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26 junho 2018

Resenha | Tempestade de Guerra - Victoria Aveyard


Livro: Tempestade de Guerra
Série: A Rainha Vermelha #4
#1 - A Rainha Vermelha
#2 - Espada de Vidro
#3 - A Prisão do Rei
Gênero: Distopia
Autora: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Páginas: 702
Ano: 2018

Contém spoiler dos livros anteriores.

Resenha:
Para quem não sabe do que se trata, na série A Rainha Vermelha vamos conhecer Mare Barrow que vive em um mundo dividido entre prateados e vermelhos. Os de sangue prateado tem poderes, por isso eles governam o mundo. Mas então Mare descobre que mesmo tendo sangue vermelho ela consegue controlar a eletricidade e posteriormente ela descobre que não é a única de sangue vermelho que tem poderes. Mare acaba se juntando a Guarda Escarlate contra o governo prateado que no momento tem na liderança Maven, o príncipe que Mare já confiou mas que se revelou ser um traidor fazendo com que todos prateados se voltassem contra seu próprio irmão, o príncipe Cal que se juntou a Maré e os vermelhos. Então Mare começa a recrutar um exército de vermelho iguais a ela e depois de uma vitória difícil em Corvium, ela é traída novamente, dessa vez por Cal que escolhe a coroa em vez do amor de Mare.

Tempestade de Guerra começa exatamente onde A Prisão do Rei terminou, com Mare de coração partido pela traição de Cal. Mas ela precisa pegar os pedaços e seguir em frente já que eles venceram apenas uma batalha e não a guerra. E para derrubar Maven os vermelhos precisam da ajuda de Cal e seus aliados, mesmo que entre eles esteja a Casa Samos, cujo líder é Volo que se autoproclamou rei de Rift, e um de seus filhos matou o irmão de Mare, Shade. E ainda por cima Mare vai ter que engolir Cal noivo de Evangeline, mesmo sabendo que Evangeline está tão feliz com esse casamento quanto ela. Mas enquanto as Casas planejam somente trocar um rei prateado por outro, colocando Cal no lugar de Maven, os planos da Guarda Escarlate são completamente diferentes. Eles pretendem acabar com a monarquia implantando um governo como o de Montfort, onde vermelhos e prateados são iguais.

Enquanto isso do outro lado dessa guerra temos Maven e sua esposa, Iris Cygnet, a rainha ninfoide. Maven se casou com Iris para garantir uma aliança entre Norta e Lakeland e acabar enfim com a guerra que dura anos, mas volta da batalha de Corvium com o pai de Iris morto. Iris que havia se casado apenas pela imposição do pai, não tem mais nada a temer e além de querer vingança contra os assassinos do seu pai, ela e sua mãe tem outros planos para Lakeland e vai apenas esperar a oportunidade de virar as coisas a seu favor e torce para que alguém acabe com seu querido marido, que se encontra cada dia pior com sua obsessão em recapturar Mare. Mas Maven mesmo estando visivelmente fora de si, ainda mantêm o maior número de pessoas do seu lado da guerra.

"Esse mundo é uma tempestade que ajudei a criar. Todos ajudamos, em maior ou menor proporção. Com passos que não podíamos calcular, por caminhos pelos quais jamais imaginamos caminhar."

O que dizer desse livro? Sabe quando você termina de ler e senta para escrever a resenha e não sabe o que vai escrever para expressar o que sentiu lendo o livro? Depois de acompanhar a série por todo esse tempo e imaginar mil finais diferentes para a série, a autora vem e faz completamente diferente do que você imaginou. Isso é bom ou ruim? Quando li A Rainha Vermelha eu estava em uma ressaca literária e depois de começar e não conseguir avançar na leitura de 5 livros de gêneros diferentes eu peguei A Rainha Vermelha como quem não quer nada e devorei o livro. E nem preciso dizer que amei tudo nele. Nem sei dizer o que gostei mais. Eu tinha lido várias resenhas negativas dele falando que a autora tinha feito uma salada de GOT com A Seleção e outros livros famosos, mas não concordo. Encontrei algo não original, mas que me agradou muito.

Mas depois li o segundo e o terceiro livro e achei que a história em vez de evoluir foi num decrescente. Mas ainda assim eu gostava da história e principalmente da escrita da autora que é viciante e que sabe terminar um livro como ninguém. Sério, os três livros anteriores terminaram de um jeito que fiquei com o coração na mão. Foi cada plot twist de deixar o leitor desesperado pela continuação. Por isso estava ansiosa para saber como a Victoria ia terminar essa história. Mas então o livro foi lançado, o meu não chegava nunca e comecei a ver alguns comentários de algumas pessoas que já tinham lido. E acabei lendo que o final da série era aberto. Eu confesso que tenho pavor de finais abertos, por isso já fiquei com um pé atrás ao iniciar a leitura. Mas então descobri que existem finais abertos e finais abertos escritos por quem sabe o que está fazendo.

A guerra que estava sendo anunciada nos outros livros enfim chegou. Mas temos vários grupos com objetivos diferentes e que se aliam temporariamente para combater o inimigo maior. Entrou aquela de que inimigo do meu inimigo é meu amigo. Temos Cal tentando conquistar o trono que é seu por direito de nascença, temos a Guarda Escarlate, os vermelhos e os sanguenovos lutando por um mundo onde todos tenham os mesmos direitos, temos Iris e seu reino lutando por vingança e para tomar Norta e temos Maven que luta pelo prazer de ver os outros morrerem mesmo hehe. Mas em boa parte do livro temos mais conspirações e reuniões onde vemos as estratégias politicas de cada um sendo colocada em prática, que foi um ponto forte no livro, do que de luta corporal em si. Mas quando elas aconteciam, era um peso no coração, com medo de quem seria a próxima vítima.

Agora quem roubou a cena e posso dizer sem sombra de dúvida, que esse quarto livro da série foi das mulheres. Cada uma delas com seu papel fundamental mexendo os pauzinhos nos bastidores e fazendo os homens cumprirem suas vontades. Mare, Evangeline, Iris, Farley, Anabel, Cenra, todas mulheres fortes que foram fundamentais para o decorrer da história e de como ela terminou. Ou não terminou porque agora vou falar do famoso final aberto. Eu não achei ele aberto, achei que a autora conseguiu fechar muito bem a história, mas como em toda revolução, as coisas demandam tempo e esforço para haver mudanças, por isso não tinha como colocar um ponto final e um viveram felizes para sempre na história. Por isso eu achei que terminou da forma que teria que terminar, com as coisas encaminhadas e gostei muito do final.


Só não gostei da parte romântica da história. Desde o primeiro livro eu me apaixonei pelo Cal, e não consegui gostar de Maven, nem quando se pensava que ele era diferente. Mas ao longo da história fui pegando ranço do Cal. Ele se mostrou um fraco em todos os momentos e covarde em cada decisão que precisava ser tomada. Foi um personagem que enganou muito bem, muito mais que o Maven que desde o principio foi aquilo mesmo. Não gosto do Maven e acho que ele usou muito sua mãe como desculpa, mas pelo menos ele era o que era enquanto Cal não sabia o que queria de verdade e só fazia magoar as pessoas em volta e principalmente a Mare. Infelizmente não acreditei no amor deles e acho que nesse ponto a autora poderia terminar de outro jeito.

Mare me conquistou novamente. Depois dela ter me dado nos nervos no livro anterior, ela voltou a ser aquela garota do primeiro livro que luta por seus ideais e faz o que é preciso. Evangeline foi outra que me surpreendeu e gostei muito do final dela. Iris também veio apara roubar a cena, mas achei que ela poderia ter sido mais aproveitada e com um final diferente. Agora uma pessoa que ficou meio esquecida foi a Cameron. Como a autora colocou ela como porta voz em um dos livros, achei que ela fosse ter mais do que a pequena participação que teve nesse livro. Agora uma coisa que amei no livro foi que enfim, depois de tantas páginas da série a autora resolveu contar a história pelo ponto de vista de vários personagens da série como o Cal e o Maven.

