A nossa protagonista é Aurélia Camargo. Uma das mulheres mais desejadas e admiradas do Rio de janeiro. Para as mulheres, ela é uma feminista, para os homens, uma garota fria, calculista e sem coração. Mas isso nem sempre foi assim. Isso ocorreu após Aurélia se tornar herdeira de uma fortuna inesperada. E para fazer jus a sua fama, ela resolve comprar a unica coisa que ainda lhe falta: um marido. Ela chama seu tutor, o sr. Lemos ( ela ainda não é maior de idade, não completou vinte um ), para uma reunião e diz o que pretende. Ele deve oferecer 100 contos de réis para um cavalheiro que está no momento comprometido com a jovem Adelaide Amaral, onde vai levar um dote de 30 contos de réis. Aurélia sabe que ela ama outro, o dr. Torquato Ribeiro.
Seu tutor deve dar 50 contos de réis ao Sr. Amaral, em nome do doutor, que é pobre e não tem como fazê-lo, para que Adelaide se case com ele, deixando assim livre o cavalheiro de seu interesse. E o cavalheiro em questão não deve saber com quem irá se casar. Somente que não é nenhuma velha nem aleijada. Lemos acha isso tudo um absurdo, mas cumpre o desejo de Aurélia. Ele faz a proposta ao dito cavalheiro, que se chama Fernando Seixas. Seixas até reluta um pouco antes de aceitar, mas como sua situação financeira não anda bem das pernas e ele tem mãe e duas irmãs em idade para se casar, ele acaba aceitando, torcendo para a garota não ser muito feia.
E qual não é a sua surpresa, firmado o compromisso e com o contrato assinado, ele descobre que sua noiva não é ninguém menos do que Aurélia, sua antiga paixão. Seixas não poderia ficar mais feliz, afinal conseguiu o dinheiro que queria e a mulher que desejava. O que ele não sabe, é que tudo não passa de uma vingança de Aurélia por ele tê-la trocado por dinheiro, quando ela ainda era pobre. Coisa que ela revela na noite de nupcias, quando joga na cara de Seixas que ele foi comprado por ela e agora ele lhe pertence. Será que o amor ainda pode dar certo entre eles? Ou o dinheiro vai permanecer para sempre no meio, separando esse casal que tanto se ama?
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Em primeiro lugar, quero dizer que só li esse livro por ser um dos livros do desafio: ler um clássico. Eu, assim como quase todos os leitores brasileiros, já torcemos o nariz quando vemos essa palavra
clássico, ainda mais se for da literatura brasileira. Isso acontece, na minha opinião, por culpa deles serem "obrigatórios" na escola. Acho que o cérebro associa a palavra
obrigatório com a palavra
chato e quando pegamos para ler, já é com aquele pé atras. Como não li muitos clássicos na minha vida não posso falar deles, mas quanto a esse devo dizer, me surpreendeu e tiro o meu chapéu para o autor.
Mas vamos ao livro. A edição que li é a publicada pela Editora Martin Claret. Amei a capa, e achei super legal que no fim do livro, tem varias perguntas relacionadas a história, que caíram em vestibulares. Assim quem vai fazer as provas, já dá para ir treinando. Quanto a história, não vou negar que é muito difícil a leitura e uns 60 % são palavras desconhecidas ou que não usamos no nosso dia a dia. Também o livro foi publicado em 1875. Tem até palavras que já ouvi de pessoas consideradas "
caipiras", mas que lá são usadas frequentemente. Vai ver foi dai que vieram.
Quanto aos personagens, Aurélia é um personagem muito a frente do seu tempo. Ela poderia estar vivendo nos dias atuais. Para ela , as regras eram feitas para serem ignoradas. O que contava era o saldo bancário. Não me entendam mal, ela não era fútil e mimada, pelo contrario, fazia isso por já ter sido muito pobre e só passou a ter "algum valor" aos olhos da sociedade, depois que ficou milionária. Gostei muito dela. Seixas já foi uma decepção. Para mim o que ele fez, foi falta de caráter, e mesmo depois, tendo uma explicação para aquilo, a primeira imagem foi a que ficou. Recomendo o livro com certeza para quem gosta de clássicos e para quem não gosta também. Dê uma chance e leia
Senhora, você não irá se arrepender.
Nota:
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| Imagem da novela Essas mulheres, baseada no livro |