Livro: Tempestade de Guerra
Série: A Rainha Vermelha #4
#1 - A Rainha Vermelha
#2 - Espada de Vidro
#3 - A Prisão do Rei
Gênero: Distopia
Autora: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Páginas: 702
Ano: 2018
Contém spoiler dos livros anteriores.
Resenha:
Para quem não sabe do que se trata, na série A Rainha Vermelha vamos conhecer Mare Barrow que vive em um mundo dividido entre prateados e vermelhos. Os de sangue prateado tem poderes, por isso eles governam o mundo. Mas então Mare descobre que mesmo tendo sangue vermelho ela consegue controlar a eletricidade e posteriormente ela descobre que não é a única de sangue vermelho que tem poderes. Mare acaba se juntando a Guarda Escarlate contra o governo prateado que no momento tem na liderança Maven, o príncipe que Mare já confiou mas que se revelou ser um traidor fazendo com que todos prateados se voltassem contra seu próprio irmão, o príncipe Cal que se juntou a Maré e os vermelhos. Então Mare começa a recrutar um exército de vermelho iguais a ela e depois de uma vitória difícil em Corvium, ela é traída novamente, dessa vez por Cal que escolhe a coroa em vez do amor de Mare.
Tempestade de Guerra começa exatamente onde A Prisão do Rei terminou, com Mare de coração partido pela traição de Cal. Mas ela precisa pegar os pedaços e seguir em frente já que eles venceram apenas uma batalha e não a guerra. E para derrubar Maven os vermelhos precisam da ajuda de Cal e seus aliados, mesmo que entre eles esteja a Casa Samos, cujo líder é Volo que se autoproclamou rei de Rift, e um de seus filhos matou o irmão de Mare, Shade. E ainda por cima Mare vai ter que engolir Cal noivo de Evangeline, mesmo sabendo que Evangeline está tão feliz com esse casamento quanto ela. Mas enquanto as Casas planejam somente trocar um rei prateado por outro, colocando Cal no lugar de Maven, os planos da Guarda Escarlate são completamente diferentes. Eles pretendem acabar com a monarquia implantando um governo como o de Montfort, onde vermelhos e prateados são iguais.
Enquanto isso do outro lado dessa guerra temos Maven e sua esposa, Iris Cygnet, a rainha ninfoide. Maven se casou com Iris para garantir uma aliança entre Norta e Lakeland e acabar enfim com a guerra que dura anos, mas volta da batalha de Corvium com o pai de Iris morto. Iris que havia se casado apenas pela imposição do pai, não tem mais nada a temer e além de querer vingança contra os assassinos do seu pai, ela e sua mãe tem outros planos para Lakeland e vai apenas esperar a oportunidade de virar as coisas a seu favor e torce para que alguém acabe com seu querido marido, que se encontra cada dia pior com sua obsessão em recapturar Mare. Mas Maven mesmo estando visivelmente fora de si, ainda mantêm o maior número de pessoas do seu lado da guerra.
"Esse mundo é uma tempestade que ajudei a criar. Todos ajudamos, em maior ou menor proporção. Com passos que não podíamos calcular, por caminhos pelos quais jamais imaginamos caminhar."
O que dizer desse livro? Sabe quando você termina de ler e senta para escrever a resenha e não sabe o que vai escrever para expressar o que sentiu lendo o livro? Depois de acompanhar a série por todo esse tempo e imaginar mil finais diferentes para a série, a autora vem e faz completamente diferente do que você imaginou. Isso é bom ou ruim? Quando li A Rainha Vermelha eu estava em uma ressaca literária e depois de começar e não conseguir avançar na leitura de 5 livros de gêneros diferentes eu peguei A Rainha Vermelha como quem não quer nada e devorei o livro. E nem preciso dizer que amei tudo nele. Nem sei dizer o que gostei mais. Eu tinha lido várias resenhas negativas dele falando que a autora tinha feito uma salada de GOT com A Seleção e outros livros famosos, mas não concordo. Encontrei algo não original, mas que me agradou muito.