Mas essa resenha já está enorme e se continuar escrevendo vou soltar spoilers. Por isso só me resta indicar o livro e a série. Quem gosta do gênero vai amar. E como cada um é cada um, tenho certeza de que esse livro vai mexer com você, seja para o bem ou não hehe. Quanto a edição, a capa está tão linda quanto as anteriores. Adorei as capas irem mudando os tons para mais escuros ao longo da série, foi acompanhando a evolução da história. Vi muita gente reclamando do material da capa, mas as minhas continuam iguais a quando comprei. Enfim, leiam, mesmo os livros sendo enormes, eu terminei querendo mais hehe.

Nota:






05 julho 2017

Resenha | A Prisão do Rei - Victoria Aveyard


Livro: A Prisão do Rei
Série: A Rainha Vermelha #3
#1 A Rainha Vermelha
#2 Espada de Vidro
Gênero: Distopia
Autora: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Páginas: 552
Ano: 2017

Contém spoiler dos livros anteriores.

Resenha:
Apesar de ter sangue vermelho, Mare descobriu que tem poderes igual aos dos prateados. Para que ninguém descobrisse isso, o Rei fez Mare fingir que era uma prateada e noiva de Maven. Mas enquanto estava no palácio, Mare fez jogo duplo e passava informações para a Guarda Escarlate, um grupo de vermelhos rebeldes. Porém Mare confiou em quem não devia e foi traída. Tanto ela como o príncipe Cal se tornaram fugitivos. E enquanto se escondiam do novo rei, eles começaram a recrutar os vermelhos, que assim como a Mare, também tem poderes. Mas o rei Maven também sabia desses sanguenovos e se juntou a caça. E mais uma vez eles são traídos e são pegos por Maven. E para salvar seus amigos, Mare se entregou para Maven e agora ela é uma prisioneira do rei, com direito a uma coleira, cuja corrente fica na mão de Maven.

Mas depois que Mare expôs as mentiras de Maven e o corpo da rainha na televisão, Maven vem enfrentando uma pequena resistência das Casas Prateadas. Tem algumas Casas que querem Cal no poder. Mas nada que o rei não possa controlar. Por enquanto. E ainda mais tendo Mare como um cachorro aos seus pés. E ele não perde a oportunidade de mostrar o quanto Mare, segundo ele, a líder da Guarda Escarlate, está subjugada e sofrendo em suas mãos. Mare só pode odiar a todos de longe, já que onde vai, ela está acompanhada dos guardas da Casa Arven com seus poderes silenciadores. O único lugar que eles não estão é no banheiro de seu quarto, mas lá está cheio de Pedras Silenciosas e é uma agonia entrar lá. Mare já está há um mês sem sentir seus poderes e ela está definhando um pouco a cada dia. E finalmente Maven cede a pressão dos prateados e deixa Mare ser interrogada por Samson, primo de Elara e Mare tem que reviver seus piores pesadelos. E Samson faz com que Mare tenha saudades de Elara. 

Mas nada que Mare possa revelar sobre a Guarda Escarlate vai ser útil, já que assim que Mare foi levada por Maven, os outros avisaram o Coronel, e Tuck foi evacuada. Cameron não gostava de Mare, já que Mare não lhe deu escolha e ela foi obrigada a se juntar a Guarda, mas ela sente pelo o que Mare deve estar passando por ter salvado a vida deles. E enquanto Maven está torturando Mare, os vermelhos estão se rebelando por todos os lugares, sendo que em Corvium a coisa está por um fio. Mas Maven tem uma ideia, ele vai usar Mare para atrair os sanguenovos até ele. Ele obriga Mare a fazer um discurso contra a Guarda Escarlate e oferecer proteção aos sanguenovos. Mas a Guarda Escarlate não vai aceitar isso calada e eles decidem enfim dar início a essa guerra que vem sendo anunciada a tanto tempo. Resta saber qual lado Cal vai apoiar. O certo é que ele vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para tirar Mare das garras de seu irmão. 

