Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Páginas: 344
Ano: 2020
A autora da série best-seller A Seleção está de volta com um novo universo apaixonante!Quando o rei Jameson se declara para a Lady Hollis Brite, ela fica radiante. Afinal, a jovem cresceu no castelo de Keresken, competindo com as outras damas da nobreza pela atenção do rei, e agora finalmente poderá provar seu valor.
Cheia de ideias e opiniões, logo Hollis percebe que, por mais que os sentimentos de Jameson sejam verdadeiros, estar ao seu lado a transformaria num simples enfeite. Tudo fica ainda mais confuso quando ela conhece Silas, um estrangeiro que parece enxergá-la ― e aceitá-la ― como realmente é. Só que seguir seu coração significaria decepcionar todos à sua volta…
Hollis está diante de uma encruzilhada ― qual caminho levará ao seu final feliz?
Eu conheci a escrita da Kiera em 2012 quando me deparei com a capa do livro A Seleção. Eu que amo capas com vestido me encantei por ela, por todas da série em seguida, e quando li a sinopse, uma história nas vibes de contos de fadas, já corri ler. E apesar dos pontos negativos da história, sendo o maior deles a autora ter ignorado o cenário politico e falando nele apenas superficialmente, o romance do livro compensou o resto, até porque foi um romance que ela se propôs a escrever e foi isso que ela fez. E posteriormente eu li o livro A Sereia que foi publicado aqui depois da série, mas foi escrito antes pela autora, onde o foco do livro também é o romance.
E no ano passado a autora lançou esse livro que gerou o maior burburinho na blogosfera literária. Foi uma enxurrada de resenhas negativas, tanto que até desisti de ler ele. Mas como agora lançou a segunda parte da história e já tinha passado bastante tempo e os comentários negativos já não estavam tão frescos na minha memória, resolvi ler ele. Mas infelizmente foi tudo aquilo que falaram e mais um pouco. Fazia tempo que eu não lia um livro onde eu não achei um nada de positivo para falar sobre ele. São 344 páginas que vai do nada a lugar nenhum e a protagonista é uma das mais intragáveis que já tive o desprazer de conhecer.
Nem vou reclamar do cenário politico porque isso eu já esperava que fosse ser superficial mesmo devido a já conhecer a autora. Mas pelo menos nos outros livros o romance foi arrebatador e aqui nesse eu não vi nem um deslumbre dele. No começo do livro temos uma Hollis "apaixonada" por tudo o que teria se fosse escolhida rainha, em nenhum momento vemos qualquer tipo de sentimento dela pelo rei. Depois a autora forma um triângulo amoroso com alguém que a Hollis olha e literalmente se "apaixona" pelos olhos azuis dele. E é isso, não tem nenhum desenvolvimento, as interações entre eles são quase nulas, e leitor não poderia se importar menos com quem ela ia ficar.
E a Hollis que é descrita pela própria autora como uma protagonista forte no começo do livro?, e fico aqui imaginando o que seria o contrário na visão da autora. A Hollis é uma cabeça oca, fútil, que só pensa em joias e vestidos e não enxerga um palmo na frente do seu nariz. Até poderia ser ingenuidade, mas não é, ela é tapada porque quer ser assim. Não enxerga a amizade toxica com a melhor amiga, acha que o rei vai aceitar de boa ser trocado por outro e ficar de palhaço na história, só faltou aparecer os unicórnios e as fadas e todo irem viver juntos no reino encantado. E até a reviravolta que a autora tentou criar na história estava mais do que na cara que ia acontecer.
Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Páginas: 328
Ano: 2021
Resenha:
Já no segundo livro, que começa exatamente de onde o primeiro parou, eu já fui sem esperar nada de tão ruim que foi o primeiro. E ainda assim achei ele pior que o primeiro. Enquanto no primeiro A Prometida ficou só na promessa, A Traição foi real, mas com os fãs da autora que compraram os livros esperando uma história boa. Eu não sei novamente como temos mais de 300 páginas em algo que não acontece nada. A parte politica que a autora tentou desenvolver mais nesse segundo livro parece brincadeira de criança. Eu já li livros infantis onde temos mais realidade do que nesse.
As coisas, que se fosse em um outro livro, teríamos uma guerra, estratégias, uma luta pelo menos para justificar os guerreiros e as espadas, se resolvem em um passe de mágica e teve uma cena que fiquei: "não é possível isso, cê tá de brincadeira comigo ou tá achando que sou trouxa?". Cadê os vilões do livro, cadê os personagens do reino que ela deixou para trás que só aparecem no finalzinho como figurantes. Porque a autora escolhe usar uma narração em primeira pessoa com uma pessoa tão sem sal como a Hollis que não enxerga um palmo na frente dos seus olhos?
E o romance? Novamente temos um instalove. E a autora tentou usar o famoso enemies to lovers, mas aquelas provocações entre os protagonistas que é tipo "quem desdenha quer comprar" não existem. Eles se ofendem de verdade e de um dia para o outro o eu odeio vira eu amo. Não colou. Aliás nada funcionou nesses dois livros. Foi tudo tão raso, tão superficial que confesso perdi meu tempo lendo eles. E o final então, que tive que voltar a página porque termina do nada. Depois de tanta enrolação, faz pelo menos um final decente. Quanto a edição eu li os livros em e-book, e nesse segundo achei bastante erros de revisão, mas não sei como estão os livros físicos. Infelizmente é uma leitura que não indico, mas se quiser se aventurar espero que tenha mais sorte do que eu.
Nota:
