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27 junho 2013

Resenha | Orgulho e Preconceito - Jane Austen

Sinopse: Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso, mas imprudente senhor, no entanto, é um novo tipo de heroína, que não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições com perfeita lucidez de uma filósofa liberal da província. Lizzy é uma espécie de Cinderela esclarecida, iluminista, protofeminista. Neste livro, Jane Austen faz também uma crítica à futilidade das mulheres na voz dessa admirável heroína — recompensada, ao final, com uma felicidade que não lhe parecia possível na classe em que nasceu.

Em Orgulho e Preconceito acompanhamos a história da família Bennet. Uma família com cinco filhas em idade de se casar. Só que a renda familiar não é grande o suficiente para o dote de todas. Por isso quando aparece um cavaleiro solteiro e rico pela região a sra. Bennet já fica toda alvoroçada para que uma das suas filhas consiga encantar o cavaleiro em questão. Quando o sr. Bingley aluga uma casa próxima a delas e vem passar uma temporada com sua irma e seu amigo o sr. Darcy, a sra. Bennet tanto faz que consegue que seu marido vá visita-lo, e fica rezando para que ele se interesse por uma das meninas. Deus atende as suas preces, pois ele se interessa pela sua filha mais velha, Jane.

Mas nem tudo é flores, pois o sr. Darcy, amigo intimo do sr. Bingley, não gosta da família Bennet, ele despreza a sra. Bennet por ficar "oferecendo" as suas filhas. E demonstra isso da pior forma, mostrando todo o seu orgulho. Isso cria uma aversão de imediato da parte de Elizabeth para com o sr. Darcy. E como se não bastasse ela fica sabendo através de um antigo conhecido do sr. Darcy que ele é uma pessoa fria e sem consideração para com os de nível social inferior ao dele. Sera que o Amor, um sentimento tão puro, vai conseguir superar o Orgulho do sr. Darcy e o Preconceito de Elizabeth?


Minha primeira experiencia com a autora não foi muito boa, como vocês puderam ver na resenha de Razão e Sensibilidade. Mas como não se deve julgar um autor apenas por um livro, resolvi ler esse que muitos dizem ser o melhor dela. Adorei! É difícil achar alguém que nunca tenha lido ou assistido essa linda história de amor. Eu já tinha assistido o filme umas cinco vezes, mas ainda não tinha lido o livro que inspirou o filme. O que dizer do livro? Simplesmente perfeito! E o filme posso dizer, em uma das raras exceções, foi fiel ao livro. Claro que o livro tem mais conteúdo  principalmente o final. No filme ele acaba sem maiores explicações  e no livro ele conta o que aconteceu com cada um dos personagens.

Falando nos personagens  Elizabeth me decepcionou um pouco no livro. Não consegui ver a mesma mulher que eu tinha visto no filme. Em compensação outros personagens que no filme não me chamaram tanto a atenção, como por exemplo o sr. Bennet, eu adorei ele no livro. Os tios de Elizabeth também, no livro eles tem uma participação bem maior que no filme. Poderia citar vários outros como a irma do sr. Darcy, a irmã do sr. Bingley ( intragável ) e o próprio sr. Darcy. No livro eles são muito bem trabalhados, coisa que no filme vemos apenas superficialmente. E as cartas? São um detalhe a parte. Amei a carta do sr. Darcy para Lizzie, ela é carregada de sentimentos e emoções. Só tenho uma coisa para dizer: se você gostou do filme, mas ainda não leu o livro, não perca mais tempo! Leia logo. Nota: . 




30 maio 2013

Resenha | Razão e Sensibilidade - Jane Austen

Sinopse: Este romance concentra sua narrativa nas idílicas tramas de amor e desilusão em que duas belas irmãs inglesas se envolvem - Elinor e Marianne Dashwood - quando chega a idade do casamento. À procura do amor verdadeiro, as filhas órfãs de uma família pertencente à pequena nobreza enfrentam o mundo repleto de interesses e intrigas da alta aristocracia. Marianne e Elinor representam polos opostos do universo ético de Austen - enquanto Marianne é romântica, musical e dada a rompantes de espontaneidade, Elinor é a encarnação da prudência e do decoro.

Na época em que se passa a história, quando morria o pai da família  o filho homem mais velho herdava as propriedades e o dinheiro. Isso acontece com a família Dashwood. Henry Dashwood  tem um filho homem, John, de seu primeiro casamento e 3 filhas mulheres do segundo. Quando ele morre, seu filho herda tudo, mas antes de morrer ele faz John prometer que vai cuidar das suas meio irmãs e lhes dar assistência financeira. John até pretendia cumprir essa promessa, mas sua esposa que só pensa no "bem estar do seu marido" ( entenda-se: no seu dinheiro ), convence-o de que se ele ajuda-las a encontrar um lugar para morar e dar lhes hospedagem em sua casa enquanto isso, já vai estar cumprindo a promessa feita a seu pai.


Só que essa temporada como hospedes, faz com que Elinor, a irmã mais velha, também conhecida pelo seus pés no chão, ou seja pela Razão, se aproxime de Edward Ferrars, cunhado de John. Mas esse romance não é bem visto pela mãe e irmã de Edward, fazendo com que a estadia delas na casa acabe depressa. Então elas vão para um chale confortável e  dentro de suas posses. Chegando lá elas logo conhecem o coronel Brandon que cai de amores por Marianne, a irmã do meio, a mais romântica e espontânea da irmãs, ou seja a Sensibilidade, mas ele não é correspondido. Marianne acha ele muito velho e sem graça. Elinor e Marianne são os opostos, enquanto uma é centrada e esconde de todos as suas emoções, a outra diz o que pensa e na hora em que pensa, sem se importar com o que as pessoas vão pensar. Acompanhe a vida dessas duas jovens tão diferentes, mas que sabem amar com a mesma intensidade.


Primeiro livro que eu leio da autora. Me desculpem os fãs, mas não achei nada demais nela. Gostei do livro sim, mas não me surpreendi em nenhum momento. E desde antes do meio, eu já sabia como o livro ia acabar. Sem falar na linguagem antiga, os diálogos parecem que são lidos e não falados. E os nomes dos personagens? Ninguém tem nome, só sobrenome, dai você tem que adivinhar a quem está se referindo o texto em questão. Por exemplo, quando cita a sra. Dashwood, você fica pensando se está se referindo a mãe das protagonistas ou a esposa do irmão delas. Tirando isso gostei muito da história, principalmente da Elinor. Ela é tida como a razão, mas sem ela para dar equilíbrio a família, eles tinham desmoronado com a morte do seu pai. Nota:  .  








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