"Quando o conheci, fui seduzida por sua dor. Ele era o menino na sombra, um filho esquecido. Eu me reconheci nele. Sempre atrás de Gisa, a estrela cintilante do mundo dos meus pais. Sei agora que foi proposital. Ele me enganou quando era príncipe, me atraindo para sua armadilha. Agora, estou na prisão do rei. Mas ele também está. Minhas correntes são as Pedras Silenciosas. As dele são a coroa."

A exemplo do livro anterior, esse terceiro livro também começa exatamente no ponto de onde parou o segundo. E de novo a narrativa é em primeira pessoa, mas temos uma diferença aqui. Eu prefiro mil vezes livros em terceira pessoa, porque quando é em primeira e a pessoa que está narrando não é tão interessante, a história se torna chata. Sem falar que ficamos preso somente ao que o narrador sabe e a visão dele dos outros personagens. No primeiro livro, A Rainha Vermelha, isso não me incomodou tanto, já que estava conhecendo um novo mundo e a história teve inúmeras traições e reviravoltas. Já no segundo, A Espada de Vidro, me senti bastante incomodada porque acabei desgostando bastante da Mare, a narradora. E quando comecei o terceiro livro fui surpreendida pela narrativa não ser exclusividade da Mare, o que foi um ponto muito positivo, mas assim como me surpreendi por isso, acabei surpreendida também pela pessoa que a autora escolheu para dar uma outra visão da história, Cameron.

Me perdoem os fãs da garota, mas nem ela sabe o que ela está fazendo na história, então qual foi o motivo da escolha, quando a autora poderia ter escolhido tantas outras pessoas mais interessantes que ela como a Farley, o Julian, o Coronel, o Cal e principalmente o Maven. Mas enfim, quando já tinha perdido as minhas esperanças, mais da metade do livro depois, a coisa muda de figura e Evangeline passa a narrar também. Ai a coisa melhorou e muito, com a narrativa de Evangeline podemos ter uma visão completamente diferente de tudo o que vinha sendo apresentado até então. Os horizontes se abriram. E infelizmente foi só ai, quase na página 300 que comecei a gostar da história. Até então foi um chove não molha e nem sei como consegui ler até lá. Para quem gosta de uma parte mais psicológica, vai ser um prato cheio, porque é nela que aprendemos mais sobre a personalidade e a razão dos atos de Maven. Mas eu que queria ação, achei essa primeira parte muito chata.

Quanto aos personagens, o livro gira praticamente em torno da Mare e os personagens secundários ficam um pouco esquecidos. Maven é quem mais aparece, mas eu ainda queria mais dele. E Mare muda a cada livro, por isso nem sei o que esperar dela no próximo. Ela é muito instável. Cal que era meu favorito até então, me deu muita raiva nesse livro, principalmente no final. Evangeline que eu odiava, acabou ganhando a minha simpatia. E os outros pouco fizeram para serem mencionados. Agora tenho que tirar o meu chapéu para a autora no quesito finais. Ela sabe como terminar uma história e deixar o leitor desesperado pelo próximo livro. Tomara que não demore muito para lançar o próximo, porque eu preciso saber o que vai acontecer. Quanto a edição, está tão linda quanto as anteriores e essa é a minha capa favorita entre as quatro, contando o livro de contos que eu não tenho. Enfim, foi o livro que menos gostei até agora, mas indico para os fãs da série, e sim, vou ler o próximo, porque preciso saber como termina essa história.

Nota: 





22 junho 2017

Resenha | A Espada de Vidro - Victoria Aveyard


Livro: Espada de Vidro
Série: A Rainha Vermelha #2
#1 - A Rainha Vermelha
Gênero: Distopia
Autora: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Ano:  2016
Páginas: 496

Resenha: 


Contém spoiler do livro anterior. 


"Se sou uma espada, sou uma espada de vidro. E já me sinto prestes a estilhaçar."

Mare Barrow só tinha uma preocupação na vida, prestes a completar dezoito anos, ela queria descobrir um jeito de escapar do alistamento obrigatório na guerra de Norta contra Lakeland. uma guerra sem sentido que já dura anos. E é exatamente tentando escapar do alistamento que ela conhece o príncipe Cal e ele consegue um emprego para ela como criada da família real. Mas as coisas não acontecem como o esperado e logo no seu primeiro dia no emprego, Mare descobre que apesar de ter o sangue vermelho, ela tem a habilidade de controlar a eletricidade. Os poderes até então eram exclusivo dos prateados. Mas essa descoberta se dá em publico e para contornar a situação o Rei faz um acordo com Mare e ela terá que fingir ser uma nobre prateada. Só que a Guarda Escarlate, um grupo de vermelhos rebeldes, vê Mare como um trunfo e Mare acaba fazendo um jogo duplo.

Porém Mare confia na pessoa errada e as coisas terminam da pior forma com Mare e Cal condenados a morte. Só que eles conseguem fugir com a ajuda da Guarda Escarlate. Mas Cal apesar de estar com eles, aos olhos de todos os vermelhos ele é um prateado, por isso ele está algemado, mesmo tendo todos os prateados em seu encalço, já que ele é acusado de matar seu próprio pai, cortesia de Maven e da Rainha Elara. E mesmo tendo conseguido fugir da execução eles ainda não estão seguros. Enquanto fogem no trem em direção ao esconderijo da Guarda Escarlate eles sabem que a qualquer momento Maven vai atacar. E Cal avisa que Maven vai vir com tudo o que eles tem. E depois de ter sido traída da pior forma, Mare não sabe se pode confiar em Falsey mesmo que seu irmão Shade, que graças a Deus esta vivo e tem poderes como ela, e seu amigo Kilorn, estejam com a Guarda.

E Cal estava certo. Eles são atacados pelo ar e por terra. Mas nem Cal poderia imaginar o que Maven faria: a linha de frente é ocupada por criados vermelhos acorrentados servindo de escudo para os soldados prateados. E novamente Mare e Cal lutam juntos e mesmo com toda destruição causada por Maven e seu exército, eles conseguem escapar. Mas Mare não é mais a mesma. Aquela Mare morreu no dia em que caiu no escudo elétrico. Essa nova Mare não confia mais em ninguém e não consegue se encaixar entre os vermelhos que também não a veem como uma igual. Por isso Mare só tem um objetivo em mente: encontrar os iguais a ela. Ela tem uma lista de vermelhos com poderes prateados. O problema é que Maven também sabe todos os nomes que estão na lista e chegar até eles antes de Maven é uma questão de vida ou morte. E se conseguir eles terão um exército para lutar de igual para igual.

"Sou a primeira a agarrar seu braço. Seguro firme. Ainda que não possa confiar em Kilorn, em Cal e em mais ninguém, posso confiar no poder. Na Força. Na energia."

Quando fui ler A Rainha Vermelha, li morrendo de medo, porque até então tinha lido muitas resenhas negativas dele. Era todo mundo falando que não tinha nada original na história, que era basicamente uma salada de outras distopias. E também era só coisas negativas sobre a protagonista. Mas felizmente eu li o livro e amei. Realmente tem muitas coisas de outros livros, mas se pensar por esse lado, qual livro que a gente lê que não tem nadinha de nada de algum outro que a gente já leu ou ouviu falar. Mas apesar de ter amado, eu acabei demorando um tempão para ler o segundo. Só agora consegui pegar ele para ler. E dessa vez infelizmente eu tenho que concordar com as resenhas negativas que li da série. O segundo livro pouco acrescentou à história e tem muitas referencias a outros livros famosos. Tem até uma cena muito igual a Jogos Vorazes. E a protagonista, meu Deus.

Eu tinha gostado da Mare no primeiro livro, mas nesse eu até que tentei dar desculpas para suas atitudes, mas no fim não teve jeito, fiquei com vontade de entrar no livro e dar umas sacudidas nela para ver se ela enxergava alguma coisa que não fosse seu próprio umbigo. Ela passou metade do livro se lamentando porque foi traída pelo Maven e não querendo acreditar que aquilo realmente tinha acontecido e passou a outra metade achando que era a super poderosa invencível que não importava quem ela magoasse pelo caminho, que no fim só o poder dela é que valia a pena. Se eu fosse a autora ia dar um jeito de ela perder seus poderes só para ver o que ela ia fazer. Mas gostei do que a autora fez no final, ela merecia muito mais do que aquilo. Como já estou com o terceiro livro aqui na estante, já vou começar a ler e espero que ela mude essas atitudes, se não vai ficar impossível continuar lendo a série.

Mas nem tudo foi ruim, até por isso ainda dei uma nota alta para o livro. Espada de Vidro começa exatamente na mesma cena em que A Rainha Vermelha terminou, por isso já temos ação logo no inicio do livro. E o livro é praticamente isso, ação, atrás de ação. Não temos grande reviravoltas como no primeiro, mas eu como fã dos X-Men, não poderia deixar de apreciar tantas pessoas com poderes juntas. Eu queria muito ter o poder de uma das garotas. Ela tem uma memória perfeita, consegue se lembrar de tudo o que já leu, ouviu ou viu em sua vida. Imagine que bom seria para lembrar de todos os livros que já lemos? hehe. Quanto aos demais personagens, Maven pouco aparece, e quando o faz rouba a cena. Cal me decepcionou um pouco também por ficar passando a mão na cabeça da Mare. E os outros praticamente foram ofuscados pela chatice da Mare, que é a narradora da história. Mas em compensação a capa está ainda mais linda que a do primeiro livro. Emfim, leia por sua conta e risco.

Nota:







12 setembro 2016

Resenha | A Rainha Vermelha - Victoria Aveyard


Livro: A Rainha Vermelha
Série: A Rainha Vermelha # 1
Gênero: Distopia
Autora: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Páginas: 422
Ano: 2015

Resenha:
O mundo é dividido em dois povos: os que tem sangue prateado e os que tem sangue vermelho. Os prateados são os governantes, já que eles tem poderes especiais e são como deuses e os vermelhos são os que trabalham para os prateados terem suas vidas de deuses. Mare Barrow pertence a uma das famílias pobres de sangue vermelho. Ela está prestes a completar dezoito anos e como não tem uma ocupação será enviada para o exército, de onde raramente alguém volta vivo e quando volta, não é inteiro. Somente os vermelhos que vão para o exército, os prateados só lutam para exibir seus poderes e mostrar aos vermelhos porque são eles que mandam. Essas lutas acontecem toda primeira sexta e os vermelhos são obrigados a assistir. Mas assim que um dos prateados é derrotado, mais que depressa os médicos entram na arena para curar o perdedor, já que os prateados não devem morrer, principalmente na frente dos vermelhos.

Ninguém quer ir para o exército, por isso desde crianças os vermelhos já começam a aprender um ofício, mas Mare passa seu tempo roubando para ajudar sua família e tentando achar uma solução para não ser obrigada a ir para a guerra. Mas quando seu amigo Kilorn perde seu mestre e vai ter que ir para a guerra em uma semana, ela tem uma ideia para salvar os dois, mas como tudo tem um preço, ela vai precisar de duas mil coroas. Com a ajuda de sua irmã Gisa, que é aprendiz de costureira, Mare consegue entrar no Palacete do Sol, a casa de verão do rei. Mas as coisas saem do controle, acontece um ataque terrorista na capital de um grupo intitulado A Guarda Escarlate, e na confusão que se inicia, sua irmã também termina encrencada. Dominada pela culpa, Mare não sabe mais o que está fazendo. É quando o destino coloca um jovem misterioso na sua frente, Cal, que acaba sendo sua salvação. Ele consegue um emprego de criada no Palacete para Mare.

