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02 junho 2017

Resenha | O Jogo - Elle Kennedy


Livro: O Jogo
Série: Amores Improváveis # 3
#2 - O Erro
Gênero: New Adult
Autora: Elle Kennedy
Editora: Paralela
Páginas: 343
Ano: 2017

Resenha:
Allie Hayes nunca quis ser aquele tipo de garota que vive terminando e voltando, mas acabou fazendo exatamente isso. Em três anos de namoro com Sean McCall, eles já terminaram quatro vezes. Mas dessa vez não vai ter volta. Mesmo que ela tenha passado momentos incríveis com ele, existiram muitos momentos ruins para compensar. Porém Sean não vai desistir tão fácil e manda inúmeras mensagens no seu celular, todas com erros ortográficos por sinal, e na ultima ele diz que está indo para o alojamento que ela divide com sua amiga Hannah. Mas Hannah foi viajar com seu namorado Garrett, e Allie se conhece o suficiente para saber que se ela se encontrar com Sean, ela vai acabar cedendo, ainda mais que antes de morrer sua mãe lhe deu um ultimo conselho: que ela nunca desistisse do amor, e ela sabe que ainda existe amor entre eles.

Mas como Allie não quer voltar com Sean, ela liga para Hannah pedindo ajuda. E Hannah diz para ela passar o fim de semana na casa do Garrett. Dean e Tuck, dois garotos que moram com Garrett, vão estar lá e se Sean aparecer, eles dão um jeito nele. Dean Di Laurents já tentou dormir com Allie várias vezes, mas ele é o tipo de garoto que já tentou levar todo mundo para cama, por isso Allie nem leva para o lado pessoal. Metade dos pensamentos e das coisas que Dean faz, é sexo. Ele gosta de transar, e sua fama de pegador não é um exagero. E é exatamente isso que ele está fazendo quando Allie chega. Mas Allie nem liga para as duas garotas nuas na sala e diz para Dean que ele pode continuar com sua festinha no quarto. Mas para Dean é impossível transar com as garotas enquanto a melhor amiga de Hannah sentada na sala. E além de ficar sem sexo, ele ainda tem que fazer companhia para Allie.

Por isso ele decide fumar um baseado para aguentar ao filme que Allie decidiu assistir. E Allie vai com ele para não ficar lendo as mensagens de Sean e acaba fumando também. Mas nem isso faz a sessão de cinema melhorar e Dean pega uma garrafa de tequila. Quando acorda no dia seguinte, a cabeça de Allie está explodindo, mas o pior é que ela acorda na cama de Dean e começa a lembrar de tudo o que eles fizeram na noite anterior. Ela não se conforma de ter feito sexo com ele, já que ela não é assim. Ela só dormiu com três caras em sua vida e todos eles eram namorados sérios. Por isso ela resolve esquecer o que aconteceu. Mas Dean não consegue esquecer a melhor noite de sua vida de jeito nenhum e decide que vai fazer Allie mudar de ideia. Logo quando ele encontra alguém que vale a pena, ela só quer ser sua amiga.

"Talvez." Merda. Estou irritado, com tesão e tão confuso quanto ela. "Diz sim, gata. Só diz que sim para acabar com o meu sofrimento."
"Já falei, foi uma coisa de uma noite só. Não sou de fazer sexo casual. Foi divertido, claro, mas... Merda, tenho que ir. Liga pra uma das suas marias-patins, tenho certeza de que elas vão cuidar de você, tá legal?"

Eu não li o primeiro livro dessa série, cada livro conta a história de um dos amigos moradores da republica, mas li o segundo e amei a escrita da autora que logo no primeiro capítulo já pega a gente de jeito e a gente não consegue mais largar a história. E com esse livro não foi diferente. A narrativa é em primeira pessoa, prefiro terceira, mas quando é dividida entre os protagonistas como é o caso aqui, eu gosto muito, porque assim podemos conhecer o sentimento dos dois e não somente de um e a visão daquela pessoa do outro. O gênero também não é um dos meus favoritos, mas essa série é espetacular e não tem como não amar os livros. O engraçado é que é de um gênero que não gosto muito, tem muitas cenas de sexo e principalmente palavras de baixo calão, que também não gosto, mas ainda assim amo a série. Vai entender hehe. Por isso parabéns para autora. Me fez amar algo que com outro autor, eu acharia horrível.

