. Eles não descansam até conseguir alimento e, quando conseguem, ficam parados esperando mais alguém aparecer para o jantar."

Quanto aos personagens, me simpatizei com todos, cada um a sua maneira. Tem horas que odiava alguém por causa de alguma atitude da pessoa, mas em seguida me colocava no lugar dela e não sei se faria diferente. A história começa com Dylan e Max como personagens principais, mas ao decorrer da história outros vão surgindo e tendo seu destaque. Dylan, esse nome me incomodou bastante porque eu sempre associei a um nome masculino, se mostrou um personagem que no começo me pareceu fraca, mas então entendi que ela era apenas humana. E não tem como não torcer por um romance entre ela e o Benji, que por enquanto não aconteceu. Agora Benji é o cara. Amei uma coisa que ele fez durante a história. Íris foi outra que gostei bastante, além, do Clark, da Beatrice e o fofo do Max. E o melhor de tudo é que é só o primeiro livro de uma duologia, vem muito mais ainda pela frente. Só me resta indicar o livro para quem gosta do gênero e agradecer a Denise por mais essa história incrível.


Nota:





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