E logo no primeiro dia, ela já vai servir em um grande evento, a Prova Real, que é onde as jovens prateadas representantes das Grandes Casas, demonstram seus poderes, e a mais talentosa entre elas, se casará com o príncipe herdeiro. Mas durante o evento, um acidente quase tira a vida de Mare, que só não morre porque descobre diante do rei e de toda nobreza que tem um poder misterioso. Mas como isso é possível sendo ela uma vermelha? Diante dessa impossibilidade, o rei decide que Mare fingirá ser uma nobre prateada, filha de um general morto em batalha e que foi criada por um soldado vermelho e se casará com o príncipe mais novo, o príncipe Maven. Dessa forma ele calará tanto as Grandes Casas, como o grupo vermelho rebelde, A Guarda Escarlate. Em troca, ela pede que o rei libere seus irmãos e seu amigo da guerra. E enquanto faz o jogo do rei, Mare descobre que pode ser útil a causa vermelha. mas suas escolhas pode matar mais vermelhos do que salvar.

"Não posso dar um escorregão sequer. Nem agora nem nunca. Sou especial. Sou um acidente. Uma mentira. E minha vida depende simplesmente de sustentar a ilusão."

Não sei nem o que dizer para expressar o quanto gostei desse livro. Para começo de conversa ele me deixou em uma ressaca literária. Já tentei uns 5 livros diferentes e não consegui ler nenhum. Comecei ele com as expectativas lá embaixo, depois de ter lido várias resenhas dizendo que a autora tinha feito uma salada de vários outros livros do gênero como Jogos Vorazes, GOT e A Seleção com os X-Men. Por isso acho que gostei tanto, por não estar esperando nada legal. Ele tem sim elementos dos livros citados, mas conforme vamos lendo, podemos ver que a autora criou uma história só dela. Mas também acho dificil de encontrar uma distopia que tenha algo completamente novo. Mas voltando ao livro, eu quero a continuação para ontem, acho que assim curo minha ressaca hehe.

A história é dinâmica e não lembro de ter ficado entediada em nenhuma parte da história. O ritmo é constante e a cada nova página, vamos descobrindo coisas novas e a ação vai rolando solta. E amei a parte dos X-Men. Lembro o quanto me decepcionei com a trilogia Estilhaça-me, porque prometeram os X-Men e ficou só na teoria. Aqui não. Eles aparecem constantemente, usam seus poderes e lutam muito. E é um livro que você não pode se apegar a ninguém. Não no sentido George Martim, mas no sentido de que a qualquer momento a pessoa em que você mais confia vai se revelar completamente o oposto do que você imaginava. A traição e as mentiras rolam soltas pelo poder. Ninguém é confiável. E se tiver que citar algo negativo sobre o livro, talvez seja a falta de explicações para como tudo chegou naquele ponto.

Mare é um personagem que adorei. Ela não é a mocinha perfeita, ela erra e faz jogo duplo. Mas é forte e leal a causa, mesmo que isso coloque sua vida em risco. E tem umas horas que ela é bem burrinha mesmo, mas o resto compensa. Maven e Cal são os príncipes perfeitos. Tão diferentes e tão iguais entre si. Eu fiquei dividida entre eles o livro todo. Mesmo que o romance quase não apareça na história, ele fica em último plano, é dificil não torcer para que Mare se apaixone por um dos dois. E a Rainha gente, achei alguém igual a Cersei hehe. E para completar tem um daqueles finais de tirar o folego. Sei que muita gente não gostou, mas gosto é gosto e cada um tem o seu. Eu particularmente amei. A edição está linda, com uma capa maravilhosa. Recomendo o livro. Leiam e ame ou odeie o livro hehe.

Nota:





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