Como não li o primeiro livro, O Acordo, que pretendo ler logo, não tinha certa raivinha do Dean como em várias resenhas que li. Apesar de aparentemente ele ser o cara pegador e só pensar em sexo, logo de cara dá para ver que ele não é só aquilo ali. Sua família é dona de metade dos EUA praticamente, mas ele foi criado sabiamente pelos seus pais e sabe o valor das coisas que possui. Mas as pessoas veem ele como um rico mimado que consegue tudo o que quer só pelo sobrenome e ele deixa que elas pensem assim. Para vocês terem uma ideia, ele leu a série As Cronicas de Gelo e Fogo e isso não é para qualquer um não, tem até umas pessoas que se dizem leitores que tem "preguiça" de ler a série. Mas ele gosta de sexo e não esconde isso de ninguém. E isso aliado a ele ser o loiro gostosão e muito rico, faz as pessoas colocarem um rotulo nele logo que o veem.

Já Allie é a aquela garota que gosta de sexo também, mas dentro de um relacionamento. Ela não sabe fazer as coisas sozinha, conheço tanta gente assim. Por isso ela não se conforma com o que aconteceu. E mesmo ela querendo ficar com Dean mais do que tudo, ela sabe que ele nunca vai querer um relacionamento e também eles são muito diferentes. Mas quem disse que ela consegue resistir por muito tempo. É ai que as coisas ficam engraçadas. Dei muita risada com os dois tentando esconder dos outros que estavam ficando. Só de lembrar agora eu já dou risada. E só por elas a leitura já vale a pena. E para quem gosta, tem muitas cenas de sexo, achei até um pouco excessivo. Mas fora isso amei o livro. A edição segue o mesmo estilo dos outros livros da série e a capa representa bem o casal. E no final tem um gancho incrível para o próximo e já fiquei doida para ler A Conquista, que já foi lançado. Enfim, leiam, a série vale muito a pena.

Nota: 






29 novembro 2015

Resenha | O Jogo - Anders de la Motte


Livro: O Jogo
Série: Trilogia The Game #1
Autor: Anders de la Motte
Editora: DarkSide
Gênero: Suspense e Mistério
Páginas: 272
Ano: 2015
Sinopse: Você quer jogar? É só um jogo. Isso é o que pensa Henrik “HP” Peterson, protagonista da Trilogia The Game, ao aceitar um convite anônimo, via celular, para participar de missões inusitadas pelas ruas de Estocolmo. Mas a cada tarefa cumprida, e devidamente compartilhada na rede, ele tem a sensação de que a brincadeira está ficando séria demais. Será paranoia? Ou será que HP está realmemte caindo numa poderosa rede de intrigas, com conexões que poderiam chegar aos responsáveis pelo assassinato do primeiro ministro sueco em 1986 ou até mesmo aos ataques do 11 de setembro? Quem afinal está por trás desse JOGO? Você tem coragem de investigar?
Então você precisa ler [O Jogo], primeiro livro da Trilogia The Game, de Anders de la Motte. Uma saga eletrizante que combina a escola sueca de suspense (vide Stieg Larsson) com o vazamento de informações no mundo pós Edward Snowden. Anders de la Motte é um ex-policial e diretor de segurança de informação de uma das maiores companhias de TI do mundo. Está desenvolvendo uma série para a TV americana com o produtor executivo de Homeland e 24 Horas. 

Resenha:
Henrik "HP" Pettersson, está no trem voltando para a cidade. Ele está de ressaca, o calor está insuportável e ele só consegue pensar em quando vai poder retirar seu seguro desemprego. Ele percebe o objeto prateado no assento do outro lado do corredor, logo que o trem deixou a ultima estação. Quando ele chega perto, ele vê que é um celular de última geração. Ele já começa a pensar em quanto vai conseguir lucrar com ele quando a mensagem aparece: Quer jogar? Sim ou Não. Ele aperta não, mas a mensagem continua aparecendo. Ele tenta fazer o celular funcionar, mas só aparece aquela mesma mensagem sem parar. Até que pela enésima vez ele vai apertar o não e percebe que a mensagem mudou, agora junto com a pergunta, aparece seu nome. Ele acha que é um amigo, Manga, zoando com ele e resolve entrar na brincadeira e responde sim.

Ele recebe uma missão teste. Ele tem que roubar o guarda chuva de um homem que acaba de entrar no trem e tem que filmar toda a ação. Como não é a primeira vez que ele rouba alguém, essa é uma tarefa fácil para ele. Ele faz o que foi pedido e é informado que ganhou 100 pontos e que agora ele tem acesso ao telefone. Ele consegue falar com Manga e percebe que não é uma brincadeira do seu amigo. Quando acessa o telefone, ele recebe as regras do jogo. Cada missão que ele cumprir, ele ganha pontos e cada ponto corresponde a dólares norte-americanos. Tudo o que ele fizer, será filmado por ele e por outros jogadores. No final, um vencedor será declarado e essa pessoa receberá um prêmio. E quando ele acessa seu número, ele assiste a ele mesmo roubando o homem, mas o melhor são os comentários que começam a aparecer no vídeo e a sensação é de puro entusiasmo. Mas conforme as tarefas vão valendo mais pontos, esse entusiasmo é substituído por outra sensação, a de que alguma coisa está muito errada.

Enquanto isso, Rebecca Normén, está em uma missão. Ela é uma guarda-costas e no momento está protegendo a Ministra da Integração. E apesar de seus cuidados, eles são atacados e quando tenta correr para seu veículo de fuga, ela percebe que ele não está no local combinado. Mas ela consegue se sair bem e acaba recebendo o convite para integrar o grupo Alfa, a elite do esquadrão de proteção pessoal. Desde que saiu da academia de polícia, ela foi galgando os degraus e finalmente conseguiu chegar no topo onde ela queria. Mas seu passado foi junto com ela, alguém sabe que ela não deveria estar ali. Que ela só está ali na verdade, porque deixou seu irmão mais novo levar a culpa no lugar dela. O que será que Rebecca e HP tem em comum? E quem é o mestre por trás do jogo? Jogo esse que é apenas uma brincadeira ou tem uma razão mais séria por trás dele?

Eu sempre fico de olho nos lançamentos da DarkSide, porque vamos combinar, se tem uma editora que capricha nos livros, é ela. E quando vi esse livro entre eles, e li a sinopse, é claro que já quis ler, ainda mais pela referencia a Stieg Larsson, que amei. Comprei o livro e não me arrependi. A edição, como todos os livros da editora está linda. Capa dura, caprichado por dentro e por fora e ainda veio um marcador em forma de celular. Só tenho uma única ressalva. A narrativa é dividida entre HP e Rebecca, e essa divisão que me fez tirar um livrinho da nota. Fiquei perdida várias vezes porque a divisão da narrativa é feita por penas uma linha entre uma narrativa e outra, e por vezes isso confundia, porque nem sempre o personagem estava em evidencia e não dava nem para se basear também em, a última foi ela, agora vai ser ele, porque as vezes um deles narrava duas partes seguidas.

HP, não me ganhou logo de cara, achei ele bem folgado, que não estava nem ai para nada.  Mas depois que ele entra no jogo e sofre as consequências, ele se transforma. Parece que ele levou uma rasteira e só queria dar o troco, mas ao mesmo tempo, eu desconfiava do seu caráter, porque sua intenções não ficaram claras até o final. Rebecca era uma bomba relógio prestes a explodir a qualquer momento, a culpa que ela carrega e tenta esconder de todos, está matando ela aos poucos. E não posso deixar de citar que o autor é um ex-policial e diretor de segurança de informação, então já dá para ter uma ideia dos detalhes que a história contém. Sem mais, eu tenho que indicar esse livro. Se você é fã de Stieg Larsson, você vai gostar muito, e se você gosta de um bom suspense, você vai adora esse livro. E no final, o autor ainda riu da cara do leitor, Quando você ler, você vai entender o que eu quis dizer.

Nota:




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