Mas depois li o segundo e o terceiro livro e achei que a história em vez de evoluir foi num decrescente. Mas ainda assim eu gostava da história e principalmente da escrita da autora que é viciante e que sabe terminar um livro como ninguém. Sério, os três livros anteriores terminaram de um jeito que fiquei com o coração na mão. Foi cada plot twist de deixar o leitor desesperado pela continuação. Por isso estava ansiosa para saber como a Victoria ia terminar essa história. Mas então o livro foi lançado, o meu não chegava nunca e comecei a ver alguns comentários de algumas pessoas que já tinham lido. E acabei lendo que o final da série era aberto. Eu confesso que tenho pavor de finais abertos, por isso já fiquei com um pé atrás ao iniciar a leitura. Mas então descobri que existem finais abertos e finais abertos escritos por quem sabe o que está fazendo.
A guerra que estava sendo anunciada nos outros livros enfim chegou. Mas temos vários grupos com objetivos diferentes e que se aliam temporariamente para combater o inimigo maior. Entrou aquela de que inimigo do meu inimigo é meu amigo. Temos Cal tentando conquistar o trono que é seu por direito de nascença, temos a Guarda Escarlate, os vermelhos e os sanguenovos lutando por um mundo onde todos tenham os mesmos direitos, temos Iris e seu reino lutando por vingança e para tomar Norta e temos Maven que luta pelo prazer de ver os outros morrerem mesmo hehe. Mas em boa parte do livro temos mais conspirações e reuniões onde vemos as estratégias politicas de cada um sendo colocada em prática, que foi um ponto forte no livro, do que de luta corporal em si. Mas quando elas aconteciam, era um peso no coração, com medo de quem seria a próxima vítima.
Agora quem roubou a cena e posso dizer sem sombra de dúvida, que esse quarto livro da série foi das mulheres. Cada uma delas com seu papel fundamental mexendo os pauzinhos nos bastidores e fazendo os homens cumprirem suas vontades. Mare, Evangeline, Iris, Farley, Anabel, Cenra, todas mulheres fortes que foram fundamentais para o decorrer da história e de como ela terminou. Ou não terminou porque agora vou falar do famoso final aberto. Eu não achei ele aberto, achei que a autora conseguiu fechar muito bem a história, mas como em toda revolução, as coisas demandam tempo e esforço para haver mudanças, por isso não tinha como colocar um ponto final e um viveram felizes para sempre na história. Por isso eu achei que terminou da forma que teria que terminar, com as coisas encaminhadas e gostei muito do final.
Mare me conquistou novamente. Depois dela ter me dado nos nervos no livro anterior, ela voltou a ser aquela garota do primeiro livro que luta por seus ideais e faz o que é preciso. Evangeline foi outra que me surpreendeu e gostei muito do final dela. Iris também veio apara roubar a cena, mas achei que ela poderia ter sido mais aproveitada e com um final diferente. Agora uma pessoa que ficou meio esquecida foi a Cameron. Como a autora colocou ela como porta voz em um dos livros, achei que ela fosse ter mais do que a pequena participação que teve nesse livro. Agora uma coisa que amei no livro foi que enfim, depois de tantas páginas da série a autora resolveu contar a história pelo ponto de vista de vários personagens da série como o Cal e o Maven.
Mas essa resenha já está enorme e se continuar escrevendo vou soltar spoilers. Por isso só me resta indicar o livro e a série. Quem gosta do gênero vai amar. E como cada um é cada um, tenho certeza de que esse livro vai mexer com você, seja para o bem ou não hehe. Quanto a edição, a capa está tão linda quanto as anteriores. Adorei as capas irem mudando os tons para mais escuros ao longo da série, foi acompanhando a evolução da história. Vi muita gente reclamando do material da capa, mas as minhas continuam iguais a quando comprei. Enfim, leiam, mesmo os livros sendo enormes, eu terminei querendo mais hehe.
Nota:


